Finalmente a telemetria da Microsoft parece servir para algo benigno.
Isso parecia ser especulação de várias empresas de segurança, mas a Microsoft confirmou que em pelo menos algumas máquinas a infecção foi iniciada pelo atualizador de um popular software de contabilidade ucraniano. Depois disso o ransonware usou várias técnicas avançadas, incluindo a vulnerabilidade Eternalblue, para se espalhar lateralmente.
A mais preocupante dessas é uma técnica que permite obter na memória as credenciais de qualquer usuário logado na máquina. Eu ainda estou tentando digerir as implicações disso.
Outra característica digna de nota é que o ransonware é um MBR infector. O primeiro que vejo em mais de uma década. O malware infecta o MBR, dá boot na máquina e finge ser o chkdsk enquanto criptografa seus arquivos na sua cara.
Ainda não ficou claro para mim se a máquina estar com Secureboot ativo seria proteção contra isso.
É claro que para fazer tudo isso dessa forma o malware precisa de permissões de administrador, que inicialmente ele obtém porque o atualizador do software de contabilidade possivelmente obtém essas permissões e mais tarde porque Eternalblue (que a essa altura não deveria ser problema) também confere essas permissões automaticamente.
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