O que você faria se, tendo jogado online na mega-sena da virada, ganhasse hoje os 300 milhões?
Tendo em mente que ao contrário do jogo em uma lotérica, que é completamente anônimo, para a aposta online a Caixa exige de você CPF e endereço.
Hoje à noite você descobriria ser milionário, mas os bancos só reabrem na segunda de manhã.
Sendo apropriadamente paranóico (são 300 milhões) e tendo cometido esse erro (alguém “apropriadamente paranóico” jamais apostaria online) o que você faria para sobreviver até lá? Para mim seriam quatro noites de terror.
Sinceramente não entendi o ponto de vista. Suponho que os dados somente são coletados por antecipação, e que isso esteja guardado em algum lugar razoavelmente seguro.
Qual seria a diferença dali quatro noites você se digirir pessoalmente em alguma agencia da caixa pra reclamar o premio e ali no ato teria que se identificar?
Você está supondo que o sistema *online* da caixa seja seguro o suficiente para deter alguém interessado em 300 milhões de reais. Eu confio que seja impossível entrar com uma sequencia premiada no banco de dados *após* a realização do sorteio, mas e quanto a fazer uma busca por uma determinada sequência e respectiva conta/endereço?
O problema não é “ter que se identificar” ao se apresentar. Isso é óbvio que você tem que fazer. O problema é a probabilidade de você “desaparecer” junto com toda a sua família em um “acidente” e outra pessoa se apresentar com seu bilhete três dias depois. Indo até uma agência da caixa qualquer esse risco me parece muito menor.
Indo até uma agência da caixa qualquer… com um bilhete emitido anonimamente, por lotérica.
Sendo paranóico, não saberia dizer…
E é difícil falar de uma situação tão hipotética assim, mas penso que aproveitaria o fim de semana pra descansar o mais anonimamente possível, porque depois de receber uma grana dessas, já deve aparecer parentela de todo nível, “amigos”, etc. etc.
Eu só contaria a pessoas de *extrema* confiança. Não basta ser honesto. Tem que saber guardar um segredo. Hoje, eu só conheço *uma* pessoa a quem eu contaria. E não é da minha família.
Minha família só descobriria quando a escolta armada chegasse para levá-los para um lugar seguro.
O meu nível de paranóia é um pouco diferente. O simples fato de chegar e pegar toda a família e “sumir pra um lugar mais seguro” já seria o atestado de tem algo estranho ai.
Na minha cabeça, claro que a vida real talvez isso não seja 100% possível. Eu receberia o dinheiro em outra cidade, bem longe da minha (até onde sei isso é permitido), pedindo, exigindo o máximo de sigilo possível. Voltaria pra casa e não mudaria nada no estilo aparente de vida, contaria pra no máximo 5 pessoas muito próximas que sei que estas posso contar com o segredo. Iria dando uma melhoradinha nas coisas bem devagar, sem fazer muito alarde.
Se um dia eu ganhar alguma loteria eu tento botar em prática.
Depende do prêmio. Ganhando um milhão de reais, sim, eu faria do jeito que você falou. Ganhando 300 milhões eu só ia ficar no Brasil o tempo para emitir os passaportes.
Um milhão não garante renda para o resto da minha vida nem no Brasil. Considerando as despesas *atuais* da família e nenhum investimento, um milhão não duraria 20 anos e eu espero viver bem mais que isso. Eu não mudaria meu estilo de vida porque seria a coisa mais sensata a fazer por mais de uma razão.
Com o equivalente a 50 milhões de euros no bolso tudo fica diferente.
Para meus leitores que nunca pararam para fazer as contas: um milhão não é tanto dinheiro quanto parece e é por não fazer as contas que tantos ganhadores de prêmios voltam para a pobreza rapidinho. Uma família de classe média com renda líquida de R$5mil mensais ganha R$1.200.000 em 20 anos.
E que tal montar uma boa carteira de fundos imobiliários? Renderia uns 6% ao ano (R$ 60.000 anuais ou R$ 5.000 mensais) de rendimentos livres de imposto de renda, e você fica sendo dono de parte de imóveis comerciais de excelente qualidade que tendem a se valorizar bastante ao longo dos anos.
O que eu ia fazer ia depender do montante ganho. E do quanto eu iria separar entre investimentos “seguros” e investimentos “rentáveis”. O que eu sempre quis fazer se eu ganhasse “muito dinheiro” (de meio milhão em diante para mim já é) é colocar minhas idéias em prática, o que é o mais arriscado mas também com maior lucro potencial. A parte “segura” eu ia aplicar em investimentos seguros de longo prazo como o tesouro direto. Eu nunca pensei em fundos imobiliários, mas tudo que for razoavelmente seguro e render mais que a ridícula poupança é uma possibilidade a examinar. E eu sempre posso (e acho que devo) diversificar.
Ahhh… uma coisa eu certamente iria mudar se ganhasse um milhão de reais: não ia mais depender de médico de plano de saúde nem para mim, nem para a minha mãe. Isso certamente encurtaria minha autonomia financeira, mas com um incremento na qualidade de vida. Por essa e outras razões boa parte do meu tempo seria gasta acompanhando pequenos investimentos de forma a fazer o montante crescer mas sem correr o risco de “matar a galinha”.
Talvez o melhor lugar seja um estabelecimento acostumado com anonimato: MOTEL.
Mas pagar com cartão só ao final, senão, cai-se no mesmo dilema de poder ser rastreado…
No cúmulo da psicose, sem celular inclusive.
Eu só usaria cartão em último caso. Meu plano incluiria fazer um único saque em dinheiro, se eu precisasse *mesmo*. Mas normalmente eu tenho dinheiro em espécie suficiente em casa para me manter por alguns dias. E andaria de taxi.