John McClane é um pobre coitado diante de John Wick. Duro de Matar 5 só duraria 20 minutos se o personagem de Bruce Willis tivesse que enfrentar o de Keanu Reaves (sim, não podemos esquecer que Wick era matador da máfia). É mais fácil apreciar o filme se você pensar que Wick tem algum poder extra-sensorial que dá a ele onisciência do que ocorre em sua volta quando ele está em combate.
Mas isso infelizmente não explica como ele foi apanhado de pijama em sua casa e levou uma surra de quatro “pivetes”. Ele até tenta explicar isso ao longo do filme, insistindo que está “enferrujado”, mas seria melhor que a cena do roubo do carro e da morte do cachorro tivesse sido testemunhada por câmeras. O super fodástico Wick caiu rápido demais logo no início.
Ok… Talvez o problema é que ele não estava “em combate” nem esperava por isso, já que havia se “aposentado” há pouco mais de cinco anos e evidentemente todo mundo na cidade o respeitava ou temia. Porém novamente o diretor decepciona ao deixar Wick ser capturado de uma forma ridícula depois da metade do filme.
E eu disse “capturado”?
Sim, eu disse.
Quem em sã consciência “capturaria” John Wick? Algum pobre tolo que não conhecesse sua fama? Não. Foi justamente o cara que sabia que John Wick era o cara certo para matar até o bicho papão.
Mas deixemos os cochilos do diretor de lado. Eu gostei do filme. As cenas de luta foram bem dirigidas e é difícil notar uma coreografia. E como eu estava prestando bastante atenção ao drama da morte da esposa dele, não pude deixar de me emocionar quando ele recebeu o cartão com a margarida depois do funeral. A cena realmente me convenceu.
Mas bem que a relação dele com o cão poderia ter se estendido um pouco mais na tela. E sim, eu sei que era um cadela.
Achei um filmaço!
Exatamente pelas cenas de ação, dos tiros, ele na boate, dá um show. Poder super extra-sensorial. É tudo muito bem trabalhado.
Gostei