O roteador Intelbras GF1200 não tem configuração de DHCP

Se tem está bem escondida, porque não aparece no manual também. Você não pode desabilitar o servidor DHCP nem definir uma faixa de endereçamento (pool DHCP). Até o mais vagabundo roteador que já configurei tinha a capacidade de desabilitar o DHCP para usar como um AP. E olha que o GF1200 custa mais de R$ 220!

Fiquei esperando a loja de um cliente fechar para eu poder instalá-lo como roteador principal (gateway) da empresa e quebrei a cara quando cheguei na parte de definir a faixa de endereçamento. Sem isso inevitavelmente o roteador vai dar a alguém um IP reservado para os servidores. Não avancei para a parte de definir DMZ e encaminhamentos mas pelo que eu vi, acho bem provável que eu teria outra decepção mais adiante.

A propósito, nunca testei um roteador Intelbras que não me causasse frustrações. Nunca causou arrependimento porque em nenhuma situação foi compra ou recomendação de compra minha. O campeão de decisões estúpidas de design é o AP300. Eu sinceramente não sei o que se passa na cabeça da divisão de software da Intelbras que é encarregada dos roteadores.

3 comentários
  • Trabalhador Anonimo - 19 Comentários

    Eu até des-recomendo Intelbras. Toda vez é algo problemático. Tive um PABX em garantia que o suporte deles recusou a ajudar até eu pagar R$ 3500 por um treinamento online: “Sem treinamento no equipamento, não damos suporte” foi o que ouvi do SAC lá em 2011. desde então eles estão na minha “black list”.

    • Jefferson - 6.253 Comentários

      Então a Intelbras está agindo como a Siemens? É bom saber. Mas evidentemente se trata de um produto corporativo pois se o treinamento *online* custava R$3500, eu chuto que essa central não deveria custar menos de 10mil. No meio corporativo eu “meio que” já espero esse tipo de golpe. A propósito, aprendi em 10 anos trabalhando na indústria que se você colocar no rótulo a palavra “industrial” pode ser até uma lata de cocô que alguém vai estar disposto a pagar 5mil reais por ela.

  • joelton - 1 Comentário

    DEPOIS QUE ATUALIZEI O FIRMWARE DO ROTEADOR, CONSEGUI DESATIVAR O SERVIDOR DHCP, SEGUE O LINK DOS FIRMWARE: https://backend.intelbras.com/sites/default/files/2021-05/Banner%20firmware%20GF%201200.pdf

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Por dentro do Roteador Wi-Fi Siroco EVO-W301AR

Esse roteador foi assunto quente (171 comentários) no meu Buzz em 2011.

Oficialmente a alimentação é 9VDC x 0.85A.

Principais componentes:

  • O conversor DC-DC é um 34063 que suporta de 3 a 40V. Porém os capacitores na entrada (2 x 470uF) são de 16V o que só garante o uso seguro de até 9V.
  • Zentel A3S56D40FTP – Memória RAM DDR 256Mbit (32MB)
  • cFeon (antiga eon) EN25F32-100HIP – Memória flash serial de 32Mbit  (4MB)

Não há componentes no fundo.

 

Outro dia eu irei falar sobre a porta serial e firmwares. Mas vou adiantando que descobriram faz tempo que esse é um TP-Link TL-WR741ND v1 remarcado e é possível instalar DD-WRT, OpenWRT e Gorgoyle nele.

1 comentário
  • Snow_man - 282 Comentários

    Jeff, não sou dos que curtem (ou entendem) de eletrônica, mas gosto desse tipo de postagem. Eu considero como bastante útil.

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Como transformar um roteador wireless (Wi-Fi) em Access Point (ou switch)

Isso, claro, se o firmware do seu roteador já não tiver um modo “AP” ou “bridge”.

Eu já havia falado sobre isso no Buzz em 2011, mas como o método que uso hoje é ligeiramente diferente e o título do post é sobre outro assunto, decidi fazer um novo post.

  • Dentro da faixa de IPs da sua rede, escolha um IP fixo para atribuir ao roteador, fora da faixa do seu pool DHCP. Anote esse endereço em algum lugar. Eu mantenho uma lista de meus IPs fixos em um arquivo texto, mas também colo uma etiqueta com o endereço e as credenciais de acesso;
  • Conecte-se ao roteador por um cabo em qualquer porta LAN;
  • No setup do roteador, desligue o servidor DHCP. Não reinicie ainda;
  • Atribua ao roteador o endereço IP que você escolheu para ele;
  • Conecte o cabo que você normalmente conectaria à porta WAN a uma porta qualquer “LAN” do roteador;
  • Salve, reinicie e certifique-se de que você obteve um endereço IP na faixa normal da sua rede e é capaz de conectar ao roteador usando agora o endereço IP que você atribuiu;
  • Feche a porta WAN com fita adesiva, para que ninguém tente usá-la de novo por engano (não vai funcionar);
  • Normalmente eu também escrevo na etiqueta no roteador “DHCP: OFF” para me lembrar disso.

Colocar o roteador com um IP fixo dentro da sua faixa IP, ao contrário do que eu sugeria fazer antes, permite que você facilmente, sem mudar o IP da sua máquina, possa gerenciar o roteador. Isso é útil mesmo quando o roteador está funcionando como switch porque você tem acesso à lista de dispositivos conectados via Wi-Fi e às whitelists e blacklists.

Mas se você prefere que curiosos na sua rede sequer consigam ver esses aparelhos em uma varredura, o método que expliquei antes favorece isso. Eu não conheço nenhum método automatizado simples de varrer todos as possíveis faixas de endereçamento IP privado à procura de um dispositivo. Não significa que não exista.

 

 

8 comentários
  • Jefferson - 6.253 Comentários

    Apesar disso parecer uma gambiarra, a TP-LINK explica esse mesmo procedimento no FAQ.

  • Raimundo Nonato - 1 Comentário

    Boa noite,

    Configurei o roteador TP-Link N como ponto de acesso (switch), porém não alterei o endereço IP da LAN, como fazer agora para gerenciar o roteador e mudar o IP?

    Desde já agradeço pela orientação.

  • Jener Gomes - 3 Comentários

    Olá!
    Curioso, comecei a pesquisar isso há alguns dias e encontrei os recentes comentários da mesma semana.

    Eu reativei meu velho TL-WR541G para ter sinal decente em todo o apartamento mas preciso deixá-lo sem cabo de rede, estou pesquisando como fazer.
    No começo dos meus testes eu só troquei a configuração da conexão Wan de PPPoE para Dynamic IP, tirei o DNS da finada e saudosa GVT, e após reiniciar consegui acessar a internet por ele.
    Me chamou a atenção que não funcionaria conectado pela Wan, mas ela está conectada ao roteador da Net (agora Claro), e agora estou acessando a internet pelo meu Notebook, que lamentavelmente não tem conector de rede.

    Cada equipamento ainda está na sua faixa IP original então eu esbarrei no problema de não conseguir acessar o roteador que está na outra rede, mas a minha meta essencial é tirar o cabo para colocar no meio do apartamento, transformando-o num repetidor – há como? Até onde pesquisei ele não faz WDS…
    Em último caso eu passarei um cabo, ou comprarei um repetidor, vi que os decentes custam uns R$100.

    Um dos materiais que encontrei na pesquisa é a versão brasileira do roteiro indicado da TP-Link: https://www.tp-link.com/br/support/faq/417/

    • Jener Gomes - 3 Comentários

      Encontrei um procedimento para fazer WDS com o meu TL-WR541G, mas sendo antigo (é de 2008) só é possível baixando a segurança para WEP… aí me desinteressou.
      Mas deixo aqui ele caso alguém queira fazer: http://revolucaolinux.blogspot.com/2010/07/wds-varios-roteadores-ou-aps-numa-unica.html

    • Jefferson - 6.253 Comentários

      Repetidores WiFi são problemáticos. O problema mais óbvio, que não é tão óbvio assim para o usuário comum, é que não adianta colocá-lo onde o sinal já está fraco. Ele tem que ser colocado onde o sinal ainda está forte e estável. Então cada repetidor só consegue “empurrar” um pouco o alcance do seu AP principal.

      Para casos onde passar cabo é muito complicado ou caro eu estou no momento recomendando a compra de um “powerline“. Funciona muito melhor, desde que você não compre o mais barato xing-ling que achar.

      • Jener Gomes - 3 Comentários

        Bons e importantes pontos, te agradeço.
        Não tenho um apartamento tão grande, um repetidor no meio deve bastar. =]

        Eu considerei o “powerline” mas os aparelhos precisam estar no mesmo circuito elétrico, e aqui eu segmentei com 15 disjuntores, numa rede trifásica, sendo cinco circuitos para as tomadas (e sem garantia que a empreiteira tenha colocado as fases planejadas). Mas em princípio seria uma alternativa, sim, bem lembrado.

        • Jefferson - 6.253 Comentários

          A sua rede ser trifásica é um problema mesmo. Estar segmentada em circuitos, nem tanto. Aqui eu consegui usar o powerline no apartamento de cima, que fica até em um medidor diferente, mas na mesma fase.

          A velocidade não é a mesma de um cabo, mas parece ser mais estável que usar repetidor.

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A diferença entre Access Point (AP) e roteador Wi-Fi. E qual usar?

Eu não lembro se já falei sobre isso aqui mas como freqüentemente eu cometo o erro de repetir a terminologia leiga acho melhor esclarecer logo a diferença (por alto).

  • O “Access Point” (AP) é pouco mais que um switch ethernet que em vez de portas LAN tem uma antena. Ele não tem conceito de “portas”, “encaminhamento”, “DMZ”, etc. Um AP não tem o conceito de “WAN” e por isso é mais fácil de instalar, menos problemático no uso, tem muito menor tendência a precisar ser reiniciado a cada x dias, etc. Em resumo um AP é mais “confiável”.
  • O “Roteador Wi-Fi” é essencialmente um AP ao qual se agrega um roteador com fio. A etapa roteador dá mais “segurança” em certas aplicações (quando você não deseja que quem está no segmento WAN enxergue quem está no segmento LAN, por exemplo) e é mais “útil” em geral, mas isso tem um preço em confiabilidade.

O que vou dizer a seguir é baseado apenas na minha experiência e na minha limitada compreensão de como redes funcionam. Pode estar errado.

Se o AP é mais confiável e você não precisa da isolação entre os segmentos não seria mais sensato trocar todos os roteadores por APs? Ainda não tenho uma resposta definitiva para isso mas eu ajo como se fosse e em geral já uso mesmo todo roteador como AP. Mas toda rede que tem acesso à internet precisa de um roteador no “último gateway” em algum lugar e geralmente é no modem. Se o modem for ligado em bridge você é obrigado a ter um roteador/gateway antes dele. Você pode ter liberado os roteadores Wi-Fi da carga de ter que memorizar um monte de conexões ao transformá-los em APs, mas todas essas conexões ainda vão ter que ser memorizadas por esse gateway mais externo da rede. E isso é verdade mesmo antes da transformação em APs porque todo roteador tem que memorizar o que “roteia”.  A diferença é que quando você usa um roteador Wi-Fi e conecta uma dúzia de clientes nele o gateway mais externo só enxerga um cliente fazendo o total das conexões de todos eles.  Ao mudar o roteador para AP o gateway mais externo  vai passar a enxergar todos os clientes e criar listas separadas para cada um.

Explicando de outra maneira, se você tem um roteador A com 12 clientes fazendo ao todo 200 conexões com a internet e um roteador B com 10 clientes fazendo 150 conexões com a internet e ambos estão ligados ao modem/roteador C, C tem na memória 350 conexões feitas por dois clientes (os roteadores A e B). Ao transformar A e B em APs, no mesmo cenário, nenhum dos dois tem uma memória das conexões porque não estão roteando nada, mas o roteador C tem na memória 350 conexões de 22 clientes.

Faz diferença para C estar memorizando 10x mais clientes se o número de conexões é o mesmo? Isso eu não sei dizer, mas uma coisa me parece certa: ao usar apenas APs você só vai precisar resetar periodicamente um equipamento. E se for de boa qualidade, preparado para a tarefa, nem isso. Ao usar roteadores você pode precisar ter que dar manutenção periódica em todos eles e no modem.

 

12 comentários
  • Pedro Pires - 2 Comentários

    Uma coisa peculiar que tenho percebido nos últimos tempos é o sumiço do termo “modem” e “gateway” entre leigos e até mesmo pessoas da área. Hoje em dia tem gente que fala que não tem modem em casa, mas “roteador wifi”, como se aquela funcionalidade de converter um sinal vindo do cabo telefônico em internet fosse uma peça de museu dos anos 80. Para um punhado de gente, parece que ligando o “roteador wifi” na energia e espetar um cabo LAN numa porta a internet vai brotar magicamente do aparelho. Partindo dessa ignorância considerações sobre diferenças entre APs, roteadores, switches, etc. ficam realmente esotéricos pro usuário final.

    • Jefferson - 6.253 Comentários

      É justamente essa a razão do meu post. Como chamar tudo de “roteador” ficou generalizado e se você falar em “Access Point” o usuário geralmente vai fazer aquela cara de perdido eu acabei me acostumando a usar a terminologia leiga para me fazer entender. Só que aqui no blog eu preciso tomar cuidado com isso porque às vezes a diferença faz diferença no que estou dizendo. O termo “genérico” que eu (e todo mundo) deveria usar é “AP”, na falta de necessidade de roteamento para a explicação.

      Sobre o sumiço do termo “modem”, esta semana um cliente, provavelmente justamente por isso, cansado dos problemas com o “roteador” da GVT, foi no comércio e comprou um roteador Wi-Fi novo para fazer ele mesmo a troca. É claro que não funcionou. Eu tive que explicar a ele que mesmo que ele tivesse comprado especificamente um “modem roteador Wi-Fi” ainda teria que configurar para a GVT. Não é só plugar e usar.

      • Luciano - 442 Comentários

        Aqui pelo menos eu ouço muito o termo “modem com Wi-Fi”, pelo menos fica mais visível que é roteador um AP Wi-Fi e modem integrado.

  • Daniel Plácido - 51 Comentários

    Mas um Access Point funciona tanto como “servidor” (recebe a internet por cabo e compartilha por wifi), como “cliente” (receber a internet wifi e transmitir via cabo), já um Roteador não funciona como Cliente.

    • Jefferson - 6.253 Comentários

      Somente o AP que tem “modo cliente”, Daniel. Eu não estou certo de que esse modo seja algo garantido em todo equipamento vendido como AP.

      E por outro lado, existe “roteador” que tem modo cliente pois é uma função do firmware e não do hardware. O DLINK DSL-2740e por exemplo, com firmware original da GVT não tem, mas quando você instala o firmware Totolink passa a ter.

  • Jefferson - 6.253 Comentários

    Eu esqueci de mencionar umas coisas no texto.

    1)Um roteador Wi-Fi pode funcionar como access point “oficialmente” (o firmware tem opção para isso) ou “na marra” (desligando o servidor DHCP e não usando a porta WAN). Mas nenhum AP pode funcionar como roteador.

    2)Pelo fato de “access point” aparecer como uma função em alguns roteadores algumas pessoas podem ignorar que o access point existe como um produto separado. O danado é que como muitas vezes um AP custa o mesmo que um roteador Wi-Fi ou até mais caro e o fabricante não se esforça para explicar a razão, acabamos comprando um roteador Wi-Fi para usar como AP. Mesmo que seja “na marra”. A lógica diz que o AP que custa o mesmo que o roteador deve ser melhor que este, mas na falta de evidência é uma escolha difícil.

  • Jefferson - 6.253 Comentários

    Como todo roteador é esencialmente um gateway eu mudei os termos usados no post para evitar confusão.

  • Victor - 8 Comentários

    Vou deixar minha experiencia aqui:

    Tenho 3 equipamentos de rede atualmente na minha residencia. um roteador, puramente dito, um switch e um roteador+ wifi+switch integrado. Nem preciso dizer qual o que trava CONSTANTEMENTE.

    Enquanto o roteador (um mikrotik rb750 a saber) tem uptime que ultrapassa os 30d, o switch só travou UMA UNICA VEZ nos mais de 1 ano de uso, essa bomba de roteador+wifi+switch trava religiosamente todos os dias, as vezes mais de uma vez por dia. Minha próxima aquisição em redes é um Ubiquiti Unifi AP. Depois que entrei no mundo dos equipamentos específicos faço questao de nao voltar pros “faz tudo-em-um” de baixo-custo.

    • Jefferson - 6.253 Comentários

      Um switch comum travar uma vez em um ano eu já considero muito, mesmo se tratando de um switch barato. O normal é você esquecer que o switch existe. Mas sim, isso acontece. Minha primeira desconfiança seria fonte de alimentação.

      Agora, o seu roteador Wi-Fi residencial travar todo dia é um exagero no outro extremo. Você está fazendo torrent por ele? O protocolo BitTorrent é o culpado número um da exaustão de memória em roteadores.

      Ele está ligado como roteador ou como AP? Mesmo usando torrent, simplesmente usá-lo como AP pode acabar com os travamentos. Se como AP continuar travando é porque o aparelho tem um defeito. Isso não é normal mesmo em aparelhos baratos.

      • Victor - 8 Comentários

        Tenho um RPi rodando um servidor de torrent e midia, mas ele esta no switch que esta no roteador. O roteador wireless esta como AP, mas mesmo estando so com os telefones ele trava religiosamente todos os dias. Acho que a qualidade dos roteadores wireless tem caido muito ultimamente, esse eh o segundo e continua do mesmo jeito. Minha proxima tentativa vai ser um AP de fato.

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Gente que tem horror a fios demora a aceitar que precisa deles

É impressionante como arquitetos, engenheiros civis e pedreiros parecem ter horror a fios, assim como a massa das pessoas comuns. Do “puxadinho na laje” ao prédio com um apartamento por andar, passando pelo consultório chique, ninguém quer instalar tubulação exclusiva de dados. E convenhamos, só no puxadinho isso é compreensível. Estive em um consultório construído há dois anos onde supostamente se cobra R$1000 por dia de aluguel de uma sala e não parece haver jeito de passar um cabo de dados até o primeiro andar.

Há uma crença generalizada de que “wireless” é infalível a solução de todos os problemas de comunicação. Talvez por ser “o novo”, o “moderno”. E quando os problemas inevitavelmente aparecem dá trabalho explicar que não é.

Ao contrário da conexão por cabo…

  • …a velocidade do Wi-Fi cai com a distância e os obstáculos. Não adianta ter uma banda de 25Mbps se naquela sala o Wi-Fi só chega com 5Mbps [1];
  • …a velocidade do Wi-Fi é muito influenciada pela qualidade do roteador. Não é à toa que o preço de roteadores Wi-Fi “domésticos” varia de R$60 a R$350;
  • …a banda do Wi-Fi é dividida entre todos os usuários conectados.  Ou seja, aquela banda de 5Mbps que chega àquela distância ainda tem que ser dividida com todo mundo ali. Não adianta ter 20Mbps sobrando no modem; [2]
  • …Wi-Fi sofre interferência dos seus outros roteadores, dos roteadores dos vizinhos, de telefone sem fio, bluetooth, forno microondas, lâmpadas fluorescentes e fases da lua!
  • …equipamento Wi-Fi dá defeito com maior freqüência. Em comparação, switches cabeados parecem quase imortais;
  • …todo ano parece haver um problema novo com Wi-Fi que pode requerer atualização do equipamento ou até que você jogue tudo fora. Switches ethernet existem há quase duas décadas e nunca houve uma razão para “atualizá-los” e muito menos jogá-los fora em massa;
  • …sua rede Wi-Fi é naturalmente vulnerável a invasão por vizinhos, concorrentes e outros desafetos externos;
  • …sua rede Wi-Fi é naturalmente vulnerável a interferência proposital. Um adolescente entediado, “amigo” dos seus filhos, pode estar neste momento tentando provocar um DoS na sua rede sem fio só para ver a sua angústia (“for the lulz“).

Resumindo: Wi-Fi é exclusivamente conveniente. Não é confiável, nem seguro.

 

 

[1] Está achando pouco? Ontem mesmo eu acompanhei um cliente fazendo um teste com um playstation. A velocidade medida do Wi-Fi, a quatro metros de distância, sem obstáculos, com um D-LinK DSL2740e (que é considerado um bom roteador, com teóricos 300Mbps de Wi-Fi) deu pouco mais de 8Mbps numa conexão contratada de 15Mbps. Espere por muito menos que isso (0.5Mbps, por exemplo) se as condições forem menos que ideais. Cabo oferece a mesma velocidade a um metro e a cem metros.

[2] Rigorosamente falando a banda por cabo também é dividida, mas aí você está dividindo a banda completa contratada e não a fração que chega ao recinto.

42 comentários
  • Walter - 140 Comentários

    Aonde eu moro é rota de aviões. Sempre que passa um, interrompe o sinal wi-fi. Curiosamente, interrompe o sinal da tv digital também.

    • Jefferson - 6.253 Comentários

      :lol:

      Walter, eu pensei que “fases da lua” era o cúmulo do absurdo. Me enganei. O Wi-Fi doméstico ser perturbado pela passagem de aviões é ainda mais insano!

      Gostei!

      Sim, eu sei que para você deve ser um saco.

      • Luciano - 442 Comentários

        Além das fases da lua, poderia ter acrescentado a posição do rabo da lagartixa. :) Também influencia.

        • Walter - 140 Comentários

          Hahahahahaha

        • Jefferson - 6.253 Comentários

          Eu esqueci de acrescentar à lista a posição das portas da casa!

          O amigo e vizinho José Carneiro colocou portas de alumínio na casa toda. As paredes são todas de tijolo, sem ferragens, mas quando ele fecha a porta do quarto, onde está o roteador, o media player na cozinha começa a engasgar. E a porta não está (ou não parece estar) no caminho entre os equipamentos.

          Aqui em casa também todas as portas são de alumínio mas como passei cabo pela casa toda, isso geralmente não é problema, exceto quando estou com o celular no banheiro. Com a porta fechada não tenho nem Wi-Fi, nem acesso celular.

          • Luciano - 442 Comentários

            Até ai normal e esperado, a porta de alumínio serve se refletor passivo. E ai podem acontecer coisas muuuuito estranhas, do tipo, fechou a porta, o sinal some em um lugar mas melhora em outro por causa da reflexão do sinal. :lol:

            • Jefferson - 6.253 Comentários

              “Normal” para você que entende de magia negra (RF) :lol:

            • Jefferson - 6.253 Comentários

              Depois do que você falou o problema do meu amigo passou a fazer mais sentido. Eu achei que o sinal estivesse sendo bloqueado pela porta fechada, mas agora me parece que ele estava sendo “ajudado” pela porta quando estava aberta. O ângulo entre os três faz algum sentido

          • Walter - 140 Comentários

            Mas… Portas de alumínio em uma residência?

            • Jefferson - 6.253 Comentários

              yep!

              Eu não gosto delas. Além do problema com Wi-Fi são frágeis e incrivelmente barulhentas principalmente para quem gosta de assistir a filmes com som alto. Mas tem duas características que as tornam atraentes:

              São bonitas.
              Não dão cupim.

      • Walter - 140 Comentários

        Hoje minha rede está toda cabeada e só uso wifi para os celulares, mas já me incomodou muito. E demorou um tempo para ligar uma coisa à outra.

    • Jefferson - 6.253 Comentários

      E segundo a Apple, que fabrica os dispositivos mais afrescalhados do planeta, a lista é ainda maior. Eles só não incluíram “segurar errado” na lista, por alguma razão.

      Curiosamente, eles listam paredes de gesso como tão problemáticas como as de concreto. Isso eu não imaginava.

    • Ricardo Menzer - 127 Comentários

      Aviões são um poço de radiação. Os de motores a pistão geram RF pela fagulha das velas e funcionamento dos magnetos (que fazem a geração e distribuição de alta tensão). Os com motor a reação, nas fases de decolagem e pouso, ligam os “starters”, que são os equivalentes às velas e usados para dar inicio à combustão.

      Na minha casa, o sinal da TV digital também some quando carros mais antigos passam na rua. Acredito ser o mesmo efeito causado pelo sistema de ignição deles.

      • Ricardo Menzer - 127 Comentários

        Correção: onde está “starter” deveria estar “igniter”.

      • Luciano - 442 Comentários

        Nesse caso, o sinal de RF da TV deve estar paupérrimo ai, a ponto de o ruído de ignição de um carro velho conseguir “apagar” sua TV. Recomendo um bom check-up na antena. Quem sabe até mesmo um booster mas de marca boa.

        Ah.. e não caia na conversa de “antena especial/própria para tv digital”. Qualquer antena de UHF de boa qualidade, funciona. Se em sua cidade o sistema já for UHF, não precisa trocar a antena, a menos que ela esteja muito deteriorada pela ação do tempo.

        • Ricardo Menzer - 127 Comentários

          Sim, sim. O sinal é ruim mesmo. A própria TV tem uma página de configuração que mostra isso. Ela fica bem no limiar entre conseguir decodificar o sinal e não, então quando os carros passam, ela passa de um lado do limiar para o outro.
          Como não sou muito de ver TV, alguns segundos de falha quando passa um fusquinha não são razão suficiente para investir em uma antena melhor. :D

  • Jefferson - 6.253 Comentários

    Um problema extra do Wi-Fi é a quantidade máxima de dispositivos conectados ao mesmo tempo. Em teoria o protocolo suporta absurdos 2007 dispositivos mas na pratica cada conexão requer um naco extra de memória RAM, que é limitada. Então eu não me surpreenderia nem um pouco se roteadores domésticos estiverem derrubando conexões ou até mesmo travando com 10 usuários. A D-link recomenda 15 como o número máximo do DIR868L, que ao custo de R$882 não é o que eu chamaria de roteador vagabundo. A resposta é a mesma para o DIR-850L e para o DIR-510L.

  • Jefferson - 6.253 Comentários

    Este testemunho diz que o Netgear WNR614 simplesmente deixa de aceitar conexões depois de entre 25-30 dispositivos conectarem. E que basta um usuário desligar o Wi-Fi do telefone para que outro possa se conectar. É certo que tal roteador é um modelo de 2014 mas já é um 802.11n (300Mbps) e muita gente tem em casa e no escritório equipamento mais velho que isso

    • Pedro Pires - 2 Comentários

      Tem o mistério dos roteadores TP-LINK de 59,90 usados em praças de alimentação de shoppings, os quais aceitam os 254 dispositivos (!!) com o release DHCP configurado pra zerar a tabela cada 24 horas (!!!). Depois o pessoal se pergunta por que a internet é tão impraticável nesses lugares.

      • Jefferson - 6.253 Comentários

        Rapaz, se eu fosse obrigado a usar uma solução dessas pelo menos configuraria o “lease time” para uns 30 minutos. 24h é praticamente pedir para que não funcione.

        Se bem que tanto faz. Nenhum roteador de 59,90 vai dar conta da carga. Dificilmente sequer tem controle de banda!

      • Jefferson - 6.253 Comentários

        Me lembrei de uma coisa agora: por causa desse possível problema ao manipular muitas conexões pode ser mais sensato para quem precisa lidar com isso usar um desktop ou notebook velho como roteador da rede. Se for usar também como access point precisa também se assegurar que os drivers do adaptador Wi-Fi conseguem lidar com muitas conexões, mas ainda assim pode ser uma melhor idéia do que sair comprando roteadores sucessivamente mais caros até achar um que agüente o tranco.

        • Marco Arthur Stort Ferreira - 16 Comentários

          Jeferson, o que me diz da marca TP-Link, e especificamento do modelo Roteador Wireless Gigabit Dual Band AC1750?
          Tenho um destes e começou a falhar. Não sei se um reset completo e reconfiguração ajudaria.
          Obrigado.

          • Jefferson - 6.253 Comentários

            O Archer C7? Dizem que é muito bom e custando R$350 espero que seja mesmo. Mas não tenho nenhuma experiência com ele.

            • Intruder_A6 - 194 Comentários

              Tenho um e ele nunca me deu dor de cabeça e nunca precisei resetar ele para que a rede wifi voltasse a funcionar. No meu caso ele faz o que tem que fazer sem falhar. E ainda consigo uma boa velocidade na transferência de arquivos.

              • Marco Arthur Stort Ferreira - 16 Comentários

                Quando estou na rede 5G a velocidade é excelente, ainda mais usando uma conexão VIVO FIBRA de 100M.
                Porém o sinal da rede 5G é que está ruim. Meu quarto fica no fim de um corredor de não mais que 4 metros, e o roteador está no meio deste. Entre o quarto e o roteador, somente uma parede.
                Mesmo assim o sinal oscila.
                Vou ver o que posso fazer.
                Obrigado.

  • Jefferson - 6.253 Comentários

    Este blogueiro, que trabalha com projeto de redes, afirma que “você vai ter sorte se conseguir colocar 10 usuários em um roteador doméstico”. E conta um caso de uma escola que instalou mais de uma centena de access points Linksys (marca doméstica) e acabou tendo que dedicar um funcionário a ficar o dia inteiro dando reset neles.

    • Jefferson - 6.253 Comentários

      “O dia inteiro” pode parecer demais, mas não é. Se forem exatos 100 roteadores e o funcionário levar apenas 4 minutos para se deslocar até cada roteador e alcança-lo, já são aproximadamente 6 horas e meia de trabalho. Lembrando que se o roteador é instalado como roteador (e não como um AP), não é possível resetá-lo de um lugar central porque por segurança você não tem acesso ao setup via porta WAN. Em alguns modelos pode ser possível liberar esse acesso, mas não é o “normal”.

  • Luciano - 442 Comentários

    Em casa eu fiz isso aboli o wi-fi no meu pc, foi a melhor coisa. Só não é a melhor coisa do mundo porque agora a internet lá chega via rádio, mas é uma rede minha, e o roteador é uma mikrotik, pelo menos é coisa pra uso sério. O problema que estou tendo é que não consegui sinal bom em 5.8GHz, estou usando em 2.4GHz por enquanto (e sofrendo interferências adoidado) até ter um tempo e poder verificar tudo novamente nas antena de 5.8GHz.

    E o sinal deveria bombar! É relativamente perto e uma antena literalmente enxerga a outra.

  • Marcelo - 27 Comentários

    Isso mesmo! Wi-fi é uma conveniência que cobra um preço ALTO! Minha banda larga é VIVO (antiga GVT). Contratamos 35 mega e consigo os 35 no cabo ethernet. No wi-fi dá menos de 5 mega.
    Tenho ainda um conversor de internet pela rede elétrica que chega a dar 15 mega.

  • VR5 - 397 Comentários

    Off topic: tentei 2 vezes comentar no tópico de Star Trek Discovery mas minha postagem não aparece…

  • Jorge Mendonça - 49 Comentários

    Em casa na última reforma consegui cabear quarto e sala. Tenho curiosidade de testar rede pela fiação elétrica, qualquer dia compro pra saber o resultado na prática. Outra coisa que me irrita muito é ver fotos de arquitetos mostrando sala de home theater, aí ta la na foto os aparelhos e ZERO fios.

    • Jefferson - 6.253 Comentários

      Eu até entendo que eles coloquem tudo ali sem os cabos nas fotos só para “dar uma idéia de como fica”. O problema é que a maioria parece esquecer que sem fio é só nas fotos mesmo!

      Ou então o arquiteto acha que não é trabalho dele pensar nisso e joga para o engenheiro ou mestre de obras. E ambos costumeiramente acham que não é responsabilidade deles pensar nisso também.

  • Jefferson - 6.253 Comentários

    Eu fico imaginando o diálogo na obra:

    Pessoa sensata (olhando a planta): cadê a tubulação de dados?

    O engenheiro/mestre de obras/pedreiro: O que você é? um homem das cavernas? Hoje em dia é tudo sem fio!

    Pessoa sensata: Mas nem para a TV?!

    O engenheiro/mestre de obras/pedreiro: Do que você está falando, capitão caverna? O sinal da TV também vem pelo ar!

    • Luciano - 442 Comentários

      Ou pessoa como eu. Não deixei o pedreiro passar um tubo se quer nas paredes.

      Eu mesmo fiz. E o método foi o seguinte, em cada cômodo botei um banquinho no meio e sentei e fiquei imaginando o como seria a coisa depois de pronto, onde ficaria cada coisa, cada ponto de contingência, etc.

      Resultado, tenho tubulação separada pra tudo, energia, cabos de rf e dados/telefonia.

      p.s. eu *tive* que fazer login pra dar 5 estrelas pra esse comentário seu! :D

      • Jefferson - 6.253 Comentários

        Minha abordagem é um pouco diferente. Eu também avalio onde é mais provável que as coisas vão ficar, mas por padrão eu rasgo as paredes de um canto a outro com tubulação de dados e energia e coloco uma caixa a cada 2 metros. A maioria fica com tampa cega.

        Preço da caixa: R$1
        Preço da tampa: R$2

        Multiplicado por 10 em um recinto pequeno: R$30

        A certeza de ter um ponto de energia e dados a não mais que 1 metro (para cada lado) de qualquer lugar onde eu decida instalar algo: não tem preço :lol:

      • Jefferson - 6.253 Comentários

        oops… esqueci de contar com 20 metros de eletroduto! Pouco menos de R$40.
        Total de R$70 em um recinto com 10m de perímetro.

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Eu também prefiro cabo de rede ao WIFI, mas eu gastei um bom dinheiro no roteador WIFI dual band, que uso com AP, e com ele (tenho um TP Link Archer C7 há alguns anos) que consigo conexões de até 700MB (no notebook chega perto disso), o máximo dele teórico é 1300Mbits, e só uso o WIFI para os celulares, notebook, e uma das minhas TVs 4K (por enquanto, talvez eu puxe o cabo para ela) e minha rede é toda gigabit, pena que os cabos são cat 5e, na época os cabos cat 6 eram muito caros, mas ligo um computador diretamente no outro usando um cabo cat 7.

    O que eu observei, é que assistir filme em 4K (baixado da Internet e disponibilizado na minha rede interna) faz a rede WIFI atingir o seu limite, e às vezes ele dá umas travadas, com Netflix 4K roda mais tranquilo.

    Quando eu troquei o piso de madeira aqui do apartamento por cerâmica e granito aproveitei e passei eletrodutos em várias direções para facilitar a minha vida com cabos de rede, cabos Sky e TV coletiva e etc, e hoje tenho pontos para isso a vontade, me deu um bom trabalho (eu mesmo que fiz, também não confio nos pedreiros para isso) mas atualmente isto me poupa muito aborrecimento.

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Por dentro do modem roteador WiFi Technicolor TD5136V2

Mais fotos e informações virão mais tarde. Estou agilizando a publicação de material acumulado.

Note que essa placa parece idêntica à do TD5130v2. Tão parecidas que eu achei que tinha colocado a mesma foto nos dois posts. Mas localizei duas diferenças: na outra existe um conector para antena WiFi externa (canto inferior esquerdo da placa) e está ausente o conector da porta serial. São detalhes tão discretos que parece o jogo dos sete erros.

Technicolor_TD5136V2_board_DSC02104_700_ryan.com.br

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Por dentro do modem roteador WiFi Technicolor TD5130V2

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Technicolor_TD5130V2_board_DSC02070_700_ryan.com.br

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Por dentro do modem roteador WiFi Technicolor TD5130

Mais fotos e informações virão mais tarde. Estou agilizando a publicação de material acumulado.

Technicolor_TD5130_board_DSC02086_700_ryan.com.br

4 comentários
  • Pedro Antonio - 1 Comentário

    Bom dia Ryan. Para soldar uma antena, posso usar o WANT1 ou WANT2 normalmente ou você recomenda comprar um pigtail e encaixar naquele soquete de 2mm? Tentei soldar uma antena de um TP-Link cuja placa queimou, mas não deu ganho. Soldei no GND nos dois polos laterais e o “positivo” naquele ponto central. Tentei tanto em WANT1 e WANT2 sem sucesso.

    Alguma sugestão?

    Obrigado

  • Mariotto - 1 Comentário

    Serial = JP1
    1 – 3.3
    2 – Ground
    3 – TX
    4 – RX

  • Mateus Henrique - 1 Comentário

    Oi, como voce consegue identificar as pinagens? tentei aprender mas nao consegui…Tem alguma documentação pra isso?

    • Jefferson - 6.253 Comentários

      Assumindo que se você se refira a identificar a pinagem de uma porta serial, o procedimento é mais ou menos assim:

      A porta serial tem tipicamente 4 conexões, sendo elas, em qualquer ordem:

      GND
      TX
      RX
      VCC

      Com um multímetro meça a resistência das quatro conexões a um ponto GND conhecido, como alguma blindagem existente na placa. O que der resistência perto de zero é o GND.

      Resta identificar VCC, TX e RX

      Com o aparelho ligado meça a tensão das outras três conexões. Se apenas uma delas medir de forma estável 3.3V ou 5V é o VCC. Se mais de uma medir, você vai precisar de outra maneira.

      Geralmente é possível identificar o VCC porque este é conectado ao pino VCC de outros componentes e medindo a continuidade você pode chegar rapidamente a esta conclusão, mas se você não souber onde medir esse teste pode ser difícil.

      Tendo acesso a um osciloscópio, analisador lógico ou outro tipo de sonda: a conexão que gerar pulsos é o TX. A que ficar estável em +3.3V ou 5V é o VCC e a que sobra é o RX.

      Sem acesso aos instrumentos acima mas tendo um adaptador serial TTL disponível: faça a conexão de GND e ligue um dos três pinos de cada vez ao RX do adaptador serial, com o computador adequadamente configurado para receber uma transmissão. O pino que provocar uma recepção qualquer no computador, mesmo que seja de “lixo”, é o TX.

      Dos dois que sobram, um é VCC e o outro é RX. Se você medir ambos e apenas um tiver 3.3V ou 5V, esse é o VCC. Se ambos acusarem a mesma medida, você poderá precisar novamente usar o método de tentativa e erro, ligando um deles ao TX da port serial e tentando transmitir comandos até obter uma reação, quando então você terá identificado o RX. Mas é aconselhável que você tente identificar o VCC por outros meios, porque ligar o TX do seu adaptador ao VCC pode ou não ser prejudicial ao mesmo. Colocar um resistor de uns 470ohms no caminho pode ser aconselhável.

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Por dentro do modem roteador WiFi D-LINK DSL-2730B

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Por dentro do modem roteador WiFi D-LINK DSL-2640B

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