Extensores HDMI sobre cabo de rede CAT5, CAT5e, CAT6

Neste texto onde eu me referir a cabo “CAT5” estou simplificando a menção aos três tipos de cabo: CAT5, CAT5e e CAT6. “Sink” é o dispositivo que recebe o sinal HDMI (TV, projetor, DVR, etc) e “source” é o dispositivo que gera o sinal (o media player ou receptor de TV).

Existem no mercado três tecnologias para usar cabo CAT5 no lugar de um cabo HDMI:

  • 2 cabos, sem suporte a rede – O sinal HDMI é realmente transmitido pelo cabo CAT5, praticamente sem alterações. O mais barato de todos com alcance previsto de 30 metros a 1080p;
  • 1 cabo apenas, sem suporte a rede – Usa um protocolo proprietário para reduzir o número de condutores necessários. Provavelmente existe degradação do sinal nas resoluções mais altas mas pode não fazer diferença para qualidade DVD. Custa pelo menos cinco vezes mais caro que a solução com dois cabos;
  • 1 cabo apenas, com suporte a rede – Uma espécie de “HDMI over IP” onde o sinal de vídeo e imagem é transformado e retransmitido realmente “via rede” através de switches. É o mais prático de todos e embora tenha receptor próprio já fizeram engenharia reversa em um modelo para conseguir receber o sinal via VLC. Custa 10 vezes mais caro e é certamente limitado em qualidade porque uma rede de 100mbps definitivamente não tem banda para fazer isso sem acrescentar compressão. Já existe até um padrão para isso chamado HDBaseT que no papel parece tão fantástico quanto as meias Vivarina e as facas Ginsu, mas tão difícil de encontrar quanto o ET de Varginha. Na prática espere pagar os olhos da cara por um produto que não consegue conversar com o similar de outro fabricante.

Neste texto eu vou tratar apenas do método mais simples e barato.

Essa adaptação é possível primeiramente porque HDMI (e DVI) usam uma tecnologia similar à usada nas rede ethernet modernas, com transmissão diferencial que tem por meio o cabo de par trançado. Tentar usar outro tipo de cabo, mesmo que “mais grosso”, pode não ter o efeito desejado.

A primeira coisa a se ter em mente para entender o que se passa nesse tipo de adaptação é o fato de que um cabo CAT5 tem oito condutores e um cabo HDMI tem dezenove. HDMI tem mais condutores que dois cabos CAT5, então como é que essa mágica é feita?

Antes de prosseguir, vamos estudar atentamente a figura a seguir:

HDMI_pinout_ryan.com.br

Note que:

  • Mais da metade do cabo é usada pelos quatro canais TMDS, que é por onde a informação de vídeo e áudio é transportada;
  • As bolinhas pretas indicam os pinos que de uma forma ou de outra estão ligados ao mesmo negativo. A bolinha vermelha representa o único pino de +5V;
  • Dois condutores são destinados a DDC/EDID/HDCP e não podem ser usados separadamente. Ou você usa os dois ou nenhum dos dois (mais sobre isso adiante);
  • Um condutor é destinado a CEC (basicamente, operar todos os aparelhos com um só controle remoto). Útil, mas dispensável;
  • Dois condutores são de alimentação, que tem o propósito primário de fazer com que a identificação DDC/EDID funcione mesmo com o display desligado;
  • O pino 19 é responsável pela função hotplug detection (detectar que um dispositivo foi conectado);
  • O pino 14 é o que permite o funcionamento do ARC (Audio Return Channel). Útil, mas ainda mais dispensável que o CEC, por falta de suporte em muitas TVs e porque um número reduzido de pessoas tem receiver HDMI ligado à TV;
  • Juntos, 19 e 14 oferecem a função HDMI Ethernet, que é ainda menos usada.

O primeiro e até óbvio sacrifício ocorre na blindagem. Cada um dos quatro pares de comunicação TMDS em um cabo HDMI bem feito é separadamente blindado e tem seu próprio “negativo”, além do negativo “geral” do cabo. São quatro condutores só na blindagem. Ora, essa blindagem individual não existe no cabo CAT5 que corriqueiramente usamos, então esses quatro condutores somem na adaptação. Assim reduzindo a necessidade para 15 condutores, o que fisicamente já é possível substituir por dois cabos CAT5. Em todos os extensores que vi um dos cabos é dedicado aos quatro canais TMDS e o outro cabo fica com os sinais de controle.

É importante notar que apenas o dispositivo source fornece alimentação. A função do pino +5V no sink é receber a alimentação vinda do source para ativar o circuito de hotplug detection e a memória EDID mesmo que o sink esteja desligado.

Existe um produto no mercado que eu desconfio fortemente de que se limita a ligar cada pino do plug HDMI ao pino correspondente no conector 8P8C (RJ45), por causa do baixo preço e do fato de que não tem indicação de “polaridade”. Mas todos os extensores que já abri são “ativos” (tem eletrônica) e são compostos de duas peças com papéis bem definidos, como este:

hdmi_extender_ryan.com.br

Alguns cuidados precisam ser observados ao instalar e usar esse modelo de extensor:

  • É sempre bom lembrar: Os cabos conectados a esse extensor não devem ser conectados à sua rede. O extensor deve ser usado de forma completamente autônoma;
  • Emissor precisa ser ligado do lado do dispositivo source (player) e receptor do lado do dispositivo sink (TV, projetor, etc);
  • O cabo ligado a um determinado canal no emissor precisa ser conectado ao mesmo canal no receptor. Recomendo fortemente que você ponha etiquetas nos cabos ou terá muito aborrecimento com ligações invertidas;
  • Observe que em um deles o canal TMDS fica no conector esquerdo e no outro fica no conector direito. Quando um está de frente para o outro isso faz muito sentido, mas quando você está instalando tem a tendência a pegar o dispositivo sempre com a mesma mão e inserir os cabos na mesma ordem com a outra. O que vai resultar em inversão;
  • Os cabos precisam ter todos os oito condutores funcionais. Como uma rede de 100mbps somente usa quatro dos oito condutores do cabo CAT5 um cabo que funciona na sua rede pode não funcionar no extensor. É preciso testar pelo menos com um testador de cabos comum;
  • Os dois cabos precisam ser diretos. Cabo cruzado não vai funcionar em nenhum dos dois canais;
  • O cabo ligado ao canal TMDS precisa ser crimpado conforme o padrão (568A ou 568B) porque este canal precisa que seja respeitado o trançado dos condutores. O cabo ligado ao DDC pode ignorar o padrão e simplesmente fazer uma correspondência de um para um entre os conectores, mas não faça isso. Crimpar respeitando o padrão dá o mesmo trabalho.

Esse extensor a meu ver tem dois erros/limitações de design que poderiam ser facilmente corrigidos:

  • O emissor deveria ser claramente diferente do receptor. Talvez de uma cor diferente. Perdi a conta das vezes que me enrolei todo por inadvertidamente misturar os dois;
  • Pelo menos o receptor deveria vir com um conector HDMI fêmea em vez de um macho o que facilitaria a conexão a um conversor HDMI-VGA e tornaria o conjunto menos frágil. Entretanto eu admito que isso cria um problema ao adicionar um ponto de possível mau contato.

Funcionamento

O objetivo deste post é analisar a teoria de funcionamento dos extensores e não fazer um review deste, mas é claro que eu preciso pelo menos testar se funciona ou não. Eu não uso muito o extensor e muito menos no seu limite, mas nos meus poucos testes com cabos de meros 10m ele funcionou bem a 1080p, incluindo o CEC.  No futuro eu poderei incluir aqui mais detalhes e testes com cabos maiores.

 

RECEPTOR (RECEIVER)

hmdi_extender_cat5_receiver_DSC01587_ryan.com.br

 

O design do receptor é o mais simples de entender, com apenas dois componentes ativos visíveis:

  • Um chip “equalizador” HDMI MAX3815, cuja função é restaurar o sinal dos quatro canais TMDS. É interessante notar que alguns displays HDMI, principalmente projetores, podem já ter um chip desses na entrada e que a documentação do fabricante do chip não faz nenhuma referência a cabo CAT5 e espera que o chip seja usado no final de cabos HDMI ou DVI apropriadamente blindados. Ou seja: não espere que vá alcançar as distâncias indicadas (50 metros com cabo 24AWG) a 1080p com cabo de rede, pois o cabo de rede que mais se aproxima do DVI/HDMI é o caro CAT7, mas você nem sabia que isso existia, certo?
  • Um regulador linear de 3,3V para alimentar o MAX3815 com os 5V vindos do dispositivo source.

EMISSOR (SENDER)

hmdi_extender_cat5_sender_DSC01587_ryan.com.br

Já o design do emissor ainda é parcialmente um mistério para mim. Eu levantei o diagrama para facilitar a compreensão (clique para uma versão legível):

hdmi_extender_cat5_emissor

Os quatro canais TMDS são conectados diretamente e corretamente aos pares do respectivo conector 8P8C (RJ45), então todos os componentes da placa estão ali para tratar dos sinais de controle. Eu determinei que dois pinos são usados para +5V e dois pinos para GND, restando quatro pinos para dividir com os cinco sinais de controle. Isso é possível porque foi sacrificado o sinal ARC, que não me parece uma grande perda.

Os componentes principais do emissor são:

  • Um microcontrolador de uso geral STC11F02 (5.5V, 2KB de flash e 256 bytes de RAM);
  • Uma memória EEPROM 24C02 (2kbit, 256 bytes) ligada simultaneamente ao microcontrolador e ao bus DDC HDMI.

O meu melhor palpite no momento é que o microcontrolador se envolve com troca de informações EDID, incluindo o handshake DHCP. Ele tem memória flash mais que suficiente para armazenar as chaves DHCP (40x56bit = 280bytes). Por que ele faria isso eu ainda não tenho certeza.

Cabo de controle (rotulado de “DDC” pelo fabricante)

  • 1 – HPD
  • 2 – +5V
  • 3 – +5V
  • 4 – GND
  • 5 – GND
  • 6 – DDC_DATA
  • 7 – DDC_CLOCK
  • 8 – CEC

Hotplug detection

O sinal HPD vindo do dispositivo sink em vez de ir direto ao source entra no microcontrolador, provavelmente para ativar o processo de handshake. O dispositivo source não “vê” isso porque recebe o HPD imediatamente ao ser plugado o emissor nele, porque no emissor o pino 19 é permanentemente conectado a +5V por meio de um resistor de 1k.

É preciso ficar atento à mudança no comportamento. Basta plugar o emissor no dispositivo source para que este ache que um dispositivo sink está conectado e inicie o processo de leitura do EDID e handshake HDCP, mesmo que não exista sink. Ao realmente conectar o sink, o source já vai ter desistido de fazer o handshake há muito tempo. Para resolver eu suponho que ou você reinicia o source ou despluga e repluga o emissor.

Conector ISP

É ligado diretamente à porta serial do microcontrolador. Ainda não verifiquei se é possível ler algo nessa porta ou se serve apenas para programá-lo.

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  • Eu cometi algum erro na hora de fazer o upload do diagrama do emissor e por isso não há link para a cópia de alta resolução, legível do mesmo. Amanhã eu corrigirei isso.

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O suporte nativo a Containers finalmente faz o Windows 10 me parecer atraente.

A mudança está na mais nova versão preview do Windows 10. Se você já está familiarizado com o Docker (linux), basta saber que “Windows Container” é o nome que a MS deu para sua tecnologia que é essencialmente a mesma coisa. Para quem não faz a menor idéia do que se trata, o “container” é um método inovador de virtualização onde a “máquina virtual” (não é realmente chamada assim) não contém sua própria cópia do sistema operacional. Ela usa o SO do host de uma forma isolada e só contém mesmo todas as diferenças para uma instalação “limpa” do SO no qual ela é baseada. O Windows 10 só tem suporte à versão “Hyper-V Container”, que por segurança não usa os arquivos do SO que está em execução e sim os de uma “imagem base”, separada.

Por exemplo, em teoria você pode ter um container apenas com os seus browsers e o maldito gbplugin para poder acessar seu banco sem criar no resto do computador a terrível perturbação que os infames módulos de segurança da GAS Informática criam. Isso você já pode fazer com uma VM, mas requer mais memória, demora mais para iniciar e ainda tem problemas de licenciamento.

E por falar nisso:

  • Hoje em dia você não pode disponibilizar legalmente na internet uma VM do Windows completamente configurada para uma determinada aplicação. Com os containers, além dos arquivos para download serem brutalmente (milhares de vezes) menores, não vem com arquivos da MS. A não ser que a imagem tenha recebido um “update” porque aí me parece que os arquivos atualizados do SO vão parar na sandbox criada pela imagem;
  • Você pode deixar de precisar ter uma licença para cada VM só para poder rodar aplicações isoladas.

Mas a MS ainda não confirmou essas vantagens no que diz respeito a licenciamento. Eu ficaria muito decepcionado, mas não surpreso, se a MS também tiver alterado suas EULAS para determinar que essas coisas ou são proibidas ou exigem compra de licenças extras ou “CALs”.

E eu ainda não testei. Eu sequer uso Windows 10 e essa novidade por enquanto é para os “insiders” apenas (se você tem acesso à versão Insider, as instruções estão aqui). Eu posso até estar me animando à toa e a versão Microsoft do Docker ser bastante limitada.

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Windows Live Mail exibindo mensagens como anexos, com painel em branco.

Versão do WLM: 2012;

Versão do Windows: 7 ou XP.

  • Sintoma 1: Painel de leitura em branco mas o conteúdo das mensagens aparece logo acima, como se fossem anexos, misturados com os anexos reais da mensagem. Mensagens enviadas como HTML apresentam um anexo TXT e outro HTML. Imagens incluídas no corpo da mensagem também aparecem como anexos. Abrir esses anexos com duplo clique permite ler as mensagens;
  • Sintoma 2: demorando muito para “destravar” ao iniciar e exibir a primeira mensagem. O WLM inicia, exibe a lista de mensagens, mas fica um longo tempo sem responder ao mouse. Se clicar, diz que o WLM “não está respondendo”. LED do HDD indica intensa atividade;
  • Sintoma 3: alguns emails não conseguem ser impressos e simplesmente visualizá-los parece causar o sintoma 1.

A explicação curta:

O problema é resolvido deletando completamente a pasta “Temporary Internet Files”.

A explicação longa:

Levei cerca de cinco horas apanhando com esse problema ontem. Iniciar o WLM estava levando minutos e tive que fazer pausas periódicas para deixar a usuária adiantar seu trabalho. Eu estava trabalhando apenas no problema primário porque acreditei que a lentidão era inerente à quantidade de emails (mais de 12mil, mas eu estava muito errado) e que o terceiro problema poderia não estar relacionado ou se resolveria sozinho. A dica mais comum que encontrei para resolver o problema primário foi ir até Adicionar e Remover Programas clicar duas vezes na entrada referente ao Windows Essentials 2012 e escolher reparar o Windows Essentials. A reparação às vezes parecia resolver o problema, que depois voltava.  Às vezes não surtia efeito algum.

A segunda dica que encontrei dizia para abrir Opções da Internet e mandar carregar o padrão do Internet Explorer. Foi nesse momento que me lembrei que o painel de visualização do WLM, claro, era uma instância embutida do IE. Fazer isso também às vezes parecia resolver o problema.

A terceira dica me levou mais próximo da real solução do problema: mandar excluir os Arquivos Temporários do IE, via Opções. Isso não surtiu efeito algum, mas como eu achei a operação muito rápida e já sei que ela muitas vezes não apaga realmente tudo, usei o Voidtools Everything para achar todas as pastas “Temporary Internet Files” (desde o Windows 7 você encontra pelo menos duas cópias dessa pasta por perfil de usuário) e o que achei me espantou: uma das pastas tinha cerca de 430 mil arquivos. E esse usuário não usa o IE há muito tempo.

A estimativa do Windows para apagar a pasta era de uma hora, a 64 itens por segundo (?!). No Modo de Segurança era um pouco mais rápido, a 100 itens por segundo. Mover ou renomear a pasta não era permitido porque “algum processo a estava usando”, mesmo no Modo de Segurança. Dei boot por Live CD e renomeei a pasta.

Todos os problemas foram resolvidos de uma vez.

 

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  • Paulo

    Não seria Windows Mail ou Microsoft Outlook/Outlook Express?
    O WLM foi o mensageiro instantâneo encerrado há dois anos.

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    • Obrigado, Paulo. “WLM” refere-se habitualmente ao “Windows Live Mail”. Eu errei o título do texto e corrigi agora este e o link gerado automaticamente.

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  • Daniel Plácido

    [off topic] Jefferson, estou precisando de um serviço que acredito que você seja a pessoa mais indicada que “conheço”.
    Preciso fazer o full dump de um modem Motorola SVG1202, se você tiver tempo/interesse entre em contato comigo por email para eu te explicar e combinarmos de eu te enviar os modens (não consegui achar seu email para contato)
    grato. (apague a mensagem que não tem relação com o post)

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Erro “regsvr32 failed with exit code 0x3” ao tentar instalar um controle ActiveX

O problema acontece numa instalação limpa do XP SP3 e estava me impedindo de instalar o software necessário para configurar meu NVR.

Depois de apanhar por vários minutos descobri que precisava do “Visual C++ Redistributable”. Instalar as versões 2005, 2010 e 2013 não resolveu. Somente tive êxito ao instalar o “Microsoft Visual C++ 2008 Redistributable Package“, mas o seu caso específico pode requerer uma das outras versões.

Como esse é um instalador muito comum você pode até tê-lo guardado. O programa de instalação em todas as versões geralmente tem um nome que começa com “vcredist”.

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  • Snow_man

    Muito bom, Jefferson, são contribuições como essa que fazem seu blog se destacar. Foi por um post desses que cheguei aqui, ainda no Gambiarras, e fiquei, visitando todo dia.

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Encher um pneu de carro é mais fácil do que eu imaginava.

Eu não sou dos motoristas mais cuidadosos e a buraqueira nas ruas e rodovias que cortam Recife de vez em quando me deixa “na lona” quer seja porque um pneu furou ou rasgou ou, com maior freqüência, porque a pancada fez o ar começar a vazar no ponto de contato com a roda.  Para resolver esse segundo problema eu costumava usar uma bomba elétrica que eu comprara há muito anos por R$50. Enchia o pneu em menos de dez minutos.

Mas depois que a bomba quebrou eu não consegui encontrar nada por um preço razoável. Tudo o que eu vira era mais caro e de qualidade inferior. Cheguei a comprar uma mas como eu esperava durou muito menos que a primeira. Eu estava sendo obrigado a resolver o problema do jeito tradicional: trocar o pneu.

Aí esta semana eu fui apanhado com as calças abaixadas: de um dia para o outro meu pneu baixou e meu estepe estava vazio. Borracheiro mais próximo a um quilômetro de distância e num horário onde não dava para pedir carona a um amigo. Parti para experimentar algo que nunca havia tentado antes: encher com a bomba manual para pneu de bicicleta.

Eu esperava no mínimo dar  pressão suficiente para tirar a roda do chão e poder chegar ao borracheiro. Levantei o carro com o macaco para pelo menos não ter que levantar o carro “no braço” bombeando e comecei a contar. Após bombear 100 vezes eu já estava cansado mas já parecia bom. Após descansar um pouco decidi bombear mais 100 vezes e ao terminar fui medir a pressão com um desses medidores manuais de plástico que você compra na China: 32 libras. Fiquei espantado e fui conferir com a pressão de outro pneu: realmente eu tinha ultrapassado as 28 libras requeridas para uso normal do meu UNO. E quando fui retirar o macaco, outra surpresa: eu tinha erguido o carro bombeando e o macaco estava solto.

Bombear 100 vezes já era o bastante para levar o carro até o borracheiro. A bomba de bicicleta agora virou item do meu kit de ferramentas lá no porta-malas.

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  • Maximus Gambiarra

    Um macaco de caminhão também eleva um grande peso apenas bombeando óleo manualmente. É a mágica da multiplicação de forças. Penso em fazer uma automação aqui em casa com aqueles cilindros de ar comprimido. Abrir uma janela inacessível, por exemplo, bombeando ar pela mangueira.

    Essa semana andei procurando um modelo de bomba de encher pneu que é movimentada pelo pé, o cilindro fica na horizontal e tem manômetro. A antiga de minha casa durou uns dez anos, com alguns remendos eventuais de solda. Na minha cidade só encontrei daquelas movimentadas com a mão, cilindro na vertical. Pela internet achei a que eu quero, mas o preço do frete é igual ao da bomba. Estava relutando, mas agora que você escreveu isso, pensei melhor e comprei.

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    • Aqui em Recife eu encontro essa bomba de acionamento com o pé com facilidade. Um grande importador aqui perto vende mais de um modelo. Mas eu nunca dera muita confiança por causa do volume reduzido do cilindro. Agora que eu sei o que dá para fazer com uma bomba de bicicleta estou mais disposto a confiar nessa bomba de pé.

      Quanto ao macaco, eu mantenho um pequeno macaco jacaré (é muito bicho junto) no porta malas. O esforço de retirar o macaco do porta-malas e depois guardá-lo é maior que o requerido para levantar o carro com ele.

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  • VR5

    Como eu ando de mountain bike tenho essa em casa:

    Foi uma assim que usastes? elas são muito boas!

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  • VR5

    A bem da verdade a minha custou R$ 70,00 (comprei de um ciclista amigo), mas o modelo é semelhante…

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  • Snow_man

    boa idéia. Obrigado.

    VA:R_U [1.9.13_1145]
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  • Essas bombas de acionamento com o pé são muito boas! O segredo para durarem bastante é não esquecer de lubrificar o eixo que fica fixo e entra no corpo da bomba e quando ela parecer dura ou pesada de se acionar, verificar se não está faltando lubrificação interna ou desgaste do couro ou borracha.

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  • Eu sempre levo no carro um “enchedor de pneus” em formato aerosol. Antes vendia no Carrefour, mas agora só encontro em lojas da internet.

    Cada um custa cerca de R$ 30,00 com validade de 2 anos. Consegue encher um pneu de caminhonete, não precisa utilizar macaco e além de “ar” comprimido injeta um gel que tampa o furo do pneu.

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    • Eu também ando com um desses amarrado em local escondido na moto. Só que eu acabo jogando ele fora pelo prazo de validade eheh… pois raramente furo pneu, mas não abro mão disso. Só não tenho certeza que esse tipo de enchedor funcione com pneu sem camara.

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  • Luciano,

    Funciona muito bem para pneus sem câmara. Já usei no pneu do meu carro, aro 17, e já vi usarem em camionete.

    Mas é apenas para furo, amassado na roda ou pequenos rasgos até ele consegue encher o suficiente para andar uns 5 km, mas não veda.

    Agora para furo de parafuso ou prego, já andei 1 semana com estes objetos no pneu e não esvaziou.

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Ghost In The Shell vai virar filme “live action”.

A premiada obra de ficção científica de Masamune Shirow, que começou no Mangá e já produziu pelo menos dois filmes e duas séries de animação, deve finalmente alcançar a audiência dos preconceituosos (o pessoal que acha que animação e quadrinhos são coisa de criança) em 2017, quando sair o filme que por hora pretende colocar Scarlett Johansson no papel da major ciborgue Motoko Kusanagi.

Ghost In The Shell Poster_ryan.com.br

No futuro de GitS a prostética é tão avançada que corpos inteiros podem ser substituídos. Mas é um processo caríssimo e o corpo adulto de Motoko é uma versão militar que o governo considera de sua propriedade e que a major pode perder e ter que conseguir um alojamento inferior para tudo o que lhe resta de humano, o cérebro, se deixar de trabalhar para eles.

Se você é fã de Sci-Fi, não tem nada contra animação e especialmente se aprecia a estética do Anime, recomendo fortemente que não espere pelo filme de 2017 e assista às duas temporadas da impressionante série Stand Alone Complex. O único problema para muitos vai ser não existir versão dublada. Ainda. Espero que com o possível sucesso desse filme surja o interesse por distribuir a animação oficialmente aqui no Brasil.

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O mais emocionante comercial sobre o cinto de segurança que já vi.

“Embrace Life” da Sussex Safer Roads

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Filmes: Ant-Man (Homem-Formiga – 2016) não faz o menor sentido.

Mas eu gostei assim mesmo.

O filme sequer se esforça para ser coerente. Acho que diante da idéia alucinada de que um homem possa encolher até ficar do tamanho de uma formiga e ainda manter sua massa e força diretor e roteiristas concluíram que valia tudo, desde que a ação fosse temperada com comédia. Quanto mais eu penso no enredo, mais eu acho idiota. Mas o diretor fez um trabalho incrivelmente competente para me manter entretido o bastante para ignorar isso. A pior parte do filme é o ataque à residência no fim, onde nenhum dos personagens age de forma realista, mas a forma irresponsável (em mais de um nível) como o tanque é usado pelos mocinhos da estória não me passou despercebida.  Se o tanque tivesse saído pelo térreo eu não faria nenhuma objeção.

A propósito, quando eu vi aquele chaveiro pela segunda vez na tela eu já sabia do que se tratava. O diretor não soube fazer disso uma surpresa.

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Perdi a paciência com The Shannara Chronicles

The_Shannara_Chronicles_340A série até inspirava muita confiança. Fantasia com valores elevados de produção, visuais caprichados e lindas jovens esguias em roupinhas apertadas. O que mais eu poderia querer?

Infelizmente, um diretor melhor.

The Shannara Chronicles se passa no nosso planeta em um futuro distante, muito depois de um evento apocalíptico indefinido ter deixado a terra sem qualquer tecnologia e agora dividida entre punhados de humanos, elfos, gnomos, trolls e demônios. Já comecei impressionado pela seqüência de abertura mostrando ruínas convincentes da torre Space Needle em Seattle e segui gostando do que via, até o diretor começar a dormir no ponto.

Nos primeiros dois episódios meu problema foi com a edição ruim, provocando transições abruptas que quebravam minha imersão. E algumas atuações, sobretudo do druida, que me cheiravam a canastrice. Mas eu fui levando para ver se melhorava. Depois eu comecei a ficar incomodado com o “efeito 24H” da série: tudo é bem pertinho. Os personagens só podem se locomover a pé ou a cavalo mas de um momento para outro estão nas regiões mais remotas do reino. O próprio druida passou décadas desaparecido porque estava hibernando em uma caverna cuja abertura estava exposta para a mesma praia onde a mulher que o amava havia se auto-exilado (não espere entender se não tiver visto).

Mas foi no terceiro episódio (ou quarto, dependendo de como você contar) que eu perdi a paciência com o roteirista e com a direção. Além da espetacular facilidade com que uma humana conseguiu invadir um palácio elfo em estado de “Defcon 1” (é sério, como esse pessoal espera sobreviver a uma horda de demônios?) e da absurda incompetência de um demônio assassino que pode assumir a aparência de qualquer um em segundos, ainda tive que engolir o espantoso teleporte da comandante Tilton, que avisou Will da descoberta de um corpo no jardim e também estava com a princesa no santuário. Não há ninguém em toda a equipe capaz de notar um erro tão grosseiro de continuidade? Não é que a mulher simplesmente esteja nas duas cenas e passou despercebida: ela fala nas duas cenas.

Cansei. Tem muita coisa interessante na fila para assistir para que eu perca mais do meu tempo com isso.

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  • VR5

    Duas séries que recomendo você assistir:

    1 – Black Mirror: https://en.wikipedia.org/wiki/Black_Mirror_(TV_series)

    2 – Into the Badlands: https://en.wikipedia.org/wiki/Into_the_Badlands_(TV_series)

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  • Paulo Bonfim

    Into the Badlands é incrível, muito boa.

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  • VR5

    Sabem o que essa “ambientação de série” me lembrou? Um desenho do CN que minha filha adora e que até eu assisto: https://en.wikipedia.org/wiki/Adventure_Time eheheh

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  • Snow_man

    me recuso a imaginar que o Jefferson não postou mais porque está assistindo a Adventure Time (que eu não gosto, acho estranho, às vezes até bizarro)! :-P

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    • Nas últimas semanas eu praticamente só tenho pensado em política. Estou me segurando para não publicar aqui minhas posições antigoverno e anticomunistas com eu fazia no Buzz.

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  • VR5

    “Hora de Aventura”, “Apenas um Show”, “Steven Universo”, “Os jovens Titans”, “Historietas Assombradas (para Crianças Malcriadas)”… estou aprendendo a voltar a ser criança com minha filha… rsrsrs…

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  • Franco

    “Hora de Aventura”, “Apenas um Show”, “Steven Universo”, “Os jovens Titans”, “Historietas Assombradas” te ensina a ser criança? Meu filho curte de fato esses desenhos, mas sério, eu prefiro “Papa-léguas”, “Pica-pau” e “Chaves” hehehehe

    :lol:

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    • VR5

      Eu entendo, mas a única hora que tenho para estar com minha filha é de noite, e nessa hora eu assisti com ela… por mim eu assistiria até “O Elo Perdido” (minha séria favorita da infância). Aliás: tem algum canal na TV por assinatura que passa esse seriado?? :)

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  • josimar

    ryan,
    recomendo the outlander. tambem desisti de shanara. B)

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Independence Day 2: “We will not go quietly into the night”

Sim, está para sair a continuação de Independence Day. E o que mais me chamou a atenção no trailer foi a nova versão do discurso do fictício presidente Thomas Whitmore. Sem a cara de Bill Pullman como pano de fundo ficou muito melhor.

“We will not go quietly into the night!”

“We will not vanish without a fight!”

Coragem e bravura me sensibilizam fortemente. Apesar de ter detestado cada dia que servi ao exército eu respeito bastante quem é militar por paixão e tenho zero problemas com o patriotismo dos norte-americanos. Daí esse tipo de chamado tem um efeito especial na minha mente.

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The Expanse parece a melhor série de Sci-Fi desde Battlestar Galactica

TheExpanse_Poster_340_ryan.com.brNão, eu não estou dizendo que seja melhor que BSG. Para isso ainda falta muito, mas terminei ontem de assistir aos 10 episódios da primeira temporada de The Expanse e no geral eu gostei do que vi.

Prós

  • Efeitos especiais impressionantes –  A computação gráfica é tão bem feita, incluindo a interação dos personagens com ela, que os “produtos” parecem reais. E as cenas em gravidade zero, com poucas exceções, parecem ter sido realmente feitas em gravidade zero ou no equivalente mais próximo que nós conhecemos: um Airbus em queda controlada;
  • Há um grande esforço para mostrar ciência real – Até mesmo nas três cenas em que eu achei que estivessem inventando, após ver a cena de novo e/ou fazer pesquisa vi que existe uma explicação possível. Exceto a cena aos 7m42s do episódio 6 quando o Tio Mateo abre seu capacete no espaço. Essa eu ainda não engoli;
  • Você está tão “no escuro” quanto a maioria dos personagens – O espectador não sabe realmente o que está acontecendo e se vê obrigado a prestar atenção a cada um dos eventos em cada um dos episódios, pois apenas no episódio 8 os eventos começam a se encaixar (embora tudo seja explicado com flashbacks nesse episódio). Por um lado isso é ruim, mas eu gosto desse tipo de narrativa;
  • A estória é interessante e o ritmo também. Porém começou a parecer desnecessariamente lento a partir do episódio 8.

Do que não gostei

  • Não consegui “gostar” de nenhum dos personagens ainda. Em BSG, Firefly e Killjoys, só para dar uns poucos exemplos, no segundo episódio eu já definitivamente gostava de algum deles. Mas se qualquer um dos personagens principais de The Expanse morrer, pode ser substituído por outro sem me fazer qualquer falta. Mais que isso: se a Rocinante explodir com todo o elenco principal dentro e um novo grupo se tornar o foco da trama eu talvez até fique mais empolgado. É claro que sei que como a série de TV é baseada em uma série de livros (que eu não li) o destino dos personagens já está traçado.

No meio do caminho

  • Os personagens não perdem tempo tentando explicar a ciência envolvida. Isso por um lado é bom porque permite um passo mais rápido da trama e reduz a quantidade de diálogos “não naturais” . Mas por outro lado você, acostumado com explicações, fica achando que deixou de ver/ouvir alguma coisa. Eu tive essa impressão nas cenas em que um líquido é injetado nos ocupantes das espaçonaves durante manobras. Eu conhecia a razão para isso mas não consegui ver que era isso na cena. Precisei fazer uma pesquisa no Google para “a ficha cair”: é parte do procedimento necessário para que um ser humano sobreviva a manobras de alta gravidade. Estamos tão “acostumados” com naves que aceleram à velocidade da luz impunemente na ficção científica que o “real” parece estranho.

Eu gostei da série, mas por causa da minha impressão dos personagens eu estou mais empolgado para assistir à segunda temporada de Killjoys.

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9 comentários
  • VR5

    Sempre às ordens! ;)

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  • VR5

    Desconfiava. Quando o assunto é ficção científica, temos gostos parecidos. B)

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  • Paulo Bonfim

    Jefferson, concordo inteiramente com sua análise, o único personagem que me “apeguei” foi o Miller, o Holden ainda não disse para que veio, dou nota 8/10

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  • VR5

    Agora falando em cenas de gravidade zero (ou baixa): eu sei que nas naves (e estações espaciais) eles usam uma espécie de “botas magnéticas” (isso foi mostrado) mas… e nas estações nos asteroides? eLES não tem massa suficiente para gerar um campo gravitacional decente. Eles tem que usar botas 24X7? Isso a série não mostra/explica de forma convincente, né?

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    • Não, os produtores da série tomam uma grande liberdade nesse sentido porque seria extremamente complexo e caro montar cenas com tanta gente em gravidade reduzida. Mas esse não é o único problema: no livro as pessoas que sempre viveram em gravidade reduzida são evidentemente “diferentes”, o que justifica em parte o preconceito terrestre: os belters tem corpos que não parecem realmente “humanos”. Na série todo mundo é igual.

      Quanto à gravidade nos asteróides, em Ceres é 0.3g e em Eros o livro diz que a empresa responsável pela mineração colocou o asteróide para girar de modo a gerar uma gravidade que ele não tinha. Na prática isso seria um feito fabuloso de engenharia e o resultado ainda seria questionável.

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      • VR5

        Certo, a “liberdade poética às vezes se faz necessário”. Se não me engano no primeiro ou segundo episódio é mostrado um belter sendo interrogado na Terra e mostra como o corpo dele é humano mas totalmente, digamos, “frágil”, “elástico”. E em Eros (no universo do livro): além de ser um grande feito de engenharia o asteroide teria que ser meio “oco” e as pessoas teriam que viver na verdade como numa espécie de “centrífuga gigante” (bem diferente das instalações mostradas no filme) se é que me entende… ;)

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        • E bote licença poética nisso. Mas se eu for exigir precisão científica vou ter que abrir mão também de BSG. E aí não dá… :D

          Sim, segundo as contas (não confirmadas) de um físico em uma discussão sobre o assunto, Eros precisaria rodopiar numa velocidade extraordinária (para um corpo de sua massa) para gerar gravidade. Eu penso nos habitats de gravidade simulada das naves em The Martian e Interestellar e imagino um asteróide inteiro girando naquela aparentemente baixa velocidade. Uma rotação por minuto ainda é fantástico nessa escala.

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        • Acho importante ressaltar que o problema do comportamento “terrestre demais” das pessoas nas estações me passou completamente despercebido enquanto eu assistia. Eu só me dei conta que as pessoas deveriam no mínimo ser “muito leves” em Ceres quando pesquisava sobre outras dúvidas. Eu não sou físico e meu conhecimento do que é “ciência real” no espaço é bem mais limitado que o normal.

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Filmes: Gostei bastante de The Man From U.N.C.L.E.

Depois de ter assistido à decepção que é Spectre, assistir a O Agente da U.N.C.L.E. (The Man From U.N.C.L.E. – 2015) foi um alívio. Gostei da mistura de aventura, ação e comédia e não ver ridículas coreografias de luta foi um bônus. O filme tem suas situações altamente improváveis, mas o impacto delas é fortemente diluído pelo tom de comédia e elas não chegam ao ponto de ser absurdas como em O Esquadrão Classe A. A única seqüência que eu achei realmente dispensável foi a última perseguição com veículos. Recomendo para quem gosta do gênero.

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  • Jorge Mendonça

    Gostei do filme também. Só achei que ele é mais longo do que deveria. Particularmente a cena no caminhão fazendo um lanche é hilária.

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    • Só achei que ele é mais longo do que deveria.

      Também tive essa impressão.

      a cena no caminhão fazendo um lanche é hilária.

      É. Sempre que o espectador achava que ele ia tomar uma atitude, aparecia outro pretexto para ele ficar quieto. :D

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  • Snow_man

    vi em 2 partes (popcorn com defeito rs) e terminei ontem. Concordo com os comentários, tem cara que vai ter continuação ou virar série. A moça é a mesma de Ex-Machina?!

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Filmes: Spectre é o pior filme de James Bond com Daniel Craig.

Eu sei que toda a série se baseia em absurdos, como o poder sobrenatural de Q de sempre adivinhar exatamente do que Bond vai precisa para se safar de uma encrenca no futuro próximo, mas Spectre abusou da repetição sem acrescentar nada de novo e ainda fez Bond (e o MI6) parecer estúpido e “fora do personagem” repetidas vezes. Até o vilão é insosso.

1)Que diabos Bond tinha em mente quando ameaçou a vida de tanta gente naquela praça mexicana com aquela luta no helicóptero? Porque “M” disse antes de morrer que ele tinha que matar o cara? Porque o cara menciona brevemente que planeja explodir um estádio? Ainda bem que o filme reconhece que Bond se excedeu, mas apenas porque era importante para a trama ter um pretexto para desativar o projeto duplo zero. Entretanto fazer um personagem que está longe de ser idiota agir como idiota para atingir um objetivo da trama perde muitos pontos para mim.

2)No final da perseguição do avião, o capanga/montanha/gorila é jogado para fora do carro pelo pára-brisas. O que um agente duplo zero faria? Daria um tiro na cabeça dele só para se certificar. O que esse Bond fez? Deu uma olhada a metros de distância, deu as costas e foi embora;

3)Para que raios Bond foi levar Madeleine para o covil do mega-super-hiper vilão, no meio do deserto africano?

4)Aquela cena patética que terminou com ele pedindo que Madeleine não visse o vídeo da morte do pai é indigna de James Bond. O super assassino virou um bebê chorão sem nenhuma explicação plausível. Bond teve uma dúzia de oportunidades de quebrar o pescoço do vilão, mas só tentou quando o vídeo começou a ser exibido e estava longe demais para ter sucesso;

5)Aliás, como se explica o extraordinário e repentino (levou o quê? 48 horas?) interesse do mulherengo Bond pela filha de um vilão? É só a necessidade irritante de agradar a mulherada na platéia que espera por um romance ou existe alguma coisa na estória de Bond para explicar isso?

6)Eu fiquei até três quartos do filme esperando que o MI6 fosse uma organização “temível”. Mas depois do baque ocorrido no filme anterior parece que só resta aos super-espiões e assassinos do MI6 com seus super gadgets, “smart blood” e super-carros-protótipo de 3 milhões de libras esperar que a aposentadoria tenha um bom plano odontológico. Eu sei que o foco dos filmes é em Bond, mas fazer a organização que ele representa parecer um bando de patetas por dois filmes seguidos é “prá se lascar”!

7)Depois da explosão do relógio, Bond tem tempo para parar e admirar o rosto de Madeleine, mas não tem tempo para ir em direção ao vilão e terminar o serviço. Tem dois guarda-costas armados ali semi-desacordados cujas armas ele pode roubar, mas nãooo… pela segunda vez no filme Bond dá as costas para o vilão desacordado. Logo o super-mega-hiper vilão que já tinha admitido estar por trás de todo o sofrimento dele nos últimos filmes. E desta vez ele sai desarmado na direção em que certamente existe um monte de capangas armados que estão bem acordados.

8)A cena em que tiram Bond encapuzado do caminhão e ele mata os dois capangas é ridícula. O diretor deve ter deixado o estagiário cuidar dessa.

9)E no final ele novamente deixa o super-mega-hiper vilão vivo. Um indivíduo que está tão alto na hierarquia do crime que pôde fazer o MI6 de idiota duas vezes.

Tenho certeza de que se eu prestar atenção encontro muito mais problemas.

 

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Filmes: Dogma é bizarro, mas gostei assim mesmo.

Há anos Dogma tem estado na minha fila para assistir, mas a recente morte de Alan Rickman me fez colocar outros filmes dele na fila e dar prioridade a este. Eu tentei  assisti-lo uma década atrás e não lembro por que parei, mas acho que na época eu tinha menos estômago para a brutalidade sem sentido de certos personagens.  Hoje eu sou fã de Supernatural e diante dessa série a brutalidade de Dogma é até farsesca. Aliás, é possível enxergar os arcos mais recentes de Supernatural (desde que os anjos entraram em cena) como uma ampliação das idéias do filme de Kevin Smith.

É preciso ter em mente do primeiro ao último minuto que se trata de uma comédia de absurdos, estilo que não é exatamente do meu agrado, para não questionar a capacidade do diretor. E os efeitos especiais denunciam a idade do filme, mas os diálogos são interessantes (dá para pescar alguma filosofia no mar de palavrões) e é preciso prestar atenção, porque se fala muito e bem rápido em Dogma.

 

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Meu blog destinado a automação: automalabs

Quando eu comecei a ganhar um dinheiro extra vendendo peças de automação aqui em Recife eu criei este blog para dar suporte aos meus clientes. Isso foi em 2012 e nunca divulguei aqui porque não quero misturar minhas atividades comerciais com as que faço sem nenhum intuito de ganhar dinheiro. Entretanto, essa separação da informação sempre me incomodou, por isso decidi por ora fazer um link “unidirecional”: vocês, leitores de longa data, podem saber sobre automalabs, mas prefiro que os leitores de automalabs não saibam nada sobre minhas outras atividades. Eu sei que é impossível garantir isso, mas pelo menos não quero deixar escancarado.

Sempre lembrando: eu sou um técnico em eletrônica medíocre. Estou sempre disposto a ensinar o que sei e me esforçando para não dizer bobagens, mas não esperem que o que eu digo sobre eletrônica seja a última palavra sobre o assunto.

As regras por enquanto são:

  • Eu só respondo questões nos comentários que sejam de clientes ou de leitores habituais que eu reconheça;
  • Ao comentar lá, use um endereço de e-mail que já tenha usado para comentar aqui, ou seu comentário terá grandes chances de nem ser publicado;
  • Nenhum comentário deve ser feito que permita fazer a ligação entre minhas atividades;
  • Nenhum comentário deve ser feito que indique competidores;
  • Eu mantenho meu direito geral de vetar e editar comentários por qualquer razão.

 

 

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6 comentários
  • Eduardo Amorim

    Muito bom Jefferson! Vários artigos legais pra ler. Vlw!

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  • Wagner de Castro

    Jefferson, meio que off-topic, mas e o Raspberry Pi?

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    • Eu tenho meia dúzia de unidades que comprei para revender, mas não uso o RPi para nada. Não sou proficiente em Linux, o RPi é muito fresco com alimentação e o GPIO opera a 3,3V sem tolerância a 5V. Acrescente a isso o fato de que é relativamente caro e difícil de consertar. Muitas complicações para o meu gosto.

      E como media player básico ele apanha em desempenho da maioria dos Media Players (S9, Egreat)que tenho.

      Eu posso a qualquer momento voltar a mexer com ele. Mas nunca me empolguei.

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  • Walter

    Muito bacana, Jefferson. Mas eu fiquei curioso, você poderia dar alguns exemplos aqui pra gente que é leitor antigo de quais projetos de automação você tem executado? Seus projetos são voltados para clientes pessoa jurídica ou tem algo que atenda pessoas físicas também?

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    • Walter

      Agora que eu li mais artigos no blog, estou entendendo melhor. Você está vendendo peças para automação, e não projetos em si, é isso?

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    • Eu ainda não estou “vendendo” esse tipo de trabalho de automação. Eu só vendo peças. Minha automação com arduino por enquanto é para uso pessoal. Nas raras ocasiões em que eu faço um trabalho de automação para empresas é usando CLPs Mitsubishi e/ou Delphi, herança de meus dez anos como técnico em eletrônica industrial.

      Tendo dito isso, uma vez um cara comprou uns R$500 em peças para fazer um projeto e me consultou se eu poderia mandar pronto, já programado com as especificações dele. Era algo simples. Eu aceitei sob a condição de que apenas garantia o funcionamento como especificado, mas não daria suporte, mandaria o código-fonte e ele se viraria para fazer qualquer debug no local. Ele aceitou minhas condições e o preço (apenas R$99 pelo programa) e então eu fiz.

      Ele recebeu o pacote dia 21/03/14. No dia 23/05/14 (dois meses depois) veio pedir suporte porque não estava mais funcionando. E ele não tinha a menor idéia de como trabalhar com um Arduino. Eu me limitei a oferecer a ele que mandasse de volta para mim para que eu pudesse avaliar.

      Para não ter esse tipo de aborrecimento eu não ofereço esse tipo de trabalho. Eu ainda não sou proficiente em C++ e tenho certeza de que o projeto vai precisar de ajustes quando colocado em condições reais de uso. Se o cliente for de Recife o custo de meu tempo para ficar indo ao local de instalação para fazer debug é alto. Muito mais alto que os R$99 que estou disposto a cobrar para desenvolver um software simples no meu tempo livre. E se não for de Recife o cliente vai se estressar.

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SPAM – Janeiro de 2016

A Walmart compartilhou meu cadastro com os responsáveis pelo domínio “lugardedivulgar.com.br” e agora recebo SPAM querendo me vender o pacote NET COMBO da NET. Eu sei que foi a Walmart porque cada empresa onde me cadastro recebe um alias/forwarder único do meu domínio e o que dei para a Walmart é “inadivinhável”.

Por outro lado, hoje a maior quantidade de SPAM que recebo vem de um único spammer estrangeiro que descobriu meu endereço principal do gmail, o qual eu não divulgo[1]. O gmail classifica tudo corretamente como SPAM, mas eu gostaria que tudo fosse direto para o lixo. Se eu conseguisse filtrar todas as mensagens vindas dos seguintes TLDs:

  • .club
  • .date
  • .party
  • .science
  • .top
  • .xyz
  • .link

e enviadas diretamente para o meu endereço no gmail (e não para um de meus aliases), eu já poderia me livrar automaticamente de quase tudo, mas não estou acertando fazer esse filtro. Em teoria, bastaria por exemplo usar como filtro “from: *.date”, mas estou tendo resultados inconsistentes. O gmail encontra as mensagens quando faço uma busca na caixa de SPAM, mas especificamente as mensagens de *.date ele não está deletando automaticamente, embora apague as dos outros.

O caso mais difícil de entender é o de *.link. Não fiz um filtro com isso porque o gmail retorna mensagens na busca que não tem *.link no campo “from:”.

 

[1] Eu tenho algumas teorias para explicar como o spammer descobriu meu endereço:

  • Qualquer um dos desenvolvedores de apps para Android que autorizei a ver minha conta;
  • Uma das pouquíssimas pessoas a quem eu confiei meu endereço no gmail pode ter dado acesso à sua lista de contatos para um spammer;
  • Algum dos poucos blogs onde eu comento usando minha conta no gmail pode ter compartilhado meu endereço, talvez não voluntariamente. Eu imagino que não seja difícil o autor de um plugin de comentários qualquer ter o objetivo oculto coletar e vender essa lista de emails.

 

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2 comentários
  • Pedro Paulo Lopes

    Uma suspeita quanto aos dominios “.date” e “.link”, cujos filtros não estão funcionando: pode ser que “date” e “link” sejam palavras reservadas internamente ao sistema de webmail do gmail.

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    • É o melhor palpite até agora. Mas é curioso que .date não falhe completamente. Eu deixei esse filtro ativo e alguns emails vão para a lixeira e outros não.

      Já .link eu sequer deixei ativo porque já mostra que não funciona quando você faz uma busca.

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Livros: The 5th Wave (A Quinta Onda) é interessante, mas…

the_5th_wave_ryan.com.br… ainda falta muita coisa para que eu possa dizer que é “bom”.

O maior problema do livro de Rick Yancey para mim pode ser que pela primeira vez a palavra “derivativo” não saiu da minha mente durante a leitura. E eu definitivamente não sou o tipo de pessoa obcecada por originalidade. O danado é que o livro parece copiar idéias demais. A estória se assemelha tanto a “The Host” (“A Hospedeira”) em certos momentos que parece até querer parodiar o livro de Stephenie Meyer.

Mas os problemas não acabam aí. Falta emoção, é sério demais e deprimente: o livro já começa com 7 bilhões de humanos mortos e prossegue com os que sobraram sendo caçados e mortos sem qualquer chance de sobreviver a não ser se manter escondidos até mesmo uns dos outros. Mais deprimente que isso, só copiando também o sadismo de James Dashner.

O primeiro terço do livro intriga e a estória em geral é inquietante. O autor sabe confundir o leitor. Uma hora você acha que sabe mais que os personagens e um momento depois você conclui que não faz idéia do que está havendo. Mas logo isso fica maçante e não me parece o tipo de obra que valha a pena passar mais de doze horas lendo. Tive a impressão que um filme de duas horas é perfeitamente capaz e mostrar tudo dele que vale a pena.

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  • Snow_man

    o trailer do filme chamou minha atenção (confesso, tem tempo que me falta ânimo para leitura), e eu também senti um dejavu com A Hospedeira. Começou a passar essa semana, vou tentar ir ver no cinema.

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  • Intruder_A6

    Assisti o filme neste sábado e ele lembra muito A Hospedeira, não acrescentou muita coisa. Achei o filme aceitável, mas achei “A Hospedeira” bem melhor.

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    • Se “A Quinta Onda” é pior que “A Hospedeira” (o filme, não o livro) então eu corro o risco de entrar em estado de choque assistindo ao primeiro :)

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  • Snow_man

    Vi e achei muito água com açucar. Não entendi se vai ter continuação ou não. A hospedeira também não é uma obra prima mas também o achei “a bit more” interessante que esse.

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Peter Weyland no TED 2023: “Nós somos os deuses agora”

Este teaser ajuda a esclarecer tanto de Prometheus que deveria ter sido parte do filme. Mas ele pode ser encontrado apenas nos extras do blu-ray.

As legendas são fiéis ao que é dito.

Gostei do discurso de Guy Pierce. Ele está melhor no teaser do que no filme.

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  • Snow_man

    Gostei do teaser; seria bom estar no filme. Alias, difícil entender o que foi aquilo rs.

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  • VR5

    Tanto “Prometheus” como “Interestelar” foram, na minha opinião, extremamente supervalorizadas…

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    • Prometheus deixou bastante a desejar, mas no quesito “supervalorização” acho que Interestellar ganha disparado. Apesar de alguns momentos “WTF!” Prometheus é interessante e consigo ter vontade de ver novamente. Interestellar? Meeehh… Não consigo lembrar de nenhuma cena ou diálogo do filme que valha a pena ver de novo.

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Filmes: The Time Traveler’s Wife emociona, mas não o bastante.

A premissa de  The Time Traveler’s Wife (Te Amarei para Sempre – 2009) não faz nenhum sentido e para apreciar o filme você precisa estar no humor certo para contemplar as implicações para o romance e subseqüente casamento de um homem que salta involuntariamente para trás e para frente no tempo.

Existem uns poucos momentos que emocionam, mas não espere gastar muitos dos seus neurônios com ele e, no geral, é estória para assistir agarrado com a namorada mesmo.

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Para quem não conhece Bond ainda.

Explosive

Fuego

Victory

Shine

Viva

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