Módulo de Camera IP ONVIF BLK18E-OH22

Este módulo é praticamente uma câmera IP inteira com firmware compatível com o padrão ONVIF. Ele pode ser comprado separadamente na China mas muitas câmeras prontas são construídas em torno dele, incluindo algumas que tenho em casa e que aos poucos vou apresentar aqui no blog. Para não escrever posts variados com informação redundante, vou tratar do módulo nesta página e os posts sobre as câmeras equipadas com ele farão links para cá.

 Lado da CPU  Lado do Sensor
camera_onvif_dome_plastica_IH10-X_DSC01792_320_ryan.com.br camera_onvif_dome_plastica_IH10-X_DSC01802_320_ryan.com.br

Componentes principais

Lado da CPU

  • IP101GR – Interface Ethernet.
  • HiSilicon Hi3518E – SoC
  • Magnetics
  • Componente não identificado marcado ‘CICC’ (2x) –
  • Componente não identificado marcado ‘C16aJ’
  • Componente não identificado (parece diodo) marcado ‘1N21D’

Conectores, da esquerda para a direita no sentido horário

  • (sem pinos – apenas furos) – Possivelmente a porta serial do Hi3518
  • IR-CUT
  • Ethernet
  • Ligação com a placa IR. Provavelmente com sensor LDR.
  • Alimentação

Lado do sensor

  • FM24C08B – EEPROM serial de 8kb
  • Winbond 25Q64FVSIG – Memória Flash SPI de 64Mbit (8MB) e 3V
  • BA6208L – Driver reversível de motor – Ainda estou incerto do propósito, mas fica perto do conector do IR-CUT.
  • MP1470 –  (identificado como IADJE, próximo ao indutor ‘4R7’) – Conversor Step-Down de 2A
  • Componente não identificado marcado ‘LD4GJ’ (2x) – Possivelmente outro conversor DC-DC, já que cada um está próximo a um indutor.

Não há chip visível de RAM porque o Hi3518E tem uma RAM DDR2 embutida de 64MB

Notas

  • Aparentemente as câmeras baseadas em Hi3518 tem um bootloader com suporte a TFTP, permitindo a recuperação em caso de firmware corrompido. Também pode ser possível fazer o backup do firmware. Veja isso e outras coisas aqui;
  • Essa câmera apesar de estar configurada como “discoverable” não aparecia na lista do ODM. Isso foi resolvido adicionando manualmente a URI: http://<endereco_IP>:8899/onvif/device_service

Portas abertas

  • 23 – Telnet – Credenciais: root / xmhdipc
  • 80
  • 554 – RTSP
  • 8899 – SOAP
  • 34567 – Media Port
VN:R_U [1.9.13_1145]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)

Clique aqui para comentar.

Camera IP ONVIF dome plástica IH10-X

dome_plastic_IH-10X _ryan.com.br

A minha câmera já está toda suja e arranhada, por isso a foto do vendedor vai ter que servir por enquanto

A câmera é muito fácil de desmontar. Tanto a base quanto o domo abrem com um leve giro.

A parte frontal estabelece uma clara separação entre o iluminador IR e a lente. Isso é necessário porque de muito perto o IR cega a câmera e sem a separação o iluminador reflete no plástico. Câmeras realmente vagabundas não tem essa separação e ficam cegas ou exibem uma imagem muito ruim à noite.

camera_onvif_dome_plastica_IH10-X_DSC01714_320_ryan.com.br camera_onvif_dome_plastica_IH10-X_DSC01810_277_ryan.com.br

A câmera é constituída internamente por iluminador IR + IR-CUT + Placa principal.

camera_onvif_dome_plastica_IH10-X_DSC01722_247_ryan.com.brIluminador IR. O pequeno círculo verde é o sensor LDR (luz). Eu suponho (não medi) que o fio extra seja do LDR para sinalizar à placa CPU as mudanças de iluminação.

camera_onvif_dome_plastica_IH10-X_DSC01791_320_ryan.com.br camera_onvif_dome_plastica_IH10-X_DSC01789_320_ryan.com.br

O conjunto de lente + IR-CUT é destacável. Para ver bem durante o dia, com as cores corretas, uma câmera precisa bloquear o infravermelho do sol. Entretanto esse mesmo bloqueio deixa a câmera cega à noite, mesmo que você ilumine o ambiente com infravermelho. Esse dispositivo elétrico coloca o filtro IR atrás da lente durante o dia e o remove à noite. Você pode ouvir claramente o funcionamento do IR-CUT se estiver no mesmo ambiente. É um barulho de plástico batendo em plástico.

camera_onvif_dome_plastica_IH10-X_DSC01743_320 camera_onvif_dome_plastica_IH10-X_DSC01746_320

Placa principal

Inscrições: BLK18E-OH22_33x32_S V1.01 / 0138145357 / A20140515V

 Lado da CPU  Lado do Sensor
camera_onvif_dome_plastica_IH10-X_DSC01792_320_ryan.com.br camera_onvif_dome_plastica_IH10-X_DSC01802_320_ryan.com.br

Como praticamente tudo sobre a câmera depende desse módulo, para mais informações consulte meu post sobre o módulo BLK18E-OH22

 

 

VN:R_U [1.9.13_1145]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)

Clique aqui para comentar.

Recuperação de firmware no D-LINK DSL-2730R via porta serial

Este procedimento está completo mas ainda está em rascunho. Depois virão mais esclarecimentos e imagens. Quando eu achar que está pronto removerei esta mensagem.DSL-2730R_320_ryan.com.br

Todos os procedimentos a seguir foram testados no Windows 8.1 64 bits. E deve funcionar com qualquer outra versão.

Se seu roteador não está “morto” você não precisa seguir esse procedimento. É mais fácil fazer a instalação do firmware via setup do roteador.

Você precisa:

  • De uma conexão serial TTL com o roteador, além da conexão de rede. Você precisará de habilidade básica de soldagem pois a porta serial não vem com conector.
  • De um software terminal serial como o Tera Term, PuTTY ou o SSCOM – Testado com o Tera Term. Essencialmente o que você precisa é de um software serial que envie caracteres imediatamente para o dispositivo à medida que você os digita;
  • Do arquivo de firmware. Você pode usar qualquer um dos disponíveis no site da D-LINK.

Descrição resumida do processo

O DSL-2730e tem um bootloader que (geralmente) ainda fica ativo quando o firmware está corrompido. Este bootloader é provido de um servidor web minimalista com um formulário de upload de firmware, que você pode ativar com alguns comandos via porta serial.

O processo

Você deve estar conectado ao modem via porta serial e via rede ao mesmo tempo.

A porta serial está no conector J1 da placa. O pinout é o seguinte, contando a partir do pino que fica afastado dos demais:

  • RX
  • +3.3V
  • GND
  • TX

Como habitual você não precisa, nem deve, conectar o +3.3V. Mas os outros três precisam ser usados.

Parâmetros: 115200, 8N1

Abra a porta serial e ligue o modem. Você deverá ver algo assim:

 

Nesse ponto você tem 3 segundos para digitar qualquer coisa no teclado para entrar no prompt de comando. Quando fizer isso aparecerá algo assim:

bldr>

Digamos que você queira que o modem assuma o endereço IP 10.0.0.121. Dê os dois comandos seguintes, destacados em negrito:

bldr> ipaddr 10.0.0.121
Change IP address to 10.0.0.121
bldr> httpd
PBUF_POOL_BUFSIZE = 256
tcp_bind()
Local Port = 0
tcp_bind: bind to port 80
bldr>

A partir desse momento se você acessar o endereço indicado com um browser, verá uma página bem simples de upload de firmware, chamada de “TC Rescue Page”.

dsl2730r_bootloader_UploadFirmware_ryan.com.br

 

Escolha o firmware clicando em Browse… e  envie clicando em Upload.

O arquivo de firmware aparentemente precisa ser renomeado para “tclinux.bin” para ser aceito. Tentei outros nomes e deu “Wrong File Name” ao clicar em Upload.

Estando o firmware correto, a resposta pela serial será algo assim:

OBS.`: Note as mensagens logo no início do processo:

Real crc code: C02A20DC
Check data success, prepare to upload

Aparentemente o modem verifica se o firmware está corrompido antes de gravar.

Quando o processo finalmente parar, provavelmente com a mensagem Firmware is uploaded successfully! basta desligar e ligar novamente o modem que deverá estar tudo normal.

IP default: 192.168.1.1

Credenciais padrão do firmware GVT: admin/gvt12345

Credenciais padrão do firmware “Outras Operadoras”: admin/<nada>

Se você utilizar o firmware “outras operadoras” no primeiro acesso o modem apresentará um assistente de instalação que não te deixará configurar nada enquanto o modem não estiver conectado a uma linha ADSL. Para contornar isso você pode acessar pelo endereço: http://192.168.1.1/cgi-bin/index.asp

Notas:

  • É normal o modem não dar nenhuma resposta via browser (nem mesmo um “ok”) quando você fizer o upload do firmware. O progresso é exibido apenas pela porta serial até a instalação do novo firmware estar concluída;
  • Se ao clicar em upload não houver imediatamente resposta na porta serial, você pode ter demorado muito para iniciar o processo e o servidor web foi desativado. Comece o processo de novo.
VN:R_U [1.9.13_1145]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)

Clique aqui para comentar.

HP mini 110-1121BR – Placa de rede só funciona com o notebook desligado.

Não, eu não perdi o juízo de vez. Ainda.

Me deixe explicar.

O sintoma é que nenhum cabo de rede era reconhecido. Nem os LEDs no conector acendiam, nem o LED no switch. Eu cheguei a pensar que o conector estivesse danificado e ficou assim por muitos meses porque muito raramente uso esse notebook. Até que ontem enquanto eu estava testando isso mais uma vez, acionei o desligamento do notebook e por acaso eu estava olhando para o switch e vi uma luz a mais acender quando o notebook finalmente apagou. Olhei no conector RJ45 do notebook e lá estavam as luzes piscando.

Na hora eu pensei: Que po**a é essa?!

Liguei o notebook e as luzes apagaram.

OK, então a porta está funcionando, mas por que só dá sinal de vida justamente com o notebook desligado? Por um breve momento eu pensei nas teorias de conspiração envolvendo a NSA e a Intel, mas então me lembrei de um motivo válido para isso acontecer: Wake On Lan. Anotei o endereço MAC da placa de rede com o comando ipconfig /all, desliguei de novo o notebook e a partir de outra máquina na rede usando um software de WoL mandei ligar o notebook. Ele ligou.

OK, então eu posso deixar para me preocupar com os espiões mais tarde, mas ainda falta elucidar a outra metade do mistério: por que raios a placa não dava o menor sinal de vida no Windows?

Driver errado.

Não havia nenhum erro no gerenciador de dispositivos. Parecia tudo certinho. Mas quando baixei e instalei o driver indicado no site da HP a placa passou a funcionar imediatamente. Nem foi necessário reiniciar o computador.

Mais que isso: a placa de rede sem fio também não conectava ao meu roteador wireless. O sintoma é que o Windows simplesmente desistia, sem dar nenhuma mensagem de erro. Instalar o driver do site da HP também resolveu esse problema.

De onde tinham vindo esses drivers errados? Eu instalara com o Driverpack Solution , que uso por indicação de Ygor Almeida feita vários anos atrás. Eu recomendo, porque facilita muito e em 99% dos casos não dá problema algum. Mas ocasionalmente dá esses “bodes” difíceis de explicar.

VN:R_U [1.9.13_1145]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
9 comentários
  • Pedro Pires

    DRP é realmente 99%. Os “1%” que já me aconteceram com o DRP:
    – Em algumas placas de rede com chip da Realtek ele instala um driver da TP-Link (?). E não funciona. Tem que desinstalar e caçar o driver na internet/site da Realtek.
    – Alguns touchpads de notebooks instala um driver qualquer que trava completamente o funcionamento, o cursor quase não se mexe. O negócio é desinstalar ele via gerenciador de dispositivos e deixar o driver genérico do Windows instalar, então ele fica normal.

    VA:R_U [1.9.13_1145]
    Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
    • Até este problema a única maluquice do Driverpack a me morder tinha sido com drivers de som.

      VN:R_U [1.9.13_1145]
      Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
  • Snow_man

    Jefferson, foi por posts elucidativos como esse que aterrisei no Geringonças, e permaneço aqui até hoje, visitando diariamente.

    É fácil se deparar com problemas “ilógicos” e com resolução difícil ou não aparente, então agradeço pelo compartilhamento das situações que acontecem durante seu trabalho, com certeza ajuda a mim e a muita gente. obrigado.

    VA:R_U [1.9.13_1145]
    Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
  • Acho que cabe aqui um esclarecimento sobre esse comportamento maluco. No passado, os LEDs de uma placa de rede eram controlados inteiramente pela inteligência embutida na placa. Os LEDs tinham um comportamento fixo, previsível, que só dependia da placa estar energizada.

    O barateamento, a miniaturização e a integração das interfaces de rede trouxe flexibilidade e com ela, a bagunça. Agora praticamente não há inteligência no silício e todo o controle, inclusive dos LEDs, é feito externamente. Por causa do WoL esse controle é compartilhado entre o hardware básico (possivelmente o BIOS, mas talvez seja um nível ainda mais baixo) do notebook e o sistema operacional.

    Como o driver estava carregado e não havia nenhum erro óbvio, problema no SO nem me passou pela cabeça. Eu estava certo de que o problema era no hardware do notebook até ver a luz do switch acender com o notebook desligado.

    Até aí, tudo bem. Desde que você esteja ciente de que as luzes são controladas por software o diagnóstico não é tão difícil. Mas os programadores tem usado essa flexibilidade para fazer uma bagunça danada e o comportamento dos LEDs no conector varia entre equipamentos. Às vezes tanto que você acha que está com defeito.

    Em alguns equipamentos o LED verde indica atividade e em outros é o LED amarelo.

    Em alguns equipamentos os LEDs mudam de cor (arghh…) e indicam a velocidade de conexão (ahhh… ok).

    Em cameras IP chinesas a bagunça é completa e algumas já acendem um ou até ambos os LEDs sem nem haver cabo conectado (virou LED “power”).

    E quem tem que diagnosticar em um ambiente heterogêneo que “se lasque”.

    VN:R_U [1.9.13_1145]
    Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
  • Wagner Matuto

    Particularmente eu prefiro baixar os drivers do site do fabricante na maioria dos casos. Alguns eu já tenho nos meus DVD’s e num HD somente com drivers antigos.

    Eu também uso o DriverPack Solution, mas só em casos onde o cliente está com pressa ou se for um notebook/placa-mãe de desktop que eu não encontre os drivers na internet.

    Inclusive já estou usando a versão 17.6, que tem 10gb completa. Eu baixo a ISO e extraio os arquivos para colocar numa pasta num pendrive ou HD externo.

    VA:R_U [1.9.13_1145]
    Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
    • Eu concordo com você. Se eu tivesse o tempo e a banda de internet eu baixaria tudo do fabricante. Entretanto minha internet imprevisível de 800kbps da OI me incentivou a usar o DriverPack Solution. Com o passar do tempo o baixíssimo índice de problemas me manteve usando o pacote.

      VN:R_U [1.9.13_1145]
      Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
      • Snow_man

        Eu prefiro ter sempre tudo em pendrive, do que depender da internet do cliente. Usei o DriverPack um tempo, mas desde que descobri o 3dchip e 3dnet, praticamente só uso eles; se o equipamento ainda funciona, é bom fazer backup dos drivers com o Double Driver (que tem versão portable, e também vem em cds de recuperação como o Hirens).

        Link http://www.3dpchip.com/index_3dpchip_pre.html
        Obs.: é muito difícil o 3dnet errar o fabricante da placa de rede, mas me aconteceu uma
        ou duas vezes; daí sim usar o driver do backup ou baixar do fabricante.

        obs2: comecei a testar recentemente o Driver Booster, da Iobit, para atualizar drivers, é muito bom.

        VA:R_U [1.9.13_1145]
        Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
  • Outra coisa que dificultou o diagnóstico deste problema é que o jack de rede fica alguns milímetros para dentro do notebook (o que até dificulta a inserção e retirada do plug) e os LEDs ficam embaixo. Com o plug inserido não é fácil vê-los.

    VN:R_U [1.9.13_1145]
    Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
  • Wagner Matuto

    Eu lembrei de um problema parecido com uma placa de rede wireless de um notebook HP. Eu instalei o Windows 7 normalmente e utilizei o DriverPack Solution pra instalar os drivers, só que o dispositivo wireless não funcionava de jeito nenhum.

    No final das contas, baixei o driver do site do fabricante, instalei, reiniciei e o problema foi resolvido.

    Em outro caso eu precisei instalar o HP Wireless Assistant pra desgraça da placa de rede wireless iniciar junto com o Windows 7.

    VA:R_U [1.9.13_1145]
    Rating: 0.0/5 (0 votes cast)

Clique aqui para comentar.
OBS: Os links "Responder" não aparecem nesta página, mas aparecerão na próxima.Por favor use-os se estiver respondendo a um comentário.

Batman versus Superman é uma bagunça.

São tantos os problemas com o filme que dá para rodar um documentário apenas sobre o estado de espírito que leva roteirista e diretor a produzir uma bagunça dessas tendo 250 milhões de dólares de orçamento. Desta vez eu estou do lado da crítica. O filme é muito fraco. Falhas no roteiro e na direção, pieguice, merchandising óbvio demais… Tinha muita coisa me distraindo para eu conseguir ficar entretido.

E olha que eu não tinha nada contra o diretor Zack Snyder. Gostei de 300, Watchmen, Man Of Steel e até de Sucker Punch!.

Spoilers abundantes a seguir. Estou escrevendo para quem já viu, não pretende ver ou não se importa. Eu assisti apenas à versão Ultimate, que tem três horas de duração, por isso você pode não ter visto partes do que estou reclamando. E vou escrever em formato de lista para ficar mais organizado.

  • Eu não gostei do filme começar com um sonho. A coisa não pode terminar bem se nos primeiros cinco minutos do filme você está questionando a sanidade do roteiro.
  • Em seguida eu passei os próximos minutos incomodado com a chegada de Bruce Wayne a Metropolis. Como é que você consegue entrar de carro em uma zona densamente povoada, em horário de expediente, que acaba de virar uma zona de guerra? Normalmente o trânsito fica absolutamente caótico (para não dizer completamente travado) numa situação dessas mas as ruas estavam livres. Parecia um passeio de domingo. Eu só entendi a razão disso por ter visto antes o comercial do Jeep Renegade. Criaram uma situação absurda só para promover o carro que Bruce Wayne dirigia (porque merchandising de bat-móvel ou bat-cóptero certamente não paga tão bem).  Depois veio a pieguice extrema: das ruínas do prédio da Wayne Financial que acabou de desabar saem calmamente uma professora com seus estudantes, há o resgate de menininha e de um indivíduo que “só” perdeu as pernas.
  • 18 meses depois, ninguém se preocupou em determinar que a zona de destroços ao redor de uma das World Machines no Oceano Índico deveria ser uma zona de exclusão. Você vê placas de “Warning” ao redor da máquina e dois grandes navios ao longe, mas o fato do raso não estar patrulhado e dois nativos em um bote com motor de popa poderem remover um destroço com um mergulho sem equipamento é ridículo. Uma equipe patrocinada por Luthor de mergulho em profundidade chegando ao local furtivamente em um mini-submarino com uma tecnologia “stealth” que parecesse uma baleia para qualquer sonar que por acaso o captasse seria muito mais digna de crédito.bvs_oceano_ryan.com.br
  • Eu não notei ma primeira passada, mas aparentemente até o momento em que um refrigerante é passado para a mão de Jimmy Olsen é merchadising da versão africana da Coca Cola.
  • Sim, Jimmy Olsen estava no filme e morreu nos 15 primeiros minutos. Eu não dei muita bola para isso (e olha que dei mais importância que todos os outros personagens do filme juntos), mas o roteirista certamente ou é muito corajoso ou escreve cheirando alguma coisa forte!
  • Sabe aquela cena com a senadora na mansão de Lex? Em vez dela manter uma distância segura e respeitosa (inclusive para sua posição como senadora e líder de comissão) ela chegou tão perto que houve um momento em que achei que iam se beijar! E por falar nisso, Holly Hunter está uma coroa muito jeitosa…
  • Não é explicado no filme como eles mostram a um senador que tinham acesso ao corpo do general Zod antes de ter pedido permissão ao mesmo senador para ter acesso ao corpo do general Zod.
  • A propósito, o vozeirão do cientista nessa cena é desconcertante. Parece que o filme começou a ser narrado ou ligaram a TV.
  • E aquela bala? Então Lex financia um grupo paramilitar que vai dar ajuda a um ditador africano com o intuito de armar uma cilada para o Superman e arma esse grupo com projéteis experimentais que não podem ser comprados em lugar algum do mundo e que podem conectá-los a ele? E os mesmos projéteis são usados não em assassinatos especiais, não numa tentativa de ferir o Superman, mas em mortes a esmo? E usadas no local onde você quer incriminar um semideus que tem super-visão e super-audição ao mesmo tempo que enrola o país que tem a maior força militar e serviço de espionagem do planeta? E dá certo?!
  • Toda a estória sobre criminosos marcados com a marca do Batman serem marcados para morrer na prisão não faz sentido e o fato dos repórteres não notarem que não faz sentido e fazerem coro de que com isso Batman está fazendo o papel de “juiz, júri e executor” faz menos sentido ainda!
  • O que Batman tem contra Superman já é questionável, mas o que Superman tem contra Batman é pura idiotice de estória em quadrinhos ruim. Então o traficante de seres humanos que Batman mandou para a prisão foi morto lá. Quem se importa além da esposa do bandido e o Superman? Mais tarde Superman intervém na caçada de Batman para avisar que está de olho nele e deixa os bandidos que Batman está caçando, armados com metralhadoras de alto calibre e lança-foguetes, irem embora? Lex Luthor mandou junto com as cartas anônimas pó de kriptonita para o Superman cheirar?
  • É desconcertante ver uma produção multimilionária usar tradução automática para gerar o texto no caixote que sai do barco “White Portuguese”.  Em vez de “ESTE LADO PARA CIMA” está escrito “ESTE LADO ATÉ”, uma tradução ridícula (até o Google Translator sabe o certo!) para o português de “THIS SIDE UP”.  No mesmo filme em que portugueses não sabem português em Metropolis, uma pichação em um prédio abandonado de Gotham diz em latim correto: “Quis Custodiet Ipsos Custodes?“, que tem tudo a ver com o filme. Por essa e outras razões é frustrante ver como a direção deixou escapar raspando a chance de fazer um filme impecável.

 

bvs_estelado_ryan.com.br

 

bvs_latin_ryan.com.br

à direita: “Quis Custodiet Ipsos Custodes?” / “Who Watches The Watchmen?” / “Quem vigia os vigilantes?”

 

  • Eu até entendo que o “super escoteiro” seja manipulado por Luthor, mas é inaceitável ver o Batman, retratado nos quadrinhos não como um “super-herói”, mas como o maior detetive do planeta e grande estrategista, tenha caído na manipulação das cartas anônimas de Luthor. Lex é um rival à altura de Batman. Isso é indiscutível. Mas apenas tolos se deixam induzir por cartas anônimas e Bruce Wayne tem os recursos para rastrear quem as envia e, na impossibilidade de fazê-lo mesmo com todos os seus recursos, perceber que está lidando com alguém possivelmente muito perigoso. Como é que um pato desses pode formar, participar e pior: liderar a Liga da Justiça? Tiraram do personagem nesse filme as duas únicas capacidades que o tornam valioso para a Liga! Note que o filme mostra uma versão de meia idade do Batman, depois de perder a Mansão Wayne e da morte de Robin. Os erros que o personagem podia cometer por inexperiência estão enterrados em algum lugar no passado. Ou pelo menos, deveriam.
  • A coreografia da luta entre Batman e os soldados de Superman é simplesmente ridícula. Dói nos meus olhos ver algo assim em  uma superprodução. Mas vou dar um desconto por ter sido um sonho. Se bem que um sonho deveria ser ainda mais phodástico que a realidade…
  • Pelo menos a coreografia de luta no armazém foi menos idiota.
  • Eu espero sinceramente que o ato de colocar cenas do sonho de um personagem nos trailers do filme seja banido de Hollywood. Como se não bastasse o hábito já generalizado de modificar o contexto no trailer de forma a fazer o filme parecer mais interessante do que é, agora pode colocar sonhos? O céu é o limite para trapacear com a audiência então.
  • O que fez Batman concluir que aquela foto é da “misteriosa ladra”? 100 anos atrás, poderia muito bem ser sua avó. Talvez seja minha dificuldade para distinguir rostos, mas acho que ela mal se parece com a pessoa da foto.
  • Cara, como eu acho irritantes esses gestos de encarar o oponente primeiro de cabeça baixa e depois levantá-la lentamente…
  • E Lois que precisa que o Planeta Diário publique uma manchete para alertar o Superman sobre o plano de Luthor? Ok, eu imagino que não haja espaço para esconder um telefone debaixo daquela capa, mas como publicar uma manchete em um jornal vai ser mais rápido do que tentar falar diretamente com o próprio namorado?
  • Toda a idéia de que alguém como Superman poderia ser cúmplice da explosão no capitólio, mesmo após determinar que a explosão havia sido causada por um indivíduo que o odiava (embora isso não seja realmente necessário) requer uma estupidez criminosa, indigna de alguém em posição de autoridade. O que me lembra o governo astronomicamente estúpido de “Transformers: Dark of the Moon
  • A cena do combate com Batman começou bem, com Superman tentando explicar que eles estavam sendo manipulados, mas só bastou um golpe de Batman para Superman perder as estribeiras e ficar mudo? Eu só tive uma dúzia de aulas de kung fu mas fui capaz de aprender com meu professor que você não aprende a lutar para ganhar a briga, mas para ter a confiança necessária para dificilmente  entrar em uma. Como um ser tão poderoso, adulto, criado por pessoas que tem a cabeça no lugar, perde o controle da situação tão fácil? A razão original para o combate entre Batman e Superman como escrito por Frank Miller em O Cavaleiro das Trevas não é genial (o super lacaio recebe ordens do presidente dos EUA para conter Batman, porque seu sucesso está sendo um embaraço para o governo federal) mas é muito mais verossímil. Por outro lado, esse comportamento imaturo faz Batman e até Luthor terem razão ao vê-lo como uma ameaça. Se a intenção do filme era retratar Superman assim, então o diretor acertou.
  • E que estória é essa do Superman chamar Batman de “Bruce” e Luthor de “Lex”? De onde veio essa intimidade no filme?
  • “Salve Martha?” Superman chama a mãe de “Martha”? Isso provavelmente tem laços com a intimidade estranha de “Bruce” e “Lex” e deve fazer sentido na cabeça de algum dos roteiristas, mas não na minha.
  • A idéia idiota de que Batman teria mas chances de salvar Martha Kent do que Superman, ou os dois juntos, quase me fez dar pausa e ir me ocupar com algo mais inteligente.
  • Eu ainda não estou bem certo de que a idéia de atrair o Apocalipse de uma ilha certamente desabitada de Metropolis para uma área supostamente desabitada de Gotham e torcer para estar vivo até o momento de achar a lança de kriptonita em vez de ir a Gotham primeiro pegar a arma e traçar um plano, tenha sido uma idéia digna de um estrategista como Batman. E se não fosse a chegada inesperada da Mulher Maravilha ele realmente teria virado churrasquinho.
  • Batman diz que o porto está abandonado segundos depois de vermos os silos explodirem como se estivessem cheios de combustível.

Se o filme tivesse sido dividido em duas partes e a segunda tivesse começado na luta com Apocalipse, eu poderia ter gostado da segunda.

 

 

 

 

VN:R_U [1.9.13_1145]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
2 comentários
  • Saulo Benigno

    E o pior é que você assistiu a versão Ultimate. A versão que todo mundo está falando que é a melhor, que é como deveria ser visto.

    Imagina você vendo a versão de cinema…. :P

    Filme horrendo.

    VA:R_U [1.9.13_1145]
    Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
    • Eu geralmente sempre busco a versão mais longa por acreditar que é melhor. Mas no caso de BvS, quando eu terminei de relacionar os problemas fiquei imaginando se uma versão mais curta teria me incomodado menos!

      VN:R_U [1.9.13_1145]
      Rating: 0.0/5 (0 votes cast)

Clique aqui para comentar.
OBS: Os links "Responder" não aparecem nesta página, mas aparecerão na próxima.Por favor use-os se estiver respondendo a um comentário.

Extensores HDMI sobre cabo de rede CAT5, CAT5e, CAT6

Neste texto onde eu me referir a cabo “CAT5” estou simplificando a menção aos três tipos de cabo: CAT5, CAT5e e CAT6. “Sink” é o dispositivo que recebe o sinal HDMI (TV, projetor, DVR, etc) e “source” é o dispositivo que gera o sinal (o media player ou receptor de TV).

Existem no mercado três tecnologias para usar cabo CAT5 no lugar de um cabo HDMI:

  • 2 cabos, sem suporte a rede – O sinal HDMI é realmente transmitido pelo cabo CAT5, praticamente sem alterações. O mais barato de todos com alcance previsto de 30 metros a 1080p;
  • 1 cabo apenas, sem suporte a rede – Usa um protocolo proprietário para reduzir o número de condutores necessários. Provavelmente existe degradação do sinal nas resoluções mais altas mas pode não fazer diferença para qualidade DVD. Custa pelo menos cinco vezes mais caro que a solução com dois cabos;
  • 1 cabo apenas, com suporte a rede – Uma espécie de “HDMI over IP” onde o sinal de vídeo e imagem é transformado e retransmitido realmente “via rede” através de switches. É o mais prático de todos e embora tenha receptor próprio já fizeram engenharia reversa em um modelo para conseguir receber o sinal via VLC. Custa 10 vezes mais caro e é certamente limitado em qualidade porque uma rede de 100mbps definitivamente não tem banda para fazer isso sem acrescentar compressão. Já existe até um padrão para isso chamado HDBaseT que no papel parece tão fantástico quanto as meias Vivarina e as facas Ginsu, mas tão difícil de encontrar quanto o ET de Varginha. Na prática espere pagar os olhos da cara por um produto que não consegue conversar com o similar de outro fabricante.

Neste texto eu vou tratar apenas do método mais simples e barato.

Essa adaptação é possível primeiramente porque HDMI (e DVI) usam uma tecnologia similar à usada nas rede ethernet modernas, com transmissão diferencial que tem por meio o cabo de par trançado. Tentar usar outro tipo de cabo, mesmo que “mais grosso”, pode não ter o efeito desejado.

A primeira coisa a se ter em mente para entender o que se passa nesse tipo de adaptação é o fato de que um cabo CAT5 tem oito condutores e um cabo HDMI tem dezenove. HDMI tem mais condutores que dois cabos CAT5, então como é que essa mágica é feita?

Antes de prosseguir, vamos estudar atentamente a figura a seguir:

HDMI_pinout_ryan.com.br

Note que:

  • Mais da metade do cabo é usada pelos quatro canais TMDS, que é por onde a informação de vídeo e áudio é transportada;
  • As bolinhas pretas indicam os pinos que de uma forma ou de outra estão ligados ao mesmo negativo. A bolinha vermelha representa o único pino de +5V;
  • Dois condutores são destinados a DDC/EDID/HDCP e não podem ser usados separadamente. Ou você usa os dois ou nenhum dos dois (mais sobre isso adiante);
  • Um condutor é destinado a CEC (basicamente, operar todos os aparelhos com um só controle remoto). Útil, mas dispensável;
  • Dois condutores são de alimentação, que tem o propósito primário de fazer com que a identificação DDC/EDID funcione mesmo com o display desligado;
  • O pino 19 é responsável pela função hotplug detection (detectar que um dispositivo foi conectado);
  • O pino 14 é o que permite o funcionamento do ARC (Audio Return Channel). Útil, mas ainda mais dispensável que o CEC, por falta de suporte em muitas TVs e porque um número reduzido de pessoas tem receiver HDMI ligado à TV;
  • Juntos, 19 e 14 oferecem a função HDMI Ethernet, que é ainda menos usada.

O primeiro e até óbvio sacrifício ocorre na blindagem. Cada um dos quatro pares de comunicação TMDS em um cabo HDMI bem feito é separadamente blindado e tem seu próprio “negativo”, além do negativo “geral” do cabo. São quatro condutores só na blindagem. Ora, essa blindagem individual não existe no cabo CAT5 que corriqueiramente usamos, então esses quatro condutores somem na adaptação. Assim reduzindo a necessidade para 15 condutores, o que fisicamente já é possível substituir por dois cabos CAT5. Em todos os extensores que vi um dos cabos é dedicado aos quatro canais TMDS e o outro cabo fica com os sinais de controle.

É importante notar que apenas o dispositivo source fornece alimentação. A função do pino +5V no sink é receber a alimentação vinda do source para ativar o circuito de hotplug detection e a memória EDID mesmo que o sink esteja desligado.

Existe um produto no mercado que eu desconfio fortemente de que se limita a ligar cada pino do plug HDMI ao pino correspondente no conector 8P8C (RJ45), por causa do baixo preço e do fato de que não tem indicação de “polaridade”. Mas todos os extensores que já abri são “ativos” (tem eletrônica) e são compostos de duas peças com papéis bem definidos, como este:

hdmi_extender_ryan.com.br

Alguns cuidados precisam ser observados ao instalar e usar esse modelo de extensor:

  • É sempre bom lembrar: Os cabos conectados a esse extensor não devem ser conectados à sua rede. O extensor deve ser usado de forma completamente autônoma;
  • Emissor precisa ser ligado do lado do dispositivo source (player) e receptor do lado do dispositivo sink (TV, projetor, etc);
  • O cabo ligado a um determinado canal no emissor precisa ser conectado ao mesmo canal no receptor. Recomendo fortemente que você ponha etiquetas nos cabos ou terá muito aborrecimento com ligações invertidas;
  • Observe que em um deles o canal TMDS fica no conector esquerdo e no outro fica no conector direito. Quando um está de frente para o outro isso faz muito sentido, mas quando você está instalando tem a tendência a pegar o dispositivo sempre com a mesma mão e inserir os cabos na mesma ordem com a outra. O que vai resultar em inversão;
  • Os cabos precisam ter todos os oito condutores funcionais. Como uma rede de 100mbps somente usa quatro dos oito condutores do cabo CAT5 um cabo que funciona na sua rede pode não funcionar no extensor. É preciso testar pelo menos com um testador de cabos comum;
  • Os dois cabos precisam ser diretos. Cabo cruzado não vai funcionar em nenhum dos dois canais;
  • O cabo ligado ao canal TMDS precisa ser crimpado conforme o padrão (568A ou 568B) porque este canal precisa que seja respeitado o trançado dos condutores. O cabo ligado ao DDC pode ignorar o padrão e simplesmente fazer uma correspondência de um para um entre os conectores, mas não faça isso. Crimpar respeitando o padrão dá o mesmo trabalho.

Esse extensor a meu ver tem dois erros/limitações de design que poderiam ser facilmente corrigidos:

  • O emissor deveria ser claramente diferente do receptor. Talvez de uma cor diferente. Perdi a conta das vezes que me enrolei todo por inadvertidamente misturar os dois;
  • Pelo menos o receptor deveria vir com um conector HDMI fêmea em vez de um macho o que facilitaria a conexão a um conversor HDMI-VGA e tornaria o conjunto menos frágil. Entretanto eu admito que isso cria um problema ao adicionar um ponto de possível mau contato.

Funcionamento

O objetivo deste post é analisar a teoria de funcionamento dos extensores e não fazer um review deste, mas é claro que eu preciso pelo menos testar se funciona ou não. Eu não uso muito o extensor e muito menos no seu limite, mas nos meus poucos testes com cabos de meros 10m ele funcionou bem a 1080p, incluindo o CEC.  No futuro eu poderei incluir aqui mais detalhes e testes com cabos maiores.

 

RECEPTOR (RECEIVER)

hmdi_extender_cat5_receiver_DSC01587_ryan.com.br

 

O design do receptor é o mais simples de entender, com apenas dois componentes ativos visíveis:

  • Um chip “equalizador” HDMI MAX3815, cuja função é restaurar o sinal dos quatro canais TMDS. É interessante notar que alguns displays HDMI, principalmente projetores, podem já ter um chip desses na entrada e que a documentação do fabricante do chip não faz nenhuma referência a cabo CAT5 e espera que o chip seja usado no final de cabos HDMI ou DVI apropriadamente blindados. Ou seja: não espere que vá alcançar as distâncias indicadas (50 metros com cabo 24AWG) a 1080p com cabo de rede, pois o cabo de rede que mais se aproxima do DVI/HDMI é o caro CAT7, mas você nem sabia que isso existia, certo?
  • Um regulador linear de 3,3V para alimentar o MAX3815 com os 5V vindos do dispositivo source.

EMISSOR (SENDER)

hmdi_extender_cat5_sender_DSC01587_ryan.com.br

Já o design do emissor ainda é parcialmente um mistério para mim. Eu levantei o diagrama para facilitar a compreensão (clique para uma versão legível):

hdmi_extender_cat5_emissor

Os quatro canais TMDS são conectados diretamente e corretamente aos pares do respectivo conector 8P8C (RJ45), então todos os componentes da placa estão ali para tratar dos sinais de controle. Eu determinei que dois pinos são usados para +5V e dois pinos para GND, restando quatro pinos para dividir com os cinco sinais de controle. Isso é possível porque foi sacrificado o sinal ARC, que não me parece uma grande perda.

Os componentes principais do emissor são:

  • Um microcontrolador de uso geral STC11F02 (5.5V, 2KB de flash e 256 bytes de RAM);
  • Uma memória EEPROM 24C02 (2kbit, 256 bytes) ligada simultaneamente ao microcontrolador e ao bus DDC HDMI.

O meu melhor palpite no momento é que o microcontrolador se envolve com troca de informações EDID, incluindo o handshake DHCP. Ele tem memória flash mais que suficiente para armazenar as chaves DHCP (40x56bit = 280bytes). Por que ele faria isso eu ainda não tenho certeza.

Cabo de controle (rotulado de “DDC” pelo fabricante)

  • 1 – HPD
  • 2 – +5V
  • 3 – +5V
  • 4 – GND
  • 5 – GND
  • 6 – DDC_DATA
  • 7 – DDC_CLOCK
  • 8 – CEC

Hotplug detection

O sinal HPD vindo do dispositivo sink em vez de ir direto ao source entra no microcontrolador, provavelmente para ativar o processo de handshake. O dispositivo source não “vê” isso porque recebe o HPD imediatamente ao ser plugado o emissor nele, porque no emissor o pino 19 é permanentemente conectado a +5V por meio de um resistor de 1k.

É preciso ficar atento à mudança no comportamento. Basta plugar o emissor no dispositivo source para que este ache que um dispositivo sink está conectado e inicie o processo de leitura do EDID e handshake HDCP, mesmo que não exista sink. Ao realmente conectar o sink, o source já vai ter desistido de fazer o handshake há muito tempo. Para resolver eu suponho que ou você reinicia o source ou despluga e repluga o emissor.

Conector ISP

É ligado diretamente à porta serial do microcontrolador. Ainda não verifiquei se é possível ler algo nessa porta ou se serve apenas para programá-lo.

VN:R_U [1.9.13_1145]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
4 comentários
  • Eu cometi algum erro na hora de fazer o upload do diagrama do emissor e por isso não há link para a cópia de alta resolução, legível do mesmo. Amanhã eu corrigirei isso.

    VN:R_U [1.9.13_1145]
    Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
  • Jefferson, *pelo menos* na foto deste extensor que você usou como exemplo, dá pra ver nas fotos que está marcado em um deles, algo como Receiver e no outro Encoder.

    Logo pelo menos pra mim não haveria necessidade de um ser de cor diferente do outro B)

    Edit: Melhor dizendo.. Sender e Receiver.

    VA:R_U [1.9.13_1145]
    Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
    • Pois eu insisto que há necessidade. Eu estou ciente das marcações desde que comprei, sou mais minucioso que a média, e mesmo assim o palerma aqui errou diversas vezes. Quando estou ocupado com problemas em um nível mais alto, qualquer coisa que o fabricante fizer para evitar que eu me perca com os detalhes eu agradeço.

      VN:R_U [1.9.13_1145]
      Rating: 0.0/5 (0 votes cast)

Clique aqui para comentar.
OBS: Os links "Responder" não aparecem nesta página, mas aparecerão na próxima.Por favor use-os se estiver respondendo a um comentário.

O suporte nativo a Containers finalmente faz o Windows 10 me parecer atraente.

A mudança está na mais nova versão preview do Windows 10. Se você já está familiarizado com o Docker (linux), basta saber que “Windows Container” é o nome que a MS deu para sua tecnologia que é essencialmente a mesma coisa. Para quem não faz a menor idéia do que se trata, o “container” é um método inovador de virtualização onde a “máquina virtual” (não é realmente chamada assim) não contém sua própria cópia do sistema operacional. Ela usa o SO do host de uma forma isolada e só contém mesmo todas as diferenças para uma instalação “limpa” do SO no qual ela é baseada. O Windows 10 só tem suporte à versão “Hyper-V Container”, que por segurança não usa os arquivos do SO que está em execução e sim os de uma “imagem base”, separada.

Por exemplo, em teoria você pode ter um container apenas com os seus browsers e o maldito gbplugin para poder acessar seu banco sem criar no resto do computador a terrível perturbação que os infames módulos de segurança da GAS Informática criam. Isso você já pode fazer com uma VM, mas requer mais memória, demora mais para iniciar e ainda tem problemas de licenciamento.

E por falar nisso:

  • Hoje em dia você não pode disponibilizar legalmente na internet uma VM do Windows completamente configurada para uma determinada aplicação. Com os containers, além dos arquivos para download serem brutalmente (milhares de vezes) menores, não vem com arquivos da MS. A não ser que a imagem tenha recebido um “update” porque aí me parece que os arquivos atualizados do SO vão parar na sandbox criada pela imagem;
  • Você pode deixar de precisar ter uma licença para cada VM só para poder rodar aplicações isoladas.

Mas a MS ainda não confirmou essas vantagens no que diz respeito a licenciamento. Eu ficaria muito decepcionado, mas não surpreso, se a MS também tiver alterado suas EULAS para determinar que essas coisas ou são proibidas ou exigem compra de licenças extras ou “CALs”.

E eu ainda não testei. Eu sequer uso Windows 10 e essa novidade por enquanto é para os “insiders” apenas (se você tem acesso à versão Insider, as instruções estão aqui). Eu posso até estar me animando à toa e a versão Microsoft do Docker ser bastante limitada.

VN:R_U [1.9.13_1145]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
2 comentários

Clique aqui para comentar.
OBS: Os links "Responder" não aparecem nesta página, mas aparecerão na próxima.Por favor use-os se estiver respondendo a um comentário.

Windows Live Mail exibindo mensagens como anexos, com painel em branco.

Versão do WLM: 2012;

Versão do Windows: 7 ou XP.

  • Sintoma 1: Painel de leitura em branco mas o conteúdo das mensagens aparece logo acima, como se fossem anexos, misturados com os anexos reais da mensagem. Mensagens enviadas como HTML apresentam um anexo TXT e outro HTML. Imagens incluídas no corpo da mensagem também aparecem como anexos. Abrir esses anexos com duplo clique permite ler as mensagens;
  • Sintoma 2: demorando muito para “destravar” ao iniciar e exibir a primeira mensagem. O WLM inicia, exibe a lista de mensagens, mas fica um longo tempo sem responder ao mouse. Se clicar, diz que o WLM “não está respondendo”. LED do HDD indica intensa atividade;
  • Sintoma 3: alguns emails não conseguem ser impressos e simplesmente visualizá-los parece causar o sintoma 1.

A explicação curta:

O problema é resolvido deletando completamente a pasta “Temporary Internet Files”.

A explicação longa:

Levei cerca de cinco horas apanhando com esse problema ontem. Iniciar o WLM estava levando minutos e tive que fazer pausas periódicas para deixar a usuária adiantar seu trabalho. Eu estava trabalhando apenas no problema primário porque acreditei que a lentidão era inerente à quantidade de emails (mais de 12mil, mas eu estava muito errado) e que o terceiro problema poderia não estar relacionado ou se resolveria sozinho. A dica mais comum que encontrei para resolver o problema primário foi ir até Adicionar e Remover Programas clicar duas vezes na entrada referente ao Windows Essentials 2012 e escolher reparar o Windows Essentials. A reparação às vezes parecia resolver o problema, que depois voltava.  Às vezes não surtia efeito algum.

A segunda dica que encontrei dizia para abrir Opções da Internet e mandar carregar o padrão do Internet Explorer. Foi nesse momento que me lembrei que o painel de visualização do WLM, claro, era uma instância embutida do IE. Fazer isso também às vezes parecia resolver o problema.

A terceira dica me levou mais próximo da real solução do problema: mandar excluir os Arquivos Temporários do IE, via Opções. Isso não surtiu efeito algum, mas como eu achei a operação muito rápida e já sei que ela muitas vezes não apaga realmente tudo, usei o Voidtools Everything para achar todas as pastas “Temporary Internet Files” (desde o Windows 7 você encontra pelo menos duas cópias dessa pasta por perfil de usuário) e o que achei me espantou: uma das pastas tinha cerca de 430 mil arquivos. E esse usuário não usa o IE há muito tempo.

A estimativa do Windows para apagar a pasta era de uma hora, a 64 itens por segundo (?!). No Modo de Segurança era um pouco mais rápido, a 100 itens por segundo. Mover ou renomear a pasta não era permitido porque “algum processo a estava usando”, mesmo no Modo de Segurança. Dei boot por Live CD e renomeei a pasta.

Todos os problemas foram resolvidos de uma vez.

 

VN:R_U [1.9.13_1145]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
3 comentários
  • Paulo

    Não seria Windows Mail ou Microsoft Outlook/Outlook Express?
    O WLM foi o mensageiro instantâneo encerrado há dois anos.

    VA:R_U [1.9.13_1145]
    Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
    • Obrigado, Paulo. “WLM” refere-se habitualmente ao “Windows Live Mail”. Eu errei o título do texto e corrigi agora este e o link gerado automaticamente.

      VN:R_U [1.9.13_1145]
      Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
  • Daniel Plácido

    [off topic] Jefferson, estou precisando de um serviço que acredito que você seja a pessoa mais indicada que “conheço”.
    Preciso fazer o full dump de um modem Motorola SVG1202, se você tiver tempo/interesse entre em contato comigo por email para eu te explicar e combinarmos de eu te enviar os modens (não consegui achar seu email para contato)
    grato. (apague a mensagem que não tem relação com o post)

    VA:R_U [1.9.13_1145]
    Rating: 0.0/5 (0 votes cast)

Clique aqui para comentar.
OBS: Os links "Responder" não aparecem nesta página, mas aparecerão na próxima.Por favor use-os se estiver respondendo a um comentário.

Erro “regsvr32 failed with exit code 0x3” ao tentar instalar um controle ActiveX

O problema acontece numa instalação limpa do XP SP3 e estava me impedindo de instalar o software necessário para configurar meu NVR.

Depois de apanhar por vários minutos descobri que precisava do “Visual C++ Redistributable”. Instalar as versões 2005, 2010 e 2013 não resolveu. Somente tive êxito ao instalar o “Microsoft Visual C++ 2008 Redistributable Package“, mas o seu caso específico pode requerer uma das outras versões.

Como esse é um instalador muito comum você pode até tê-lo guardado. O programa de instalação em todas as versões geralmente tem um nome que começa com “vcredist”.

VN:R_U [1.9.13_1145]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
1 comentário
  • Snow_man

    Muito bom, Jefferson, são contribuições como essa que fazem seu blog se destacar. Foi por um post desses que cheguei aqui, ainda no Gambiarras, e fiquei, visitando todo dia.

    VA:R_U [1.9.13_1145]
    Rating: 0.0/5 (0 votes cast)

Clique aqui para comentar.
OBS: Os links "Responder" não aparecem nesta página, mas aparecerão na próxima.Por favor use-os se estiver respondendo a um comentário.

Encher um pneu de carro é mais fácil do que eu imaginava.

Eu não sou dos motoristas mais cuidadosos e a buraqueira nas ruas e rodovias que cortam Recife de vez em quando me deixa “na lona” quer seja porque um pneu furou ou rasgou ou, com maior freqüência, porque a pancada fez o ar começar a vazar no ponto de contato com a roda.  Para resolver esse segundo problema eu costumava usar uma bomba elétrica que eu comprara há muito anos por R$50. Enchia o pneu em menos de dez minutos.

Mas depois que a bomba quebrou eu não consegui encontrar nada por um preço razoável. Tudo o que eu vira era mais caro e de qualidade inferior. Cheguei a comprar uma mas como eu esperava durou muito menos que a primeira. Eu estava sendo obrigado a resolver o problema do jeito tradicional: trocar o pneu.

Aí esta semana eu fui apanhado com as calças abaixadas: de um dia para o outro meu pneu baixou e meu estepe estava vazio. Borracheiro mais próximo a um quilômetro de distância e num horário onde não dava para pedir carona a um amigo. Parti para experimentar algo que nunca havia tentado antes: encher com a bomba manual para pneu de bicicleta.

Eu esperava no mínimo dar  pressão suficiente para tirar a roda do chão e poder chegar ao borracheiro. Levantei o carro com o macaco para pelo menos não ter que levantar o carro “no braço” bombeando e comecei a contar. Após bombear 100 vezes eu já estava cansado mas já parecia bom. Após descansar um pouco decidi bombear mais 100 vezes e ao terminar fui medir a pressão com um desses medidores manuais de plástico que você compra na China: 32 libras. Fiquei espantado e fui conferir com a pressão de outro pneu: realmente eu tinha ultrapassado as 28 libras requeridas para uso normal do meu UNO. E quando fui retirar o macaco, outra surpresa: eu tinha erguido o carro bombeando e o macaco estava solto.

Bombear 100 vezes já era o bastante para levar o carro até o borracheiro. A bomba de bicicleta agora virou item do meu kit de ferramentas lá no porta-malas.

VN:R_U [1.9.13_1145]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
12 comentários
  • Maximus Gambiarra

    Um macaco de caminhão também eleva um grande peso apenas bombeando óleo manualmente. É a mágica da multiplicação de forças. Penso em fazer uma automação aqui em casa com aqueles cilindros de ar comprimido. Abrir uma janela inacessível, por exemplo, bombeando ar pela mangueira.

    Essa semana andei procurando um modelo de bomba de encher pneu que é movimentada pelo pé, o cilindro fica na horizontal e tem manômetro. A antiga de minha casa durou uns dez anos, com alguns remendos eventuais de solda. Na minha cidade só encontrei daquelas movimentadas com a mão, cilindro na vertical. Pela internet achei a que eu quero, mas o preço do frete é igual ao da bomba. Estava relutando, mas agora que você escreveu isso, pensei melhor e comprei.

    VA:R_U [1.9.13_1145]
    Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
    • Aqui em Recife eu encontro essa bomba de acionamento com o pé com facilidade. Um grande importador aqui perto vende mais de um modelo. Mas eu nunca dera muita confiança por causa do volume reduzido do cilindro. Agora que eu sei o que dá para fazer com uma bomba de bicicleta estou mais disposto a confiar nessa bomba de pé.

      Quanto ao macaco, eu mantenho um pequeno macaco jacaré (é muito bicho junto) no porta malas. O esforço de retirar o macaco do porta-malas e depois guardá-lo é maior que o requerido para levantar o carro com ele.

      VN:R_U [1.9.13_1145]
      Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
  • VR5

    Como eu ando de mountain bike tenho essa em casa:

    Foi uma assim que usastes? elas são muito boas!

    VA:R_U [1.9.13_1145]
    Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
  • VR5

    A bem da verdade a minha custou R$ 70,00 (comprei de um ciclista amigo), mas o modelo é semelhante…

    VA:R_U [1.9.13_1145]
    Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
  • Snow_man

    boa idéia. Obrigado.

    VA:R_U [1.9.13_1145]
    Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
  • Essas bombas de acionamento com o pé são muito boas! O segredo para durarem bastante é não esquecer de lubrificar o eixo que fica fixo e entra no corpo da bomba e quando ela parecer dura ou pesada de se acionar, verificar se não está faltando lubrificação interna ou desgaste do couro ou borracha.

    VA:R_U [1.9.13_1145]
    Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
  • Eu sempre levo no carro um “enchedor de pneus” em formato aerosol. Antes vendia no Carrefour, mas agora só encontro em lojas da internet.

    Cada um custa cerca de R$ 30,00 com validade de 2 anos. Consegue encher um pneu de caminhonete, não precisa utilizar macaco e além de “ar” comprimido injeta um gel que tampa o furo do pneu.

    VA:R_U [1.9.13_1145]
    Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
    • Eu também ando com um desses amarrado em local escondido na moto. Só que eu acabo jogando ele fora pelo prazo de validade eheh… pois raramente furo pneu, mas não abro mão disso. Só não tenho certeza que esse tipo de enchedor funcione com pneu sem camara.

      VA:R_U [1.9.13_1145]
      Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
  • Luciano,

    Funciona muito bem para pneus sem câmara. Já usei no pneu do meu carro, aro 17, e já vi usarem em camionete.

    Mas é apenas para furo, amassado na roda ou pequenos rasgos até ele consegue encher o suficiente para andar uns 5 km, mas não veda.

    Agora para furo de parafuso ou prego, já andei 1 semana com estes objetos no pneu e não esvaziou.

    VA:R_U [1.9.13_1145]
    Rating: 0.0/5 (0 votes cast)

Clique aqui para comentar.
OBS: Os links "Responder" não aparecem nesta página, mas aparecerão na próxima.Por favor use-os se estiver respondendo a um comentário.

Ghost In The Shell vai virar filme “live action”.

A premiada obra de ficção científica de Masamune Shirow, que começou no Mangá e já produziu pelo menos dois filmes e duas séries de animação, deve finalmente alcançar a audiência dos preconceituosos (o pessoal que acha que animação e quadrinhos são coisa de criança) em 2017, quando sair o filme que por hora pretende colocar Scarlett Johansson no papel da major ciborgue Motoko Kusanagi.

Ghost In The Shell Poster_ryan.com.br

No futuro de GitS a prostética é tão avançada que corpos inteiros podem ser substituídos. Mas é um processo caríssimo e o corpo adulto de Motoko é uma versão militar que o governo considera de sua propriedade e que a major pode perder e ter que conseguir um alojamento inferior para tudo o que lhe resta de humano, o cérebro, se deixar de trabalhar para eles.

Se você é fã de Sci-Fi, não tem nada contra animação e especialmente se aprecia a estética do Anime, recomendo fortemente que não espere pelo filme de 2017 e assista às duas temporadas da impressionante série Stand Alone Complex. O único problema para muitos vai ser não existir versão dublada. Ainda. Espero que com o possível sucesso desse filme surja o interesse por distribuir a animação oficialmente aqui no Brasil.

VN:R_U [1.9.13_1145]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)

Clique aqui para comentar.

O mais emocionante comercial sobre o cinto de segurança que já vi.

“Embrace Life” da Sussex Safer Roads

VN:R_U [1.9.13_1145]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)

Clique aqui para comentar.

Filmes: Ant-Man (Homem-Formiga – 2016) não faz o menor sentido.

Mas eu gostei assim mesmo.

O filme sequer se esforça para ser coerente. Acho que diante da idéia alucinada de que um homem possa encolher até ficar do tamanho de uma formiga e ainda manter sua massa e força diretor e roteiristas concluíram que valia tudo, desde que a ação fosse temperada com comédia. Quanto mais eu penso no enredo, mais eu acho idiota. Mas o diretor fez um trabalho incrivelmente competente para me manter entretido o bastante para ignorar isso. A pior parte do filme é o ataque à residência no fim, onde nenhum dos personagens age de forma realista, mas a forma irresponsável (em mais de um nível) como o tanque é usado pelos mocinhos da estória não me passou despercebida.  Se o tanque tivesse saído pelo térreo eu não faria nenhuma objeção.

A propósito, quando eu vi aquele chaveiro pela segunda vez na tela eu já sabia do que se tratava. O diretor não soube fazer disso uma surpresa.

VN:R_U [1.9.13_1145]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)

Clique aqui para comentar.

Perdi a paciência com The Shannara Chronicles

The_Shannara_Chronicles_340A série até inspirava muita confiança. Fantasia com valores elevados de produção, visuais caprichados e lindas jovens esguias em roupinhas apertadas. O que mais eu poderia querer?

Infelizmente, um diretor melhor.

The Shannara Chronicles se passa no nosso planeta em um futuro distante, muito depois de um evento apocalíptico indefinido ter deixado a terra sem qualquer tecnologia e agora dividida entre punhados de humanos, elfos, gnomos, trolls e demônios. Já comecei impressionado pela seqüência de abertura mostrando ruínas convincentes da torre Space Needle em Seattle e segui gostando do que via, até o diretor começar a dormir no ponto.

Nos primeiros dois episódios meu problema foi com a edição ruim, provocando transições abruptas que quebravam minha imersão. E algumas atuações, sobretudo do druida, que me cheiravam a canastrice. Mas eu fui levando para ver se melhorava. Depois eu comecei a ficar incomodado com o “efeito 24H” da série: tudo é bem pertinho. Os personagens só podem se locomover a pé ou a cavalo mas de um momento para outro estão nas regiões mais remotas do reino. O próprio druida passou décadas desaparecido porque estava hibernando em uma caverna cuja abertura estava exposta para a mesma praia onde a mulher que o amava havia se auto-exilado (não espere entender se não tiver visto).

Mas foi no terceiro episódio (ou quarto, dependendo de como você contar) que eu perdi a paciência com o roteirista e com a direção. Além da espetacular facilidade com que uma humana conseguiu invadir um palácio elfo em estado de “Defcon 1” (é sério, como esse pessoal espera sobreviver a uma horda de demônios?) e da absurda incompetência de um demônio assassino que pode assumir a aparência de qualquer um em segundos, ainda tive que engolir o espantoso teleporte da comandante Tilton, que avisou Will da descoberta de um corpo no jardim e também estava com a princesa no santuário. Não há ninguém em toda a equipe capaz de notar um erro tão grosseiro de continuidade? Não é que a mulher simplesmente esteja nas duas cenas e passou despercebida: ela fala nas duas cenas.

Cansei. Tem muita coisa interessante na fila para assistir para que eu perca mais do meu tempo com isso.

VN:R_U [1.9.13_1145]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
10 comentários
  • VR5

    Duas séries que recomendo você assistir:

    1 – Black Mirror: https://en.wikipedia.org/wiki/Black_Mirror_(TV_series)

    2 – Into the Badlands: https://en.wikipedia.org/wiki/Into_the_Badlands_(TV_series)

    VA:R_U [1.9.13_1145]
    Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
  • Paulo Bonfim

    Into the Badlands é incrível, muito boa.

    VA:R_U [1.9.13_1145]
    Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
  • VR5

    Sabem o que essa “ambientação de série” me lembrou? Um desenho do CN que minha filha adora e que até eu assisto: https://en.wikipedia.org/wiki/Adventure_Time eheheh

    VA:R_U [1.9.13_1145]
    Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
  • Snow_man

    me recuso a imaginar que o Jefferson não postou mais porque está assistindo a Adventure Time (que eu não gosto, acho estranho, às vezes até bizarro)! :-P

    VA:R_U [1.9.13_1145]
    Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
    • Nas últimas semanas eu praticamente só tenho pensado em política. Estou me segurando para não publicar aqui minhas posições antigoverno e anticomunistas com eu fazia no Buzz.

      VN:R_U [1.9.13_1145]
      Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
  • VR5

    “Hora de Aventura”, “Apenas um Show”, “Steven Universo”, “Os jovens Titans”, “Historietas Assombradas (para Crianças Malcriadas)”… estou aprendendo a voltar a ser criança com minha filha… rsrsrs…

    VA:R_U [1.9.13_1145]
    Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
  • Franco

    “Hora de Aventura”, “Apenas um Show”, “Steven Universo”, “Os jovens Titans”, “Historietas Assombradas” te ensina a ser criança? Meu filho curte de fato esses desenhos, mas sério, eu prefiro “Papa-léguas”, “Pica-pau” e “Chaves” hehehehe

    :lol:

    VA:R_U [1.9.13_1145]
    Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
    • VR5

      Eu entendo, mas a única hora que tenho para estar com minha filha é de noite, e nessa hora eu assisti com ela… por mim eu assistiria até “O Elo Perdido” (minha séria favorita da infância). Aliás: tem algum canal na TV por assinatura que passa esse seriado?? :)

      VA:R_U [1.9.13_1145]
      Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
  • josimar

    ryan,
    recomendo the outlander. tambem desisti de shanara. B)

    VA:R_U [1.9.13_1145]
    Rating: 0.0/5 (0 votes cast)

Clique aqui para comentar.
OBS: Os links "Responder" não aparecem nesta página, mas aparecerão na próxima.Por favor use-os se estiver respondendo a um comentário.

Independence Day 2: “We will not go quietly into the night”

Sim, está para sair a continuação de Independence Day. E o que mais me chamou a atenção no trailer foi a nova versão do discurso do fictício presidente Thomas Whitmore. Sem a cara de Bill Pullman como pano de fundo ficou muito melhor.

“We will not go quietly into the night!”

“We will not vanish without a fight!”

Coragem e bravura me sensibilizam fortemente. Apesar de ter detestado cada dia que servi ao exército eu respeito bastante quem é militar por paixão e tenho zero problemas com o patriotismo dos norte-americanos. Daí esse tipo de chamado tem um efeito especial na minha mente.

VN:R_U [1.9.13_1145]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)

Clique aqui para comentar.

The Expanse parece a melhor série de Sci-Fi desde Battlestar Galactica

TheExpanse_Poster_340_ryan.com.brNão, eu não estou dizendo que seja melhor que BSG. Para isso ainda falta muito, mas terminei ontem de assistir aos 10 episódios da primeira temporada de The Expanse e no geral eu gostei do que vi.

Prós

  • Efeitos especiais impressionantes –  A computação gráfica é tão bem feita, incluindo a interação dos personagens com ela, que os “produtos” parecem reais. E as cenas em gravidade zero, com poucas exceções, parecem ter sido realmente feitas em gravidade zero ou no equivalente mais próximo que nós conhecemos: um Airbus em queda controlada;
  • Há um grande esforço para mostrar ciência real – Até mesmo nas três cenas em que eu achei que estivessem inventando, após ver a cena de novo e/ou fazer pesquisa vi que existe uma explicação possível. Exceto a cena aos 7m42s do episódio 6 quando o Tio Mateo abre seu capacete no espaço. Essa eu ainda não engoli;
  • Você está tão “no escuro” quanto a maioria dos personagens – O espectador não sabe realmente o que está acontecendo e se vê obrigado a prestar atenção a cada um dos eventos em cada um dos episódios, pois apenas no episódio 8 os eventos começam a se encaixar (embora tudo seja explicado com flashbacks nesse episódio). Por um lado isso é ruim, mas eu gosto desse tipo de narrativa;
  • A estória é interessante e o ritmo também. Porém começou a parecer desnecessariamente lento a partir do episódio 8.

Do que não gostei

  • Não consegui “gostar” de nenhum dos personagens ainda. Em BSG, Firefly e Killjoys, só para dar uns poucos exemplos, no segundo episódio eu já definitivamente gostava de algum deles. Mas se qualquer um dos personagens principais de The Expanse morrer, pode ser substituído por outro sem me fazer qualquer falta. Mais que isso: se a Rocinante explodir com todo o elenco principal dentro e um novo grupo se tornar o foco da trama eu talvez até fique mais empolgado. É claro que sei que como a série de TV é baseada em uma série de livros (que eu não li) o destino dos personagens já está traçado.

No meio do caminho

  • Os personagens não perdem tempo tentando explicar a ciência envolvida. Isso por um lado é bom porque permite um passo mais rápido da trama e reduz a quantidade de diálogos “não naturais” . Mas por outro lado você, acostumado com explicações, fica achando que deixou de ver/ouvir alguma coisa. Eu tive essa impressão nas cenas em que um líquido é injetado nos ocupantes das espaçonaves durante manobras. Eu conhecia a razão para isso mas não consegui ver que era isso na cena. Precisei fazer uma pesquisa no Google para “a ficha cair”: é parte do procedimento necessário para que um ser humano sobreviva a manobras de alta gravidade. Estamos tão “acostumados” com naves que aceleram à velocidade da luz impunemente na ficção científica que o “real” parece estranho.

Eu gostei da série, mas por causa da minha impressão dos personagens eu estou mais empolgado para assistir à segunda temporada de Killjoys.

VN:R_U [1.9.13_1145]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
10 comentários
  • VR5

    Sempre às ordens! ;)

    VA:R_U [1.9.13_1145]
    Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
  • VR5

    Desconfiava. Quando o assunto é ficção científica, temos gostos parecidos. B)

    VA:R_U [1.9.13_1145]
    Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
  • Paulo Bonfim

    Jefferson, concordo inteiramente com sua análise, o único personagem que me “apeguei” foi o Miller, o Holden ainda não disse para que veio, dou nota 8/10

    VA:R_U [1.9.13_1145]
    Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
  • VR5

    Agora falando em cenas de gravidade zero (ou baixa): eu sei que nas naves (e estações espaciais) eles usam uma espécie de “botas magnéticas” (isso foi mostrado) mas… e nas estações nos asteroides? eLES não tem massa suficiente para gerar um campo gravitacional decente. Eles tem que usar botas 24X7? Isso a série não mostra/explica de forma convincente, né?

    VA:R_U [1.9.13_1145]
    Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
    • Não, os produtores da série tomam uma grande liberdade nesse sentido porque seria extremamente complexo e caro montar cenas com tanta gente em gravidade reduzida. Mas esse não é o único problema: no livro as pessoas que sempre viveram em gravidade reduzida são evidentemente “diferentes”, o que justifica em parte o preconceito terrestre: os belters tem corpos que não parecem realmente “humanos”. Na série todo mundo é igual.

      Quanto à gravidade nos asteróides, em Ceres é 0.3g e em Eros o livro diz que a empresa responsável pela mineração colocou o asteróide para girar de modo a gerar uma gravidade que ele não tinha. Na prática isso seria um feito fabuloso de engenharia e o resultado ainda seria questionável.

      VN:R_U [1.9.13_1145]
      Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
      • VR5

        Certo, a “liberdade poética às vezes se faz necessário”. Se não me engano no primeiro ou segundo episódio é mostrado um belter sendo interrogado na Terra e mostra como o corpo dele é humano mas totalmente, digamos, “frágil”, “elástico”. E em Eros (no universo do livro): além de ser um grande feito de engenharia o asteroide teria que ser meio “oco” e as pessoas teriam que viver na verdade como numa espécie de “centrífuga gigante” (bem diferente das instalações mostradas no filme) se é que me entende… ;)

        VA:R_U [1.9.13_1145]
        Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
        • E bote licença poética nisso. Mas se eu for exigir precisão científica vou ter que abrir mão também de BSG. E aí não dá… :D

          Sim, segundo as contas (não confirmadas) de um físico em uma discussão sobre o assunto, Eros precisaria rodopiar numa velocidade extraordinária (para um corpo de sua massa) para gerar gravidade. Eu penso nos habitats de gravidade simulada das naves em The Martian e Interestellar e imagino um asteróide inteiro girando naquela aparentemente baixa velocidade. Uma rotação por minuto ainda é fantástico nessa escala.

          VN:R_U [1.9.13_1145]
          Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
        • Acho importante ressaltar que o problema do comportamento “terrestre demais” das pessoas nas estações me passou completamente despercebido enquanto eu assistia. Eu só me dei conta que as pessoas deveriam no mínimo ser “muito leves” em Ceres quando pesquisava sobre outras dúvidas. Eu não sou físico e meu conhecimento do que é “ciência real” no espaço é bem mais limitado que o normal.

          VN:R_U [1.9.13_1145]
          Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
  • Richardson

    Opa, legal o seu site, artigos bem variados.

    Agora é o seguinte, no item “No meio do caminho”:

    “…sobreviva a manobras de alta gravidade. Estamos tão “acostumados” com naves que aceleram à velocidade da luz impunemente na ficção científica que o “real” parece estranho.”

    Em Stargate SG-1 tem isso também e chamam de “amortecedores inerciais”, não me lembro mais o ponto exato mas tem um episódio que citam a primeira vez nos testes na Terra de um “raptor” que fabricaram com tecnologia alienígena.

    Veja também em http://www.ussventure.eng.br/LCARS-Terminal_net_arquivos/Artigos/110117%20Campo%20Inercial.htm, ou seja, é um termo bem conhecido em SciFi de fantasia.

    Como The Expanse é uma SciFi mais para o lado real então precisa do tal líquido :D, alias, sobre a série foi uma grata surpresa ano passado.

    VA:R_U [1.9.13_1145]
    Rating: 0.0/5 (0 votes cast)

Clique aqui para comentar.
OBS: Os links "Responder" não aparecem nesta página, mas aparecerão na próxima.Por favor use-os se estiver respondendo a um comentário.

Filmes: Gostei bastante de The Man From U.N.C.L.E.

Depois de ter assistido à decepção que é Spectre, assistir a O Agente da U.N.C.L.E. (The Man From U.N.C.L.E. – 2015) foi um alívio. Gostei da mistura de aventura, ação e comédia e não ver ridículas coreografias de luta foi um bônus. O filme tem suas situações altamente improváveis, mas o impacto delas é fortemente diluído pelo tom de comédia e elas não chegam ao ponto de ser absurdas como em O Esquadrão Classe A. A única seqüência que eu achei realmente dispensável foi a última perseguição com veículos. Recomendo para quem gosta do gênero.

VN:R_U [1.9.13_1145]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
4 comentários
  • Jorge Mendonça

    Gostei do filme também. Só achei que ele é mais longo do que deveria. Particularmente a cena no caminhão fazendo um lanche é hilária.

    VA:R_U [1.9.13_1145]
    Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
    • Só achei que ele é mais longo do que deveria.

      Também tive essa impressão.

      a cena no caminhão fazendo um lanche é hilária.

      É. Sempre que o espectador achava que ele ia tomar uma atitude, aparecia outro pretexto para ele ficar quieto. :D

      VN:R_U [1.9.13_1145]
      Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
  • Snow_man

    vi em 2 partes (popcorn com defeito rs) e terminei ontem. Concordo com os comentários, tem cara que vai ter continuação ou virar série. A moça é a mesma de Ex-Machina?!

    VA:R_U [1.9.13_1145]
    Rating: 0.0/5 (0 votes cast)

Clique aqui para comentar.
OBS: Os links "Responder" não aparecem nesta página, mas aparecerão na próxima.Por favor use-os se estiver respondendo a um comentário.

Filmes: Spectre é o pior filme de James Bond com Daniel Craig.

Eu sei que toda a série se baseia em absurdos, como o poder sobrenatural de Q de sempre adivinhar exatamente do que Bond vai precisa para se safar de uma encrenca no futuro próximo, mas Spectre abusou da repetição sem acrescentar nada de novo e ainda fez Bond (e o MI6) parecer estúpido e “fora do personagem” repetidas vezes. Até o vilão é insosso.

1)Que diabos Bond tinha em mente quando ameaçou a vida de tanta gente naquela praça mexicana com aquela luta no helicóptero? Porque “M” disse antes de morrer que ele tinha que matar o cara? Porque o cara menciona brevemente que planeja explodir um estádio? Ainda bem que o filme reconhece que Bond se excedeu, mas apenas porque era importante para a trama ter um pretexto para desativar o projeto duplo zero. Entretanto fazer um personagem que está longe de ser idiota agir como idiota para atingir um objetivo da trama perde muitos pontos para mim.

2)No final da perseguição do avião, o capanga/montanha/gorila é jogado para fora do carro pelo pára-brisas. O que um agente duplo zero faria? Daria um tiro na cabeça dele só para se certificar. O que esse Bond fez? Deu uma olhada a metros de distância, deu as costas e foi embora;

3)Para que raios Bond foi levar Madeleine para o covil do mega-super-hiper vilão, no meio do deserto africano?

4)Aquela cena patética que terminou com ele pedindo que Madeleine não visse o vídeo da morte do pai é indigna de James Bond. O super assassino virou um bebê chorão sem nenhuma explicação plausível. Bond teve uma dúzia de oportunidades de quebrar o pescoço do vilão, mas só tentou quando o vídeo começou a ser exibido e estava longe demais para ter sucesso;

5)Aliás, como se explica o extraordinário e repentino (levou o quê? 48 horas?) interesse do mulherengo Bond pela filha de um vilão? É só a necessidade irritante de agradar a mulherada na platéia que espera por um romance ou existe alguma coisa na estória de Bond para explicar isso?

6)Eu fiquei até três quartos do filme esperando que o MI6 fosse uma organização “temível”. Mas depois do baque ocorrido no filme anterior parece que só resta aos super-espiões e assassinos do MI6 com seus super gadgets, “smart blood” e super-carros-protótipo de 3 milhões de libras esperar que a aposentadoria tenha um bom plano odontológico. Eu sei que o foco dos filmes é em Bond, mas fazer a organização que ele representa parecer um bando de patetas por dois filmes seguidos é “prá se lascar”!

7)Depois da explosão do relógio, Bond tem tempo para parar e admirar o rosto de Madeleine, mas não tem tempo para ir em direção ao vilão e terminar o serviço. Tem dois guarda-costas armados ali semi-desacordados cujas armas ele pode roubar, mas nãooo… pela segunda vez no filme Bond dá as costas para o vilão desacordado. Logo o super-mega-hiper vilão que já tinha admitido estar por trás de todo o sofrimento dele nos últimos filmes. E desta vez ele sai desarmado na direção em que certamente existe um monte de capangas armados que estão bem acordados.

8)A cena em que tiram Bond encapuzado do caminhão e ele mata os dois capangas é ridícula. O diretor deve ter deixado o estagiário cuidar dessa.

9)E no final ele novamente deixa o super-mega-hiper vilão vivo. Um indivíduo que está tão alto na hierarquia do crime que pôde fazer o MI6 de idiota duas vezes.

Tenho certeza de que se eu prestar atenção encontro muito mais problemas.

 

VN:R_U [1.9.13_1145]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)

Clique aqui para comentar.

Filmes: Dogma é bizarro, mas gostei assim mesmo.

Há anos Dogma tem estado na minha fila para assistir, mas a recente morte de Alan Rickman me fez colocar outros filmes dele na fila e dar prioridade a este. Eu tentei  assisti-lo uma década atrás e não lembro por que parei, mas acho que na época eu tinha menos estômago para a brutalidade sem sentido de certos personagens.  Hoje eu sou fã de Supernatural e diante dessa série a brutalidade de Dogma é até farsesca. Aliás, é possível enxergar os arcos mais recentes de Supernatural (desde que os anjos entraram em cena) como uma ampliação das idéias do filme de Kevin Smith.

É preciso ter em mente do primeiro ao último minuto que se trata de uma comédia de absurdos, estilo que não é exatamente do meu agrado, para não questionar a capacidade do diretor. E os efeitos especiais denunciam a idade do filme, mas os diálogos são interessantes (dá para pescar alguma filosofia no mar de palavrões) e é preciso prestar atenção, porque se fala muito e bem rápido em Dogma.

 

VN:R_U [1.9.13_1145]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)

Clique aqui para comentar.

Meu blog destinado a automação: automalabs

Quando eu comecei a ganhar um dinheiro extra vendendo peças de automação aqui em Recife eu criei este blog para dar suporte aos meus clientes. Isso foi em 2012 e nunca divulguei aqui porque não quero misturar minhas atividades comerciais com as que faço sem nenhum intuito de ganhar dinheiro. Entretanto, essa separação da informação sempre me incomodou, por isso decidi por ora fazer um link “unidirecional”: vocês, leitores de longa data, podem saber sobre automalabs, mas prefiro que os leitores de automalabs não saibam nada sobre minhas outras atividades. Eu sei que é impossível garantir isso, mas pelo menos não quero deixar escancarado.

Sempre lembrando: eu sou um técnico em eletrônica medíocre. Estou sempre disposto a ensinar o que sei e me esforçando para não dizer bobagens, mas não esperem que o que eu digo sobre eletrônica seja a última palavra sobre o assunto.

As regras por enquanto são:

  • Eu só respondo questões nos comentários que sejam de clientes ou de leitores habituais que eu reconheça;
  • Ao comentar lá, use um endereço de e-mail que já tenha usado para comentar aqui, ou seu comentário terá grandes chances de nem ser publicado;
  • Nenhum comentário deve ser feito que permita fazer a ligação entre minhas atividades;
  • Nenhum comentário deve ser feito que indique competidores;
  • Eu mantenho meu direito geral de vetar e editar comentários por qualquer razão.

 

 

VN:R_U [1.9.13_1145]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
6 comentários
  • Eduardo Amorim

    Muito bom Jefferson! Vários artigos legais pra ler. Vlw!

    VA:R_U [1.9.13_1145]
    Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
  • Wagner de Castro

    Jefferson, meio que off-topic, mas e o Raspberry Pi?

    VA:R_U [1.9.13_1145]
    Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
    • Eu tenho meia dúzia de unidades que comprei para revender, mas não uso o RPi para nada. Não sou proficiente em Linux, o RPi é muito fresco com alimentação e o GPIO opera a 3,3V sem tolerância a 5V. Acrescente a isso o fato de que é relativamente caro e difícil de consertar. Muitas complicações para o meu gosto.

      E como media player básico ele apanha em desempenho da maioria dos Media Players (S9, Egreat)que tenho.

      Eu posso a qualquer momento voltar a mexer com ele. Mas nunca me empolguei.

      VN:R_U [1.9.13_1145]
      Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
  • Walter

    Muito bacana, Jefferson. Mas eu fiquei curioso, você poderia dar alguns exemplos aqui pra gente que é leitor antigo de quais projetos de automação você tem executado? Seus projetos são voltados para clientes pessoa jurídica ou tem algo que atenda pessoas físicas também?

    VA:R_U [1.9.13_1145]
    Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
    • Walter

      Agora que eu li mais artigos no blog, estou entendendo melhor. Você está vendendo peças para automação, e não projetos em si, é isso?

      VA:R_U [1.9.13_1145]
      Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
    • Eu ainda não estou “vendendo” esse tipo de trabalho de automação. Eu só vendo peças. Minha automação com arduino por enquanto é para uso pessoal. Nas raras ocasiões em que eu faço um trabalho de automação para empresas é usando CLPs Mitsubishi e/ou Delphi, herança de meus dez anos como técnico em eletrônica industrial.

      Tendo dito isso, uma vez um cara comprou uns R$500 em peças para fazer um projeto e me consultou se eu poderia mandar pronto, já programado com as especificações dele. Era algo simples. Eu aceitei sob a condição de que apenas garantia o funcionamento como especificado, mas não daria suporte, mandaria o código-fonte e ele se viraria para fazer qualquer debug no local. Ele aceitou minhas condições e o preço (apenas R$99 pelo programa) e então eu fiz.

      Ele recebeu o pacote dia 21/03/14. No dia 23/05/14 (dois meses depois) veio pedir suporte porque não estava mais funcionando. E ele não tinha a menor idéia de como trabalhar com um Arduino. Eu me limitei a oferecer a ele que mandasse de volta para mim para que eu pudesse avaliar.

      Para não ter esse tipo de aborrecimento eu não ofereço esse tipo de trabalho. Eu ainda não sou proficiente em C++ e tenho certeza de que o projeto vai precisar de ajustes quando colocado em condições reais de uso. Se o cliente for de Recife o custo de meu tempo para ficar indo ao local de instalação para fazer debug é alto. Muito mais alto que os R$99 que estou disposto a cobrar para desenvolver um software simples no meu tempo livre. E se não for de Recife o cliente vai se estressar.

      VN:R_U [1.9.13_1145]
      Rating: 0.0/5 (0 votes cast)

Clique aqui para comentar.
OBS: Os links "Responder" não aparecem nesta página, mas aparecerão na próxima.Por favor use-os se estiver respondendo a um comentário.