Fanfiction: gostei de “Browncoat, Green Eyes”

Browncoat, Green Eyes é a segunda obra de fanfiction que leio. Nem chega perto da complexidade narrativa da obra de Less Wrong, mas ainda assim tem uma qualidade surpreendente.  O público alvo são os fãs de Firefly e Harry Potter que tenham a disposição para ler o equivalente a 660 páginas.

O autor imaginou Firefly como o universo de Harry Potter centenas de anos no futuro. Harry cresceu, se tornou um dos bruxos mais poderosos da Terra, derrotou mais uma meia dúzia de dark lords e… casou com Luna Lovegood. Somente essa “sacada” já valia a leitura porque você acaba acreditando que Luna era definitivamente um melhor par para Harry do que a insossa Gina.

Porém nesse futuro Harry está sozinho pois após a morte de Luna ele aplicou a si mesmo um feitiço de animação suspensa com instruções para ser acordado quando fosse necessário novamente (um Rei Arthur bruxo) e aparentemente acharam que a destruição da Terra e a debandada e o espalhamento de todo o mundo bruxo pelo universo não era motivo bom o bastante.

Harry foi acordado quase que por acaso, centenas de anos depois de todo mundo que ele conhecia estar morto e graças a uma interessante afinidade com River Tam se une à tripulação de Serenity para tentar descobrir se realmente é o último bruxo do universo.  E o autor inclui uma explicação realmente surpreendente para o que aconteceu em Miranda.

A estória é bem “light”. Harry praticamente o tempo todo tem o controle da situação. Não existem traições nem problemas que Harry não possa resolver, muitas vezes de forma engraçada. Sua relação com a tripulação e principalmente com River Tam é hilária.

Só não gostei do conflito final. O autor exagerou no drama e achei bem forçado.


 


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Livros: The 5th Wave (A Quinta Onda) é interessante, mas…

the_5th_wave_ryan.com.br… ainda falta muita coisa para que eu possa dizer que é “bom”.

O maior problema do livro de Rick Yancey para mim pode ser que pela primeira vez a palavra “derivativo” não saiu da minha mente durante a leitura. E eu definitivamente não sou o tipo de pessoa obcecada por originalidade. O danado é que o livro parece copiar idéias demais. A estória se assemelha tanto a “The Host” (“A Hospedeira”) em certos momentos que parece até querer parodiar o livro de Stephenie Meyer.

Mas os problemas não acabam aí. Falta emoção, é sério demais e deprimente: o livro já começa com 7 bilhões de humanos mortos e prossegue com os que sobraram sendo caçados e mortos sem qualquer chance de sobreviver a não ser se manter escondidos até mesmo uns dos outros. Mais deprimente que isso, só copiando também o sadismo de James Dashner.

O primeiro terço do livro intriga e a estória em geral é inquietante. O autor sabe confundir o leitor. Uma hora você acha que sabe mais que os personagens e um momento depois você conclui que não faz idéia do que está havendo. Mas logo isso fica maçante e não me parece o tipo de obra que valha a pena passar mais de doze horas lendo. Tive a impressão que um filme de duas horas é perfeitamente capaz e mostrar tudo dele que vale a pena.

4 comentários
  • Snow_man

    o trailer do filme chamou minha atenção (confesso, tem tempo que me falta ânimo para leitura), e eu também senti um dejavu com A Hospedeira. Começou a passar essa semana, vou tentar ir ver no cinema.

  • Intruder_A6

    Assisti o filme neste sábado e ele lembra muito A Hospedeira, não acrescentou muita coisa. Achei o filme aceitável, mas achei “A Hospedeira” bem melhor.

    • Se “A Quinta Onda” é pior que “A Hospedeira” (o filme, não o livro) então eu corro o risco de entrar em estado de choque assistindo ao primeiro :)

  • Snow_man

    Vi e achei muito água com açucar. Não entendi se vai ter continuação ou não. A hospedeira também não é uma obra prima mas também o achei “a bit more” interessante que esse.


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Fallen Dragon é complexo e cansativo, mas vale a pena ler.

Terminei hoje de ler as 808 páginas de Fallen Dragon(sem edição em Português), um dos poucos livros de Peter F. Hamilton a não fazer parte de uma obra maior. A estória, de uma Terra séculos no futuro onde a humanidade já colonizou vários outros planetas, é muito interessante e com uma riqueza impressionante de detalhes sobre a ciência da exploração espacial. Mas há momentos em que Hamilton dá uma de Tolkien e começa a descrever demais a paisagem, enchendo o saco de quem só quer saber o que vem depois na narrativa.

Nesse futuro a Terra é controlada por mega corporações que financiam (ou financiaram) os assentamentos no espaço. O núcleo do conflito no livro é a pilhagem executada pela corporação Zantiu-Braun (Z-B) nas colônias humanas. A corporação compra outras empresas que financiaram assentamentos e não conseguiram recuperar o investimento e vai atrás desses planetas a cada “n” anos para “legalmente” exigir dividendos na forma de tecnologia e produtos tomados à força das colônias durante uma ocupação militar. Corsários ultra modernos. E como o custo de enviar uma expedição militar a anos luz de distância é altíssimo mesmo no futuro, a situação dos colonos só piora com o aumento da “dívida” como percebido pela Z-B.

E esse é o pano de fundo para uma estória complexa, onde você não sabe exatamente por quem torcer. Não há “santos” no conflito e um dos personagens principais é justamente um sargento da Z-B que logo no primeiro capítulo já mata um civil durante uma ocupação, enquanto planeja fazer uma pilhagem “por fora” em outro planeta e sem sentir qualquer remorso por uma coisa ou outra.  Apesar disso ele não é “mau”. Nada é preto-no-branco nessa estória e o leitor é levado ainda a sentir alguma simpatia por ele.

A ação só deslancha mesmo a partir de 60% do livro, no capítulo 12. Se você conseguir ler até aí, provavelmente não vai conseguir mais parar.

1 comentário
  • VR5

    Interessante, vou atrás. Jefferson: há tempos atrás eu tinha te sugerido dar uma garimpada por sebos (e até sites que se dispõem a digitalizar e a colocar no ar versões em PDF) livros antigos de sci-fi dos “clássicos” autores e mesmo menos conhecidos (mas igualmente bons). Você nunca se interessou? Tenho certeza que não vais te decepcionar! :)


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Gostei de The Martian

The_Martian_2014Preciso começar com uma admissão embaraçosa: eu não li o livro inteiro. Eu estava tão interessado em certos aspectos da estória contada por Andy Weir, que eu simplesmente pulei as partes que considerei maçantes (basicamente, a “ciência” da coisa). Eu pulei para as partes que narram a reação da Terra ao descobrir que Mark estava vivo em Marte e o esforço concentrado para salvá-lo. Algumas passagens me deixaram até com lágrimas nos olhos. Realmente emocionante.

 

O interesse pelo livro surgiu quando vi o trailer do filme. Eu acho fácil assistir a um filme depois de ter lido o livro, mas muito difícil ter a paciência para o oposto.

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  • Gilberto

    Li o livro essa semana, depois que vi seu post.
    Achei muito bom! Espero que façam um trabalho bem feito no filme.


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Livros: “Por um Fio” de Eoin Colfer é uma decepção.

eoin_colfer_PorUmFio_ryan.com.brComo eu já mencionei aqui várias vezes, sou um fã da série “Artemis Fowl” e por isso quando o meu amigo José Carneiro me emprestou, antes mesmo de ler, Por um Fio (Plugged) do mesmo autor, esperei por algo sensacional.

Quebrei a cara. É fácil entender por que as outras obras de Colfer tem longas páginas na Wikipedia mas essa (hoje) sequer tem uma sinopse quatro anos após o lançamento.

Nem parece que o livro foi escrito pela mesma pessoa que concebeu Artemis Fowl e o mundo das fadas. A estória é fraca, enfadonha e apenas ligeiramente engraçada. As situações vividas pelo personagem principal são tão mirabolantes que o único adjetivo que me vem à mente para descrever o livro é “surreal” (no mal sentido).

E o texto na capa “Se Você Amou Artemis Fowl, É Hora de Crescer” soa ridículo quando você termina o livro. Tirando garçonetes, strippers, palavrões e insinuações de sexo, a trama beira o infantil. Nada se aproveita. Nenhum personagem memorável. Nenhuma piada realmente boa. Perdi meu tempo.

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Harry Potter and The Methods of Rationality (HPMOR) é extraordinário.

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Somente lendo o livro você entende por quê essa mão numa posição de estalar os dedos foi escolhida para simbolizar a estória.

Não, não é o título de um novo livro de J.K. Rowling. HPMOR é uma obra de fanfiction (escrito por um fã), gratuita (todo fanfiction por natureza tem que ser) que infelizmente ainda não tem tradução completa em português (você pode conferir a tradução dos primeiros 11 capítulos aqui). Mas é algo que em muitos aspectos supera o original. O livro é uma obra em andamento que segundo o autor será concluída no início de 2015. Você pode ler em HTML direto no site ou baixar a versão em PDF que até agora tem 1633 páginas. Se isso em vez de intimidar te empolgou, eu acho que estou falando para a pessoa certa :)

Se você é fã de Harry Potter (os livros), leia HPMOR.

Se você não é fã, mas gosta de “papo cabeça”, leia HPMOR.

Eu descobri a existência desse livro por puro acaso, quando esbarrei em um comentário do hacker Eric Steven Raymond, cuja opinião eu respeito, sem poupar elogios. Eu tinha que conferir.

HPMOR conta a estória de um Harry Potter em uma realidade alternativa, onde Petúnia em vez de casar com o palerma do Dudley, casou-se com um professor de bioquímica da universidade de Oxford e Harry cresceu sendo amado, cercado de livros e intelectualmente super dotado (como Voldemort). Em HPMOR Harry não é o garoto apalermado que vence o mal basicamente por “dumb luck” (como diz McGonagall após a derrota do troll no primeiro filme). Ele é uma força a ser temida. HPMOR mostra como seria Harry como um garoto de 12 anos que acaba de descobrir que pode fazer magia, com uma mentalidade de adulto (possivelmente fruto do fragmento de alma do Voldemort residindo dentro dele), super dotado e acima de tudo, racional.

Aliás, esse é o objetivo do livro. A estória de Harry Potter serve como pano de fundo para que o autor, o gênio Eliezer Yudkowsky (sob o pseudônimo LessWrong), dê uma incrível aula sobre racionalidade. Conceitos que eu simplesmente teria pouca ou nenhuma paciência de tentar entender em um livro didático são explicados com exemplos práticos, fáceis de entender e muitas vezes hilários.

A estória de HPMOR mostra o primeiro ano de Harry em Hogwarts e o cenário geral é bem parecido com o da estória oficial, mas com algumas diferenças conceituais e outras de enredo. A mais importante das diferenças conceituais e algo que me incomoda na estória original é que no universo de HPMOR a magia cansa.  Isto é: não basta você saber o feitiço para poder ficar uma hora balançando a varinha em um duelo como na obra oficial. Feitiços mais poderosos exigem mais energia física e você tem que decidir durante o combate o que pode fazer sem desmaiar de exaustão. Somente essa diferença já muda muita coisa, mas não é a única.

Em HPMOR, o professor Quirrel também se torna professor de Defesa Contra as Artes das Trevas em Hogwarts. Mas a semelhança praticamente acaba aí. O Quirrel de HPMOR é um mago de incrível poder que pode ou não ser Voldemort (existe muitra controvérsia na lista de discussão, por causa do seu comportamento ambivalente) e que se torna mentor e “amigo” (ele mesmo não aprecia a idéia) de Harry. Quando os dois se juntam para discutir a racionalidade do que acontece em Hogwarts, eu acho que posso ser flagrado de boca aberta babando na frete do tablet. E Quirrel não se contenta em ensinar uns feitiços chinfrins para seus alunos. Ele institui em Hogwarts eventos de Battle Magic onde os alunos de Hogwarts são divididos em exércitos sem separação por casas (você vê a Sonserina lutando ao lado da Grifinória e isso funciona) sob o comando de três “generais” escolhidos por ele: Potter, Malfoy e… (eu não vou contar quem é o terceiro. A surpresa é deliciosa :)

A descrição das batalhas é fantástica. E o suspense geralmente fica por conta do que o general Potter vai inventar (uma combinação de ciência e magia) para tentar vencê-las (ele nem sempre consegue, por causa das regras que muitas vezes são criadas por Quirrel justamente para dar uma chance aos outros generais) .

E não há falta de motivos para dar grandes risadas com o livro. Uma cena memorável é a em que Hermione dá um um beijo em Harry. Em outra Dumbledore e Snape se sentam para discutir um paradoxo temporal (sim, HPMOR também tem um dispositivo de viagem no tempo, sob o controle de Harry). É hilário!

E por falar em Snape, sua presença em HPMOR começa idêntica à da série original. Mas se você leu os livros ou assistiu aos filmes deve ter se perguntado como Dumbledore e McGonagall permitiam que um professor fizesse bullying em todos os alunos exceto os da sua casa tão descaradamente. Pois o Harry racional também se perguntou isso logo na primeira aula de Poções. O resultado é que o Snape de HPMOR é proibido de tratar mal seus alunos, graças a uma impressionante (embora não muito sábia) intervenção de Potter. E centenas de páginas adiante você descobre que isso não foi nada. Em HPMOR, Harry aprende a meter medo até nos dementadores. E tudo é explicado racionalmente.

SPOILER ALERT

SPOILER ALERT

SPOILER ALERT

SPOILER ALERT

SPOILER ALERT: O que vou contar adiante é importante para que você entenda realmente o livro, mas você não vai gostar de saber com antecedência.

Se você não percebeu até agora, um aviso: HPMOR não é estória para crianças. Os temas são adultos e o ápice dessa diferença surge como um soco no estômago do leitor no encontro de Hermione com o troll: Hermione morre, devorada da cintura para baixo. E Harry passa o resto do livro arquitetando seu caminho até a omnipotência (para desespero de todo o corpo docente de Hogwarts e todo mundo que tem juízo) para poder ressuscitá-la. O corpo de Hermione inclusive desaparece um dia depois. Todo mundo sabe que só pode estar com Harry (dos personagens aos leitores), mas ele nega e ninguém entende como ele pode ter escondido. Há quem ache que Hermione foi morta justamente para colocar Harry no caminho “do lado negro da força”, justamente porque Herminone era a única âncora que ele tinha. A única coisa que o segurava no caminho do bem.

Mas a estória, assim como esta sinopse, ainda não terminou :)

1 comentário
  • Finalmente (e infelizmente) a estória chegou ao fim ontem, com o último capítulo sendo publicado no dia e hora “do Pi”. Agradeço a Eliezer Yudkowsky pela oportunidade de ter lido algo tão extraordinário e de graça, mas eu teria pago com prazer.

    Deixando de lado a aula sobre racionalidade, a precisão com que EY amarra a estória é impressionante. Logo na primeira página ele já sabia como a estória iria terminar e mesmo os eventos mais absurdos (geralmente obra de Dumbledore, que de insano não tinha nada)são explicados no final. Só por causa dos pequenos detalhes que passaram despercebidos o livro já merece ser relido. HPMOR é algo que eu vou lembrar e comentar por muitos anos ainda.


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Livros: A trilogia The Maze Runner é terrível!

Se você pretende ler a trilogia (eu realmente espero que não), pare de ler este post agora mesmo. Os spoilers são muitos. Se você só leu o primeiro livro e pretende ler os outros em busca de respostas para os mistérios da trama, desista. Nem o autor sabe as respostas.

Eu ia dizer que estava “desapontado”, mas isso é pouco para descrever o que senti quando li três livros à espera de The Maze Runner cover.pnguma explicação racional para o banho de sangue com requintes de crueldade que perdurou durante quase toda a saga. É muito mais que isso: eu me senti enganado por James Dashner.

  • No final do primeiro livro eu fiquei pensando: “que po**a é essa?!” Mas como haviam mais dois livros dava tempo de explicar;
  • No final do segundo eu pensei “OK. Ainda brutal demais, mas o livro é melhor e ainda dá para salvar tudo se eu gostar das explicações no terceiro”;
  • No final do terceiro: “Que po**a é essa?!!!”

O que dá a entender após lermos a última página da série é que o autor chegou ao terceiro livro sem idéias de como explicar as maluquices que ele inventou nos dois primeiros e por isso mudou de rumo completamente e arrematou com um final que não tem conexão com a estória. 99% do que se passa nos três livros ficou sem explicação.

Convenientemente, Dashner fez com que Thomas não quisesse ter sua memória restaurada e que os personagens que recuperaram as memórias (em especial, Teresa)  “desaparecessem” durante quase todo o terceiro livro. Assim ele conseguiu justificar mais três centenas de páginas de “não sei”, “não lembro” e “isso me parece familiar”.

Foram 376+368+336= 1080 páginas do meu tempo que perdi.

Da metade do terceiro livro em diante eu já estava cansado da rotina de violência sem sentido (e sem lógica narrativa) e pulava parágrafos inteiros sem ler quando Dashner começava a narrar mais uma desventura de Thomas. Aliás, a trilogia começou a me lembrar de “Desventuras em série”: aquela série de livros onde os personagens principais “só se f**em”. Esse é mais um problema da narrativa de Dashner: praticamente o tempo todo os personagens principais apenas mal e mal sobrevivem. Até quando eles parecem ter uma vitória, isso faz parte dos planos da WICKED. Não dá para aguentar 1080 páginas de derrotas!

A não ser que você seja sádico, é claro.

Mas o principal motivo para eu me sentir enganado é que foram dadas dicas na narrativa de que pelo menos boa parte das mortes tenha sido uma ilusão. O leitor é levado a acreditar que as mortes, por mais sem sentido e cruéis, talvez não tenham realmente ocorrido. São vários os pontos que me levaram a acreditar nisso:

  • Gally, que se não tivesse morrido no ataque ao Glade deveria ter morrido pela forma brutal como seu corpo foi levado embora, apareceu vivo, andando e falando, logo no final do primeiro livro;
  • WICKED tem uma tecnologia quase sobrenatural e ficou claro que a organização era capaz de incríveis ilusões;
  • Todos os gladers tinham implantes em seus cérebros;
  • Teresa insiste na mensagem de que “WICKED is good”;
  • E finalmente, as palavras de Janson (The Rat Man) no início do segundo livro – o destaque é meu:

“As you make your way through the Trials, you have seen and will continue to see evidence of this technology and the resources behind it. If I can tell you anything today, it is that you should never, ever believe your eyes. Or your mind, for that matter. This is why we did the demonstration with the hanging bodies and the bricked-up windows. All I will say is that sometimes what you see is not real, and sometimes what you do not see is real. We can manipulate your brains and nerve receptacles when necessary. I know this all sounds confusing and a little scary, perhaps.”

Mas no final todo mundo que morreu, morreu MESMO! Não foi mostrada nenhuma evidência, além da “ressurreição” de Gally, de que a WICKED estivesse manipulando o que todo mundo estava vendo.

Outra coisa estúpida é a idéia de que o governo tenha liberado o vírus “Flare” como “controle populacional” após o desastre (como se após um desastre dessa magnitude ficasse “sobrando” gente) sem ter uma cura para ele já pronta! É como se não existissem outras armas químicas e biológicas mais eficazes, que matassem apenas os infectados de forma realmente “controlada”. É preciso ser muito, muito, muito imbecil para expor propositalmente sua população a um agente infeccioso com contágio pelo ar para o qual não há cura nem vacina. Teria sido muito melhor ter mantido a idéia original de que o vírus “escapou” de um centro de pesquisa no tumulto provocado pela catástrofe solar.

Eu até poderia pensar que isso é o que eu mereço por ficar lendo literatura infanto-juvenil (ou de “jovens adultos”) depois de velho mas, caramba! The Maze Runner conseguiu me causar pior impresão que Percy Jackson! E tentar comparar com Artemis Fowl, Harry Potter e The Hunger Games (que poderia ter terminado melhor) já é covardia. Como contador de estórias James Dashner perde feio para Eoin Colfer, J.K. Rowling e Suzanne Collins.

38 comentários
  • Saulo Benigno

    E o filme vem aí, já viu o trailer?

    Pior que o ator principal tem a cara do ator do filme de Percy Jackson lembra ele e muito. Em vários momentos do trailer pensei que fosse o mesmo…

    Vi faz pouco tempo o trailer aqui

    http://omelete.uol.com.br/comic-con/cinema/correr-ou-morrer-assista-ao-novo-trailer-do-filme/

    • Eu me apressei para ler The Maze Runner justamente por causa do filme. Se eu tiver assistido a um filme dificilmente tenho paciência para ler o livro que deu origem a ele.

      Eu já tinha visto o trailer e uma coisa eu adianto: várias cenas do trailer não existem no livro. Mas pode ser para melhor! A trama da trilogia é tão esburacada que há espaço para melhorias no filme.

      Porém… conhecendo o final “brochante” que tem a trilogia se o filme não tiver uma direção e atuação impecáveis eu vou desistir dele em 20 minutos ou menos. Foi o que aconteceu quando tentei assistir a Percy Jackson e The Host (e olha que eu adorei o livro).

  • Sony Santos

    Olá, Jefferson!

    Não querendo me gabar, mas você vai aproveitar muito mais o meu pequeno livro. :) Ele provavelmente não será o melhor livro que você vai ler, mas com certeza será muito melhor que esse, pois adoro dar explicações para as coisas e amarrar as pontas soltas.

    São só 144 páginas, é muito menos perda de tempo se você não gostar, mas pode começar só com o primeiro conto, que tem 3 páginas de texto e uma de figura. Na minha opinião, os melhores são “Terror no teletransporte” e “Bolhas de nada”, mas alguns preferem a “Floresta mutante”, onde também há uma boa explicação para viajar do Brasil à Alemanha apenas caminhando por uma floresta.

    Abraço! :)

  • Lais

    é por isso que velhos não leem YA. o cérebro de vcs não consegue acompanhar.
    tenha um bom dia

    • E é por isso que gente da sua capacidade intelectual não é levada a sério. A sua incapacidade de entender o que está escrito no último parágrafo e de articular um argumento é assombrosa!

      Tenha um bom dia!

      OBS.: Seus próximos comentários serão ignorados, conforme as Regras de Participação. Eu só publiquei seu comentário porque hoje estou no humor certo para dar bordoada em trolls e crianças mimadas.

  • VR5

    Estou numa fase agora onde estou percorrendo sebos (tanto virtuais como físicos) para adquirir livros de ficção científica antigos. E não falo só dos “mestres” Isaac Asimov, Arthur C. Clarke, Robert A. Heinlein, etc. Existem livros EXCELENTES escritos por autores praticamente desconhecidos (pelo menos para a maioria dos brasileiros) nas décadas de 1950, 1960, 1970, etc. E em língua portuguesa! Jefferson: se um dia passares por um sebo (ou uma livraria que negocia livros usados) experimente. Caso queiras, posso te indicar alguns. Abraço (de alguém que se orgulha de “não conseguir acompanhar a surpreendente literatura enlatada de hoje em dia”)!

  • Cara em primeiro lugar: não é uma trilogia, tem 4 livros da série:correr ou morrer, prova de fogo, a cura mortal e ordem se exterminio. Em segundo lugar: procure algum curso de português porque não acredito que um adulto escreve ”istória” ao invés de ”história”, é por isso que velhos não gostam de distopias.. Pense bem nisso que eu te falei!

    • Olha, eu vou dar um desconto porque claramente pela sua foto no Facebook você é um menino e ainda tem muito o que aprender.

      Cara em primeiro lugar: não é uma trilogia,

      E quem decide isso? Você? No site oficial de James Dashner o conjunto dos três livros que li é chamado de “trilogia”:

      “A prequel to the Maze Runner trilogy, The Kill Order…”

      E a Wikipedia também se refere aos três volumes como trilogia:

      “The Maze Runner is the first book in a young-adult post-apocalyptic science fiction trilogy of the same name by James Dashner.”

      Dica: aprenda inglês antes de vir discutir com alguém que se informa direto na fonte, sem depender de traduções.

      procure algum curso de português porque não acredito que um adulto escreve ”istória” ao invés de ”história”,

      Essa foi hilária. Eu escrevi “istória” em algum lugar? Se tivesse, teria sido claramente erro de digitação. Não, eu escrevi “estória” e vou continuar escrevendo assim quando me referir a uma narrativa:

      A palavra estória, comumente aceita como sendo um relato de fatos não comprovados (ou fictícios), fora designada para tal fim no início do século XX, por um acadêmico brasileiro – mas sem respaldo etimológico.

      Fonte

      Sei que os etimologistas não gostam, mas eu quero que eles e a reforma ortográfica se danem, sacou?

  • Olha ok cara, mas eu acho que um cara como você (velho) não deveria ler esse tipo de coisa! vcs nãoa companha a historia ‘-‘

    • Garoto, eu vou dar mais uma dica para você, desta vez sobre algo chamado “argumentação”. Se você deseja convencer alguém de que ele está errado, precisa apresentar argumentos. Pegue os defeitos da trama que eu fui apresentando no meu texto, um por um, e mostre onde eu erro. Mostre o que eu deixei de ver, preferencialmente citando a página do livro.

      Isso aí de você se limitar a dizer que eu estou errado e, num arroubo de autoritarismo e arrogância, sugerir que eu nem deveria ter lido o que li, (coisas que você acha que são argumento) pode funcionar numa conversa entre pessoas da sua idade, mas não funciona com alguém (mentalmente) adulto. Você não vai ser levado a sério, porque não dá para levar você a sério. Eu sei que provavelmente você é muito novo para entender que sua argumentação é falaciosa e é por isso que eu continuo dando um “desconto” para você. Mas não vou mais perder meu tempo contigo, porque não vai demorar para meus colegas indagarem por quê eu estou “me trocando” (acho que essa é a expressão) com uma criança. Porém eu já tive a sua idade e queria ser aceito pelos adultos e só por isso dei atenção a você até agora, mas não mais.

      Sua participação acaba agora e deixo avisado para outros “jovens adultos” que críticas ao meu texto sem argumentação sólida (e quem decide isso sou eu) serão ignoradas.

    • VR5

      Que “internetês” (coloquei entre aspas de propósito) horrível, Gustavo Henrique… e quanto a não gostarmos de distopias: muito antes de vocês nascer já se escreviam excelentes (MUITO melhores que as atuais e “descartáveis”) distopias: conheces algum dos autores que citei mais acima? Já leu algum? Já percorrestes sebos atrás destes livros (ou mesmo já os leu digitalmente – existem vários deles em PDF)? Conselho de um “tio”… ;)

  • Fabiano Silveira

    Vi o filme Maze Runner, e achei a premissa e a ambientação interessantes, a ponto de utilizá-las justamente em seu público alvo…
    Por muita insistência de minha afilhada (13 anos), para que eu mestrasse uma sessão de RPG de mesa na semana que ela passaria em minha casa, acabei usando como referência este filme, aproveitando que ela não havia assistido.
    Joguei a pestinha no hostil ambiente do labirinto, no papel do Thomas e mantive a narrativa muito próxima ao que foi apresentado na tela, alterando somente as coisas conforme as decisões que ela tomava.
    O sucesso foi garantido, passamos ótimos momentos de diversão, ela simplesmente adorou!!!
    Porém, pelo que li acima precisarei mudar tudo se quiser dar sequencia a esta aventura, pois vendo o filme eu já havia achado muito estranho o que estava sendo sugerido como motivação da tal organzação que colocou a garotada no labirinto, e agora tenho certeza que as explicações ficaram todas muito toscas, se é que algo ficou explicado nesta trilogia.
    Seria possível alguém me explicar melhor o que é a tal CRUEL e porque colocou os jovens naquele labirinto?

    Agradeço desde já.

  • Rogerio

    Oi Jefferson!
    Meu sentimento por james Dashner é o mesmo: ele é uma enganação!!!!!
    Vc fica os tres livros inteiros esperando alguma explicação e não existe nenhuma.Ele é apenas um sádico.

  • Luanda

    Ainda bem que resolvi pesquisar antes mesmo de começar a ler o segundo livro!!!
    No primeiro eu já estava me chateando com o fato de estar chegando no final,e nada de realmente importante acontecer.
    Sabendo que nada fica explicado,parei por aqui.
    Grata.

  • Francisco

    Para mim esse autor aproveitou a onda de filmes infanto-juvenis baseados em livros e escreveu rápido 3 livros mas já pensando nos filmes…. acho o mesmo desse tal de divergente e alguns….

    Resumo, ficou uma obra mal feita visando apenas o lucro….

  • Carla

    Bom mesmo é achar uma crítica como a sua: nem preciso me dar ao trabalho de dizer mais nada. Senti exatamente o mesmo ao final da série. Putz.

  • amanda

    As vezes me sinto meio velha para ler livros com conteúdo “juvenil adulto” afinal tenho 33 anos, mas não posso negar que gosto. Seguindo a linha futuro distopico, e por ter curtido bastante Jogos Vorazes o filme, resolvi comprar os livros,inclusive Divergente e Maze Runner…e confesso que diferente de Jogos, que o filme é bem fiel ao livro e Divergente na minha opinião o filme é melhor que o livro Maze me decepcionei, resolvi ler o livro antes do filme ( imaginando que seria tão bom qt o trailer, que foi o que me chamou atenção) mas já adianto que não me prendeu…linguagem me parece infantil com os “trolhos” e “mertilas” pra lá e pra ca. As transformações que deveriam servir pra algo só apresentam sentido quando Thomas passa por ela…quer dizer 2 anos e ninguém nunca pensou que as lembranças serviriam pra algo….e a telepatia de Teresa e Thomas serve pra algo mais além de conversarem? Estava a muito buscando resenhas sobre o filme, pois achava que uma hora a coisa toda ia funcionar…mas pelo que vi por aqui..acho que não.

    • VR5

      amanda, siga minha sugestão: vá aos “sebos”… garanto que vais te surpreender! :)

  • Fabi

    Jefferson, não dê muita ideia para essa galera cujos critérios para ler um livro é que ele tenha menos de 200 páginas e seja “modinha” ,não entendem coisíssima nenhuma de literatura, não vale a pena discutir. Concordo que MR tem buracos enormes, um desfecho risível e que The Hunger Games poderia, com toda certeza , ter recebido um desfecho melhorzinho. Só aceito opiniões literárias de quem é realmente alfabetizado, consegue ler e compreender os clássicos da literatura universal e não desanima só porque o livro tem mais 200 páginas, o que já exclui mais da metade da garotada que eu vi comentando aqui dizendo que “velho ” não gosta de distopias. Ridículos.

    • Eu prefiro nem usar o termo “literatura” porque soa elitista e acho que o simples fato do povo estar lendo um livro, qualquer que seja, já é um avanço.

      Eu simplesmente gosto de ler e já li (e me emocionei com) até aqueles livretos de romance massificado das séries “Sabrina”, “Júlia” e “Bianca”. Mas era uma época em que eu tinha menos opções. Não sei se gostaria hoje.

      Eu não tenho nenhum problema com as as pessoas lerem a trilogia inteira “The Maze Runner” e gostarem da obra, apesar de seus problemas. O que me incomoda mesmo é as pessoas se recusarem a enxergar esses problemas mesmo quando estes são detalhadamente explicados e ainda por cima terem a audácia de virem aqui no meu blog disputar o meu direito de criticar, sem sequer se darem ao trabalho de serem respeitosos e educados.

      Ler gente passar atestado de imaturidade ao mesmo tempo que me chamam de imaturo (eu não publiquei isso) é no mínimo bizarro.

  • Priscila

    Caro
    Gostaria de uma sugestão de trilogia adulta, visto que vejo muito divulgação das trilogias juvenis e particularmente não gosto muito de histórias “água com açucar”.

  • luan

    concordo com o jefersom pois o livro nao tem sentido ….. ja li os 4 e ainda nao vi soluçao nem uma para a doença ….. fiquei muito bolado e o livro ORDEM DE EXTERMINIO nao tem nem um sentido …….. mais vou ler os ARQUIVOS ja q cheguei até aqui ….. tbm nao entemdo muito de literatura e nem sou muito bom cm gramatica mais as palavras de jefersom sao sabias em relaçao ao livro e concordo plenamente cm ele…….

  • luan

    concordo com o jefersom pois o livro nao tem sentido ….. ja li os 4 e ainda nao vi soluçao nem uma para a doença ….. fiquei muito bolado e o livro ORDEM DE EXTERMINIO nao tem nem um sentido …….. mais vou ler os ARQUIVOS ja q cheguei até aqui ….. tbm nao entemdo muito de literatura e nem sou muito bom cm gramatica mais as palavras de jefersom sao sabias em relaçao ao livro e concordo plenamente cm ele…….

  • Roberta

    Olha eu tenho 20 e tbm não me agradei da trilogia, realmente sem noção, fiquei tipo: ” que m*** é essa minha gente?” kkk. Concordo plenamente com cada parágrafo do seu post, até Jogos Vorazes é melhor (tbm não gostei mt da trilogia, na minha opinião gostei apenas do 1 livro).

  • João

    Apesar da maioria estar criticando, gostei da trilogia. Realmente algumas coisas ficaram bem vagas, e alguns fatos como ele não recuperar a memória também me irritaram kkkk, mas acho que no geral vale a pena ler sim. Gostei do Universo do livro, achei bem interessante como sempre existia um mistério. Ainda não li a Ordem de Extermínio e ano que vem vão lançar um novo livro. Talvez tenham algumas explicações rs.

    Tive o mesmo sentimento do autor desse texto em relação a Jogos Vorazes. Quando terminei de ler, fiquei meio indignado kkkk, não é possível que o fim era tão ruim daquele jeito. E na parte de maior ação, também achei que a Collins fracassou.

    Voltando ao Maze Runner, respeito as opiniões acima, mas acho que quem gosta de ficção pode ler sim. De 0 a 5, daria uma nota 4 ou 4,5 rs. Abraços.

    • Obrigado pela contribuição, João. Você é a primeira pessoa em meses a vir aqui dar uma opinião diferente da minha mas sem partir para me ofender ou questionar meu direito a ter uma opinião. Se mais leitores de Dashner fossem assim equilibrados…

  • Beatriz

    Eu apenas não concordo com o “velho” demais para esse tipo de livro. Leio muito desde meus 13 anos e hoje tenho 20 anos porém nunca me interessei por este estilo de trilogia, de resto concordo com tudo. Acho que não existiu uma estória consistente, pareceu que o James Dashner apenas foi inventando e acabou por se perder e arrumou uma “saída pela tangente” devido a provável pressão da editora para o termino do livro. Admito que sou meio suspeita porque desde do início não gostei muito do enredo porém preferi conferir para depois concluir minha opinião e a conclusão foi que o livro serviu apenas para criar questões que nunca serão respondidas.

    • Thiago

      Gente, leiam prestando atenção aos detalhes e leiam os livros 4 e 5. Foi explicado nos livros o passado deles antes do labirinto, e que havia SIM uma cura para o vírus, mas por conta de suas mutações a cura parou de fazer efeito.

  • Tatata

    Ok, eu acabei de ver o primeiro filme de Maze Runner, achei um poço de ação sem sentido e nada me conquistou no filme (exceto o ator que faz o Thomas, hehehe), e vim dar uma espiada pra ver se o livro valeu a pena..
    Pelo que você disse, não vale. Eu só não consigo ficar o tempo inteiro vendo ação, ação e ação… o filme parece tão barato, tão raso, tão vazio de mensagem. Eu não sei como expressar isso e você obviamente é melhor com palavras e obcecado com argumentos então você consegue.

    De qualquer modo, obrigado por me salvar de várias páginas de frustração.

  • paulo

    O primeiro filme é mediano e poderia ter sido bom, se não fosse o final forçado para ter continuação.O segundo é bem melhor, mas pelo que você diz, teremos um terceiro filme bem ruim por causa dos livros que não tem explicação alguma.É Lost e Prometeus p adolescentes, ou seja, roteiro vazio e muita enrolaçao.

    • É triste ver que Lost, que começou tão bem, agora é um dos primeiros exemplos que vem à mente quando pensamos em “enrolação”.

    • Thiago

      Paulo, é justamente o contrário. O segundo filme foi ruim. Comparando o livro com o filme parece que o diretor do filme usou drogas antes de fazer o roteiro. No filme o propósito da viagem foi completamente mudado.

  • Nayara

    Vi o 1o filme e li o 2o livro. Extremamente frustada de ter perdido um sábado sem ter respostas. Decidida a não ler o proximo sem algum fundamento fui ao google em busca de spoilers. Mas nenhum fica claro, logo, não vou nem ler os outros. Argh! Concordo contigo. E pra mim o óbvio, foi uma trilogia comercial. Já que terminou de ler, poderia me contar: quem morreu? Quem sobreviveu? Como terminou enfim…
    Jogos Vorazes terminou morno mas teve lógica. Divergente foi triste o fim mas razoável. Agora esse Maze Runner…

    • quem morreu? Quem sobreviveu? Como terminou enfim…

      Além de Thomas eu não lembrava de mais ninguém, mas dei uma olhada no terceiro livro e o resumo é este:

      Dos personagens principais, salvam-se Apenas Thomas, Frypan, Minho e Brenda (que é introduzida no segundo livro). Teresa morre no final do terceiro livro.

      Esses quatro e mais um grupo de cerca de 200 imunes escapam para um santuário no que parece ser uma ilha. Sem uma cura, todo o resto da humanidade caminha para a extinção.

      Jogos Vorazes terminou morno mas teve lógica.

      Concordo plenamente. O livro final de Jogos Vorazes é “esquisito”, mas o final é satisfatório.

      Divergente foi triste o fim mas razoável.

      Eu parei de ler Divergente a 1/3 do terceiro livro. Estava monótono demais e não gostei do rumo que a trama estava tomando.

      Agora esse Maze Runner…

      Não perca mais do seu tempo com ele.

  • Amanda

    É uma otima opinião… Bem formulada e rica de detalhes… Você só se esqueceu de um bem visível: literarura infanto juvenil, ou seja destinadas para esse público, então de certo modo não me adimira que você não tenha entendido o significado por trás do livro; se você perceber todos os personagens principais do livro são adolecentes e eles se sentem confinados e precionados por todo o mundo para serem cada vez melhores e alguns vão ficando para trás por “armas”, “venenos”, e simples “más influências”… Está fazendo sentido o MEU jeito de pensar sobre esses livros? Um conselho quando ler algum llivro destinado ao publico infanto juvenil tente pensar como nós meu caro, quem sabe assim faça mais sentido. Mais se você ainda tiver dúvidas sobre os “mistérios” deixados PROPOSITALMENTE pelo autor leia o quarto livro, ele explica muito bem a história. E espero que entenda meu comentário como eu entendi o seu, como uma opinião e sem julgar quem eu sou pelo que eu penso sobre esse fato em particular.

    • e alguns vão ficando para trás por “armas”, “venenos”, e simples “más influências”… Está fazendo sentido o MEU jeito de pensar sobre esses livros?

      Não. Eu não lembro disso e francamente essa explicação está mais para o que os adultos gostariam que os adolescentes lessem. Como em “O senhor das moscas”. Eu fico tentando entender como essa sua teoria justifica aquela equipe que resgata os garotos no fim do primeiro livro se transformar em um monte de cadáveres no início do segundo livro e não consigo.

      Mais se você ainda tiver dúvidas sobre os “mistérios” deixados PROPOSITALMENTE pelo autor leia o quarto livro, ele explica muito bem a história.

      Não, eu não vou ler o quarto livro. “Engane-me uma vez e a vergonha é sua. Engane-me duas vezes e a vergonha é minha”. Se o autor fez isso PROPOSITALMENTE eu certamente não vou ficar menos indignado. Você ficaria? Mesmo?

      Mas se você acha que esse tal quarto livro explica cada uma das objeções que fiz à narrativa, por favor fique à vontade para explicar. Não se preocupe com spoilers. E cite páginas para que eu possa confirmar o que você diz.

      Tenha em mente que isso não muda o que aconteceu na trilogia. Nenhuma explicação mirabolante publicada depois fará a trilogia ser menos sádica e ter um fim menos trágico.

    • A propósito, o adolescente em mim compreende Rowling, Colfer e Collins. Para ele Dashner é um sádico repulsivo.


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Livro: Forever Odd muda a narração de Odd Thomas

Mas continuo sem saber se isso é bom ou ruim.

Como Odd Thomas terminou com um desfecho altamente desagradável e deixando muitas pontas soltas eu me senti compelido a ler a continuação, Forever Odd, em busca de respostas e, talvez, uma declaração do autor do tipo “just kiddding!” que revertesse a grande tristeza que encerrou a saga anterior. Nada disso aconteceu, mais pontas ficaram soltas e agora é que “o bicho pegou” mesmo. Forever Odd termina de forma surpreendente mas não desagradável. Bom… pelo menos não será desagradável se até o sexto livro o autor explicar o que danado aconteceu, porque ninguém mais sabe! Nem Odd, nem os leitores.

Uma coisa mudou radicalmente: enquanto no primeiro livro eu esperava um inimigo sobrenatural e não havia nenhum, no segundo livro eu esperava que o inimigo fosse apenas doido varrido, para acabar sendo revelado bem no finzinho que ele tinha de fato poderes sobrenaturais. E não, nenhum Bodach aparece no livro inteiro.

Eu até desconfiei de algo sobrenatural, mas usei o raciocínio errado. Eu desconfiei que Cheval Robert e Cheval Andre fossem fantasmas, mas isso não podia fazer sentido, já que Datura podia vê-los.

A comédia continua, mas do ponto de vista da ação o livro é frustrante. Houve momentos em que eu pensei que estava lendo de novo “O Senhor dos Anéis” de tão longas eram as passagens que só descreviam a paisagem. Eu esperei até o finzinho que Odd estivesse sendo procurado e que a “cavalaria” fosse aparecer a qualquer momento, mas Odd estava completamente só.  Pense no anti-climax que senti quando Odd estava à beira da morte no esgoto e foi revelado que todo mundo que podia ajudá-lo estava jantando em casa nessa hora.

Tá difícil, muito difícil eu dizer que “gostei” dessa série. Mas me sinto compelido a continuar lendo os livros seguintes só pela comédia e para ver se o autor salva a trama!


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Livro: Odd Thomas não é nada do que eu esperava

E ainda não sei se isso é bom ou ruim.

OBS.: Eu até tento evitar os spoilers, mas não dá para realmente criticar o livro usando indiretas o tempo todo.

Não leia o livro se não gostar de uma trama com pontas soltas. Se você espera que em um best seller de suspense todas as coisas esquisitas que acontecem ao longo da trama sejam explicadas,  preferencialmente de uma forma surpreendente, no fim do livro, esqueça Odd Thomas. Eu li o segundo livro esperando ter explicações para os mistérios do primeiro e só o que encontrei foram mais pontas soltas.

No cinema, quando o diretor ocupa preciosos segundos da trama com um evento aparentemente banal, supérfluo, como quando o personagem de Wesley Snipes passa mal e vai ao hospital em The Art of War, você fica se perguntando o que aquela cena de 1 minuto tem a ver com a trama e no final do filme descobre que nessa visita implantaram nele um rastreador. Em filmes, cada segundo tem que ser explicado no orçamento. Já em livros, infelizmente, o autor pode se dar ao luxo de escrever páginas e páginas sobre algo e depois esquecer ou desistir de fazer o desenvolvimento.

E aí vem o maior problema de Odd Thomas. No início da trama, Odd esbarra em um portal que funciona mais ou menos como uma máquina do tempo. Mas é tão perigosa que uma pessoa sã somente recorreria a ela em caso de vida ou morte. E o que acontece quando no final do livro Odd se depara com um desfecho estarrecedor que poderia ser desfeito com uma máquina do tempo? Ele parece esquecer que conheceu tal coisa e a vida prossegue. Não se desperdiça uma linha sequer racionalizando isso, nem explicando que medidas foram tomadas para, em outro extremo, evitar que o portal fosse reaberto.

Aliás, o final da estória é brochante. Apesar de suspeitar que ia acontecer exatamente o que aconteceu, dadas as diversas dicas ao longo da narração, ainda fui apanhado de surpresa. Me senti trapaceado pelo autor. E isso mesmo tendo suspeitado, sim, que pudesse estar sendo usado o recurso do “unreliable narrator” e Odd (o narrador) estivesse escondendo algo dos leitores. Odd não apenas estava sendo um narrador não confiável, mas ainda confessa isso com todas as letras para o leitor quando a verdade é descoberta. Eu poderia ter gostado, como gostei de ser enganado pelo diretor em O Sexto Sentido, mas não gostei. Acho que faltou me enganar “do jeito certo”.

Outra coisa que me incomodou na trama foram os tais Bodachs. Ora, a menos que todos eles estivesse conspirando para enganar Odd, qual a explicação para que eles seguissem o Fungus Man (que nunca havia matado ninguém, ainda) às centenas, mas que nem umzinho sequer fosse visto perto dos outros (muito mais perigosos) envolvidos na trama? Fungus Man era apenas o doido financiador da operação e aprendiz de monstro enquanto os outros já eram monstros.

E o que eles faziam nas casas das pessoas que iam ainda morrer? Os Bodachs vem do futuro?

A necessidade de ler o livro surgiu quando vi o trailer do filme e descobri que era baseado em um best seller. Nunca havia lido nada antes de Dean Koontz e não gosto de ler algo depois de ter visto o filme. Mas justamente ter visto o trailer do filme me levou a outra frustração: as cenas cuidadosamente escolhidas do trailer me levaram a crer que Odd estivesse lidando com uma ameaça sobrenatural. Não era! Todos os antagonistas da estória eram homens sem poder sobrenatural algum. Os Bodachs, apesar de Odd sabiamente não querer descobrir do que eles são capazes, são meros espectadores, que no fim das contas só são relevantes quando as mortes começam porque Odd pode vê-los e essa visão atrapalha o seu foco inclusive literalmente!

E as coisas inacreditavelmente burras, para alguém que dá todos os sinais de ser muito inteligente, que Odd faz? Eu pensava no ator Karl Urban dizendo “Unbeliavable” e balançando a cabeça o tempo todo:

  1. A decisão de se livrar do corpo de Fungus Man em vez de simplesmente “se mandar” já é altamente questionável, mas dá até para aceitar a racionalização que ele faz. Porém o que ele faz em seguida…
  2. Leva a arma que supostamente matou Fungus Man, que não era sua, juntamente com o cadáver, mas se livra do cadáver e continua com a arma. Logo a arma que foi usada em um assassinato preparado para incriminá-lo e quando ele ainda não tinha “pisado na armadilha” e dava tempo de recuar. Mesmo sem ter intenção de usá-la (como realmente não usou) e tendo recusado a oferta de amigos que ofereceram armas para sua proteção;
  3. Tendo decidido enfrentar os loucos sem armas de fogo a abandonado a arma que matou Fungus Man no seu carro, Odd decide de repente sair com a arma (outra) que ele sabia ter sido usada para matar três seguranças segundos antes.

Ou seja: ele não tinha culpa de nada e saiu criando um rastro que o incriminava. E isso com o chefe de polícia, o único na organização que tinha grande probabilidade de acreditar na sua inocência, entre a vida e a morte no hospital vítima de um crime que poderia também ser atribuído a ele!

O livro não é um caso inteiramente perdido, porém. Odd é muito bem humorado e os diálogos dele com todos os outros personagens são engraçados e memoráveis. Eu gosto do estilo que mistura drama com comédia (Harry Potter, Supernatural, Castle, Rizzoli & Isles…) e ultimamente tenho sentido dificuldade para ler estórias ou assistir a séries que sejam puro drama apesar de saber que são boas (Fringe, Game of Thrones…).

O bom humor, que inclui referências a outras obras relevantes (como O Sexto Sentido) salva o livro.


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“The Host” de Stephenie Meyer, é o melhor livro que li este ano.

OBS.: Toda vez que leio esse título eu me pergunto se o correto não seria “foi o melhor livro que li este ano”. Alguém aí tem uma opinião embasada a respeito?

Não se deixe enganar pelo filme, que é péssimo. O livro é realmente bom.

The Host (A Hospedeira) entrou na minha loooonga lista de coisas para ler porque eu gosto de ficção científica, a sinopse parecia interessante e, embora eu ache que Stephenie Meyer insere em suas narrativas passagens que só mulheres realmente suportam ler, eu até gostara de Crepúsculo.

E não foi por causa da ficção científica que eu gostei do livro, até mesmo porque tirando o fato de que a Terra foi invadida por aliens com uma medicina superior, quase não há sci-fi no livro. As armas são convencionais, todo mundo se transporta de carro, a comida é a mesma… Tudo porque os parasitas preferem realmente “substituir” seus hosts e continuar a vida no planeta como era antes, excluindo apenas a violência (é, os aliens são uma raça “pacífica e benevolente” mas de moralidade questionável).

Não, o que realmente me impressionou no livro foi o drama da personagem principal, Melanie.

Os aliens, chamados muito apropriadamente de “souls” (almas) ao parasitarem os humanos substituem completamente a alma humana, que some, mas retém todas as suas memórias e até sentimentos. Ao contrário do que acontece em “Os Invasores de Corpos”, o indivíduo resultante é indistinguível do humano substituído no comportamento e na aparência, exceto por uma pequena cicatriz no pescoço onde ocorre a “inserção” (que qualquer humano poderia ter ou forjar) e pelo brilho inconfundível nos olhos. Depois de bilhões de humanos terem sido “assimilados” e a Terra ser praticamente propriedade dos aliens, Melanie, um dos últimos humanos capturados, tem “uma alma guerreira” e consegue resistir ao procedimento e sua alma humana passa a coexistir com o parasita, que também é um membro singular da raça alienígena, e consegue convencê-lo a abandonar sua espécie e buscar pelo refúgio do punhado de humanos que ainda resta.

Monta-se um “plano” (se é que pode-se chamar assim) impensado e quase irresponsável, alimentado pelo desespero de Melanie. Afinal os humanos jamais teriam como saber que Melanie é Melanie. Incontáveis humanos durante a breve “guerra” (que consistiu basicamente em se esconder, pois quando a invasão foi descoberta já era tarde demais) foram “entregues” por familiares e amigos que foram capturados tentando conseguir comida e voltaram aos refúgios levando uma tropa de aliens. Para os humanos, ver o brilho nos olhos de um ente querido só tem uma resposta possível: um tiro na cabeça.

O líder do refúgio, tio de Melanie, intrigado pelas circunstâncias em que a sobrinha foi achada procurando pelo refúgio (que ela nunca soube exatamente onde era), se recusa a permitir sua execução. Apesar de não ter qualquer razão concreta para achar que ela é qualquer coisa mais que um parasita que tomou o corpo de sua sobrinha, decide, contra a vontade de todos os outros, pela sua captura. Finalmente confrontada com a situação impossível que criou, Melanie (que não tem qualquer controle sobre seu corpo) diz ao alien que não tente dizer “sou a Melanie!” porque só iria apressar a execução, pois faria os humanos, que só sabiam que um alien podia imitar o humano “assimilado” com perfeição, sentirem ainda mais ódio.

Imagine a situação: Ser prisioneira de pessoas que você ama e também te amam, mas querem te matar por acharem que você está morta há muito tempo.

Acredite, Stephenie Meyer consegue contar esse drama muito melhor que eu. Eu passei quase metade do livro com lágrimas nos olhos!

Sobre o filme: eu vi os minutos iniciais, os finais e algumas cenas no meio e concluí que nem valia a pena tentar salvar algo dele. Direção ruim, atuação ruim e script ruim. O que fizeram com o final é especialmente ridículo.

3 comentários
  • rodrigofeliciano

    Isso me pareceu ” eu sou a lenda” (o conto, não o filme do Will Smith”

    • Conhecendo apens o filme, não vi absolutamente qualquer semelhança. Mas dei uma olhada na sinopse no resumo do livro e realmente há uma pequena similaridade na situação entre Neville e Ruth.

  • dencorso

    Se “foi o melhor livro que li este ano” seria porque deixou de sê-lo desde então… a meu ver, “é o melhor livro que li este ano” indica que permanece sendo. Agora que mudamos de ano, “é o melhor livro que li no ano passado” mantém essa nuance de significado.


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Acabo de ler o primeiro livro (e ver o primeiro filme) da trilogia Jogos Vorazes

Eu não tinha lá muito interesse pelo livro. A sinopse não me instigou e eu estava mais curioso pela popularidade que pelo enredo. Mas aí surgiu a oportunidade de ver o filme, que é um misto de ação com ficção científica (e são tão poucos que os fãs do gênero não pode se dar ao luxo de ignorá-los à toa), e não suporto a idéia de assistir a um filme sem ler o livro antes. Isso coincidiu com a oportunidade de ler como ebook no meu novo tablet (depois falo sobre ele). Então decidi encarar a leitura.

A trama me fisgou logo no primeiro capítulo.

Eu estava esperando uma estória sobre sobrevivência e matança, mas era algo bem mais denso que isso. Quase a metade do livro trata ou da vida sob o regime totalitário da Capital, ou das preparações para o combate. E apesar de ser uma estória que chama mais o interesse do público masculino contada por uma mulher, com um personagem principal também mulher, assim como em Crepúsculo, Suzanne Collins definitivamente não transforma a narrativa em um melodrama que só consegue ser devidamente apreciado (ou suportado) por mulheres, como acontece com Stephenie Meyer*. E não é que eu não goste de sentimentalismo. Muito pelo contrário. Para mim o ponto alto do livro, indiscutivelmente, está neste parágrafo (tradução livre):

“Eu não acho que vá funcionar. Ganhar… não ajudará no meu caso”, diz Peeta.

“E por que não?”, diz Caesar, intrigado.

Peeta fica ruborizado e gagueja. “Porque… porque… ela veio comigo.”

Onde fica claro para a audiência que a vitória dele significa que a mulher por quem ele se apaixonou estará morta.

A autora soube também como criar um jogo mortal verossímil. As regras (quase nenhuma, na verdade), as vantagens obtidas com a ajuda de patrocinadores que vão ficando mais caras à medida que o jogo avança, a audiência. Tudo parece perfeitamente possível de ocorrer sob um governo totalitário qualquer. Até onde sei, poderia estar acontecendo na Coréia do Norte agora, já que o resto do mundo não sabe nada do que acontece por lá mesmo.

Eu pretendo começar a ler o segundo livro da série em breve e já tenho alguns palpites sobre pontos nebulosos da trama:

(naturalmente, se você já leu os três livros sabe se estou certo ou errado, mas não estrague o suspense)

  1. O pai de Katniss pode não estar realmente morto. Ela diz que ele foi “vaporizado” em um acidente nas minas, então nenhum corpo chegou a ser enterrado. E o pai de Gale “morreu” no mesmo acidente. Que jeito melhor de fugir de um regime totalitário, sem pôr em risco sua família, do que engendrar uma morte em que naturalmente não há corpo para achar ou onde o resgate dos corpos seria considerado apenas como perda de produtividade?
  2. Eu não acho que o presente da filha do prefeito tenha qualquer intenção de ser apenas um símbolo do distrito 12. Eu acho que ele foi dado a ela para simbolizar algo maior, desconhecido pela capital;
  3. Cinna tem um papel muito maior nessa estória do que ser apenas um estilista. Não acho que ele tenha  “escolhido” o distrito 12 pelo desafio. Seus motivos parecem bem maiores e ele é uma das poucas pessoas (se não for o único em todo o livro) que reconhece como ele e todas as pessoas na Capital parecem desprezíveis. Eu não me surpreenderia nem um pouco se a presença dele ali fosse parte de um plano rebelde nascido na própria Capital. Afinal, não é nada incomum pessoas que cresceram cercadas de luxo e conforto se perguntarem qual o custo dele e começarem a olhar com mais atenção para os menos afortunados;
  4. Acho difícil o distrito 13 ter realmente sido destruído. Quem iria minerar o grafite com o qual a capital fazia diamantes? Se havia necessidade de grafite antes, não vejo razão para crer que essa necessidade acabou com a rebelião. Um regime totalitário pode perfeitamente esconder a existência de um distrito. Afinal, cada distrito oficialmente existente mal sabe o que ocorre nos outros.

Sobre o filme (vou ser breve)

  • Primeiro e mais importante, não gostei dos atores principais. Katniss, Peeta, Rue, Cato… nenhum deles me convenceu;
  • Gostei da representação da batalha inicial na cornucópia e das cenas de luta em geral. Não se perdeu tempo (e minha paciência) com coreografias tolas;
  • Achei bem fraca a encenação do momento em que Peeta diz que ama Katniss. No livro o momento se faz bem mais relevante;
  • Se depender do filme, estou completamente errado sobre o item “2” das minhas suspeitas.

Não é que o filme seja de todo ruim. É perfeitamente assistível e os atores veteranos ajudam muito. Já vi (ou tentei ver) adaptações beeem piores, como a de “I  am Number Four”.

*Eu li os dois primeiros livros da saga Crepúsculo. Seria uma excelente estória até para homens, se Stephenie Meyer não gastasse duas páginas só para dizer o quanto Edward é lindo e maravilhoso.

8 comentários
  • Saulo Benigno

    Novo tablet? Agora sim :)
    Ótima notícia

    Android? “xing-ling” ou alguma marca “oficial”, qual rom/versão?
    Já está lendo os gibis no mesmo? 

    Fiquei mais interessado nisso, mesmo. Foi mal :P 

     

  • BR

    “Eu estava esperando uma estória sobre sobrevivência e matança”: pesquise sobre Battle Royale

    • É, eu sei. Mas é justamente o que eu não quero ver ;) edit: ou ler!
      Pelo que eu soube, a violência de Battle Royale é bem mais “gráfica”. Eu não sou muito chegado a isso. Prefiro quando o diretor deixa por conta da imaginação da audiência.

  • Paulo

    Gostei muito do filme, os atores Jennifer LawrenceJosh Hutcherson representaram na medida do possível Katniss e Peeta.
    Os livros são algo de especial, não são simplistas e tratam de um fundo psicológico que são esquecidos num universo daqueles. Já li duas vezes para melhor compreensão da trama.

    A declaração de Peeta no talk show que você citou é matadora, pois abre um novo leque de possibilidades.
    Recomendo.   

     

  • rodrigomotta

    Curioso como tudo é questão de momento ou gosto mesmo.
    “I am Number Four” gostei mais do filme que do livro. Para mim foi bem adaptado. 
     O Jogos vorazes só vi o filme. Algumas vezes não tenho problemas em ver o filme antes do livro.
    Isso algumas vezes teve efeito até positivo pois gostei da versão do filme e quando li o livro , acabei gostando de ambos.
    Mas isso aconteceu que me lembre em poucos casos. Me lembro no momento só do Caçada ao Outubro Vermelho , Eu sou o Numero Quatro , Jogos Patrioticos , Perigo Real e Imediato… 
     

  • VR5

    E o teblet, Jefferson? B)

  • VR5

    TAblet, perdão… :dashhead1:


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J.K. Rowling lança novo livro. Nada a ver com Harry Potter. Claro que vou ler!

Somente quem não leu os sete livros da série acha que a admiração dos fãs adultos é pelo “bruxinho”. J.K. Rowling é uma escritora fantástica e, como eu já disse em outras oportunidades, estou disposto a pagar para ler qualquer coisa que ela escreva.

Por isso a notícia do lançamento do seu primeiro romance adulto, me deixou ansioso. Não sei se leio em inglês mesmo ou espero sair a versão em português. Eu já acho ler um romance em inglês difícil e em inglês britânico é mais difícil ainda! O único que tive “peito” para ler até hoje foi justamente o último da série Harry Potter.


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Acabo de ler The Power of Six

The Power of Six (que é oficialmente traduzido como “O Poder dos Seis”, mas eu discordo) ficou no mesmo nível que o primeiro livro da série. Nem melhor, nem pior. A estória vai ficando mais interessante, mas a quantidade de furos vai aumentando com o número de personagens. “Pittacus Lore” (um pseudônimo para os dois escritores que são autores da saga) continua bem longe da qualidade narrativa de J.K. Rowling, mas é bem melhor do que ler um livro de Rick Riordan.

Coisas que me incomodam:

  • Como os gardes parecem escapar por pouco de morrer ao enfrentar grupos com meia dúzia de inimigos para depois derrotar grupos com centenas deles com relativa facilidade;
  • Por que os inimigos são tão burros para atacar antes de pedir reforço. E nunca usam armas realmente destrutivas;
  • Como o inimigo transporta tantas feras pelo país com tanta rapidez;
  • Especifico deste livro: como Hector Ricardo se aliou a Clayton tão facilmente? Cadê a desconfiança natural nesse tipo de situação?

Por que discordo de “O poder dos Seis”?

“The Power of Six” pode ser traduzido como “O Poder de Seis” ou “O Poder dos Seis”. O único argumento a favor de “dos” é o livro se referir aos seis gardes ainda vivos. Mas esse argumento tem problemas:

  • No livro descobrimos que na verdade 10 gardes chegaram à terra. Então restam 7 gardes vivos;
  • No livro ficamos conhecendo mais três gardes, além dos dois que já conhecíamos. O leitor é apresentado ao poder de cinco e não de seis;

Então eu não sei de onde vem “o poder dos seis”. Já a garde número seis, que até a metade do segundo livro nem nome tinha, sendo chamada apenas de “seis”, demonstra mais de uma vez durante o livro ser a mais poderosa garde conhecida, sem nem mesmo ter acesso ao seu “baú” roubado há muito pelo inimigo, o que para mim corrobora “O poder de Seis”.

1 comentário
  • Sony Santos

    Ao bater o olho no título, eu o traduzi como “A potência de 6”.
     


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