The Power of Six (que é oficialmente traduzido como “O Poder dos Seis”, mas eu discordo) ficou no mesmo nível que o primeiro livro da série. Nem melhor, nem pior. A estória vai ficando mais interessante, mas a quantidade de furos vai aumentando com o número de personagens. “Pittacus Lore” (um pseudônimo para os dois escritores que são autores da saga) continua bem longe da qualidade narrativa de J.K. Rowling, mas é bem melhor do que ler um livro de Rick Riordan.
Coisas que me incomodam:
- Como os gardes parecem escapar por pouco de morrer ao enfrentar grupos com meia dúzia de inimigos para depois derrotar grupos com centenas deles com relativa facilidade;
- Por que os inimigos são tão burros para atacar antes de pedir reforço. E nunca usam armas realmente destrutivas;
- Como o inimigo transporta tantas feras pelo país com tanta rapidez;
- Especifico deste livro: como Hector Ricardo se aliou a Clayton tão facilmente? Cadê a desconfiança natural nesse tipo de situação?
Por que discordo de “O poder dos Seis”?
“The Power of Six” pode ser traduzido como “O Poder de Seis” ou “O Poder dos Seis”. O único argumento a favor de “dos” é o livro se referir aos seis gardes ainda vivos. Mas esse argumento tem problemas:
- No livro descobrimos que na verdade 10 gardes chegaram à terra. Então restam 7 gardes vivos;
- No livro ficamos conhecendo mais três gardes, além dos dois que já conhecíamos. O leitor é apresentado ao poder de cinco e não de seis;
Então eu não sei de onde vem “o poder dos seis”. Já a garde número seis, que até a metade do segundo livro nem nome tinha, sendo chamada apenas de “seis”, demonstra mais de uma vez durante o livro ser a mais poderosa garde conhecida, sem nem mesmo ter acesso ao seu “baú” roubado há muito pelo inimigo, o que para mim corrobora “O poder de Seis”.
Ao bater o olho no título, eu o traduzi como “A potência de 6”.