Não compre mais HDD usado e cuidado ao comprar novo

O amigo José Carneiro acaba de me avisar que conversando com uma pessoa que faz recuperação de dados perguntou o que significava o serviço de “reset do HDD” e descobriu que se trata do “reset do S.M.A.R.T.”. O vendedor arrematou dizendo que era “bom para as vendas”.

Sem o S.M.A.R.T. íntegro fica muito difícil ou impossível diferenciar um HDD novo de um usado e mesmo sabendo estar comprando usado você pode comprar uma bomba achando que é uma pérola. HDD novo, só de vendedores idôneos que ofereçam uma longa garantia. Usado, depende do quanto você confie que o vendedor não faria isso.

9 comentários
  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Estou muito atrasado. Desde pelo menos 2015 isso já é de conhecimento público. E é muito fácil!

  • Matuto - 129 Comentários

    É complicado isso! Eu particularmente só compro HD usado dos meus clientes e testo antes. E evidentemente compro com o risco de apresentar defeito em breve (Ex: Comprei um HD Sata de 80gb fabricado em 2007 e não durou 60 dias).

    Pra comprar HD novo sempre opto por lojas físicas no Recife e que sejam de grande porte ou a Kabum.

    Inclusive Jefferson, eu conheci a Lognet através do teu antigo blog e até hoje compro coisas lá.

  • Daniel Plácido - 68 Comentários

    Em minha loja meu maior foco é compra e venda de equipamentos usados, porém HD, memória e placa de vídeo não compro, nem perco tempo testando pois o índice de falso-positivo é grande.

  • Richard - 21 Comentários

    Aqui onde moro é prática comum. Você compra um HDD por um preço abaixo do praticado por lojas online como o Kabum, vem em uma bolsa antiestática parecendo novo (parece que é limpo com álcool isopropílico) e com SMART zerado, mas na verdade não é novo. Esses vendedores estão por todo lugar, é até difícil saber quem não aderiu a essa prática.

    É fácil reconhecer um desses: data de fabricação no rótulo é de 2 anos atrás ou mais, dependendo da capacidade pode ser um modelo para servidores (Ultrastar, Barracuda ES, Constellation), às vezes até esquecem de zerar o SMART, e por aí vai.

    Outra prática comum é a venda de HDDs projetados para DVR (Pipeline em 3.5″ e Cinemastar em 2.5″) a preços abaixo dos HDDs normais, atraindo tanto consumidores quanto “técnicos” a comprá-los. Eles funcionam em ambientes desktop, mas não se pode garantir que eles durem tanto quanto e tenham o mesmo desempenho que HDDs normais nesse caso, porque são otimizados para o workload de escrita sequencial constante de um DVR.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      É fácil reconhecer um desses: data de fabricação no rótulo é de 2 anos atrás ou mais, dependendo da capacidade pode ser um modelo para servidores (Ultrastar, Barracuda ES, Constellation), às vezes até esquecem de zerar o SMART, e por aí vai.

      Eu acho que o amigo José Carneiro já comprou um desses. Desconfiamos da data mas como o SMART estava zerado e o teste de superfície deu OK, acreditamos na desculpa do vendedor de que era um lote leiloado pela Receita.

      Outra prática comum é a venda de HDDs projetados para DVR (Pipeline em 3.5″ e Cinemastar em 2.5″) a preços abaixo dos HDDs normais, atraindo tanto consumidores quanto “técnicos” a comprá-los. Eles funcionam em ambientes desktop, mas não se pode garantir que eles durem tanto quanto e tenham o mesmo desempenho que HDDs normais nesse caso, porque são otimizados para o workload de escrita sequencial constante de um DVR.

      O seu entendimento do que é um HDD apropriado para uso em DVR parece ser igual ao meu, mas não é isso que o mercado diz.

      A Intelbras chega a encher o saco recomendando a série Purple da WD dando a entender de que se trata de algo de alta confiabilidade/performance, mas os requerimentos de um DVR não são grande coisa para HDDs modernos.

      Por exemplo, mesmo que cada câmera gere um fluxo h.264 de 10mbps (em 720p geralmente é de 3-4mbps) um DVR de 16 canais só precisa gravar um stream contínuo de 160mbps. Parece muito, mas são meros 20MB/s, menos do que é possível transferir continuamente por uma interface USB2.0->SATA. Qualquer HDD SATA vendido nos últimos cinco anos consegue gravar no pior caso a 50MB/s.

      O HDD só fica “estressado” quando você quer fazer um playback ou backup porque aí a cabeça tem que ficar se movendo entre o ponto onde está gravando e onde está lendo, mas o DVR no máximo mostra 4 câmeras de cada vez no playback e a velocidade de backup não é lá essas coisas, mostrando que há uma priorização da gravação.

      Logo eu não entendo o que o HDD de DVR tem de “especial”. É por ficar rodando 24/7? O HDD de servidor também fica. É por ficar gravando 24/7? Não encontrei literatura técnica afirmando que isso é prejudicial para o HDD.

      Notar que a série Purple da WD não é “barata”.

      • Jefferson - 6.606 Comentários

        sobre o fato de estar gravando continuamente, digamos que você tenha escolhido um HDD tão “pequeno” que você só esteja conseguindo gravar três dias de suas câmeras. Ora, isso significa que cada setor do HDD é regravado a cada três dias. Acho altamente ilógico que mesmo que os discos de um HDD tenham um número finito de gravações (isso é coisa de SSD) que você tenha que se preocupar sequer com uma gravação por hora.

        • Jefferson - 6.606 Comentários

          Para colocar as coisas em perspectiva, o SSD Samsung 850 EVO que é da sérias “consumer” (“barato”, dura pouco) tem uma “endurance” de 75TBW em cinco anos para o modelo de 250GB.

          Isso dá 75000/250 = 300 regravações
          Cinco anos = 1825 dias
          1825/300 = uma gravação a cada seis dias

          No meu cenário de uma gravação a cada três dias esse SSD ainda duraria dois anos e meio. E é um exemplar “consumer” de uma tecnologia que notoriamente suporta muito menos ciclos de escrita que a magnética do HDD, cujo número é tão alto que é considerado “indefinido”.

          • Richard - 21 Comentários

            Entendo. Mesmo assim esses números de endurance de SSD são bem pessimistas: eu tinha um SanDisk daqueles baratos, que era especificado para 80 TBW, abusei muito dele e na marca dos 411 TB ele começou a acusar bad sectors. Testes de resistência como o do Tech Report mostram que esses modelos para consumidores geralmente ficam na faixa das centenas de TBW, e os fabricantes só especificam esses números baixos por segurança.

            Também não vejo nada de especial no material de marketing da WD e da Seagate, nem o motivo para a diferença de preço entre as duas marcas (novamente, esses Seagate “mexidos” geralmente saem mais baratos que modelos normais aqui). Os Seagate pelo menos eram vendidos para outras aplicações além de CFTV, lembro que eles eram usados nos receptores da Sky com DVR. Confesso que equipei sistemas com esses HDDs da Seagate e Hitachi, mas nesse caso esses sistemas executam uma aplicação única sob Linux que não exige muito do desempenho do HDD, só da capacidade de armazenamento dele.

            E por último, não entendi porque a Hitachi/HGST fez HDD para DVR em formato 2.5″ (já viu DVR com baia interna de 2.5″? só se fosse para aqueles servidores compactos sem baias 3.5″) e como eles foram parar nesse “mercado cinza”, mas aí já estou desviando do assunto.

            • Jefferson - 6.606 Comentários

              E por último, não entendi porque a Hitachi/HGST fez HDD para DVR em formato 2.5″ (já viu DVR com baia interna de 2.5″? só se fosse para aqueles servidores compactos sem baias 3.5″) e como eles foram parar nesse “mercado cinza”, mas aí já estou desviando do assunto

              Os receptores da GVT/VIVO usam esses HDDs. Não cabe de 3.5″ dentro deles. A propósito, nesses receptores o HDD tem um firmware modificado que não inicializa fora do aparelho.

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