Desapontado com Mortal Engines

Estou me referindo ao livro de 293 páginas. Primeiro de uma série de quatro, que não pretendo terminar. Não ao filme.

A premissa é interessante, ainda que absurda, e até que me deixou entretido por um tempo. Mas não demorou muito para ficar cansativo e o final foi definitivamente “broxante”.

Eu pretendo assistir ao filme basicamente para ver o mundo imaginado pelo autor construído por computação gráfica. Mas também tenho uma esperança de que seja uma experiência melhor que a fonte.

2 comentários
  • Danjovic - 3 Comentários

    Você leu o “Mortal Engines” errado…. Leia o livro homônimo do Stanislaw Lem.

    • Jefferson - 6.044 Comentários

      Eu li o livro “certo” no sentido de que queria ler o livro que inspirava o filme de mesmo nome.

      Eu concordo que provavelmente foi o livro “errado” no sentido de “qualidade da escolha”. :D

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Livros: Gostei de Ready Player One (Jogador N° 1), com ressalvas

No primeiro capítulo Ready Player One parecia a melhor obra de ficção científica que eu lia em muitos anos e eu estava lendo com cuidado cada parágrafo para não perder nenhum detalhe. Mas no meio do livro eu já estava achando as referências à cultura pop da década de 80 excessivas e as intermináveis descrições dos jogos maçantes. De qualquer forma o comentário social e a descrição da realidade virtual do OASIS e suas regras me deixaram entretido o bastante. Merece nota 7.

Agora eu posso assistir ao filme.

 

1 comentário
  • Intruder_A6 - 191 Comentários

    Eu não li o livro, mas assisti o filme no cinema, gostei bastante (mas eu sou suspeito, gosto muito de ficção científica)! Eu tenho uma cópia dele em 4K, eu só guardo em 4K os filmes que eu gostei realmente, pois me ocupam muito espaço no HD! E já assisti uma segunda vez pelo midia player!

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Livros: Annihilation não é o que eu esperava

Após ler as cerca de 200 páginas de Annihilation, o primeiro de uma trilogia, eu me senti incomodado. E rapidamente me lembrei de outro autor que tinha me causado a mesma sensação: James Dashner com a trilogia Maze Runner. O que me incomodou: o livro termina e ninguém sabe o que está havendo, especialmente os leitores. É claro que como se trata de uma trilogia as respostas podem estar nos dois livros seguintes, mas se você leu minha opinião sobre Maze Runner sabe que ao terminar o último livro daquela saga eu me senti enganado.

Annihilation não é uma leitura “fácil”. É intrigante, sim (assim como Maze Runner), mas na maior parte do tempo é monótono e parte da narrativa parece depender de “escritos” que se parecem com salmos de uma bíblia desconhecida, um soneto de Shakespeare, poesia (é sério: a maior parte do que é chamado “poesia” eu não consigo entender) ou com o resultado de um gerador de cadeia de Markov. A narradora, apesar de ser bióloga e não lingüista, poeta ou mesmo escritora parece ser capaz de relacionar o mumbo-jumbo que leu com os eventos que ocorrem depois, o que me faz sentir como se eu fosse muito menos inteligente do que imagino (é provável) ou o autor está trapaceando (mais provável ainda).

A única passagem memorável do livro é quando descobrimos por que ele tem esse nome. Até mais da metade da estória eu fiquei me perguntando o que “aniqulação” tinha a ver com o que estava lendo, já que baseando-se na narração a humanidade parecia ir muito bem. É uma revelação surpreendente, mas não ajuda a salvar o livro.

O que me impulsionou a colocar Annihilation no topo da minha longa fila de leitura foi o trailer do filme baseado nele que será lançado em fevereiro.

Mas o filme é significativamente diferente do livro e a maior parte do que ocorre do trailer não existe na estória. Ou ele é uma mistura de eventos dos três livros ou decidiram que Annihilation era muito chato para virar um filme interessante.

3 comentários
  • Jefferson - 6.044 Comentários

    Depois de ver o trailer você pode ter a impressão de que se trata de mais uma tentativa idiota de Hollywood de agradar o movimento feminazi. Eu tenho alergia a essas imbecilidades SJW mas no caso dessa estória há uma boa razão, implícita no livro, para uma equipe formada apenas por mulheres ser propositalmente colocada na linha de frente de uma situação perigosa (segundo o trailer, suicida) e não, não é uma equipe do exército israelense e essa estória não tem nada a ver com “Y: the Last Man“.

  • Jefferson - 6.044 Comentários

    Terminei o segundo livro da série: Authority (352 páginas). A estória agora é contada do ponto de vista do diretor da Southern Reach (a “autoridade”), a agência governamental que supervisiona a “anomalia”. Muitas respostas a questões do primeiro livro são dadas, mas muitas outras questões são levantadas. É uma leitura mais interessante mas ainda cansativa. Vandermeer dedica muitas linhas a uma descrição de cenário que é irrelevante para a estória. Eu entendo que isso faz a leitura parecer mais inteligente mas do meu ponto de vista é só “encher linguiça”.

  • Jefferson - 6.044 Comentários

    Terminei de ler as 341 páginas do último volume da série, “Acceptance” e concluí que ler a trilogia foi uma absoluta perda do meu tempo. Eu vejo duas alternativas:

    1) Eu não sou inteligente o suficiente para entender;
    2) A série é voltada para um público que não tem nada a ver comigo.

    O autor “fisolofa” (eu sei) demais. Perde muito tempo descrevendo cenários e os pensamentos mais esdrúxulos dos personagens e dispensa pouco tempo tentando realmente dar explicações para a trama. No final, muita coisa fica sem explicação e como eu acredito que “a diferença entre realidade e ficção é que a ficção precisa fazer sentido” quero distância desse tipo de narrativa.

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Fanfiction: gostei de “Browncoat, Green Eyes”

Browncoat, Green Eyes é a segunda obra de fanfiction que leio. Nem chega perto da complexidade narrativa da obra de Less Wrong, mas ainda assim tem uma qualidade surpreendente.  O público alvo são os fãs de Firefly e Harry Potter que tenham a disposição para ler o equivalente a 660 páginas.

O autor imaginou Firefly como o universo de Harry Potter centenas de anos no futuro. Harry cresceu, se tornou um dos bruxos mais poderosos da Terra, derrotou mais uma meia dúzia de dark lords e… casou com Luna Lovegood. Somente essa “sacada” já valia a leitura porque você acaba acreditando que Luna era definitivamente um melhor par para Harry do que a insossa Gina.

Porém nesse futuro Harry está sozinho pois após a morte de Luna ele aplicou a si mesmo um feitiço de animação suspensa com instruções para ser acordado quando fosse necessário novamente (um Rei Arthur bruxo) e aparentemente acharam que a destruição da Terra e a debandada e o espalhamento de todo o mundo bruxo pelo universo não era motivo bom o bastante. Harry foi acordado quase que por acaso, centenas de anos depois de todo mundo que ele conhecia estar morto e graças a uma interessante afinidade com River Tam se une à tripulação de Serenity para tentar descobrir se realmente é o último bruxo do universo.  E o autor inclui uma explicação realmente surpreendente para o que aconteceu em Miranda.

A estória é bem “light”. Harry praticamente o tempo todo tem o controle da situação. Não existem traições nem problemas que Harry não possa resolver, muitas vezes de forma engraçada. Sua relação com a tripulação e principalmente com River Tam é hilária.

Só não gostei do conflito final. O autor exagerou no drama e achei bem forçado.


 

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Livros: The 5th Wave (A Quinta Onda) é interessante, mas…

the_5th_wave_ryan.com.br… ainda falta muita coisa para que eu possa dizer que é “bom”.

O maior problema do livro de Rick Yancey para mim pode ser que pela primeira vez a palavra “derivativo” não saiu da minha mente durante a leitura. E eu definitivamente não sou o tipo de pessoa obcecada por originalidade. O danado é que o livro parece copiar idéias demais. A estória se assemelha tanto a “The Host” (“A Hospedeira”) em certos momentos que parece até querer parodiar o livro de Stephenie Meyer.

Mas os problemas não acabam aí. Falta emoção, é sério demais e deprimente: o livro já começa com 7 bilhões de humanos mortos e prossegue com os que sobraram sendo caçados e mortos sem qualquer chance de sobreviver a não ser se manter escondidos até mesmo uns dos outros. Mais deprimente que isso, só copiando também o sadismo de James Dashner.

O primeiro terço do livro intriga e a estória em geral é inquietante. O autor sabe confundir o leitor. Uma hora você acha que sabe mais que os personagens e um momento depois você conclui que não faz idéia do que está havendo. Mas logo isso fica maçante e não me parece o tipo de obra que valha a pena passar mais de doze horas lendo. Tive a impressão que um filme de duas horas é perfeitamente capaz e mostrar tudo dele que vale a pena.

4 comentários
  • Snow_man - 262 Comentários

    o trailer do filme chamou minha atenção (confesso, tem tempo que me falta ânimo para leitura), e eu também senti um dejavu com A Hospedeira. Começou a passar essa semana, vou tentar ir ver no cinema.

  • Intruder_A6 - 191 Comentários

    Assisti o filme neste sábado e ele lembra muito A Hospedeira, não acrescentou muita coisa. Achei o filme aceitável, mas achei “A Hospedeira” bem melhor.

    • Jefferson - 6.044 Comentários

      Se “A Quinta Onda” é pior que “A Hospedeira” (o filme, não o livro) então eu corro o risco de entrar em estado de choque assistindo ao primeiro :)

  • Snow_man - 262 Comentários

    Vi e achei muito água com açucar. Não entendi se vai ter continuação ou não. A hospedeira também não é uma obra prima mas também o achei “a bit more” interessante que esse.

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Fallen Dragon é complexo e cansativo, mas vale a pena ler.

Terminei hoje de ler as 808 páginas de Fallen Dragon(sem edição em Português), um dos poucos livros de Peter F. Hamilton a não fazer parte de uma obra maior. A estória, de uma Terra séculos no futuro onde a humanidade já colonizou vários outros planetas, é muito interessante e com uma riqueza impressionante de detalhes sobre a ciência da exploração espacial. Mas há momentos em que Hamilton dá uma de Tolkien e começa a descrever demais a paisagem, enchendo o saco de quem só quer saber o que vem depois na narrativa.

Nesse futuro a Terra é controlada por mega corporações que financiam (ou financiaram) os assentamentos no espaço. O núcleo do conflito no livro é a pilhagem executada pela corporação Zantiu-Braun (Z-B) nas colônias humanas. A corporação compra outras empresas que financiaram assentamentos e não conseguiram recuperar o investimento e vai atrás desses planetas a cada “n” anos para “legalmente” exigir dividendos na forma de tecnologia e produtos tomados à força das colônias durante uma ocupação militar. Corsários ultra modernos. E como o custo de enviar uma expedição militar a anos luz de distância é altíssimo mesmo no futuro, a situação dos colonos só piora com o aumento da “dívida” como percebido pela Z-B.

E esse é o pano de fundo para uma estória complexa, onde você não sabe exatamente por quem torcer. Não há “santos” no conflito e um dos personagens principais é justamente um sargento da Z-B que logo no primeiro capítulo já mata um civil durante uma ocupação, enquanto planeja fazer uma pilhagem “por fora” em outro planeta e sem sentir qualquer remorso por uma coisa ou outra.  Apesar disso ele não é “mau”. Nada é preto-no-branco nessa estória e o leitor é levado ainda a sentir alguma simpatia por ele.

A ação só deslancha mesmo a partir de 60% do livro, no capítulo 12. Se você conseguir ler até aí, provavelmente não vai conseguir mais parar.

1 comentário
  • VR5 - 398 Comentários

    Interessante, vou atrás. Jefferson: há tempos atrás eu tinha te sugerido dar uma garimpada por sebos (e até sites que se dispõem a digitalizar e a colocar no ar versões em PDF) livros antigos de sci-fi dos “clássicos” autores e mesmo menos conhecidos (mas igualmente bons). Você nunca se interessou? Tenho certeza que não vais te decepcionar! :)

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Gostei de The Martian

The_Martian_2014Preciso começar com uma admissão embaraçosa: eu não li o livro inteiro. Eu estava tão interessado em certos aspectos da estória contada por Andy Weir, que eu simplesmente pulei as partes que considerei maçantes (basicamente, a “ciência” da coisa). Eu pulei para as partes que narram a reação da Terra ao descobrir que Mark estava vivo em Marte e o esforço concentrado para salvá-lo. Algumas passagens me deixaram até com lágrimas nos olhos. Realmente emocionante.

 

O interesse pelo livro surgiu quando vi o trailer do filme. Eu acho fácil assistir a um filme depois de ter lido o livro, mas muito difícil ter a paciência para o oposto.

1 comentário
  • Gilberto - 5 Comentários

    Li o livro essa semana, depois que vi seu post.
    Achei muito bom! Espero que façam um trabalho bem feito no filme.

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Livros: “Por um Fio” de Eoin Colfer é uma decepção.

eoin_colfer_PorUmFio_ryan.com.brComo eu já mencionei aqui várias vezes, sou um fã da série “Artemis Fowl” e por isso quando o meu amigo José Carneiro me emprestou, antes mesmo de ler, Por um Fio (Plugged) do mesmo autor, esperei por algo sensacional.

Quebrei a cara. É fácil entender por que as outras obras de Colfer tem longas páginas na Wikipedia mas essa (hoje) sequer tem uma sinopse quatro anos após o lançamento.

Nem parece que o livro foi escrito pela mesma pessoa que concebeu Artemis Fowl e o mundo das fadas. A estória é fraca, enfadonha e apenas ligeiramente engraçada. As situações vividas pelo personagem principal são tão mirabolantes que o único adjetivo que me vem à mente para descrever o livro é “surreal” (no mal sentido).

E o texto na capa “Se Você Amou Artemis Fowl, É Hora de Crescer” soa ridículo quando você termina o livro. Tirando garçonetes, strippers, palavrões e insinuações de sexo, a trama beira o infantil. Nada se aproveita. Nenhum personagem memorável. Nenhuma piada realmente boa. Perdi meu tempo.

9 comentários
  • Walter - 140 Comentários

    E ainda por cima quem fez a capa plagiou descaradamente as artes do mestre Saul Bass. Coisa feia, nem estudante de curso técnico comete um crime desses.

  • Walter - 140 Comentários

    Cópia mal feita.

  • Jefferson - 6.044 Comentários

    Sete anos desde o lançamento e ninguém se habilitou a escrever sequer uma sinopse do livro na Wikipedia. Nem mesmo o autor ou a editora. Diz bastante sobre a obra.

    • Snow_man - 262 Comentários

      Acho que é uma oportunidade pra você escrever :-) :D

      • Jefferson - 6.044 Comentários

        Sou grato a todos os colaboradores da Wikipedia mas desisti de ser colaborador muitos anos atrás. O modelo deles me incomoda.

        No caso específico desse livro tudo o que tenho a dizer é opinativo. E a Wikipedia não tolera esse tipo de coisa.

        • VR5 - 398 Comentários

          Estou com um pouco de saudade dos teus comentários sobre séries. Parou de assistir?

          • Jefferson - 6.044 Comentários

            Ando meio “desencantado”. Tudo o que tenho parado para assistir nos últimos meses tem me decepcionado. Estou numa fase de preferir assistir pela enésima vez a um filme do qual gostei a encarar uma novidade.

            Mas… já que há quem sinta falta das minhas reclamações, vou dar uma olhada na fila :)

            • Snow_man - 262 Comentários

              mas é claro, reclamar é bom demais kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
              bom, sem seus comentários, eu não teria começado a ver counterpart.

              Não sei se é o cansaço do dia, mas geralmente eu cochilo no meio do episódio, estou na metade da 1a temporada ainda, vi que a 2a chegou ao 10 ep.

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Harry Potter and The Methods of Rationality (HPMOR) é extraordinário.

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Somente lendo o livro você entende por quê essa mão numa posição de estalar os dedos foi escolhida para simbolizar a estória.

Não, não é o título de um novo livro de J.K. Rowling. HPMOR é uma obra de fanfiction (escrito por um fã), gratuita (todo fanfiction por natureza tem que ser) que infelizmente ainda não tem tradução completa em português (você pode conferir a tradução dos primeiros 11 capítulos aqui). Mas é algo que em muitos aspectos supera o original. O livro é uma obra em andamento que segundo o autor será concluída no início de 2015. Você pode ler em HTML direto no site ou baixar a versão em PDF que até agora tem 1633 páginas. Se isso em vez de intimidar te empolgou, eu acho que estou falando para a pessoa certa :)

Se você é fã de Harry Potter (os livros), leia HPMOR.

Se você não é fã, mas gosta de “papo cabeça”, leia HPMOR.

Eu descobri a existência desse livro por puro acaso, quando esbarrei em um comentário do hacker Eric Steven Raymond, cuja opinião eu respeito, sem poupar elogios. Eu tinha que conferir.

HPMOR conta a estória de um Harry Potter em uma realidade alternativa, onde Petúnia em vez de casar com o palerma do Dudley, casou-se com um professor de bioquímica da universidade de Oxford e Harry cresceu sendo amado, cercado de livros e intelectualmente super dotado (como Voldemort). Em HPMOR Harry não é o garoto apalermado que vence o mal basicamente por “dumb luck” (como diz McGonagall após a derrota do troll no primeiro filme). Ele é uma força a ser temida. HPMOR mostra como seria Harry como um garoto de 12 anos que acaba de descobrir que pode fazer magia, com uma mentalidade de adulto (possivelmente fruto do fragmento de alma do Voldemort residindo dentro dele), super dotado e acima de tudo, racional.

Aliás, esse é o objetivo do livro. A estória de Harry Potter serve como pano de fundo para que o autor, o gênio Eliezer Yudkowsky (sob o pseudônimo LessWrong), dê uma incrível aula sobre racionalidade. Conceitos que eu simplesmente teria pouca ou nenhuma paciência de tentar entender em um livro didático são explicados com exemplos práticos, fáceis de entender e muitas vezes hilários.

A estória de HPMOR mostra o primeiro ano de Harry em Hogwarts e o cenário geral é bem parecido com o da estória oficial, mas com algumas diferenças conceituais e outras de enredo. A mais importante das diferenças conceituais e algo que me incomoda na estória original é que no universo de HPMOR a magia cansa.  Isto é: não basta você saber o feitiço para poder ficar uma hora balançando a varinha em um duelo como na obra oficial. Feitiços mais poderosos exigem mais energia física e você tem que decidir durante o combate o que pode fazer sem desmaiar de exaustão. Somente essa diferença já muda muita coisa, mas não é a única.

Em HPMOR, o professor Quirrel também se torna professor de Defesa Contra as Artes das Trevas em Hogwarts. Mas a semelhança praticamente acaba aí. O Quirrel de HPMOR é um mago de incrível poder que pode ou não ser Voldemort (existe muitra controvérsia na lista de discussão, por causa do seu comportamento ambivalente) e que se torna mentor e “amigo” (ele mesmo não aprecia a idéia) de Harry. Quando os dois se juntam para discutir a racionalidade do que acontece em Hogwarts, eu acho que posso ser flagrado de boca aberta babando na frete do tablet. E Quirrel não se contenta em ensinar uns feitiços chinfrins para seus alunos. Ele institui em Hogwarts eventos de Battle Magic onde os alunos de Hogwarts são divididos em exércitos sem separação por casas (você vê a Sonserina lutando ao lado da Grifinória e isso funciona) sob o comando de três “generais” escolhidos por ele: Potter, Malfoy e… (eu não vou contar quem é o terceiro. A surpresa é deliciosa :)

A descrição das batalhas é fantástica. E o suspense geralmente fica por conta do que o general Potter vai inventar (uma combinação de ciência e magia) para tentar vencê-las (ele nem sempre consegue, por causa das regras que muitas vezes são criadas por Quirrel justamente para dar uma chance aos outros generais) .

E não há falta de motivos para dar grandes risadas com o livro. Uma cena memorável é a em que Hermione dá um um beijo em Harry. Em outra Dumbledore e Snape se sentam para discutir um paradoxo temporal (sim, HPMOR também tem um dispositivo de viagem no tempo, sob o controle de Harry). É hilário!

E por falar em Snape, sua presença em HPMOR começa idêntica à da série original. Mas se você leu os livros ou assistiu aos filmes deve ter se perguntado como Dumbledore e McGonagall permitiam que um professor fizesse bullying em todos os alunos exceto os da sua casa tão descaradamente. Pois o Harry racional também se perguntou isso logo na primeira aula de Poções. O resultado é que o Snape de HPMOR é proibido de tratar mal seus alunos, graças a uma impressionante (embora não muito sábia) intervenção de Potter. E centenas de páginas adiante você descobre que isso não foi nada. Em HPMOR, Harry aprende a meter medo até nos dementadores. E tudo é explicado racionalmente.

SPOILER ALERT

SPOILER ALERT

SPOILER ALERT

SPOILER ALERT

SPOILER ALERT: O que vou contar adiante é importante para que você entenda realmente o livro, mas você não vai gostar de saber com antecedência.

Se você não percebeu até agora, um aviso: HPMOR não é estória para crianças. Os temas são adultos e o ápice dessa diferença surge como um soco no estômago do leitor no encontro de Hermione com o troll: Hermione morre, devorada da cintura para baixo. E Harry passa o resto do livro arquitetando seu caminho até a omnipotência (para desespero de todo o corpo docente de Hogwarts e todo mundo que tem juízo) para poder ressuscitá-la. O corpo de Hermione inclusive desaparece um dia depois. Todo mundo sabe que só pode estar com Harry (dos personagens aos leitores), mas ele nega e ninguém entende como ele pode ter escondido. Há quem ache que Hermione foi morta justamente para colocar Harry no caminho “do lado negro da força”, justamente porque Herminone era a única âncora que ele tinha. A única coisa que o segurava no caminho do bem.

Mas a estória, assim como esta sinopse, ainda não terminou :)

1 comentário
  • Jefferson - 6.044 Comentários

    Finalmente (e infelizmente) a estória chegou ao fim ontem, com o último capítulo sendo publicado no dia e hora “do Pi”. Agradeço a Eliezer Yudkowsky pela oportunidade de ter lido algo tão extraordinário e de graça, mas eu teria pago com prazer.

    Deixando de lado a aula sobre racionalidade, a precisão com que EY amarra a estória é impressionante. Logo na primeira página ele já sabia como a estória iria terminar e mesmo os eventos mais absurdos (geralmente obra de Dumbledore, que de insano não tinha nada)são explicados no final. Só por causa dos pequenos detalhes que passaram despercebidos o livro já merece ser relido. HPMOR é algo que eu vou lembrar e comentar por muitos anos ainda.

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Livros: A trilogia The Maze Runner é terrível!

Se você pretende ler a trilogia (eu realmente espero que não), pare de ler este post agora mesmo. Os spoilers são muitos. Se você só leu o primeiro livro e pretende ler os outros em busca de respostas para os mistérios da trama, desista. Nem o autor sabe as respostas.

Eu ia dizer que estava “desapontado”, mas isso é pouco para descrever o que senti quando li três livros à espera de The Maze Runner cover.pnguma explicação racional para o banho de sangue com requintes de crueldade que perdurou durante quase toda a saga. É muito mais que isso: eu me senti enganado por James Dashner.

  • No final do primeiro livro eu fiquei pensando: “que po**a é essa?!” Mas como haviam mais dois livros dava tempo de explicar;
  • No final do segundo eu pensei “OK. Ainda brutal demais, mas o livro é melhor e ainda dá para salvar tudo se eu gostar das explicações no terceiro”;
  • No final do terceiro: “Que po**a é essa?!!!”

O que dá a entender após lermos a última página da série é que o autor chegou ao terceiro livro sem idéias de como explicar as maluquices que ele inventou nos dois primeiros e por isso mudou de rumo completamente e arrematou com um final que não tem conexão com a estória. 99% do que se passa nos três livros ficou sem explicação.

Convenientemente, Dashner fez com que Thomas não quisesse ter sua memória restaurada e que os personagens que recuperaram as memórias (em especial, Teresa)  “desaparecessem” durante quase todo o terceiro livro. Assim ele conseguiu justificar mais três centenas de páginas de “não sei”, “não lembro” e “isso me parece familiar”.

Foram 376+368+336= 1080 páginas do meu tempo que perdi.

Da metade do terceiro livro em diante eu já estava cansado da rotina de violência sem sentido (e sem lógica narrativa) e pulava parágrafos inteiros sem ler quando Dashner começava a narrar mais uma desventura de Thomas. Aliás, a trilogia começou a me lembrar de “Desventuras em série”: aquela série de livros onde os personagens principais “só se f**em”. Esse é mais um problema da narrativa de Dashner: praticamente o tempo todo os personagens principais apenas mal e mal sobrevivem. Até quando eles parecem ter uma vitória, isso faz parte dos planos da WICKED. Não dá para aguentar 1080 páginas de derrotas!

A não ser que você seja sádico, é claro.

Mas o principal motivo para eu me sentir enganado é que foram dadas dicas na narrativa de que pelo menos boa parte das mortes tenha sido uma ilusão. O leitor é levado a acreditar que as mortes, por mais sem sentido e cruéis, talvez não tenham realmente ocorrido. São vários os pontos que me levaram a acreditar nisso:

  • Gally, que se não tivesse morrido no ataque ao Glade deveria ter morrido pela forma brutal como seu corpo foi levado embora, apareceu vivo, andando e falando, logo no final do primeiro livro;
  • WICKED tem uma tecnologia quase sobrenatural e ficou claro que a organização era capaz de incríveis ilusões;
  • Todos os gladers tinham implantes em seus cérebros;
  • Teresa insiste na mensagem de que “WICKED is good”;
  • E finalmente, as palavras de Janson (The Rat Man) no início do segundo livro – o destaque é meu:

“As you make your way through the Trials, you have seen and will continue to see evidence of this technology and the resources behind it. If I can tell you anything today, it is that you should never, ever believe your eyes. Or your mind, for that matter. This is why we did the demonstration with the hanging bodies and the bricked-up windows. All I will say is that sometimes what you see is not real, and sometimes what you do not see is real. We can manipulate your brains and nerve receptacles when necessary. I know this all sounds confusing and a little scary, perhaps.”

Mas no final todo mundo que morreu, morreu MESMO! Não foi mostrada nenhuma evidência, além da “ressurreição” de Gally, de que a WICKED estivesse manipulando o que todo mundo estava vendo.

Outra coisa estúpida é a idéia de que o governo tenha liberado o vírus “Flare” como “controle populacional” após o desastre (como se após um desastre dessa magnitude ficasse “sobrando” gente) sem ter uma cura para ele já pronta! É como se não existissem outras armas químicas e biológicas mais eficazes, que matassem apenas os infectados de forma realmente “controlada”. É preciso ser muito, muito, muito imbecil para expor propositalmente sua população a um agente infeccioso com contágio pelo ar para o qual não há cura nem vacina. Teria sido muito melhor ter mantido a idéia original de que o vírus “escapou” de um centro de pesquisa no tumulto provocado pela catástrofe solar.

Eu até poderia pensar que isso é o que eu mereço por ficar lendo literatura infanto-juvenil (ou de “jovens adultos”) depois de velho mas, caramba! The Maze Runner conseguiu me causar pior impressão que Percy Jackson! E tentar comparar com Artemis Fowl, Harry Potter e The Hunger Games (que poderia ter terminado melhor) já é covardia. Como contador de estórias James Dashner perde feio para Eoin Colfer, J.K. Rowling e Suzanne Collins.

43 comentários
  • Saulo Benigno - 279 Comentários

    E o filme vem aí, já viu o trailer?

    Pior que o ator principal tem a cara do ator do filme de Percy Jackson lembra ele e muito. Em vários momentos do trailer pensei que fosse o mesmo…

    Vi faz pouco tempo o trailer aqui

    http://omelete.uol.com.br/comic-con/cinema/correr-ou-morrer-assista-ao-novo-trailer-do-filme/

    • Jefferson - 6.044 Comentários

      Eu me apressei para ler The Maze Runner justamente por causa do filme. Se eu tiver assistido a um filme dificilmente tenho paciência para ler o livro que deu origem a ele.

      Eu já tinha visto o trailer e uma coisa eu adianto: várias cenas do trailer não existem no livro. Mas pode ser para melhor! A trama da trilogia é tão esburacada que há espaço para melhorias no filme.

      Porém… conhecendo o final “brochante” que tem a trilogia se o filme não tiver uma direção e atuação impecáveis eu vou desistir dele em 20 minutos ou menos. Foi o que aconteceu quando tentei assistir a Percy Jackson e The Host (e olha que eu adorei o livro).

  • Sony Santos - 58 Comentários

    Olá, Jefferson!

    Não querendo me gabar, mas você vai aproveitar muito mais o meu pequeno livro. :) Ele provavelmente não será o melhor livro que você vai ler, mas com certeza será muito melhor que esse, pois adoro dar explicações para as coisas e amarrar as pontas soltas.

    São só 144 páginas, é muito menos perda de tempo se você não gostar, mas pode começar só com o primeiro conto, que tem 3 páginas de texto e uma de figura. Na minha opinião, os melhores são “Terror no teletransporte” e “Bolhas de nada”, mas alguns preferem a “Floresta mutante”, onde também há uma boa explicação para viajar do Brasil à Alemanha apenas caminhando por uma floresta.

    Abraço! :)

  • Lais - 1 Comentário

    é por isso que velhos não leem YA. o cérebro de vcs não consegue acompanhar.
    tenha um bom dia

    • Jefferson - 6.044 Comentários

      E é por isso que gente da sua capacidade intelectual não é levada a sério. A sua incapacidade de entender o que está escrito no último parágrafo e de articular um argumento é assombrosa!

      Tenha um bom dia!

      OBS.: Seus próximos comentários serão ignorados, conforme as Regras de Participação. Eu só publiquei seu comentário porque hoje estou no humor certo para dar bordoada em trolls e crianças mimadas.

  • VR5 - 398 Comentários

    Estou numa fase agora onde estou percorrendo sebos (tanto virtuais como físicos) para adquirir livros de ficção científica antigos. E não falo só dos “mestres” Isaac Asimov, Arthur C. Clarke, Robert A. Heinlein, etc. Existem livros EXCELENTES escritos por autores praticamente desconhecidos (pelo menos para a maioria dos brasileiros) nas décadas de 1950, 1960, 1970, etc. E em língua portuguesa! Jefferson: se um dia passares por um sebo (ou uma livraria que negocia livros usados) experimente. Caso queiras, posso te indicar alguns. Abraço (de alguém que se orgulha de “não conseguir acompanhar a surpreendente literatura enlatada de hoje em dia”)!

  • Gustavo Henrique - 6 Comentários

    Cara em primeiro lugar: não é uma trilogia, tem 4 livros da série:correr ou morrer, prova de fogo, a cura mortal e ordem se exterminio. Em segundo lugar: procure algum curso de português porque não acredito que um adulto escreve ”istória” ao invés de ”história”, é por isso que velhos não gostam de distopias.. Pense bem nisso que eu te falei!

    • Jefferson - 6.044 Comentários

      Olha, eu vou dar um desconto porque claramente pela sua foto no Facebook você é um menino e ainda tem muito o que aprender.

      Cara em primeiro lugar: não é uma trilogia,

      E quem decide isso? Você? No site oficial de James Dashner o conjunto dos três livros que li é chamado de “trilogia”:

      “A prequel to the Maze Runner trilogy, The Kill Order…”

      31/12/2017: O site de James Dashner mudou desde então, mas vocês ainda podem encontrar a página a que me referi na Wayback Machine.

      E a Wikipedia também se refere aos três volumes como trilogia:

      “The Maze Runner is the first book in a young-adult post-apocalyptic science fiction trilogy of the same name by James Dashner.”

      Dica: aprenda inglês antes de vir discutir com alguém que se informa direto na fonte, sem depender de traduções.

      procure algum curso de português porque não acredito que um adulto escreve ”istória” ao invés de ”história”,

      Essa foi hilária. Eu escrevi “istória” em algum lugar? Se tivesse, teria sido claramente erro de digitação. Não, eu escrevi “estória” e vou continuar escrevendo assim quando me referir a uma narrativa de ficção:

      A palavra estória, comumente aceita como sendo um relato de fatos não comprovados (ou fictícios), fora designada para tal fim no início do século XX, por um acadêmico brasileiro – mas sem respaldo etimológico.

      Fonte

      Sei que os etimologistas não gostam, mas eu quero que eles e a reforma ortográfica se danem, sacou?

      • Jefferson - 6.044 Comentários

        A fonte que indiquei para o problema estória x história não existe mais. Vejam este outro texto, onde o autor prefere usar “história” mas aceita que “estória” não está “errado”:

        Os adeptos do uso de “estória” me parecem francamente minoritários. De todo modo, depois que Guimarães Rosa usou a palavra no título de seu livro “Primeiras estórias”, de 1962 – cujo primeiro conto começa com a frase “Esta é a estória” – não se pode dizer que estejam desprovidos de credenciais literárias. No fim das contas, trata-se de mais um daqueles casos em que cada um deve decidir com a própria consciência e o próprio gosto seu caminho no mundo da língua.

    • Jefferson - 6.044 Comentários

      não acredito que um adulto escreve ”istória” ao invés de ”história”

      E ainda errou ao usar “ao invés de” quando claramente deveria ter usado “em vez de”

      Uma dica para os “jovens adultos” e pros adultos também: Se você não é professor de Português, querer bancar o inteligente corrigindo o que os outros dizem pode, e vai, mostrar o quanto você é ignorante na realidade.

  • Gustavo Henrique - 6 Comentários

    Olha ok cara, mas eu acho que um cara como você (velho) não deveria ler esse tipo de coisa! vcs nãoa companha a historia ‘-‘

    • Jefferson - 6.044 Comentários

      Garoto, eu vou dar mais uma dica para você, desta vez sobre algo chamado “argumentação”. Se você deseja convencer alguém de que ele está errado, precisa apresentar argumentos. Pegue os defeitos da trama que eu fui apresentando no meu texto, um por um, e mostre onde eu erro. Mostre o que eu deixei de ver, preferencialmente citando a página do livro.

      Isso aí de você se limitar a dizer que eu estou errado e, num arroubo de autoritarismo e arrogância, sugerir que eu nem deveria ter lido o que li, (coisas que você acha que são argumento) pode funcionar numa conversa entre pessoas da sua idade, mas não funciona com alguém (mentalmente) adulto. Você não vai ser levado a sério, porque não dá para levar você a sério. Eu sei que provavelmente você é muito novo para entender que sua argumentação é falaciosa e é por isso que eu continuo dando um “desconto” para você. Mas não vou mais perder meu tempo contigo, porque não vai demorar para meus colegas indagarem por quê eu estou “me trocando” (acho que essa é a expressão) com uma criança. Porém eu já tive a sua idade e queria ser aceito pelos adultos e só por isso dei atenção a você até agora, mas não mais.

      Sua participação acaba agora e deixo avisado para outros “jovens adultos” que críticas ao meu texto sem argumentação sólida (e quem decide isso sou eu) serão ignoradas.

    • VR5 - 398 Comentários

      Que “internetês” (coloquei entre aspas de propósito) horrível, Gustavo Henrique… e quanto a não gostarmos de distopias: muito antes de vocês nascer já se escreviam excelentes (MUITO melhores que as atuais e “descartáveis”) distopias: conheces algum dos autores que citei mais acima? Já leu algum? Já percorrestes sebos atrás destes livros (ou mesmo já os leu digitalmente – existem vários deles em PDF)? Conselho de um “tio”… ;)

  • Fabiano Silveira - 1 Comentário

    Vi o filme Maze Runner, e achei a premissa e a ambientação interessantes, a ponto de utilizá-las justamente em seu público alvo…
    Por muita insistência de minha afilhada (13 anos), para que eu mestrasse uma sessão de RPG de mesa na semana que ela passaria em minha casa, acabei usando como referência este filme, aproveitando que ela não havia assistido.
    Joguei a pestinha no hostil ambiente do labirinto, no papel do Thomas e mantive a narrativa muito próxima ao que foi apresentado na tela, alterando somente as coisas conforme as decisões que ela tomava.
    O sucesso foi garantido, passamos ótimos momentos de diversão, ela simplesmente adorou!!!
    Porém, pelo que li acima precisarei mudar tudo se quiser dar sequencia a esta aventura, pois vendo o filme eu já havia achado muito estranho o que estava sendo sugerido como motivação da tal organzação que colocou a garotada no labirinto, e agora tenho certeza que as explicações ficaram todas muito toscas, se é que algo ficou explicado nesta trilogia.
    Seria possível alguém me explicar melhor o que é a tal CRUEL e porque colocou os jovens naquele labirinto?

    Agradeço desde já.

  • Rogerio - 1 Comentário

    Oi Jefferson!
    Meu sentimento por james Dashner é o mesmo: ele é uma enganação!!!!!
    Vc fica os tres livros inteiros esperando alguma explicação e não existe nenhuma.Ele é apenas um sádico.

  • Luanda - 1 Comentário

    Ainda bem que resolvi pesquisar antes mesmo de começar a ler o segundo livro!!!
    No primeiro eu já estava me chateando com o fato de estar chegando no final,e nada de realmente importante acontecer.
    Sabendo que nada fica explicado,parei por aqui.
    Grata.

  • Francisco - 1 Comentário

    Para mim esse autor aproveitou a onda de filmes infanto-juvenis baseados em livros e escreveu rápido 3 livros mas já pensando nos filmes…. acho o mesmo desse tal de divergente e alguns….

    Resumo, ficou uma obra mal feita visando apenas o lucro….

  • Carla - 1 Comentário

    Bom mesmo é achar uma crítica como a sua: nem preciso me dar ao trabalho de dizer mais nada. Senti exatamente o mesmo ao final da série. Putz.

  • amanda - 1 Comentário

    As vezes me sinto meio velha para ler livros com conteúdo “juvenil adulto” afinal tenho 33 anos, mas não posso negar que gosto. Seguindo a linha futuro distopico, e por ter curtido bastante Jogos Vorazes o filme, resolvi comprar os livros,inclusive Divergente e Maze Runner…e confesso que diferente de Jogos, que o filme é bem fiel ao livro e Divergente na minha opinião o filme é melhor que o livro Maze me decepcionei, resolvi ler o livro antes do filme ( imaginando que seria tão bom qt o trailer, que foi o que me chamou atenção) mas já adianto que não me prendeu…linguagem me parece infantil com os “trolhos” e “mertilas” pra lá e pra ca. As transformações que deveriam servir pra algo só apresentam sentido quando Thomas passa por ela…quer dizer 2 anos e ninguém nunca pensou que as lembranças serviriam pra algo….e a telepatia de Teresa e Thomas serve pra algo mais além de conversarem? Estava a muito buscando resenhas sobre o filme, pois achava que uma hora a coisa toda ia funcionar…mas pelo que vi por aqui..acho que não.

  • Fabi - 1 Comentário

    Jefferson, não dê muita ideia para essa galera cujos critérios para ler um livro é que ele tenha menos de 200 páginas e seja “modinha” ,não entendem coisíssima nenhuma de literatura, não vale a pena discutir. Concordo que MR tem buracos enormes, um desfecho risível e que The Hunger Games poderia, com toda certeza , ter recebido um desfecho melhorzinho. Só aceito opiniões literárias de quem é realmente alfabetizado, consegue ler e compreender os clássicos da literatura universal e não desanima só porque o livro tem mais 200 páginas, o que já exclui mais da metade da garotada que eu vi comentando aqui dizendo que “velho ” não gosta de distopias. Ridículos.

    • Jefferson - 6.044 Comentários

      Eu prefiro nem usar o termo “literatura” porque soa elitista e acho que o simples fato do povo estar lendo um livro, qualquer que seja, já é um avanço.

      Eu simplesmente gosto de ler e já li (e me emocionei com) até aqueles livretos de romance massificado das séries “Sabrina”, “Júlia” e “Bianca”. Mas era uma época em que eu tinha menos opções. Não sei se gostaria hoje.

      Eu não tenho nenhum problema com as as pessoas lerem a trilogia inteira “The Maze Runner” e gostarem da obra, apesar de seus problemas. O que me incomoda mesmo é as pessoas se recusarem a enxergar esses problemas mesmo quando estes são detalhadamente explicados e ainda por cima terem a audácia de virem aqui no meu blog disputar o meu direito de criticar, sem sequer se darem ao trabalho de serem respeitosos e educados.

      Ler gente passar atestado de imaturidade ao mesmo tempo que me chamam de imaturo (eu não publiquei isso) é no mínimo bizarro.

  • Priscila - 1 Comentário

    Caro
    Gostaria de uma sugestão de trilogia adulta, visto que vejo muito divulgação das trilogias juvenis e particularmente não gosto muito de histórias “água com açucar”.

  • luan - 1 Comentário

    concordo com o jefersom pois o livro nao tem sentido ….. ja li os 4 e ainda nao vi soluçao nem uma para a doença ….. fiquei muito bolado e o livro ORDEM DE EXTERMINIO nao tem nem um sentido …….. mais vou ler os ARQUIVOS ja q cheguei até aqui ….. tbm nao entemdo muito de literatura e nem sou muito bom cm gramatica mais as palavras de jefersom sao sabias em relaçao ao livro e concordo plenamente cm ele…….

  • luan - 1 Comentário

    concordo com o jefersom pois o livro nao tem sentido ….. ja li os 4 e ainda nao vi soluçao nem uma para a doença ….. fiquei muito bolado e o livro ORDEM DE EXTERMINIO nao tem nem um sentido …….. mais vou ler os ARQUIVOS ja q cheguei até aqui ….. tbm nao entemdo muito de literatura e nem sou muito bom cm gramatica mais as palavras de jefersom sao sabias em relaçao ao livro e concordo plenamente cm ele…….

  • Roberta - 1 Comentário

    Olha eu tenho 20 e tbm não me agradei da trilogia, realmente sem noção, fiquei tipo: ” que m*** é essa minha gente?” kkk. Concordo plenamente com cada parágrafo do seu post, até Jogos Vorazes é melhor (tbm não gostei mt da trilogia, na minha opinião gostei apenas do 1 livro).

  • João - 1 Comentário

    Apesar da maioria estar criticando, gostei da trilogia. Realmente algumas coisas ficaram bem vagas, e alguns fatos como ele não recuperar a memória também me irritaram kkkk, mas acho que no geral vale a pena ler sim. Gostei do Universo do livro, achei bem interessante como sempre existia um mistério. Ainda não li a Ordem de Extermínio e ano que vem vão lançar um novo livro. Talvez tenham algumas explicações rs.

    Tive o mesmo sentimento do autor desse texto em relação a Jogos Vorazes. Quando terminei de ler, fiquei meio indignado kkkk, não é possível que o fim era tão ruim daquele jeito. E na parte de maior ação, também achei que a Collins fracassou.

    Voltando ao Maze Runner, respeito as opiniões acima, mas acho que quem gosta de ficção pode ler sim. De 0 a 5, daria uma nota 4 ou 4,5 rs. Abraços.

    • Jefferson - 6.044 Comentários

      Obrigado pela contribuição, João. Você é a primeira pessoa em meses a vir aqui dar uma opinião diferente da minha mas sem partir para me ofender ou questionar meu direito a ter uma opinião. Se mais leitores de Dashner fossem assim equilibrados…

  • Beatriz - 1 Comentário

    Eu apenas não concordo com o “velho” demais para esse tipo de livro. Leio muito desde meus 13 anos e hoje tenho 20 anos porém nunca me interessei por este estilo de trilogia, de resto concordo com tudo. Acho que não existiu uma estória consistente, pareceu que o James Dashner apenas foi inventando e acabou por se perder e arrumou uma “saída pela tangente” devido a provável pressão da editora para o termino do livro. Admito que sou meio suspeita porque desde do início não gostei muito do enredo porém preferi conferir para depois concluir minha opinião e a conclusão foi que o livro serviu apenas para criar questões que nunca serão respondidas.

    • Thiago - 2 Comentários

      Gente, leiam prestando atenção aos detalhes e leiam os livros 4 e 5. Foi explicado nos livros o passado deles antes do labirinto, e que havia SIM uma cura para o vírus, mas por conta de suas mutações a cura parou de fazer efeito.

  • Tatata - 1 Comentário

    Ok, eu acabei de ver o primeiro filme de Maze Runner, achei um poço de ação sem sentido e nada me conquistou no filme (exceto o ator que faz o Thomas, hehehe), e vim dar uma espiada pra ver se o livro valeu a pena..
    Pelo que você disse, não vale. Eu só não consigo ficar o tempo inteiro vendo ação, ação e ação… o filme parece tão barato, tão raso, tão vazio de mensagem. Eu não sei como expressar isso e você obviamente é melhor com palavras e obcecado com argumentos então você consegue.

    De qualquer modo, obrigado por me salvar de várias páginas de frustração.

  • paulo - 1 Comentário

    O primeiro filme é mediano e poderia ter sido bom, se não fosse o final forçado para ter continuação.O segundo é bem melhor, mas pelo que você diz, teremos um terceiro filme bem ruim por causa dos livros que não tem explicação alguma.É Lost e Prometeus p adolescentes, ou seja, roteiro vazio e muita enrolaçao.

    • Jefferson - 6.044 Comentários

      É triste ver que Lost, que começou tão bem, agora é um dos primeiros exemplos que vem à mente quando pensamos em “enrolação”.

    • Thiago - 2 Comentários

      Paulo, é justamente o contrário. O segundo filme foi ruim. Comparando o livro com o filme parece que o diretor do filme usou drogas antes de fazer o roteiro. No filme o propósito da viagem foi completamente mudado.

  • Nayara - 1 Comentário

    Vi o 1o filme e li o 2o livro. Extremamente frustada de ter perdido um sábado sem ter respostas. Decidida a não ler o proximo sem algum fundamento fui ao google em busca de spoilers. Mas nenhum fica claro, logo, não vou nem ler os outros. Argh! Concordo contigo. E pra mim o óbvio, foi uma trilogia comercial. Já que terminou de ler, poderia me contar: quem morreu? Quem sobreviveu? Como terminou enfim…
    Jogos Vorazes terminou morno mas teve lógica. Divergente foi triste o fim mas razoável. Agora esse Maze Runner…

    • Jefferson - 6.044 Comentários

      quem morreu? Quem sobreviveu? Como terminou enfim…

      Além de Thomas eu não lembrava de mais ninguém, mas dei uma olhada no terceiro livro e o resumo é este:

      Dos personagens principais, salvam-se Apenas Thomas, Frypan, Minho e Brenda (que é introduzida no segundo livro). Teresa morre no final do terceiro livro.

      Esses quatro e mais um grupo de cerca de 200 imunes escapam para um santuário no que parece ser uma ilha. Sem uma cura, todo o resto da humanidade caminha para a extinção.

      Jogos Vorazes terminou morno mas teve lógica.

      Concordo plenamente. O livro final de Jogos Vorazes é “esquisito”, mas o final é satisfatório.

      Divergente foi triste o fim mas razoável.

      Eu parei de ler Divergente a 1/3 do terceiro livro. Estava monótono demais e não gostei do rumo que a trama estava tomando.

      Agora esse Maze Runner…

      Não perca mais do seu tempo com ele.

  • Amanda - 1 Comentário

    É uma otima opinião… Bem formulada e rica de detalhes… Você só se esqueceu de um bem visível: literarura infanto juvenil, ou seja destinadas para esse público, então de certo modo não me adimira que você não tenha entendido o significado por trás do livro; se você perceber todos os personagens principais do livro são adolecentes e eles se sentem confinados e precionados por todo o mundo para serem cada vez melhores e alguns vão ficando para trás por “armas”, “venenos”, e simples “más influências”… Está fazendo sentido o MEU jeito de pensar sobre esses livros? Um conselho quando ler algum llivro destinado ao publico infanto juvenil tente pensar como nós meu caro, quem sabe assim faça mais sentido. Mais se você ainda tiver dúvidas sobre os “mistérios” deixados PROPOSITALMENTE pelo autor leia o quarto livro, ele explica muito bem a história. E espero que entenda meu comentário como eu entendi o seu, como uma opinião e sem julgar quem eu sou pelo que eu penso sobre esse fato em particular.

    • Jefferson - 6.044 Comentários

      e alguns vão ficando para trás por “armas”, “venenos”, e simples “más influências”… Está fazendo sentido o MEU jeito de pensar sobre esses livros?

      Não. Eu não lembro disso e francamente essa explicação está mais para o que os adultos gostariam que os adolescentes lessem. Como em “O senhor das moscas”. Eu fico tentando entender como essa sua teoria justifica aquela equipe que resgata os garotos no fim do primeiro livro se transformar em um monte de cadáveres no início do segundo livro e não consigo.

      Mais se você ainda tiver dúvidas sobre os “mistérios” deixados PROPOSITALMENTE pelo autor leia o quarto livro, ele explica muito bem a história.

      Não, eu não vou ler o quarto livro. “Engane-me uma vez e a vergonha é sua. Engane-me duas vezes e a vergonha é minha”. Se o autor fez isso PROPOSITALMENTE eu certamente não vou ficar menos indignado. Você ficaria? Mesmo?

      Mas se você acha que esse tal quarto livro explica cada uma das objeções que fiz à narrativa, por favor fique à vontade para explicar. Não se preocupe com spoilers. E cite páginas para que eu possa confirmar o que você diz.

      Tenha em mente que isso não muda o que aconteceu na trilogia. Nenhuma explicação mirabolante publicada depois fará a trilogia ser menos sádica e ter um fim menos trágico.

    • Jefferson - 6.044 Comentários

      A propósito, o adolescente em mim compreende Rowling, Colfer e Collins. Para ele Dashner é um sádico repulsivo.

  • Jefferson - 6.044 Comentários

    Quase dois anos se passaram e “Amanda” não apresentou nenhuma citação para corroborar seus argumentos.

  • VR5 - 398 Comentários

    Opa! Ressuscitando esse antigo tópico chegou a assistir a algum filme? Eu acabei de assistir ao terceiro (e último)…

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