Como eu já havia dito em julho, eu li o livro. O filme é muito bom e bastante fiel ao original de Andy Weir, mas a direção de Riddley Scott é muito “sisuda”. Um outro diretor poderia ter dado muito mais emoção a diversas cenas. Basicamente, todas as cenas em que cada pessoa ou grupo tomou ciência de que Mark estava vivo. O livro consegue passar mais emoção a cada uma delas que o filme. Caramba… a cena em que Venkat Kapoor explica aos outros dá a impressão de que a primeira preocupação de todos é a imagem da NASA perante o público.
Outro problema do filme é que em nenhum momento que eu tenha visto é explicado para a audiência porque simplesmente não mandam a tripulação da Hermes voltar para buscar Mark imediatamente ao descobrirem que está vivo. Essa decisão só é tomada, a contragosto, mais de 100 SOLs (dias de Marte) depois que o contato com Mark é estabelecido.
Ryan, achei que ficaram muitas coisas de fora! A principal delas foi durante a ida dele ao local da Ares IV (por favor, corrija se coloquei o nome errado). No livro ele enfrenta um dos maiores desafios, quando o veiculo capota e a tempestade de areia se aproxima. Para mim esse foi o climax Macgyveriano dele!
Com a falta de cenas em adaptações eu já me conformei há algum tempo. Eu não consigo pensar em nada que possa ser tirado do filme para dar espaço para o acidente no caminho para o MAV e o filme já tem 2h21m!
Outra coisa que faltou foi a cena em que Johansen explica para o pai que ela foi a escolhida para sobreviver caso o reabastecimento pela cooperação chinesa falhasse. E o que ela teria que fazer para assegurar essa sobrevivência.
É claro que eu gostaria de assistir a uma versão “Extended” com essas coisas, mas a versão “para cinema” já está bem longa.
Outras diferenças entre o livro e o filme.
No livro, não é possível ver o rosto de um astronauta vestindo um EVA. Não me recordo se Weir explica o motivo, mas acho que é porque o visor tem que ter tratamento anti-radiação. É evidente que a audiência não ia gostar de passar um terço do filme vendo um boneco sem rosto se movendo pela tela.
No livro, os airlocks tem espaço bem limitado. Possivelmente só o bastante para caberem duas pessoas. No filme há espaço para a tripulação inteira.