Descoberto mais um modo de se invadir uma rede wireless

Normalmente, basta que o roteador suporte WPS.

A vulnerabilidade foi publicada no final de dezembro. Todo roteador que tem aquele botãozinho rotulado “WPS” deve ser considerado vulnerável e precisa ser verificado. O problema consiste numa série de falhas:

  • Todo roteador que suporta WPS suporta autenticação por PIN, que é um número impresso em uma etiqueta no fundo do roteador;
  • A autenticação por PIN não requer que você aperte o botão. Ter o PIN é mais ou menos o mesmo que ter a senha WPA/WPA2;
  • Adivinhar remotamente o PIN (“pelo ar”), devido a uma falha grosseira no protocolo, requer apenas 11 mil tentativas (se fosse corretamente implementado, seriam 10 milhões);
  • Muitos firmwares não tem bloqueio automático em caso de sucessivas tentativas erradas. Isso permite que qualquer roteador comprometido seja invadido em 10 horas ou menos. Alguns em 30 minutos;

Como se proteger:

  • Desativar a função WPS, se possível (preferível);
  • Verificar se existe um novo firmware que bloqueie o WPS em caso de erros sucessivos. Na minha opinião, só é razoavelmente  seguro se após 3 tentativas o WPS ficar bloqueado até um reboot no roteador;

A julgar pela descrição do problema, usar WPS pode ser tão ou mais perigoso quanto usar criptografia WEP.

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  • O que é ainda mais preocupante nessa falha é que faz parte do funcionamento do WPS revelar a senha de rede ao dispositivo que apresenta o PIN. Assim o atacante não apenas “entra” na rede. Ele fica de posse da senha que você usa! É melhor que não seja uma senha que você usa em muitos lugares.

    Então, após resolver o problema com o WPS, é importante também mudar a senha WPA/WPA2.

    Também é importante resetar o roteador para as configurações de fábrica. Qualquer um que tenha invadido sua rede pode ter feito configurações indesejáveis nele. A mais perigosa delas é o “DNS poisoning” (apontar os servidores DNS para servidores malignos).

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    • Também é importante resetar o roteador para as configurações de fábrica. Qualquer um que tenha invadido sua rede pode ter feito configurações indesejáveis nele. A mais perigosa delas é o “DNS poisoning” (apontar os servidores DNS para servidores malignos).

      Fui alarmista demais. Isso só é necessário se a senha de administração do roteador ainda for a default ou for igual à senha wireless. Deixar o roteador com a senha default é um grande não-não de qualquer forma.
       

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      • Uma questão interessante. Como que fica isso em roteadores que tiveram seu firmware trocado pelo DD-WRT por exemplo? Em casa eu tenho um dlink DIR-300 que troquei o firmware podre dele pelo DD-WRT, mas não me lembro se o botão WPS continua tendo sua função padrão. :huh:

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  • Basicamente por apreciar “ver por onde ando e o que estou fazendo” eu nunca usei essa facilidade do PIN e só usei o WPS por botão umas três vezes no máximo e só para instalar impressoras wireless. Talvez por isso eu nunca me perguntei como isso poderia ser seguro. Segundo a especificação, depois de apertar o botão o outro dispositivo tem dois minutos para fazer a conexão. Agora que eu vejo a implementação burra que fizeram na autenticação por PIN eu me pergunto:  se no momento em que eu estiver instalando um dispositivo via botão alguém estiver nas proximidades rodando um programa mandando “pings” periódicos esperando por isso, ele não vai aproveitar a oportunidade e conseguir conexão? Se alguém me fizesse essa pergunta ontem eu diria: os projetistas não são tão burros: eles devem detectar os “pings” marcar o dispositivo como hostil e bloquear seu acesso.

    Agora eu não estou tão certo disso.

     

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  • A principal razão para isso não ter sido largamente explorado ainda nesses 40 dias é que a única ferramenta pública (até onde sei), é o reaver-wps, que só existe para Linux. E como executável mesmo só como um pacote debian.

    Mas como todo o código fonte está disponível, é só uma questão de tempo até aparecerem versões para Windows, Android, iOS… Se bem que elas serão rapidamente deletadas das “lojas” da Google e da Apple.

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  • Aparentemente o modo mais fácil para um usuário Windows testar essa vulnerabilidade é usando o live DVD da distro Backtrack. Embora o pacote esteja disponível para qualquer distro Debian como o Ubuntu, parece que existem outros requerimentos. O Reaver já foi até incluído na distro, mas não na versão que podemos baixar hoje, então ainda é necessário fazer um apt-get para instalar o reaver e isso será perdido toda vez que você reiniciar o PC.

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  • E aqui temos uma planilha com uma lista de 125 roteadores testados. Mas o autor avisa que os resultados são submetidos pelo público e não podem ser confirmados por ele. Só deve ser usada como referência.

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  • José Carneiro

    Jefferson, valeu pela dica, meu roteador tem esse serviço, não está habilitado, mas tem.
    Vou passar essas informações para o pessoal do trabalho.

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    • Segundo a planilha, em todos os TP-Link quando o WPS é desabilitado fica mesmo desabilitado. Mas ainda assim um dos testadores disse que o Reaver conseguiu obter o PIN O_o

      Isso precisa ser testado caso a caso, infelizmente.

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  • Outra indicação chocante de que a irresponsabilidade dos fabricantes vinha passando despercebida: segundo comentários deste post do hack-a-day, um grande número de roteadores tem como PIN default 12345670.

    O que significa que nesses casos nem é preciso o Reaver. Basta abrir um notebook com Windows 7 e tentar conexão nas redes uma a uma procurando quem aceita esse PIN.

    Ridículo!

    Pelo menos os mencionados, que eu saiba, não são vendidos no Brasil.

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  • Sony Santos

    Uma implementação correta não implicaria em 100 milhões de tentativas?

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  • Sony Santos

    Acabei de ler o link… o último dígito é checksum. Dããã. Não vejo necessidade de checksum neste caso; um dígito a mais de segurança me parece mais importante.

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    • Pois é. Em outra situação eu diria que “deve haver uma boa razão”, mas diante da sucessão de decisões estúpidas que agora se tornaram públicas,  tenho que concluir que trata-se de outra estupidez.

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  • O roteador Siroco EVO que criou aquele enorme tópico no Buzz pelo menos tem uma opção para desativar o WPS:

    Eu não pude testar ainda se ele é vulnerável, porque ainda não consegui botar o reaver-wps para funcionar.

     

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  • O método que estou usando para detectar roteadores possivelmente vulneráveis (por terem WPS ativo) é usar o Windows Seven. O roteador é “suspeito” se no lugar de apenas pedir a senha, der a opção de apertar o botão:

     

     

    Eu não me lembro em que circunstâncias o Windows pede o PIN. Eu tenho a impressão que só acontece no VISTA.

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