Nota: Eu acho a palavra “prequela” horrível apesar de estar no dicionário. Eu francamente prefiro dizer “A prequel” (é como dizer “mouse” em vez de “rato”);
Eu não sabia que isso existia. Só esbarrei esta semana na estória em quadrinhos que é uma prequel oficial de Man of Steel.
SPOILERS ABUNDANTES
Basicamente conta a estória de como a scout ship que vemos em Man of Steel veio parar na Terra, pilotada por ninguém menos que Kara Zor-El (Supergirl).
A estória é fraca e seu pior ponto é tentar nos convencer que numa sociedade que não vê um assassinato em mil anos Kara foi capaz de desconfiar de assassinato e desmascarar o assassino imediatamente.
Mas juntando com Man of Steel vira uma bagunça.
- Claramente o nosso Sistema Solar não era o destino da nave. Mais um motivo para Jor-El não saber que havia uma câmara de gestação na Terra;
- Kara e Dev-Em certamente sobreviveram à queda da nave. Onde e por que esses kriptonianos (um deles sendo um louco homicida) se esconderam na Terra por no mínimo 18 mil anos?
- Por que esses mesmos kriptonianos nunca tentaram recuperar a nave?
- Seria realmente interessante ver uma caracterização de uma Supergirl com 18 mil anos de idade (mesmo que não envelheça fisicamente). Mas vão fazer isso ou tentar nos convencer de que ela é menos madura que Clark?
- Será que isso quer dizer que Kara vai salvar a pele dos terráqueos em Justice League?
O novo trailer de Justice League dá duas dicas de que Supergirl pode estar nele, em 1:41 e 3:52
Por que não usar o bom e velho português e chamar de “Prólogo”, ao invés de Prequel?
Porque prólogo está para prequel assim como epílogo está para sequel.
Encontrei uma alternativa: “Pré-sequência“.
Pode ser de arrepiar linguistas, mas acho muito mais elegante que “prequela”.
Me desculpe, mas eu acho que prólogo se aplica muito bem. Você está partindo de uma falsa lógica, relacionando com epílogo. O prólogo pode ser uma obra completa. O Hobbit sempre foi descrito como o prelúdio do Senhor dos Anéis, por exemplo.
Prequela é anglicismo lusófono e pré-sequência é uma verdadeira monstruosidade, hehehehe.
Eu discordo. Por toda a minha vida “prólogo”, assim como o epílogo, sempre foi parte de uma obra e nunca uma obra completa adicionada a ela depois da publicação e consumida separadamente.
Eu tenho uma opinião fortíssima contra a diluição do significado de palavras. Eu não aceito que se sequestre uma palavra porque alguém não achou outra melhor. No mínimo, isso leva a imbecilidades como “táxi pirata” e no máximo ao cenário de 1984.
E olha que “taxi pirata” é duplamente imbecil, já que a expressão “táxi clandestino” já era consagrada antes do surgimento do jornalismo analfabeto.
Eu prefiro, e vou usar, palavras completamente inventadas da minha cabeça antes de aceitar diluir o significado de uma palavra existente.
Claro, se você me mostrar evidência de que “prólogo” já tinha esse significado quando fui alfabetizado (ou está em uso assim há pelo menos duas décadas e eu não vi) eu posso ser levado a admitir que minha objeção não se aplica a esse caso.
Esqueci de acrescentar:
Com essa parte eu concordo!
Prelúdio, talvez. Prólogo, não é.
Nem percebi que usei Prólogo e Prelúdio no comentário, hehehehe. Tou com a edição do Hobbit da Editora Europa América aqui em mãos e realmente está escrito: “O Hobbit é não só uma história maravilhosa, como o prelúdio a O Senhor dos Anéis.”
Fechemos em prelúdio como um bom termo então, hehehehehe.
Nahhhhh… Voccê está usando a “estratégia do bode na sala” comigo, é?
“Prelúdio” é muito mais elegante e menos ambíguo por ser uma metáfora[1]. Não se aplica realmente como substituto do adjetivo “prequel”. É outra forma de se referir ao objeto.
[1]Posso estar errado quanto a isso mas não muda o resultado.
E, se me permite um off topic, como eu já tinha comentado com você em um email, continuo não recebendo as notificações de resposta aos comentários.
Ué… não lembro de você ter reclamado disso. Eu lembro de você estar sendo barrado pelo plugin anti-spam, que eu desativei meses atrás.
Verdade, devo ter me confundido. Teve também aquela vez que meus comentários sumiram, você me mandou um email avisando, mas depois eles apareceram.
E a Netflix adotou “prequência” como tradução de “prequel”. Acho muito melhor que “prequela”.