A bizarra “igualdade de gênero” nas olimpíadas

Com a abertura dos jogos, desde a manhã estou vendo reportagens sobre uma suposta igualdade de gênero nas olimpíadas. Mas eu só vi a execução e a celebração da “igualdade de gênero” no modelo “feminismo de araque”. Esta reportagem, pelo menos, deixa claro já no título que é igualdade de gênero na distribuição de vagas.

Bem feminista.

Eu venho dizendo há muito tempo (mas aqui é a primeira vez) que só acredito nesse papo de “igualdade de gênero” vindo de quem defender o fim da segregação no esporte. Vamos deixar a mulherada competir junto com os homens no atletismo, na natação, no judô, na maratona, etc. Afinal, que absurdo é esse chamado “tiro feminino”? Por que essa segregação?

De quebra o fim dessa separação resolveria o problema em torno da participação de competidores transgênero. É homem? É mulher? É as duas coisas? Não vai ter importância alguma numa competição que realmente não quer saber se o participante tem um pinto ou não, né?

6 comentários
  • Paulo - 42 Comentários

    O erro dessa bizarrice já começa na palavra “gênero”. Seres humanos só possuem sexo e orientação sexual.
    “Gênero” é invenção de acadêmicos esquerdistas que gostam de complicar as coisas. Nunca vi isso em livros de Biologia do século 20. A palhaçada começou de algumas décadas pra cá. É militância dia e noite em todos os meios de comunicação. Já tem até o “gênero neutro”. Não é homem e nem mulher.

    • Jefferson - 6.254 Comentários

      Se fosse só o neutro a gente ainda se acostumava :lol:
      Tem o “fluido” também.
      E não sei se posso estender o respeito que tenho pelo movimento GLBT a essa “coisa” chamada LGBTQIA+. De “GLS” para “GLBT” foi só uma letra a mais. Agora estão abusando da amizade…

      • Jefferson - 6.254 Comentários

        E só agora me ocorreu que se formos usar ao mesmo tempo a definição de “igualdade de gênero” das feministas e do que é “gênero” da esquerda em geral, a organização dos jogos precisaria criar pelo menos uma terceira divisão e as delegações iam ter que ter 33% de homens, 33% de mulheres e 33% de “outros”.

      • Matuto - 122 Comentários

        Como diria Cinderela da SBT:

        – Esse negócio de LGBTQIU VXZ1234!!

  • Marcel - 59 Comentários

    Eu até consigo entender a divisão de esportes em feminino e masculino para Futebol, ginástica, nado, etc. Afinal, se você olhar os recordes de tempos e formatos, dá para notar uma discrepância grande entre os sexos (não vou nem quero entrar no assunto gênero): maior força para homens, maior flexibilidade/agilidade para mulheres (generalizando ao extremo). Mas confesso que tiro feminino e masculino e alguns outros esportes, principalmente os sem contato, já passou da hora de mesclar tudo. Acho que a ideia de esportes em equipes mista pode ser o pilar para começar a resolver o problema. O risco é não aplicarem quotas e passar a ser um time quase que masculino. Mas, ao aplicar quotas, como tratar os outros “gêneros” nessa quota?
    Acho que é um assunto a ser debatido e, como tudo, tem que ter um início. Estamos longe do ideal, mas tudo começa por um pequeno passo…

    • Jefferson - 6.254 Comentários

      Afinal, se você olhar os recordes de tempos e formatos, dá para notar uma discrepância grande entre os sexos (não vou nem quero entrar no assunto gênero): maior força para homens, maior flexibilidade/agilidade para mulheres (generalizando ao extremo)

      Eu estava sendo sarcástico. Você sabe que não faz sentido, eu sei que não faz sentido, todo mundo que tem bom senso sabe que não faz sentido. Eu não olhei os números, mas tenho razoável certeza de que se você pegar várias modalidades, o melhor resultado feminino não fica entre os 10 primeiros do masculino. Não vejo nada de errado nisso e não digo isso para menosprezar as mulheres. É simplesmente um fato mas, por apontar isso, em muitas conversas eu automaticamente seria chamado de “misógino”.

      Tomemos os tempos da São Silvestre como exemplo. O primeiro lugar feminino chega consistentemente pelo menos três minutos depois do primeiro lugar masculino. Quantos homens passam pela linha de chegada nos três primeiros minutos? Ninguém diz. Esse é um assunto tabu. Mas tenho certeza de que é um bocado de gente.

      Mas boa parte do feminismo alega que “homens e mulheres são iguais” e ataca ferozmente quem alega o contrário. Entretanto obviamente só existe essa igualdade quando é conveniente para o movimento.

      Mas confesso que tiro feminino e masculino e alguns outros esportes, principalmente os sem contato, já passou da hora de mesclar tudo.

      Inicialmente eu achei que arco e flecha fosse um desses esportes, mas aí descobri que não, porque o esforço necessário para manusear um arco profissional coloca o homem em natural vantagem (eu sempre lembro de uma cena de O Escorpião Rei quando penso nisso). Teriam que inventar um novo arco que anulasse a influência da força física do usuário no resultado.

      No tiro eu ainda não faço idéia da razão da segregação.

      Mas, ao aplicar quotas, como tratar os outros “gêneros” nessa quota?

      Exatamente. Se forem criadas competições mistas e aplicarem cotas só para “homens” e “mulheres”, para muitas modalidades a competição real vai ser sobre quem arruma os transgêneros mais capazes para suas equipes.

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