#opinião
E o direito dos outros clientes?
Se é verdade que ela estava incomodando, tem que sair do banco mesmo. Eu estou cansado de ter que aguentar o choro (às vezes tão estridente que é impossível ignorar) de crianças em ambientes confinados e ver os pais fazendo de conta que não estão vendo. Se a criança meter o cabo de vassoura com o qual está brincando nas suas costas e você reclama, num instante descobre que os pais estavam vendo tudo. Mas eles vem reclamar é com você.
Para mim não importa se a criança é autista, batista, feminista ou o que quer que seja. Para outras coisas, querem que seja dado o mesmo tratamento dado às crianças normais, mas para isso gritam "é preconceito contra minha filha autista. Deixa ela fazer o que quiser porque é autista".
Não entra na minha cabeça.
Se a mulher quiser reclamar da forma como foi conduzida à saída, aí já é outra estória. Mas essa de "fizeram isso porque minha filha é autista" eu não engulo.
Todo lugar fechado com muita gente deveria seguir regras de conduta como nos aviões, as vezes uma criança muito agitada pode acabar provocando pânico generalizado e um "estouro de boiada" com resultados bem piores. Não vi nada demais, foi como um fumante ser conduzido a saída por motivos óbvios.
mas como sempre a mídia dá uma exagerada básica.
Fernando,
Você lembrou bem o caso dos fumantes.
O brasileiro tem uma cultura de "deixar o próximo em paz", mesmo que o próximo seja um abusado que está incomodando. O cara pode fumar dentro do ônibus debaixo do aviso de proibido fumar que ninguém se manifesta, muitas vezes por que teme não ter apoio. E na maioria das vezes não tem mesmo. Fica você de um lado reclamando, o "abusado" do outro mandando você se catar, e o resto fazendo de conta que não vê nada.
E isso quando o comportamento do cara é claramente proibido. Imagine quando se trata de perturbação da paz provocada por crianças, que não é proibida. Pelo contrário, é até "incentivada" por idéias malucas como as existentes no ECA.
Lembrei de um fato que minha mulher contou semana passada no ônibus, 2 crianças tagarelando absurdamente enquanto a mãe deixava pra lá, quando uma delas soltou um grito estridente e a menina que estava sentada na frente até assustou e se virou pra traz e reclamou, e a mãe só soltou "os encomodados que se retirem"…
Posso apostar que ninguém mais no ônibus saiu em defesa da reclamante.
Qual era o correto? O motorista do ônibus parar o veículo e convidar a família a se retirar, não é? E com o apoio dos demais passageiros. Mas não aqui no Brasil.
Exatamente, pacifismo geral típico de Brasilieros, todos pensam que é melhor deixar pra lá, e a menina que leva um berro no ouvido ainda se passa como a errada na história.
E nisso tudo a criança nao aprende a ter limites.