Ghost In The Shell – 2017 é um desperdício de Scarlett Johansson

Se você só assistir aos 20 minutos finais pode acabar com a falsa impressão de que o filme é bom.

Eu tinha grandes expectativas de que fosse bom. A estória original é intrigante e Scarlett Johansson parecia perfeita para o papel da major Ciborgue Motoko, mas o que conseguiram fazer com os 110 milhões de dólares que custou esse filme é imperdoável. Direção ruim, edição ruim, atuações ruins e um roteiro pior ainda.

  • O primeiríssimo sinal de que há algo muito errado é o diálogo da Doutora Ouelet com Motoko assim que ela acorda do transplante. É completamente descabido. Logo depois, quando ela fala com o CEO da HANKA, continua parecendo que você está assistindo a um daqueles filmes baratos do canal SyFy;
  • Não gostei do ator no papel de Aramaki. Foi tão inexpressivo que eu teria feito um Aramaki melhor, se me dublassem para falar japonês. Se queriam colocar um comediante no papel de um personagem que não tem senso de humor Jackie Chan provavelmente teria feito melhor;
  • Quase não há desenvolvimento de personagens;
  • A cena no clube noturno chega a ser patética. E que bomba foi aquela? Um rojão dentro de uma lata de leite Ninho?
  • Motoko é retratada mais de uma vez como irresponsável e inconsequente. Isso foi broxante;
  • Uma hora o lixeiro é tão perigoso que Motoko o interroga por meio de um holograma. Mas segundos depois, quando ele demonstra ser realmente perigoso Motoko entra na cela para ficar cara a cara com ele;
  • A cena dela com a prostituta ficou completamente fora de contexto;
  • A captura dela por Kuze (e o tempo que ela passou com ele) tendo entrado acompanhada por toda a sua equipe não faz sentido;
  • A captura dela pela Hanka também não faz sentido, principalmente tendo sido logo em seguida ao diálogo dela com Batou. Eu fiquei o tempo todo achando que Batou estivesse camuflado pronto para ajudá-la;
  • O passado da Major foi alterado para pior. Entre outras coisas, como uma militante anti tecnologia vai se tornar uma “militar hacker ciborgue” eficiente?
  • O uso do link mental não é consistente. Aramaki às vezes verbaliza o que deveria ser um pensamento. Em um filme bom eu poderia dar uma desculpa para isso mas não em um filme ruim;
  • A capacidade do corpo da Major não é consistente ao longo do filme. Uma hora parece frágil demais, outra hora parece condizente com a “arma” que ela foi construída para ser;

Mas parece não ter sido um fracasso total na bilheteria e as chances são muito grandes de que uma continuação seja melhor. Zack Snyder e até Luc Besson teriam feito muito mais com US$110 milhões (Lucy custou 40) que esse desastre.

Chances de que eu assista de novo? Só se for para acrescentar mais pontos negativos na lista acima.

 

2 comentários
  • Snow_man - 311 Comentários

    Pow, ainda vou ver, mas desde o princípio eu já estava com baixa expectativa nessa produção.
    E depois de um post seu, fiquei curioso em ver o piloto de shanara chronicles :D

  • Jorge Mendonça - 60 Comentários

    Só assisti esse filme ontem e de fato o roteiro e a direção são bem fracos. O que me manteve preso foi a parte visual que achei incrível, assim como o design de som, ou seja, só me prendeu porque assisti em uma tela grande com home theater.

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