#eletrônica
Eu estava com uma bateria de notebook Sony VGP-BPS2A encostada há muito tempo e decidi ver se era possível aproveitar as células. Abrir essa bateria é muito simples porque ela é parafusada.
Tive uma boa surpresa, encontrei dentro seis células (vou chamar assim para evitar ambiguidades) 18650. O mesmo tipo usado na minha lanterna CREE.
As células são soldadas duas a duas em paralelo e os três conjuntos assim formados são soldados em série (11.1V no total). Também foi fácil desfazer essa associação, mas tive o cuidado de deixar os contatos metálicos no lugar, para me permitir associar novamente as células se necessário. Células li-ion parecem ser muito sensíveis ao calor e é melhor evitar soldar diretamente nos seus terminais.
Enquanto desmontava, encontrei a possível causa da falha da bateria Sony: um dos conjuntos estava com apenas 0.5V, enquanto os outros dois tinham 1V.
Coloquei todas as células para carregar no meu carregador de 18650. Justamente as duas células com apenas 0.5V nem começaram a carregar. As outras quatro carregaram sem problemas.
Se eu ainda tivesse o notebook de onde saiu essa bateria eu iria comprar duas 18650 na buyincoins e tentar o conserto, mas como não tenho, essas células vão servir como reservas para a minha lanterna CREE e para começar a trocar o pack de bateria NiCd da minha parafusadeira por um pack de li-ion.
OBS: Não sei se essas células são "protected" ou não. Eu suponho que não, porque quem deveria fazer a proteção é o circuito da Sony.

Sobre a lanterna:
https://profiles.google.com/117578158927571476541/posts/36myUqnxvVJ
Deixei a lanterna ligada com uma das células. Após cinco horas a luminosidade tinha caído 30% (medido com luxímetro) e a tensão da célula ainda era de 3.47V
Um resultado muito bom para uma célula que ia para o lixo.
No mundo de hoje reciclar é tudo, ainda mais com um resultado desses!
Para o desespero da minha mãe, eu não jogo nada fora. Até os envelopes da DX eu guardo e viram enchimento de embalagens mais tarde (aproveitando o saco-bolha interno).
Mas a gente tem espaço para isso. Eu sei que é dureza para quem mora em apartamento.
Após descansar por 16h, a tensão na célula subiu para 3.57V e a luminosidade subiu uns 15%. Deixei ligada novamente para ver o quanto mais de luz a célula pode oferecer.
Pelo jeito o limite era 5h mesmo. Fui checar após passados apenas mais 25 minutos e a luminosidade era menos de 50% da original (ontem). A tensão da célula estava em 3.14V.
Isso também me sugere que posso usar células non-protected sem medo nesta lanterna. A luminosidade cai drasticamente bem antes da célula atingir o limite mínimo (2.75V) que pode danificá-la.
Tem como eu descobrir o modelo da bateria se ela não tiver nada escrito?
Estou com uma raquete eletrica e as baterias parecem ser do tamanho AA e estão em par, se eu ligar um modelo diferente pode explodir? ueahueahu
Alguma sugestão de modelo?
Se são tamanho AA o mais provável é que sejam NiMh ou NiCd (ambas são 1.2V). Existem baterias Li-Ion (3.7V) tamanho AA, mas são raras.
Para realmente saber é preciso medir a tensão nas baterias. Pode ser possível ainda determinar se são de 1.5 ou 3.7V
Otavio, Eu tenho uma raquete dessas. Liguei outro par de pilhas AA NiMH em paralelo com as que vem nele e troquei o capacitor do circuito por um de capacitância maior. A raquete ficou um chuchu! ahhahahaha
Alguns pernilongos chegam a ficar incandescentes quando agarram na raquete!
bom, vou criar vergonha e comprar um multímetro, eu me limito a experiências simples em eletrônica… ueaheauh
Jeferson, poderia me indicar este seu carregador de pilhas 18650?
Tenho diversas destas baterias aqui mas não tenho como recarregar com segurança….
Jesus, aqui está:
https://profiles.google.com/117578158927571476541/posts/RHSnb8oqMQn