Intolerância a lactose.

Todo os fãs da comédia The Big Bang Theory sabem do que se trata e foi graças ao Leonard explicando de forma muito engraçada por que ele não pode ingerir nada com leite que eu descobri que tenho essa condição.

Horas depois de tomar um copo de leite “eu fico insuportável” :)

E fico pensando em como eu pude passar anos tendo problemas com isso e incapaz de associar o único e desagradável sintoma que manifesto (o mesmo de Leonard) ao leite. Certamente muita gente tem o mesmo problema e acha que é algo normal e inevitável.

Graças a finalmente saber a causa eu agora posso me limitar a tomar leite no fim do dia, quando não planejo mais sair nem me envolver com outras pessoas. Assim eu posso ficar “insuportável” sozinho. :)

1 comentário
  • Alexandre Prestes

    Por que não tomar uma daquelas pílulas com lactase que agora existem no mercado? Melhor do que virar um “caminhão de gás” :D .


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Se ignorância (e vergonha) matasse…

  1. Por quase duas décadas eu fiz malabarismos para contornar um problema na instalação da bomba dagua da piscina. Se o nível da água caísse abaixo de um determinado nível a bomba não seria mais capaz de puxar a água por causa do ar na tubulação. Levou 20 anos para eu ter a curiosidade de procurar online o manual da bomba, por uma outra razão, e descobrir que a mesma é auto-escorvante e para lidar com a entrada de ar bastava abrir o pré-filtro, enchê-lo com água e esperar por até 2 minutos;
  2. No mês passado eu disse a um cliente que o identificador de chamadas no telefone que ele havia comprado para usar como ramal não ia funcionar porque a central telefônica, SIEMENS HIPATH 1150, não encaminhava essa informação para os ramais, já que a informação “morria” na telefonista. Errei miseravelmente em dois níveis. Primeiro, esse cliente tem Discagem Direta a Ramal (DDR) e caso você ligue de fora direto para o número que corresponde ao ramal, não passa pela telefonista e a informação do chamador é encaminhada. Segundo, eu era capaz de apostar que apenas o telefone digital afrescalhado especial da Siemens compatível com a HIPATH exibiria a informação, mas o telefone Intelbras nada especial (aparentemente) que eu acabara de instalar exibia até o número do ramal interno que estava chamando;
  3. Na mesma semana uma funcionária da mesma empresa me perguntou como digitalizar uma série de páginas e colocar no mesmo PDF usando a multifuncional HP na sua mesa. Eu disse que isso não era possível com uma multifuncional sem alimentador automático de documentos (ADF), com o software fornecido pela HP. Talvez fosse possível com um software de terceiros. Mas qual não foi minha surpresa ao descobrir em uma pesquisa que se você selecionar “PDF” como resultado no software da HP, quando o software pergunta se você já terminou de digitalizar, se você responder “não” ele vai justamente acrescentar as imagens seguintes ao mesmo PDF.

 

 

2 comentários
  • Jorge Faria

    Não esquenta…. Isso acontece com todo mundo… :D

  • Ricardo Menzer

    Pra informação, o software de digitalização da Epson TX115 tem uma função bastante semelhante.


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Grandes investimentos: Aspirador de pó Electrolux Smart A20

electrolux_a20_smart_ryan.com.brEsse aspirador já se pagou muitas vezes desde que foi comprado há uma década. Eu não lembro exatamente quando foi comprado, mas o selo do IBAMA na lateral é datado de 2005 então eu presumo que está comigo há entre dez e doze anos. E continua funcionando perfeitamente.

Prós:

  • Funciona como uma verdadeira bomba d’agua auto-escorvante e móvel. É perfeita para eliminar pequenos alagamentos, remover a água de uma tubulação para fazer um reparo, remover a água suja no fundo da piscina que a bomba principal já não puxa mais, etc. No papel de bomba, esse aspirador torna trabalhos “impossíveis” possíveis e os muito cansativos e repetitivos, como no caso da piscina, rápidos e até fáceis. É importante notar que o aspirador fica lá no alto, fora da piscina, e pode puxar água a 1,80 de profundidade sem problema algum;
  • Acessórios compatíveis, incluindo os sacos de pó, ainda são vendidos inclusive pela rede autorizada (originais). No ML você encontra o kit com três sacos por R$19, mas na autorizada em Recife sai por R$29.

O que poderia melhorar (e às vezes já existe em modelos recentes)

  • O aparelho é potente até demais e um controle de potência seria bom, pelo menos para reduzir o barulho em algumas situações;
  • O aparelho tende a “engolir” os objetos mais inesperados. Pendrives, canetas e pilhas são sugados com impressionante facilidade e limpar uma oficina com ele acaba exigindo que você confira o conteúdo do saco de pó depois. Às vezes você nem sabe o que foi que o aparelho puxou (é realmente muito rápido) até esvaziar o saco de pó. Uma “rede” improvisada na ponta do aspirador pode livrar você de ter que fazer isso, mas deveria ser um acessório acompanhando o produto. Ele vem com um acessório que estreita a entrada e pode impedir os objetos maiores de serem engolidos, mas isso aumenta o esforço no motor e conseqüentemente o barulho;
  • Você não pode escolher a posição da saída de ar, que estando logo acima da conexão da mangueira de entrada tende a ficar soprando exatamente na direção que você trabalha. Isso é um problema quando você está fazendo um serviço de limpeza pesada que envolve muito pó de construção, por exemplo. Enquanto você limpa uma prateleira alta ele está se esforçando para levantar o pó que ainda existe mais embaixo;
  • Não pode ser usado como compressor. Bastaria para isso que a saída de ar tivesse o mesmo formato da entrada e você escolhesse onde engatar a mangueira. Alguns aspiradores com essa capacidade chamam de “função sopro”;
  • A qualidade dos sacos originais parece ter caído. Eu comprei um kit com três sacos na autorizada e após dois rasgarem no anel de encaixe em um dia (eu estava fazendo um serviço pesado) eu inspecionei o terceiro antes de instalar e notei que o anel de encaixe plástico estava mal colado no papel. Achei melhor reforçar a região ao redor do encaixe com uma boa quantidade de fita Silver Tape (“duct tape”) da 3M.

 

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  • VR5

    Eu tenho um com uns anos a mais, mas da mesma marca e parecido, e até hoje funciona firme & forte!


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Ruminações diversas, 18/02/1017 (licenças Microsoft)

  • Quando vejo os cartões de licença do Windows 8.1 eu sou forçado a duvidar da seriedade da Microsoft. A fonte escolhida para as chaves de licença torna espantosamente difícil discernir os caracteres “B”, “8” e “3”;
  • O Office 2016 parece menos fresco que o Office 2013 na hora de fazer a ativação. Já tive que ligar pelo menos duas vezes para a MS para ativar uma licença do 2013 na mesma máquina que estava antes, mas isso ainda não ocorreu com o 2016;
  • Já com o Windows 8.1 Pro ocorreu o oposto: ontem eu ativei por engano em outra máquina uma licença que ainda estava em uso na máquina original. Hoje eu corrigi colocando a chave correta (ainda estava ativado com a chave errada) mas não sei ainda se isso criou um problema com a máquina cuja licença eu usei por engano;
  • No mês passado mais um programa da Nirsoft entrou para o meu kit de ferramentas: com o Produkey eu consigo obter até remotamente a chave de licença de instalações rodando e de instalações mortas, bastando ter acesso aos arquivos no HDD. Isso se mostrou importante para um cliente que precisava reinstalar o Windows, tinha a licença, mas não sabia qual das mais de 20 licenças adquiridas estava associada aquela maquina. Mas tenha o cuidado de executar o  programa como administrador.
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Windows 7: Erro 0x000000F4 e reset da máquina ao abrir qualquer browser

Apenas a execução de navegadores causava o problema mas nenhum plugin estranho aparecia na lista de cada um deles. Esse normalmente seria um problema de arrancar os cabelos mas a solução foi rápida porque meu primeiro palpite estava correto. Ao notar que a máquina estava rodando o maldito GbPlugin (serviço gbpsrv) eu já tinha praticamente certeza de que era ele. E estava correto. Após dar boot por um CD e fazer uma limpeza rigorosa de todos os traços dele, o problema desapareceu. Mesmo após a cliente reinstalar a desgraça para poder acessar seu banco, o problema não voltou.


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Erro ao se conectar a um controlador de domínio Windows 2003 via nome NETBIOS.

Cenário:

  • Servidor de arquivos e controlador de domínio Windows 2003 sem updates (sequer é SP1 – mas esse é um outro problema dessa empresa);
  • Clientes Windows 8.1 professional, com atualizações automáticas ligadas.

 

Resposta curta:

Certifique-se de que o controlador de domínio esteja na mesma sub-rede que a máquina cliente, tanto fisicamente quanto logicamente. Você que sabe como NETBIOS funciona pode estar pensando “dâaaa!”. Mas se ler o restante você, quem sabe, talvez reconheça que poderia não ter notado o que não notei.

Resposta longa:

Os problemas nessa rede começaram uma semana antes. Uma parte das máquinas (não todas) deixou de enxergar o servidor pelo nome e foi preciso fazer gambiarras em cada uma delas (incluindo colocar o mapeamento para o servidor no arquivo HOSTS de cada uma) para resolver o problema emergencialmente. Imediatamente pensei em um problema de resolução de nome NETBIOS mas todas as máquinas dessa empresa sempre estiveram na mesma sub-rede e nada parecia haver mudado para causar o problema. Pensei em uma atualização do Windows 8.1 que estivesse desabilitando NETBIOS (a MS já fez isso no passado) mas em uma das máquinas afetadas eu verifiquei não ter havido nenhuma atualização recente (não que tivesse aparecido nos logs). [1]

Ontem uma das máquinas teve um problema que exigiu a reinstalação completa do Windows 8.1 (ligaram a máquina configurada para 220V em 110V, que parecia funcionar mas os desligamentos  freqüentes bagunçaram o sistema de arquivos)  e na hora de fazer o “join” no servidor de domínio veio o erro. Aquele controlador de domínio não podia ser localizado pelo nome “curto” (o nome NETBIOS). Para fazer o join eu precisaria usar o FQDN (que é obtido geralmente acrescentando “.local” ao nome curto) e que depende inteiramente de resolução DNS. Eu já fizera gambiarras demais para contornar o problema e após uma pesquisa, não encontrando uma explicação lógica para o problema que eu pudesse testar com os usuários conectados, agendei uma parada do servidor para este sábado para localizar o problema.

Depois de meia hora lendo sobre a resolução de nomes NETBIOS, DNS, WINS e sobre problemas similares em foruns, me dei conta quase que por acaso de algo estranho na configuração do servidor: Estava configurado para o IP correto (10.0.0.21) mas a máscara de rede estava configurada para 255.0.0.0. Ora, esta é a máscara “normal” sugerida para uma rede IP nessa faixa e para todos os efeitos estava correta, por isso não notei o problema nas primeiras duas ou três vezes que vi essa configuração, mas não é esta a máscara normalmente configurada nos clientes e também não é a máscara oferecida pelo servidor DHCP da empresa, que é 255.255.255.0. Do ponto de vista físico as máquinas estavam na mesma sub-rede, mas do ponto de vista lógico não estavam.

Bastou configurar a placa de rede do servidor para usar a máscara 255.255.255.0 para resolver o problema. Alguém que achava que sabia o que estava fazendo mexeu nas configurações do servidor (todo mundo tem acesso) e causou todos esses problemas.

[1] Na ocasião uma parte das máquinas afetadas recusou as credenciais de administrador do domínio e eu tive que editar o arquivo HOSTS usando credenciais de administrador local. Uma das máquinas ainda “lembrou” a senha antiga de admin do domínio, mas provavelmente porque estava em cache. O conjunto de problemas que encontrei era bizarro, mas agora que sei a causa tudo faz sentido: na ocasião o domínio já estava inacessível e as máquinas só faziam login porque as credenciais estavam no cache e a aparente ausência do controlador de domínio estava sendo contornada automaticamente.

 


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Continuo positivamente impressionado com o atendimento da GVT (VIVO fixo).

Minha cliente já vinha há algum tempo dizendo que não conseguia usar o telefone fixo. O telefone sem fio, um Intelbras TS40 ID, indicava o tempo todo “em uso” sem a linha estar em uso, e ninguém conseguia usar a linha.  No dia 31 de dezembro, não querendo ficar sem receber as tradicionais ligações de ano novo, ela me pediu que fosse lá descobrir o que estava havendo.

Cheguei por volta das 9 da manhã e rapidamente constatei que o problema era na linha. O problema era bizarro: a banda larga funcionava aparentemente normalmente mas a linha não dava qualquer sinal de vida. Não havia tom de discar ou qualquer tipo de tom. Pior que isso: plugar o cabo na linha não mudava absolutamente nada. Normalmente mesmo sem nenhum tom de linha você ainda houve algum ruído baixo permanente ou pelo menos um estalo ao plugar e desplugar o cabo. Mas essa linha parecia completamente morta, apesar da banda larga GVT estar funcionando. Testei com dois outros aparelhos convencionais que eu levara, além do telefone sem fio da cliente.

Liguei para o suporte da VIVO pelo celular VIVO da cliente e, assim como das outras vezes que entrei em contato com a GVT, tendo esclarecido que já tinha feito vários testes e que era um técnico não fui tratado como um idiota nem fui obrigado a seguir procedimentos de teste idiotas (muito comum quando você fala com a OI). A atendente “resetou” a linha duas vezes e me pediu para testar se algo tinha mudado. Como nada mudou decidiu agendar o atendimento. Minha primeira surpresa veio quando ela disse que o atendimento ocorreria no mesmo dia (sábado, 31 de dezembro) entre as 12 e as 18h.

A segunda surpresa veio quando a cliente me ligou às 10h30 e disse que o técnico da VIVO já estivera lá e consertado a linha.

E eu aqui sem conseguir me livrar da minha dependência da OI.

 

 

5 comentários
  • VR5

    E quem já tinha Oi, migrou para a GVT agora (ainda mais que a Vivo assumiu) está decepcionado também (pelo menos no RS)… :(

  • Daniel Plácido

    Aqui em Bsb o atendimento e serviço caiu de qualidade consideravelmente após ser adquirida pela Vivo.

    • Snow_man

      Mesma situação aqui, em Campina Grande-Paraíba.

      A Gvt recebia muitos elogios; já tive cliente [chata] que foi tão bem atendida, que
      pediu pra falar com um supervisor e agradecer.

      A fusão com a Vivo não foi legal até o momento.

  • Jorge Mendonça

    De fato o atendimento da VIVO em Recife está bem satisfatório. Linha empresarial estão com atendimento físico rápido, última vez que precisei foi no mesmo dia a visita. Linha residencial tive problemas e também foi solucionado de forma rápida.

  • Intruder_A6

    A GVT já foi melhor, muito melhor, atualmente ela se parece com a NET, em alguns casos é até pior, pois era razoavelmente comum eu conseguir baixar filmes do Torrent no limite da banda com a NET, mas com a GVT(VIVO) isto está longe de acontecer (com a NET a minha conexão era de 30Mb, com a GVT é de 50Mb, mas parece até menor que a da NET). Eu saí da NET porque cansei das instabilidades na conexão, mas não está muito diferente com a GVT.

    Eu já tive o desprazer de precisar do suporte da GVT no passado (2 anos atrás) e passei muita ruiva, pelo menos aqui em Salvador o suporte é horrível (foi por isso que saí da GVT para a NET), não sei como está o suporte hoje, mas duvido que esteja muito melhor (pode até ter piorado).


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A Microsoft (Outlook.com) quer redefinir o que significa “anexar um arquivo”.

Ontem durante uma visita fui chamado pelo departamento financeiro da empresa porque os destinatários dos emails deles estavam reclamando que em vez de receber arquivos anexos nas mensagens eles estavam recebendo links. Eu reproduzi passo a passo o processo que a funcionária estava usando e não encontrei erro algum, mas o email de teste enviado para mim realmente tinha um link onde deveria haver um anexo. Isso não ficava evidente no próprio Outlook.com, mas no email recebido pela minha conta gmail isso ficava claro. A funcionária usou claramente a opção “anexar”, mas o email que recebi tinha um link para “1drv.ms” (o servidor do Onedrive).

Foi fácil encontrar a causa do problema nas opções do Outlook.com. Estava marcada uma opção que dizia que em vez de realmente anexar o arquivo este seria colocado no drive Onedrive do usuário e o destinatário receberia um link.

Eu não tenho nada contra essa opção existir. Acho até bem útil. O absurdo é a MS não ter dado outro nome para ela. “Anexar um arquivo” para mim tem e sempre vai ter o sentido do arquivo fazer parte do email.

E os destinatários estão certíssimos ao reclamar. Além do fato de clicar em um link estranhíssimo (como não uso o Onedrive, eu não fazia idéia do que significava “1drv.ms”), documentos anexos tem que ser documentos anexos. Então se o remetente apaga sua conta do onedrive todas as mensagens com “anexos” ficam incompletas na conta do destinatário?

Maldita “nuvem”.

 

 

 

1 comentário
  • Snow_man

    He is back! :)

    Bom saber disso; como aconteceu algumas vezes, encontro aqui os mesmos percalços que vejo em alguns chamados de clientes, e aqui já com solução, ou no mínimo, uma boa ponderação, e um espaço para discussão e troca de experiências.

    Vida longa ao blog (e ao Jefferson, claro). :yahoo:


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Teclado PS2 deixa de funcionar no Windows 8.1 após você usar um teclado USB.

Eu sempre dei preferência a teclado e mouse PS2 para não ocupar (às vezes preciosas) portas USB. Com o tempo acabei me rendendo a usar mouse sem fio, que são todos USB, mas continuava usando teclados PS2.

Esta semana precisei testar um possível defeito intermitente de um teclado Microsoft de um cliente e substituí o meu PS2 pelo USB dele. Aproveitei para fazer uma limpeza no meu com um pincel, para tirar todo o lixo acumulado em vários meses.

Aí depois de terminar o diagnóstico do teclado USB, que levou uns dois dias, coloquei de volta o PS2. E nada de funcionar.

Será que eu quebrei o teclado apenas limpando? Está parecendo o meu carro!

Depois de alguns testes descobri que o teclado funcionava para ligar o computador (eu ligo sempre apertando a barra de espaço) e no setup do BIOS, mas parava de funcionar misteriosamente (até NUM LOCK e CAPS LOCK paravam de responder) pouco antes de aparecer a tela de login do Windows 8.1.

Desligar o computador da tomada e deixar assim por um tempo com o teclado desconectado não surtiu qualquer efeito.

Então eu dei boot pelo XP na mesma máquina e confirmei que o problema era apenas no Windows 8.1. Aproveitei para pesquisar na internet se mais alguém passara pelo mesmo problema e descobri que o Windows 8.1 faz de propósito. Aparentemente o driver PS2 é desativado quando o último dispositivo PS2 é removido. O problema é que não é mais ativado!

Eu estava pronto para implementar a solução apontada de editar a chave

HKEY_LOCAL_MACHINE\SYSTEM\CurrentControlSet\Services\i8042prt

E mudar o valor de Start para 0 ou 1 (o Windows 8.1 muda o valor para 3), mas ao sair do XP e voltar para o Windows 8.1, o teclado estava funcionando! E desta vez eu estava com um outro teclado USB ainda conectado.

Vai entender… O que será que fez o Windows 8.1 finalmente notar que eu queria usar o teclado PS2?

 

 

 

5 comentários
  • Snow_man

    Isso me faz lembrar quando o Windows 7 foi lançado; resisti bastante a sair do XP (e hoje ainda vejo algumas vantagens no xp, principalmente em rede), e hoje nem o 8, nem 8.1, nem o 10 me convencem a sair do 7.

  • VR5

    Quando mando meu PC para uma manutenção eles usam lá um teclado USB. Quando ele retorna e ligo meu teclado PS2 SEMPRE tenho que reiniciar de novo e daí funciona. Detalhe: uso Windows 10 Pro 64 Bits. Não sei se depois da atualização Redstone isso resolveu pois ainda não fiz esse teste…

  • Esqueci de comentar que alguns dias antes eu fiz upgrade em uma máquina de cliente para Windows 8.1 e tive o mesmo problema. Após usar um teclado USB, mouse e teclado PS2 não funcionaram mais. Na ocasião eu achei que fosse defeito na motherboard e como o cliente não usava nada PS2 entreguei assim mesmo. Agora eu sei que não era defeito.

  • Até o momento em que o Windows 8.1 se recusava a aceitar meu teclado PS2, ele ainda funcionava para ligar o computador. Mas desde que o Windows “consertou” isso, o teclado não ligava mais o computador…

    Eu fui até as propriedades do teclado PS2 e na aba “gerenciamento de energia” ativei “permitir que este dispositivo acorde o computador” e aparentemente agora está tudo como era antes.

    Olha… às vezes eu sinto falta do tempo em que o Windows não podia mexer nas configurações do BIOS.

  • Acácio Amaral

    Tive o mesmo problema em máquinas que formatava do Win7 para o Win8, mouses também me davam trabalho, a solução? No meu caso bastava entrar no pc do cliente e mandar exibir todos os dispositivos oculto do gerenciador de dispositivos e apareciam teclado e mouses USB “ocultos / desativados” basta desinstalar todos os teclados até mesmo o que estiver conectado agora usando o mouse e quando você reiniciar o pc ele voltará ao normal. Mas sempre que conectar um teclado USB vai ter que remover ele do gerenciador antes de colocar o PS2 no lugar.


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Várias apps da meyetech agora compatíveis com Android 5 e 6.

Sabe aquele desenvolvedor que tem trocentas apps para visualização de câmeras de vigilância que você não consegue diferenciar? MEye, VMEye, TMEye, VMeyeSuper, etc, etc, etc?

Várias apps dele pararam de funcionar no Android 5 e como ele parecia as ter abandonado achei que nunca iriam funcionar. Mas este mês finalmente ele começou a compatibilizar algumas. Se você precisava delas, dê uma olhada.

Aproveitando isso eu gostaria de comentar sobre o desgosto que tenho com o sistema de avaliação da Play Store. A Google faz uma modificação no Android que sai inutilizando apps no atacado e o que acontece? Os usuários que atualizaram o SO começam a dar notas negativas às apps porque deixaram de funcionar!

 

2 comentários
  • VR5

    Acho a loja do Android uma verdadeira “Zona”: ali tem de tudo: tanto coisa boa como porcarias: já a loja do WM não tem quase nada mas tem muita coisa boa. E a loja do IOs realmente não conheço MAS, considerando o “controle” que a Apple tem sobre seu SO/hardware DEVE ter coisa boa…

    • O problema da loja do iOS comparada com a loja do Android é “fartura”. “Farta” muita coisa lá. Não tanto quanto na loja do WM, tenho certeza. :)


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A tecnologia de captura de placas de veículos ao alcance de qualquer empresário.

E de qualquer entusiasta amador disposto a gastar a partir de R$600 em uma câmera LPR (Licence Plate Reader).

lpr_camera_night_ryan-com-br

Por módicos 165 dólares você pode adquirir na China uma câmera 1080p, h.264 com interfaces IP e vídeo composto capaz de ler placas de veículos se movendo a até 50km/h. Quer gastar menos? Por R$135 dólares você leva um modelo mais modesto de menor resolução e sem conectividade com a rede, que se comunica por RS485. Tem até um joystick no cabo para você poder configurar sem precisar de computador.

Isso é tudo o que, por exemplo, o dono de um estacionamento precisa. Já numa aplicação mais profissional onde você não tem controle sobre o ambiente pode precisar desembolsar mais de 400 dólares por um modelo imune a ofuscamento por faróis e capaz de ver carros se movendo a mais de 100km/h como se estivessem parados. Procure por “plate capture camera” ou “plate recognition camera” no seu site chinês preferido. Mas cuidado: tem umas ofertas ainda mais baratas de camera supostamente LPR, por 90 ou até mesmo 35 dólares, mas que não faço a menor idéia de como o número das placas é obtido porque as cameras não tem qualquer tipo de interface de comunicação.

 

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  • Intruder_A6

    Interessante, muito interessante.

    Com um equipamento destes você poderia automatizar totalmente um posto de pedágio (ou estacionamento), e dispensar, chips, Tags, catracas e etc. (se você quiser) e reduzir muito o número de guichês (ou até acabar com eles) para cobrar o pedágio, é só vender o pedágio por pré-pago pela Internet, sem nenhuma taxa extra e economizando com infraestrutura (economizando muito) e segurança num posto de pedágio (se não tem guichê não precisa de segurança).

    Daria para vender pelo mesmo preço do com assinatura mensal (ou pelo menos no mesmo preço do avulso no guichê) e diminuir tremendamente os congestionamentos em períodos de festas. Mas como isto é Brasil nada disso vai ser usado.

    • Bom, o maior problema do Brasil é o brasileiro mesmo.

      No primeiro grande shopping aqui de Recife, eu ficava pu*o porque na saída expressa, que deveria ser exclusiva para quem já havia pago o estacionamento, o atendimento em vez de dizer: “senhor, nesse guichê não recebemos dinheiro, apenas o ticket pago, por favor dirija-se à outra fila”, estava equipado para receber e recebia pagamento em dinheiro normalmente.

      O que os folgados faziam? Óbvio, evidente que usavam a saída expressa, pagando na hora e atrasando a saída de quem já havia pago. No final a fila da saída expressa era tão grande quanto as outras.

      Hoje, como é tudo automatizado e *ninguém* pode pagar na saída, as filas ficam apenas nos guichês de pagamento dentro do shopping.

      • A propósito, ou o Aeroporto Internacional de Recife tem reconhecimento automático de placas ou tem um funcionário digitando todas as que vê pelas câmeras, porque uma vez eu perdi meu ticket e pensei “ihhhh… f**eu!”. Como vão saber a hora que entrei? Mas em um minuto a balconista sabia exatamente a hora que eu havia entrado, baseada apenas na minha placa.

        Ou, talvez, eu esteja superestimando o fluxo de veículos e rever fotos da última hora de veículos que entraram seja muito rápido.

    • VR5

      Isso me lembra aquela vez que quiseram implementar no BraZil o esquema do próprio motorista usar a bomba de combustível a abastecer seu veículo no posto (como ocorre nos EUA e acho que em outros países)… mas o “corporativismo” (vai gerar desemprego! uiuiui!) falou mais alto e retrocedemos… :rtfm:

      • A respeito disso eu estava há bem pouco tempo me perguntando porque danado o posto de gasolina do Supermercado Extra, que é bem popular aqui em Recife, não tinha uma fila só para quem paga em dinheiro, já que o processo de pagar com cartão às vezes leva tanto tempo ou mais que o tempo para abastecer. A fila de quem paga em dinheiro poderia andar mais rápido.

        Possíveis razões:

        1) O indivíduo usa para trocar dinheiro, o que atrasa o processo. Nesse caso teria que se definir que é em dinheiro e *sem troco*.

        2) O folgado simplesmente ignora esses avisos. Ele pega a fila menor e depois mostra ao frentista o cartão de crédito. O que o frentista vai fazer? Nesse caso, seria preciso exigir nessa fila, ao contrário do habitual, que o pagamento fosse adiantado. E sendo adiantado até o problema do troco poderia ser minimizado, porque o frentista poderia procurar troco enquanto abastece.

        Pensando bem, o pagamento adiantado resolveria o problema também do cartão de crádito. Um frentista passaria com a máquina pela fila de carros fazendo o pré-pagamento e redirecionando quem já pagou para uma bomba expressa.

        Eu deixo para abastecer quando meu tanque está quase vazio porque não tenho paciência para esperar, 10, 15, 20 minutos na fila do posto para colocar apenas R$20 de combustível. Eu sempre vou para colocar R$100 ou R$120 e pago em dinheiro.

      • Saulo Benigno

        Tão fazendo algo aí em Recife em ônibus, tirar o cobrador. Funcionar sem.

        A história é que é mais seguro. Pois sem dinheiro tem menos assalto.

        Sei que na primeira semana que implementaram isso em uma linha essa linha foi assaltada.

        O lance é que sem cobrador as empresas vão aumentar muito o lucro, muito mesmo.

  • Intruder_A6

    Eu não gosto de pedágio, mas o que mais me aborrece é aquela fila enorme para pagar nos períodos de feriadões, é realmente o fim da picada. Uma tecnologia dessa a baixo custo (ela já existe há um bom tempo mas deveria ser bastante cara) realmente pode ser o fim das filas nos pedágios, pois agora está ao alcance do mais miserável dos empresários, não tem mais desculpa. E quem não pagar, simplesmente manda a multa pelos Correios e nem precisa mais de catraca. Fácil bem fácil.

  • Intruder_A6

    Você quer ver incentivar isso, é só as empresas darem descontos em relação ao preço no guichê (nem precisaria ser de muita coisa, pode ser de centavos), a procura seria muito grande, e as empresas reduziriam muito os seus custos (tem que ser uma via de mão dupla para funcionar, pois se houver ganho para a empresa que explora os pedágios mas não houver para os consumidores que utilizam, não daria certo), se não for assim não cola nunca.

    A não ser que estas empresas soneguem muito ou façam lavagem de dinheiro, pois assim até explica isto não ser implantado (a redução de custo e dos problemas nos feriadões seria enorme), pois automatizando fica impossível sonegar.

  • Daniel

    O Google tem uma api para Android que permite facilmente o reconhecimento de rostos, código de barras e texto.

    Agora, mais dentro do assunto, aqui em Goiás começaram os Shoppings e Pedágios com o Conect Car e Sem Parar. Eu até estaria disposto a pagar por um serviço destes de maneira pré-paga, mas agora ainda ter que pagar uma mensalidade por um serviço que diminui e muito o custo das empresas é sacanagem. Pensa quantos funcionários a menos são necessários em apenas 1 praça de pedágio, no minimo 4. E para cobrança num shopping?

    A empresa abusar do cliente é foda.

    • Eu também acho sacanagem, mas penso que existe uma razão lógica para isso.

      Os shoppings e pedágios não querem pagar pelo serviço como um percentual dos ganhos, nem querem desembolsar um fixo pelo serviço que tem um número variável de usuários. O que eles acabam achando que é “justo” para ambas as partes em detrimento do usuário, é que o usuário pague sozinho pela facilidade.

      Mas estou apenas exercitando meu achismo.


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Como abrir uma porta específica no firewall do Windows, por script.

O exemplo a seguir abre a porta de entrada TCP 3050, que é a porta default requerida para a operação do Firebird.

netsh advfirewall firewall add rule name=”Firebird 3050″ dir=in action=allow protocol=TCP localport=3050

requer permissões de administrador

Em “name” você pode escrever o que quiser. É apenas o nome que vai aparecer na lista de exceções do firewall.


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Como ativar “sempre mostrar todos os ícones e notificações na barra de tarefas” por script

Eu não sei quanto a você, mas eu acho irritante e frustrante o default do Windows desde a versão 7 de esconder os ícones da barra de tarefas agrupando-os em um menu.  Toda vez que instalo ou reinstalo o Windows eu preciso procurar pela opção. É mais fácil colocar em um arquivo batch de instalação a seguinte linha:

reg add “HKCU\Software\Microsoft\Windows\CurrentVersion\Explorer” /f /v EnableAutoTray /t REG_DWORD /d 0

Que vai colocar o valor zero  na opção “EnableAutoTray” do Explorer.

Só vale para o usuário corrente. Só começa a valer após fazer logoff e logon novamente.

 


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Windows 8.1: Como desinstalar todas as “modern apps” de uma vez, por script.

Além daquelas apps “metro” do Windows 8 serem incrivelmente limitadas em um desktop, são uma grande fonte de distração em uma máquina corporativa. Você pode removê-las clicando em uma por uma com o botão direito e escolhendo “desinstalar”, mas é um saco, principalmente quando você vai fazer em dezenas de máquinas.

Até agora estou tendo sucesso com o seguinte, que é uma combinação de batch com powershell:

Salve a seguinte linha em um arquivo com extensão “.ps1”.

Get-AppxPackage | Remove-AppxPackage

E execute o arquivo a partir de um batch da seguinte forma:

powershell -executionpolicy bypass -File remove_modern_apps.ps1

No exemplo acima, “remove_modern_apps.ps1” foi o nome que dei ao primeiro arquivo

Não requer permissões de administrador. Mas desinstala apenas para o usuário corrente.

OBS.: Não desinstala o Internet Explorer, nem a Windows Store.

 


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Impressora de etiquetas Argox com LED Power piscando.

argox-printerSegundo o site da Argox isso poderia ser problema de comunicação, entulhamento de papel, ou algo que ia requerer uma visita à assistência técnica. Depois de apanhar uns bons minutos descobri que o problema só ocorria com o cabo plugado, mesmo que você não mandasse imprimir nada e só depois de entrar no Windows.

A impressora estava ligada pela porta serial. As instruções da Argox se limitam a dizer “checar a velocidade”. Ou seja: nada que se aproveite.

A usuária disse que no meio de uma impressão havia parado “do nada” e até me mostrou a etiqueta semi-impressa. Isso me tirou do caminho correto temporariamente, mas na primeira vez que reiniciei o computador vi uma “splash screen” bem grande de um programa da Filizolla executando automaticamente e desconfiei dele, mas a usuária novamente me colocou no caminho errado ao me dizer que a comunicação com as balanças era “pela rede”. Mais alguns minutos e descobri que havia um outro dispositivo serial na máquina, que era da comunicação com as balanças. Aí finalmente segui pelo caminho certo. O programa da Filizolla havia sido instalado horas antes e pode se comunicar com múltiplas balanças e por isso pode abrir múltiplas portas seriais ao mesmo tempo. E o técnico havia incluído na lista a porta onde estava a impressora.

Bastou achar a configuração, desmarcar e reiniciar o computador para resolver o problema.


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Pela primeira vez vejo um banco usar um domínio .b.br. E não gostei do resultado.

Foi o Bradesco, que agora tem o http://bradesco.b.br e, mais estranho ainda, http://banco.bradesco.

Pior: você digita no seu browser bradesco.com.br e automaticamente vai para banco.bradesco e quando escolhe uma das opções de pessoa jurídica vai parar em bradesconetempresa.b.br. Você fica saltando de um domínio para outro, em três TLDs diferentes!

Você poderá entender minha “bronca” com esse comportamento ao reler o que eu disse em 2015 sobre gTLDs serem uma palhaçada (nos comentários) e em 2012 sobre uma empresa ter múltiplos domínios (também nos comentários).

O domínio .b.br, destinado exclusivamente a bancos, foi criado em 2008 e o Bradesco comprou o gTLD .bradesco em 2015.

 


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Site do Bradesco com campos onde você não consegue clicar para preencher.

É a segunda vez que isso acontece com um cliente e aparentemente só ocorre no Internet Explorer 11 ou mais recente.

Basta colocar o site do Bradesco na lista do Modo de Exibição de Compatibilidade para resolver o problema.


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Midnight Special é no mínimo intrigante.

Eu estava querendo ver Midnight Special desde que vi o trailer em fevereiro e não me decepcionei. Durante metade do filme você fica se perguntando o que está havendo, porque os acontecimentos que levaram os personagens a agir como agem vão sendo narrados aos poucos. O ritmo é lento, mas satisfatório para um drama de ficção científica. A trilha sonora é boa, assim como os atores, incluindo o garoto. E a direção embora não seja um primor não me incomodou, o que já é muito bom considerando os últimos filmes que assisti. A única coisa que não entendi no roteiro foi como alguém que tem sua foto de procurado na TV não pensa em pelo menos cortar o cabelo.

Não adianta tentar explicar. Se gosta de ficção científica dramática, sem vilões [1] ou maniqueísmo de qualquer tipo mas um monte de perguntas sem resposta, dê uma chance a Midnight Special.

 

[1] mesmo quando parece haver, não há de fato. O que me surpreendeu positivamente.

 

13 comentários
  • Esqueci de comentar uma coisa. Neste filme, a linha entre “roteiro cheio de buracos” “não sei como fazer um roteiro sólido” e “vamos deixar a audiência preencher os vazios” é muito tênue. Em geral eu não gosto de roteiros esburacados, mas por alguma razão eu senti que neste filme o que o roteirista deixou de claramente expor ajudou em vez de atrapalhar. Em vez de questionar a inteligência do roteirista eu fui mantido pensando no que estava havendo.

    Mas eu entendo que muita gente não vai gostar disso.

    • Você me lembrou de algumas experiências que já tive com filmes. Alguns filmes são bem melhores quando você não assiste à introdução dele ou alguns trechos específicos.

      Um exemplo é Subway (1985) que assisti pela primeira vez há muitos anos atrás no Corujão da parte 2 para frente. Achei fantástico o filme, misterioso, simples – ocorre todo dentro de um metro -, surpreendente. Algum tempo depois o loquei e fiquei bem decepcionado. Vendo ele inteiro parecia mais algo simplista, mal organizado, mal explicado e desconexo.

      Desde essa experiência notei que omissão é uma parte muito importante de uma história. Há coisas que se NÃO contadas melhoram muito a qualidade da obra.

      Principalmente em ficções científicas, muitos fenômenos são muito melhores de serem aceitos quando se tem a manifestação deles, mas sem aquele lero-lero explicativo.

      Dois filmes de ação que eu adoro e são reservados em suas explicações e devo a isso grande parte da minha paixão por eles são: Edge of Tomorrow (2014) e Predestination (2014).

      Subway (1985)
      http://www.imdb.com/title/tt0090095/

      Edge of Tomorrow (2014)
      http://www.imdb.com/title/tt1631867/

      Predestination (2014)
      http://www.imdb.com/title/tt2397535/

      abraços

      • Ernest Hemingway criou a “teoria do iceberg” que se refere a esse estilo de narração:

        “Se um escritor de prosa sabe o bastante sobre o que está escrevendo ele pode omitir coisas que sabe e o leitor, se o escritor está escrevendo realmente o bastante, irá ter uma sensação dessas coisas tão forte quanto como se o escritor as tivesse declarado. A dignidade do movimento de um iceberg é devida a apenas um oitavo dele estar sobre a água. Um escritor que omite coisas porque ele não as conhece apenas cria vazios em sua escrita”

        Não estou afirmando que o roteirista tenha a genialidade atribuída a Hemmingway (eu duvido muito, porque o roteiro de Midnight Special definitivamente poderia ser mais polido), mas que é uma técnica consagrada inclusive na literatura. O danado é conseguir usar com eficiência.

  • VR5

    Colocaria na mesma “categoria” outro que hoje já é quase “Cult”: Donnie Darko
    http://www.imdb.com/title/tt0246578/?ref_=nv_sr_1

  • Jorge Mendonça

    Gostei bastante do filme. Fui atrás de outros filmes do mesmo diretor Jeff Nichols e terminei por assistir Take Shelter/O Abrigo (2011), recomendo.

    Não sei se você já viu também a ficção The Signal (2014), achei bem interessante.

    • No geral eu gostei de The Signal, mas eu lembro que o roteiro tinha uns problemas incômodos.

      Não lembro é por que não escrevi sobre ele aqui no blog.

  • Jose Carneiro De Jesus Neto

    Eu sabia que não era o único a gostar de Edge of Tomorrow :lol:.
    Acho espetacular Donnie Darko, pena sua sequência ter sido bem ruim.
    Predestination é muito bom.
    Gostei também de The Jacket (2005) – http://www.imdb.com/title/tt0366627/
    Não lembro porque não gostei de The Signal.
    Outro que gostei e que é bem “louco” é Primer (2004) – http://www.imdb.com/title/tt0390384/

    • Ué, esqueceu de mim? :P

      Quem não gostou de jeito nenhum de Edge of Tomorrow foi Artur. Mas ele é dificílimo de prever :D

      • Jose Carneiro De Jesus Neto

        É verdade, naquele dia ficou parecendo que ninguém gostou, mas você já tinha assistido. Vamos juntar a galera pra fazer mais sessões.

        • Agora que você tem um som decente, estou mais disposto a ir para uma sessão sua para ver um filme pela primeira vez :D

          Com sonzinho mixuruca eu só assisto drama e reprise… :P

  • Walter

    O Take Shelte que o Jorge citou é excelente. Mas eu sou suspeito, sou fã de carteirinha do Michael Shannon.

    E o mais incrível sobre o filme é exatamente o que o roteiro não deixa explícito.

  • Snow_man

    Ontem fui assistir por conta desse post. Não achei ruim, mas achei um filme sem propósito; o final foi, sei lá, um E. T. fracassado :S
    Terminado o filme, vim reler o post, e realmente entendi sobre os buracos.

    • É engraçado que em nenhum momento eu tenha lembrado de E.T. ao assistir o filme, mas uma de minhas teorias a respeito do garoto seja uma mistura de Superman e E.T. :)


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Eu juro que tentei gostar de Star Trek: Beyond

Mas não deu.

A expectativa era elevada. Afinal decidiram fazer de conta que o segundo filme não existiu e não dava para fazer algo pior que Into The Darkness, certo?

Certo?

Aummmmm…

Por onde começo?

  • O filme tenta demais ser engraçado e exagera. O encontro de Kirk com os Teenaxi e o de Scott com Jayla são exemplos embaraçosos disso;
  • Eu entendo que apreciar um filme de ficção científica pode requerer altas doses de suspensão de descrença. Estou pronto para aceitar a gravidade artificial (porque é necessário para não engessar a maioria das tramas), que do espaço os sensores da Enterprise possam dizer ser há vida no planeta e onde e até localizar com precisão de metros um objeto minimamente radioativo (seguro para humanos) do tamanho de um ovo de codorna. Mas eu não acho que isso autorize o roteirista a me tratar como idiota e exigir que eu ignore tanto, tantas vezes e desnecessariamente os princípios fundamentais da física. Principalmente aqueles que um ser humano não pode ignorar se quiser viver. Eles nem tentam dizer que as naves, os salva-vidas e até os torpedos da enterprise são feitos de um tipo especial de borracha espacial capaz de anular os efeitos da inércia. Eles querem que eu veja gente saindo ilesa dos impactos sem que isso me distraia. Pior que isso é não haver consistência: Scott pode se salvar da queda de dezenas de quilômetros desde o espaço até a superfície do planeta dentro de um torpedo adaptado às pressas, mas aqueles últimos 200 metros de queda é que o teriam matado, né? Acho que “passar do chão” é o que mata no universo desse pessoal;
  • Não podemos esquecer os drones minúsculos que tem sua própria atmosfera e que podem abrir uma porta para o espaço sem sufocar Bones e Spock. Duas vezes!
  • O alto comando da federação é retratado como palerma. O quê? uma fêmea de uma espécie desconhecida chega pedindo ajuda que requer atravessar uma perigosa nebula que vai bloquear comunicações e ingressar em território nunca mapeado e o que fazem? Claro! Agora mesmo! Vamos mandar nossa melhor nave! E com a tripulação completa!
  • Kirk é retratado como um palerma. Ao chegar nas vizinhanças de um planeta desconhecido eles são recebidos por uma força desconhecida. O que um comandante da frota estelar (aquela organização que supostamente é não-militar e atua como força de paz interestelar) deveria fazer? Recuar imediatamente, certo? O que Kirk faz? Ataca com tudo o que tem o que bem poderia ser (e de certa forma era mesmo) a força de defesa do planeta. Macacos me mordam, eu fiquei pensando na cadeira: recue, recue, RECUE! (eu estava ainda acreditando na seriedade do roteirista) E Kirk só tentou fazer isso quando percebeu que não era o maior cachorro naquela briga e não tinha mais como;
  • Kirk tem uma idéia insana para fugir do planeta. Ele testa primeiro com a tripulação não essencial a salvo em algum lugar, já que o teletransporte está funcionando e o inimigo já está saindo do planeta mesmo? Claro que não. O filme só fica emocionante se você testar suas idéias insanas com toda a tripulação dentro da nave!
  • Se você é obrigado a atravessar uma nebula é porque ela é tão enormemente larga que mesmo a velocidade de warp contorná-la levaria tempo demais. Mas no final do filme o diretor dá a impressão de que a estação Yorktown foi construída bem pertinho da nebula, o que seria algo bastante questionável do ponto de vista da segurança de todos os que vivem ali. O espaço é enorme! Onde será que devemos construir nossa imensa estação espacial e entulhar com milhões de civis? Bem do lado dessa imensa parede cujo outro lado não podemos ver e nossos sensores não alcançam, claro!
  • Mas que “arma suprema” idiota…
  • E que vilão sem graça é esse, gente!? Tragam Khan de volta!

Assistir de novo a um episódio qualquer de Enterprise é um uso muito melhor do meu tempo que ver esse filme. E olha que eu assisti a Star Trek 2009 umas cinco vezes e apreciei todas elas.

O que se salva no filme? A cena em que Bones e Spock discutem sobre o colar de Uhura.

 

 

5 comentários
  • Jose Carneiro De Jesus Neto

    O roteiro é de Simon Pegg, não esperava outra coisa em relação à comédia.
    O filme é realmente fraco, mas ainda assim é melhor que o segundo, o que não é muito difícil.
    Acrescente o fato da história ser extremamente previsível, não tem como não juntar os fatos da nave perdida estar no planeta junto com os vilões.
    Não gosto da série, por isso talvez não tenha referência para comparar, mas pelas cenas de ação eu achei divertido.

    • E não é que eu não notei a relação?

      Se o roteiro fosse mais inteligente eu provavelmente teria imaginado que havia mais alguma coisa ali. Mas quando chegou naquele ponto do filme minha reação foi apenas “noooossa… que conveniente…” e não pensei mais no assunto.

  • Rodrigo

    Caramba Ryan. Se vc gostou do de 2009 e não gostou desse. Acho que vou continuar a fingir que esse filme não existe

    • Isso não quer dizer que você não gostaria. “Gosto” é um troço muuuuuuito subjetivo :)

      • Rodrigo

        É que o de 2009 eu não gostei.
        Into the Darkness saí ofendido do cinema (achando que o diretor não respeita a inteligencia de ninguem) e prometi a mim mesmo não ir mais ver essas novas versões no cinema.
        Pensei até em procurar para ver essa de 2016. Mas depois da sua crítica (que sempre respeitei pois concordo com elas normalmente. Sendo que eu me acho até mais “chato” que voce).
        Bem, tenho outras coisas para ver e esse novo reboot não vale a pena gastar tempo vendo.


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A ITMEDIA está de volta ao cenário, agora como spammer

Para quem não se lembra, a ITMEDIA é a empresa que, através da ITWEB, supostamente comprou o forumpcs por 3 milhões de reais (HAHAHAHA). A relevância da empresa era zero para o público do forumpcs na época da compra e permanece zero até hoje. Eu tinha até esquecido dela, até começar a receber SPAM da mesma através da minha conta privada de email. Intrigado, fiz uma pesquisa nos meus arquivos e descobri que em 2005 eu caí na besteira de mudar meu cadastro no forumpcs colocando como email principal meu endereço de email privado.

Eu confiava no forumpcs.

E o gmail, apropriadamente, está colocando todas as mensagens deles na caixa de SPAM. Eu só estou surpreso que a ITMEDIA tenha levado tantos anos para abusar do meu cadastro no forumpcs.

Mas será mesmo que só começou agora? Eu já havia comentado aqui que estava intrigado com spammers que tiveram acesso ao meu endereço privado, como a OIWTECH, e agora sei de mais uma empresa na qual não confio e com a qual nunca estabeleci relação que teve acesso a dados pessoais meus. Raios…


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