Tentei gostar de Rogue One: A Star Wars Story, mas não deu.

Novamente eu vou no sentido oposto da maioria. E é bom lembrar que eu considero que perdi meu tempo e dinheiro com The Force Awakens

A idéia geral é interessante e podia ter dado um filme realmente bom, mas o que vi tem tantos problemas de roteiro, elenco e direção que não deu mesmo.

O que gostei de ver:

  • O robô K-2SO;
  • O “jedi” e seu companheiro;
  • O filme consegue dar uma explicação convincente para a estrela da morte ter uma vulnerabilidade ridícula que foi motivo de piada por décadas. Pena que terão que fazer outro filme inteiro só para explicar (mal) os problemas deste;

Pelos pontos acima já consegue ser melhor do que The Force Awakens.

O que me incomodou:

  • Felicity Jones não me convenceu como mulher durona;
  • Ignorando a atriz, o personagem dela precisava de muito mais desenvolvimento para me convencer;
  • Ora, de um modo geral não há desenvolvimento de personagens no filme;
  • Um exemplo de quando tentaram desenvolver um personagem e  deu errado é que gostaria de que o roteirista tivesse encontrado um jeito melhor de demonstrar que o capitão Cassian era durão e comprometido com a causa do que ver ele matar um informante (aliado!) indefeso a queima roupa;
  • Não há explicação para Jyn estar sendo transferida da prisão;
  • Não é dada explicação para Jyn ter agredido quem estava tentando resgatá-la. A idéia é estúpida por mais de uma razão. Ela não esperou para ver o que a esperava do lado de fora do blindado, não pegou uma arma antes de correr…
  • Iniciando no exemplo acima, logo no início do filme Jyn é apresentada como um animal raivoso para logo em seguida tentarem nos convencer de que ela é racional e ao longo do filme de que é praticamente uma líder militar, com discurso e tudo!
  • Um robô numa missão de resgate não precisa ser tão violento com o resgatado, mesmo quando este não coopera. Como regra geral nesses casos usa-se força excessiva quando você não sabe que força é o suficiente. Um robô como K-2SO sabe. Seria convincente um homem ter feito aquilo mas no caso de uma diferença tão grande quanto entre um robô como K-2SO e uma garota desarmada? Quando K-2SO jogou Jyn no chão eu pensei “caramba, não bastava continuar segurando ela no ar pela gola da camisa?”;
  • A razão dada por Saw para ter abandonado Jyn não me convenceu. O que ele fez com ela (abandoná-la dizendo “espere por mim que eu volto”, sem ter intenção de voltar) não se faz nem com um cachorro;
  • Eu não estava entendendo por que aquele comandante do império que esculachava o diretor Krennic era exibido tão proeminentemente na tela e parecia tão “esquisito”. Desde a primeira cena me pareceu que o diretor do filme queria mostrar alguma coisa e fui até o final com uma pulga atrás da orelha sem saber o que era, até pesquisar e descobrir que o diretor queria exibir a capacidade da equipe de efeitos especiais de recriar um (outro) veterano de Star Wars morto. Aquela era a versão digital de Peter Cushing, o último ator a representar o Grand Moff Tarkin. Eu imagino que os fãs viram a cena e bateram palmas mas eu não sou fã e fiquei me perguntando porque um personagem secundário (talvez nem isso) estava tendo tanta atenção;
  • A rapidez com que Jyn perdoou a aliança rebelde pela morte de seu pai foi brochante decepcionante. Eu entendo que havia uma questão mais importante a ser resolvida, mas ver ela agir logo na cena seguinte como se nada tivesse acontecido…
  • A coincidência da equipe de inspeção contar com uma pessoa que vestia justamente o número de Jyn foi um momento facepalm muito grande. Isso era tão evidente que quando a equipe entrou eu pensei: essa figura de preto tem o tamanho e se move como uma mulher…
  • Como é que ninguém além de um jedi cego enxerga aqueles tanques de quatro patas (walkers) chegando?
  • A sala do arquivo é protegida por uma porta de cofre impenetrável, mas no andar de cima tem uma porta comum que também dá acesso;
  • Parte dos rebeldes, incluindo o piloto, morreu para (veja se você consegue acompanhar) estabelecer uma comunicação com a frota que dizia que a frota precisava destruir o escudo do planeta para que eles estabelecessem a comunicação com a frota;
  • Quando as naves da aliança aparecem ao alcance de uma pedrada qual é a primeira coisa que o comandante do destróier imperial faz? Eu escreveria “atirem! ATIREM!”, mas o que o roteirista do script de um milhão de dólares escreveu? “Entre em contato com o almirante Gorin imediatamente!”. E em várias cenas seguintes nós vemos os dois destróieres sem fazer um disparo sequer;
  • Se eu tivesse gostado do filme eu poderia ignorar e até dar risada da lendária má pontaria dos stormtroopers mas… eu não gostei;
  • Se eu tivesse gostado do filme poderia muito bem ignorar os problemas de física como um nave pequena como a Hammerhead Corvette ter empuxo suficiente para fazer um destróier imperial destruir outro numa distância tão pequena. Acho que por um estar “embaixo” do outro (não existe isso no espaço) a audiência deve imaginar que um destróier”caiu” no outro, E depois os dois “caem” convenientemente  no campo de força. Mas eu não gostei do filme então não dá para deixar isso passar;
  • O destróier de Darth Vader está parado do lado da nave-mãe da aliança rebelde, mas mesmo assim a princesa foge debaixo do nariz (literalmente?) de Vader. E devagarinho. O roteirista sequer tentou enrolar a audiência com um salto no hiperespaço;
  • Eu não estou certo de que a presença da princesa naquela batalha seja justificável. Quanto mais eu penso nisso mais acho ridículo;
  • O filme parece uma paródia tamanho o excesso de complicações e armadilhas absurdas e desnecessárias no roteiro, como:
    • A necessidade de remover a fita do arquivo manualmente quando sua posição podia ser determinada automaticamente. E num mundo onde robôs andam e falam como humanos;
    • A armadilha no topo da sala do arquivo. Quando eu vi essa eu juro que me perguntei se o roteirista não estava fazendo uma paródia da paródia de Star Trek Galaxy Quest;
    • A necessidade de alinhar a antena manualmente.

E olha que eu não estou sendo minucioso. Isso foi o que me incomodou enquanto eu assistia ao filme.  Se eu der uma segunda passada realmente querendo ser chato devo poder captar muitos outros problemas.

 

 

3 comentários
  • Eduardo

    Os minutos finais com Darth Fucking Vader indo pro pau foi melhor que o prequel inteiro. Adorei o filme, ignorei alguns pequenos vacilos e me diverti muito.
    Superior ao ep VII sem dúvidas.

  • Paulo Bonfim

    Jefferson,

    de forma geral gostei do filme, mas algumas inconsistências que você apontou foram as extensas refilmagens e cortes no filme para adequá-lo ao padrão Star Wars (Disney) e o famigerado PG-13. Prometeram um filme de guerra, mas entregaram filme pobre de ação e só.

    • Sim, vários problemas podem ser eliminados simplesmente criando uma “versão estendida”. Buracos como a razão para Jyn estar sendo transferida podem ser tapados em pelo menos dez segundos de diálogo. Bastaria terem dito a Jyn “como foi difícil introduzir a ordem falsa de transferência dela no sistema da prisão” ou algo assim. Eu teria ficado satisfeito.

      Mas para outras coisas teriam que criar “uma versão alternativa”, deletando e inserindo cenas.


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Fantastic Beasts and Where to Find Them (2016) é inacreditável.

Sim, é inacreditável que J.K. Rowling, que admiro por ter escrito o intrincado mundo de Harry Potter e sua espantosamente bem amarrada saga de três mil páginas (quatro mil na edição britânica), possa ter escrito algo tão “sem pé nem cabeça” quanto o roteiro de Animais Fantásticos e Onde Habitam.

Por onde começar?

Logo nos primeiros minutos eu fiquei incomodado com o filme por parecer excessivamente tolo mas dei uma pausa, fui tomar um café, respirei fundo e continuei. Parou de parecer excessivamente tolo alguns minutos depois para parecer apenas tolo.

Temos uma presidente da nação mágica dos Estados Unidos que se comporta como Trump de forma a ser indigna do cargo. Depois de, com testemunhas, se recusar a ouvir o alerta de uma ex-auror (ainda se fosse ex-contadora, ex-escriturária, ex-faxineira, mas uma ex-auror!), quando a me**da atinge o ventilador, ela sentencia essa mesma ex-auror à prisão por  não ter dado o alerta? Diante de todo o congresso bruxo? Uma mulher está na presidência mas o mundo bruxo ainda está na idade média? Naquele momento ela pareceu mais a Rainha de Copas de Alice no País das Maravilhas com sua famosa frase “cortem suas cabeças!” do que a líder de uma nação democrática.

Uma ex-auror e o irmão de um herói de guerra são sentenciados à morte minutos depois por um tribunal de um só homem?

Newt Scamander, que não é apresentado nem nos livros nem no filme como um bruxo especialmente capaz ou brilhante, resiste sem grande dificuldade a um dos bruxos mais poderosos da história (o mais poderoso da época) [1], que não tem dificuldade alguma para duelar com dezenas de aurores no final? E quanto a Tina? Ainda que Graves quisesse continuar fingindo ser “do bem” ele tinha uma desculpa perfeita para matá-la: ele já a havia oficialmente condenado à morte e ela era uma fugitiva da sentença. Mas misteriosamente Tina sobreviveu ao duelo. E Graves pareceu não poder vencê-la.

E eu prefiro nem perder tempo com os detalhes menores. O filme todo parece uma grande desculpa para o departamento de efeitos especiais de um estúdio qualquer se exibir. E ainda assim os efeitos não são grande coisa.

E para completar, não consegui simpatizar com o personagem principal e sua mistura de tímido, anti-social e retardado. Talvez o resultado de uma boa atuação de Eddie Redmayne, porque seu personagem afirma mesmo ser “difícil de aturar”:

Kowalski:
Bem, estou certo de que as pessoas gostam de você também, hã?

Scamander:
Não realmente, não. Eu irrito as pessoas.

E a atriz que fez Tina também não me convenceu. Só se salva mesmo a Queenie (Alison Sudol). Realmente dá para entender por que os homens ficam sem fôlego perto dela.

Mas eu certamente estou em minoria, pois o filme é sucesso de público e crítica e já anunciaram que no mínimo vai virar trilogia, mas pode chegar a cinco filmes! Arghhhh!

[1] Correção: o mais poderoso é provavelmente Dumbledore, que está vivo nessa época. Ele e Grindenwald foram amigos.

 

 

 

 

 

2 comentários
  • VR5

    Boa noite. Gostas de filme de terror? Se sim, te recomendo: http://www.imdb.com/title/tt3235888/

    • Eu gosto dos temas, acho as estórias interessantes, mas não tenho “estômago” para assistir. Para você ter uma idéia, não terminei de assistir a Bastardos Inglórios por não agüentar a tensão crescente do filme. Imagine só me prender numa cadeira e me obrigar a assistir a Jogos Mortais ou O Chamado…


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O fórum do IMDB já está fazendo falta

Em 20 de fevereiro o IMDB, que pertence à AMAZON faz tempo logo falta de dinheiro não deve ser o motivo, encerrou a atividade do fórum e aparentemente deletou mais de uma década de discussões sobre filmes. Para mim é o começo do fim do site, porque hoje eu preferia consultar a Wikipedia e só visitava a página do filme no IMDB pelas discussões, que são proibidas na enciclopédia. Então eu não tenho mais qualquer razão para visitar o IMDB.

Uma decisão vergonhosa. Deveria haver uma “lei” (não necessariamente de um governo) que impedisse administradores de fóruns de simplesmente deletar anos de discussão. Quer fechar o fórum por qualquer razão? pelo menos faça o upload do banco de dados com as mensagens para um servidor público. Assim pelo menos não se perde uma década de informação e qualquer empreendedor pode começar de onde você parou.

 

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O que salva Arrival (2016) é a surpresa.

Assim que eu ouvi o primeiro minuto do filme eu sabia que havia algo ali importante para compreendê-lo, mas o diretor conseguiu me entreter e manipular minha a atenção o bastante para que eu esquecesse completamente de tentar encaixar as peças e me surpreender no fim. Eu gostei disso. Mas não sobra muito mais do filme que isso.

O principal problema que vejo é que mesmo colocando o chapéu da suspensão de descrença para poder apreciar um filme que trata de “tempo”, o enredo ainda é difícil de engolir. Então uma avançada raça alienígena com percepção aparentemente ilimitada do passado e futuro (eles sabem o que vai ocorrer daqui a 3000 anos) e que aparentemente é capaz de se mover pelo tempo/espaço (a forma como as naves vão embora) não sabe como se comunicar com os terrestres? Não é porque usar o conhecimento do futuro seja proibido no presente, porque é exatamente isso que Louise faz. Isso era parte da estratégia para fazer a humanidade colaborar? Talvez, mas certamente existiam meios mais eficientes e sobretudo mais inteligentes de se fazer isso já se comunicando diretamente em inglês, chinês, português, árabe ou o que quer que seja. Afinal, a “colaboração” quase deu muito errado justamente por um problema de comunicação. E nada se ganhou com isso.

E por mais que você tenha um conhecimento privilegiado [1] a idéia de um estranho, por telefone, convencer um comandante militar a mudar de idéia sobre um assunto de segurança nacional em trinta segundos é risível. Se a conversa tivesse sido pelo menos por videoconferência e já tivesse sido estabelecido que o general ao menos conhecesse o background da doutora, removendo o problema do “total estranho que pode ser um inimigo tentando obter uma vantagem” essa parte seria mais verossímil.

[1] 13/03/2017 – Relendo o post percebo que isso ficou ambíguo e alguém pode interpretar que estou me referindo a mim (HA!). Estou me referindo ao conhecimento privilegiado (ver o próprio futuro) da doutora Banks, que para mim não é o suficiente para alcançar tal feito.

26 comentários
  • Snow_man

    Concordo plenamente; eu normalmente assisto pela diversão, sem prestar tanta atenção a detalhes, como todo bom cinéfilo faz, mas esse filme é daqueles que fica tudo meio sem pé nem cabeça.

    Tanto é que existem vários canais de filmes no youtube que fizeram um vídeo de crítica, e a maioria incluiu uma explicação do final, ou fez um segundo vídeo somente com a explicação.

    E eu pensei que já tinha visto muita doideira :dashhead1: em Interestelar rs.

  • Saulo Benigno

    Mas, o comandante militar, o general lá do final também tinha o “poder” ele podia ver o futuro/passado/presente ele sabia o que estava acontecendo. Estava já esperando ela.

    • Não, ele não tinha. Esse é o problema. Depois de mostrar o telefone a Louise o general diz: “Eu não digo que saiba como sua mente funciona, mas eu acredito que era importante para você ver aquilo”. Se ele tivesse o poder, ele saberia.

      Eu não sei o que dizem as legendas em português, mas no diálogo original não há qualquer dica de que alguém mais tenha o poder além de Louise.

      • Rubens

        O lider chines estava esperando a doutora sim, isso é explicitamente dito no filme… E mesmo sem entender muito bem porque, ele SABIAque tinha que passar para ela o numero do telefone dele e ditar o que ela deveria dizer para ele no passado para que ele interrompesse o ataque aos aliens.

        Mais uma coisa: voce disse que os aliens deveriam ter chegado aqui falando ingles e que por nao terem feito isso a “colaboração” quase deu muito errado justamente por um problema de comunicação. ERRADO! Como para eles o tempo é nao-linear, é obvio que os aliens ja sabiam que nao daria errado. Simples.

        Na verdade, eu considero o roteiro muito bem arrumadinho e tudo é muito bem explicadinho para quem presta atencao (e, claro, assume que o tempo pode ser nao-linear).

        • O lider chines estava esperando a doutora sim, isso é explicitamente dito no filme…

          E quem aqui disse que não estava?

          E mesmo sem entender muito bem porque, ele SABIAque tinha que passar para ela o numero do telefone dele e ditar o que ela deveria dizer para ele no passado para que ele interrompesse o ataque aos aliens.

          Nada diferente do que eu disse.

          Mais uma coisa: voce disse que os aliens deveriam ter chegado aqui falando ingles e que por nao terem feito isso a “colaboração” quase deu muito errado justamente por um problema de comunicação. ERRADO! Como para eles o tempo é nao-linear, é obvio que os aliens ja sabiam que nao daria errado. Simples.

          Isso “explica, mas não justifica”. Isso aí serve como desculpa para literalmente qualquer coisa! Até o ato mais estúpido, logo é um dispositivo de narração que deveria ser usado com extremo cuidado e do jeito que foi usado eu não aceito.

  • Rubens

    Toda a historia do filme Arrival é crucialmente baseada na premissa que os humanos TEM que aprender a linguagem dos aliens, para poder evoluir como raça. A linguagem é a chave de tudo, é o “gift” dos aliens para os humanos!

    POR ISSO eles forçam os humanos a aprender a linguagem, e de forma colaborativa (g*vernos distintos precisam trabalhar em conjunto). E é preciso concordar que essa forma de aprender a linguagem traz um resultado bem diferente do que seria chegar na Terra e anunciar: “voces tem que aprender a linguagem”.

    Alem disso, trata-e da linguagem universal que “todos” falam, os humanos na Terra é que sao diferentes.

    Na verdade entender o filme começa por compreender que a linguagem universal tem que ser aprendida. Como é explicado pelos personagens (a hipotese de Sapir-Whorf), a linguagem que voce fala afeta a forma como voce pensa, como voce raciocina, enfim afeta a forma como o seu cerebro funciona. Ao aprender uma nova linguagem, voce passa a pensar de forma diferente.

    O ponto do filme é esse: ao aprender a linguagem dos aliens, o cerebro dos humanos começa a funcionar de forma diferente e passa a perceber o tempo nao mais de uma forma linear. Entao essa linguagem é o “gift” (presente) que os aliens vieram trazer para a humanidade poder evoluir e vir a ajudar os proprios aliens no futuro.

    Ao aprender a linguagem, o cerebro da doutora Louise (que ja era mais evoluido) se liberta das amarras de so conseguir enxergar o tempo como algo linear… Aí ela consegue dizer hoje ao lider chines algo que foi ele mesmo quem disse a ela no futuro e talz, ou seja, acontecimentos encadeados de forma totalmente nao-linear… É isso!

    (por sinal, Ryan, prazer reencontrar vosso site, ha anos atras eu ate era registrado, para acompanhar os papos de software para os processadores Mediatek usados pela Pioneer e outros para, entre outras coisas, implementar a reproducao de midia digital (AVI, MPEG, etc.), controlar o uso de legendas e etc. Bons tempos.

    • Toda a historia do filme Arrival é crucialmente baseada na premissa que os humanos TEM que aprender a linguagem dos aliens, para poder evoluir como raça. A linguagem é a chave de tudo, é o “gift” dos aliens para os humanos!

      Correto e não disse nada que se oponha a isso.

      O ponto do filme é esse: ao aprender a linguagem dos aliens, o cerebro dos humanos começa a funcionar de forma diferente e passa a perceber o tempo nao mais de uma forma linear. Entao essa linguagem é o “gift” (presente) que os aliens vieram trazer para a humanidade poder evoluir e vir a ajudar os proprios aliens no futuro.

      Correto. Cientificamente absurdo mas correto e aceitável em uma obra de sci-fi.

    • (por sinal, Ryan, prazer reencontrar vosso site, ha anos atras eu ate era registrado, para acompanhar os papos de software para os processadores Mediatek usados pela Pioneer e outros para, entre outras coisas, implementar a reproducao de midia digital (AVI, MPEG, etc.), controlar o uso de legendas e etc. Bons tempos.

      Já faz tanto tempo que parece que foi em outra vida… :)

    • oops… cometi um erro de citação lá em cima que vou apagar. O correto é:

      Alem disso, trata-e da linguagem universal que “todos” falam, os humanos na Terra é que sao diferentes.

      Por favor cite a parte do filme que deixa isso claro.

      • Rubens

        Rubens:
        > Alem disso, trata-se da linguagem universal que
        > “todos” falam, os humanos na Terra é que sao
        > diferentes.

        Jefferson:
        > Por favor cite a parte do filme que deixa isso claro.

        Tem razao, no filme a unica parte que toca nisso é o titulo do livro da Dra. Louise (algo como “The Universal Language”).

        • Obrigado por esclarecer. Eu nem lambrava mais do título do livor. A única coisa que ficou fixa na minha mente é o que está escrito na segunda página: “Traduzindo Heptapod”

  • Rubens

    Mais uma coisa, o lider chines diz a Dra. Louise que ele nao sabe exatamente porque, mas ele “sente” que TEM QUE DAR o numero do celular pessoal dele para ela… POR ISSO ele precisava encontra-la naquela noite… A mente dele nao funcionava tao bem quanto a de Louise (provavelmente porque ela aprendeu muito mais a linguagem do que lideres do planeta), mas ele sabia que “algo” o impulsionava a fazer aquilo…

  • Vou tentar explicar meu problema com o filme de outra maneira.

    Este parece se basear em duas premissas mutuamente exclusivas

    a)Você não pode ou não deve usar informação do futuro não imediato para alterar o futuro imediato
    Exemplos:

    1)Os aliens sequer tentam se comunicar em uma língua terrestre. Um simples “vocês precisam aprender nossa linguagem”, repetido incessantemente, já me satisfaria.

    2)Os aliens não impedem a explosão, mesmo às custas da vida de um deles.

    b)Você pode e deve usar informação do futuro não imediato para alterar o futuro imediato
    Exemplos:

    1)Louise detém o ataque chinês com 30 segundos de conversa

    2)Basicamente, o resto do que Louise faz.

    • Correção: A conversa onde “um total estranho que pode ser um inimigo tentando obter vantagem” convence por telefone um comandante militar chinês a cancelar um ataque iminente leva exatos 55 segundos no filme.

      • Rubens

        Quanto à questao da Louise convencer o general chines “tao rapido”, isso nao é realmente um argumento. A gente nao fica sabendo exatamente o que ela conversou com o general, nem quanto tempo isso demorou… Durou 55 segundos no filme, mas voce nao sabe quanto tempo durou “na vida real” (dos personagens)… Em comparacao, os papos com os aliens demoraram meses, entretanto na tela se passam apenas alguns minutos tambem.

        Ela pode primeiro ter se apresentado a ele, dito que era a interprete americana com os aliens, explicado o que descobriu… tudo recheado com as exatas palavras que a esposa do general disse a ele ao morrer (palavras essas que o proprio general dita a Louise no futuro). E para a bela narrativa do filme, basta apenas a gente saber que o principal foram as palavras da esposa do general em seu leito de morte…

        Por ultimo, que nao se perca a perspectiva que algo a nivel MUITO pessoal impacta muito mais emocionalmente uma pessoa do que ate argumentos logicos… Falar sobre o momento da morte da esposa, pode muito bem ter impactado e dito muito mais ao general sobre o momento que a humanidade estava passando, fazendo-o parar para refletir melhor aquele momento, do que qualquer discussao estritamente militar sobre vida-e-morte, atacar ou nao atacar…

        Sao possibilidades reais, que talvez so quem ja passou pela perda de alguem que amava demais é capaz de entender com melhor clareza… Esse ponto do filme nao é logica, e sim de emocao.

        • Eu desisto de tentar argumentar com você. Sua percepção do que deve ou não fazer parte do script é muito diferente da minha.

    • Rubens

      Nao entendi de onde voce tirou essa premissa “a)”… Nao fica claro em nenhum momento do filme que “voce *NAO* pode/deve usar informacao do futuro nao imediato para alterar o futuro imediato”… Isso me parece ser por uma escolha dos aliens, e nao porque “nao pode”… Do mesmo modo que as autoridades/militares americanos nao querem atacar os aliens (nao porque “nao pode”, mas por uma escolha, ainda que baseada no medo do tamanho da retaliacao).

      [nota: antes que alguem argumente que os aliens foram atacados, no filme fica claro que se tratou da acao isolada de alguns soldados que estavam “assistindo televisao demais”, nao existiu uma ordem superior para que aquele explosivo fosse colocado na nave…]

      • Eu demonstro a validade da premissa com meus exemplos. Se a premissa é falsa, como você argumenta, e os aliens tem “free will” e assim podem escolher seu destino, as atitudes dos aliens não fazem sentido para a trama. Para as atitudes fazerem sentido para a trama, minha premissa precisa ser verdadeira.

        Na vida real você pode ter toda sorte de personagens agindo irracionalmente, mas em uma obra de ficção tudo tem que fazer sentido para a trama. Se o comportamento faz sentido do ponto de vista dos aliens, isso tem que ser explicado em algum lugar da trama. Dizer “isso foi uma escolha do personagem” sem que isso esteja na trama é “hand waving”.

        Imagine uma batalha entre humanos e aliens. No clímax, quando tudo parece perdido para os humanos, de repente os aliens se rendem. Aí os humanos comemoram mas ninguém explica porque os aliens se renderam e o filme termina sem essa explicação.

        Dá para dizer que do ponto de vista dos aliens a batalha estava perdida? Não, porque não foi explicado no filme.

        • Oops, minha última frase saiu incompleta. O correto é isto:

          Dá para dizer que não há nenhum problema com o filme porque do ponto de vista dos aliens a batalha estava perdida? Não, porque não foi explicado no filme.

        • Rubens

          Bom, neste caso filmes como 2001 (e isso apenas para ficar no terreno sci-fi) devem ser uma completa bleosta em sua opiniao, ja que em suas premissas, filme que nao é bem explicadinho e bem mastigadinho, inclusive nos detalhes que nem importam, assim como filmes que preferem deixar alguma coisa para o proprio espectador imaginar e depois discutir, nao prestam…

          Voce nao quer um filme para pensar, quer filmes que pensem por voce (e entreguem um resultado todo mastigado)… (bom, pelo menos voce afirmou que nao gosta quando o roteiro nao explica um detalhezinho).

          Nao vou dizer que eu gosto de finais totalmente abertos (o de Arrived nao é), nisso nós dois concordamos… Mas IMHO Arrived explicou ate demais, o diretor optou por mastigar mais do que o necessario para minimamente fazer o espectador entender o filme… Tá de bom tamanho.

          • Rubens, usar argumentos especulativos a respeito do filme já estava bastante ruim. Agora você está especulando a meu respeito

            Seus próximos comentários serão rejeitados.

            • Novamente engoli parte do texto. A primeira frase deveria ter saído assim:

              …usar argumentos especulativos para afirmar que estou errado a respeito do filme já estava bastante ruim.

  • Rubens, não perca seu tempo. Todos os seus comentários estão sendo deletados automaticamente pelo sistema e mesmo que você passe pelo filtro, deletarei o comentário sem lê-lo.


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Ghost In The Shell (1995)

O maior problema desse filme é conseguir entendê-lo, E não é porque a trama seja especialmente complexa mas porque a menos que você entenda japonês vai ter dificuldade porque é difícil encontrar uma legendagem que faça perfeito sentido. Eu só fui capaz de apreciar realmente a estória quando eu finalmente alcancei proficiência suficiente em inglês para entender a versão dublada sem precisar de legendas. Até mesmo entre a dublagem em inglês e a legendagem em inglês existem grandes discrepâncias. Logo nos primeiros minutos Bartou comenta com Motoko que ultimamente tem notado muito ruído no cérebro dela. Na dublagem Motoko responde “deve ser um fio solto” e na legendagem “é aquela época do mês”, uma referência jocosa à menstruação, que o corpo ciborgue da Major não tem.

Contornando esse problema GitS é uma peça impressionante de animação, principalmente tendo em mente que tem mais de 20 anos. Nos dias atuais os “efeitos especiais” são claramente antiqüados mas o fato da Major aparecer quase o tempo todo nua no filme (é um corpo ciborgue, mas é uma lataria danada de sexy!) parece bem ousado tanto para 1995 quanto para 2017.

O que não ficou claro mesmo depois de assistir mais de uma vez :

  • De onde veio a voz que Bartou e Motoko ouvem no barco;
  • Qual o sentido da seqüência que vai dos 33 aos 36m45s do filme;
  • O que fez Togusa desconfiar dos visitantes;
  • Por que Motoko estava tão obcecada com o Puppet Master que, num ato completamente irracional, provocou danos extensos e incapacitantes ao próprio corpo?

Somente minha segunda questão foi respondida, ainda assim parcialmente, fazendo pesquisa. Dois corpos iguais ao de Motoko aparecem na sequência, reforçando a crise de identidade da Major. E a explicação para isso, tirada dos quadrinhos, é que o corpo da Major, embora militar, foi deliberadamente copiado de um modelo comercial, “popular”, para que não chamasse atenção.

 

 

4 comentários
  • Havokdan

    Melhor coisa de Ghost in the shell é a série de tv StandAlone Complex, tanto a primeira temporada e especialmente a sua segunda temporada, excepcionais, o vilão do filme live-action aparetemente será uma mescla dos “vilões”, principalmente do Kuze da segunda temporada do StandAlone Complex em em menor grau o do filme tema deste post.

  • VR5

    Não sei de onde você pegou a legendagem em português, mas tem MUITO site por aí com muitos fans de animes japoneses que traduzem/legendam bem. Eu sei porque já assisti a muito Yamato, Neon Genesis Evangelion, Macross, Gundam… ;)

    • Eu tenho uma aqui que, por exemplo, acerta no detalhe da TPM, mas aos 00:24:58 omite uma frase que bagunça completamente a interpretação do que é dito.

      QG:
      Nós identificamos o cara
      que a major capturou.

      Aramaki:
      Prossiga.

      QG:
      Tsuan Gen Fang. Idade: 28

      O correto seria a última frase começar com “Ele alega ser”. Isso é o que o áudio diz e essencial para o resto do diálogo fazer sentido. Isso sem contar com os erros de português e de digitação, como “Squadrão”, “Menssagem”, “Viloações”…

      Eu já reclamei sobre isso no Buzz. Há anos eu sequer tento assistir com legendas em português.


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Ghost in the Shell estréia este mês nos cinemas

 

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Gostei de Doctor Strange

A única coisa “estranha” em que reparei foi que o doutor, pré feiticeiro supremo, não foi nem de longe retratado como a criatura arrogante e detestável que eu modelei na minha mente da minha leitura de suas estórias nos quadrinhos. Teriam que pegar o Doutor House e acrescentar mais antipatia e egocentrismo. Porém eu entendo que isso não ia funcionar tão bem em um filme quanto nos quadrinhos. Seria preciso mais que duas horas para convencer a audiência de que um House qualquer havia se tornado um poderoso mas humilde defensor da humanidade, sem pegadinhas. Quanto ao resto, foi uma boa introdução do personagem.  Não achei um filme memorável, ainda, mas foi agradável assistir.

3 comentários
  • VR5

    Acho, digo, ACHO que eles devem ter “bebido na fonte” de, por exemplo, “Inception” na parte dos efeitos especiais (por sinal excelentes!). No mais, gostei do filme. Que venham as continuações! :)

  • José Carneiro

    Achei bom, só isso. Sim, os efeitos são muito bons.
    Quanto ao final, não creio que ele tenha ficado humilde, acho que ele agiu com inteligência para interpretar os ensinamentos. Pelo que foi mostrado no filme praticamente inteiro, o Strange é um sociopata (psicopata fraquinho), não teria como mudar a personalidade daquela forma. Talvez o próximo filme mostre isso.
    Um off: pra quem gosta de filme de guerra, Land of mine e Hacksaw Ridge são muito bons.

    • Você tem razão, o filme não chega realmente a mostrar a transformação de Strange, exceto pela cena em que ele pede a Nic que o ajude a operar a anciã. Eu estava pensando no personagem nos quadrinhos.


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Não consegui assistir a mais que 40 minutos de Jack Reacher: Never Go Back.

Eu gostei do primeiro Jack Reacher, gosto de Tom Cruise, gosto de Cobie Smulders, mas ainda assim não deu. O filme é um desastre. Perdi a conta dos problemas mas vou tentar enumerar.

  • No primeiro filme, Jack Reacher é um ex investigador militar que após dar baixa cortou relações com o exército e com o mundo em geral. Vive uma vida frugal, sem endereço fixo, carro, telefone ou cartão de crédito e viaja só com a roupa do corpo. Se envolve, por motivos pessoais, numa situação muito complicada para ele e para terceiros, num caso de repercussão nacional, mas em nenhum momento pede qualquer ajuda militar. No segundo ele é caracterizado logo nos primeiros minutos como um braço do “Tio Sam” que periodicamente liga para seu oficial de ligação na base onde ele foi comandante. Destruíram o personagem;
  • Reacher nunca tinha visto a major antes mas só por causa das conversas ao telefone queria se encontrar com ela? Outra coisa que não se encaixa no personagem;
  • Essa onda de politicamente correto de Hollywood é terrível. Todo roteirista agora tem que acrescentar uma mulher “forte” na estória, mesmo que essa estória não convença de jeito nenhum. Uma coisa é o roteirista ter o cuidado de fazer o script passar com folga no Teste de Bechdel mas outra bem diferente é querer colocar uma Lara Croft em todo filme de ação. Não convence. Já é suficientemente difícil fazer o tampinha do Tom Cruise ser realista derrubando sozinho e desarmado meia dúzia de marmanjos;
  • A rapidez com que o advogado da major, Coronel Moorcroft, passa de “palerma” a “interessado” somente por ter ouvido um sermão de duas frases de Reacher foi espantosa. Ainda se ele tivesse durado, mas no segundo encontro ele volta rapidamente a se comportar como um palerma;
  • Como é que dois civis que sequer estão disfarçados como militares conseguem autorização para entrar em um presídio militar para fazer a transferência de uma major e ninguém, nem mesmo o subordinado da major que está levando os mercenários até ela, questiona isso? Bastava ele ter dito “estou seguindo ordens, Major” para dar maior credibilidade, mas o soldado teve que levar uma dose de taser “na caixa dos peitos” para deixar de ser estúpido;
  • A fuga do presídio militar em plena luz do dia ofende minha inteligência;
  • Não me interprete mal: eu gosto de ver mulheres atraentes se despindo nos filmes tanto quanto a média dos portadores de cromossomo Y, mas ainda assim achei a cena em que a major tira a camisa quando está sozinha com Reacher completamente gratuita e até absurda.

E esses foram só os primeiros 40 minutos. Ainda não consegui encarar os outros 70.

 

 

 


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Adorei Passengers

Cuidado! Spoilers!

O filme é rico em detalhes que me mantiveram entretido, começando pela ciência, como o escudo de energia e a falta de gravidade no elevador. Depois veio o drama do primeiro “náufrago”, sua desorientação, seu comportamento ao descobrir sua situação, o pânico no pod que ele achou que tinha consertado e por um breve instante achou que poderia ser seu caixão, o conflito interno a respeito de acordar ou não Aurora[1]. A inteligência artificial do Barman bem ali no limite entre um ser humano de verdade e uma máquina… Eu tinha acabado de comentar com meu amigo José Carneiro como eu não tinha mais humor para drama e preferia ficção científica, mas estava ali me deleitando com a situação dramática do personagem.

O único defeito que posso apontar no momento é o fato de ser um tanto previsível. Ao apresentar Aurora para a audiência como o primeiro rosto humano em que Jim reparava[2] , ficou evidente que o personagem de Jennifer Lawrence não ia entrar em cena, falando e andando, por obra do acaso. Já havia sido estabelecido que “pods não dão defeito” e isso não iria acontecer de novo para acordar, dentre cinco mil pessoas, justamente a única que conhecíamos. Também ficou claro com antecedência (antes mesmo dela acordar, caramba) que ela iria descobrir, que provavelmente iria ser o barman a contar (meu segundo palpite era ela descobrir por logs que ele havia lido sobre ela numa data anterior a ela acordar) e até qual seria sua reação. Eu também sabia, quando Jim estava mandando uma mensagem para a Terra, que o computador iria dar a ele uma má notícia bem grande depois do envio[3]. E quando Jim foi ejetado com um pedaço de cabo ainda preso a sua veste, como seria o seu resgate.

Mas mesmo contando com as imperfeições, valeu cada minuto.

 

[1] Não consigo citar de cabeça nenhum outro filme onde a sinopse oficial é evidentemente mentirosa, mas que ao descobrir isto você concorda que foi melhor assim;

[2]Oops… não foi o primeiro. O primeiro foi o de um homem aos 20m38s em um pod que ele olhou por dois segundos sem motivo aparente para a trama;

[3] Aliás, é tão sem sentido que o serviço nem deveria existir, para começar. Mas eu entendo que a cena foi exibida para benefício da audiência.

18 comentários
  • Intruder_A6

    Eu também gostei muito e quando estiver disponível por torrent baixarei para assistir de novo.

    A parte mais implausível é estar olhando para um reator de fusão funcionando apenas com uma janela separando, e por mais reforçada que seja esta janela não atravessaria apenas luz por ela mas também muita radiação e nêutrons de alta energia. Mas eu gostei muito de Star Wars e ele viola muitas leis da física, e este filme foi até conservador a este respeito pois muitas coisas nele são até plausíveis.

    • Cara, eu achei a cena muito forçada, mas nem tinha visto o problema por esse ângulo. Será que se em vez de uma “simples” janela estivéssemos vendo o reator através de alguns metros de água seria seguro?

  • Intruder_A6

    Disponível uma copia decente é claro, já se acha para baixar mas eu sou exigente com respeito a qualidade do filme e o que já existe não me atende.

  • Outro detalhe interessante é no final Jim ter alcançado a redenção. O que ele fez com Aurora era imperdoável por qualquer ângulo que eu olhasse e eu não via saída para o personagem, mesmo descontando o desespero de sua situação. Porém, no fim seu gesto de egoísmo foi crucial para salvar a vida de todos os 5000 passageiros, incluindo Aurora. E ele estava pronto para dar sua vida por ela e pelos outros. Tenho certeza de que isso não passou despercebido por ela no final.

  • Intruder_A6

    Sim, realmente, ele se sacrificou pela nave, não morreu por muito pouco (uma tremenda forçação de barra de hollywood, dificilmente ele escaparia vivo de uma situação daquelas) e depois deu a opção de colocar ela em hibernação, quando descobriu que isto era possível, ela poderia ter resolvido o problema dela, mas no final seria também uma grande crueldade dela fazer isto (o que foi a redenção final dele). Mas pelo menos a nave era uma coisa incrível, parecia um transatlântico de luxo, mas sem as pessoas. E ele era uma pessoa muito versada tecnicamente, sem as habilidades dele e do tripulante que acordou a nave estaria perdida.

    Outra forçação de barra foi a nave passar por um choque contra um asteroide e continuar inteira, praticamente, o escudo teria que ser realmente muito bom, e o reator resistir a uma situação daquelas por mais 1 ano, e principalmente um desligamento do seu controlador sem explodir tudo na mesma hora, só em filme mesmo isto é possível.

    Mas se você questionar demais os furos na estória o filme acaba perdendo um pouco a graça. Eu assisti no cinema em 3D (gostaria de ter a opção de IMAX, mas infelizmente Salvador é muito atrasado) e ainda vou assistir uma segunda vez quando conseguir uma copia de qualidade. E torço para que um dia eu consiga uma de 4K no mesmo nível que Perdido em Marte ou o Regresso (dois filmes incríveis e com fotografia incrível).

    • A nave resistir a uma colisão não me incomoda realmente. O que não faz sentido para mim é, numa viagem de 120 anos, não existir qualquer previsão para se acordar um oficial da tripulação em caso de dano não corrigido, ou mesmo periodicamente. O que, claro, requer a existência de equipamento para colocar uma pessoa novamente em hibernação. Mas isso iria estragar toda a premissa.

      • Aliás, é justamente assim que começa Alien. A tripulação da Nostromo é acordada da hibernação pelo computador da nave quando um sinal de socorro é detectado.

  • Intruder_A6

    Pelo que eu conheço de automação e controle, um sistema realmente crítico tem redundância (com 1 ou mais backups, tudo depende da criticidade), para em caso de falha catastrófica ser possível a manutenção com ele a quente sem parar. Pelo que eu conheço (muito pouco) uma aeronave real tem sistemas em duplicata e às vezes em triplicata, e imagino como seja numa central nuclear, deve ser ainda mais robusto. Para uma nave espacial que deve operar totalmente sem manutenção por 120 anos a robustez deve ser enorme e com muitos sistemas com redundância (às vezes tripla ou até mais), e o controle de um reator é realmente algo muito crítico, o mais crítico de todos.

    São nestas coisas que o filme deixa vários furos, mas até Perdido em Marte tem furos, e foi realmente um filme muito bem feito, quase uma missão real a Marte. Imagino que quando assista Passageiros pela segunda vez devo encontrar ainda mais furos, mas eu provavelmente continuarei gostando muito, talvez até mais, pois o filme tem a sua beleza e eu realmente gosto de ficção cientifica.

  • Bom, o filme piorou (para mim) depois que o tripulante acordou. A primeira coisa que ele deveria ter feito era acordar o comandante da missão (seu oficial superior) que provavelmente acordaria o resto da tripulação para dar jeito nos problemas da nave. Os engenheiros da tripulação conheceriam muito mais a nave do que um passageiro. E Provavelmente a equipe médica daria um jeito de fazer o pessoal dormir depois da crise.

    Outra coisa, num momento falam que não tem pods de hibernação adicionais e nem peças pra consertar. Mas lá no reator o cara diz que tem peça de reposição pra tudo.

    • Para mim a premissa “não é possível voltar para a hibernação” é a fundação do filme, que desmorona se for falsa. Então eu julgo a partir dela. Tendo isso em mente, acordar qualquer pessoa é um ato pavoroso.

      Eu preferia que o tripulante não tivesse acordado, mas por outras razões. Além de ser mais um golpe no conceito de que “os pods não dão defeito”, aquela pulseira que dá acesso a qualquer um para dar override em qualquer regra da nave, mesmo nas interfaces que operam por comando de voz, não convence.

  • Como eu reescreveria parte do script para o filme ser mais verossímil para mim:

    1)A nave tem tecnologia para recolocar as pessoas em hibernação, mas foi irremediavelmente danificada no impacto. Pense naquele compartimento que tinha um buraco no casco como justamente a “medical bay 2” que continha todo o suporte para isso.

    2)Ao descobrir que a nave tinha erros irreparáveis ou cujo auto reparo (podemos ver robôs reparando a sala do reator) estava demorando demais, o computador da nave acordaria um oficial. O computador poderia não saber do dano à Medical Bay ou, sabendo dele, acordaria o oficial mais idoso.

    3)A mensagem para acordar o oficial não teria resposta do pod. O computador repetiria a mensagem que seria corrompida e enviada para o pod errado. Digamos que o pod correto seria o 5215 e Jim estivesse no 215. Assim, nenhum pod teria “dado defeito”.

    4)Enquanto isso o pod do oficial tinha recebido a mensagem, mas danificado pelo impacto (digamos que o compartimento dos oficiais estivesse no caminho do mesmo fragmento), não respondeu e só terminou o processo de acordar o oficial dois anos depois. Isso explicaria o estado de saúde do oficial.

    5)O oficial logo ao descobrir sobre sua morte iminente transferiria o poder dele por comando de voz para Kim e Aurora. Algo como: “Na minha autoridade, concedo meus privilégios de acesso a James, ID XXXXX e Aurora, ID YYYYY. Operação código ZZZZZ”

  • José Carneiro

    Jefferson, já percebi que você gosta de romance. Achei esse filme muito fraco, o roteiro é muito forçado, falha na capsula de dois caras que seriam capazes de resolver o problema…..
    Uma coisa que nunca ocorre…. Se a sinopse do filme fosse correta poderia ser poético, mas ainda ia ser forçado. Convenientemente o Morfeu acorda morrendo e consegue passar os ensinamentos suficientes para salvar todo mundo. Pra finalizar, o Pratt ainda leva uma descarga do reator e o traje espacial segura tudo….Isso sem contar com o problema do vidro já abordado.
    Não deu!!
    Nem tudo é ruim, os efeitos são bem legais.

    • Toda a seqüência de ventilação do reator é furada.

      1)A idéia de que a ventilação automática não funciona, mas o computador exibe uma alavanca no mesmo recinto para fazer ventilação manual é bem questionável
      2)Aurora precisa proteger a mão porque a alavanca está muito quente, mas consegue deitar no chão, encostar no painel, sobreviver na sala…

      Eu resolvi ignorar os problemas.

      Quanto ao vidro, bastaria os roteiristas terem colocado um “aquário” ali (uns 3 metros de água já estaria muito bom) para ser verossímil. Mas o “certo” mesmo seria eles nem estarem vendo a reação, entretanto não teria a mesma “graça” para o público inteiramente leigo.

    • Quanto ao romance, nesse filme ele é só uma ferramenta de potencialização do drama, assim como The Age Of Adaline. Quanto mais envolvida Aurora ficasse com James, maior a raiva, o nojo, o desespero que ela ia sentir ao descobrir. Por isso eu ressaltei a redenção de James. Até o momento em que ficou cristalino que se duas pessoas não estivessem acordadas, todos teriam morrido, tudo que James fez com relação a Aurora foi de abjeto a monstruoso. Daria até para atribuir o ato de acordá-la como insanidade temporária, mas em vez de tratá-la apenas como a muleta psicológica de que ele tanto precisava, seduzir e ir para a cama com sua vítima? Aí James passou dos limites.

  • José Carneiro

    Tem uma coisa bem problemática na estória, o pod de Jogos Vorazes não deu defeito, ela foi acordada, poderia receber todos os preparativos no pod médico para hibernar e ir ao pod original dela, o Pratt também poderia voltar a dormir, só que no pod médico, por isso o filme é, pra mim, um romance, sendo a ficção é coadjuvante. Eles poderiam voltar a hibernar com todos os problemas existentes no roteiro, já que ele tinha uma senha de administrador e era o CARA, não voltaram por pura vontade.
    Ignorando o fato anterior. O ato de acordar ela ser perdoado por salvarem a nave é outra coisa forçada, em 20 minutos ela esqueceu o que houve, simples assim. Tirando ainda todos os outros problemas com protocolo de segurança, ignorando tudo, se ele tivesse que acordar outra pessoa, seria perdoado, mas ele acordou por egoísmo.
    O roteiro é muito fraco, tem tanta coisa tosca que não dá vontade de discutir os problemas. Nem a química entre os atores foi forte no filme. A única coisa que achei realmente boa no filme foi a máquina do refeitório, eu quero uma daquelas.

    • Para sua teoria funcionar é necessário que:

      1)A tecnologia de hibernação da Homestead preveja que uma pessoa hibernando possa ser removida;
      2)O pod de Aurora estivesse em condições de reuso.

      E isso não pode ser seguramente estabelecido nem por senso comum (a tecnologia não existe em 2017), nem pelo exposto pelo filme.

      Mas é plausível. O filme poderia ter um final alternativo onde isso ocorresse.

    • Esqueci de comentar que talvez eu não esteja usando a palavra mais adequada mas “redenção” no sentido que estou usando, que é o de Shawshank Redemption, não requer o perdão da(s) vítima(s) (isso seria um problema danado). A redenção é o perdão dado por uma entidade superior, que para o cristianismo é Deus, mas no caso de um filme é a audiência.

      Para a trama o perdão de Aurora, verossímil ou não, é importante. Para a redenção de James é irrelevante.


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Midnight Special é no mínimo intrigante.

Eu estava querendo ver Midnight Special desde que vi o trailer em fevereiro e não me decepcionei. Durante metade do filme você fica se perguntando o que está havendo, porque os acontecimentos que levaram os personagens a agir como agem vão sendo narrados aos poucos. O ritmo é lento, mas satisfatório para um drama de ficção científica. A trilha sonora é boa, assim como os atores, incluindo o garoto. E a direção embora não seja um primor não me incomodou, o que já é muito bom considerando os últimos filmes que assisti. A única coisa que não entendi no roteiro foi como alguém que tem sua foto de procurado na TV não pensa em pelo menos cortar o cabelo.

Não adianta tentar explicar. Se gosta de ficção científica dramática, sem vilões [1] ou maniqueísmo de qualquer tipo mas um monte de perguntas sem resposta, dê uma chance a Midnight Special.

 

[1] mesmo quando parece haver, não há de fato. O que me surpreendeu positivamente.

 

13 comentários
  • Esqueci de comentar uma coisa. Neste filme, a linha entre “roteiro cheio de buracos” “não sei como fazer um roteiro sólido” e “vamos deixar a audiência preencher os vazios” é muito tênue. Em geral eu não gosto de roteiros esburacados, mas por alguma razão eu senti que neste filme o que o roteirista deixou de claramente expor ajudou em vez de atrapalhar. Em vez de questionar a inteligência do roteirista eu fui mantido pensando no que estava havendo.

    Mas eu entendo que muita gente não vai gostar disso.

    • Você me lembrou de algumas experiências que já tive com filmes. Alguns filmes são bem melhores quando você não assiste à introdução dele ou alguns trechos específicos.

      Um exemplo é Subway (1985) que assisti pela primeira vez há muitos anos atrás no Corujão da parte 2 para frente. Achei fantástico o filme, misterioso, simples – ocorre todo dentro de um metro -, surpreendente. Algum tempo depois o loquei e fiquei bem decepcionado. Vendo ele inteiro parecia mais algo simplista, mal organizado, mal explicado e desconexo.

      Desde essa experiência notei que omissão é uma parte muito importante de uma história. Há coisas que se NÃO contadas melhoram muito a qualidade da obra.

      Principalmente em ficções científicas, muitos fenômenos são muito melhores de serem aceitos quando se tem a manifestação deles, mas sem aquele lero-lero explicativo.

      Dois filmes de ação que eu adoro e são reservados em suas explicações e devo a isso grande parte da minha paixão por eles são: Edge of Tomorrow (2014) e Predestination (2014).

      Subway (1985)
      http://www.imdb.com/title/tt0090095/

      Edge of Tomorrow (2014)
      http://www.imdb.com/title/tt1631867/

      Predestination (2014)
      http://www.imdb.com/title/tt2397535/

      abraços

      • Ernest Hemingway criou a “teoria do iceberg” que se refere a esse estilo de narração:

        “Se um escritor de prosa sabe o bastante sobre o que está escrevendo ele pode omitir coisas que sabe e o leitor, se o escritor está escrevendo realmente o bastante, irá ter uma sensação dessas coisas tão forte quanto como se o escritor as tivesse declarado. A dignidade do movimento de um iceberg é devida a apenas um oitavo dele estar sobre a água. Um escritor que omite coisas porque ele não as conhece apenas cria vazios em sua escrita”

        Não estou afirmando que o roteirista tenha a genialidade atribuída a Hemmingway (eu duvido muito, porque o roteiro de Midnight Special definitivamente poderia ser mais polido), mas que é uma técnica consagrada inclusive na literatura. O danado é conseguir usar com eficiência.

  • VR5

    Colocaria na mesma “categoria” outro que hoje já é quase “Cult”: Donnie Darko
    http://www.imdb.com/title/tt0246578/?ref_=nv_sr_1

  • Jorge Mendonça

    Gostei bastante do filme. Fui atrás de outros filmes do mesmo diretor Jeff Nichols e terminei por assistir Take Shelter/O Abrigo (2011), recomendo.

    Não sei se você já viu também a ficção The Signal (2014), achei bem interessante.

    • No geral eu gostei de The Signal, mas eu lembro que o roteiro tinha uns problemas incômodos.

      Não lembro é por que não escrevi sobre ele aqui no blog.

  • Jose Carneiro De Jesus Neto

    Eu sabia que não era o único a gostar de Edge of Tomorrow :lol:.
    Acho espetacular Donnie Darko, pena sua sequência ter sido bem ruim.
    Predestination é muito bom.
    Gostei também de The Jacket (2005) – http://www.imdb.com/title/tt0366627/
    Não lembro porque não gostei de The Signal.
    Outro que gostei e que é bem “louco” é Primer (2004) – http://www.imdb.com/title/tt0390384/

    • Ué, esqueceu de mim? :P

      Quem não gostou de jeito nenhum de Edge of Tomorrow foi Artur. Mas ele é dificílimo de prever :D

      • Jose Carneiro De Jesus Neto

        É verdade, naquele dia ficou parecendo que ninguém gostou, mas você já tinha assistido. Vamos juntar a galera pra fazer mais sessões.

        • Agora que você tem um som decente, estou mais disposto a ir para uma sessão sua para ver um filme pela primeira vez :D

          Com sonzinho mixuruca eu só assisto drama e reprise… :P

  • Walter

    O Take Shelte que o Jorge citou é excelente. Mas eu sou suspeito, sou fã de carteirinha do Michael Shannon.

    E o mais incrível sobre o filme é exatamente o que o roteiro não deixa explícito.

  • Snow_man

    Ontem fui assistir por conta desse post. Não achei ruim, mas achei um filme sem propósito; o final foi, sei lá, um E. T. fracassado :S
    Terminado o filme, vim reler o post, e realmente entendi sobre os buracos.

    • É engraçado que em nenhum momento eu tenha lembrado de E.T. ao assistir o filme, mas uma de minhas teorias a respeito do garoto seja uma mistura de Superman e E.T. :)


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Eu juro que tentei gostar de Star Trek: Beyond

Mas não deu.

A expectativa era elevada. Afinal decidiram fazer de conta que o segundo filme não existiu e não dava para fazer algo pior que Into The Darkness, certo?

Certo?

Aummmmm…

Por onde começo?

  • O filme tenta demais ser engraçado e exagera. O encontro de Kirk com os Teenaxi e o de Scott com Jayla são exemplos embaraçosos disso;
  • Eu entendo que apreciar um filme de ficção científica pode requerer altas doses de suspensão de descrença. Estou pronto para aceitar a gravidade artificial (porque é necessário para não engessar a maioria das tramas), que do espaço os sensores da Enterprise possam dizer ser há vida no planeta e onde e até localizar com precisão de metros um objeto minimamente radioativo (seguro para humanos) do tamanho de um ovo de codorna. Mas eu não acho que isso autorize o roteirista a me tratar como idiota e exigir que eu ignore tanto, tantas vezes e desnecessariamente os princípios fundamentais da física. Principalmente aqueles que um ser humano não pode ignorar se quiser viver. Eles nem tentam dizer que as naves, os salva-vidas e até os torpedos da enterprise são feitos de um tipo especial de borracha espacial capaz de anular os efeitos da inércia. Eles querem que eu veja gente saindo ilesa dos impactos sem que isso me distraia. Pior que isso é não haver consistência: Scott pode se salvar da queda de dezenas de quilômetros desde o espaço até a superfície do planeta dentro de um torpedo adaptado às pressas, mas aqueles últimos 200 metros de queda é que o teriam matado, né? Acho que “passar do chão” é o que mata no universo desse pessoal;
  • Não podemos esquecer os drones minúsculos que tem sua própria atmosfera e que podem abrir uma porta para o espaço sem sufocar Bones e Spock. Duas vezes!
  • O alto comando da federação é retratado como palerma. O quê? uma fêmea de uma espécie desconhecida chega pedindo ajuda que requer atravessar uma perigosa nebula que vai bloquear comunicações e ingressar em território nunca mapeado e o que fazem? Claro! Agora mesmo! Vamos mandar nossa melhor nave! E com a tripulação completa!
  • Kirk é retratado como um palerma. Ao chegar nas vizinhanças de um planeta desconhecido eles são recebidos por uma força desconhecida. O que um comandante da frota estelar (aquela organização que supostamente é não-militar e atua como força de paz interestelar) deveria fazer? Recuar imediatamente, certo? O que Kirk faz? Ataca com tudo o que tem o que bem poderia ser (e de certa forma era mesmo) a força de defesa do planeta. Macacos me mordam, eu fiquei pensando na cadeira: recue, recue, RECUE! (eu estava ainda acreditando na seriedade do roteirista) E Kirk só tentou fazer isso quando percebeu que não era o maior cachorro naquela briga e não tinha mais como;
  • Kirk tem uma idéia insana para fugir do planeta. Ele testa primeiro com a tripulação não essencial a salvo em algum lugar, já que o teletransporte está funcionando e o inimigo já está saindo do planeta mesmo? Claro que não. O filme só fica emocionante se você testar suas idéias insanas com toda a tripulação dentro da nave!
  • Se você é obrigado a atravessar uma nebula é porque ela é tão enormemente larga que mesmo a velocidade de warp contorná-la levaria tempo demais. Mas no final do filme o diretor dá a impressão de que a estação Yorktown foi construída bem pertinho da nebula, o que seria algo bastante questionável do ponto de vista da segurança de todos os que vivem ali. O espaço é enorme! Onde será que devemos construir nossa imensa estação espacial e entulhar com milhões de civis? Bem do lado dessa imensa parede cujo outro lado não podemos ver e nossos sensores não alcançam, claro!
  • Mas que “arma suprema” idiota…
  • E que vilão sem graça é esse, gente!? Tragam Khan de volta!

Assistir de novo a um episódio qualquer de Enterprise é um uso muito melhor do meu tempo que ver esse filme. E olha que eu assisti a Star Trek 2009 umas cinco vezes e apreciei todas elas.

O que se salva no filme? A cena em que Bones e Spock discutem sobre o colar de Uhura.

 

 

5 comentários
  • Jose Carneiro De Jesus Neto

    O roteiro é de Simon Pegg, não esperava outra coisa em relação à comédia.
    O filme é realmente fraco, mas ainda assim é melhor que o segundo, o que não é muito difícil.
    Acrescente o fato da história ser extremamente previsível, não tem como não juntar os fatos da nave perdida estar no planeta junto com os vilões.
    Não gosto da série, por isso talvez não tenha referência para comparar, mas pelas cenas de ação eu achei divertido.

    • E não é que eu não notei a relação?

      Se o roteiro fosse mais inteligente eu provavelmente teria imaginado que havia mais alguma coisa ali. Mas quando chegou naquele ponto do filme minha reação foi apenas “noooossa… que conveniente…” e não pensei mais no assunto.

  • Rodrigo

    Caramba Ryan. Se vc gostou do de 2009 e não gostou desse. Acho que vou continuar a fingir que esse filme não existe

    • Isso não quer dizer que você não gostaria. “Gosto” é um troço muuuuuuito subjetivo :)

      • Rodrigo

        É que o de 2009 eu não gostei.
        Into the Darkness saí ofendido do cinema (achando que o diretor não respeita a inteligencia de ninguem) e prometi a mim mesmo não ir mais ver essas novas versões no cinema.
        Pensei até em procurar para ver essa de 2016. Mas depois da sua crítica (que sempre respeitei pois concordo com elas normalmente. Sendo que eu me acho até mais “chato” que voce).
        Bem, tenho outras coisas para ver e esse novo reboot não vale a pena gastar tempo vendo.


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De Independence Day: Resurgence só se salva o trailer.

Eu estava animado para ver o filme depois de ter visto o trailer, mas acabei severamente decepcionado.

Independence Day: Resurgence é mal interpretado, mal dirigido e mal editado. Os atores mais jovens que escolheram para o filme são muito fracos e os veteranos poderiam ter feito melhor se a direção fosse competente. A edição parece a de Expendables 3, com mudanças abruptas que dão a impressão de que havia mais alguma cena ali que foi arrancada na marra antes do filme ficar pronto. Aliás, o filme parece muito curto para a quantidade de informação que tentaram enfiar nele.

E até para um filme de ficção científica o filme tem situações absurdas demais, que começam já nos primeiros minutos quando a arma gigantesca começa a desabar em direção ao centro de comando cheio de militares na lua e o que o comandante ordena? Que todos os rebocadores, justamente os únicos em posição de evitar ou desviar a queda, se afastem.

Se os rebocadores fossem pilotados por civis eu até entenderia. Mas pilotados por pilotos militares?

Eu não vou gastar muito tempo falando mal do filme porque há pouco que eu possa acrescentar ao massacre da crítica.

Eu assisti até o fim porque a premissa era interessante e criou um bom gancho para uma terceira parte. Mas este filme é completamente descartável.

1 comentário

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Batman versus Superman é uma bagunça.

São tantos os problemas com o filme que dá para rodar um documentário apenas sobre o estado de espírito que leva roteirista e diretor a produzir uma bagunça dessas tendo 250 milhões de dólares de orçamento. Desta vez eu estou do lado da crítica. O filme é muito fraco. Falhas no roteiro e na direção, pieguice, merchandising óbvio demais… Tinha muita coisa me distraindo para eu conseguir ficar entretido.

E olha que eu não tinha nada contra o diretor Zack Snyder. Gostei de 300, Watchmen, Man Of Steel e até de Sucker Punch!.

Spoilers abundantes a seguir. Estou escrevendo para quem já viu, não pretende ver ou não se importa. Eu assisti apenas à versão Ultimate, que tem três horas de duração, por isso você pode não ter visto partes do que estou reclamando. E vou escrever em formato de lista para ficar mais organizado.

  • Eu não gostei do filme começar com um sonho. A coisa não pode terminar bem se nos primeiros cinco minutos do filme você está questionando a sanidade do roteiro.
  • Em seguida eu passei os próximos minutos incomodado com a chegada de Bruce Wayne a Metropolis. Como é que você consegue entrar de carro em uma zona densamente povoada, em horário de expediente, que acaba de virar uma zona de guerra? Normalmente o trânsito fica absolutamente caótico (para não dizer completamente travado) numa situação dessas mas as ruas estavam livres. Parecia um passeio de domingo. Eu só entendi a razão disso por ter visto antes o comercial do Jeep Renegade. Criaram uma situação absurda só para promover o carro que Bruce Wayne dirigia (porque merchandising de bat-móvel ou bat-cóptero certamente não paga tão bem).  Depois veio a pieguice extrema: das ruínas do prédio da Wayne Financial que acabou de desabar saem calmamente uma professora com seus estudantes, há o resgate de menininha e de um indivíduo que “só” perdeu as pernas.
  • 18 meses depois, ninguém se preocupou em determinar que a zona de destroços ao redor de uma das World Machines no Oceano Índico deveria ser uma zona de exclusão. Você vê placas de “Warning” ao redor da máquina e dois grandes navios ao longe, mas o fato do raso não estar patrulhado e dois nativos em um bote com motor de popa poderem remover um destroço com um mergulho sem equipamento é ridículo. Uma equipe patrocinada por Luthor de mergulho em profundidade chegando ao local furtivamente em um mini-submarino com uma tecnologia “stealth” que parecesse uma baleia para qualquer sonar que por acaso o captasse seria muito mais digna de crédito.bvs_oceano_ryan.com.br
  • Eu não notei ma primeira passada, mas aparentemente até o momento em que um refrigerante é passado para a mão de Jimmy Olsen é merchadising da versão africana da Coca Cola.
  • Sim, Jimmy Olsen estava no filme e morreu nos 15 primeiros minutos. Eu não dei muita bola para isso (e olha que dei mais importância que todos os outros personagens do filme juntos), mas o roteirista certamente ou é muito corajoso ou escreve cheirando alguma coisa forte!
  • Sabe aquela cena com a senadora na mansão de Lex? Em vez dela manter uma distância segura e respeitosa (inclusive para sua posição como senadora e líder de comissão) ela chegou tão perto que houve um momento em que achei que iam se beijar! E por falar nisso, Holly Hunter está uma coroa muito jeitosa…
  • Não é explicado no filme como eles mostram a um senador que tinham acesso ao corpo do general Zod antes de ter pedido permissão ao mesmo senador para ter acesso ao corpo do general Zod.
  • A propósito, o vozeirão do cientista nessa cena é desconcertante. Parece que o filme começou a ser narrado ou ligaram a TV.
  • E aquela bala? Então Lex financia um grupo paramilitar que vai dar ajuda a um ditador africano com o intuito de armar uma cilada para o Superman e arma esse grupo com projéteis experimentais que não podem ser comprados em lugar algum do mundo e que podem conectá-los a ele? E os mesmos projéteis são usados não em assassinatos especiais, não numa tentativa de ferir o Superman, mas em mortes a esmo? E usadas no local onde você quer incriminar um semideus que tem super-visão e super-audição ao mesmo tempo que enrola o país que tem a maior força militar e serviço de espionagem do planeta? E dá certo?!
  • Toda a estória sobre criminosos marcados com a marca do Batman serem marcados para morrer na prisão não faz sentido e o fato dos repórteres não notarem que não faz sentido e fazerem coro de que com isso Batman está fazendo o papel de “juiz, júri e executor” faz menos sentido ainda!
  • O que Batman tem contra Superman já é questionável, mas o que Superman tem contra Batman é pura idiotice de estória em quadrinhos ruim. Então o traficante de seres humanos que Batman mandou para a prisão foi morto lá. Quem se importa além da esposa do bandido e o Superman? Mais tarde Superman intervém na caçada de Batman para avisar que está de olho nele e deixa os bandidos que Batman está caçando, armados com metralhadoras de alto calibre e lança-foguetes, irem embora? Lex Luthor mandou junto com as cartas anônimas pó de kriptonita para o Superman cheirar?
  • É desconcertante ver uma produção multimilionária usar tradução automática para gerar o texto no caixote que sai do barco “White Portuguese”.  Em vez de “ESTE LADO PARA CIMA” está escrito “ESTE LADO ATÉ”, uma tradução ridícula (até o Google Translator sabe o certo!) para o português de “THIS SIDE UP”.  No mesmo filme em que portugueses não sabem português em Metropolis, uma pichação em um prédio abandonado de Gotham diz em latim correto: “Quis Custodiet Ipsos Custodes?“, que tem tudo a ver com o filme. Por essa e outras razões é frustrante ver como a direção deixou escapar raspando a chance de fazer um filme impecável.

 

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à direita: “Quis Custodiet Ipsos Custodes?” / “Who Watches The Watchmen?” / “Quem vigia os vigilantes?”

 

  • Eu até entendo que o “super escoteiro” seja manipulado por Luthor, mas é inaceitável ver o Batman, retratado nos quadrinhos não como um “super-herói”, mas como o maior detetive do planeta e grande estrategista, tenha caído na manipulação das cartas anônimas de Luthor. Lex é um rival à altura de Batman. Isso é indiscutível. Mas apenas tolos se deixam induzir por cartas anônimas e Bruce Wayne tem os recursos para rastrear quem as envia e, na impossibilidade de fazê-lo mesmo com todos os seus recursos, perceber que está lidando com alguém possivelmente muito perigoso. Como é que um pato desses pode formar, participar e pior: liderar a Liga da Justiça? Tiraram do personagem nesse filme as duas únicas capacidades que o tornam valioso para a Liga! Note que o filme mostra uma versão de meia idade do Batman, depois de perder a Mansão Wayne e da morte de Robin. Os erros que o personagem podia cometer por inexperiência estão enterrados em algum lugar no passado. Ou pelo menos, deveriam.
  • A coreografia da luta entre Batman e os soldados de Superman é simplesmente ridícula. Dói nos meus olhos ver algo assim em  uma superprodução. Mas vou dar um desconto por ter sido um sonho. Se bem que um sonho deveria ser ainda mais phodástico que a realidade…
  • Pelo menos a coreografia de luta no armazém foi menos idiota.
  • Eu espero sinceramente que o ato de colocar cenas do sonho de um personagem nos trailers do filme seja banido de Hollywood. Como se não bastasse o hábito já generalizado de modificar o contexto no trailer de forma a fazer o filme parecer mais interessante do que é, agora pode colocar sonhos? O céu é o limite para trapacear com a audiência então.
  • O que fez Batman concluir que aquela foto é da “misteriosa ladra”? 100 anos atrás, poderia muito bem ser sua avó. Talvez seja minha dificuldade para distinguir rostos, mas acho que ela mal se parece com a pessoa da foto.
  • Cara, como eu acho irritantes esses gestos de encarar o oponente primeiro de cabeça baixa e depois levantá-la lentamente…
  • E Lois que precisa que o Planeta Diário publique uma manchete para alertar o Superman sobre o plano de Luthor? Ok, eu imagino que não haja espaço para esconder um telefone debaixo daquela capa, mas como publicar uma manchete em um jornal vai ser mais rápido do que tentar falar diretamente com o próprio namorado?
  • Toda a idéia de que alguém como Superman poderia ser cúmplice da explosão no capitólio, mesmo após determinar que a explosão havia sido causada por um indivíduo que o odiava (embora isso não seja realmente necessário) requer uma estupidez criminosa, indigna de alguém em posição de autoridade. O que me lembra o governo astronomicamente estúpido de “Transformers: Dark of the Moon
  • A cena do combate com Batman começou bem, com Superman tentando explicar que eles estavam sendo manipulados, mas só bastou um golpe de Batman para Superman perder as estribeiras e ficar mudo? Eu só tive uma dúzia de aulas de kung fu mas fui capaz de aprender com meu professor que você não aprende a lutar para ganhar a briga, mas para ter a confiança necessária para dificilmente  entrar em uma. Como um ser tão poderoso, adulto, criado por pessoas que tem a cabeça no lugar, perde o controle da situação tão fácil? A razão original para o combate entre Batman e Superman como escrito por Frank Miller em O Cavaleiro das Trevas não é genial (o super lacaio recebe ordens do presidente dos EUA para conter Batman, porque seu sucesso está sendo um embaraço para o governo federal) mas é muito mais verossímil. Por outro lado, esse comportamento imaturo faz Batman e até Luthor terem razão ao vê-lo como uma ameaça. Se a intenção do filme era retratar Superman assim, então o diretor acertou.
  • E que estória é essa do Superman chamar Batman de “Bruce” e Luthor de “Lex”? De onde veio essa intimidade no filme?
  • “Salve Martha?” Superman chama a mãe de “Martha”? Isso provavelmente tem laços com a intimidade estranha de “Bruce” e “Lex” e deve fazer sentido na cabeça de algum dos roteiristas, mas não na minha.
  • A idéia idiota de que Batman teria mas chances de salvar Martha Kent do que Superman, ou os dois juntos, quase me fez dar pausa e ir me ocupar com algo mais inteligente.
  • Eu ainda não estou bem certo de que a idéia de atrair o Apocalipse de uma ilha certamente desabitada de Metropolis para uma área supostamente desabitada de Gotham e torcer para estar vivo até o momento de achar a lança de kriptonita em vez de ir a Gotham primeiro pegar a arma e traçar um plano, tenha sido uma idéia digna de um estrategista como Batman. E se não fosse a chegada inesperada da Mulher Maravilha ele realmente teria virado churrasquinho.
  • Batman diz que o porto está abandonado segundos depois de vermos os silos explodirem como se estivessem cheios de combustível.

Se o filme tivesse sido dividido em duas partes e a segunda tivesse começado na luta com Apocalipse, eu poderia ter gostado da segunda.

 

 

 

 

2 comentários
  • Saulo Benigno

    E o pior é que você assistiu a versão Ultimate. A versão que todo mundo está falando que é a melhor, que é como deveria ser visto.

    Imagina você vendo a versão de cinema…. :P

    Filme horrendo.

    • Eu geralmente sempre busco a versão mais longa por acreditar que é melhor. Mas no caso de BvS, quando eu terminei de relacionar os problemas fiquei imaginando se uma versão mais curta teria me incomodado menos!


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Ghost In The Shell vai virar filme “live action”.

A premiada obra de ficção científica de Masamune Shirow, que começou no Mangá e já produziu pelo menos dois filmes e duas séries de animação, deve finalmente alcançar a audiência dos preconceituosos (o pessoal que acha que animação e quadrinhos são coisa de criança) em 2017, quando sair o filme que por hora pretende colocar Scarlett Johansson no papel da major ciborgue Motoko Kusanagi.

Ghost In The Shell Poster_ryan.com.br

No futuro de GitS a prostética é tão avançada que corpos inteiros podem ser substituídos. Mas é um processo caríssimo e o corpo adulto de Motoko é uma versão militar que o governo considera de sua propriedade e que a major pode perder e ter que conseguir um alojamento inferior para tudo o que lhe resta de humano, o cérebro, se deixar de trabalhar para eles.

Se você é fã de Sci-Fi, não tem nada contra animação e especialmente se aprecia a estética do Anime, recomendo fortemente que não espere pelo filme de 2017 e assista às duas temporadas da impressionante série Stand Alone Complex. O único problema para muitos vai ser não existir versão dublada. Ainda. Espero que com o possível sucesso desse filme surja o interesse por distribuir a animação oficialmente aqui no Brasil.


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Filmes: Ant-Man (Homem-Formiga – 2016) não faz o menor sentido.

Mas eu gostei assim mesmo.

O filme sequer se esforça para ser coerente. Acho que diante da idéia alucinada de que um homem possa encolher até ficar do tamanho de uma formiga e ainda manter sua massa e força diretor e roteiristas concluíram que valia tudo, desde que a ação fosse temperada com comédia. Quanto mais eu penso no enredo, mais eu acho idiota. Mas o diretor fez um trabalho incrivelmente competente para me manter entretido o bastante para ignorar isso. A pior parte do filme é o ataque à residência no fim, onde nenhum dos personagens age de forma realista, mas a forma irresponsável (em mais de um nível) como o tanque é usado pelos mocinhos da estória não me passou despercebida.  Se o tanque tivesse saído pelo térreo eu não faria nenhuma objeção.

A propósito, quando eu vi aquele chaveiro pela segunda vez na tela eu já sabia do que se tratava. O diretor não soube fazer disso uma surpresa.


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Filmes: Gostei bastante de The Man From U.N.C.L.E.

Depois de ter assistido à decepção que é Spectre, assistir a O Agente da U.N.C.L.E. (The Man From U.N.C.L.E. – 2015) foi um alívio. Gostei da mistura de aventura, ação e comédia e não ver ridículas coreografias de luta foi um bônus. O filme tem suas situações altamente improváveis, mas o impacto delas é fortemente diluído pelo tom de comédia e elas não chegam ao ponto de ser absurdas como em O Esquadrão Classe A. A única seqüência que eu achei realmente dispensável foi a última perseguição com veículos. Recomendo para quem gosta do gênero.

4 comentários
  • Jorge Mendonça

    Gostei do filme também. Só achei que ele é mais longo do que deveria. Particularmente a cena no caminhão fazendo um lanche é hilária.

    • Só achei que ele é mais longo do que deveria.

      Também tive essa impressão.

      a cena no caminhão fazendo um lanche é hilária.

      É. Sempre que o espectador achava que ele ia tomar uma atitude, aparecia outro pretexto para ele ficar quieto. :D

  • Snow_man

    vi em 2 partes (popcorn com defeito rs) e terminei ontem. Concordo com os comentários, tem cara que vai ter continuação ou virar série. A moça é a mesma de Ex-Machina?!


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Filmes: Spectre é o pior filme de James Bond com Daniel Craig.

Eu sei que toda a série se baseia em absurdos, como o poder sobrenatural de Q de sempre adivinhar exatamente do que Bond vai precisa para se safar de uma encrenca no futuro próximo, mas Spectre abusou da repetição sem acrescentar nada de novo e ainda fez Bond (e o MI6) parecer estúpido e “fora do personagem” repetidas vezes. Até o vilão é insosso.

1)Que diabos Bond tinha em mente quando ameaçou a vida de tanta gente naquela praça mexicana com aquela luta no helicóptero? Porque “M” disse antes de morrer que ele tinha que matar o cara? Porque o cara menciona brevemente que planeja explodir um estádio? Ainda bem que o filme reconhece que Bond se excedeu, mas apenas porque era importante para a trama ter um pretexto para desativar o projeto duplo zero. Entretanto fazer um personagem que está longe de ser idiota agir como idiota para atingir um objetivo da trama perde muitos pontos para mim.

2)No final da perseguição do avião, o capanga/montanha/gorila é jogado para fora do carro pelo pára-brisas. O que um agente duplo zero faria? Daria um tiro na cabeça dele só para se certificar. O que esse Bond fez? Deu uma olhada a metros de distância, deu as costas e foi embora;

3)Para que raios Bond foi levar Madeleine para o covil do mega-super-hiper vilão, no meio do deserto africano?

4)Aquela cena patética que terminou com ele pedindo que Madeleine não visse o vídeo da morte do pai é indigna de James Bond. O super assassino virou um bebê chorão sem nenhuma explicação plausível. Bond teve uma dúzia de oportunidades de quebrar o pescoço do vilão, mas só tentou quando o vídeo começou a ser exibido e estava longe demais para ter sucesso;

5)Aliás, como se explica o extraordinário e repentino (levou o quê? 48 horas?) interesse do mulherengo Bond pela filha de um vilão? É só a necessidade irritante de agradar a mulherada na platéia que espera por um romance ou existe alguma coisa na estória de Bond para explicar isso?

6)Eu fiquei até três quartos do filme esperando que o MI6 fosse uma organização “temível”. Mas depois do baque ocorrido no filme anterior parece que só resta aos super-espiões e assassinos do MI6 com seus super gadgets, “smart blood” e super-carros-protótipo de 3 milhões de libras esperar que a aposentadoria tenha um bom plano odontológico. Eu sei que o foco dos filmes é em Bond, mas fazer a organização que ele representa parecer um bando de patetas por dois filmes seguidos é “prá se lascar”!

7)Depois da explosão do relógio, Bond tem tempo para parar e admirar o rosto de Madeleine, mas não tem tempo para ir em direção ao vilão e terminar o serviço. Tem dois guarda-costas armados ali semi-desacordados cujas armas ele pode roubar, mas nãooo… pela segunda vez no filme Bond dá as costas para o vilão desacordado. Logo o super-mega-hiper vilão que já tinha admitido estar por trás de todo o sofrimento dele nos últimos filmes. E desta vez ele sai desarmado na direção em que certamente existe um monte de capangas armados que estão bem acordados.

8)A cena em que tiram Bond encapuzado do caminhão e ele mata os dois capangas é ridícula. O diretor deve ter deixado o estagiário cuidar dessa.

9)E no final ele novamente deixa o super-mega-hiper vilão vivo. Um indivíduo que está tão alto na hierarquia do crime que pôde fazer o MI6 de idiota duas vezes.

Tenho certeza de que se eu prestar atenção encontro muito mais problemas.

 


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Filmes: Dogma é bizarro, mas gostei assim mesmo.

Há anos Dogma tem estado na minha fila para assistir, mas a recente morte de Alan Rickman me fez colocar outros filmes dele na fila e dar prioridade a este. Eu tentei  assisti-lo uma década atrás e não lembro por que parei, mas acho que na época eu tinha menos estômago para a brutalidade sem sentido de certos personagens.  Hoje eu sou fã de Supernatural e diante dessa série a brutalidade de Dogma é até farsesca. Aliás, é possível enxergar os arcos mais recentes de Supernatural (desde que os anjos entraram em cena) como uma ampliação das idéias do filme de Kevin Smith.

É preciso ter em mente do primeiro ao último minuto que se trata de uma comédia de absurdos, estilo que não é exatamente do meu agrado, para não questionar a capacidade do diretor. E os efeitos especiais denunciam a idade do filme, mas os diálogos são interessantes (dá para pescar alguma filosofia no mar de palavrões) e é preciso prestar atenção, porque se fala muito e bem rápido em Dogma.

 


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Peter Weyland no TED 2023: “Nós somos os deuses agora”

Este teaser ajuda a esclarecer tanto de Prometheus que deveria ter sido parte do filme. Mas ele pode ser encontrado apenas nos extras do blu-ray.

As legendas são fiéis ao que é dito.

Gostei do discurso de Guy Pierce. Ele está melhor no teaser do que no filme.

3 comentários
  • Snow_man

    Gostei do teaser; seria bom estar no filme. Alias, difícil entender o que foi aquilo rs.

  • VR5

    Tanto “Prometheus” como “Interestelar” foram, na minha opinião, extremamente supervalorizadas…

    • Prometheus deixou bastante a desejar, mas no quesito “supervalorização” acho que Interestellar ganha disparado. Apesar de alguns momentos “WTF!” Prometheus é interessante e consigo ter vontade de ver novamente. Interestellar? Meeehh… Não consigo lembrar de nenhuma cena ou diálogo do filme que valha a pena ver de novo.


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Filmes: The Time Traveler’s Wife emociona, mas não o bastante.

A premissa de  The Time Traveler’s Wife (Te Amarei para Sempre – 2009) não faz nenhum sentido e para apreciar o filme você precisa estar no humor certo para contemplar as implicações para o romance e subseqüente casamento de um homem que salta involuntariamente para trás e para frente no tempo.

Existem uns poucos momentos que emocionam, mas não espere gastar muitos dos seus neurônios com ele e, no geral, é estória para assistir agarrado com a namorada mesmo.

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