Essa é uma das 13 “regras” que Saul D. Alinsky cita em seu livro Rules for Radicals de 1971. E ele prossegue explicando o motivo:
There is no defense. It is almost impossible to counterattack ridicule. Also it infuriates the opposition, who then react to your advantage.
Não existe defesa. É quase impossível contra-atacar o ridículo. E também enfurece a oposição, que então reage de forma vantajosa para você.
Eu me dei conta disso anos atrás, quando percebi que criticar o governo e autoridades locais geralmente não adianta nada. Quanto mais irada é sua crítica, mesmo pública, mais você é ignorado ou no máximo recebe respostas prontas explicando porque o problema não pode ser resolvido (ou sequer existe). Mas se você ridicularizar essas autoridades pelo mesmo problema, a solução costuma aparecer rapidinho.
O fato é que existem humanos envolvidos. Quando você escreve uma crítica irada, é você quem está irado e seu opositor está rindo. Mas quando você o expõe ao ridículo, é ele quem fica irado enquanto imagina você rindo. Além disso. ao expor ao ridículo, você não deixa margem para que se imagine que a atitude é proposital, de descaso, mas que é pura incompetência.
Isso serve não apenas contra autoridades, mas contra empresas também. Um deboche bem colocado resolve problemas de prestação de serviço onde meses de reclamações não surtiram efeito.
Aparentemente esse é um exemplo da estratégia usado na Austrália:
https://www.instagram.com/reel/C1RZ0uEyxmp/?igsh=dnlpaHJsN2Jvb2Yx
Faça as pessoas rirem do problema e ele se conserta rapidinho.