Por dentro do carregador da parafusadeira de 12V Black & Decker CD121K-BR

O carregador não tem um modelo específico, mas sua fonte tem:

A fonte JDA-14 Tipo 3 é do tipo linear (com transformador) de 14Vcc x 200mA. Não há nada de particularmente especial nisso. E o resto é muito simples:

 

O transistor T monitora a diferença de potencial sobre D1 para saber se a bateria ainda está consumindo corrente e assim acender ou não o LED vermelho. Não existe nenhum controle sobre o processo de carga.  Se você simplesmente conectar a fonte de 14V diretamente aos terminais da bateria e esperar até 7h como está escrito no fundo do carregador, a bateria carregará do mesmo jeito. O fusível rearmável de 650mA protege a fonte e o carregador contra um curto na bateria e D1 também protege contra o uso de uma fonte com polaridade invertida.

Eu só não sei explicar se existe algum motivo específico para o fabricante ter adotado uma fonte linear e não uma fonte chaveada, que certamente seria mais leve e mais barata.

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Análise de um extensor de baixo custo HDMI via cabo único CAT5/CAT6

Esta é uma análise em andamento. Estou publicando o que já apurei na esperança de que seja útil.

Todos os extensores que analisei até agora neste blog tinham em comum o fato de exigirem um par de cabos CAT5 ou CAT6. A adaptação nesse caso é mais simples, porque a quantidade de fios em um cabo HDMI (19) é quase a mesma de dois cabos de rede (16). Transportar todos os sinais HDMI com apenas 8 fios (um cabo) é consideravelmente mais complicado e por isso esses extensores costumam ser bem mais caros. Por isso fiquei surpreso ao encontrar um extensor desse tipo custando o equivalente a apenas R$20 na aliexpress.

Sim, R$20 pelo par, TX e RX. Eu comprei dois pares, de vendedores diferentes, para me certificar de que um possível defeito não comprometesse minha análise.

Eu estou fazendo testes usando este splitter HDMI ligado ao TX e um monitor de 18″ ligado ao RX. A resolução é de no máximo 1360×768 por enquanto.

  • Com um cabo CAT5e de 7m Furukawa Multilan o funcionamento é errático. Hora funciona na primeira tentativa, hora não. E um dos TX apresenta diferença de comportamento com relação ao outro. No meu primeiro teste essa diferença era apenas o aparecimento de “ruído” na forma de pontos coloridos piscando na imagem. Em outro teste dias depois o segundo TX sequer deu imagem com esse cabo;
  • Com um cabo CAT6 de 16m Furukawa Gigalan tudo parece funcionar direito. Os dois TX funcionam, sem ruído.

Nenhum dos cabos testados tem blindagem. Uma coisa que descobri ao crimpar um dos cabos errado é que se você inverter o par azul a imagem fica verde.

Neste ponto é preciso observar que só funcionar com CAT6 já complica bastante a relação custo-benefício. Um cabo HDMI de 15m custava aqui em Recife (admito que antes da pandemia e de procedência duvidosa) R$50. Aparentemente o metro de cabo CAT6 de boa procedência está custando R$2 se você comprar a caixa de 305m. Isso dá R$30 só de cabo.  Somando conectores e mais R$20 do extensor, já passamos dos R$50. Usar CAT5/CAT6 é vantajoso por você poder passar cabo por lugares onde o danado do plug HDMI não passaria e poder cortar o cabo exatamente no tamanho desejado, sem ter que comprar um cabo até cinco metros maior e depois não saber onde esconder a sobra. Mas nem sempre isso é o mais importante.

Eu emprestei os dois pares e os dois cabos para o meu amigo José Carneiro testar. Ele não conseguiu imagem de jeito nenhum, com um PS3 ligado ao TX e uma TV fullHD ao RX.

Eu ainda pretendo fazer mais testes, com distâncias maiores que 16m e resoluções até o FullHD. O veredito até agora é: “funciona, mas com ressalvas” .

Por dentro

Ao desmontar o extensor fica claro porque é tão “barato”. O que não fica claro é como é possível que funcione!.

O único componente ativo é um mero regulador de tensão, marcado 662K. Provavelmente um LM6206N3 ou equivalente. As placas são identificadas como KY-16TX e KY-16RX.

Eu levantei um diagrama parcial do TX e cheguei à conclusão de que esse extensor talvez só funcione se estiver ligado a um splitter onde pelo menos uma das portas esteja ligada diretamente a um monitor (sem esse extensor). Isso porque o extensor pode ser incapaz de passar as informações de resolução da TV/monitor do RX para o TX.

E faz sentido que eu não tenha notado isso no meus testes, porque é justamente assim que está minha configuração. Eu tenho dois monitores ligados a um splitter, sendo um bem ao lado do receptor de TV, ligado por um cabo HDMI normal, e estou testando o extensor no monitor que fica mais longe. Para comprovar isso eu experimentei desconectar o monitor mais próximo e de fato o monitor remoto não exibiu mais imagem, estando ligado sozinho ao splitter via extensor.

Note que os pares que transportam os sinais DATA1 e DATA2 foram encarregados também de transportar os sinais SCL e SDA que são responsáveis por comunicar ao dispositivo “source” as características do monitor/tv/projetor. Isso parece engenhoso. Os pares funcionariam como SCL/SDA no momento da conexão e depois passariam imediatamente ao papel de DATA1/DATA2. Mas não estou certo de que isso realmente esteja funcionando.

O extensor nem tenta transportar o sinal CEC. O pino 13 não está ligado a nada.

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Por dentro do controle remoto para telas de projeção JW-T02

Eu comprei esse kit por R$52 na Aliexpress com frete incluso. Por causa da variação do dólar está mais caro agora, mas ainda assim uma pechincha se comparado com o preço do Maxxi Gold.  Esse modelo opera por RF e não IR.

Não existem componentes do outro lado da placa.

Não veio com manual. Os três primeiros botões são o óbvio: subir, descer e parar. O quarto botão provavelmente serve para parear um novo controle. O terminal marcado como “Aiddle” deve ser ligado ao “comum” da tela. Ele é conectado internamente ao terminal “220v” esquerdo e o terminal direito é chaveado pelos relés para os terminais “Rise” e “Drop”. O componente marcado BLX-A é um porta fusíveis de 30mm. Os três CIs são uma eeprom AT24C02, o microcontrolador (sem identificação) e um receptor RF SYN470R.

Note que como a fonte é sem transformador, esse dispositivo não vai funcionar em 110V.

Eu não liguei a uma tela ainda, mas testei na bancada e não vejo razão para que não funcione bem.

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Por dentro de um pinpad Gertec PPC900

AVISO: Abrir o pinpad vai bloqueá-lo e o desbloqueio custa uma pequena fortuna. Só faça isso com pinpads que você iria descartar de qualquer forma.

Nota: fotos tiradas no modo macro do Samsung Galaxy A11. No tamanho original dá para ler todos os CIs;

O circuito é divido em duas placas de dupla face.

Estas são as duas faces da placa inferior:

Aqui temos:

  • chip leitor de tarja magnética VIKINTEK BS300E;
  • um slot de cartão SIM.

Aqui temos:

  • leitor de tarja magnética;
  • buzzer;
  • bateria CR2032;
  • microcontrolador ATMEL/Microchip AT83C26

E estas são as duas faces da superior:

Note que embora o display tenha Test Points facilmente acessíveis, o mesmo não ocorre com o teclado. Com um multímetro eu constatei que dos 17 botões, 16 são ligados numa matriz de 4×4. O único botão que fica de fora é o verde (ENTRA) e que não parece ser excepcionalmente difícil soldar 10 fios do lado dos contatos dos botões. Na imagem abaixo os pontos azuis indicam os pontos sugeridos para soldar os quatro fios correspondentes às linhas e os pontos vermelhos, as colunas da matriz:

Mas não há garantia que dê certo sem remover os componentes do outro lado da placa que possam interferir. Para referência, os botões são ligados da seguinte forma:

lin1 lin2 lin3 lin4 col1 col2 col3 col4
1 2 3 4 1 6 10 14
6 7 8 9 2 7 11 15
10 11 12 13 3 8 12 16
14 15 16 17 4 9 13 17

Aqui temos:

  • Um slot de smart card;
  • Um chip de interface smart card NCN6001;
  • Microcontrolador BGA “seguro” IC0400C. O acesso aos terminais do teclado deve estar debaixo dele mas não creio que eu tenha a a habilidade para fazer essa solda.
  • Um chip de flash BGA spansion AL015J70BF102 – Provavelmente do tipo “seguro” também;
  • Um chip de RAM BGA desconhecido com as inscrições 037 55LF EM680FU16A 0190040;
  • Um chip lógico comum 74LV004A;

E aqui está o display, sobre o qual não encontrei nada:

Apesar de na ponta o flat cable ter 30 pinos, os primeiros quatro e o últimos quatro não estão conectados. O display tem apenas 22 conexões.

Alguém tem alguma sugestão de como aproveitar essas peças?

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Por dentro de um splitter HDMI de 4 portas baseado em chip Lontium

Na verdade eu vou mostrar dois splitters muito similares aqui. Um que comprei por R$65 (com fonte) numa loja chinesa de Recife e outro por R$42 (sem fonte) com frete incluso na Aliexpress.

Eu prefiro comprar sem fonte se tiver escolha porque a qualidade das fontes que vem “de brinde” nessas coisas é altamente questionável.

Segundo os Product Briefs, ambos suportam 4K/2K.

Vou começar pelo que comprei em Recife.

A foto mostra duas unidades, uma sobre a outra, para mostrar os dois lados.

O LED vermelho, contra intuitivamente, é o LED correspondente à entrada HDMI. Existe previsão para um LED Power no circuito (canto inferior direito da foto acima), mas este não foi instalado pelo fabricante. Entretanto é possível soldar um (canto inferior direito da foto) e fazer um pequeno furo na frente do aparelho. Até o resistor já está no lugar.

Componentes mais relevantes:

  • Nuvoton N76E003AT20 – Microcontrolador
  • Lontium LT86104NX – HDMI/DVI/DisplayPort 1:4 Splitter

Como o fabricante do chip principal é o mesmo, o projeto parece ser o mesmo que o do splitter de 2 saídas mas com um modelo de chip que suporta o dobro de saídas.

Como se pode ver do lado esquerdo do detalhe abaixo, existe previsão para a instalação de um botão interno e três conectores: J2, J3 e J9. Veremos o propósito deles ao analisar o esquema.

O esquema

Neste aparelho o splitter nem tenta tirar sua alimentação da porta HDMI de entrada, mas há uma previsão para isso no circuito que poderá ser vista no diagrama do microcontrolador (procure por D4 no pino 5). Também há previsão para um LED POWER na linha de 5V. J10 é no projeto o lugar para se colocar um conector para uma chave liga-desliga, mas foi soldado um resistor de 0R no lugar.

  • O proósito de J9 ainda é incerto. Parece ser um canal de comunicação entre o SoC e o uC que você pode usar para debug.
  • J3 eu não faço idéia do que seja, principalmente porque tem conexão com o pino 14 da entrada HDMI, que não é usado exceto em cabos que tenham ethernet e ainda assim tem um papel limitado.
  • Também não faço idéia do propósito de S1;
  • Notamos que o uC toma conhecimento da conexão do dispositivo HDMI de entrada pelo pino 5 e responde no pino 13;
  • Não encontrei suporte a CEC (nenhuma conexão para os pinos 13).

Uma coisa que ainda não consegui entender foi a parte DDC do circuito. A entrada faz sentido, porque é ligada diretamente ao SoC, que se encarrega de dizer para o dispositivo na entrada que resoluções estão disponíveis. Mas como ele sabe quais são? Pelo que eu levantei das saídas, estas não são ligadas ao SoC. Apenas os resistores de pull-up estão presentes. Então como o splitter consegue decidir que resolução aplicar aos monitores. Pode ser que exista uma conexão que não consegui achar, mas eu procurei nas quatro saídas.

Mas vemos aqui que o propósito de J2 parece ser debugar a comunicação DDC.

O OUTRO SPLITTER

O splitter que comprei na Aliexpress parece ser uma versão mais compacta do mesmo design. A única diferença funcional que notei foi que este tem um LED Power. Até o descaso do design visual com o poder das fontes com contorno é o mesmo.

Entretanto, pela contagem de componentes dá para se ter a impressão de que o splitter maior tem também um circuito um pouco mais “caprichado”. Eu não chequei, mas imagino que vários capacitores smd estão ausentes neste.

O chip principal deste é o LT86104SX. Ainda não sei a diferença entre os sufixos SX e NX.

Os dois splitters funcionaram igualmente bem na minha aplicação, não tendo o problema com cabos longos que encontrei no splitter de duas portas.

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Por dentro do secador de cabelos Mega Nano3600 (Nano&IONIC 3600)

Meu soprador térmico pifou e como eu sequer consigo desmontá-lo estou tentando contornar o problema com secador de cabelos até eu achar um soprador decente com um preço razoável. Não é qualquer secador de cabelos que pode fazer o trabalho de um soprador mas eu testei um desses em algumas tarefas com tubos termoencolhíveis e vi que ele podia dar conta do serviço apesar de ser muito mais barulhento e aparentemente consumir muito mais. Tenho que checar a potência do meu soprador mas eu nunca desarmei um disjuntor com ele e esse secador é de 2100W o que me fez desarmar disjuntores em uns três lugares da casa onde tentei usá-lo. Eu sou bem conservador ao escolher a capacidade dos disjuntores da casa.

Nota: É um aparelho caro. Eu não compraria um novo para usar como soprador térmico.

Minha tarefa era consertar uma unidade do mesmo modelo que estava esquentando, mas como o motor da turbina não funcionava saia fumaça  segundos após ligado.

Desmontagem

Abrir esse aparelho já foi difícil, mas desmontá-lo e remontá-lo depois exigiu muita paciência. Não existe espaço o bastante dentro dele para organizar as peças e fios de uma maneira que facilite a manutenção. Houve um momento em que eu achei que ia ter que aplicar cola quente para manter os danados dos fios no lugar para poder fechar.

Nota: Isso não é usual, mas eu não tenho fotos do interior do aparelho agora. Eu decidi escrever sobre ele apenas depois de terminar o conserto e vocês vão ter que se contentar com uma descrição e com o esquema que levantei até eu ter disposição para desmontar de novo.

O aparelho tem três parafusos visíveis e duas borrachas laterais que quando removidas mostram mais dois parafusos. Isso me me fez pensar que era preciso remover esses parafusos ocultos para poder abrir o aparelho, o que depois se mostrou falso. Eu só consegui deixar o motor solto dentro do secador. Remova os três parafusos visíveis, as duas borrachas e com a ajuda de um cartão de crédito ou algo do tipo desencaixe as duas partes do corpo. Existem quatro travas plásticas no perímetro da parte circular.

Diagrama e funcionamento

As chaves S1 e S3 são especiais. Na primeira posição estão desligadas. Na segunda posição são conectados os pontos 1 e 2 e na terceira posição são conectados 1, 2 e 3.

Ao avançar S1 para a primeira posição o motor liga através do diodo, em velocidade reduzida. Na próxima posição o motor é ligado na velocidade máxima. Para ter aquecimento é preciso ficar pressionando a chave s2 e a temperatura depende da posição da chave S3. Você pode ter nada (chave S3 em “off”) apenas R1 ou R1 e R2 ligadas.

Observe que quando o ventilador está em velocidade reduzida a temperatura máxima das resistências é cortada pela metade através do mesmo diodo. Então podemos dizer que o aparelho tem quatro temperaturas.

Eu não estou certo do que seja “F” no circuito. Sua posição indica que se trata de uma chave térmica mas não consegui determinar se é um termostato (desliga em caso de superaquecimento mas religa quando esfriar) ou se é um fusível térmico (inutiliza o aparelho).

O gerador de ions é algo que eu nunca tinha visto antes e não sei qual o benefício em um secador de cabelos. o fio branco que sai dele fica estendido dentro do conjunto de resistências como se fosse uma antena.

O motor é um modelo comum do tipo AC universal (com escovas). Baseado no desenho fica claro que se o motor não liga em nenhuma posição de S1 mas o aparelho aquece, o problema deve estar no motor, que realmente estava aberto. Com o multímetro foi fácil isolar o problema a uma das bobinas e após desmontar parcialmente o motor foi possível achar o fio esmaltado quebrado exatamente na solda. Raspei a ponta, soldei de novo e isolei. Problema resolvido. Mas ainda perdi mais de uma hora para remontar porque eu não consegui recolocar as peças nas posições originais de jeito nenhum. Tive que dessoldar todos os fios das chaves, cabo de força e gerador de íons, colocar as peças no lugar, acomodar os fios e só então soldar de novo.

Para desmontar o motor eu tive girar os parafusos com um alicate de bico. A turbina impede o uso de uma chave de fenda convencional e eu não estava certo de que conseguiria removê-la puxando sem quebrá-la.

Se você ligar o motor fora do aparelho pode ter a impressão de que está girando ao contrário porque ventila na direção errada. Dentro do aparelho o sentido da movimentação de ar se corrige.

Nota para mim mesmo no futuro: numa próxima necessidade que eu tiver de consertar o mesmo defeito, abrir o aparelho e providenciar a remoção do motor sem mexer no resto da fiação, nem que requeira cortar os dois fios, pode me poupar de muita frustração.

Consertar esse defeito é muito fácil se você tiver alguém que desmonte e remonte o danado do secador por você.

 

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Por dentro do receptor Maxxigold MGC-RI-230/IR para telas de projeção elétricas

Esse dispositivo é usado para automatizar a subida e descida de telas de projeção motorizadas. O princípio de funcionamento desses receptores é decepcionantemente simples para o preço que se cobra por eles nas empresas “especializadas”.

Princípio de funcionamento das telas motorizadas

A tela de projeção pode ter três ou quatro fios. Os primeiros três costumam ter as seguintes funções:

  • Comum
  • Subir
  • Descer

O quarto, quando existe, é o terra.

Tudo o que você precisa fazer é ligar o neutro da alimentação ao comum e o fase a um dos outros dois fios dependendo de que movimento você deseja. O modo mais simples de fazer isso com segurança é usar dois interruptores de campainha, mas aí você vai precisar ficar segurando o interruptor até chegar na posição desejada. Para evitar isso você pode usar um interruptor de duas posições com “off” central. Uma “chave gangorra” de R$5 como esta serve.

Isso funciona porque, pelo menos em todas as telas que chequei, existem “chaves de fim de curso” embutidas que desligam a respectiva alimentação do motor quando a tela está completamente recolhida ou estendida. Então não faz mal algum colocar a chave numa certa posição e dar as costas. O motor vai parar automaticamente quando chegar ao fim do curso. A posição central serve como comando “STOP” caso você queira parar o movimento no meio do caminho. Alguns fabricantes de telas inclusive oferecem como acessórios interruptores específicos para isso com marcações “up” e “down” que provavelmente custam mais do que merecem.

O Controle Maxxigold

Se você quiser fazer esse controle da tela sem precisar ir até o interruptor, pode usar um receptor de controle remoto por infravermelho ou RF. Mas agora que eu expliquei como o acionamento da tela funciona, tente justificar como o controle IR pode valer quase R$600 (não vou colocar links diretos). Isso vai ficar ainda mais difícil quando eu mostrar como é por dentro.

Nota: O controle descrito a seguir foi adquirido há mais de 7 anos. Possivelmente mais de 10. O vendido atualmente pode ser completamente diferente por dentro apesar de ser idêntico por fora. Mas eu não apostaria nisso.

Marcações no placa: DC160/DC87, DESIGN: WCX, V1.2

Considerando a complexidade do circuito não é nenhuma surpresa que você possa comprar algo similar por R$52 (sim, menos que um décimo do preço) na Aliexpress.

Nota: nesse ponto eu acho importante frisar que sou contra expressões do tipo “isso é um roubo!”. Eu considero que quem oferece o produto ou serviço deve ter total liberdade de fazer seu preço enquanto você mantiver a sua liberdade de comprar se quiser e meu blog existe entre outras coisas para mostrar que opções você tem. Os restantes R$550 podem ser atribuídos até ao “amor e carinho” que o fabricante dedica a cada peça que para mim não importa. Eu só vejo realmente problemas quando começam as afirmações falsas sobre uma suposta superioridade técnica do produto, que até onde sei esse fabricante nunca fez.

Um cliente teve um problema com o dele que se manifestou da seguinte maneira: Ao apertar o botão “down” a tela descia apenas alguns centímetros e podia-se ouvir claramente que o relé estava desligando sozinho. Para continuar descendo era preciso apertar “stop” e “down” repetidamente até a tela desenrolar completamente. O comando de subir funcionava normalmente.

Como na ocasião eu não sabia o que sei agora sobre a motorização das telas, não queria arriscar a tela caríssima com palpites e o cliente não tinha tempo para esperar o diagnóstico e os R$600 para pagar por uma reposição não representam nenhum incômodo para ele, compramos um kit novo, mas eu fiquei com o antigo para estudar. A primeira coisa que decepciona é que sequer a fonte tem um transformador. Para o usuário nunca levar um choque na ponta do jack de 3.5mm, que fica saliente, é preciso que a polaridade da instalação elétrica seja respeitada. Com a ligação na entrada invertida o voltímetro mede 220V entre a ponta do jack e o terra.

O jack existe porque o receptor de IR fica na ponta de um cabo, para você poder posicionar onde for mais conveniente. O receptor tem três botões que permitem o controle da tela sem precisar do controle remoto, o que se mostrou muito útil quando o remoto pifou sete anos atrás. Quem precisar de uma reposição para ele só precisa desembolsar a bagatela de R$230 (por um controle de apenas três botões).

O footprint para chave S4 (ausente, entre o capacitor amarelo e os relês) fica exatamente sob um furo que existe na parte de trás da caixa. Esta chave poderia ser acionada com um palito de dentes sem abrir o aparelho. Qual o propósito que tinha essa chave em outra versão do projeto eu não sei, mas geralmente é um reset.

Não é possível ver isso na foto (está debaixo do grande capacitor amarelo), mas como se pode conferir pelo diagrama que levantei pelo menos tomaram o cuidado de incluir um “bleed resistor” (R2 e R3) para descarregar Cx1 após ser desligada a alimentação, evitando assim um choque ao tocar nos fios 1 e 2. O motivo de serem usados usualmente dois ou mais resistores em série nessa função em vez de um resistor com o valor total é dividir a tensão entre eles. Um único resistor SMD pode não suportar as centenas de volts acumuladas no capacitor.

esquema eletrônico do receptor Maxxigold MGC-RI-230/IR para telas de projeção elétricas

 

esquema eletrônico do receptor Maxxigold MGC-RI-230/IR para telas de projeção elétricas

A causa do defeito no aparelho não foi nenhuma surpresa para mim apesar do sintoma ter me feito suspeitar de algo mais complicado. Medindo a tensão sobre os relês descobri que após o primeiro acionamento esta caia de 12V para 5V. Apenas o bastante para o microcontrolador continuar funcionando, mas colocar os dois relês de 12V operando numa região de incerteza. Ambos poderiam ter falhado igualmente. A causa estava no suspeito usual: o capacitor de entrada da fonte, que de 680nF nominais estava medindo apenas 170nF. Alguns de vocês talvez lembrem que esse é o defeito usual dos medidores de energia PMM2010. Com a substituição do capacitor o aparelho voltou a funcionar normalmente.

Material de consulta

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Por dentro de um alto-falante bluetooth PLUGX WS-887

Este aparelho custa R$22 nas lojas chinesas aqui de Recife. A minha aplicação para ele é usar em conjunto com um receptor ISDB-T ou de satélite e um conversor HDMI-VGA para aproveitar como TVs os muitos monitores que tenho. Pode não estar tão fácil hoje por causa da pandemia, mas eu costumava comprar com certa facilidade monitores de 15″ por R$50 e de 19″ por R$80 na OLX. Monitores com som são mais práticos mas ainda não encontrei um que não tivesse um áudio péssimo e o dessa caixinha rivaliza com o de muitas TVs

O que diz o marketing ou pode se supor olhando para o aparelho:

  • Suporte a bluetooth com reprodução de mídia e atendimento de chamadas;
  • Rádio FM;
  • Porta USB para pendrives;
  • Conector microSD;
  • Entrada auxiliar P2 (3.5mm) – imprescindível na minha aplicação;
  • A embalagem faz uma referência a “autodyne”, mas esse termo se refere a um tipo de circuito de amplificação de rádio que até onde sei é obsoleto.

Por default opera no modo bluetooth. Um ou dois segundos após ligar dá a mensagem “the bluetooth device is ready to pair” em um inglês com forte sotaque chinês. Se houver um plug inserido (ou se este for inserido depois) o modo muda automaticamente e a mensagem é “AUX input mode”.

Funciona também enquanto está carregando, mas só se a bateria não estiver completamente descarregada. Testado na função AUX.

Na minha aplicação eu não consigo usar no volume máximo. O aparelho produz um ronco alto que desaparece quando dou cinco toques no botão de baixar o volume. Aparentemente o aparelho lembra a última configuração de volume pois eu só preciso fazer isso uma vez. Mesmo sem estar no volume máximo o resultado ainda impressiona.

Qualidade e volume

Nos dois quesitos a caixinha se sai muito bem. O volume é o suficiente para minha mãe no quarto ao lado fazer comentários sobre eu estar assistindo TV “muito alto” à noite. Eu possivelmente não acharia a qualidade aceitável se o objetivo fosse ouvir música mas para assistir TV é melhor que muitas TVs pequenas.

Como rádio FM

Para fazer a sintonia automática de estações FM, ao entrar no modo FM dê um toque no botão PLAY. O aparelho vai fazer a varredura e depois parar em uma estação. Mas eu encontrei um problema nesse modo que pode ser defeito da unidade que comprei: não consigo alterar o volume enquanto no modo rádio. Sempre avanço ou retrocedo nas estações. Esse problema não ocorre no modo bluetooth, entretanto. E o aparelho tem um som tão alto que esse problema pode inviabilizar o uso do rádio.

Eu constatei olhando na internet que em alguns lotes dessa caixa não há alça de pulso e o fio da antena FM é o único fio saindo da caixa, em outros ele sai junto com a alça de pulso e no meu caso a antena corre por dentro da alça e você só percebe que ela existe se procurar.

A bateria

A duração da bateria assistindo a TV é impressionante na minha aplicação. Fiquei dias usando com uma carga.

Em teoria você deveria ficar sabendo que a bateria está carregada pelo apagamento do LED vermelho, mas aparentemente um erro de projeto impede isso. Mas parece ser possível checar a carga da bateria no modo bluetooth com a app BatON. Testei no meu Samsung A5 que não tem bluetooth 4.0 e parece funcionar.

Na minha aplicação a bateria não ajuda em nada e me cria um pequeno inconveniente. Quando eu vou dormir ou saio de casa eu desligo os disjuntores do escritório, mas quando o receptor de TV é desenergizado a caixinha solta um ronco alto que requer que eu vá até ela desligar na chave. O que implica que sempre que eu volto preciso ir lá ligar novamente se quiser assistir TV.

Eu tentei resolver isso desconectando a bateria, mas o aparelho não funciona sem ela. O primeiro sintoma de que a bateria está desconectada ou com defeito é a mensagem de voz sair fortemente entrecortada. Não dá nem para distinguir que é uma voz. Tentei substituir a bateria por até 300uF em capacitores, mas a qualidade do resultado dependia da fonte usada.

Uma alternativa de qualidade similar e ainda mais barata que não sofre desse problema é usar a caixa EXBOM CS-39, mas isso requer que o adaptador VGA HDMI tenha uma saída de áudio funcional (muitos não tem) ou que você adapte o plug da caixa para a saída do receptor de TV.

Por dentro

Para abrir você solta três parafusos que estão ocultos sob a base emborrachada. No meu caso eu acabei arrancando pedaços da base procurando, mas com paciência deslizando um objeto pontudo você pode encontrar os orifícios dos parafusos e desparafusar sem causar danos. Passe o mouse sobre a imagem para ver a descrição das partes principais.

O chip principal é um AS19BP00237-28B4 fabricado pela JetLi. Infelizmente há praticamente zero informações sobre os produtos dessa empresa na internet.

O amplificador é um HAA2018 cujo fabricante também não ajuda. Os dois canais de entrada de áudio são interligados (em curto) já no conector de 3.5mm. Apesar de isso soar como algo ruim é comum em aparelhos desse tipo, que recebem um sinal estéreo mas produzem uma saída mono. Porém eu não arriscaria ligar nele um aparelho com saída amplificada, destinada a fones de ouvido, principalmente se for caro como um celular. Na minha aplicação com receptores de TV essas saídas são mais resilientes.

Eu acho que o “segredo” da caixa está no alto-falante, que pesa 94g. Mais da metade dos 165g do produto.

No diagrama da alimentação é possível ver que o propósito do LED vermelho deveria ser mostrar quando a bateria está carregada, apagando. Mas provavelmente calcularam errado os componentes.

Esta parte do diagrama mostra que o fabricante do CI principal usa um método baseado em capacitância para poder ler todos os botões usando apenas uma entrada.

 

 

3 comentários
  • Ricardo - 119 Comentários

    Sobre o ruído ao desligar a fonte de áudio, talvez ligar um resistor de valor médio entre o sinal e o gnd possa ter algum resultado. É o que eu tentaria primeiro.

    eu já tive uma caixinha que também compartilhava os botões de troca de estação com volume. Pra usar uma das funções, era só apertar rapidamente o botão. Pra usar a outra, apertar e segurar. Tentou usar dessa forma?

    • Jefferson - 6.037 Comentários

      Sobre o ruído ao desligar a fonte de áudio, talvez ligar um resistor de valor médio entre o sinal e o gnd possa ter algum resultado. É o que eu tentaria primeiro.

      Faz sentido. Vou testar.

      eu já tive uma caixinha que também compartilhava os botões de troca de estação com volume. Pra usar uma das funções, era só apertar rapidamente o botão. Pra usar a outra, apertar e segurar. Tentou usar dessa forma?

      Eu acho que poderia ter sido mais claro no texto. Sim, cada botão da caixa tem pelo menos duas funções e os botões de volume são os mesmos botões para avançar e retroceder. No modo BT ambas as funções funcionam. No modo FM o aparelho ignora o comando de volume e transforma em um comando de troca de estação.

  • luciano - 1 Comentário

    alguem sabe onde encontro o botão de volume para comprar?

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Por dentro de um splitter HDMI 1×2 de baixo custo

Esse splitter pode ser encontrado em uma loja chinesa aqui do Recife por R$30. Supostamente compatível com 4K e 3D, mas não testei com nenhum dois dois.

O LED vermelho acende tanto na conexão do cabo HDMI (energizado) de entrada quanto da fonte USB. Os LEDs verdes acendem na inserção de cada cabo de saída.

Componentes mais importantes

  • Microcontrolador de 8 bits STM8S003F3 – Necessário caso o projetista queira implementar DHCP por software. Mas até agora a única utilização que identifiquei foi a detecção dos cabos nas portas de saída;
  • Lontium LT861025X – O Datasheet embora não esclareça muito informa que realmente se trata de um produto compatível com 4K;
  • EEPROM 24C08 – 8Kbit (1KB) – Usada pelo chip splitter;
  • AMS1117 – Regulador LDO (linear) de 3.3V;
  • Componente marcado A16F – CI regulador chaveado de 1.8V não identificado.

O footprint para um conector de 4 pinos tem as marcações SWIM e NRST, que são indicação de que se trata da porta de debug/comunicação do microcontrolador, usando o protocolo STM8 SWIM.

Os diagramas a seguir foram levantados por mim e não são rigorosos.

Splitter HDMI 1x2 Lontium diagrama da alimentação (parcial)

Diagrama parcial da alimentação (falta o circuito de 1.8V)

 

Splitter HDMI 1x2 Lontium diagrama microcontrolador

Diagrama parcial do microcontrolador. Possíveis conexões com o CI de processamento de vídeo não são exibidas.

Conforme você pode notar pelos dois diagramas, toda a alimentação pode vir tanto da porta HDMI de entrada quanto da entrada USB. A queda de tensão no diodo schottky é de cerca de 0.3V. Isso implica que a tensão fornecida pela porta HDMI precisa ser 0.3V mais alta que a fornecida pela porta USB para que a primeira possa contribuir com alguma corrente para o circuito.

Como os LEDs verdes só acendem se o microcontrolador estiver alimentado, o fato deles não acenderem quando você plugar os cabos de saída é uma boa indicação de que o splitter não está recebendo alimentação suficiente. Isso é particularmente provável de acontecer se estiver alimentado apenas pela porta HDMI. Mas perceba que o uC se baseia nos sinais de hot plug da saídas o que implica que com certos cabos o respectivo LED pode nunca acender ou, pior, a respectiva saída nunca ser ativada.  Eu pensei que isso seria um problema com extensores HDMI mas ao checar os levantamentos que fiz neste modelo e neste, constatei que o sinal hot plug (também chamado de HPD) é preservado.

Consumo de energia

  • Sem entrada de vídeo: Consumo inferior a 10mA. Meu medidor USB não consegue medir nada;
  • Com entrada de vídeo e conectado ao meu HT Samsung (apenas áudio): 170mA;
  • Mesmo setup anterior acrescentando um conversor HDMI-VGA à outra saída: 280mA;
  • Trocando o HT Samsung por outro conversor HDMI-VGA: 410mA.

Obviamente o aumento da corrente ao acrescentar conversores HDMI-VGA nas saídas se deve ao menos em parte ao consumo dos conversores. Eu estava tentando determinar se o consumo do próprio splitter aumenta também, mas não consegui com esse setup. Eu preciso de dois monitores DVI/HDMI.

Pelo menos usando resoluções de até 1360×768 o chip fica apenas levemente morno. Não consegui notar diferença na temperatura do chip usando apenas uma ou as duas saídas. Talvez com 4K precise de dissipador, mas só testando.

Minha utilização

Eu tinha um receptor de satélite ligado à única entrada HDMI do meu HT Samsung e um monitor comum de 19″ ligado à saída do HT por meio de um conversor HDMI VGA. Mas essa configuração tanto podia funcionar sem dar problemas por meses quanto passar dias seguidos sendo uma fonte de frustrações, com a imagem no monitor ficando esverdeada logo ao ligar ou apresentando outro problema qualquer. Eu “aproveitei” que na semana passada o HT estava me dando nos nervos com esse problema e instalei esse splitter na saída do receptor. Usei uma saída para ligar ao meu monitor e a outra para ligar ao HT. O problema da tela esverdeada sumiu imediatamente. Então eu decidi “forçar a amizade” e instalei um splitter HDMI passivo que custa R$10 aqui em Recife na saída que vai ao monitor e liguei dois monitores, cada um com seu conversor HDMI-VGA. Pelo menos na resolução nativa desses monitores, 1360×768, funcionou surpreendentemente bem. Eu só tive problemas quando a fonte USB não estava dando conta do consumo e uma parte significativa da corrente estava vindo da porta HDMI do receptor de satélite. Como este geralmente não pode fornecer muita corrente (sequer suporta o conversor HDMI-VGA ligado diretamente a ele) o indício que eu tinha de que a alimentação era insuficiente era a imagem do monitor ligado via conversor HDMI-VGA piscando mas sem haver interrupção no som do HT. Isso me dizia que o splitter estava funcionando mas a tensão estava chegando muito baixa ao conversor HDMI-VGA. Melhorando a fonte USB o problema sumiu,

Ter dois monitores era um desejo antigo meu. O monitor fica voltado para onde fico sentado ao computador, mas quando eu me afasto para trabalhar na bancada consertando máquinas de clientes eu deixo de ver a imagem. Com o splitter eu pude colocar outro monitor, voltado para a bancada. E estou pensando em conectar um terceiro monitor, no recinto onde eu durmo.

Problema com cabos longos ao ligar

Um problema recorrente se manifestou na minha aplicação: embora o monitor mais próximo do splitter sempre funcione sem falhas, o monitor mais afastado, que está ligado com dois cabos de tamanho padrão conectados por uma emenda HDMI, invariavelmente liga com uma imagem semelhante a de um canal de TV analógico fora do ar. Eu admito que os leitores mais jovens nem deve saber como é isso, então aí vai uma foto:

Isso é contornado desplugando o cabo em qualquer lugar (na emenda, no splitter, etc) e conectando de novo ou desligando a fonte HDMI pelo controle remoto e ligando de novo. Até agora testado apenas com um receptor de satélite VIVO/GVT.

O problema parece ter sido resolvido definitivamente com o splitter de 4 portas. Na minha oficina tanto faz, mas tenho outra aplicação para a duplicação da cozinha onde pretendo colocar pelo menos três monitores e ligá-los em cascata com os splitters de duas portas além de economizar cabos simplifica a passagem dos mesmos, porque em vez da tubulação mais próxima do splitter ter que acomodar três cabos HDMI, só vai precisar acomodar um.

Análises feitas por terceiros de produtos semelhantes (praticamente os mesmos componentes) :

2 comentários
  • Claudio - 30 Comentários

    Aquele capacitor eletrolítico próximo do LED vermelho me dá nos nervos, falta uma mínima torção para ele colocar em curto a alimentação da entrada USB, argh!

    Olhando a face inferior da placa, parece que a solda desse capacitor e dos três LEDS foi feita à mão, depois da placa ter passado pela soldagem de máquina dos demais componentes. Não sei se isso é normal, mas me parece que a solda pode ter sido feita de forma meio amadora, com temperatura meio alta, pelas marcas que deixou na máscara. Não imagino que seja um problema, mas se algum LED não acender quando deveria, eu olharia com carinho essas soldas.

    De resto, não achei legal a ideia de ligar todas as alimentações juntas, é muito perigoso isso – já ouvi histórias de saídas HDMI de TVs queimando ao plugar/desplugar com a TV e aparelho ligados, e acho que esse splitter pode ser um fator se a TV não for resiliente. Ou se a fonte USB for meio vagabunda (quais as chances?), pode acabar injetando uma tensão muito alta nas saídas HDMI. Eu iria preferir apenas o terra comum em todo circuito e as alimentações totalmente isoladas, mesmo significando que precisa sempre plugar a alimentação USB para usar.

    • Jefferson - 6.037 Comentários

      Aquele capacitor eletrolítico próximo do LED vermelho me dá nos nervos, falta uma mínima torção para ele colocar em curto a alimentação da entrada USB, argh!

      Acho muito difícil de acontecer, mas quem se preocupar com essa possibilidade pode preencher o espaço entre os terminais com cola quente. É claro que isso não resolve o problema de quem não espera ter que abrir o splitter para checar essa necessidade.

      Ou se a fonte USB for meio vagabunda (quais as chances?), pode acabar injetando uma tensão muito alta nas saídas HDMI.

      Cabe ao usuário não usar uma fonte vagabunda. Eu comprei um splitter de quatro portas para testar e não pretendo usar a fonte que veio com ele. Se eu estiver conectando equipamentos caros nas saídas vou dar preferência a usar uma fonte velha original de celular, a porta USB do aparelho mais próximo ao splitter ou uma fonte inspecionada por mim.

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Análise da luminária de emergência LED NEOTRON NE-005L

O amigo José Carneiro tinha adquirido duas luminárias desse modelo e quando as duas pifaram pela segunda vez (na primeira eu consertei) ele meu deu para analisar/desmanchar. Aparentemente esse modelo não é mais vendido porque não aparece na lista da Neotron. Minha recomendação é não comprar esse modelo porque ele parece ter um vício de fabricação onde a bateria “transpira” um vapor ácido que corrói os fios soldados na bateria desconectando-a. Esse vapor também parece afetar, só que mais lentamente, a placa onde são soldados os LEDs.

Não use a cor dos fios para se orientar. Existem dois fios vermelhos e enquanto um deles vai para o positivo da bateria o outro vai para o negativo (B-) do painel de LED. Isso ocorre nas duas luminárias.

O painel de LED abaixo, da luminária que estava úmida por dentro, mostra sinais mais evidentes de corrosão. É importante salientar que o dono anterior da luminária é cuidadoso com suas coisas a ponto de parecer ter TOC, por isso eu descarto a possibilidade do dano ter sido provocado por umidade externa.

Análise do circuito

 

Para informações sobre o princípio de funcionamento de uma luminária desse tipo, leia minha análise da luminária Renesola.

Note que a chave min-max apenas coloca um resistor em série com o LED na posição min. Eu não estou certo de que esse seja o modo mais econômico (no sentido da autonomia) de fazer isso. Não seria melhor ligar 15 LEDs no modo min e 30 no modo max? Desse jeito uma parte da energia está sendo desperdiçada como calor no resistor. A Renesola usa um circuito um pouco mais elaborado para fazer isso que eu suponho ser mais eficiente.

Assim como na Renesola, temos um resistor bleeder para evitar choques, mas falta o resistor limitador de corrente de surto.

As tensões indicadas no esquema são as presentes com a bateria completamente carregada.

Testando uma luminária usada, com estado da bateria desconhecido, depois de 24h ligada na tomada a tensão sobre a bateria é de aproximadamente 4.77V. Ao desconectar cai para 4.5V. Após 48h a tensão ao desconectar tinha chegado a 4.72V.

Eu suponho que para trocar a bateria original por uma de li-ion como a 18650 baste trocar o zener de 5.6V por um modelo de 5.1V.

Para consertar a luminária nas duas vezes que aconteceu bastou limpar os contatos na bateria e soldar os fios novamente mas aparentemente é só uma questão de tempo até acontecer de novo.

Identificando a bateria

A bateria mede aproximadamente 34 x 21 x 63mm, pesa 96g e não tem nenhuma especificação. Mas como uma das luminárias que abri mostrava indícios de um líquido nas paredes internas e a bateria tem dois orifícios eu fiz uma pesquisa considerando que a bateria fosse VRLA (chumbo-ácido selada) e achei uma bateria de características físicas similares com 4V e 900mAh. Como células de chumbo-ácido tem 2V, as baterias só podem ser especificadas em múltiplos de 2V o que faz o próximo modelo possível nessa tecnologia ser de 6V, que não poderia ser carregada com uma fonte externa de 6V como especificado pelo fabricante da luminária.

E como a tensão de carga de uma célula de chumbo-ácido é de 2.15 a 2.35V, com duas células temos 4.70V, o que confere com minhas medições.  Logo eu concluo que essa é uma bateria VRLA de 4V, com uma capacidade suposta de 900mAh.

Por causa do problema do vazamento e corrosão eu não recomendo a compra de uma luminária que use esse tipo de bateria se você puder comprar uma que use bateria de li-ion, principalmente se for do modelo 18650, como a Renesola.

Note que as dimensões da bateria (34 x 21 x 63) são quase a mesma coisa que duas baterias 18650 (36 x 18 x 65). E nesta luminária há espaço para colocar três 18650 com folga.

A propósito, a Renesola também é significativamente menor e na minha opinião mais bonita.

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