A premissa é interessante: um milhão de pessoas desapareceram da face da terra repentinamente, incluindo Lois Lane, enquanto o Superman estava fora do planeta em uma missão (e uma estória mal contada) de resgate.
Mas é só a premissa que é interessante. Os longos diálogos pseudo-intelectuais (sempre é possível que o roteirista seja muito mais inteligente do que eu mas nesse caso eu duvido) entre Superman e o padre são cansativos. Muita coisa não é explicada e o que é, o destino dos desaparecidos, não convence. Aliás, a estória desanda justamente quando a verdade começa a ser revelada. Até então você é mantido intrigado com as pistas mostradas, formulando hipóteses… O roteirista até faz você desconfiar dos mocinhos mas em vez de você se sentir apenas surpreso com a reviravolta, você se sente enganado pela falta de explicações (Como eles sabiam? Por que esconderam de Kal-el?). A maior parte do terceiro ato é uma batalha cansativa. Não gaste seu dinheiro com isso.
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É mais uma estória alternativa da origem do Superman. Disponível também em português. É moderna, bem escrita, com bons diálogos e acima de tudo não tem a pieguice habitual. Gostei principalmente das vezes que o roteirista me surpreendeu nas mudanças que fez para a estória original. Tem seus defeitos, mas é uma leitura agradável e me fez querer ver mais desde o final do primeiro volume.
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Schlock Mercenary é uma estória em quadrinhos online (“webcomic”) dos gêneros ficção científica, comédia e drama, indicada cinco vezes para o Prêmio Hugo, que conta as desventuras de uma equipe de mercenários enquanto tentam alternadamente salvar seus clientes, a própria pele ou a galáxia. A estória vem se desenrolando desde meados de 2000 e a qualidade visual melhorou dramaticamente desde então. Tanto que o próprio autor recomenda que você comece a leitura dez anos depois.
Mas não é a progressivamente melhor qualidade visual que tem importância. O forte de SM está na narrativa, que é bem amarrada e exibe uma ficção científica inteligente com pitadas de filosofia. Eu não tenho o conhecimento necessário para discernir se tudo o que o autor escreve faz sentido (há muita física complicada envolvida), mas que ele parece saber do que está falando, parece. E se você estiver perdido, ler o post correspondente da discussão no Reddit pode esclarecer suas dúvidas. Infelizmente, como o autor não tem um link de cada tirinha para a respectiva discussão no Reddit e a busca lá é espantosamente ruim (como parece ser regra em “redes sociais”), você pode ficar limitado à discussão mais recente.
Somente esbarrei em SM há uns dois meses, quando vi um link para um episódio em uma discussão no slashdot. Eu não entendi nada do que estava se passando, mas fiquei intrigado, voltei algumas semanas na narrativa e acabei fisgado. Acabei lendo todos os quase dezenove anos de quadrinhos desde o início. Eu só não gostei realmente de recentes desenvolvimentos relacionados com o projeto Laz’R’Us e os backups RED-REO porque isso acabou comprometendo a dramaticidade.
Infelizmente não existe versão em português, ainda. Mas o universo criado pelo autor é tão rico que eu não ficaria surpreso se virasse no mínimo uma série da Netflix.
Nem todo mundo é “poliglota” como o Mestre Jefferson… kkk … brincadeira, ok? A maioria aqui vê filmes com legendas, acessa links (principalmente da Wikipédia) em português, etc.
Eu não poderia dizer que sou “poliglota” nem se pudesse colocar as linguagens de programação na conta
É difícil dizer qual o percentual de meus leitores que sabe inglês, até porque hoje eu não sei mais quantas pessoas lêem o meu blog. A julgar pelo número de comentaristas ativos seria apenas uma dúzia.
Claudio Heckler tinha até um blog em inglês. No outro extremo temos o Luciano Sturaro que só assiste a filmes dublados. Quanto aos outros, não tenho certeza. Apesar de saber que o post só vai ser compreendido por uma parte de meus leitores acho que publicar é melhor que a alternativa: guardar a informação para mim.
E se você pensar bem isso não se aplica apenas a línguas. Tem muita coisa que eu publico em português mesmo que tenho razoável certeza de só interessar (ou ser compreendido) por uma fração dos meus leitores, até porque vocês me acompanham por uma variedade de razões.
Isso é o que importa, afinal, foi guardando informação que você trouxe muita gente (eu inclusive) até o Geringonças, e com certeza salvou a vida de praticamente todos.
Keep working e keep blogging (fiz até 2o estagio do CCAA, uns 30 anos atrás kkkk)
Há vários anos no início da minha jornada no mundo da informática o conteúdo publicado me trouxe ao blog (Geringonças e Gambiarras) e a qualidade textual me prendeu a ele.
A objetividade da escrita e a “busca da causa raiz” (Quem sabe conserta, quem não sabe formata) ainda trazem inspiração nos dias de hoje, apesar de não ser leitor assíduo, mas às vezes venho ver o que tem por aqui.
Enfim,
Parabéns pelo trabalho, excelente escrita e compartilhamento de informação.
Sucesso!
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Nota: Eu acho a palavra “prequela” horrível apesar de estar no dicionário. Eu francamente prefiro dizer “A prequel” (é como dizer “mouse” em vez de “rato”);
Basicamente conta a estória de como a scout ship que vemos em Man of Steel veio parar na Terra, pilotada por ninguém menos que Kara Zor-El (Supergirl).
A estória é fraca e seu pior ponto é tentar nos convencer que numa sociedade que não vê um assassinato em mil anos Kara foi capaz de desconfiar de assassinato e desmascarar o assassino imediatamente.
Mas juntando com Man of Steel vira uma bagunça.
Claramente o nosso Sistema Solar não era o destino da nave. Mais um motivo para Jor-El não saber que havia uma câmara de gestação na Terra;
Kara e Dev-Em certamente sobreviveram à queda da nave. Onde e por que esses kriptonianos (um deles sendo um louco homicida) se esconderam na Terra por no mínimo 18 mil anos?
Por que esses mesmos kriptonianos nunca tentaram recuperar a nave?
Seria realmente interessante ver uma caracterização de uma Supergirl com 18 mil anos de idade (mesmo que não envelheça fisicamente). Mas vão fazer isso ou tentar nos convencer de que ela é menos madura que Clark?
Será que isso quer dizer que Kara vai salvar a pele dos terráqueos em Justice League?
O novo trailer de Justice League dá duas dicas de que Supergirl pode estar nele, em 1:41 e 3:52
Me desculpe, mas eu acho que prólogo se aplica muito bem. Você está partindo de uma falsa lógica, relacionando com epílogo. O prólogo pode ser uma obra completa. O Hobbit sempre foi descrito como o prelúdio do Senhor dos Anéis, por exemplo.
Prequela é anglicismo lusófono e pré-sequência é uma verdadeira monstruosidade, hehehehe.
Eu discordo. Por toda a minha vida “prólogo”, assim como o epílogo, sempre foi parte de uma obra e nunca uma obra completa adicionada a ela depois da publicação e consumida separadamente.
Eu tenho uma opinião fortíssima contra a diluição do significado de palavras. Eu não aceito que se sequestre uma palavra porque alguém não achou outra melhor. No mínimo, isso leva a imbecilidades como “táxi pirata” e no máximo ao cenário de 1984.
E olha que “taxi pirata” é duplamente imbecil, já que a expressão “táxi clandestino” já era consagrada antes do surgimento do jornalismo analfabeto.
Eu prefiro, e vou usar, palavras completamente inventadas da minha cabeça antes de aceitar diluir o significado de uma palavra existente.
Claro, se você me mostrar evidência de que “prólogo” já tinha esse significado quando fui alfabetizado (ou está em uso assim há pelo menos duas décadas e eu não vi) eu posso ser levado a admitir que minha objeção não se aplica a esse caso.
Nem percebi que usei Prólogo e Prelúdio no comentário, hehehehe. Tou com a edição do Hobbit da Editora Europa América aqui em mãos e realmente está escrito: “O Hobbit é não só uma história maravilhosa, como o prelúdio a O Senhor dos Anéis.”
Fechemos em prelúdio como um bom termo então, hehehehehe.
Nahhhhh… Voccê está usando a “estratégia do bode na sala” comigo, é?
“Prelúdio” é muito mais elegante e menos ambíguo por ser uma metáfora[1]. Não se aplica realmente como substituto do adjetivo “prequel”. É outra forma de se referir ao objeto.
[1]Posso estar errado quanto a isso mas não muda o resultado.
Não, eu não estou falando do malfadado erro que até o Windows 9x causava o colapso total do SO. General Protection Fault é também o nome de uma webcomic de acesso gratuito sobre geeks/nerds que existe desde 1998. Eu ainda estou lendo as tiras de 2001, mas gostei da maior parte do que vi até agora.
Infelizmente não conheço versão em português, mas se você consegue desenrolar o inglês e gosta de piadas sobre a vida dos geeks/nerds em geral, confira!
Conheço, sim. Mas só vira algumas tirinhas há alguns anos e nunca mais (nem lembro que impressão tive na época). Fui conferir depois que você me lembrou dele e gostei.
O que aconteceria se o superman de repente ficasse pu*o com a humanidade e resolvesse agir como um deus colérico e vingativo?
Esse tema é tratado em Irredeemable usando um outro personagem: o ser conhecido como “The Plutonian”.
The Plutonian, após anos servindo ao povo da terra magnificamente mas sob pressão dos próprios humanos para ser “melhor”, comete um erro. E dos grandes. De um dia para outro ninguém mais se lembra do que ele fez de bom; como se seu erro fosse “imperdoável”. Daí vem o nome da revista.
Mas ele tem o poder de um deus e não precisa tolerar insetos. Ainda mais insetos mal agradecidos, não é mesmo? Então The Plutonian faz coisas que nós jamais veremos o Superman fazendo, seja nas telas ou nos quadrinhos. Digamos que a destruição de Coast City pelo Lanterna Verde (edit: fiz uma confusão danada) foi um chilique de criança malcriada perto do que The Plutonian decide fazer. Definitivamente não é uma revista em quadrinhos para crianças.
A estória mostra o esforço dos outros heróis da Terra para tentar contê-lo, tendo ao mesmo tempo que lidar com a desconfiança dos humanos e a traição de outros super-humanos.
Até agora, já li até a edição #28 e gostei da maior parte do que vi. Mas os últimas edições foram “um saco”. Espero que a narrativa melhore.
Vou ler, tou querendo ler coisas legais e diferentes de “mainstream”.
Jefferson, quando descobri quadrinhos digitais conheci junto essas, que te recomendo:
– The Walking Dead (agora faz sucesso devido ao seriado, mas o gibi é 100 vezes melhor)
– Powers (sensacional, tem começo meio e fim, gosto disso, procura pela v1 e v2), ou lê somente o primeiro arco de histórias e ve o que acha, gosto tanto que até penso em comprar a coletânea eu capa dura na Amazon :), já li 3 vezes… sério http://en.wikipedia.org/wiki/Powers_%28comics%29
– Gibis dos irmãos Luna, recentemente li The Sword, muito interessante http://www.lunabrothers.com/bib_sword.php
Mas antes tinha lido The Girls, que é muito legal , ao invés de zumbis, são mulheres assassinas, ótimo http://www.lunabrothers.com/bib_girls.php
Também com começo meio e fim
– Invincible, essa infelizmente não tem começo meio e fim, até hoje vai, é do mesmo autor de Walking Dead, é bem legal, recomendo ler tb o primeiro arco, o primeiro arco realmente prende você http://en.wikipedia.org/wiki/Invincible_%28comics%29
– Y the last man, esse já ouviu falar? O que você faria se você fosse o último homem da terra?
Chorei em várias edições…. também com começo meio e fim, essas são algumas, tem outras, depois recomendo mais :P http://en.wikipedia.org/wiki/Y:_The_Last_Man
Eu quase terminei de ler Y:_The_Last_Man. No início achei fantástico, mas depois virou uma encheção de linguiça danada. Eu devo ter parado de ler bem perto do fim, não porque tivesse desistido, mas porque a série ainda esteva sendo publicada. Como eu tinha perdido a empolgação, não procurei os últimos exemplares.
The Walking Dead está na minha lista faz tempo. Bem antes do seriado.
Sobre The Walking Dead, há algum começo ou fim para a história dessa revista ? Porque na TV só mostra os zumbis já dominando e todo mundo fugindo (e alguns morrendo). E não parece que os sobreviventes tenham qualquer chance de virar o jogo.
Eu li apenas umas quatro edições, que comprei em um sebo há pelo menos 20 anos. Era em preto e branco e se não me engano editada pela Cedibra. Não me lembro de nada da estória além de não ter entendido porque faltavam números.
Também tenho a edição em PB (só não estou certo se é da Cedibra), mas tem um arco completo da história. Tenho todas as edições aqui em pdf. vc tem um ftp aonde eu possa colocar isso? são 256M e creio que vc vai gostar.
Eu tenho uma lista enorme na fila ainda. Obrigado, mas é melhor deixar para depois. Senão você vai ter o trabalho para ficar esquecido em um canto do meu HDD.
localizei 27 edições aqui no meu diretório de comics e fui dar uma olhada. A princípio, a qualidade gráfica daquela década desanima, mas acatando sua sugestão eu continuei lendo. Gostei do que vi. Miracleman veio para o início da fila agora
Bom, é Alan Moore, né? Até hoje não lí nada ruim dele. mas veja só, 27 edições? Eu tenho até a edição 24, a 25 é apenas de páginas que não chegaram a ser publicadas (pelo que eu pude entender) e uma edição especial. Quando você terminar, se puder listar as edições que tem eu agradeço.
José Carneiro, é muito bom mesmo, recomendo, quando comecei a ver o seriado pensei que ia seguir o mesmo caminho, fiquei triste quando mudou muita coisa… parei de ver, o gibi continua ainda muito bom. Eu vou dar mais uma chance ao seriado com a segunda temporada (só vi a primeira), e ainda espero o arco na tv do Governador
E volto a dizer aqui para o Jefferson, quando eu conheci os comics no PC (cbr, cbz) eu baixei muita coisa mesmo, enchia em casa CDs (depois DVDs) só de comics, viciei mesmo, mas com o tempo passei a cansar de ler sentado na cadeira do PC… eu que era leitor de quadrinhos em papel, sempre lia no banheiro… ler no PC não era a mesma coisa. Passei 2 anos sem ler comics, até o dia em que comprei meu Quench e instalei um leitor de cbr no mesmo, achei o máximo, mesmo, pena que era tão pequeno, cansava muito ler nele. Bem, fiz um dos melhores investimentos que podia ter feito e comprei um iPad, paguei caro, no ML, importado e tudo mais, e não me arrependo de ter gasto 1 centavo, MESMO!
Naquela época não existiam muitos tablets android, nada. Acho até que compraria um Android para isso, como não tinha fui de iPad mesmo, eu uso ele 99% do tempo para leitura, e sério, Jefferson é outra coisa mesmo. Peguei muitas séries que eu já tinha lido, reli tudo, é outra coisa, outro gosto… mesmo. Já disse a você, não se compara, experimente um Tablet para leitura de comics…
Sim, sou viciado nessas leituras
Foi bom conhecer esse Irredeemable, baixei as primeiras edições, vou experimentar
Li tudo, acompanhei do início ao fim, muito bom
Um herói no mundo real, que entra para política.
E Kick Ass? Já leu? Comecei a ler ontem a segunda parte… interessante.
Achei interessante, mas sem paciência pra tradução, inclusive pelo meu baixo vocabulário no inglês.
Nem todo mundo é “poliglota” como o Mestre Jefferson… kkk … brincadeira, ok? A maioria aqui vê filmes com legendas, acessa links (principalmente da Wikipédia) em português, etc.
Eu não poderia dizer que sou “poliglota” nem se pudesse colocar as linguagens de programação na conta
É difícil dizer qual o percentual de meus leitores que sabe inglês, até porque hoje eu não sei mais quantas pessoas lêem o meu blog. A julgar pelo número de comentaristas ativos seria apenas uma dúzia.
Claudio Heckler tinha até um blog em inglês. No outro extremo temos o Luciano Sturaro que só assiste a filmes dublados. Quanto aos outros, não tenho certeza. Apesar de saber que o post só vai ser compreendido por uma parte de meus leitores acho que publicar é melhor que a alternativa: guardar a informação para mim.
E se você pensar bem isso não se aplica apenas a línguas. Tem muita coisa que eu publico em português mesmo que tenho razoável certeza de só interessar (ou ser compreendido) por uma fração dos meus leitores, até porque vocês me acompanham por uma variedade de razões.
Isso é o que importa, afinal, foi guardando informação que você trouxe muita gente (eu inclusive) até o Geringonças, e com certeza salvou a vida de praticamente todos.
Keep working e keep blogging (fiz até 2o estagio do CCAA, uns 30 anos atrás kkkk)
Há vários anos no início da minha jornada no mundo da informática o conteúdo publicado me trouxe ao blog (Geringonças e Gambiarras) e a qualidade textual me prendeu a ele.
A objetividade da escrita e a “busca da causa raiz” (Quem sabe conserta, quem não sabe formata) ainda trazem inspiração nos dias de hoje, apesar de não ser leitor assíduo, mas às vezes venho ver o que tem por aqui.
Enfim,
Parabéns pelo trabalho, excelente escrita e compartilhamento de informação.
Sucesso!