Engenharia de software regulamentada. Engenheiro de software agora é “eletricista”

A resolução saiu no dia 24 de maio mas só fiquei sabendo agora. A Sociedade Brasileira de Computação era contra mas não adiantou nada. Eu ainda não tenho uma opinião formada sobre isso (a princípio me parece só uma manobra do CONFEA para arrecadar mais), mas me saltou aos olhos  esse trecho da resolução:

Art. 5º O engenheiro de software integrará o grupo ou categoria Engenharia, modalidade Eletricista.

Eu sou formado em eletrotécnica e até eu acho ser chamado de “eletricista” uma piada.

17 comentários
  • Marco Arthur - 28 Comentários

    Ryan,
    Li a resolução e entendi que foi sim criada a categoria Engenheiro(a) de software.
    Ao que parece, apenas foi enquadrado dentro da macro categoria “Engenheiro Eletricista” e não simplesmente “eletricista”, conforme cita o Parágrafo único:

    “Parágrafo único. O respectivo título profissional será inserido na Tabela de Títulos Profissionais do Sistema Confea/Crea conforme disposto no caput deste artigo e da seguinte forma:
    I – título masculino: Engenheiro de Software;
    II – título feminino: Engenheira de Software; e
    III – título abreviado: Eng. Soft.”

    Temos várias categorias de engenheiro que estão dentro desta categoria, para diferenciá-la das demais engenharias, como civil, mecânica, química, etc…”.

    veja a resolução no link a seguir: “http://normativos.confea.org.br/downloads/anexo/0473-02.pdf”

    Não seria apenas isso? mesmo o “apenas” representando muito…

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Marco, eu notei cada uma das coisas que você observou antes de escrever meu post. O trecho que eu citei não deixa margem para engano. Eu só deixei de lado o “engenheiro” para dar ênfase ao absurdo “eletricista”. Se eu fosse engenheiro eletricista eu não gostaria de ser chamado de engenheiro eletricista. Eu diria que “estudei engenharia elétrica”.

      Eu acho que você concorda que não tem qualquer cabimento. Essa “subordinação”, mesmo que só exista em uma tabela, chega a ser ofensiva. E não estou falando de minha percepção da conotação pejorativa do termo “eletricista”. Poderiam colocar na modalidade “mecânico” que eu faria a mesma objeção.

      Notar que eu não sou nem pretendo ser engenheiro de software.

      • Marco Arthur - 28 Comentários

        Jefferson,
        Concordo com você, sou formado em engenharia elétrica, por consequência, sou “engenheiro eletricista”. Acho esta denominação horrível, porém é o que temos pra hoje. rsrsrsrs.
        Mas você tem toda razão.
        Saudações.

        • Ricardo Menzer - 143 Comentários

          Uai, mas qual seria o termo “correto”??

          • Jefferson - 6.606 Comentários

            “Engenheiro de eletricidade”? :lol:
            É já que estamos nisso o que é um “engenheiro civil”? Aquele que não é militar?

            • Ricardo Menzer - 143 Comentários

              Segundo a Wikipedia, é isso mesmo:

              A designação “engenharia civil” foi inicialmente utilizada por oposição à de “engenharia militar”.[2] Designava assim, toda a engenharia não militar.

              :lol:

              Eu tive um professor na Engenharia Elétrica que falava que Engenheiro Elétrico era aquele que precisava estar ligado na tomada pra funcionar. E o correto era Engenheiro Eletricista mesmo. Eu concordo com ele.

              • Jefferson - 6.606 Comentários

                :lol:

                :lol: 5x

                Mas seguindo essa lógica você deveria ser engenheiro civil também.

                E o correto era Engenheiro Eletricista mesmo. Eu concordo com ele.

                Note que eu sugeri “Engenheiro de Eletricidade”, que é uma forma similar a “Engenheiro de Software” ou ao mais tradicional “Engenheiro de Minas”. Essa última categoria deve dar graças a Deus todos os dias por algum burocrata (ou um comitê deles) não ter decidido que deveria ser “Engenheiro Mineiro”.

  • Daniel - 3 Comentários

    Por isso chamam o pessoal de T.I. para ver pq o ar condicionado não gela, rs

  • Teyman Avraham - 3 Comentários

    Parabéns ao CONFEA por adicionar a Engenharia de Software.
    Sou graduado em Engenharia de Software, não vejo a hora de tirar a carteira do CREA, e poder recolher ART dos programas que riar, modificar ou eliminar.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Anotação de Responsabilidade Técnica por SOFTWARE?!

      Isso vai ser lindo!

      De acordo com a Segunda Lei de Weinberg, se contrutores construíssem prédios da mesma forma que programadores escrevem programas o primeiro pica-pau a aparecer destruiria a civilização.

      “If builders built buildings the way programmers wrote programs, then the first woodpecker that came along would destroy civilization. ”

      Você deve ser extraordinariamente competente para desejar isso. Parabéns!

      • Jefferson - 6.606 Comentários

        Outras frases “inspiradoras”:

        “Existem dois modos de escrever programas livres de erros; somente o terceiro funciona”

        There are two ways to write error-free programs; only the third one works.

        Alan Perlis, “Epigrams on Programming”

        “Software e catedrais são idênticos – primeiro nós construímos, então nós rezamos.”

        Software and cathedrals are much the same – first we build them, then we pray.

        Sam Redwine

  • Teyman Avraham - 3 Comentários

    Boa, Jefferson, por mais que estudemos, sempre sabemos pouco, por isto resolvi partir para minha 5ª e 6ª graduação em TI, no caso Ciências da Computação (Claretiano), e Engenharia da Computação (Uninter).
    Quero entender melhor a interação entre hardware e software, todas outras graduações que fiz são muito voltadas para software.

  • Teyman Avraham - 3 Comentários

    De todas quatro graduações concluídas, e mais os 44 anos de experiência (sou um programador jurássico, da época dos PCs sem monitor, comandados por cartão, em plena década de 70), concluí que o software perfeito é como um limite na matemática, isto aprendemos em cálculo diferencial e integral, simplesmente a perfeição é impossível, sempre ocorrerão erros ou terão de ser feitas melhorias.

    Mas de nossa humilde parte, devemos reconhecer nossos erros e melhorar, e nada melhor do que banco de faculdade.

    Sigam o exemplo do velho e jurássico programador dos anos 70.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Teyman, vamos ignorar sua experiência por um momento: cada um dos colegas que se formaram junto com você pode assinar uma “responsabilidade técnica” por um software, não pode?

      Assim como cada um dos graduados em engenharia de software no país inteiro. Um monte de “garotos” (e garotas) de uns 24 anos.

      Nas outras engenharias ser “responsável” é relativamente fácil. Se você não se formou trapaceando, tem o conhecimento necessário para executar um projeto sem erros. E na dúvida basta acrescentar uma margem de segurança. Na engenharia civil isso é até chamado jocosamente de “coeficiente de cagaço”.

      Mas e em software? O que você faz? Joga mais software em cima do projeto? Ironicamente isso aumenta as chances de dar algo errado. Se simplesmente colocar mais gente qualificada e mais dinheiro em um projeto de software resolvesse esse problema o Windows, o Firefox e o Chrome não teriam pacotes de correção de bugs saindo todos os meses. Esse é um problema para o qual ainda não foi encontrada solução nem mesmo em um país onde a educação formal na área de computação é de um nível muito mais elevado que o nosso.

      Aí de repente eu descubro que esses “garotos” podem assumir “responsabilidade técnica” por um software. E isso nos dias de hoje, quando se tornou generalizado o hábito, com a justificativa de não reinventar a roda, de usar código de terceiros em seu projeto. Como você se “responsabiliza” pelo framework e por cada uma das bibliotecas que usar?

      Você vai ter que me perdoar, mas eu não tenho como levar isso a sério!

      Eu imagino que tudo vai depender de como o CONFEA define “responsabilidade técnica” certo?

      Se com uma mão o engenheiro assina a ART e com a outra mão entrega o contrato/licença ao cliente onde define limites de sua responsabilidade então para mim fica claro que apesar de todo o blá-blá-blá do CONFEA a intenção é aumentar a arrecadação e o poder da entidade.

      • John - 1 Comentário

        Caro Jefferson, a engenharia de software é engenharia exatamente por usar técnicas de engenharia, assim evitando bugs e criando softwares com alta qualidade. Assim como vc escreve aqui sem autoridade no assunto, muitos programadores sem técnicas de engenharia também escrevem programas de computador sem qualidade, dai os bugs…

        • Jefferson - 6.606 Comentários

          Caro Jefferson, a engenharia de software é engenharia exatamente por usar técnicas de engenharia, assim evitando bugs e criando softwares com alta qualidade.

          HAHAHAHAHAHA

          Assim como vc escreve aqui sem autoridade no assunto,

          HAHAHAHAHAHA

          A propósito, esse post eu escrevi mais de 5 anos atrás. Engenheiro de software já assina ART?

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