A 3dfx lançou também uma versão modificada de seu chipset Voodoo 2, chamada Banshee. Essa versão permitia aos fabricantes de placas construir placas 2D/3D conjugadas (ao contrário do chipset Voodoo, que exige que a placa seja exclusivamente 3D), em detrimento da performance, já que um dos processadores do Voodoo 2 não existe no Banshee. As seguintes placas baseadas no Banshee se tornaram populares no Brasil:
- Creative 3D Blaster Banshee
- Diamond Monster Fusion

A imagem acima mostra uma placa com chipset Voodoo2. As pintas amarelas sinalizam os chips de memória EDO (existem outros, soldados do outro lado da placa). Note os três chips com o símbolo da 3dfx.

Nas placas Banshee, como a mostrada acima, eles foram integrados em um único chip, com exceção de um deles que é uma das duas unidades de textura (Texture Unit). A falta desse processador faz com que jogos que usem um recurso chamado “multi-texturing” (como o Quake e o Unreal) sejam mais lentos nas Banshee que nas Voodoo2.
Em compensação, as Banshee usam uma interface de 128 bits para sua memória SGRAM de 100Mhz em comparação com as Voodoo 2, que usam dois barramentos de 64 bits para uma memória EDO de 90MHz. O subsistema de memória mais rápido deixa a fill rate melhor, tornando os jogos que não requerem “multi-texturing” mais velozes. A qualidade de imagem de ambos os chipsets é a mesma. Só muda a velocidade.
Eu vi uma máquina rodando Quake com uma Banshee e não notei diferença óbvia entre ela e minha Voodoo 2.
Em teoria, placas Banshee deveriam ser 100% compatíveis com os jogos que foram desenvolvidos para as Voodoo 2. Afinal, ambos os chipsets usam a interface Glide. Entretanto na prática não é bem assim e alguns jogos que rodam sem problemas em uma Voodoo 2 necessitam de patches para rodar em uma Banshee.
Placas Banshee são incapazes de rodar em modo SLI, como as Voodoo 2. Não há sequer conector para isso.
Leave a Reply