Testando um layout em colunas para o blog

Como uns poucos talvez lembrem porque participaram da discussão, o blog tem uma largura de 800 pixels para os posts porque permite exibir imagens com um bom tamanho sem precisar clicar nelas para dar zoom e maior que isso o blog pode não caber nos monitores de 1024×768 que ainda existem por aí (eu escrevo em um monitor de 1920×1080). Porém mesmo tendo me limitado a 800px eu sei que isso criou um problema: as linhas de texto ficaram longas, o que pode dificultar a leitura, principalmente em parágrafos com muitas linhas. Isso não me incomoda realmente mas eu não escrevo no blog para que eu leia. E tudo que atrapalhar meus leitores e eu puder mudar sem criar um incômodo para mim eu estou disposto a fazer.
Eu instalei o plugin Column Shortcodes e estou experimentando com os resultados. O plugin não formata automaticamente todos os meus posts em colunas até mesmo porque acho que fazer isso automaticamente no tipo de blog que escrevo sem ficar uma bagunça está perto de ser impossível. Então eu estou adicionando a formatação em alguns posts selecionados, principalmente em trechos que parecem uma “parede de texto”. Eu ainda não estou bem certo de que fique melhor em colunas. No momento o único problema é que se a coluna da esquerda tiver mais texto que a coluna da direita o plugin bagunça a exibição do plugin de compartilhamento social (os links na parte inferior de cada post)

O que acham?

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Fanfiction: Gostei de Poison Pen

O tema de Poison Pen é interessante. O que aconteceria se Harry Potter não fosse um “donzelo indefeso” (eu sou fã, mas tenho que admitir isso) e decidisse partir para o ataque contra o Profeta Diário, Rita Skeeter, o Ministro Fudge e até mesmo as manipulações de Dumbledore? A estória ataca vários problemas do universo criado por J.K. Rowling e embora use um ponto de vista excessivamente “muggle” as críticas são interessantes. Vale a pena até mesmo porque não é uma estória muito longa, com o equivalente a 166 páginas.


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Comecei a usar QR codes no blog

Às vezes eu comecei a ler algo no desktop ou notebook e gostaria de continuar a leitura no celular ou tablet.  No meu computador principal e usando o Palemoon/Firefox eu já tenho uma solução para isso na forma de um bookmarklet que quando clicado transforma o URL de qualquer página que eu esteja vendo em um código QR que eu posso “fotografar” com o Barcode Scanner.

Isso foi sugestão de um leitor. Não consigo lembrar quem foi.

Mas às vezes eu estou usando o computador de terceiros ou outro browser e aí deixa de ser tão simples. Esta semana mesmo eu estava fazendo uma pesquisa de um produto no Mercado Livre no computador de um cliente e queria fazer uma pergunta ao vendedor, mas eu não gosto de fornecer credenciais em computadores que eu não controlo por isso queria abrir exatamente o mesmo produto no meu telefone e eu pensei: o ML deveria exibir QR codes dos itens.

E logo em seguida eu pensei que deveria fazer o mesmo no meu blog para facilitar a vida dos leitores.

Existem diversos plugins disponíveis para isso. Alguns tem características que considero reprováveis como conectar com o site do desenvolvedor para gerar o código e outros não sabem reconhecer páginas com múltiplos posts, como a inicial do blog, e assim exibem em cada post o mesmo código. É “um saco” “separar o joio do trigo”.

Após testar vários, no momento me decidi pelo QR Code Widget  que tem suporte a widgets. Minha opção anterior foi pelo WP Page QR, que só exibe o código em páginas individuais e tem um modo automático, que gera o código mesmo nos meus posts antigos. Nada disso é realmente necessário quando o plugin tem suporte a widgets, já que cada widget só aparece mesmo uma vez por página. Note que o QR Code Widget não ativa se você tiver o WP Page QR ativo no mesmo blog.


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Fanfiction: The Naked Quidditch Match é hilária!

Os irmãos Fred e Jorge, capitães do time de quadribol da Grifnória, fazem uma aposta temerária em um jogo de “verdade ou desafio” mágico e perdem. Agora todo o time da Grifnória (pelo menos todos os maiores) precisa comparecer pelado ao próximo jogo com a Sonserina. Não há nada que a administração de Hogwarts possa fazer porque o jogo é um contrato mágico. Harry Potter  e as garotas do time não estão achando nada engraçado mas o resto da escola, principalmente as garotas, mal pode esperar pela partida. Dizem que Harry tem mais de uma varinha mágica. A estória é contada pelos mmails (magic mail) trocados entre os estudantes, com a participação ocasional dos professores e até de Voldemort!

A estória é curta e a diversão é garantida para fãs da obra de J. K. Rowling.


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Fanfiction: gostei de “Browncoat, Green Eyes”

Browncoat, Green Eyes é a segunda obra de fanfiction que leio. Nem chega perto da complexidade narrativa da obra de Less Wrong, mas ainda assim tem uma qualidade surpreendente.  O público alvo são os fãs de Firefly e Harry Potter que tenham a disposição para ler o equivalente a 660 páginas.

O autor imaginou Firefly como o universo de Harry Potter centenas de anos no futuro. Harry cresceu, se tornou um dos bruxos mais poderosos da Terra, derrotou mais uma meia dúzia de dark lords e… casou com Luna Lovegood. Somente essa “sacada” já valia a leitura porque você acaba acreditando que Luna era definitivamente um melhor par para Harry do que a insossa Gina.

Porém nesse futuro Harry está sozinho pois após a morte de Luna ele aplicou a si mesmo um feitiço de animação suspensa com instruções para ser acordado quando fosse necessário novamente (um Rei Arthur bruxo) e aparentemente acharam que a destruição da Terra e a debandada e o espalhamento de todo o mundo bruxo pelo universo não era motivo bom o bastante.

Harry foi acordado quase que por acaso, centenas de anos depois de todo mundo que ele conhecia estar morto e graças a uma interessante afinidade com River Tam se une à tripulação de Serenity para tentar descobrir se realmente é o último bruxo do universo.  E o autor inclui uma explicação realmente surpreendente para o que aconteceu em Miranda.

A estória é bem “light”. Harry praticamente o tempo todo tem o controle da situação. Não existem traições nem problemas que Harry não possa resolver, muitas vezes de forma engraçada. Sua relação com a tripulação e principalmente com River Tam é hilária.

Só não gostei do conflito final. O autor exagerou no drama e achei bem forçado.


 


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Seu telefone Android pode ser pwned só por estar ao alcance de um Wi-Fi hostil.

É o fim da picada. Um pesquisador do Project Zero da Google descobriu uma falha no firmware de um chip Broadcom Wi-Fi que permite a um atacante até mesmo ganhar acesso root ao seu telefone ou tablet bastando que o Wi-Fi esteja ligado. Nem é preciso você tentar se conectar ao ponto de acesso malicioso. E como os serviços de localização do Android podem ligar seu Wi-Fi mesmo quando você desligou, até com o Wi-Fi “desligado” você está vulnerável.

O problema também afeta produtos da Apple mas como a empresa tem total controle sobre tudo o que roda o iOS, já saiu uma correção para o problema. Somente usuários de Android ficam vulneráveis porque nesse ecossistema dependemos da boa vontade dos fabricantes.

6 comentários
  • E aparentemente não há um jeito fácil de saber qual o chip Wi-Fi do seu aparelho.

  • Hmmmm… o MAC Address não pode dar uma pista?

    • Rapaz… acho difícil. É muito comum o telefone ter um MAC registrado no nome do fabricante do aparelho e não do chipset. Quando eu faço uma varredura eu não me lembro de ver “Broadcom” ou “Qualcom” listados. O que, aliás, me parece lógico: a camada onde é definido o MAC em interfaces de rede modernas é toda em firmware.

  • Intruder_A6

    Depois do Stuxnet o meu nível de paranoia piorou bastante, e agora isto foi o golpe de misericórdia com esta falha. A única forma de ficar seguro é não tendo celular, computador ou qualquer equipamento que tenha processador (ou microcontrolador). Tiraram o gênio da garrafa!

  • VR5

    E como estão os Windows Mobile?


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E o blu-ray virgem já custa menos de R$2

A última vez que olhei isso faz tempo, por isso fiquei espantado ao fazer uma pesquisa para comprar DVD-R e esbarrar na Lognet vendendo dez unidades de BD-R 25GB por R$30.

25GB por R$3? Isso dá 12 centavos por GB. Já está mais barato que gravar em DVD-R!

Aí fiquei mais espantado ainda ao ver este anúncio no ML onde a mídia de 25GB sai, descontando o frete, por R$1,20. Dá menos de 5 centavos por GB. Aí sai mais barato que gravar em HDD!

Alguém tem experiência com isso? Qual a confiabilidade da mídia BD-R?

4 comentários
  • jonni

    ja tenho mídia em bd-r a uns 3 anos, backups mensais (raramente passam de 20gb), e as primeiras mídias ainda estao em perfeito estado, acho que é uma boa alternativa para bkps

  • Paulo

    Eu continuo a favor de HDD.
    O trabalho que já tive com DVD não foi brincadeira: ter espaço físico pra cada um, verificar de tempos em tempos o aspecto físico, limpar da poeira–mesmo armazenando naqueles cases de 30-50 DVDs, tem que limpar. O pó invade tudo. Mesmo fechando o case com zíper, não adianta.

    Um HDD não apenas cabe 500GB, 1TB ou mais num único espaço físico como não requer muita limpeza. Claro que um HDD portátil, por exemplo, pode acumular poeira, mas o espaço físico é muito pequeno. É do tamanho de uma carteira. No máximo vc passa uma flanelinha por 2 segundos e pronto.

  • Saulo Benigno

    Bem, faz tempo que passeia confiar somente na nuvem para backups.

    Depois que perdi vários HDs…. agora só nuvem, não tive problema ainda :)

    • Eu tenho dois milhões de arquivos somente no meu HDD principal de 1.5TB e minha conexão com a internet é de 800kbps. Ainda que eu confiasse na tal “nuvem”, seria inviável.


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Testando programas que salvam a posição dos ícones da Área de Trabalho

A cada seis meses eu tenho que reinstalar minha versão trial do Windows 8.1 enterprise e uma das poucas migrações que me dão trabalho é colocar os cerca de 90 atalhos que tenho no desktop nas mesmas posições que estavam antes. Eu estava empurrando esse problema com a barriga (eliminar uma tarefa tediosa que só leva 5 minutos a cada seis meses não é prioritário) até que na semana passada eu precisei migrar a instalação da funcionária de um cliente para um PC novo e esta reclamou da dificuldade para achar seus documentos e atalhos na tela entulhada. Na hora eu disse que não havia o que eu pudesse fazer porque ao mover os arquivos entre computadores o Windows auto organizava os ícones seguindo seus critérios internos, mas depois eu fiquei matutando se não podia evitar sujeitar o usuário a esse problema.

Não demorou muito para eu encontrar candidatos a solução. Ainda não pude testar completamente mas aqui vão minhas primeiras impressões:

  • Desktop OK v4.64 – Até agora é a solução mais completa, porque não requer instalação e permite salvar o layout em um arquivo .dof que depois pode ser usado para restaurar as posições em outra instalação. Ainda por cima, o arquivo .dof é facilmente legível por humanos;
  • IconRestorer –  Parece promissor, mas além de precisar ser instalado não exporta. Então é preciso usar o regedit para localizar a chave do Registro onde ele guarda os layouts, exportá-la na instalação antiga e importá-la na instalação nova. A princípio eu só usaria se eu encontrar um problema no Desktop OK.
5 comentários
  • Sidmar

    Bom dia.

    Jefferson, eu tenho usado o Desktop OK sem problemas no meu micro de casa. Não cheguei a exportar as configurações mas tem funcionado bem até o momento.

    Abraço.

  • Intruder_A6

    Programa útil, também serve para evitar que ao mudar a resolução de um notebook, o que acontece quando tenho que usar ele na própria tela ao invés de num monitor maior, eu perca as posições dos ícones (isto realmente me aborrece). Vou testar este Desktop OK.

  • Intruder_A6

    Gostei dele, bem simples, funcional e sem frescura, dá para usar no note do trabalho por não precisar instalar, vai realmente me eliminar um aborrecimento. Mas não descobri onde ele armazena a posição dos ícones, o que seria interessante numa reinstalação do sistema. Onde é que fica mesmo ?

  • Intruder_a6

    E ainda é possível gravar noutro lugar em arquivo independente, realmente muito útil.


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Whatsapp fazendo de conta que o Windows 7 não existe?

Hoje eu fui baixar a versão Windows do Whatsapp em um notebook com Windows 7 e fiquei surpreso ao ver a página dizer que eu precisava ter no mínimo o Windows 8.

whatsapp_windows_download_ryan.com.br

 

Como eu tenho pelo menos uma cliente que usa no Windows 7 e nos meus notebooks eu nunca usei nada mais recente eu imaginei que ou isso era um problema da versão mais recente do Whatsapp ou erro. Como eu não consigo imaginar que recurso do Windows 8 seria essencial à operação do Whatsapp a balança pendeu para o erro e baixei assim mesmo.

Na hora de instalar só me disse que eu precisava do .NET 4.5 e até se ofereceu para instalá-lo. Eu preferi instalar o .NET usando minha cópia e depois fui instalar o Whatsapp novamente.

Não tive qualquer problema posterior para instalar e usar.

O Windows 7 ainda tem 49% do mercado. O que será que o pessoal por trás do Whatsapp (eu sei que pertence à Facebook) ganha fazendo de conta que ele não existe?

 

6 comentários
  • VR5

    Existem programas governamentais e da Caixa Econômica (o famigerado “Conectividade Social”) que praticamente só funcionam 100% no Windows 7. Tive uma máquina que atualizei para o 10 e fui obrigado a fazer downgrade para o 7 e deixar quietinha num canto praticamente só para esses programas…

    • E imaginar que o Conectividade Social assim como vários outros softwares do governo que são ridiculamente problemáticos deve ter custado *milhões* em nossos impostos, não é?

      Podia ser pior: do meu ponto de vista seria uma absoluta temeridade um programa do governo que só funcione no Windows 10…

  • OBS.: Que o Whatsapp não funcione no Windows XP é até evidente, pois o maldito .NET só suporta o XP até a versão 4.0.

    Mas o Windows 7 SP1 suporta todas as versões do .NET incluindo a mais recente. Acho que enquanto o Windows 7 estiver em 50% dos computadores a MS não vai “inventar” uma nova versão que só rode no Windows 10. Até mesmo porque desenvolvedores com bom senso (ahhh, essa coisa cada vez mais rara…) não iriam usá-la.

    • Richard

      Desde o Windows 8, o .NET Framework é integrado no sistema, e assim como nas versões anteriores, qualquer coisa que precisa ser atualizada nele vem pelo Windows Update. Faz sentido porque a plataforma Metro é baseada no .NET. Quando as aplicações realmente pararem de suportar o Windows 7, o requisito vai de “.NET Framework 4.5” para “Windows 8” ou “Windows 10”.

      • Desde o Windows 8, o .NET Framework é integrado no sistema

        Errado. O .NET Framework vem com o Windows desde o Vista.

        A diferença é que o Windows 8 tem pré-instalada a mesma versão que os desenvolvedores do Whatsapp escolheram como mínima.

  • Olá Jefferson, já te acompanho a algum tempo pela internet, desde a época do DVP5100.
    Trabalho com desenvolvimento de software para o setor contábil e identificamos que os usuários tem muito dificuldade em instalar e manter atualizado os aplicativos e algumas páginas de internet que precisam de versões específicas do JAVA para funcionar.
    Por isso desenvolvemos uma ferramenta muito prática para resolver problemas de instalação e atualização de aplicativos de governo.
    A ferramenta se chama GOVBOX e você pode ver mais em http://www.govbox.com.br
    Como comentado pelo VR5, o Conectividade Social e o Conexão Segura da CEF são bem enjoados para funcionar, mas conseguimos fazer funcionar em todos os Windows a partir do Windows 7.


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Por dentro das campainhas sem fio Advante

Este post está em rascunho e pode mudar drasticamente de uma hora para outra.

Esta campainha existe em vários modelos e sub-modelos, muitas vezes difíceis de distinguir. Como eles não são identificados claramente pelo fabricante aqui eu vou denominar por minha conta para facilitar a identificação. Entre parênteses estão os modelos mais prováveis, obtidos comparando com embalagens novas. Aparentemente modelos que começam com “H” tem DIP switch e os que começam com “A” não tem.

Nos modelos que tem DIP switch o botão de troca de melodia está ausente, porque o transmissor tem um DIP switch de seleção da melodia. Infelizmente isso faz com que nesses modelos seja impossível para o consumidor comum fazer o mais básico teste do receptor sem o transmissor.

Modelos 1a e 1b (H-128E, A128E e H-128ES)

campainha_advante_modelo1_frente_texto_DSC02624_ryan.com.br

campainha_advante_modelo1_fundo_texto_DSC02625_ryan.com.br

Modelos 2a e 2b (H-148C e A-158)

campainha_advante_modelo2_frente_texto_DSC02628_ryan.com.br

campainha_advante_modelo2_fundo_texto_DSC02626_ryan.com.br

Modelos 3a e 3b (H-138CS, A-138C e F-138C)

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Todas são alimentada com três pilhas, somando 4.5V. Mas a maior parte do circuito funciona com 3V de duas pilhas. A última pilha, que fica mais fundo no compartimento, só é usada para elevar a tensão para 4.5V para o circuito de som.

Como se pode ver pelas fotos acima, em metade dos submodelos você pode escolher o endereço facilmente através de um DIP switch, que também existe no transmissor. Na outra metade o endereço já vem definido de fábrica e você não pode mudá-lo facilmente.

O DIP switch de escolha de endereço tem sempre 6 posições, o que permite a escolha entre 64 endereços, mas como você verá mais adiante quando você dominar o funcionamento poderá escolher entre até 730 endereços.

Transmissores

Os cerca de 30 transmissores que testei são divididos em três modelos. Todos operam com 12V de uma bateria tamanho 23A.

AD015C01

O modelo AD015C01 é destinado a ser usado nos sub-modelos de campainha que tem DIP switch. É também o único onde você pode determinar e fixar a melodia.  E por usar um cristal (SAW ressonator) é também o único que não precisa de ajuste. A inscrição no cristal “R315A” é uma indicação de que pelo menos este modelo opera a 315MHz, mas eu já determinei por experimentação que todos operam.

transmissor_advante_AD015C01_DSC02584_640_ryan.com.br

Modelo AD015C01

AD012-2

O modelo AD012-2 tem um endereço programado em fábrica que pode ser alterado mudando as pontes de solda que existem embaixo da placa. A melodia no receptor pode ser escolhida apertando o botão SW2

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Modelo AD012-2

Vista do fundo da placa do AD012-2

Vista do fundo da placa do AD012-2. A região à direita de C3 é onde é feita a programação do endereço.

AD062

O modelo AD062 permite uma mudança mais “fácil” de endereço porque as pontes de solda estão facilmente acessíveis.  Mas há uma diferença interessante: existe um bloco a mais de pontes que você pode usar para obter mais dois bits de endereçamento. Entretanto ainda não sei se os receptores tem essa funcionalidade. Você está vendo o transmissor pelo fundo então o botão que você vê é o de mudança de melodia pois o de acionamento está do outro lado da placa.

controle_remoto_advante_AD062_DSC02643_640_ryan.com.br

Modelo AD062

O exemplo abaixo mostra a correspondência entre as pontes de solda e os bytes do endereço. Destacada em vermelho está a parte fixa do endereço nos receptores (o endereço sempre termina em 1111). Esta área não existe no modelo AD012-2, como você pode conferir nas fotos anteriores.

transmissor_advante_AD062_address_DSC02645_ryan.com.br

Observando atentamente você poderá ver que o endereço é montado assim:

  • 00: Ponte de solda para o negativo (a linha de ilhas que você vê embaixo);
  • 01: sem conexão
  • 11: ponte de solda para a ilha isolada mai próxima

Você pode usar esse transmissor para controlar uma campainha que tem DIP switch observando o seguinte:

  • 00: equivale a uma posição ON do DIP switch
  • 01: equivale a uma posição OFF do DIP switch

 

O protocolo de comunicação

Interceptar a transmissão é muito fácil quando você tem as ferramentas. Eu usei um arduino, um módulo receptor de 315Mhz e a biblioteca RCSwitch. Ao apertar o botão no transmissor algo assim é recebido:

Decimal: 5574400 (24Bit) Binary: 010101010000111100000000 Tri-State: FFFF00110000 PulseLength: 169 microseconds Protocol: 1

Traduzindo, o transmissor usa o que RCSwitch chama de “Protocolo 1” e envia um código de 24bits com largura de pulso de 169 microssegundos. As definições de protocolo podem ser vistas em RCSwitch.cpp, constante RCSwitch::Protocol.

Através de experimentação com as várias amostras que tenho aqui eu consegui determinar aproximadamente a função dos 24 bits:

  • Os 12 primeiros bits tem o endereço;
  • Os 4 bits seguintes são sempre “1111”;
  • Os 8 bits seguintes definem a melodia.

A composição do endereço

Com 12 bits teríamos 4096 endereços, mas nem todas as combinações são permitidas. O chip decodificador no receptor usa apenas seis entradas de endereçamento (daí o tamanho do DIP switch) e o estado de cada uma dessas entradas corresponde a dois bits do endereço. Nos receptores com DIP switch só são possíveis duas combinações:

“01”: Switch ON (entrada ligada ao negativo da bateria)

“00”: Switch OFF (entrada “flutuando”)

Nos receptores sem DIP switch um terceiro estado pode ser configurado internamente com solda, que resulta na combinação “11”.

A combinação “10” nunca ocorre, então se minhas contas estiverem corretas o número de combinações (e endereços) não passa de 730.

A melodia

A composição do código da melodia segue regras similares às da composição do endereço. São oito bits dos quais os seis primeiros são sempre usados para escolha direta de uma melodia. Nos submodelos que usam DIP switch para a escolha só existem três posições, que limitam o número de melodias a 8. Mas transmitindo diretamente 27 combinações são possíveis. A partir daí a coisa complica um pouco. Os dois últimos bits tem um comportamento variável. Em alguns modelos transmitir “o1” faz com que o receptor ignore os seis primeiros bits e toque a próxima melodia. Em outros o valor desses dois bits é somado aos outros seis para escolher entre mais melodias.

Comportamento confirmado nos modelos 2b e 3a:

xxxxxx 00 -> toca primeiro conjunto de melodias

xxxxxx 01 ->  toca segundo conjunto de melodias

111111 11 -> toca última melodia selecionada

111111 01 -> avança para próxima melodia

 


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Não, ver o “cadeado fechado” no navegador não significa que é seguro

O contrário está mais próximo de estar correto. O cadeado aberto indica uma condição insegura. Ainda assim, nem sempre.

Essas “simplificações” me fazem estremecer, mas quando até os bancos apelam para elas e a população em geral é treinada para acreditar nisso, há pouco que você possa fazer a não ser repetir a mesma coisa. Mas diante de uma pessoa capaz de entender eu posso explicar por que aquele ícone em forma de cadeado fechado no browser quando você acessa o site de um banco é apenas um dos muitos itens de segurança ao qual você precisa ficar atento.

Ter uma conversa criptografada com um bandido é o que você chama de “seguro”? Espero que não, porque é apenas isso que o cadeado fechado garante: que a conexão é criptografada e supostamente (existem exceções) ninguém além de você e quem está na outra ponta pode decifrá-la. O problema é que para habilitar criptografia basta ter um certificado SSL. E qualquer um pode ter um. Certificados SSL basicamente garantem criptografia, não autenticação.

Ainda não entendeu o problema? Agora você vai: uma análise mostrou que no ano passado a Let’s Encrypt, uma organização sem fins lucrativos que distribui certificados SSL de graça, emitiu mais de 15 mil certificados SSL para sites que tinham o nome “paypal” em algum lugar mas não tinham nada a ver com a empresa. E mais de 14 mil deles foram usados em sites criminosos.

O fato é que a Let’s Encrypt não tem como verificar de graça cada pedido de certificado. E nem tenta. A organização já disse que não é essa sua missão. Confirmar identidade do representante de uma empresa não é algo que possa ser feito automaticamente (o único jeito de fazer de graça) e certificados SSL não tem o objetivo primário de confirmar identidade de ninguém, embora possam ajudar nisso. Certificados mais caros (qualquer um que não seja grátis é, certo?) podem contar com a identificação da empresa e se esta existir os navegadores modernos mostram o nome desta, além de mostrar o cadeado.

Mas não é isso que o usuário médio foi “adestrado” a verificar.

 


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Novo padrão tupiniquim: PoE de 220V

Um passarinho me contou que tem provedor de internet desses que contratam várias linhas ADSL e dividem pelo bairro que estão alimentando os switches que colocam nos postes, acreditem, com 220V enviados pelo cabo de rede…

Eu achei que era brincadeira, mas as pessoas que me contaram garantiram que funciona e, mais bizarro, não interfere com os dados.

A irresponsabilidade é grande nesses sujeitos.

Eu fico me perguntando se não é por isso que volta e meia eu vejo uma reportagem mostrando fiação pegando fogo aqui em Recife.

15 comentários
  • Pooooode apostar que sim! Socar 220V num cabo CAT5 é de uma irresponsabilidade ímpar! O_o

  • jonni

    nao e mais vantagem, se é por causa da distancia mandar por exemplo 12v AC e retificar no ponto?
    faco isso pra longas distancias em cftv

    • AC só é mais é eficiente que DC para transmissão em tensões muito mais elevadas. Na minha opinião o que você está fazendo só arrisca induzir um ruído de 60Hz no sinal das câmeras.

      “PoE” de verdade (padrões 802.3af e 802.3at) usa DC de até 57V

      • jonni

        realmente tenho ruidos em cameras analogicas sem o “ballun”, porem hdcvi, hdtv-i e ip nao tenho esses problemas, tambem uso em alguns casos PoE de 24 ou 48v com um circuito propio meu para abaixar p 12v no ponto da camera

  • Eduardo

    Gente é 160V MAS EM DC. NÃO AC Se fosse AC. Ai é como o Luciano falou IRRESPONSABILIDADE IMPAR.

    Padrão é 48v vindo do cliente.

  • Ô lôco! Seguindo a pista dos “160V” acima descobri que o brasileiro parece ter inventado um padrão novo. Tem switches sendo vendidos adaptados para um tal Poe 160V!

    https://www.nvxequipamentos.com.br/switch-poe-160v-02-portas-poe-vlan-fixa

    E tem até fonte “profissional” para essa doideira!

    http://networksul.com.br/produto/fonte-160vdc-500w-com-monitor-de-voltagem-e-amperagem/

  • Segundo o padrão ECMA-287 (segurança de equipamento eletrônico) apenas tensões abaixo de 60V (AC ou DC) são consideradas “seguras”. Acima de 60V é preciso que a pessoa que manipula o equipamento saiba no que está se metendo.

    DC é, nas condições certas, mais perigoso que AC. E achar que é seguro certamente se enquadra em “condições certas”. Colocar 160VDC em um cabo de rede em uma via pública é insano e é esse tipo de maluquice que faz com que “a gente não possa ter coisas legais”.

    • Olha, eu pouco mexo com isso, mas pra mim, passou de 48V num cabo CAT5, tá pedindo problemas. O maior POE que eu tenho aqui, de um rádio que uso pra um link é 24Vdc. Nenhum dos outros que tenho, jogam AC no cabo, justamente pelo causo de interferências.

      As câmeras que instalei aqui, todas usam POE (e o video com balum), mas mandei 12V, mas usei dois pares do cabo pra garantir que a corrente não degrade. Só nas câmeras da rua, que tem uns 30 metros de cabo, optei por colocar uma fonte exclusiva pra elas, em uma caixa de passagem lá no muro. Se com DC ainda aparecem alguns ruidinhos, imagino com AC.

      Os rádios que estou usando para o link, todos são 12V e usam POE próprio, basta crimpar os cabos e ligar na fonte, e fazer um outro cabinho saindo da fonte para o que recebe a rede.

  • Eduardo

    Jefferson.

    A Relação é que falo que esse 220v não é 220v e sim 160VDC.

    Mas o pessoal ta fazendo o que chamam de POE Reverso
    o provedor tem switch POE reverso na caixa na rua. e o cliente tem uma fonte poe DE 24 OU 48V. para alimentar o switch no provedor. se um dos clientes ficar ligado alimenta a rede toda.

    • A Relação é que falo que esse 220v não é 220v e sim 160VDC.

      Não, não é. O passarinho me contou que é 220V. E esse passarinho não “ouviu dizer”. Estão ligando o cabo de rede na tomada mesmo.

      Esse tal PoE reverso é uma excelente idéia. Mas colocar 160VDC (ou 220VCA) em um cabo de rede na via pública se não é crime deveria ser.

  • Eduardo

    O Poe reverso é a melhor desde que o provedor tenha switch para POE Reverso. Se ele tiver ele usa fonte de Airgrid 24V 0.5A E Corre pro abraço

    • Pela sua descrição do PoE reverso, modificar um switch comum para ser compatível é relativamente simples. Um pequeno conversor DC-DC (R$15), alguns diodos e, preferencialmente, fusíveis autorearmáveis e com o equivalente a R$35 em peças você tem um switch que pode ser alimentado por qualquer um dos clientes.

  • Marcel

    O pior é que Recife quase não alaga. Talvez seja por isso tantas notícias de gente grudado em poste por aí…


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Por dentro de um adaptador/interface USB e Ethernet para tablet MOX

Este tipo de adaptador era usado em alguns dos primeiros tablets Android. Serviam tipicamente para conectar um teclado USB e um cabo de rede.

Note que não existe nenhum componente ativo. Tendo acesso ao conector você pode fazer seu próprio adaptador. Como eu ainda tenho esse adaptador, se houver real interesse eu posso tentar levantar o pinout.

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Note J17, que parece ser uma porta serial. Não sei qual a finalidade ainda.

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Por dentro do Reator fluorescente OSRAM EZ-TRONIC EZ-T/E 2×26/220-240

Não tenho nada a falar sobre este no momento.

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2 comentários
  • Apesar de ser OSRAM eu não gostei de três coisas.

    1) Made in China
    2) Usar lâmpadas de 26W
    3) Ser somente 220V

  • Marcio

    Osram já foi melhor.

    Perdi a confiança na marca depois que tive problemas com várias lâmpadas compactas deles.


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Por dentro de um hub USB de 10 portas

Eu tenho alguns desses que são idênticos por fora e “praticamente” idênticos por dentro. Naturalmente tem suporte apara alimentação externa pois dificilmente você poderia ter 10 dispositivos alimentados apropriadamente por uma única porta USB.

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As 10 portas são obtidas cascateando dois hubs USB. O chip da esquerda é um controlador de HUB USB 2.0 de 7 portas Terminus FE 2.1 [Product Brief]. A sétima porta não esta disponível e é usada para conectar o próximo chip, um controlador de HUB USB 2.0 de 4 portas Terminus FE 1.1s [Product Brief]. Com as seis portas usáveis do primeiro mais as quatro do segundo, temos 10 portas.

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No início eu disse que os hubs eram “praticamente” idênticos. Na verdade eles são de dois modelos diferentes e a única diferença entre eles é que um isola a alimentação externa do HUB por meio de um diodo schottky e outro coloca alimentação externa em curto com a alimentação da porta.

Eu discuto que diferença isso faz no meu post sobre o perigo de usar HUBS USB com alimentação externa.

Abaixo eu mostro as placas dos dois modelos. Veja o componente D0 no canto inferior direito de cada uma. Você pode “consertar” o hub de cima removendo o componente completamente (o hub só vai funcionar com alimentação externa) ou trocando-o por um diodo. Preferencialmente schottky.

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Por dentro do extensor de controle remoto OMEGASAT

Cobaia cedida gentilmente (ele nunca havia usado e já me deixou desmontar) pelo amigo José Carneiro.

Este aparelho é do tipo que injeta o sinal do controle remoto no cabo coaxial da antena.

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Digitalização da frente da caixa

 

extensor_controle_remoto_omegasat_caixa_fundo_640_ryan.com.br

Digitalização do fundo da caixa. Este é o único “manual” que acompanha o aparelho.

Abaixo uma cópia ampliada do diagrama. Entendê-lo é essencial para entender o papel de cada peça.

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Esta é a fonte e receptor/injetor. Note que não há quase nada dentro. Esta é a parte que fica perto da TV.

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O circuito é constituído por uma fonte linear, um receptor IR seguido por um oscilador retangular baseado em CD4011 cujo sinal é amplificado pelo transistor e injetado no cabo coaxial através de um circuito RC.

extensor_remoto_omegasat_diagrama_receptor_ryan.com.br

 

Por causa da presença do oscilador. que tem uma freqüência de saída fixa, aparelhos que usem freqüências de controle remoto “incomuns” não podem ser usados com esse extensor.

Detalhe do oscilador:

extensor_remoto_omegasat_diagrama_receptor_detalhe1_ryan.com.br

 

Detalhe do amplificador e injetor de sinal.

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EXTRATOR/EMISSOR

Isto fica junto ao aparelho que vai ser controlado. Geralmente um receptor de satélite.

 

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1 comentário

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Por dentro do videogame “9999999 in 1” ST-908

Videogame_ 9999999-in-1_ ST-908_DSC02510_700_ryan.com.br

Esta análise não está completa

Eu comprei esse videogame quebrado pelo equivalente a R$5 em um saldão porque se eu não conseguisse consertar ainda teria utilidade para os gamepads e outros componentes. Acabei descobrindo que ele praticamente foi construído para ser inutilizado com facilidade, com dupla função de armadilha, como você verá adiante. Eu também não esperava que ele fosse mais que “um brinquedo” para os padrões de hoje. E realmente não é.

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A placa superior é onde reside toda a inteligência do aparelho. A “CPU” está em uma bolha de epoxi por baixo. Pelo cabo à esquerda vem a alimentação de 5V e sai vídeo composto e o áudio, praticamente prontos para conectar a uma TV (bastam dois resistores).  A placa de baixo é só um adaptador para conectar os gamepads.

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Quase toda a placa da esquerda é um conversor de RF que você poderia usar isoladamente caso o resto do videogame não servisse mais (não testei em que canal transmite nem a qualidade ainda).

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Restam uns poucos componentes dedicados à alimentação e foi aí que ocorreu o “defeito” do video game. Numa rápida inspeção visual já deu para ver o transistor Q1 (à esquerda) estourado. Por sorte ainda dava para ver o código: S8050, un NPN de uso geral. Checando as ligações constatei que ele era parte de um regulador transistor series e parecia ser a única peça danificada.  Todo o videogame é alimentado pelos 5V que saem desse regulador.

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Ao prosseguir com a verificação de rotina na continuidade me deparei com algo inusitado: a polaridade da alimentação é invertida, com negativo no pino central.

O aparelho não estava com a fonte original e o fabricante estava realmente falando sério quando escreveu no fundo do aparelho: “Exclusive AC adaptor”.

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No shit Sherlock! É exclusivo mesmo! Se você usar qualquer outra fonte de alimentação queima o videogame. E se você usar a fonte do videogame em outro aparelho, provavelmente vai queimar esse aparelho. Esse problema era relativamente comum há uns 20 anos mas a coisa já havia se padronizado e há pelo menos 15 anos eu não via um aparelho ou fonte com uma polaridade diferente do que foi definido como “normal” pela indústria.

Não é surpresa que o transistor de entrada estivesse estourado. Eu provavelmente teria queimado esse aparelho também se ele já não estivesse queimado quando o peguei.

Com a substituição do transistor por um 2N3904 (o 2N3904 suporta apenas 200mA, contra 500mA do S8050, mas explico a decisão adiante) o problema foi resolvido. Eu não notei isso a princípio e achei que havia ainda algo errado porque para meu azar eu consegui pegar, no meio de dezenas de cabos RCA em meu estoque, justamente um que parecia fisicamente perfeito mas estava quebrado. Como o videogame não dá nenhum sinal sonoro ou visual de que está funcionando foi preciso constatar com o osciloscópio que havia um sinal típico de vídeo composto sendo gerado para eu “me tocar” e testar o cabo. Arghhhh!

Claro, eu desfiz a armadilha, modificando a placa para usar fontes de alimentação com polaridade “normal” (positivo no pino central). E coloquei um LED para pelo menos ter uma indicação de que o aparelho está ligado. Há espaço interno o bastante para instalar um pequeno alto-falante e um amplificador baseado em LM386, o que daria um “feedback” mais claro de que o aparelho está funcionando e uma independência limitada, mas não sei ainda se esse brinquedo vale o trabalho.

Apesar do video game dizer que a fonte é de 9V, pelo design do regulador qualquer fonte de 7.5V (testado) desde que forneça pelo menos 250mA, deve servir. Fontes de mais de 9V também, entretanto vai ficando mais fácil você queimar o transistor. O S8050 tem uma dissipação máxima de 0.3W. Usando uma fonte de 9V para produzir 5V, a corrente precisa ser de no máximo 70mA ((9-5)*0,07=0,28W) antes de exceder a capacidade máxima do transistor.

E de fato, ao medir a corrente com o aparelho em uso eu medi 60mA (240mW no transistor com uma fonte de 9V). O que está perigosamente perto do limite do transistor. Colocar uma fonte de 12V queimaria o transistor em segundos, mas eu posso tranqüilamente usar o 2N3904.

 

 

O gamepad

Apesar do videogame parecer um nintendo pirata, o gamepad parece mais com o que se espera de um de Genesis/Megadrive, com seu conector de 9 pinos. Mas tem mais botões que os do Megadrive, por isso não estou certo de que o chinês tenha garantido alguma compatibilidade aqui.

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O cabo original é muito curto e frágil, mas como o conector é um DB9 padrão de porta serial do PC fica fácil construir um novo. O único problema fica por conta da proximidade entre os conectores no aparelho, que não permite o uso de dois gamepads se você usar um plug DB9 “normal” com as abas de parafusar.

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O gamepad por dentro:

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O pinout é o seguinte:

BC 2
MR 4
AZ 3
AM 8
LR 6

O controle direcional também é muito frágil. Dos três gamepads que consegui, dois estavam com o direcional quebrado.

O cartucho

O videogame tem um slot que parece ser o slot padrão Nintendo japonês (Famicom) com 60 pinos e vem com um cartucho que também parece com um cartucho de Famicom. A etiqueta no cartucho sugere que ele venha com o obsceno número de 9999999 (sim, quase dez milhões) de jogos.

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Eu que não acredito nem em “CD ROM de 50x” apenas fiquei curioso para saber quantos jogos ele teria de verdade. Não passam de 20. E todos são bem fraquinhos para os padrões de hoje. Afinal trata-se de uma versão pirata de um videogame lá da primeira geração (não estou contando com “pong”, claro).

O circuito dentro do cartucho é minúsculo:

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Dá até vontade de usar a placa sem o cartucho, mas…

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… o console não fecha. O risco de alguém forçar e quebrar a tampa é grande se você deixar assim.

videogame_ST-908_console_cartridge_board_DSC02616_ryan.com.br

 

5 comentários
  • VR5

    Muito novo para mim: eu sou do tempo ainda do Atari 2600 e do (ainda mais antigo!) Telejogo II… ainda tenho os 2 em algum lugar do sótão… :)

  • Saulo Benigno

    Videogame DLK?

    Cadê fotos do controle? Cadê fotos dos jogos? Agora fiquei curioso, tem como conseguir uma lista dos jogos que vem nele? :)

    • Eu posso conseguir essas imagens, mas eu lhe asseguro que esse videogame geralmente é desperdício de dinheiro. Eu tenho agora uma dezena de consoles (apenas um cartucho) mas saíram por menos de R$5 cada e por esse preço dá para aceitar as limitações.

  • Incluí mais 12 fotos. Do console, do gamepad e do cartucho.

    • Saulo Benigno

      Muito bom :)

      Falta agora só telas da lista de jogos, de alguns jogos, deve ter algo assim na internet. Qual será o modelo dele original?


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Por dentro do localizador de satélite 8DTEQ DSM Gifted

Este é um localizador compatível com DVBS2, ou seja, pode localizar o sinal de satélites da GVT/VIVO e OI, que não podem ser vistos por um localizador compatível apenas com DVBS.

Caso alguém precise de detalhes que não são visíveis nas fotos, peça, que eu  eu tenho fotos mais detalhadas.

 

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O aparelho tem duas placas, a do display e a receptora.

Placa receptora por cima

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A esquerda vemos a porta USB, usada para atualização do aparelho, e abaixo a saída de vídeo e porta serial em um mesmo conector P2. Infelizmente não consegui decifrar como a porta serial funciona pois esse aparelho vem com um cabo serial específico que não chegou às minhas mãos. O chip embaixo é um CD4053 e não sei o propósito de J8.

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À direita temos a “pegada” de um jack ethernet. No centro a memória RAM e à esquerda o cérebro do aparelho.

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Seção de alimentação. O aparelho tem bateria e é alimentado por 12V. Os chips do centro e direita são conversores DC-DC chaveados Techcode TD1583 [datasheet] e o da esquerda é um AO4407A [datasheet] (30V p-channel MOSFET).

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O chip da esquerda parece ser um AO4407A. O do centro, marcado como U12, parece estar raspado porque não consigo ler nada nele.

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O chip no centro é um MPS1213. Não tenho certeza do que seja ainda.

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Placa receptora por baixo

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O conector branco é onde a bateria é ligada. Todos os chips de 8 pinos são AO4407A.  O do centro é um CI de proteção de bateria S-8254AA [datasheet]. E o mais comprido parece estar raspado.

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No centro, a memória flash. À direita o chip está marcado “4558D”, que é um famoso duplo amplificador operacional, mas não sei o que um op-amp estaria fazendo aí.

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Por baixo da placa do display, que não retirei do lugar. Note que o dissipador ao fechar a caixa deve repousar sobre a CPU e a RAM do aparelho.

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Automatizando um bebedouro de água mineral. 2a parte: modificações

Não deixe de ler o post anterior sobre este meu projeto.

Eu não sei quanto a todos os bebedouros, mas o meu tem um colar removível de plástico que tornou a adaptação espantosamente simples. Eu usei o colar como molde para recortar um pedaço de isopor de 15mm de espessura ou mais.

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Ao recortar, com um estilete ou faca afiada, você deve fazer maior que a marcação, porque o isopor vai ficar encaixado no colar por pressão.

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Ensaque o disco de isopor em plástico. Eu usei uma daquelas bolsas de cozinha que você compra em rolos.

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Encaixe o o disco ensacado no colar.

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Abaixo, a razão para você plastificar o isopor. Depois de meses de manuseio sem estar completamente plastificado (eu havia revestido apenas embaixo, onde ficava em contato com a água), é assim que vai ficar:

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No entanto, se quiser que fique “bonito” você também pode usar fita adesiva larga ou mesmo adesivo Contact (que muita gente chama de “papel contato” por razões que não consigo imaginar) para plastificar o isopor.

Você precisa perfurar o isopor em diagonal para pode passar o tubo de entrada da água. Para isso uma caneta esferográfica serve. As fotos não mostram, mas se tiver usado um saco para proteger o isopor antes de perfurar você deve reforçar o plástico nos pontos de entrada e saída da caneta com fita adesiva. Isso vai evitar que o revestimento se esgarce e vai manter os furos corretamente posicionados com o furo no isopor.

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Se prestar atenção você verá o reforço de fita adesiva que coloquei no fundo.

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Detalhe do tubo saindo da bomba…

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… e depois saindo do outro lado do isopor. Você deve manter esse tubo tão alto quanto for prático para você. Se ele ficar muito baixo e o bebedouro tiver qualquer propensão à formação de gelos nas paredes, a saída de água poderá ficar bloqueada pelo gelo.

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Também por causa da formação de gelo eu decidi colocar o sensor de nível no centro do disco. No meu primeiro protótipo eu coloquei o sensor na periferia do disco mas o gelo, flutuando ou não, encostava nele e criava problemas.

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O sensor usado foi um destes:

E usei um módulo de relê semelhante a este para fazer o acionamento do motor:

No meu protótipo atual eu uso um Arduino para ler o sensor e acionar o relê, mas isso não é indispensável. Outro dia eu falarei mais sobre a parte elétrica.

4 comentários
  • Caceta! Usar uma arduino pra acionar UM RELE foi matar pulga com bomba nuclear! Bastava um simples transistor NPN, um resistor, um diodo e o relé, monta naquelas plaquinha universais furadinhas e pronto. :)

    • Eu usei o arduino para implementar histerese. Mas depois eu notei que não era realmente necessário porque a superfície da água é relativamente estável e o sensor de nível não dá rebotes significativos. O motor só fica dando repique quando alguém esbarra no bebedouro. Depois o arduino seria utilizado para medir a temperatura da água e detectar que a água do garrafão acabou com um sensor de fluxo. Mas ainda não implementei nada disso.

  • Alias, olhando com mais atenção, apenas esse módulo com relé que você esta segurando basta!

    Tudo vai depender de como é a sua bóia de nível. Se ela abre quando está cheio, basta ligar ela fechando o +Vcc ao pino IN da placa.

    Se a bóia fecha quando cheio, coloca um resistor de 4K7 do +Vcc ao pino IN, o sensor do pino IN ao GND.

    Pronto, guarda o arduino pra outra coisa que precisa de processamento.

    B)

    • Eu tenho uma centena (sem exagero) de arduinos à minha disposição. Para mim é mais fácil e rápido dar o pontapé inicial em uma idéia qualquer com um arduino (ou um ESP8266, que também tenho às dezenas) do que montar circuitinho.


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A relação entre o erro STOP 0x0000000A (IRQL_NOT_LESS_OR_EQUAL) e o Avast

Ontem, manhã de uma segunda, um cliente empresarial me chamou reportando que quatro dos seus computadores, em três departamentos diferentes, estavam dando erro de tela azul e reiniciando o tempo todo.  De cara eu achei a lista “curiosa” porque eram justamente todos os computadores que eu havia preparado com instalação completa, do zero, em uma mesma semana do mês passado. Todos eles com Windows 7 SP1 + Convenience Rollup. Meu melhor palpite era de que o próprio Windows tivesse reativado as atualizações automáticas (eu deixo desligado) e um novo driver instalado estivesse causando isso.

Mas chegando lá logo constatei que nenhuma máquina tinha a opção de atualizações automáticas ativa e nada havia sido atualizado pelo Windows recentemente. O erro era o STOP 0x0000000A (IRQL_NOT_LESS_OR_EQUAL), mas não havia indicação clara do que o provocava. Abri a Recuperação do Sistema, escolhi o penúltimo ponto de recuperação e olhei que programas seriam afetados se eu fizesse a restauração do sistema para aquele ponto. O que havia em comum entre todos esses computadores é que aparecia na lista o Avast 17.2.2288.

Experimentei desativar o Avast e o problema desapareceu.

Verifiquei se havia alguma atualização disponível para o programa e o próprio Avast reportou que era a versão mais recente disponível.

Eu fiquei com uma pulga atrás da orelha. Mais curioso que ser o antivírus provocando o problema (o que não é novidade) é o fato do problema ter ocorrido semanas depois de eu ter instalado o programa. Ou o Avast está atualizando drivers automaticamente, coisa que não fazia em versões anteriores, ou alguma outra coisa recém instalada está em conflito com o Avast. E essa coisa pode ser um malware.

Como eu precisava atender outra urgência em outra empresa deixei assim e hoje vou voltar lá para investigar melhor o problema.

 

3 comentários
  • Logo depois de publicar o texto eu lembrei de que desativara o Avast com a opção “até reiniciar o computador” e esqueci de explicar aos usuários como manter assim, o que significava que passando das 9h da manhã eu já deveria ter recebido um telefonema da empresa informando que o problema voltara. Intrigado, telefonei para os usuários, que disseram que o problema não tinha voltado a ocorrer. Mas a segunda usuária com quem falei, espantosamente, estava mais bem informada do que eu e disse que ontem à tarde havia lido em um grupo do facebook uma matéria do olhar Digital informando que o problema era mesmo no Avast.

    Após desligar fiz uma busca e encontrei a matéria, que indica que a Avast reconheceu o problema e que este já foi resolvido.

    Ou seja: o problema foi provocado por uma maldita atualização automática, só que desta vez do Avast, que agora está atualizando o programa sem permissão explicita do usuário.

  • Gregório Pires

    Não é de hoje que o Avast faz essas “presepadas”. Essas instalações de drivers próprios a nível de kernel que ele faz bagunçam todo o sistema, precisa manter a atualização do software principal no manual e só atualizar de tempos em tempos. O nível neurótico de atualizações de versões e sub-versões parece um mecanismo para justificar o valor pago para usuários pagantes (os quais parecem não se conformar com software funcionando bem durante um ano sem mexer, precisam “haver atualizações” que justifiquem o pagamento).

    • Exato. Existe uma “mentalidade” de que o software só é bom se tiver atualizações freqüentes, quando é possível argumentar que é justamente o oposto!


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