DVD

Coaxial ou fibra óptica: qual é a melhor conexão digital? E a "marca" do cabo faz diferença?

Texto publicado em 12/12/2004 e revisado em 31/12/2011

Nota: Este texto foi publicado em 2004 mas continua válido hoje, 22/03/2013. De lá para cá eu não corrigi nada. Apenas acrescentei algumas coisas.

 

Este é um assunto polêmico, porque áudio é uma das “religiões sem deus” mais populares, mas vou me arriscar a receber uns comentários desaforados no melhor interesse do esclarecimento e da economia popular :)

Tenha em mente que:

  • Coaxial – conexão por fio. O sinal digital é transmitido eletricamente, como em qualquer outro sistema digital;
  • Fibra óptica – O mesmo sinal elétrico que está (ou estaria) presente na conexão coaxial é convertido para luz no player (DVD player, Media Player, Bluray player) e reconvertido para sinal elétrico no seu Home Theater. Se um mesmo aparelho tem as duas conexões, o sinal presente em ambas é exatamente o mesmo (bit por bit são os mesmos dados). A única diferença é que o meio de transmissão de um deles é a luz.

Existem dois pontos a considerar quando se compara as duas conexões:

  1. Uma possível diferença na qualidade do áudio (resposta em freqüência, clareza, etc) e
  2. Uma possível diferença na qualidade da conexão.

 

Sobre a qualidade do áudio

Do ponto de vista da eletrônica (e das leis da física) não existe diferença na qualidade do áudio entre coaxial e óptico. Ambos transmitem “0″s e “1″s. Quando um sistema de transmissão de áudio digital é comprometido, o resultado são interrupções ou talvez estalos evidentes no som. Se você teve celular na época em que era analógico pode ter percebido a diferença: quando a conexão analógica é ruim, o som fica ruim (chiado, linha cruzada). Mas numa conexão celular digital ruim, o som simplesmente desaparece (fica “cortando”)!

Quando a qualidade de uma ligação celular digital cai, isso é proposital. A operadora, para poder suportar um maior número de ligações simultâneas, pode decidir reduzir o “espaço” reservado para cada uma em seus canais, reduzindo a qualidade. É a mesma escolha que você faz quando decide criar um MP3 e opta por 64, 128 ou 256Kbps.

Se alguém disser para você que um tipo de cabo digital tem um som mais “cristalino”, “vibrante” (ou qualquer outra bobagem desse naipe) que o outro tipo, ignore. Se for vendedor, é conversa fiada para arrancar seu dinheiro. Se for usuário, é um delírio comum entre aqueles que se denominam “audiófilos”. Às vezes o indivíduo quer apenas te convencer que tem um ouvido melhor que o da maioria. Outras vezes ele quer “se” convencer disso.

Se você recebe TV digital em casa (seja SKY ou TV aberta) deve ter percebido que os efeitos dos problemas nas transmissões digitais são claramente diferentes dos problemas nas transmissões analógicas. Não existem fantasmas nem chuviscos nas transmissões digitais, por exemplo. Já nas analógicas você não vê as falhas esquisitas que o vídeo digital dá. No áudio é a mesma coisa: os efeitos de uma conexão ruim são claramente diferentes dos de uma conexão analógica ruim. Dizer que o cabo digital A tem um som mais “cristalino”,  “encorpado”, “tem mais graves” ou “tem mais agudos” (citando apenas alguns exemplos) que o cabo digital B é delirante porque simplesmente não faz sentido do ponto de vista da física. Apenas no domínio analógico essas diferenças podem surgir.

Sobre a qualidade da conexão

Aí existem diferenças, sim. O cabo coaxial pode captar interferência eletromagnética gerada por outros aparelhos, resultando em interrupções no som parecidas com a de uma conexão celular ruim. Além disso, como o cabo coaxial interliga os “terras” dos dois aparelhos, é possível que essa conexão provoque o ruído que é conhecido como “hum” em equipamentos que estejam suscetíveis a isso. É importante salientar que o “hum” não é gerado no sinal digital: ele surge na etapa analógica do equipamento. O cabo óptico é completamente imune a esses tipos de interferência.

Entretanto, o cabo óptico também é muito fresco. Você não pode dobrá-lo e fica difícil construir um em casa porque ele precisa ser bem preso em ambas as extremidades (nos equipamentos) para que não ocorram as mesmas interrupções que ele deveria evitar. O “corte ” da fibra precisa ser bem rente e a fibra deve encostar perfeitamente no LED em cada lado da conexão. Um amigo improvisou um cabo óptico com um pedaço de fibra óptica que ia para o lixo, simplesmente fazendo um furinho em cada tampinha das conexões ópticas e enfiando o cabo dentro, na pressão. Está funcionando até hoje, mas seus resultados podem ser diferentes.

Na maioria dos casos, você não precisa se preocupar com a interferência no cabo coaxial, porque a distância entre os aparelhos é muito pequena. Mas caso ela ocorra, você perceberá imediatamente. Nesse caso poderá ser negócio investir em um cabo óptico.

E por último mas não menos importante:

Questão 17 do Dolby Digital FAQ – 02/02/2012: A Dolby moveu o FAQ para um PDF, e a questão agora é 18.

17. My DVD player has two digital outputs, one optical and one coaxial, and my Dolby Digital decoder has both kinds of inputs. Which should I use?

Under most conditions, optical and coaxial digital connections work equally well. Under some rare circumstances, however, coaxial cables, particularly very long ones, can pick up radio frequency (RF) interference generated by household appliances, or nearby high-tension power lines or broadcast towers.

If cost is a consideration, (how much is the cost difference? If it’s relatively small, we should just recommend optical first. This is a question Dolby Consumer staff can answer.),  start with coaxial, which is less expensive. If you then hear RF interference, you can try relocating the cables, moving your components closer together so you can use shorter cables, or, if all else fails, changing to costlier optical cable. If cost is no object, using high-quality optical cables from the outset is probably your best long-term choice.

Note: some DVD players and Dolby Digital decoders have either a coaxial or an optical connector. Be sure that the units you purchase both use the same type.

Como o pessoal da Dolby entende “um tiquinho” de som digital e não vende cabos (nem equipamentos), acho que dá para acreditar neles, se você não quiser acreditar em mim ;)

Francamente, se você não acreditar no pessoal da Dolby, é um caso perdido.

Resumo: Não existindo o problema de conexão, não existe diferença entre cabo óptico e cabo coaxial.

 

Existe diferença entre marcas e modelos?

Em geral, não. A indústria de acessórios para áudio faz o que pode para tentar convencer você de que há uma diferença na qualidade do cabo e que um cabo rotulado como “digital” é melhor que um cabo que não tem esse rótulo. Isso é tudo conversa fiada de vendedor.

Aliás, o que essa turma inventa para tirar dinheiro de otários endinheirados não é brincadeira. Vai desde cabos de força criogenicamente tratados custando oitocentos dólares o metro a cabos de alto-falante com moléculas orientadas, passando por cabos de rede de 1,5m por 10 mil dólares. A lista de invenções dessa turma simplesmente não tem fim.

Na prática, se você pegar o mesmo cabinho RCA que você já usa para ligar o seu DVD à entrada de vídeo composto de sua TV para interligar o DVD com o Home Theather, vai ter a mesma qualidade de som que teria com um cabo “digital” 10 ou 100 vezes mais caro. O mesmo vale para os cabos ópticos. Um cabo óptico de R$5 (sim, dá para comprar um por esse preço) não é pior que um cabo de R$500, desde que a conexão seja feita e ele seja deixado em paz.

Explicando de outra forma: Faça a conexão com qualquer cabo que você encontrar que encaixe nos respectivos conectores. Saiu Som? Não tem estalos nem interrupções? Então se você comprar um cabo 2x, 10x ou 100x mais caro não vai notar diferença alguma na qualidade do som.

É claro que comparar um cabo enferrujado e sem blindagem com um cabo bem feito com contatos limpinhos é covardia.

Mas você não estaria se referindo apenas a equipamento doméstico? E em um equipamento de alta qualidade?

Não importa se seu equipamento é um doméstico de R$300 ou um “profissional” de R$30 mil. Conexão digital é conexão digital. Bits não ficam diferentes à medida que o preço do equipamento aumenta. E a velocidade e o protocolo de comunicação são os mesmos.

É um delírio comum entre lunáticos com mais dinheiro que discernimento, que provoca crise de risos em qualquer profissional de eletrônica, afirmar que o preço do cabo tem que ser compatível com o preço do equipamento. No domínio analógico isso já é altamente questionável, porque um equipamento “melhor” deveria ser capaz de se virar com condições piores, mas existem alguns detalhes que precisam ser observados. Já no domínio digital o delírio dessas pessoas fica evidente. Apenas “trouxas” compram equipamentos caros que requerem um cabo digital “especial” para funcionar.

Dizer que um equipamento de áudio mais caro requer um cabo digital “melhor” é como dizer que ao comprar uma placa-mãe mais cara você vai precisar trocar seu cabo de rede por um mais caro senão a conexão à internet vai se deteriorar. Ou que ao comprar uma placa-mãe de R$800 você precisa trocar seus cabos SATA de R$5 por cabos de R$100 senão os dados nos seus HDDs serão corrompidos.

Você acha admissível que um leitor bluray de R$1000 tenha dificuldade para ler os mesmos discos que um leitor paraguaio de R$200 lê sem qualquer dificuldade e o fabricante ainda bote a culpa nos discos? Afinal, são apenas “0″s e “1″s. A idéia aqui é a mesma: o produto mais caro tem a obrigação (garantida pela suposta superioridade de sua eletrônica) de fazer mais com menos.

Como mais uma evidência disso, James Randi já ofereceu um milhão de dólares para quem pudesse provar a superioridade de um conjunto caríssimo de cabos de alto-falantes e ninguém sequer tentou! No domínio digital é que ninguém vai conseguir provar mesmo.

 

Se cabos fossem assim tão importantes, o melhor equipamento do mundo seria o 3-em-1

Pense bem. Se tanta coisa de ruim assim pudesse acontecer com o precioso áudio por causa de um cabo, não seria o caso de se criar equipamentos sem cabos? Um equipamento único com funções de amplificador, receiver, dvd e blu-ray player seria o máximo em conveniência ao mesmo tempo que o máximo em qualidade, não é mesmo? Afinal, o sinal de uma etapa entraria direto na próxima. A distância percorrida seria medida em milímetros. E toda a conversa mole sobre jitter automaticamente deixaria de fazer sentido.

Quantos produtos high-end desse tipo você conhece? Pelo contrário: os chamados “sistemas integrados” não costumam ser associados a amadorismo e uso doméstico?

Se cabos fossem tão importantes, esta seria a aparência geral dos melhores equipamentos hi-fi do mundo.

Mais sobre a qualidade do áudio

Além do que eu já disse, a tecnologia digital ainda incorpora a correção de erros (algo inexistente no domínio analógico). O receptor tem a capacidade de se certificar de que o que ele recebeu foi exatamente o que o transmissor enviou e até corrigir pequenas discrepâncias. O cabo simplesmente não pode (nem que você queira) criar ou absorver uma interferência que não possa ser notada pelo receptor e corrigida ou sinalizada com um erro. Se você colocar um cabo que deteriore de alguma forma o sinal, o receptor pode simplesmente ficar mudo esperando que você coloque um cabo que funcione.

A explicação mais freqüente dada pelos audiófilos para justificar que existe uma diferença na qualidade é a ocorrência de um fenômeno denominado “jitter”. Embora jitter seja de fato um problema em circuitos digitais (ocorre também em cabos de rede), é um problema que tem solução fácil justamente porque os sistemas são digitais e implementam correção de erro. Em sistemas corretamente projetados, os efeitos do jitter jamais poderiam ser perceptíveis.

Você precisa entender que:

O que o player entrega ao amplificador através da conexão digital não é áudio: ele entrega dados que serão interpretados e convertidos em áudio. O que um disco de DVD ou bluray carrega não é áudio. Ele carrega dados que serão convertidos em áudio lá no final da cadeia de transmissão (o amplificador).

O computador que você está usando para ler esta página transfere dados de um lado para outro centenas de vezes mais rápido que a conexão entre o DVD Player e o HT e mesmo assim não perde nada! Um único bit que conseguir passar errado pelo sistema digital de correção de erros pode travar a máquina ou inutilizar um download. Com que freqüência sua máquina trava? Dez vezes por segundo? Sim, porque teria que haver uma freqüência de erros (não corrigidos) dessa magnitude na comunicação entre o player e o amplificador para que seu ouvido pudesse perceber!

Você consegue trazer para você um arquivo pela Internet que pode estar a dezenas de milhares de quilômetros de sua casa. A maior parte do percurso é feita por fibra óptica e esse arquivo tem, no mínimo, que enfrentar centenas de metros de fio comum de telefone até chegar ao seu computador. E mesmo assim chega perfeito. Que raios de sistema digital mal projetado seria esse incapaz de fazer uma transmissão perfeita numa distância de um metro?

 

Mas o cara jura que testou e percebeu uma diferença!

“É muito difícil não ouvir o que você espera ouvir” – Frase atribuída ao engenheiro especialista em alto-falantes Siegfried Linkwitz

Do ponto de vista da ciência, experiências em áudio onde você mesmo muda de um cabo para outro e avalia as diferenças não tem validade. Para ser válido, o teste tem que ser preferivelmente do tipo double-blinded (duplamente cego), onde você fica apenas ouvindo o som enquanto outra pessoa (que também não deve saber a diferença entre os cabos) muda as conexões aleatoriamente. E o teste deve ser repetido por um número estatisticamente suficiente de vezes. Se você acertar todas as vezes, então existe uma diferença no seu equipamento. Se você errar uma única vez que seja, a diferença já foi pro espaço. Também não adianta comparar a diferença de um equipamento usando coaxial com outro usando fibra óptica (ou comparar diferentes “marcas” de cabo digital usando equipamentos diferentes), pois isso invalida a comparação. Se você quer testar cabos,  só o que pode ser diferente entre os testes são os cabos.

É preciso levar em conta a força da auto-sugestão. Já vi vários relatos informais, espantosos, que provam que Siegfried Linkwitz está certo. Coisas como alguém pedir a você para “pôr mais agudos”, você fingir que está ajustando o controle e mesmo assim a pessoa ouvir o som ficar mais agudo.

Eu sei que áudio é um campo onde impera a subjetividade. É difícil para uma pessoa sem ouvido treinado entender o que quer dizer “o som está mais cristalino”, “encorpado”, etc., Mas mesmo as afirmações subjetivas mais complexas podem ser cientificamente comprovadas ou descartadas com o teste double-blinded.  Não é possível que a diferença exista e o cara que supostamente a ouve não seja capaz de apontar com exatidão, 100% das vezes, qual dos cabos é o ruim, mesmo completamente “cego”.

Você é capaz de encontrar algum relato confiável de teste double blinded que demonstre que existe uma diferença entre coaxial e óptico ou que a marca do cabo faz diferença? Eu não consigo. Mesmo com todo o blá-blá-blá sobre jitter não há um só teste cientificamente conduzido que prove a diferença. E olha que qualquer grupo de pessoas consegue organizar um teste desses pois não é necessário nenhum equipamento caro ou específico. O teste não é um procedimento científico complicado que gera resultados que somente cientistas entendem. Pelo contrário: é tão simples quanto um jogo. Mesmo assim as provas não existem. E como não conseguem provar, eles tentam desacreditar os testes.

Se alguém vier teimar com você que a diferença existe, desafie-o para um teste double-blinded. Muito provavelmente ele vai dizer que testes double-blinded não são confiáveis (pergunte então se ele acredita mais em Alvo Dumbledore que em Albert Einstein) ou arrumar um compromisso urgente com o dentista no último minuto.

 

Eu encontrei comparações divertidas que ilustram a bobagem que é acreditar nas diferenças, como esta:

“Dizer que um sinal digital que carrega informação sonora tem maior qualidade com cabos caros é tão estúpido quanto dizer que as imagens que você baixa da internet parecem melhores se você usar cabos caros para esse propósito”


Nesta discussão em português, onde existe uma presença maior de audiófilos, você verá argumentação claramente contra a minha opinião e umas poucas vozes a favor (não de mim, mas do conceito que estou defendendo).

Nesta outra, em inglês, onde existem mais engenheiros, você verá que a tendência é achar que a existência de uma diferença é meramente fruto de auto-sugestão. Ou talvez de hipnose coletiva criada pela indústria de cabos :D

 

Resumo: não jogue seu dinheiro fora! Use o cabo mais barato que funcionar e ponto final!

 

Atenção: Comentários com pedidos de ajuda sobre conexões e funcionamento de aparelhos são completamente fora do tópico deste post e serão vetados conforme as regras de participação.

89 comments to Coaxial ou fibra óptica: qual é a melhor conexão digital? E a “marca” do cabo faz diferença?

  • Marcel

    Grande Jefferson Parabens pelo seu trabalho! Achei fantastico, pois tambem penso assim. Dizem uns que o mundo esta evoluindo e eu não concordo, a grande maioria das pessoas estão virando robos e aceitando tudo que a mídia oferece, igual aos HTs in a box, que oferecem
    1100 w rms e consomem 120 w da rede. Quase tudo está ficando uma grande porcaria, equipamentos carissímos e mentirosos. Recentemente abri 2 caixinhas de home theater uma da LG e outra da Sansumg, essas dos ultimos modelos de HTs ,onde diz ter 3 Ohms e para minha surpresa elas possuem alto falantes de 4 ohms, quem tiver que faça o mesmo e comprove, realmente choca! Equanto aceitarmos essas mentiras em troca de visual e numeros, cada vez teremos mais porcaria. Obrigado pelo seu post, sanou muitas das minhas duvidas!

  • Rodrigo Amaral

    Jefferson, gostei das suas colocações. Comprei um par de caixas Edifier R2700 para ligar no meu pc através de saída ótica digital e estava hoje procurando exatamente artigos  sobre cabos, quando me deoarei com esse precioso artigo escrito por voce. Com isso terminei minha neura em procurar um cabo melhor e vou ficar com o que veio do próprio fabricante das caixas.
    Muito obrigado.

  • Thiago

    Muito bom seu texto! Claro, fácil de entender. Como uma nota pessoal de auxílio ao seu texto posso dizer que a função de um cabo digital é de transmitir/transportar os sinais.
    Sinais digitais são compostos apenas de ‘Zeros’ e ‘Ums’. Portanto se o HT recebe p.ex. uma sequencia “00100011101″ representando um tom qualquer via cabo óptico, e receber a mesma sequencia “00100011101″ num cabo coaxial, a saída analógica nos alto-falantes, após sua decodificação, amplificação etc… será simplesmente a mesma coisa!
    Como Jefferson disse, o que se transporta pelo cabo é a receita (informação) para a formação das funções que representam “eletricamente”, as mesmas funções “sonoras” gravadas num estúdio p.ex.
    Diferenças entre o coaxial e o óptico existem num âmbito físico. Um cabo óptico transmite por uma distancia (comprimento) maior e é praticamente (para não dizer totalmente) imune a interferências, também possui um limite máximo de transferência maior que o coaxial, pode ser mais susceptível a quebra por flexão.

    Não há dúvidas quanto a inexistência de diferenças entre o cabo coaxial e o cabo óptico na questão “qualidade sonora” ou fidelidade!
    O que não se pode falar quando o assunto é o transporte de sinais analógicos. Coisa que ouvimos desde que nascemos, e bem provável a causa desse “apego” nesta questão.

  • Adriano

    Eu posso usar um cabo normal tipo RCA para fazer a conexão no coaxial ou precisa ser um cabo coaxial específico?

  • Herbert Câmara

    Mas se o conector digital não for Friboi, dá pra sentir a diferença sim senhor!

  • Rafael

    Alguém sabe me explicar se preciso ter algum cuidado especial cm o cabo? Não dobrar muito ou alguma outra coisa? Pois comprei meu ht semana passada e para ter o audio saindo direto da tv eu precisava ter um cabo óptico, até então blz, coloquei o cabo óptico e funcionou normalmente por uns 4 dias, agora de uma hora para outra a conexão spdif parou de funcionar, não sei se é problema da saída da tv ou da entrada do ht. Achei q o problema era do cabo, fui na loja e troquei, mas continuou o problema. Tv samsung ht sony e490. Alguém tem alguma dica??

  • GRACO DORNELES CUNHA

    Caro Jefferson
    Gostei da sua aula com cabos, e acho que vc está certo, pois meu sobrinho é engenheiro e constroi soft para sony e outros e disse que estás certo. Gostaria de saber sua opinião se for possível se existe diferença entre o blu ray caro como o oppo 95 e o sony 590 pois são todos digital.

    • Depende.

      Se você somente comparar a qualidade de vídeo e audio, tocando um blu-ray e usando exclusivamente saídas digitais, todo blu-ray player (excluindo os xing-ling de projeto duvidoso) é essencialmente igual.

      Mas se você vai assistir a um DVD e/ou usar saídas analógicas, o Oppo é reconhecido por fazer um upscale melhor e ter saídas analógicas de melhor qualidade. Resta saber se você notaria a diferença considerando o resto do seu equipamento.

  • Li todo o texto, aliás, meses atrás já o havia lido inteiramente. Uso hdmi para tudo que seja possível em conexão, mas ontem liguei o decoder da Net HD ao receiver Sony, via hdmi para vídeo e coaxial para áudio, e não notei qualquer diferença na qualidade de som.

    • E a maioria não consegue mesmo. Algumas pessoas dizem que são capazes de perceber a diferença. Destas, umas poucas realmente são (porque de fato uma diferença existe). Mas a maioria só pensa que consegue.

Deixe uma resposta

  

   - O e-mail neste site serve apenas para que o blog possa lembrar que você já comentou antes. Não é usado como prova de identidade.)

  

Você pode usar estas tags HTML

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Siga as Regras de Participação, ou seu comentário será ignorado.