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HDMI (High
Definition Multimedia Interface)
Embora
esteja listada como "Vídeo" na tabela, HDMI é
uma conexão única, para áudio e vídeo, completamente
digital. Com um único cabo HDMI você faz toda a conexão
entre DVD player e TV, sem fazer conversões analógicas
desnecessárias.
Infelizmente,
o conector HDMI só está presente nas TVs mais caras (geralmente
LCD ou plasma).
HDMI em
um DVD player não tem utilidade nenhuma para você se sua
TV não tiver HDMI também!
Algumas
TVs brasileiras com HDMI:
- Philips
26PF5320 26" Monitor LCD HDTV (R$ 3.599,00 - R$ 4.199,00)
- Philips
42PF7320 42" Plasma (R$ 5.999,00 - R$ 8.399,00)
- LG
26LX2R 26" LCD HDTV (R$ 3.799,00 - R$ 4.499,00)
- LG
32LX2R 32 " LCD HDTV (R$ 3.499,00 - R$ 6.299,00)
- Gradiente
PLT-4270 42" Plasma (R$ 7.899,00 - R$ 7.999,90)
- Gradiente
PLT-4230 42" Plasma (R$ 4.999,00 - R$ 6.399,00)
Ou seja:
no mínimo R$3500
Alguns
aparelhos de DVD com HDMI vendidos no Brasil
- Samsung
HD850 (R$ 499,00 - R$ 799,00) - Compatível com DivX
- LG
DF9921N (R$ 699,00 - R$ 1.099,00) - Compatível com DivX
- (R$499) - Compatível com DivX
- Pioneer
DV-490VS - (R$650) Compatível com DivX
Preços
verificados em 05/08/2006. Para uma lista atualizada de opções,
no Submarino
procure por "HDMI"
- O padrão
HDMI é compatível com o DVI-D. Assim, com
o cabo apropriado, você poderá conectar a placa de
vídeo do seu PC (que tenha conector DVI) a uma TV com conector
HDMI e ter uma conexão de vídeo (DVI
não transporta áudio) completamente digital entre o PC
e a TV.
- Você
não precisa de HDMI para ter uma conexão de alta definição
entre o DVD player e a TV. Essa conexão é perfeitamente
possível com o cabo de Vídeo Componente. Porém
para resoluções acima da de um DVD (720p ou mais), se
o DVD for protegido contra cópias, só é possível
usufruir da resolução mais alta via HDMI. Isso é
feito propositalmente para evitar que o usuário possa fazer uma
cópia analógica de alta qualidade;
- Para ter
o direito de usar HDMI em seus produtos qualquer empresa precisa pagar
um licenciamento de
US$
10mil por ano e entre US$ 0,05 e US$ 0,15 por aparelho vendido (royalties);
- HDMI existe
desde dezembro de 2002. Não se trata de algo novo, mas vem evoluindo
de lá para cá e a versão mais nova, HDMI 1.3, foi
ratificada em Junho de 2006.
- HDMI não
prevê um comprimento máximo de cabo, mas espera-se que
qualquer coisa acima de 15 metros exija cabos de melhor qualidade ou
repetidores de sinal;
- A mesma
indústria que fatura milhões vendendo cabos de áudio
e vídeo "polarizados", "livres de oxigênio",
"tratados criogênicamente" e o escambau, absurdamente
caros, já enxergou uma oportunidade aqui, e é possível
encontrar cabos HDMI de 1.5m à venda pelo preço de um
DVD player vagabundo ou mais. Eu acho isso ridículo, mas eles
sabem que o que não falta por aí é otário
(aham... "ingênuo") endinheirado ;)
Suporte
a CD Text
O formato
CD Text é uma extensão do CD Audio que permite a exibição,
em aparelhos compatíveis, do nome do artista, nome do álbum
e nome das faixas. Quando você grava um CD Audio com o Nero, ele
se oferece para gravar as informações CD Text e, mesmo
que você não defina nome do artista e álbum, ele
usa os nomes dos arquivos como nomes das faixas para o CD Text automaticamente.
Aparentemente, todos os CDs Audio gravados com Nero são CD Text
(não fiz testes extensos para checar isso).
Aparelhos
compatíveis exibem essa informação na tela.
Velocidade
máxima real de avanço em Mpeg4
Esqueça
a indicação "2X, 4X, 8X, 16X, etc" que aparece
na tela quando você avança ou retrocede um AVI. Geralmente
não bate com a realidade. Cada "X" corresponde à
velocidade "natural" do filme, então a 4X teóricamente
você avança 4 segundos a cada 1 segundo. O meu teste é
uma avaliação grosseira onde eu cronometro o tempo que
o aparelho leva para ir do início ao fim de um pequeno filme
na sua máxima velocidade. A velocidade de retrocesso é
geralmente menor que a de avanço. Eu não testo a valocidade
de retrocesso, ainda.
Entre parênteses
eu coloco a velocidade máxima informada pelo aparelho.
Se estiver
espantado com a velocidade real do DVP642, veja o meu review dele.
Roda DVD-Video
gravado como dados
DVD-Video
é o "DVD de filme", do tipo que você pega em
uma locadora. Ele tem um estrutura bastante específica que é
invisível para quem olha o disco em um drive de computador. Para
criar um DVD-Video completamente dentro da norma essa estrutura precisa
ser respeitada e para isso você precisa usar um programa de gravação
de DVDs que saiba criá-la. Muitos DVD players modernos (mas não
todos, como você pode ver na tabela) não se importam com
isso e para eles basta que o filme esteja dentro de uma pasta chamada
VIDEO_TS na raiz do disco. Isso seria um "DVD-Video gravado como
dados". Para gravar um DVD-Video estritamente dentro da norma,
siga este tutorial.
Padrões
de Vídeo suportados nas saídas
Uma rápida
olhada na tabela e você percebe que todos os aparelhos do mercado
suportam NTSC, mas apenas alguns suportam PAL-M. Isso é um problema?
Geralmente, não, mas seu caso pode ser uma exceção.
Embora
o padrão de TV aberta do país sempre
tenha sido o PAL-M, nós convivemos com NTSC há muito tempo,
desde que as TVs começaram a sair da fábrica equipadas
com "entrada de vídeo".
No início,
os VCRs precisavam ser "transcodificados", porque eram na
sua maioria importados (NTSC) e você tinha que ligá-los
na entrada da antena da TV, que sempre era PAL-M. Alguns aparelhos já
eram importabandeados transcodificados, como os Panasonic JxxBR de décadas
atrás.
Mas então
as TVs começaram a sair de fábrica com a entrada de vídeo
RCA que permitia ligar o VCR à TV sem usar a entrada de antena.
Essa entrada especial era, e ainda é, compatível com NTSC,
apesar da entrada de antena ser até hoje PAL-M. Isso se deve
ao fato de que mesmo nos VCRs transcodificados, as saídas de
vídeo mantiveram-se NTSC. A saída de RF, conectada à
entrada de antena da TV, é que era transcodificada.
Mas alguns
fabricantes, por um motivo que desconheço, fizeram uma salada
danada e mandaram para o espaço a compatibilidade. A entrada
de vídeo de certos aparelhos antigos é exclusivamente
PAL-M, assim como a entrada de antena, o que torna essa TV completamente
incompatível com a grande maioria dos aparelhos de DVD existentes
no mercado. Mas das seis TVs existentes na minha casa hoje, apenas a
Gradiente Next GT-2011 da sala, que nem é a TV mais velha, é
exclusivamente PAL-M. O que parece mostrar que o problema afeta apenas
uma pequena parcela dos donos de TV.
Neste ponto
é bom fazer uma observação: "PAL" não
é "PAL-M". Em qualquer lugar onde estiver escrito "PAL",
você muito provavelmente tem PAL-B ou PAL-G, que é o PAL
dominante na Europa.
Outra nota
importante é que em geral não importa em que padrão
o disco foi gravado, até mesmo porque praticamente 100% das fitas
de vídeo e DVDs em locadoras ou à venda no Brasil são
NTSC. A capacidade de saída do aparelho pouco ou nada tem a ver
com o padrão de disco usado no país.
Multisessão
Gravar
em "multisessão" é gravar duas ou mais vezes
no mesmo disco, sem apagar o conteúdo anterior. Do ponto de vista
técnico, multisessão em uma mídia não-regravável
(-R ou +R) é muito diferente de multisessão em mídia
regravável (-RW ou +RW), por isso você verá que
a maioria dos aparelhos suporta multisessão em mídia regravável
apenas. Além disto, apenas o Windows XP e versões posteriores
podem ler discos multisessão em mídia DVD não-regravável.
Você pode gravar em qualquer versão do Windows, mas apenas
o XP pode ler.
Existem
pelo menos dois motivos comuns para se querer gravar multisessão
em mídia não-regravável:
- Quando
você não tem espaço no HD sobrando, vai gravando
aos poucos no DVD. Você pode ter vários DVDs multisessão
"em aberto", cada um com um tipo ou categoria de arquivo
diferente;
- Você
pode gravar os filmes que conseguiu sem legendas, deixando para gravar
as legendas depois.
Mas, como
se pode ver pela tabela, infelizmente você deve usar discos +RW
para fazer isto e depois, quando o disco estiver completo, copiar para
DVD-R em uma única sessão.
Se você
já tem uma coleção de discos não-regraváveis
multisessão, suas opções de compra são bem
limitadas.
Chipset
Chipset
significa "conjunto de chips". Algumas pessoas acham que chipset
é o maior chip do aparelho (o processador), mas isso é
quase sempre incorreto. Outras acham que por ser um "conjunto de
chips" refere-se a todos os chips da placa, mas isso também
está incorreto. Os chipsets Mediatek 1389 e ESS Vibratto II,
por exemplo, são constituídos por dois chips: o processador
e o chip de controle do loader. São esses chips que o fabricante
do aparelho tem que comprar obrigatoriamente ao fabricante do chipset,
porque trabalham apenas em conjunto. Os outros chips do aparelho (memórias,
conversores D/A, etc) podem ser comprados onde o fabricante do aparelho
achar melhor.
Do meu
ponto de vista, o "melhor" chipset é o Mediatek. Qualquer
aparelho baseado nele, mesmo que de fábrica seja deficiente,
pode ser aperfeiçoado com a ajuda de hackers.
Firmware
"Firmware"
é a denominação técnica para um software que existe embutido
em um hardware. Assim, o mais conhecido firmware do PC é o BIOS da placa
mãe, mas existe firmware nas impressoras, nos HDs, nos modems (os modems
de hardware, como o antigo US ROBOTICS ISA), nos drives de CD
ROM, etc. Alguns sistemas são construídos já levando em consideração
a possibilidade de que esse software possa apresentar problemas quando
o equipamento for liberado ao público, então nesses equipamentos o upgrade
do firmware é possível usando um programa especial do fabricante (o
mais fácil e inteligente) ou a substituição de um chip "soquetado" (o
exemplo mais conhecido foi o upgrade da Epson LX300 inicial para funcionar
com o Win95).
Nos aparelhos
de DVD modernos o upgrade de firmware pode ser feito simplesmente colocando
um CD com o novo firmware no loader. O aparelho irá detectar
a presença do arquivo e iniciar o processo de atualização.
Mas apesar
dos aparelhos serem assim facilmente atualizáveis é bom
não criar expectativas exageradas como, por exemplo, que um novo
firmware dê suporte a novos CODECs. É uma prática
comum e segura adotada pelos departamentos de engenharia dos fabricantes
concentrar-se apenas nas características propostas para
o aparelho e segui-las até o fim de sua vida no mercado. Assim,
se o aparelho não foi vendido como sendo capaz de executar arquivos
quicktime, ele provavelemente jamais irá suportá-los.
As atualizações de firmware concentram-se apenas em resolver
bugs e problemas de usabilidade encontrados depois que o aparelho foi
lançado no mercado.
O correto
é "o firmware" e não "a firmware".
Assim como não existe "a software" e "a hardware".
Também
não confunda firmware com "BIOS". Embora o BIOS (sim,
também é "o") do PC seja um firmware, nem todo
firmware pode ser corretamente denominado de BIOS. O firmware de um
DVD player certamente não pode.
Mesmo existindo
essa possibilidade de correção de problemas com atualizações
de firmware, cada fabricante opera de uma forma diferente e nenhum deles
se comportou de forma 100% satisfatória até hoje.
- A Philips
disponibiliza periodicamente atualizações de firmware
para seus aparelhos em seu site, mas em geral as atualizações
só corrigem problemas que a maioria dos usuários nem sabia
que existiam. Entretanto, todos os firmwares Philips são "hackeáveis"
de uma forma ou de outra (ênfase no DVP5100) por isso não
dependemos da boa vontade do fabricante;
- A Samsung,
apesar de deixar explícito em seus manuais que garante atualizações
de firmware, só disponibilizou uma atualização
uma única vez, para o P240K, e porque este tinha um problema
grave com as legendas que estava provocando uma devolução
às lojas e muita propaganda negativa. Depois disso, nenhuma novidade.
Para complicar, não existe meio conhecido de modificar os firmwares
Samsung.
- A LG não
oferece atualizações no site, mas teóricamente
os centros de Assistência Técnica podem fazer o serviço.
Como a LG fabrica aparelhos para o mundo inteiro que são muito
semelhantes e é possível "extrair" o firmware
instalado em um aparelho e disponibilizar para outras pessoas, os aparelhos
LG estão na lista dos mais populares entre quem gosta de fazer
"tuning" de dvd player :)
Até
o presente momento (15/01/2006) os demais fabricantes não fizeram
nada para merecer uma menção neste quesito;
QPEL
e GMC
QPEL (Quartel
Pixel) e GMC (Global Motion Compensation)
são dois recursos usados pelos encoders MPEG4 que visam melhorar
a qualidade da imagem mas que requerem um substancial aumento no poder
de processamento por parte dos decoders para que os filmes com esses
recursos possam ser exibidos.
GMC constitui
um caso especial, por ter implementações de 1, 2 ou 3
"warp points" (wp). Um filme com GMC de 1wp pode ser exibido
em qualquer aparelho porque aparentemente não faz diferença
alguma nem na qualidade nem no poder de processamento exigido. Filmes
com 2wp ainda são uma incógnita (aparentemente, também
não fazem diferença alguma) enquanto que filmes com 3wp
são inquestionávelmente complicados de se exibir. Os players
baseados em Mediatek deveriam ser capazes de reproduzir filmes com 3wp,
mas na prática isso não está acontecendo.
O efeito
da presença de GMC de 3wp em um filme varia entre aparelhos.
No DVP642 o filme pára imediatamente e volta ao menu quando a
primeira cena com GMC surge. Já no DVP5100 a imagem congela e
o som continua.
Para saber
se um filme tem GMC de um, dois ou três warp points, use o MPEG4Modifier
Exibe
o nome do arquivo de execução
Quando
estou assistindo ao conteúdo de um DVD cheio de clipes acho desejável
que apareça na tela brevemente o nome do arquivo que está
em execução quando o aparelho muda automáticamente
para o próximo filme. Também seria interessante que essa
informação aparecesse na tela quando apertamos a tecla
"display" ou "info" do controle remoto.
Nenhum
dos aparelhos já testados por mim tem essa funcionalidade.
Mas está disponível no MviX MX-760HD
Resolução
Máxima DivX
Os manuais
da Philips erram para menos quando especificam a resolução
máxima. Porque ambos tem a certificação "Home
Theater" da DivX, que cobra uma resolução máxima
de 720x576. Testei
o DVP642 por um minuto com um filme DivX de 752x400, Packed Bitstream,
Audio AC3, GMC de dois pontos e não encontrei problema algum!
Já um filme XviD de 800x336 com Audio AC3 (e mais nenhum outro
complicativo) foi demais para ele. O vídeo até
rodou direito, mas o áudio ficou entrecortado.
Na dúvida,
considere que a resolução máxima de qualquer DivX
player no mercado seja de 720x576. É importante notar que essa
é a resolução máxima de um DVD-Video, por
isso qualquer coisa "maior" que isso ou foi ripada de uma
fonte de alta definição (chamados por alguns de "HDRIP",
onde "HD" significa "High Definition") ou foi ripada
incorretamente. Videos com resoluções maiores em qualquer
das duas dimensões geralmente rodam sem imagem em players baseados
em chipset Mediatek.
Mesmo a
especificação DivX Ultra continua cobrando a mesma resolução
de um DVD,
Você
pode usar o procedimento explicado neste
texto para reduzir um HDRIP a um tamanho compatível com DVD
players.
720p,
1080p, 720i, 1080i etc
Os novos
termos trazidos pela TV de alta definição estão
causando confusão entre os usuários leigos. É importante
notar que até o início da popularização
da TV de alta definição, todo mundo falava em resolução
citando largura e altura da imagem desta forma:
720x480
(NTSC)
720x576 (PAL)
Esta continua
sendo a terminologia usada em computadores.
E agora
estamos vendo gente falando em coisas como "720p", "1080p",
etc. A semelhança do número "720p" com a largura
da imagem de um DVD-Video faz muita gente achar que 720p é a
resolução de um DVD, mas não é. Isso
é pouco mais que uma coincidência numérica.
Os termos
referem-se ao número de linhas da imagem (a altura). Assim um
DVD-Video tem na verdade 480p (em NTSC) ou 576p (PAL) de resolução.
Um filme 720p tem na verdade 1280x720.
Concluindo:
Um filme 720p ou maior não roda em nenhum DivX player
comum. Você precisa de um player explicitamente compatível
com conteúdo HD (alta definição). Não basta
o aparelho ser capaz de gerar (interpolar) imagens em HD.
Nota: o
sufixo "p" significa "Progressive" e o "i'
significa Interlaced".
Suporte
a OGM
Embora
os Pioneer tenham suporte ao container OGM, nem todas as caracteristicas
do container são suportadas. O 578, por exemplo, não pode
alternar entre trilhas de áudio nem exibir as legendas embutidas.
O 588 não foi testado quanto a isso.
Resolução
Máxima JPEG
O manual
do DVP642 diferencia JPEG "normal" de "progressivo".
Para o "normal" a resolução máxima é
de 5120x3840 e qualquer imagem maior que isto será cortada. Para
JPEG progressivo, a resolução máxima cai para 2048x1536
e qualquer imagem maior não ser&aacu
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