E ainda por cima, é uma cobrança por algo que já foi pago!
É notícia velha, mas só fique sabendo agora e quero deixar registrada minha indignação. Todo mundo que já lidou com o ECAD sabe o quanto as práticas, supostamente amparadas por lei, dessa empresa são absurdas. Mas dessa vez parece que mexeram num ninho de vespas. No final do mês passado começaram a cobrar direitos autorais de qualquer blog que exibisse vídeos do youtube (ou similares). E assim como o ECAD cobra direitos das rádios e cobra também de qualquer estabelecimento que tenha uma TV ou rádio ligado, queriam cobrar dos blogueiros mesmo já tendo um acordo com o Youtube para receber da Google pelas exibições.
Com a repercussão negativa, voltaram atrás dizendo que foi um engano.
Esquecendo o fato de que fazer essa cobrança dupla era insano, o problema não é o pagamento de direitos. É a forma absurda de operação do ECAD. Se eu tiver que pagar direitos autorais, eu quero pagar diretamente ao autor da obra (mais ou menos como quando compro o CD ou DVD) e não a um escritório que cobra pelo fato de você ter música no seu estabelecimento ou evento, sem se preocupar com que música é. E depois “distribui” o dinheiro entre seus associados.
Vejam o exemplo da taxa de R$1800 que o ECAD cobrou para uma noiva ter música em seu casamento. Eu até concordo que o salão de festas não possa liberar a execução de música sem a comprovação de pagamento de direitos. Mas se esse dinheiro fosse pago diretamente aos compositores e intérpretes (e há meios de se fazer isso), usando mecanismos normais de mercado, seriam bom para o consumidor e para o artista, porque existiriam artistas competindo para ter suas músicas nesses locais/eventos, oferecendo pacotes de valores mais realistas, seja para os estabelecimentos ou direto para os seus clientes, e ficariam com todo o dinheiro! O consumidor, além de potencialmente pagar mais barato, iria colocar o dinheiro no bolso daquele artista de que ele já gosta (ou alguém bota para tocar em seu evento o que não gosta?). O papel do ECAD se limitaria a checar se os estabelecimentos tinham os comprovantes de pagamento.
Eu sei que esse comportamento nojento não é exclusivo do ECAD e nem mesmo do Brasil. Na Inglaterra, o equivalente ao ECAD de lá cobrou direitos de um mercadinho porque uma funcionária trabalhava cantarolando (não consegui achar o link)!
Fiquei sabendo disso lendo o blog de Daniel Quadros.
Ai Ryan
Da uma olhada.
http://primeiraedicao.com.br/noticia/2012/04/24/cpi-pede-indiciamento-de-diretores-do-ecad
Abs
É a melhor notícia do ano!
Mas eu só vou acreditar mesmo quando isso sair do papel e o ECAD que conhecemos for todo desmantelado.
Com isso em mente, eu acho que teria sido até melhor o ECAD não ter recuado na cobrança dos blogs. Isso teria feito cada bloqueiro do país ciente do quão pernicioso é o ECAD. E aí o bicho ia pegar, porque com cada blogueiro brasileiro decidido a divulgar o que o ECAD faz, com ou sem CPI eles iam dançar.
Sabe aquela coisa que não entra na cabeça? Uma delas é esse “ser estranho” chamado ecad.
Alguém tenta me explicar como uma entidade privada tem o poder de proibir e cobrar valores de um cidadão comum, onde esta sacramentado esse direito. Pois pra mim eles querem fazer o papel de policia.
Se a festa fosse minha e algum fiscalzinho fdp desses batesse na porta do salão, ia sair com “dois quentes e um fervendo”. A festas é particular e não é uma exibição publica, nela esta a minha família e amigos.
Se deixar é capaz deles querem cobrar pra você escutar musica durante um churrasco com os amigos dentro de seu próprio quintal.
O unico “ser estranho” que mais me deixa mais abismado que o tal ecad, é um “treco” chamado “conta movimento” que era um cordão umbilical que existia entre o banco do brasil e o banco central. Pesquise a respeito e fique horrorizado. E veja o inferno que foi para acabarem com isso.