Novo problema existencial: por que continuar programando em Delphi?

Uma pergunta que Rodrigo Feliciano me fez em outro post me fez ficar pensando na muito tempo depois de ter respondido. Ele questionou se eu usava VsCode para programar, mas eu programo em Delphi, que é justamente uma das poucas linguagens populares que o VsCode não suporta.

Mas depois eu fiquei pensando: por que, em 2026, ainda ficar restrito a Delphi?

O advento dos agentes de IA fez toda a vantagem que o Delphi representa para mim deixar de ser relevante. Do que adianta ter uma vasta biblioteca de componentes e funções, cuidadosamente organizada e testada, com exemplos de uso, se é mais fácil e mais rápido pedir ao agente de IA para fazer tudo do zero?  

Sim, está mais rápido pedir ao agente de IA para implementar algo do que fazer uma busca no HDD pelo que quero, ler as anotações que fiz, instalar dependências, adicionar ao path do delphi, instalar na library… Não tem nem comparação. Eu já estou fazendo o projeto inteiro do zero com o Gemini ou Claude mesmo, então por que não pedir para fazer logo em C#?

Eu perguntei ao Gemini quais são as vantagens de migrar para  o C# e são muitas. É bem possível até que eu esteja esgotando meus créditos justamente pelo trabalho que o agente de IA tem para fazer em Delphi. A versão que uso, Professional 7, tem uma interface datada e é cheia de limitações que os agentes de IA tem que ficar contornando. E fazem isso de uma forma surpreendente, diga-se de passagem. Ainda não houve nada que um agente disse que o Delphi 7 não suporta nativamente que ele não pudesse fazer montando suas próprias classes. Mas isso provavelmente tem um custo extra em tempo de desenvolvimento.

O único problema que vejo é que é bom ter experiência na linguagem para quando o agente se perde. E eu não sei nada de C#. Mas acho que vou experimentar meu próximo projeto com o Claude em C#.

1 comentário
  • Claudio - 87 Comentários

    O Delphi (se ainda me lembro corretamente) tende a compilar tudo (componentes, biblioteca, etc) no teu executável, facilitando a distribuição e tornando mais fácil seguir rodando. Tenho programas salvos da época da faculdade (escritos na época do Windows 95, antes do SP2) que ainda executam normalmente hoje no Windows 11 64b bastando clicar no executável.

    Você consegue algo parecido com linguagens/runtimes mais modernos, mas me parece que o Delphi estava muito mais próximo do antigo “Turbo C” nesse quesito. Mínimas dependências do ambiente, todo o resto vc carrega junto.

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