Isso aconteceu um ano atrás, em novembro de 2016.
A “ação” ocorre aos 3min33s. A altura era de aproximadamente 3,20m. O impacto foi praticamente todo no pulso direito e nas nádegas, mas mãos, pés e cotovelos também sentiram. Dezesseis radiografias depois chegaram à conclusão no hospital de que eu não tinha quebrado nenhum osso, mas nos dias seguintes eu tinha dificuldade para andar e não podia dirigir, passei mais alguns dias sem poder usar uma chave de fenda, semanas com dificuldade para dirigir, meses com o pulso sequer capaz de suportar meu peso e passado um ano ainda não estou 100% recuperado, mas tenho certeza de que eu e minha mãe, cuja mão poderia ter sido decepada, tivemos muita sorte.
A única explicação que consigo imaginar para o acidente é que as travas do segundo lance da escada não devem ter abraçado o degrau adjacente do primeiro lance, como deveriam. Eu pensara em usar a escada em algo muito, muito mais perigoso que isso e desisti por outra preocupação de segurança. Nem me passou pela cabeça que a escada poderia simplesmente descer sozinha, o que teria provocado um acidente espetacular se eu não tivesse desistido.
O vídeo original é muito mais amplo e de melhor qualidade, mas cortei o que não era essencial para preservar um mínimo de privacidade.
Você deu MUITA sorte. Mas MUITA sorte mesmo…
No começo de agosto eu escorreguei em uma rampa de um pier e caí sobre a minha mão esquerda. Fratura total do rádio terminal, o tratamento conservador (redução e gesso) não resolveu e tive que me submeter a uma cirurgia com a colocação de dois fios de kirschner. Hoje ainda estou com os movimentos limitados e fazendo fisioterapia, e não tenho a garantia de recuperar 100% dos movimentos. Isso com um tombo besta, mas eu já havia caído há alguns anos atrás sobre a mesma mão, sem fratura, fiquei 15 dias com gesso, mas tenho certeza que esse primeiro episódio enfraqueceu de alguma forma o rádio.
Dobre os cuidados para não voltar a cair.
Acidentes como o seu são similares ao meu em um ponto: é difícil prever.
O meu acidente supostamente ocorreu porque eu não sabia que havia a possibilidade do mecanismo de trava de uma escada profissional ficar em um estado “nem para cá, nem para lá”. Eu não sabia que apesar de ter ouvido o ruído da trava, tinha que conferir. Agora eu sei disso, mas a quantidade de coisas que eu não sei vai continuar sendo muito superior a quantidade de coisas que sei. Se eu tivesse subido com o cinto paraquedista (e eu tenho um) o acidente poderia ter sido pior.
A descrição do seu acidente sugere uma daquelas quedas que acontecem “do nada” ou de uma falha de julgamento de um segundo. Eu já levei umas quatro quedas desse tipo sendo a mais recente uma semana depois que caí da escada. A casa estava em reforma e tínhamos acabado de trocar o piso do banheiro. Eu estava lavando o chão do mesmo e consegui algo duplamente inédito para mim: dar uma rasteira em mim mesmo e cair no banheiro. Conforme determina Murphy a única mão que eu podia usar para deter a queda era justamente a mão que eu machucara uma semana antes. Fiquei estendido no chão do banheiro, segurando meu pulso e pensando em muitas coisas menos na “graça” da situação. A minha falha de julgamento foi ficar de um pé só no piso molhado enquanto usava o outro como rodo, amplificada pelo piso novo, bonito, que não tolera esse tipo de erro. Notar que essa parte do banheiro normalmente não fica molhada e só estava cheia de água porque eu estava removendo a sujeira deixada pelo pedreiro.
Outra queda, mais parecida com a sua, ocorreu quando o amigo !3runo (aquele dos firmwares do DVP642) que é da Paraíba me pediu um favor que envolvia ir à sede da Sudene aqui em Recife. O prédio, mal conservado, estava com áreas escorregadias no pátio. Por sorte o “preço” foi só uma bunda dolorida por algum tempo.
Já li em algum lugar que os acidentes domésticos mais frequentes acontecem no banheiro. E é uma situação de extremo risco, uma vez que todo mundo preserva a privacidade nesse cômodo. O socorro pode demorar para chegar. E quedas bobas como essa vão se tornando mais perigosas com a idade e alguma condições físicas (sobrepeso, diabetes, dieta inadequada, etc).
Meu sogro, que tem 78 anos e saúde debilitada, quebrou o pé em uma queda no banheiro do hospital, quando estava internado para tratamento cardíaco. Quando ele estava quase recuperado, sofreu outra queda em casa, e quebrou os dedos do pé.
É claro que são imprevistos, mas a gente tem que tentar cada vez mais eliminar os fatores de risco para evitar esse tipo de coisa. No meu caso, uma queda anterior deve ter enfraquecido o rádio, e eu fui muito imprudente ao andar naquela rampa, o limo era visível no chão. Meu peso de 105kg e meus quase 50 anos devem ter contribuído também.
Bem… você deve se lembrar que a uns 6 anos eu fiquei de molho em casa, com o pé engessado por um acidente bem similar. No eu caso foi uma grade de madeira que fechava a entrada para o acesso ao forro (lage), a porcaria ao ser encaixada no suporte, escapou e caiu, eu no reflexo natural de desviar, dei um giro em cima da escada. Resultado? cerca de 80 quilos caindo de 2 metros de altura em pé, com o peso todo sobre o pé esquerdo. No cair torci o pé e quebrei a pontinha (uma fratura de uns 2cm) da tíbia.. esqueci o nome daquele ponto, mas é uma pontinha minúscula. E como doeu… nem gosto de lembrar. Então, com escadas, todo cuidado é muito pouco.
Quando fiz a elétrica e o telhado da oficina, fui um tal de duplo e triplo check de escada que não teve tamanho. Mas pelo menos correu tudo bem.
Nunca pensei que essas escadas poderiam se soltar desse jeito. Vou levar esse assunto pro DDS da empresa, nós usamos muito esse tipo de escada.
Caraca…
E eu pensando que meu acidente foi feio.
Sempre tive pra mim que os idosos eram os maiores na questão risco e consequências. Já descobri que não.
Em junho desse ano uma queda no banheiro ( sai do banho e escorreguei no tapete) abri um espacate o que rendeu o rompimento da musculatura da coxa esquerda.
Segundo médico rasguei o músculo internamente, numa escala de 1 a 5 (sendo 5 o pior) o meu foi 5. Isso rendeu uma bela infecção consequência de uma diabetes que desconhecia. 1 semana internado gastos enormes não previstos. Fiquei sem andar em consequência do estrago. Fiz uma micro cirurgia no local pra retirar o hematoma enorme que se formou na musculatura abaixo do glúteo.
Isso fez com que ficasse de cama de maio até setembro com movimento restrito. Berrava de dor. Agora fiz fisioterapia pra recuperar estou bem melhor. Mas ainda tenho dores e várias outras coisas.
Ainda tem a questão da diabetes que descobri… Tratamento em andamento. E lógico pra quem está parado a quase 2 anos sem a carteira assinada… Na semana que me ferrei perdi o emprego que tanto aguardava o rh até tentou me ajudar mas não existia a menor possibilidade de fazer exame médico pra entrar estava de cama completamente.
Esse ano que já quase acabou… Acabou comigo. Agora são 2 anos desempregado. Com baixo índice de trabalhos e muitas contas. Afinal pagar fisioterapia ultrassom e outras coisas. Foram 67 dias de antibiótico de 6 em 6 horas. 2 tipos…
Conselho não tenho mais tapete. Não tomo banho com banheiro trancado e agora tenho faixas anti-derrapantes uma barra no banheiro pra ajudar a apoiar.
E só 33 anos… Acho que se eu fosse mais velho ia ser bem pior.
Lamento pelo seu acidente, foi bem feio mesmo. Como eu disse, a maior parte dos acidentes domésticos graves acontece no banheiro. Se você tivesse mais idade, provavelmente estaria de cama até agora.
Boa recuperação e não desanime, logo encontra um trabalho.
Provavelmente. Principalmente para os sedentários.
A mãe idosa de uma cliente minha caiu no banheiro. Era uma senhora ativa, que usava um computador para fazer traduções para ganhar um dinheiro extra. Passou uns dez anos na cama, dependendo de enfermeira 24h, até morrer. Além de ter perdido o resto de vida que ainda tinha, virou a vida das filhas do avesso por uma década.
Em casa coloquei piso poroso no banheiro para não escorregar ou pelo menos reduzir ao máximo o risco. Cerâmica lisa é um perigo enorme.
Caraca Jefferson, que bom que não foi mais grave!
Algumas escadas dessas não possuem uma corda para destravar o que também serve de trava de segurança quando bem amarrada na própria escada?
Ou no caso da sua é diferente?
Eu tenho uma dobrável, mas confesso que toda vez que subo nela penso nas travas…
Caramba, que perigo!
Deus é muito bom, pelas imagens, poderia ter sido sim muito pior.
Que sirva a experiência para todos.
Esqueci de atualizar este post. Um ano depois do acidente eu ainda sentia seus efeitos, mas hoje, cinco anos depois, estou completamente recuperado. Eu não sei quando ocorreu, mas creio que no terceiro ano eu já estava 100%.