Em uma discussão recente em uma lista de eletrônica um dos técnicos demonstrou surpresa quando eu mencionei isso, então eu me dei conta de que eu já deveria ter comentado isso aqui no blog há muito tempo. Sem muita fanfarra, apresento o dispositivo USB mais simples que existe:

Um resistor de 1k5 entre +5V e D+
Não, não tem nada aí além do que você está vendo. Não há nenhum circuito dentro do plug, como naqueles leitores de cartão microSD miniaturizados. Você está vendo um plug USB com um resistor de 1k5 soldado entre +5V e D+ (DATA+).
Isso não tem utilidade alguma, mas é detectado como um dispositivo pelo Windows, que também não deixa de avisar que há algo errado:

O comportamento é o mesmo (o texto pode mudar) do XP ao Windows 8.1. Eu acho que é assim até no Windows 9x, mas só vou ter certeza depois que refrescar minha memória com uma máquina virtual.
Isso acontece porque é justamente esse resistor que a porta USB procura para detectar a inserção de um dispositivo. Não é culpa do Windows detectar isso como um dispositivo, mas ele não passa na próxima fase, que é se identificar por meio do par de códigos VID (Vendor ID) e PID (Product ID), que formam o tal Descritor de Dispositivo.
Saber disso é útil ao fazer diagnóstico. Como se pode ver, mesmo que o fio do negativo e/ou o fio do sinal D- estejam com mau contato ou partidos no cabo, ainda existe detecção. Mesmo que o dispositivo esteja completamente morto, pode haver detecção. Mas não confundam detecção com identificação.
Outra hora eu elaborarei mais sobre isso.
Como fazer para o windows detectar 100%? Digo, sem o triangulo de alerta?
É preciso que o dispositivo “se apresente” formalmente. Ele precisa implementar o protocolo USB o suficiente para apresentar um par VID/PID ao Windows. Você compra dispositivos de um dólar na China que fazem muito mais que isso.