Switches HDMI

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Este post estava em rascunho desde junho. Vai para publicação assim mesmo por causa da minha nova política a respeito.

Mas ainda é um rascunho. Quando estiver “pronto” eu removerei este aviso.

Neste post eu vou começar a explicar como os switches HDMI funcionam e fazer a análise de alguns modelos baratos. No final você vai entender por que alguns funcionam de forma errática, o perigo de usar fonte externa e até como corrigir alguns problemas se você tiver alguma habilidade com eletrônica.

Todos os switches HDMI que conheço são eletrônicos e tem alguma inteligência embutida.

Métodos de seleção

Todos implementam um ou mais dos seguintes métodos de seleção de entrada:

  1. Manualmente, pressionando um botão repetidas vezes até selecionar a entrada desejada;
  2. Seleção automática, onde o aparelho recentemente ligado seleciona automaticamente a porta do switch onde está conectado.
  3. Por controle remoto infravermelho.

Alimentação

Geralmente o switch é alimentado por qualquer uma das entradas HDMI. Não é preciso nem abrir um switch para perceber que o sucesso disso é incerto, pois basta olhar a especificação HDMI, que na seção 4.2.7 esclarece os seguintes pontos sobre o fornecimento de corrente por uma porta HDMI:

  • Todo Source HDMI deve ser capaz de fornecer um mínimo de 55mA no pino +5V;
  • Um Source HDMI dever oferecer proteção contra sobre-corrente de não mais que 500mA no pino +5V.

Ou seja, para a especificação, 500mA já é um curto-circuito e os fabricantes só precisam garantir meros 55mA. Muitos equipamentos podem fornecer e fornecem mais que isso, mas a especificação só exige 55mA.  Para resolver esse problema alguns switches contam com entrada para fonte externa, mas você verá adiante que usar uma pode não ser boa idéia.

Pela análise de um switch típico você poderá entender esse e outros problema:

SWITCH “TD-LINK”

 

switch_hdmi_td-link_caixa_DSC01571_320_ryan.com.br

Este switch usa um chip bem popular: o Pericom PI3HDMI301. A primeira coisa interessante que encontramos no datasheet é que o consumo típico é de 200mA quando em operação. Bem acima do mínimo garantido pela especificação HDMI. Mas os problemas não acabam aí.

switch_hdmi_td-link_pcb_topo_DSC01564_640_ryan.com.br

 

O chip chaveador opera com 3.3V que precisam ser obtidos a partir dos 5V através do regulador AMS1117 (marcado como U2 na foto). A tensão de entrada de um regulador precisa ser um pouco maior que a tensão de saída, que no caso desse regulador é no mínimo 1V. Isso implica que precisamos de no mínimo 4.3V na entrada e temos 0.7V de margem. Até aí parece razoável, mas como o switch usa diodos para isolar as entradas a tensão na entrada do regulador é a tensão +5V HDMI menos a queda de tensão típica no diodo. Aí a coisa fica crítica.

O designer deste switch usou diodos retificadores comuns, que tem uma queda de tensão típica justamente de 0.7V. Isso explica porque esse modelo tem um jack para alimentação externa.

CONTINUARÁ QUANDO EU PUDER – Assine o feed de comentários ou assine este post para ficar sabendo de atualizações.

Outro switch por dentro:

mini_switch_hdmi_301KK_v3.0_DSC01563_320_ryan.com.br

mini_switch_hdmi_301KK_v3.0_DSC01556_700_ryan.com.br

mini_switch_hdmi_301KK_v3.0_DSC01562_700_ryan.com.br


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Home Theater com bluray 3D Samsung F5505K

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HT-F5505K_ryan.com.br

Eu tenho um aparelho desses e o amigo José Carneiro tem dois. Um dos quais deu defeito e agora não exibe nada pela HDMI. Eu peguei para analisar e estou escrevendo este post com as coisas que vou aprendendo no caminho. Posso não conseguir o conserto mas o meu relato pode ser útil para outros.

A única coisa que vou adiantar sobre minha opinião a respeito do aparelho é que achei a qualidade do som decepcionante. Entretanto eu ainda preciso fazer um teste mais rigoroso para ter certeza de que fatores externos não influenciaram negativamente minha percepção.

Samsung_HT-F5505K_board_DSC02270_700_ryan.com.br

Lá no centro da placa principal podemos ver escrito MODEL: HT-F5500. O que sugere que a mesma placa é usada para outros aparelhos.

Samsung_HT-F5505K_board_DSC02278_700_ryan.com.br

Outras inscrições:

  • CODE: AH41-01606A
  • AH41-01606
  • SIZE: 240×142/1.6T
  • DATE:2012.12.19

O aparelho tem uma entrada e uma saída HDMI. Com a entrada HDMI selecionada seu som deveria sair pelas caixas acústicas do aparelho e a imagem (e o som também) pela saída HDMI, mas o aparelho não exibe imagem em nenhuma condição e o som da HDMI IN, segundo relato de JC, também não pode ser ouvido. Isso sugeria o chip HDMI completamente morto.

Coloquei um switch HDMI na saída HDMI para checar se a porta tinha tensão. A porta correspondente do switch acendeu, então havia tensão.

Liguei à minha TV FullHD para me certificar de não ser enganado pelo HT estar em um modo incompatível e apesar de não ver imagem constatei que o HT era adicionado como um dispositivo HDMI CEC no menu, então a saída HDMI não estava morta pois os canais de sinalização estavam funcionando. A não ser que a sinalização seja feita por fora, o chip HDMI não deve estar realmente morto.

Eu tentei um RESET do aparelho que é feito apertando por cinco segundos o botão STOP frontal na condição de NO DISC. O display exibe INIT por algum tempo e depois, quando selecionada a opção BD-DVD, fica exibindo SETUP, que é a condição de fábrica. Mas nada mudou.

Todo a operação HDMI é controlada pelo chip Explore EP92A2S4, sobre o qual praticamente não existe informação (centro da foto) exceto pelo manual de serviço do Samsung HT-9750W, que usa o mesmo chip. Esse manual de serviço dá muitas dicas importantes de diagnóstico, mas carece de informações detalhadas sobre a operação do EP92A2S4.

Samsung_HT-F5505K_board_DSC02282_700

Nem no site do fabricante esse chip existe. Assim como não pode ser encontrado nem no ebay nem na Aliexpress. E não é porque seja exatamente “novo” já que o aparelho até saiu da garantia e acho que esse modelo nem é mais vendido. Então se o defeito for nele vai ser preciso canibalizar outro aparelho com o mesmo chip. No Mercado Livre tem gente hoje vendendo a placa inteira, supostamente nova, por mais de R$350. Na minha opinião não vale a pena.

Pesquisando por inscrições existentes na placa acabei encontrando o manual de serviço do Home Theater Sharp HTSB60, cuja interface HDMI é controlada pelo chip EP92A2E. Do mesmo fabricante, com o mesmo número de pinos e com uma diferença de sufixo. Depois de uma comparação da função de diversos pinos entre o esquema da Sharp e as fotos que tirei estou razoavelmente convencido que o pinout é o mesmo portanto dá para usar também o manual da Sharp como referência de manutenção desta região do F5505K.

Aqui está o datasheet do EP92A2E. Ele não acrescenta muita informação ao que pode ser visto no manual de serviço da Sharp exceto por este diagrama de blocos que joga bastante luz sobre o funcionamento interno do chip:

ep92a2e_BlockDiagram_ryan.com.br

O diagrama de blocos dá a entender que, sendo confirmado que não existe áudio em HDMI IN, então o chip deve estar mesmo com defeito, provavelmente no switch interno.

Uma coisa interessante que podemos ver no datasheet e nos manuais de serviço é que o chip tem uma porta HDMI extra, não implementada pelo F5505K. As portas do chip são numeradas 0, 1 e 2 sendo que o F5505K usa apenas as portas 0 e 2. Será que o chip está travado justamente na porta que não tem conexão?

Duas outras informações saltam aos olhos no manual da Sharp:

  • O chip tem firmware, que pode ser atualizado pelo fabricante do aparelho;
  • Existe um pino chamado MCU_RSTb que quando posto em nível baixo “a controladora HDMI é totalmente resetada”;

É tentador resetar a controladora, mas o termo “reset” tem conotações perigosas e existe um pequeno risco de que isso só piore as coisas e eu teria que regravar o firmware mas não há qualquer informação de como fazer isso.

Os pinos de acesso aos terminais de gravação estão disponíveis na placa, rotulados EX3.3V, HM_70, HM_71, HMCU_OP e HGND. Aliás foi procurando pelo propósito de um desses pinos que cheguei ao manual da Sharp. Entretanto o manual da Samsung chama esse conector de DEBUG. Será que atua como porta serial?

Veja no centro da foto.

Samsung_HT-F5505K_board_DSC02281_detail_700_ryan.com.br

A foto acima mostra também o footprint para um conector WR1_R e test points para os sinais WDATA1, WBCLK, WCLK, WINIT, WIOSET e WS4.6V de um lado e WRST, WDATA, WDGND,  WLRCK,WDATA2 e WDGN2 do outro. Mais acima os test points para a porta Ethernet (L_DGND, RX-, RX+, TX- e TX+). Aliás no centro da foto está o chip controlador da porta ethernet, um Realtek RTL8201E.

Zoom nos componentes mais próximos aos conectores HDMI:

Samsung_HT-F5505K_board_DSC02282_detail_700_ryan.com.br

Os componentes marcados como ESD Protection (proteção contra descarga eletrostática) parecem similares ao CM1213 da ON.

Na região das memórias temos os footprints para um conector CN6 (esquerda) e UCN2 (direita)

CN6 parece conectar com o chip com dissipador preto.

Samsung_HT-F5505K_board_DSC02286_detail_700_ryan.com.br

Footprint para CN12 e o curioso footprint para um um botão (SW17). O que será que isso aciona?

CN12 parece conectar com o chip com dissipador preto.

Samsung_HT-F5505K_board_DSC02284_detail_700_ryan.com.br

Footprint para conector CN7 e algo que parece ser um indutor (WC2_R).

Samsung_HT-F5505K_board_DSC02283_detail_700_ryan.com.br      Módulo bluetooth.Samsung_HT-F5505K_board_DSC02292_700_ryan.com.br

Conector do flat cable dos botões capacitivos do painel. À direita vemos o footprint de uma possível conexão USB extra (WCN1_i)

Samsung_HT-F5505K_board_DSC02287_700_ryan.com.br

 

2 comentários

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Testadores de cabos de rede SC8108 e Puneng PN-8108

NetworkCableTesters_PN-8108_SC8108_ryan.com.br

Além do básico que é checar se o cabo está crimpado corretamente este tipo de aparelho tem um recurso impressionante: ele mede o comprimento do cabo. Mais que isso: ele mede o comprimento de cada par do cabo. Assim é possível saber:

  • Se o cabo foi cortado e onde;
  • Se algum par foi danificado e onde;
  • Se o cabo é longo demais.

Alimentação

O aparelho tem um consumo de 16mA (de acordo com o manual) e é alimentado por quatro pilhas AA, o que eu hoje em dia acho muito inconveniente. Precisar de duas desse tipo é o meu limite. E o fato disso criar oito possíveis pontos de mau contato não ajuda, mas poderia ser pior: eu gosto ainda menos de baterias de 9V. Opera normalmente também com quatro baterias NiMh.

Resultado de meus testes:

  • 4.0V – Não liga.
  • 4.4V – Liga, mas texto mal é visível na tela
  • 4.6V – Texto mais visível
  • 4.8V – Texto já parece completamente visível

Qualquer dia desses eu vou acabar colocando um jack USB no aparelho para ter a opção de alimentá-lo usando o mesmo “power bank” que uso para carregar meu celular.


A eletrônica

O aparelho é muito difícil de abrir quando você não sabe como. Eu provoquei pequenos danos externos e internos ao meu PN-8108 tentando forçar a abertura até descobrir que ele é fechado por parafusos ocultos em orifícios selados por cilindros de plástico, que parecem “pezinhos” que por não saírem de jeito nenhum você acredita que sejam parte da carcaça do fundo. O único modo aparente de desbloquear o caminho até os parafusos é perfurar esses cilindros.

A foto abaixo é do interior do Puneng PN-8108. O SC8108, de outro fabricante, opera da mesma forma (eu tenho ambos) e por isso eu suponho que seja quase idêntico por dentro.

Network_Cable_Tester_Puneng_PN-8108_DSC02242_3_700_ryan.com.br

 

O display é alfanumérico de 16 colunas e 4 linhas e a disposição dos pinos me faz crer que seja compatível com o padrão hitachi HD44780. Porém ainda assim seria um tanto difícil conseguir substituto exato para o display porque o formato não é tão comum. O que você encontra às pencas no mercado por causa do Arduino são displays 20×4 e 16×2, mas não 16×4. O display tem backlight que você opera por um botão.

Toda a inteligência está no enorme microcontrolador de 40 pinos Atmel AT89S52 (opera de 4V a 5.5V). Se este der defeito o aparelho provavelmente vai para a sucata, porque aí está o programa e embora seja possível comprar um “virgem” por R$10 no Mercado Livre, não faço idéia de como implementar o algoritmo que mede o comprimento dos cabos, mesmo que eu levantasse todo o diagrama. Os outros componentes relevantes estão no fundo e são todos circuitos integrados lógicos comuns fáceis de adquirir:

  • HCF4051 (3x) – multiplexador/demultiplexador analógico de 8 canais – opera com no mínimo 3V;
  • HCF4052 – multiplexador/demultiplexador analógico de 4 canais duplo – opera com no mínimo 3V;
  • 74HC00 (2x) – quatro portas NAND de duas entradas – opera com no mínimo 2V;
  • 74HC373 (2x) – Latch transparente tipo-d tri-state com 8 portas – opera com no mínimo 2V;
  • 74HC4040 –  contador ripple binário de 12 estágios – opera com no mínimo 2V.

A necessidade do microcontrolador acaba definindo até onde as baterias podem descarregar antes do aparelho deixar de funcionar. Note que o microcontrolador deve operar com até 5.5V mas quatro pilhas AA novas podem dar até 1.6×4 = 6.4V. Para evitar dano, a tensão de alimentação de todos os circuitos integrados é regulada pelo conjunto de diodo e transistor Q1 e D2.

Diagrama parcial

Clique na imagem para ver em tamanho real e legível

puneng_pn-8018_schematic_partial

Detalhe do circuito de alimentação:

puneng_pn-8018_schematic_partial_power

Os dois diodos, marcados D3, ligados a R18 são o mesmo componente. Possivelmente um MMBD4148SE.

Ao apertar o botão Power, Q3 conduz o que faz Q4 conduzir e manter Q3 conduzindo através de R12. O aparelho é desligado pela atuação de Q5, que pelo que entendi ocorre em duas situações:

  • Após um intervalo de 30 minutos ligado, o microcontrolador manda um sinal de desligamento via C11;
  • Ao apertarmos de novo o botão Power o microcontrolador sente isso no pino 7 (através de R19) e comanda o desligamento também via C11

Ou seja: o desligamento sempre depende do microcontrolador.

A tensão +B é um pouco menor que VBAT por causa da queda em Q4 e a tensão em +C é regulada em torno de 4.1V (a tensão do zener D2 menos a queda de tensão na junção base-emissor de Q1)

O meu PN-8108 não ligava mais e após levantar o esquema levei apenas alguns minutos para descobrir que era Q3 que estava com defeito. Após a substituição por um transistor NPN de uso geral 2N3904 o problema foi resolvido.

Network_Cable_Tester_Puneng_PN-8108_DSC02268_detail_Q3fix.ryan.com.br

Terminadores

Para medição de comprimento não é necessário haver nada na outra extremidade do cabo. Para outros testes o aparelho requer que um terminador especial chamado de “wiremap adapter” seja colocado na outra ponta. Para abrir o terminador basta remover o parafuso que está oculto sob a etiqueta e desencaixar.

Você pode ter até 8 terminadores que o aparelho é capaz de distinguir entre eles e dizer que cabo você está testando. Eu não consegui adquirir os outros sete por um preço razoável mas adiante eu explico o necessário para fabricá-los. Isso só faz falta realmente quando você está sozinho identificando um grande número de cabos.

A eletrônica do terminador é simples:

Network_Cable_Tester_Puneng_PN-8108_Wiremap_Adapter_DSC02267_700_ryan.com.br

Network_Cable_Tester_Puneng_PN-8108_Wiremap_Adapter_DSC02265_700_ryan.com.br

Diagrama

puneng_pn-8018_wiremap_adapter_schematic

A placa tem dois componentes que não aparecem no diagrama: D105 e D106 (provavelmente um zener), porque eles são conectados apenas às ilhas de solda no fundo e mais nada. Dependendo das ligações que você faz com essas ilhas de solda você muda o ID do terminador, conforme imagem abaixo:

Network_Cable_Tester_Puneng_PN-8108_WiremapAdapter_DSC02265_solderpads

A lógica é a seguinte:

São sempre três jumpers de solda, mas os dois primeiros (sempre 2,3 ou 1,4) apenas definem a polaridade da série com os dois diodos. Ligando 2 e 3 é uma polaridade e ligando 1 e 4 a polaridade inverte, mas uma ponta é sempre ligada ao pino 1 do conector RJ45. O último jumper define se a outra ponta da série vai ficar ligada aos terminais 3, 4, 5 ou 6 do conector RJ45.

Você não precisa fazer as ligações referentes a ID1. Nenhum jumper dá o mesmo resultado.

A informação necessária pra deduzir isso foi obtida nos comentários deste blog russo, que por sua vez foi dica do leitor João Batista nos comentários deste post.

Nesta outra versão do esquema eu tento deixar o papel dos dois diodos mais fácil de entender:

puneng_pn-8018_wiremap_adapter_schematic_2

O BIP

O terminador emite um bip periódico quando o testador é plugado na outra extremidade que é útil quando você está trabalhando em dupla mas pode deixar outras pessoas desconcertadas sem saber de onde o som vem. Geralmente você pluga o terminador primeiro porque ele não tem qualquer indicação visual e se encaminha para a outra ponta do cabo com o testador. Quando você chega lá minutos depois e o pluga no cabo o terminador começa a emitir o bip. O intervalo entre bips não é curto o bastante para ser irritante, mas é longo o bastante para dificultar muito a localização de sua origem. Já ocorreu uma vez de eu mesmo voltar ao recinto e por um minuto ficar imaginando de onde vinha o bip. Eu conheço um celular que faz a mesma coisa quando a bateria está com carga baixa e é de deixar você maluco.

15 comentários
  • João Batista

    Eu acho que você ( ou o equipamento ) pode identificar os outros terminadores via os dois diodos extras , você não reparou nos pontos de soldas que são no total em um 3 um deles em comum com o pino 1 do RJ45 e mais 7 ( eu contei certo ) e um que fica no meio que o comum e os outros ficam em volta que são 6 pinos ,e o eu acho posso esta errado não sei ! ?

    • João Batista

      Assim eu achei algumas informações neste site russo http://mysku.ru/blog/aliexpress/19616.html na parte dos comentários tem uma pessoa que fez clones dos terminadores

      • Obrigado pelo link! Numa rápida olhada eu já descobri que os valores dos capacitores são diferentes para cada par!

        Eu não tenho os valores certos porque medi no circuito, mas ainda assim fica clara a diferença porque o valor medido cresce na ordem dos pares:

        C101: 29nF
        C102: 61nF
        C103: 97nF

    • Eu testei isso mais de um ano atrás quando abri pela primeira vez o terminador. Não surtiu efeito algum e como não vi nenhuma referência a isso nas minhas pesquisas, mas vi referências à identificação pelo valor dos resistores, desisti de ir por esse caminho.

      Os dois diodos estão em série e as ilhas de solda estão arranjadas de tal maneira que você possa ligar essa série entre o terminal 1 e o terminais 3, 5 e 6, nas duas polaridades possíveis.

      Isso aparentemente só permite mais seis combinações. Eu tenho curiosidade de saber o papel dos diodos, mas pode ser uma grande perda de tempo, porque sua utilidade pode depender de algo no firmware do testador.

      • Caramba, a segunda figura da imagem abaixo sugere que é possível, sim, mudar o ID do terminador através de um cuidadoso arranjo dos diodos. Vou tentar entender como é feito, já que se trata de um adaptador diferente, e replicar no meu para ver no que dá.

        • Decifrei o propósito das sequências de jumpers indicada na figura acima. São sempre três jumpers de solda, mas os dois primeiros (sempre 2,4 ou 1,3) apenas definem a polaridade da série com os dois diodos. Ligando 2 e 4 é uma polaridade e ligando 1 e 3 a polaridade inverte, mas uma ponta é sempre ligada ao pino 1 do conector via resistor de 2k2. O último jumper define se a outra ponta da série vai ficar ligada aos terminais 3, 4, 5 ou 6 do conector RJ45.

          De posse dessa informação eu já consegui transformar o meu terminador ID1 em ID7. Entretanto o meu adaptador não tem resistor em série com os diodos e pode ser que eu precise acrescentar um.

          Novamente obrigado pela dica, João. Essa página nunca apareceu nas minhas buscas.

  • Newton

    Se for para chutar eu diria que o aparelho mede a capacitância do cabo para definir o comprimento.

    • E você provavelmente tem razão. Eu não tinha pensado nisso mas faz sentido. A capacitância do cabo CAT5 é especificada a 52pF/m a 800Hz. É um valor baixo mas dá resolução mais que suficiente. Mesmo um rolo de 305m não vai dar uma capacitância maior que 16nF. Medir com precisão de 52pF até 16nF não é mesmo nenhum mistério.

      Se for assim, então não seria tão complicado, de posse do diagrama completo, fazer seu próprio firmware para o aparelho.

    • Outra forma de fazer é através da reflexão de um sinal do tipo impulso [https://en.wikipedia.org/wiki/Signal_reflection], embora, pela simplicidade do circuito, eu não acredite que seja o caso aqui.

      • Pois eu estava achando que era Signal Reflection até Newton comentar e a ficha cair. Não parece fazer sentido usar Signal Reflection para isso quando a capacitância do meio é fixa e conhecida e medi-la dá o mesmo resultado prático.

  • João Batista

    Eu espero que tenha ajudado um pouco , mais os créditos vai para o site russo ok

  • Eu subestimei a disponibilidade do display. No Mercado Livre existem vários para vender. por preços a partir de R$35.

  • Intruder_A6

    Muito interessante este testador, fiquei curioso e talvez interessado em arranjar um para mim.

  • Se o chip tiver sido gravado sem o bit lock, tem como extrair o programa da memoria utillizando um gravador SPI


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Por dentro do modem roteador WiFi Technicolor TD5136V2

Mais fotos e informações virão mais tarde. Estou agilizando a publicação de material acumulado.

Note que essa placa parece idêntica à do TD5130v2. Tão parecidas que eu achei que tinha colocado a mesma foto nos dois posts. Mas localizei duas diferenças: na outra existe um conector para antena WiFi externa (canto inferior esquerdo da placa) e está ausente o conector da porta serial. São detalhes tão discretos que parece o jogo dos sete erros.

Technicolor_TD5136V2_board_DSC02104_700_ryan.com.br


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Por dentro do modem roteador WiFi Technicolor TD5130V2

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Technicolor_TD5130V2_board_DSC02070_700_ryan.com.br


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Por dentro do modem roteador WiFi Technicolor TD5130

Mais fotos e informações virão mais tarde. Estou agilizando a publicação de material acumulado.

Technicolor_TD5130_board_DSC02086_700_ryan.com.br


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Por dentro do modem roteador WiFi D-LINK DSL-2730B

Mais fotos e informações virão mais tarde. Estou agilizando a publicação de material acumulado.

D-LINK_DSL-2730B_board_DSC02016_700_ryan.com.br


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Por dentro do modem roteador WiFi D-LINK DSL-2640B

Mais fotos e informações virão mais tarde. Estou agilizando a publicação de material acumulado.

D-LINK_DSL-2640B_board_DSC02039_700_ryan.com.br


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Por dentro do modem roteador WiFi ZTE ZXV10 W300

Mais fotos e informações virão mais tarde. Estou agilizando a publicação de material acumulado.

ZTE_ZXV10_W300_board_DSC02050_700_ryan.com.br

Componentes principais

  • Trendchip TC3162U – CPU
  • Trendchip TC2205F
  • Trendchip TC3086ADSL2/2+ analogue front-end
  • MC34063 – Conversor DC-DC
  • MP1482DS – Conversor DC-DC
  • Winbond W25Q64 – Flash SPI de 8MB
  • Winbond W9825G6JH – SDRAM de 16M x 16 bits (32MB)
  • Ralink RT3390L -WiFi

Como se pode ver o W300 tem 4x a memória RAM e a flash que o W300S.

O outro lado da placa não tem nada de importante, exceto o botão de reset.

ZTE_ZXV10_W300_board_DSC02068_320_ryan.com.br

A porta serial

ZTE_ZXV10_W300_board_SerialPort_DSC02065_ryan.com.br

Parâmetros: 115200, 8N1

 


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Por dentro do modem roteador WiFi ZTE ZXV10 W300S

Não confunda o W300S com o W300. Este último em alguns mercados parece idêntico mas tem 4 portas LAN em vez de uma. O W300 brasileiro é bem diferente.
zte_zxv10_w300s_ryan.com.br

ZTE_ZXV10_W300S_board_DSC01491_700_ryan.com.br

Escrito na placa: AZR82 V1.0

Componentes principais

  • Winbond W9864G6JH – SDRAM 4M x 16bits (8MB)
  • Trendchip TC3162UE – CPU
  • Trendchip TC3086ADSL2/2+ analogue front-end
  • Ralink RT3390L – WiFi 802.11n
  • Winbond 25Q16VBS – Memória flash SPI de 2MB
  • AX6613 – Regulador Linear de 1A, low dropout
  • UTC MC34063 – 1.5 A, Step-Up/Down/Inverting Switching Regulators
  • MP1482DS – Conversor DC-DC

 

ZTE_ZXV10_W300S_board_DSC01489_detalhe_antena_ryan.com.br

Detalhe da antena

ZTE_ZXV10_W300S_board_DSC01488_320_ryan.com.br

No fundo da placa ficam apenas os LEDs

A porta serial

ZTE_ZXV10_W300S_board_serialport_DSC01492_ryan.com.br

Parâmetros: 115200, 8N1

Bootlog:

O bootlog desse modem é o menor que já vi.

Note que lá no início você tem a oportunidade de pressionar qualquer tecla para entrar no “debug mode”.  Mas chutando eu não consegui descobrir nenhum comando. Mais sobre isso adiante.

Mais adiante veja que o firmware diz qual o nome de administrador:

TMAR#ZTV5.5.0a

No fim ele pede para pressionar ENTER quando então é pedida uma senha, que é a senha do administrador configurada no modem. Após digitar a senha os seguintes comandos ficam disponíveis:

Pelas mensagens do boot pude apurar que o TP-Link TD-W8961NB e o TP-Link TD-8901N usam firmwares parecidos. E graças a isso pude descobrir que o comando para obter o help do debug mode é “ATHE”. Aqui está a lista completa fornecida pelo modem:

Quando você tem a senha do “GOD Mode” tem acesso a mais comandos. A senha, que é baseada no endereço MAC do seu modem, pode ser obtida usando o ATEN Password Generation Script do hacker PiotrBania. A lista de comandos estendida é esta:

Mesmo sem estar no “GOD Mode” é possível usar o protocolo XMODEM (uma gambiarra útil que existe desde 1977), disponível em programas como o Teraterm, para transferir arquivos entre a memória do modem e o PC usando apenas a porta serial.

Para fazer o dump do conteúdo inteiro da flash use o comando: ATDO bfc00000, 200000

Note que os dois números acima são hexadecimais. ‘200000’ (200KB em decimal) corresponde a 2MB em hexa.

O endereço inicial bfc00000 depende do modem e é obtido lá no bootlog, na linha que diz:

Leva cerca de 3min30s para fazer o download de 2MB por esse processo. Se você não está familiarizado com XMODEM, tenha em mente que após iniciar o download no modem você tem que dizer ao programa que você está usando que quer receber um arquivo. No Teraterm isso fica em File -> Transfer ->XMODEM -> Receive.

teraterm_xmodem_receive_ryan.com.br

Tenha em mente que um dump de flash inteira contém também o bootloader e arquivos de firmware para update “normal” não contém bootloader. Então esse dump não pode ser usado para instalação normal sem ser editado antes.

Dump disponível para download aqui.

Infelizmente alcancei uma barreira. Eu preciso pelo menos de uma amostra do firmware para poder aprender como instalar o firmware via porta serial. E para deduzir como transformar um dump em arquivo de firmware usável eu também preciso de uma amostra. Mas o único link para esse firmware que consigo encontrar na web é o endereço http://www.zte-xdsl.com/300s/Firmware.rar que não funciona mais. Se alguém tiver esse firmware, por favor contribua.

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Por dentro do modem roteador WiFi Sagemcom F@ST 5350GV

Não tenho nada de interessante a dizer sobre esse aparelho ainda. Só estou documentando.

Sagemcom_F@ST_5350_GV_board_DSC01277_700_ryan.com.br

Componentes principais

  • CG3211QIR – HPNA
  • CG3213QIR – HPNA
  • Broadcom BCM6302 – WiFi
  • 32260-FM1 – Interface telefônica
  • TISP61521 (2x) –   Dual Forward Conducting P-Gate Thyristors
  • MP201 – Não identificado
  • MPDD8725- Não identificado – Possivelmente conversor DC-DC
  • TC4431 – Mosfet drivers

 

Sagemcom_F@ST_5350_GV_board_DSC01285_700_ryan.com.br


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Por dentro do modem roteador WiFi D-Link DSL-2730R

Esse modem costumava ser distribuído pela GVT
DSL-2730R_A1_Image L(Front_GB)_640_ryan.com.br

DSL-2730r_DSC01896_700_ryan.com.br

Componentes principais

  • Ralink RT5390RL – WiFi
  • Ralink RT63087N –
  • Ralink RT63365E – CPU
  • W9825G6JH – Memória SDRAM de 16M x 16bits (32MB)
  • MXIC 25L640 – Memória flash SPI de 64Mbit (8MB)
  • IT7672M (2x) – Conversor DC-DC step-down

DSL-2730r_DSC01908_320_ryan.com.br

O fundo da placa não tem nenhum componente

A porta serial

DSL-2730r_DSC01899_700_portaserial_ryan.com.br

Parâmetros: 115200, 8N1

Cuidado ao fazer soldagem nos pontos TX e RX. As trilhas que saem delas são finíssimas e no meu primeiro modem eu demorei demais a fazer a soldagem em RX e a trilha se rompeu. Eu tive que usar outro modem porque não tenho a habilidade para reparar uma trilha tão fina ainda.

Neste modem você precisa usar a porta serial para o procedimento de recuperação do firmware.


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Por dentro do modem roteador WiFi Thomson / Technicolor TG580v2

Esse modem costuma (ou costumava) ser distribuído pelas operadoras ADSl Oi e GVT/Vivo.

TG580v2_DSC01910_700_ryan.com.br

Componentes principais:

  • LV1482S (2x) – Conversor DC-DC step-down
  • EM639165TS – Memória SDRAM de 8Mx16bit
  • PSB 5061 – SoC
  • PSB 6970V
  • MXIC 25L1606 –  Memória SPI Flash de 16Mbit (2MB)
  • Atheros AR9271 – WiFi

 

TG580v2_DSC01927_320_ryan.com.br TG580v2_DSC01923_detalhe_antena_ryan.com.br
 O fundo da placa não tem nada importante  Detalhe da antena WiFi embutida

Recuperação de firmware

Se você ligar o modem com o botão reset pressionado o bootloader do modem carregará um mini servidor web disponível no endereço 192.168.1.1, com o objetivo de fazer o upload de firmware. Você pode encontrar firmwares para Oi e GVT no site oficial do fabricante.

A porta serial

TG580v2_DSC01928_detalhe_portaserial_ryan.com.br

Parâmetros: 115200, 8N1

A não ser que o bootloader seja apagado você sempre poderá instalar firmware facilmente, então a porta serial não é tão importante quanto em outros modems. Eu vou mostrar o que aparece somente para fins de documentação.

O modem oferece um menu de opções se você pressionar a barra de espaço três vezes no momento correto:

Note que o firmware é produzido pela Arcadyan, que é conhecida por complicar as coisas para quem quer fuçar com o firmware.

Se você teclar um ponto de exclamação entra no modo administrador e novas opções serão exibidas.

 

4 comentários
  • Marcio

    Eu ia perguntar qual o plugin que você usou para exibir a saída serial do modem, mas inspecionando o código da pagina vi que é o Crayon Syntax Highlighter, muito legal esse plugin, a exibição ficou bem elegante.

  • Aparentmente é possível de fazer o dump do firmware usando um script python chamado brntool, conforme é sugerido aqui.


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Camera IP ONVIF dome plástica IH10-X

dome_plastic_IH-10X _ryan.com.br

A minha câmera já está toda suja e arranhada, por isso a foto do vendedor vai ter que servir por enquanto

A câmera é muito fácil de desmontar. Tanto a base quanto o domo abrem com um leve giro.

A parte frontal estabelece uma clara separação entre o iluminador IR e a lente. Isso é necessário porque de muito perto o IR cega a câmera e sem a separação o iluminador reflete no plástico. Câmeras realmente vagabundas não tem essa separação e ficam cegas ou exibem uma imagem muito ruim à noite.

camera_onvif_dome_plastica_IH10-X_DSC01714_320_ryan.com.br camera_onvif_dome_plastica_IH10-X_DSC01810_277_ryan.com.br

A câmera é constituída internamente por iluminador IR + IR-CUT + Placa principal.

camera_onvif_dome_plastica_IH10-X_DSC01722_247_ryan.com.brIluminador IR. O pequeno círculo verde é o sensor LDR (luz). Eu suponho (não medi) que o fio extra seja do LDR para sinalizar à placa CPU as mudanças de iluminação.

camera_onvif_dome_plastica_IH10-X_DSC01791_320_ryan.com.br camera_onvif_dome_plastica_IH10-X_DSC01789_320_ryan.com.br

O conjunto de lente + IR-CUT é destacável. Para ver bem durante o dia, com as cores corretas, uma câmera precisa bloquear o infravermelho do sol. Entretanto esse mesmo bloqueio deixa a câmera cega à noite, mesmo que você ilumine o ambiente com infravermelho. Esse dispositivo elétrico coloca o filtro IR atrás da lente durante o dia e o remove à noite. Você pode ouvir claramente o funcionamento do IR-CUT se estiver no mesmo ambiente. É um barulho de plástico batendo em plástico.

camera_onvif_dome_plastica_IH10-X_DSC01743_320 camera_onvif_dome_plastica_IH10-X_DSC01746_320

Placa principal

Inscrições: BLK18E-OH22_33x32_S V1.01 / 0138145357 / A20140515V

 Lado da CPU  Lado do Sensor
camera_onvif_dome_plastica_IH10-X_DSC01792_320_ryan.com.br camera_onvif_dome_plastica_IH10-X_DSC01802_320_ryan.com.br

Como praticamente tudo sobre a câmera depende desse módulo, para mais informações consulte meu post sobre o módulo BLK18E-OH22

 

 


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Extensores HDMI sobre cabo de rede CAT5, CAT5e, CAT6

Neste texto onde eu me referir a cabo “CAT5” estou simplificando a menção aos três tipos de cabo: CAT5, CAT5e e CAT6. “Sink” é o dispositivo que recebe o sinal HDMI (TV, projetor, DVR, etc) e “source” é o dispositivo que gera o sinal (o media player ou receptor de TV).

Existem no mercado três tecnologias para usar cabo CAT5 no lugar de um cabo HDMI:

  • 2 cabos, sem suporte a rede – O sinal HDMI é realmente transmitido pelo cabo CAT5, praticamente sem alterações. O mais barato de todos com alcance previsto de 30 metros a 1080p;
  • 1 cabo apenas, sem suporte a rede – Usa um protocolo proprietário para reduzir o número de condutores necessários. Provavelmente existe degradação do sinal nas resoluções mais altas mas pode não fazer diferença para qualidade DVD. Custa pelo menos cinco vezes mais caro que a solução com dois cabos;
  • 1 cabo apenas, com suporte a rede – Uma espécie de “HDMI over IP” onde o sinal de vídeo e imagem é transformado e retransmitido realmente “via rede” através de switches. É o mais prático de todos e embora tenha receptor próprio já fizeram engenharia reversa em um modelo para conseguir receber o sinal via VLC. Custa 10 vezes mais caro e é certamente limitado em qualidade porque uma rede de 100mbps definitivamente não tem banda para fazer isso sem acrescentar compressão. Já existe até um padrão para isso chamado HDBaseT que no papel parece tão fantástico quanto as meias Vivarina e as facas Ginsu, mas tão difícil de encontrar quanto o ET de Varginha. Na prática espere pagar os olhos da cara por um produto que não consegue conversar com o similar de outro fabricante.

Neste texto eu vou tratar apenas do método mais simples e barato.

Essa adaptação é possível primeiramente porque HDMI (e DVI) usam uma tecnologia similar à usada nas redes ethernet modernas, com transmissão diferencial que tem por meio o cabo de par trançado. Tentar usar outro tipo de cabo, mesmo que “mais grosso”, pode não ter o efeito desejado.

A primeira coisa a se ter em mente para entender o que se passa nesse tipo de adaptação é o fato de que um cabo CAT5 tem oito condutores e um cabo HDMI tem dezenove. HDMI tem mais condutores que dois cabos CAT5, então como é que essa mágica é feita?

Antes de prosseguir, vamos estudar atentamente a figura a seguir:

HDMI_pinout_ryan.com.br

Note que:

  • Mais da metade do cabo é usada pelos quatro canais TMDS, que é por onde a informação de vídeo e áudio é transportada;
  • As bolinhas pretas indicam os pinos que de uma forma ou de outra estão ligados ao mesmo negativo. A bolinha vermelha representa o único pino de +5V;
  • Dois condutores são destinados a DDC/EDID/HDCP e não podem ser usados separadamente. Ou você usa os dois ou nenhum dos dois (mais sobre isso adiante);
  • Um condutor é destinado a CEC (basicamente, operar todos os aparelhos com um só controle remoto). Útil, mas dispensável;
  • Dois condutores são de alimentação, que tem o propósito primário de fazer com que a identificação DDC/EDID funcione mesmo com o display desligado;
  • O pino 19 é responsável pela função hotplug detection (detectar que um dispositivo foi conectado);
  • O pino 14 é o que permite o funcionamento do ARC (Audio Return Channel). Útil, mas ainda mais dispensável que o CEC, por falta de suporte em muitas TVs e porque um número reduzido de pessoas tem receiver HDMI ligado à TV;
  • Juntos, 19 e 14 oferecem a função HDMI Ethernet, que é ainda menos usada.

O primeiro e até óbvio sacrifício ocorre na blindagem. Cada um dos quatro pares de comunicação TMDS em um cabo HDMI bem feito é separadamente blindado e tem seu próprio “negativo”, além do negativo “geral” do cabo. São quatro condutores só na blindagem. Ora, essa blindagem individual não existe no cabo CAT5 que corriqueiramente usamos, então esses quatro condutores somem na adaptação. Assim reduzindo a necessidade para 15 condutores, o que fisicamente já é possível substituir por dois cabos CAT5. Em todos os extensores que vi um dos cabos é dedicado aos quatro canais TMDS e o outro cabo fica com os sinais de controle.

É importante notar que apenas o dispositivo source fornece alimentação. A função do pino +5V no sink é receber a alimentação vinda do source para ativar o circuito de hotplug detection e a memória EDID mesmo que o sink esteja desligado.

Existe um produto no mercado que eu desconfio fortemente de que se limita a ligar cada pino do plug HDMI ao pino correspondente no conector 8P8C (RJ45), por causa do baixo preço e do fato de que não tem indicação de “polaridade”. Mas todos os extensores que já abri são “ativos” (tem eletrônica) e são compostos de duas peças com papéis bem definidos, como este:

hdmi_extender_ryan.com.br

Alguns cuidados precisam ser observados ao instalar e usar esse modelo de extensor:

  • É sempre bom lembrar: Os cabos conectados a esse extensor não devem ser conectados à sua rede. O extensor deve ser usado de forma completamente autônoma;
  • Emissor precisa ser ligado do lado do dispositivo source (player) e receptor do lado do dispositivo sink (TV, projetor, etc);
  • O cabo ligado a um determinado canal no emissor precisa ser conectado ao mesmo canal no receptor. Recomendo fortemente que você ponha etiquetas nos cabos ou terá muito aborrecimento com ligações invertidas;
  • Observe que em um deles o canal TMDS fica no conector esquerdo e no outro fica no conector direito. Quando um está de frente para o outro isso faz muito sentido, mas quando você está instalando tem a tendência a pegar o dispositivo sempre com a mesma mão e inserir os cabos na mesma ordem com a outra. O que vai resultar em inversão;
  • Os cabos precisam ter todos os oito condutores funcionais. Como uma rede de 100mbps somente usa quatro dos oito condutores do cabo CAT5 um cabo que funciona na sua rede pode não funcionar no extensor. É preciso testar pelo menos com um testador de cabos comum;
  • Os dois cabos precisam ser diretos. Cabo cruzado não vai funcionar em nenhum dos dois canais;
  • O cabo ligado ao canal TMDS precisa ser crimpado conforme o padrão (568A ou 568B) porque este canal precisa que seja respeitado o trançado dos condutores. O cabo ligado ao DDC pode ignorar o padrão e simplesmente fazer uma correspondência de um para um entre os conectores, mas não faça isso. Crimpar respeitando o padrão dá o mesmo trabalho.

Esse extensor a meu ver tem dois erros/limitações de design que poderiam ser facilmente corrigidos:

  • O emissor deveria ser claramente diferente do receptor. Talvez de uma cor diferente. Perdi a conta das vezes que me enrolei todo por inadvertidamente misturar os dois;
  • Pelo menos o receptor deveria vir com um conector HDMI fêmea em vez de um macho o que facilitaria a conexão a um conversor HDMI-VGA e tornaria o conjunto menos frágil. Entretanto eu admito que isso cria um problema ao adicionar um ponto de possível mau contato.

Funcionamento

O objetivo deste post é analisar a teoria de funcionamento dos extensores e não fazer um review deste, mas é claro que eu preciso pelo menos testar se funciona ou não. Eu não uso muito o extensor e muito menos no seu limite, mas nos meus poucos testes com cabos de meros 10m ele funcionou bem a 1080p, incluindo o CEC.  No futuro eu poderei incluir aqui mais detalhes e testes com cabos maiores.

 

RECEPTOR (RECEIVER)

hmdi_extender_cat5_receiver_DSC01587_ryan.com.br

 

O design do receptor é o mais simples de entender, com apenas dois componentes ativos visíveis:

  • Um chip “equalizador” HDMI MAX3815, cuja função é restaurar o sinal dos quatro canais TMDS. É interessante notar que alguns displays HDMI, principalmente projetores, podem já ter um chip desses na entrada e que a documentação do fabricante do chip não faz nenhuma referência a cabo CAT5 e espera que o chip seja usado no final de cabos HDMI ou DVI apropriadamente blindados. Ou seja: não espere que vá alcançar as distâncias indicadas (50 metros com cabo 24AWG) a 1080p com cabo de rede, pois o cabo de rede que mais se aproxima do DVI/HDMI é o caro CAT7, mas você nem sabia que isso existia, certo?
  • Um regulador linear de 3,3V para alimentar o MAX3815 com os 5V vindos do dispositivo source.

EMISSOR (SENDER)

hmdi_extender_cat5_sender_DSC01587_ryan.com.br

Já o design do emissor ainda é parcialmente um mistério para mim. Eu levantei o diagrama para facilitar a compreensão (clique para uma versão legível):

hdmi_extender_cat5_emissor

Os quatro canais TMDS são conectados diretamente e corretamente aos pares do respectivo conector 8P8C (RJ45), então todos os componentes da placa estão ali para tratar dos sinais de controle. Eu determinei que dois pinos são usados para +5V e dois pinos para GND, restando quatro pinos para dividir com os cinco sinais de controle. Isso é possível porque foi sacrificado o sinal ARC, que não me parece uma grande perda.

Os componentes principais do emissor são:

  • Um microcontrolador de uso geral STC11F02 (5.5V, 2KB de flash e 256 bytes de RAM);
  • Uma memória EEPROM 24C02 (2kbit, 256 bytes) ligada simultaneamente ao microcontrolador e ao bus DDC HDMI.

O meu melhor palpite no momento é que o microcontrolador se envolve com troca de informações EDID, incluindo o handshake HDCP. Ele tem memória flash mais que suficiente para armazenar as chaves DHCP (40x56bit = 280bytes). Por que ele faria isso eu ainda não tenho certeza.

Cabo de controle (rotulado de “DDC” pelo fabricante)

  • 1 – HPD
  • 2 – +5V
  • 3 – +5V
  • 4 – GND
  • 5 – GND
  • 6 – DDC_DATA
  • 7 – DDC_CLOCK
  • 8 – CEC

Hotplug detection

O sinal HPD vindo do dispositivo sink em vez de ir direto ao source entra no microcontrolador, provavelmente para ativar o processo de handshake. O dispositivo source não “vê” isso porque recebe o HPD imediatamente ao ser plugado o emissor nele, porque no emissor o pino 19 é permanentemente conectado a +5V por meio de um resistor de 1k.

É preciso ficar atento à mudança no comportamento. Basta plugar o emissor no dispositivo source para que este ache que um dispositivo sink está conectado e inicie o processo de leitura do EDID e handshake HDCP, mesmo que não exista sink. Ao realmente conectar o sink, o source já vai ter desistido de fazer o handshake há muito tempo. Para resolver eu suponho que ou você reinicia o source ou despluga e repluga o emissor.

Conector ISP

É ligado diretamente à porta serial do microcontrolador. Ainda não verifiquei se é possível ler algo nessa porta ou se serve apenas para programá-lo.

9 comentários
  • Eu cometi algum erro na hora de fazer o upload do diagrama do emissor e por isso não há link para a cópia de alta resolução, legível do mesmo. Amanhã eu corrigirei isso.

  • Jefferson, *pelo menos* na foto deste extensor que você usou como exemplo, dá pra ver nas fotos que está marcado em um deles, algo como Receiver e no outro Encoder.

    Logo pelo menos pra mim não haveria necessidade de um ser de cor diferente do outro B)

    Edit: Melhor dizendo.. Sender e Receiver.

    • Pois eu insisto que há necessidade. Eu estou ciente das marcações desde que comprei, sou mais minucioso que a média, e mesmo assim o palerma aqui errou diversas vezes. Quando estou ocupado com problemas em um nível mais alto, qualquer coisa que o fabricante fizer para evitar que eu me perca com os detalhes eu agradeço.

  • Marco Stort

    Eu comprei um destes e instalei com uma distância de aproximadamente 15 metros. Funcionou muito bem, qualidade de imagem excelente. :)

  • Maycon Ferraz

    boa tarde fiz a instalacao e fiz o teste com o testador so nao segui a sequencia (568A ou 568B) mas as duas pontas dos cabos estao iguais e n ao funciona sera quen so por ter mudado a sequencia vai interferi

  • Miguel

    Olá estou com um problema de barreira onde o cabo Hdmi não entra no conduite logo optei pelo adaptador onde usei dois rj45 crimpados no padrão 568a porém a imagem não está constante nem o som fica dando lag e as vezes some a imagem .
    Gostaria de saber o que pode ter dado errado visto a a distância não é maior q 3 mts ? Será q se mudar pra cat6 pode resolver ? Será q se mudar o padrão de crimpagem pra 568b pode resolver ?


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Por dentro do receptor de áudio bluetooth Roman Bluedio BF18

Este é um daqueles receptores portáteis que permitem transformar seu headphone P2 preferido em bluetooth.

Este aparelho é carregado pelo mesmo conector por onde sai o áudio, por isso você precisa do cabo que vem com o aparelho para conseguir carregar a bateria. Outro problema que isso acarreta é que não é fácil usar esse receptor com a bateria descarregada/carregando.

Bluedio_BF18_IMG_0620_720_ryan.com.br

Bluedio_BF18_IMG_0617_720_ryan.com.br

2 comentários
  • Augusto

    Jefferson. Você teve a oportunidade de comparar a qualidade de áudio?.
    Augusto.

    • Não notei diferença, mas não estava procurando nenhuma. Na minha experiência ter um fone de ouvido bom é que faz diferença. Eu tenho um fone de ouvido “vagabundo” que veio em um CD player chinês que é o “meu xodó”. Já tentei Senheiser, Philips, Sony, HP… e sempre volto para o meu vagabundo porque o áudio dos outros me incomoda.


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Por dentro do receptor de áudio bluetooth BCK-08

Este é um daqueles receptores portáteis que permitem transformar seu headphone P2 preferido em bluetooth.

Este aparelho é carregado pelo mesmo conector por onde sai o áudio, por isso você precisa do cabo que vem com o aparelho para conseguir carregar a bateria. Outro problema que isso acarreta é que não é fácil usar esse receptor com a bateria descarregada/carregando.

Marcação na placa: YH-BCK08-A1.Receptor_Audio_Bluetooth_BCK-08_solder_720_ryan.com.br

 

Receptor_Audio_Bluetooth_BCK-08_placa_720_ryan.com.br

 


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Por dentro do Receptor de TV analógica Pixelview PlayTV BOX 4

Este aparelho, como o PlayTV BOX 6, pode transformar um monitor VGA qualquer em TV. Mas ao contrário do modelo 6, neste modelo o firmware está em uma memória PLCC32 que embora não seja tão fácil de remover e gravar quanto uma serial SPI, não é muito difícil.

O chip Averlogic vem com um dissipador de calor que é mal colado e pode eventualmente cair dentro do aparelho.

Receptor_TV_PlayTV_BOX_4_placa_720_ryan.com.br

Receptor_TV_PlayTV_BOX_4_placa_solda_720_ryan.com.br


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Por dentro do Receptor de TV analógica Pixelview PlayTV BOX 6

Este aparelho tem o diferencial de poder transformar um monitor VGA qualquer em TV, adicionando um par de alto-falantes.

O conector branco do lado direito vai para o teclado no topo do aparelho. Logo abaixo dele vemos que existe previsão para colocar um CI amplificador de áudio (pelo pinout não é o popular LM386) e um alto-falante interno.

Receptor_TV_PlayTV_BOX_6_placa_720_ryan.com.br

No fundo da placa temos escrito “Super Color TV Box Version 1.1 2006-04-24”

Receptor_TV_PlayTV_BOX_6_placa_solda_720_ryan.com.br

 

Eu tenho fotos mais detalhadas da placa. Se for importante para você, peça.


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Por dentro do receptor de TV analógica USB Encore ENUTV-2

Note que o conector JP1, abaixo do conector de entrada de vídeo composto, dá acesso pelo menos ao bus I2C. Se entendi corretamente as três conexões restantes dão acesso ao áudio. O aparelho não tem uma saída de áudio e o conector P2 ao lado do RCA é entrada de áudio.
Receptor_TV_Encore_ENUTV-2_placa_720_ryan.com.br

Detalhe da placa. Aqui você pode ver que está escrito “AUDIO” sob os três terminais restantes de JP1.

Receptor_TV_Encore_ENUTV-2_placa_detalhe_720_ryan.com.br

Receptor_TV_Encore_ENUTV-2_placa_solda_720_ryan.com.br


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