Não que seja particularmente “bom”. É que esse capítulo tem elementos que me fazem lembrar dele com maior freqüência.
Os pontos altos:
- O vilão Solomon Lane e a interpretação de Sean Harris. Um inimigo tão formidável que lembra Moriarty;
- A agente Ilsa e a respectiva interpretação de Rebecca Ferguson. Obviamente não era só a interpretação que prendia minha atenção;
- Os roteiristas finalmente admitem a natureza sobrenatural da “sorte” da IMF. Começa na fala do presidente da comissão do senado, quando diz que os métodos da IMF “são indistinguíveis de puro acaso e os resultados são parecidos demais com sorte” e arremata perto do fim quando o diretor da CIA diz que “Ethan Hunt é a manifestação viva do destino”. Não consigo pensar em maneira melhor dos criadores da série admitirem que não se deve levar muito a sério o que acontece em cada filme

- A propósito, esse parece ser o primeiro filme da série em que Ethan demonstra insegurança, o que para mim conta como positivo. Isso parece ter sido propositalmente colocado em evidência na cena em que Benji diz que a tarefa submersa “não parece impossível” e fala como se fosse brincadeira (o que no universo da série geralmente é) enquanto Ethan não parece nada entusiasmado com a idéia.
Na primeira metade do filme só se salvam mesmo essa cena da audiência no senado e o momento em que Ethan recebe a “missão” alterada pelo Sindicato. O resto é ocupado por bobagens desconexas. Todo o lance do mergulho é de um absurdo que me faz dar um “facepalm” quando penso na seqüência e a perseguição de motos me pareceu absolutamente sem propósito até eu me lembrar de um comentário do amigo José Carneiro sobre o merchandising da BMW. Foi aí que eu notei que o propósito da cena era exibir as motos.
Só a partir do encontro no cemitério, passadas 1h27min, o filme melhora.
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