Estou precisando aumentar meus rendimentos e vou ter que deixar de lado por ora minha regra de mais de 15 anos de só aceitar clientes por indicação de outros clientes ou amigos.
Se você conhece alguém (pessoa física ou empresa) em Recife que precisa de um serviço personalizado e responsável de manutenção de computadores, eu estou disponível para prestar o serviço.
Como eu cobro
Eu cobro relativamente barato, mas de uma forma que assusta quem não me conhece. Eu atendo apenas em domicílio e cobro por hora, sendo R$50 pela primeira hora e R$10 por hora adicional (alguns de você podem achar isso barato demais, mas eu gosto do que faço e isso conta muito). Dependendo do caso posso definir um preço fixo para levar o computador para casa e devolver quando pronto. Esse valor costuma ser de R$80 mas pode subir em caso de urgência.
O valor da hora inicial pode aumentar se o endereço do cliente for de difícil acesso para mim.
Também posso trabalhar em regime de contrato, mas depende de várias condições e não posso me comprometer com nada por menos de R$600. A minha disponibilidade para contratos é limitada, pois não sou do tipo que se compromete no papel com um prazo de atendimento X e depois deixa o cliente esperando 2X.
O e-mail para contato é "clientes @ ryan.com.br" (sem os espaços). Se eu não responder em até 24h é porque a mensagem se extraviou (muito raro, mas acontece). Chame minha atenção aqui mesmo.
É bom lembrar que apesar de eu ser blogueiro, garanto sigilo. Apenas uns poucos de vocês (acho que são uns três), que me conhecem pessoalmente, sabem citar nomes de meus clientes. Eu nunca cito nomes publicamente.
Boa, recomendarei fácil
Sempre me perguntam.
Quando trabalhava com manutenção de computadores chegou um momento que desisti de atender pessoas físicas. Normalmente os trabalhos eram ingratos, pelo trabalho e pela choradeira dos preços.
E valeu a pena. Antes de sair desta área, minha principal fonte de renda era atendimento de pequenas empresas, destas que tem de 5 a 20 computadores e não necessitam de alguém de TI no quadro interno.
É muito comum nestas empresas serem acometidos de uma série de problemas como desempenho de rede/internet, vírus, acessos indevidos a internet, etc…
O foco do trabalho era manutenção preventiva e suporte remoto. Instalava um servidor, normalmente Linux como Proxy/Firewall e VNC/Antivirus/AntiSpyware nas estações. E com alguns poucas visitas para acompanhar o ambiente.
No final o cliente também ficava muito satisfeito, porque a estabilidade do ambiente era maior e os custos mais previsíveis pois cobrava um valor fixo mensal.
E após um período inicial do contrato, de 3 a 6 meses, o tempo dispendido para a empresa era muito baixo em comparação ao custo de hora técnica que cobrava anteriormente.
Para uma empresa é muito barato pagar R$ 200 pra resolver ou evitar que a emissão de Notas Fiscais ou sistema de vendas fique inoperante. Este mesmo valor é visto como muito caro para uma Pessoa física para qualquer tipo de manutenção.
Luciano,
"Normalmente os trabalhos eram ingratos, pelo trabalho e pela choradeira dos preços."
Eu nunca questiono o que uma pessoa cobra por seus serviços e fico ofendido quando alguém questiona o que eu cobro. Na minha opinião, se você acha que está caro, deve procurar quem cobre mais barato. Mas ao pagar o preço pedido pode e deve exigir qualidade no serviço. Ao mesmo tempo, acho que um prestador de serviço que aceita que questionem o valor do seu trabalho está realmente pondo em dúvida o quanto ele vale.
Hoje meu melhor cliente é uma empresa que me paga por hora. Até me contratarem eles tinham contratos de prestação de serviços com outros técnicos que cobravam bem mais barato que eu (e fixo) mas que nunca estavam disponíveis. A estória que me contaram é que a empresa ligava pedindo ajuda em um dia e ficava recebendo respostas do tipo "chego já aí" que duravam dias. Não me disseram o valor desses contratos, mas tudo indica que cobravam bem mais barato que eu. Como eu tenho poucos clientes geralmente estou disponível para chegar ao local em 30 minutos (só depende do trânsito de Recife). Na pior das hipóteses (se eu já estiver com um cliente) chego no dia seguinte.
Mas o que realmente fez o último técnico "dançar" foi ter formatado uma máquina sem perguntar nada e sem ser capaz de dar conta dos arquivos depois (não fez backup). É o que você ganha contratando alguém que aceita trabalhar por mixaria.
O lance não é questionar o valor do trabalho, mas a cultura (pelo menos no Triângulo Mineiro) de uma vez combinado o valor do serviço prestado ainda tentarem derrubar o preço após o serviço feito.
E o fato de trabalhar com um valor superior ao comparado de restante do mercado, mesmo com qualidade no atendimento e serviço prestado superior, ainda era de difícil assimilação pelos clientes novos.
Talvez pelo fato de você trabalhar somente com indicações já diminua isto.
E tem alguns tipos de cliente que acabavam trabalhando com a seguinte lógica, chamavam algum prestador barateiro e nos casos em que eles não resolviam me acionavam, algo tipo um atendimento de 2o nível (daí informei os trabalhos ingratos).
Era comum até este prestador se tornar meu cliente, me passando trabalhos que não conseguia atender.
Mas diferente de você não trabalhava com hora técnica. Dava um orçamento baseado no trabalho a ser executado. E sim, em alguns momentos tive prejuízo com esta abordagem mas a logo prazo era melhor pra mim.
Eu particulamente gostei da metodologia exposta pelo Jefferson para faturar os clientes.
Estou com problemas em alguns clientes. Estava cobrando 100,00 a hora mas estava vendo que os clientes ficavam receosos. Hoje vou formatar um email baseado nas informações obtidas neste forum e enviar para os meus clients usando esta forma de faturamento (Hora inicial + horas posteriores).
Tambem vou elevar o preço de contrato mensais, liberando uma quantidade maior de horas. Estava cobrando 300,00 por 5 horas (ou chamados). Se eu demorasse mais do que isto cobrava o valor de hora cheia. O desconto que o cliente tinha era nas 2 horas a mais que ele poderia ou não utilizar.
Luciano,
"ainda tentarem derrubar o preço após o serviço feito."
Eu só trabalho para esse tipo de pessoa uma vez. Quando acontece (foram duas vezes, se me lembro bem) eu devolvo (ou não recebo) o dinheiro e nunca mais atendo nem o telefone. Eu prefiro poder dizer que fiz de graça a aceitar uma redução dos meus honorários decidida arbitrariamente pelo cliente. Muitas vezes, quando o serviço atrasa porque tomei decisões erradas ou porque esqueci algo que não deveria (ou seja, nos casos em que eu sei que a culpa é minha), eu mesmo dou desconto ao cliente pelas horas que perdi. Mas não aceito que o cliente arbitre o quanto o meu trabalho vale. Minha lógica é simples: se não acha que meu trabalho vale isso, contrate outra pessoa.
"Talvez pelo fato de você trabalhar somente com indicações já diminua isto."
Este é um dos motivos para que eu trabalhe com indicações. O outro é não me preocupar com hardware que pifa na minha mão, porque tenho gente idônea para atestar que eu sou cuidadoso e só condeno hardware quando não tem jeito. Quando você trabalha para estranhos qualquer peça com defeito que não estava na reclamação original é motivo para preocupação. Principalmente quando qualquer dessas peças custa muito mais que meus honorários.
Conheço um bocado de gente que cobra barato, mas desconta condenando peças que estão boas. E gente que cobra caro e condena peças boas assim mesmo.
Claudio,
Eu só tive uma experiência com contratos até hoje, que só aceitei depois de muita insistência de uma cliente (pessoa física) de muitos anos, porque tenho um receio extremo com contratos.
No final, apesar das cláusulas me assustarem (sem limite de horas, atender em no máximo 24h, etc), adorei o trabalho. Eu tinha as chaves e senhas do alarme da instituição e podia ir resolver o problema em qualquer dia ou horário que eu estivesse disponível. Eu passava no supermercado para comprar o lanche e colocava na geladeira da empresa para passar a noite trabalhando. Além disso, não havia nenhum funcionário problemático. Por conta disso, apesar de me pagarem "só" R$600 por mês eu dedicava mais horas a eles que a outros clientes e todo mundo terminava satisfeito.
Eu gosto do que faço. Se o ambiente de trabalho for bom, o dinheiro é bônus.
Neste momento eu estou na empresa de um cliente. Vim de graça porque o programador (outro prestador de serviço) disse que algo que eu fiz não estava funcionando. Ele só vai chegar depois das 19h, mas como eu gosto de todo mundo, dos donos aos funcionários, não me importo de vir de graça de vez em quando, se tiver um lugar onde puder ficar sentado no ar-condicionado, tomando café à vontade (a garrafa está sempre cheia), estudando e escrevendo no meu Buzz
Edit: No final o programador estava é enrolado, porque o que eu deixei instalado estava funcionando, sim.
Eu gosto do que faço. Se o ambiente de trabalho for bom, o dinheiro é bônus.
Parabéns Jefferson pela postura. É tão difícil achar pessoas que não conseguem viver sem colocar o dinheiro como referência.
Com relação ao trabalho, algumas pessoas confundem tanto trabalho com salário, que nem percebem se estão contribuindo ou não para a sociedade e por não perceberem, sofrem.
Acho as palavras do Max Gehringer muito apropriadas sobre um bom trabalho:
– bom ambiente de trabalho (bons relacionamentos e ambiente leve e agradável)
– possibilidade de crescimento e aprendizado
– remuneração adequada
Se você não tem pelo menos dois dos três itens, mude de emprego.
Não mude de emprego se você não vai ter pelo menos dois dos três itens.
Mas foi por isso que eu fui demitido do meu último emprego. O salário era um dos melhores de Pernambuco na minha profissão, mas os chefes dos outros departamentos nos tratavam como se fossemos escória. Operadores sabotavam máquinas, motoristas de empilhadeira derrubavam instalações, mecânicos destruíam na martelada equipamentos sensíveis, mas a culpa era sempre da eletrônica pelas horas de produção perdidas.
Isso me deixava muito incomodado e eu não poupava palavras para exigir respeito.
Uma vez o gerente do meu departamento tentou conter minha insatisfação me dando um aumento! Logo eu que nunca reclamei de salário!
Lidar com esse tipo de cegueira nas empresas é difícil. Sendo autônomo eu recebo um quinto do dinheiro mas dez vezes o respeito.
Também me tornei autônomo por causa de ambientes de trabalho ruins. Ganho menos, mas em compensação me estresso muito menos.
Jefferson,
Já sei que você programa em Delphi !! Você programa também em java, ruby ?
Já ouviu falar do site de trabalhos online odesk ? Da uma olhada em http://www.neoage.com.br/2011/03/odesk.html
Tem muitas oportunidades para traduções, pesquisas, programação, testes de APP.
Você faz reviews excelentes, nunca pensou em trabalhar para Jornais e/ou revistas?
Ou sites do gênero.
Luciano, eu prefiro a idéia de ser patrocinado. Eu já tive aborrecimentos, muitos anos atrás, com os jornais locais que publicaram meus textos (de graça) e os mutilaram. Desde então tenho recusado as ofertas para ser "fonte" de matérias.
Para que eu aceite que publiquem com minha assinatura algo diferente do que eu escrevi ou que decidam como eu devo escrever, eu precisaria estar sendo muito bem pago.
Daniel,
C e Java são duas linguagens que eu gostaria de aprender. C por ser praticamente o inglês da programação e Java por me aproximar da programação para Android.
Mas eu preciso de um bom professor porque sozinho eu não avancei muito. Até mesmo porque o custo-benefício de curto prazo ainda é muito baixo (eu não ganho dinheiro com programação)
Fiz um pequeno post sobre plataformas de desenvolvimento de celular multiplataforma, o que inclui android: http://www.neoage.com.br/2011/06/plataformas-de-desenvolvimento-da.html
Cheguei a fazer um app utilizando Adobe Flex Mobile, http://www.neoage.com.br/2011/07/supermercado-meu-primeiro-app-no.html
Mas, talvez por não conhecer bem a linguagem action script, utilizada do flex, não consegui ser muito produtivo. E fora isto, ter que obrigar o usuário a instalar no celular o adobe air, limita muito a quantidade potencial de usuários.
Acho que o melhor é fazer o app para android usando o jdk java e depois se for o caso fazer o mesmo aplicativo para iPhone, usando o sdk do iphone (C).
Na boa, usar Adobe Air pra mim é passar atestado de incompetência. Tive o desprazer de instalar o app do Globoesporte.com para acompanhar a tabela do Brasileirão, e de quebra tive que instalar o Adobe Air.
É de longe o app mais lento do meu celular. Desenvolvedor Windows nao tem que se meter em Android. Acorda, Rede Globo!
Achei interessante testar o flex, mas enquanto os celulares não forem quad-core, não é uma boa opção. E ainda não sei que as pessoas conseguem toda a produtividade anunciada pela adobe.