A regra é um tanto confusa, variando de onde você a lê. O próprio app da companhia aérea pode dar mais de uma versão diferente para o mesmo vôo:
- Permitido uma bagagem de cabine de até 8kg (de dimensões máximas AxBxC e nada mais;
- Permitido uma bagagem de cabine de até 8kg (de dimensões máximas AxBxC) e um “item pessoal” de até 2kg que precisa caber debaixo do assento da frente;
- Permitido uma bagagem de cabine de até 10kg (de dimensões máximas AxBxC) e um “item pessoal” de até 2kg que precisa caber debaixo do assento da frente;
Em alguns pontos é explicado que Brasil e Venezuela são as exceções que permitem 2kg a mais (total de 10kg) em cada mala.
O denominador comum é que você não pode levar mais que 12kg na cabine do avião. Um numa mala de dimensões máximas AxBxC que precisa ir no bagageiro no teto e o outro precisa caber debaixo do assento da frente.
Eu faço um esforço danado para respeitar as regras e não ter nenhuma surpresa. Minhas malas são de tecido e pesam vazias uns 2kg, mas acabo surpreso mesmo com o que outros passageiros passam impunemente pela identificação no gate e pela tripulação do avião. São malas sólidas que não devem pesar menos de 6kg vazias, com dimensões que claramente estão em desacordo com as regras (existe um gabarito no gate onde a mala supostamente precisa encaixar) e mochilas de camping/trekking abarrotadas que mal cabem no bagageiro e muito menos debaixo do assento. Às vezes o mesmo passageiro passa com ambas as violações.
Na viagem de volta eu precisei embarcar sozinho com duas malas e mais a minha mochila, porque minha mãe vinha atrás em outro veículo. Estava já preparado para explicar a situação à tripulação mas ninguém me parou na porta do avião por estar arrastando duas malas.
E mesmo assim, ainda não tive nenhum problema de falta de espaço no bagageiro para as malas nesses vôos. O Airbus A330 tem muito espaço nos bagageiros. Já em aviões menores a coisa muda e no nosso vôo de Lisboa para Dublin em um Embraer a comissária teve que sair tirando as mochilas dos folgados de dentro do bagageiro e mandando eles colocarem debaixo do assento e mesmo assim só achou espaço para uma de nossas malas. A outra teve que ir debaixo do assento.
Com cada bagagem despachada custando R$500 na ida e 70 euros na volta, dá uma vontade danada de em uma próxima viagem também dar uma banana para as regras no trecho transatlântico.
Na prática, tanto em voos nacionais como internacionais não é verificado o peso das bagagens de mão. O importante é estarem dentro das medidas. Apesar que algumas vezes nem isto eles olham outras vezes por conta de 0,5cm querem que você despache a mala.
É “engraçado” que eu nunca fiz um vôo nacional e já fiz 10 internacionais.
Dentro do Brasil, o mais longe que já estive de casa foram 700km.
Mês passado fiz uma viagem na américa do sul mesmo, segui a risca as regras pra evitar dor de cabeça pra chegar no vôo de volta falarem que por conta do avião estar cheio todos dos grupos 3 pra cima deveriam “despachar gratuitamente” suas bagagens de mão, eu não despachei e estava pronto pra xaropar se alguém viesse me abordar no embarque mas ninguém falou nada e várias pessoas entraram com suas mochilas.
Paguei uns 300 reais pra despachar uma mala grande em baixo e estava com minhas duas bagagens de mão dentro da exigência deles, que inclusive itens como laptop e power bank falam que obrigatoriamente você tem que levar na bagagem de mão, mas quando é conveniente pra eles você pode despachar..
E tanto em meu voo de ida como de volta minha bagagem foi violada (“tranquei” o zipper somente com um clipe de papel afinal eu sabia que não tinha nada de interessante pra roubarem).
No Vôo de Dublin para Lisboa pediram seis voluntários para despachar as malas de cabine.
Se não me engano, você sempre tem a opção de despachar as malas de cabine gratuitamente. É só pedir no balcão de check-in. O problema é que minha bagagem de cabine tem itens de maior valor e é sempre estressante ficar esperando as malas na esteira. No vôo Lisboa-Dublin a minha bagagem demorou tanto a aparecer que eu estava ficando preocupado, mas depois uma outra passageira se deu conta de que a mesma esteira estava despejando a bagagem de outro vôo também e aí ficamos mais aliviados. Essa coisa de não ser preciso se identificar para pegar uma bagagem na esteira me deixa com os cabelos (que não tenho) em pé!
A minha despachada (acho que) não foi. Ainda estava trancada com o cadeado e na ida recebeu um adesivo indicando que tinha passado pelo raio-x. O engraçado é que mamãe estava “contrabandeando” um monte de bebida. Mais do que o limite estipulado (eu desisti de ficar reclamando). E mesmo assim não violaram a bagagem.