O que fazer para alterar o IP de um servidor WK-RADAR

O WK-Radar é um sistema de gestão empresarial da WK Sistemas para o qual esse meu cliente não tem mais suporte. As empresas que usavam esse sistema fecharam e ele só é mantido por causa de problemas legais/fiscais. Eu precisei mudar o IP desse servidor quando ele foi movido de cidade. Eu inicialmente fiz uma gambiarra com um roteador e o comando route do Windows para fazer com que o único usuário que usava o sistema pudesse encontrar a máquina na rede apesar do endereço IP ser muito diferente. Mas eu queria eliminar a necessidade desse roteamento e da camada de complexidade que ele adicionava à manutenção.

Foi de certa forma “fácil”, para determinadas definições dessa palavra. Tudo o que precisei fazer foi mudar, no Registro do Windows na máquina do usuário, todas as ocorrências do endereço IP antigo pelo novo. O problema é que tive que fazer isso pelo menos 139 vezes.

É isso mesmo. O danado do programa cria 139 chaves sob HKEY_CLASSES_ROOT na máquina do usuário e mais uma dezena de outras*. Existem programas que se propõem a fazer essa substituição automaticamente mas como essa máquina é da contabilidade/fiscal eu não ousei usar um processo automático de um programa desconhecido. Escolhi fazer as 139 edições uma a uma. É claro que fiz backup do Registro primeiro.

Com esse problema resolvido eu pude fazer a virtualização do servidor físico com o disk2vhd e agora ele reside no servidor Virtualbox da empresa. Pelo menos com a mudança de hardware o programa não me criou nenhum problema, seja de licenciamento ou qualquer outro. Uma máquina a menos ocupando espaço no rack e gastando energia por causa de um único usuário usando esporadicamente.

 

*E essas são só as que fazem referência ao IP do servidor. Só a WK sabe quanta gordura ela despeja de fato no Registro.

2 comentários
  • Jefferson - 6.631 Comentários

    Antes de partir para mudar o IP do servidor WK-RADAR eu pesquisei bastante sobre como fazer um roteamento “virtual” no servidor Virtualbox e não encontrei uma solução que não envolvesse adicionar outra placa de rede ao servidor. Eu queria que a máquina virtual de endereço 192.168.20.111 pudesse ser acessada dentro da máquina real de endereço 192.168.40.221. Talvez indicando que 192.168.40.221 era o gateway para a sub-rede 192.168.20.x na máquina do usuário do WK-RADAR. Mas não encontrei nada sobre como fazer o direcionamento da máquina física para a virtual (eu não experimentei). E meu limitado conhecimento de redes não garante que isso seja possível.

  • Snow_man - 313 Comentários

    Em 1999 comecei a trabalhar num shopping, e a contabilidade na época usava um programa da WK (Era pré-erp)
    Achei bem interessante seu post, sempre gostei de mexer com configuração de rede, mas fazer esse mix de ips realmente é complicado, não tenho profundidade e não arrisco rs.
    Sobre a virtualização, preciso começar a aprender, pois me pareceu interessante reduzir espaço em rack.

    Ah, e obrigado por voltar a postar, faz falta.

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Microsoft Visual FoxPro: Member EXTENSAO does not evaluate to an object

Essa mensagem é terrivelmente enganadora. O usuário sofreu com ela por mais de um mês sem poder abrir o programa (E-Fiscal da Sage/Folhamatic) porque eu não fazia idéia de como resolver.

Ao tentar abrir o programa os seguintes erros apareciam em sequência:

RETURN/RETRY statement not allowed in TRY/CATCH

Uma busca no Google por essas expressões não me fez chegar nem perto da causa do problema.

Isso começou por coincidência após a atualização do servidor Folhamatic, o que foi outra coisa que me tirou do caminho para a solução. Na verdade tudo foi causado por um defeito no HDD do usuário, que estava corrompendo arquivos diariamente.

Apos clonar a instalação para um HDD bom, com a ajuda do suporte da Sage eu reinstalei o programa cliente na máquina mas o problema persistiu e aí o suporte se limitou a dizer que o problema era na máquina e para consertar só pagando por fora a eles. Então eu resolvi estudar o processo de instalação para procurar pistas do que era que o programa precisava para rodar.

Preparei uma máquina com Windows 8.1 e depois de quebrar a cabeça por um tempo porque a instalação do programa deles é bem burrinha, descobri que este instalava o DotNet 4.6. Na reinstalação essa dica não apareceu. O instalador deve ter visto que estava instalado e pulou essa parte silenciosamente.

Desinstalei o danado da máquina problemática e instalei de novo. Problema resolvido.

Perceba que o problema não tinha absolutamente nada a ver com o “Microsoft Visual FoxPro”, um ambiente de desenvolvimento descontinuado da MS que foi atualizado pela última vez em 2007 e que eu nem sabia que podia acessar funções do framework dotNET. Mesmo agora, sabendo que o problema foi causado pelo dotNET e fazendo uma busca no Google de acordo, nenhum resultado relevante aparece.

A impressão que tenho até agora do suporte da Sage:

  • Instaladores acessíveis apenas para quem tem login/senha no site deles – nota ruim no meu conceito, até porque isso significa que eu não posso/devo fazer links para criar meus próprios tutoriais;
  • Instaladores não funcionam como deveriam. Eu instalei o programa em uma máquina e quase não consegui fazer conversar com o servidor (assunto para outro post);
  • Explicações no site poderiam ser melhor pensadas;
  • Páginas de suporte desatualizadas, apontando para instaladores que não funcionam mais;
  • A qualidade do suporte telefônico depende de quem atende sua ligação.

 

3 comentários
  • Alexandre Prestes - 10 Comentários

    Impressionante como isso é comum nessas empresas que desenvolvem esse tipo de software. Programas com péssimo tratamento de erros, procedimentos de instalação obscuros propositalmente, suporte sem uma base de conhecimentos para compensar os dois primeiros pontos.

    Parece que o objetivo é empurrar horas de suporte avulsas para os clientes pra resolver problemas que eles mesmo criam.

  • Victor - 1 Comentário

    Conheço muitos sistemas comerciais/fiscais que foram desenvolvidos em FoxPro e basicamente são softwares feitos numa linguagem morta/sem suporte, programados há 10-15 anos atrás contemplando apenas Windows XP/Vista/7 e as empresas querem continuar ganhando dinheiro em cima sem atualizar absolutamente nada. A compatibilidade com versões mais atuais do Windows é cada vez menor, ao ponto que muitos clientes ficam presos à obrigação de rodar os mesmos em máquinas desatualizadas e cheio de gambiarras.

    • Jefferson - 6.631 Comentários

      Eu não sei se isso é um problema da idade da linguagem/ambiente. Eu desenvolvo em Delphi 7, um ambiente que já era “velho” em dezembro de 2003, quando foi lançado o Delphi 8. Hoje, 16 anos depois, a única coisa de que sinto falta é o suporte a Unicode das versões mais novas. E ainda assim muito raramente. Por exemplo, eu não consigo acessar um arquivo com nome que contenha caracteres japoneses ou chineses no Windows.

      Segundo a Wikipedia, essa versão “obsoletada” 16 anos atrás é a mais usada de todas as versões do Delphi. Mesmo com a onipresente mentalidade de que “mais novo é melhor”.

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Winthor: Caixa específico sempre imprimindo DANFE em Contingência

Outros caixas operando normalmente.

  1. Certifique-se de que a data/hora reportada pelo Windows está correta;
  2. Apague o valor de TEMPOCONTINGENCIA (uma data/hora) no arquivo PCAUX2075.ini;
  3. Reinicie a rotina 2075.

Pelo menos isso foi o que eu vi o suporte da TOTVS fazer remotamente.

A TOTVS tem um texto sobre esse assunto, mas só parece se aplicar a toda a operação em contingência.

 

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Gostei de tudo o que ouvi de Emeli Sandé até agora

Meu interesse começou quando assisti a este vídeo:

Eu gostei da voz e por isso decidi conferir também o álbum Our Version of Events. Não é comum eu favoritar todo um álbum (14 músicas) mas foi o que acabou acontecendo, música após música.

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Winthor: Dicas sobre a rotina 2092 – Busca Preço

A rotina 2092 é a rotina usada como intermediário entre terminais de consulta como o Gertec TC505/TC504 e o servidor principal Winthor. Você a executa em uma máquina qualquer e configura o IP dessa máquina como servidor  nos terminais de consulta.

Para reconhecer novos terminais, vá em Serviços, clique em Desativar e depois em Ativar. O terminal deverá aparecer. Se aparecer como “não cadastrado”, abra a aba cadastro e insira as informações do terminal. Se o terminal não for cadastrado a rotina 2092 sempre vai responder a toda consulta com “Não encontrado”.

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Winthor: Configuração da impressora na rotina 2075

Ela não existe. Na verdade a rotina imprime na impressora padrão do Windows.

Mover a impressora Bematech não-fiscal para outra porta USB (especialmente por troca da placa-mãe) pode eventualmente fazer com que a impressão não saia mais, porque o Winthor está imprimindo na porta serial virtual errada. Eu não tive tempo para checar se poderia resolver isso através de configuração da impressora mas desinstalar o driver e instalar de novo resolve o problema.

1 comentário
  • Snow_man - 313 Comentários

    Resolve sim, porque o software da Bematech faz o ajuste da porta usb com a serial virtual. É o melhor modo de ajustar quando muda de porta usb.

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Erro 0x80070422 ao tentar instalar uma atualização .msu da Microsoft

Na ocasião eu estava tentando aplicar um patch para o blueekeep no Windows 7. A causa do problema era o serviço Windows Update desativado na máquina e bastou colocar em Manual para o problema sumir.

3 comentários
  • Snow_man - 313 Comentários

    Sempre desativo atualizações automáticas ao formatar um pc, e eventualmente preciso reativar pra instalar algo (em geral .msu mesmo) mas não é sempre que lembro, o sistema em vez de avisar logo, fica mandando esses códigos de erro pra ter que pesquisar no google kkkk

    Foi bom você registrar aqui.

    • Jefferson - 6.631 Comentários

      Eu costumo desativar o serviço Windows Update porque além de eu não gostar de atualizações automáticas volta e meia eu me deparo com uma máquina misteriosamente lenta e a causa, que não é óbvia a princípio porque o serviço está “escondido” por um processo svchost, é o Windows Update consumindo 100% da CPU sem parar.

      • Snow_man - 313 Comentários

        Um serviço que costumo desativar também é o Superfetch, dizem que ele acelera processos mas acho que consome mais rodando em segundo plano como o Update. O que você acha?
        Quais serviços podemos desligar no windows 7 e 10 que não fazem falta?

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Monitor Samsung S19A300B não reconhece sinal em nenhuma entrada

Outro sintoma desse mesmo problema é o monitor ficar alternadamente exibindo cores sólidas em tela cheia.

O problema pode ser facilmente resolvido com uma atualização de firmware e nem é necessário ferramentas especiais. Basta conectar com o cabo VGA a um notebook ou outro computador que tenha uma saída de vídeo extra e rodar o atualizador da Samsung que pode ser baixado aqui. O que usei foi o SamsungFirmwareUpdater_1.1.07_120227.

7 comentários
  • Richard - 21 Comentários

    Tenho uma unidade deste monitor que apresenta o que aparenta ser um defeito no LCD, mas eu tentei atualizar o firmware primeiro só por desencargo de consciência, e com isso tenho duas observações:

    1. A Samsung retirou todos os downloads da página, mas consegui acessá-la pela Wayback Machine e encontrar o link do atualizador, que ainda funciona: http://downloadcenter.samsung.com/content/FM/201203/20120302184541530/SamsungFirmwareUpdater_1.1.07_120227.exe

    2. O atualizador não funcionou em duas máquinas com Windows 7 de 64 bits, com um crash na fase “Checando configuração do sistema”, mas consegui executá-lo em uma terceira máquina com Windows XP de 32 bits. Todas são notebooks com vídeo onboard Intel HD Graphics 3000.

  • Richard - 21 Comentários

    Duas observações sobre o atualizador:

    1) Não funcionou em nenhuma das máquinas com Windows 7 e Windows 10 que tentei, precisei rodá-lo no Windows XP;

    2) Quando precisei baixá-lo há uns 3 meses, ele não estava mais na página da Samsung, mas ainda podia ser baixado pela Wayback Machine. Agora (março de 2020) ele está de volta.

  • Matuto - 129 Comentários

    Vou aproveitar o tópico pra explicar um problema que tenho aqui.

    Eu tenho um Monitor Samsung modelo S20A300B (LS20A300BSMZD), que a autorizada da Samsung diz que “trocou a placa lógica”, porém a imagem não fica centralizada, nem mexendo na resolução. Pelo AIDA64, eu percebi que ele detecta esse monitor como “S19A300B”.

    Após alguns anos com esse monitor parada eu resolvi tentar resolver o problema atualizando o firmware pelo software da Samsung, mas ele diz que já está atualizado.

    Então eu fiquei com uma dúvida:

    -> Se a placa lógica for a mesma pra vários modelos, eu poderia simplesmente gravar o firmware do modelo S20A300B no chip BIOS desse modelo S19A300B e o monitor funcionaria como o S20A300B ou não tem como?

    *OBS: Eu tentei fazer a gravação de BIOS por um gravador que comprei da China, mas não obtive sucesso. Talvez por erro meu.

    • Jefferson - 6.631 Comentários

      Se a placa lógica for a mesma pra vários modelos, eu poderia simplesmente gravar o firmware do modelo S20A300B no chip BIOS desse modelo S19A300B e o monitor funcionaria como o S20A300B ou não tem como?

      Por um lado me parece que sua experiência já responde à pergunta. Ou o que você tem aí é uma placa do modelo S20… que erroneamente reporta ser o modelo S19… (e nesse caso é claro que você pode gravar o firmware do S20…) Ou você tem uma placa do modelo S19… que claramente funciona em um monitor S20…

      Por outro lado, se eu nunca tivesse ouvido o testemunho da sua situação eu diria que primeiro seria necessário comparar as especificações dos dois monitores. Se ambos tem certas características físicas (notadamente resolução) idênticas e a diferença é apenas de uma polegada a mais no display, há uma grande chance de que as placas sejam idênticas mudando apenas o firmware ou este pode pode ser também o mesmo e o que muda são parâmetros gravados na EEPROM.

      Se os monitores tiverem resoluções diferentes isso ainda é possível, embora mais difícil.

      Ocorre que os monitores tem mesmo resoluções diferentes. O menor tem 1366×768 e o maior 1600×900. A primeira questão que me vem à mente é: você consegue ir a 1600×900 ou agora está limitado a 1366×768?

      • Matuto - 129 Comentários

        Eu liguei o monitor num notebook com Windows 10 e placa de vídeo Intel Graphics e o máximo de resolução é 1366×768.

        Num outro monitor Samsung S20C300L (este funcionando normalmente), no Windows 10 eu consigo até 1920×1080, em outro notebook.

        Então eu acredito que o monitor com defeito realmente está com a Placa lógica do modelo de 19 polegadas.

        Vocês acham que eu ainda posso fazer mais testes ou realmente a opção mais viável é gravar o BIOS da S20A300B e ver o que acontece?

  • Luiz Henrique - 1 Comentário

    Executei este procedimento em um Samsung SA300 e não obtive êxito. Quando executo o programa, ele dá uma mensagem informando que o monitor já possui a versão atualizada da BIOS e encerra.
    Alguém já teve este problema e conseguiu solucionar?

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Verifique se sua rede está vulnerável ao bluekeep

Na sexta feira passada foi publicado um exploit para a até então teórica vulnerabilidade do protocolo RDP  do Windows chamada de “bluekeep” que permite a um atacante remoto invadir um sistema vulnerável ganhando totais privilégios. Se você ainda não aplicou os patches da MS é bom fazê-lo imediatamente. Mas mesmo que você tenha aplicado é sempre bom testar se está funcionando mesmo e para isso o utilitário rdpscan por enquanto não tem substituto mais simples de usar.

Você executa informando a faixa de endereços que quer testar asim:

rdpscan 10.129.40.1-10.129.40.254

E ele responde com algo assim:

 

No exemplo, a máquina .203 ainda está vulnerável.

É importante sempre lembrar que você não se deve deixar enganar pelo termo “remoto” e pensar que isso envolve acesso à internet. Uma máquina vulnerável pode ser invadida por outra máquina infectada dentro de sua própria rede, sem qualquer intervenção do usuário na máquina vulnerável. Um usuário sem poderes de administrador numa máquina segura qualquer pode infectar uma máquina vulnerável dando poderes de administrador ao vírus nesta, que por sua vez tentará infectar outras. E lembrando também que ransonware nem precisa de permissões de administrador em lugar algum.

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Um pouco sobre a complexidade do Winthor

A operação do Winthor numa empresa de varejo hoje requer quatro servidores:

  • Servidor principal Linux (Oracle) – requer a assistência de um DBA Oracle pois a TOTVS não dá suporte a ele;
  • Servidor DocFiscal Windows – Responsável por toda comunicação com a SEFAZ;
  • Servidor WTA (Winthor Anywhere) Windows – Requerido para atualização dos programas (rotinas) e para a operação do DocFiscal;
  • Servidor de faturamento Windows – responsável por coletar as vendas dos caixas e enviar para o servidor principal;

Eu estou atendendo a uma empresa que tem duas operações desse tipo e por isso tem oito servidores dedicados ao Winthor.

Por um lado eu acho que usar servidores distintos reduz o risco de uma atualização em um requisito do sistema conflitar com a operação de outro e facilita a manutenção e a redundância. Por outro lado gera um problema para manter quatro máquinas rodando e sincronizadas. Você só percebe esse último problema quando se depara com a necessidade de mover uma ou mais delas entre redes e alterar os respectivos endereços IP e se pergunta: “onde eu tenho que configurar cada um dos servidores e cada um dos clientes que acessam esses servidores para não quebrar a operação?”

Depois que você sabe é “fácil”, mas como eu esperava as configurações são espalhadas:

  • Mudança no endereço IP do servidor principal:
    • No próprio servidor, além da óbvia mudança do IP na configuração do Linux é preciso editar o arquivo listener.ora;
    • Cada estação que acessa o chamado “menu Winthor” precisa ter o arquivo tnsnames.ora editado;
    • Cada caixa precisa ter o “dblink” recriado pelo menu F5 “Manutenção checkout” da 2075 pois do contrário apesar de supostamente a operação da 2075 ser “offline” existe uma carga obrigatória no início do dia que não poderá ser feita e a rotina se recusará a abrir o caixa;
    • O servidor DocFiscal precisa ser reconfigurado com novo endereço via sua interface web.
  • Mudança no endereço IP do servidor DocFiscal precisa ser informada na rotina 132;
  • Mudança no endereço IP do servidor WTA precisa ser informada na rotina 132;
  • Mudança no endereço IP dos caixas precisa ser informada ao servidor de faturamento no programa de gerenciamento;

Virtualizar todas as máquinas Windows é uma possibilidade, mas o número de outros problemas que tenho a resolver é tão alto que isso vai ficando para depois.

Sobre o servidor principal, no início eu estranhei a TOTVS não dar suporte a ele mas depois a razão disso ficou mais clara. Aparentemente a TOTVS quer deixar evidente que os dados pertencem ao cliente e que ela só fornece um conjunto de programas para manipulá-los. Na maioria dos sistemas comerciais que eu já vi só quem sabe a senha do banco de dados é o suporte técnico do sistema comercial mas com o Winthor, pelo contrário, a TOTVS não sabe a senha, o que já sugere que ela seja diferente para cada cliente, o que por sua vez dificulta a criação de um vírus que tenha como alvo o servidor principal Winthor nacionalmente. E é o cliente que precisa digitar as credenciais durante a instalação dos softwares. Infelizmente o fato de ser usado um SGBD tão complexo quanto o Oracle e ser necessária a contratação de um DBA para cuidar de seus problemas é um ponto negativo.

E justamente o fato do cliente saber a senha permitiu a existência de processos paralelos para obter informações do banco. Um deles já existia quando eu cheguei e eu acabei tendo que criar outro: um programa para consultar o banco de dados e gerar etiquetas de preços com código de barras para os produtos nas gôndolas. O processo anterior era enrolado demais até para mim e estava com uns bugs muito estranhos (do tipo que faz você arregalar os olhos e dizer baixinho: “mas que p***ra é essa?!”) então decidi que criar um software, além de ser um exercício de programação para Oracle, iria me poupar de dores de cabeça com as chamadas de suporte para o processo existente.

O servidor da faturamento roda também um servidor FTP Filezilla. Na primeira vez que vi isso rodando eu não sabia ainda o propósito e tive ânsia de desativar, mas me contive porque tudo era possível nessa empresa. Mais tarde fiquei sabendo que é por FTP que os caixas transferem informações para o servidor de faturamento.  Um problema aí: as credenciais são padrão para toda instalação do Winthor: usuário “caixa” e senha “caixa”. O mesmo ocorre nos caixas: cada um deles tem um servidor Oracle XE com as mesmas credenciais, onde estão armazenadas todas as informações sobre as vendas. Por que o servidor de faturamento precisa de um servidor de FTP para receber as informações quando poderia buscar as informações diretamente nos servidores em cada caixa ainda é um mistério para mim. Um vírus dedicado ao Winthor (ou um funcionário mal intencionado) pode apagar/alterar todas as informações dos caixas (testado) e, se o usuário FTP tiver permissões de apagamento (acaba de me ocorrer que tenho que checar isso) bagunçar tudo no servidor de faturamento também.

 

 

12 comentários
  • Vitor - 1 Comentário

    Já estava com saudades dos seus posts haha.
    Por curiosidade, em qual linguagem programou a solução para gerar as etiquetas de preços?

    • Jefferson - 6.631 Comentários

      Delphi. É a única linguagem com a qual me sinto confortável. Hoje mesmo eu tive que escrever dois programas em Java na faculdade, mas detesto essa linguagem.

  • Jefferson - 6.631 Comentários

    Encontrei outro problema provocado pela mudança no IP do servidor Oracle. O “CCW Agente”, necessário para a operação da Central de Controle Winthor (CCW) deixa de funcionar e você não consegue mais usar a CCW para atualizar o sistema. Eu não sei se é possível corrigir isso em alguma configuração, mas atualizar o CCW Agente resolveu, porque o instalador pergunta tudo de novo.

  • Marcos - 2 Comentários

    Jefferson, tudo bem?

    Estou querendo instalar o WinThor para avaliar melhor as funcionalidades, sabe informar como posso encontrar os scripts para instalar o banco de dados.

    Atualmente tenho o seguinte link que disponibiliza diversos arquivos porém não tem uma documentação para ser seguida.

    Link: http://servicos.pcinformatica.com.br/autoservico/instaladores/

    • Jefferson - 6.631 Comentários

      Até onde sei essa informação não é pública e apenas os DBAs credenciados pela PCSistemas/TOTVS sabem oficialmente como fazer. O banco de dados é instalado pelo DBA durante a implantação do sistema.

      Tenha me mente que ter um DBA responsável pelo banco (não precisa ser um funcionário em tempo integral, pode ser um contrato) é um dos requerimentos da contratação do sistema Winthor.

    • Jefferson - 6.631 Comentários

      Outra coisa: este link que você encontrou é apenas para os softwares do “autoserviço”, que é como eles chamam o faturamento/caixas. Uma instalação completa do Winthor tem centenas de outros módulos (“rotinas”) e mesmo que você consiga achar o instalador do cliente ou baixar as centenas de rotinas manualmente e ainda conseguir instalar/configurar o servidor Oracle, eu acho difícil você conseguir rodar alguma coisa sem o arquivo de licença.

  • Renan - 4 Comentários

    QUAL LINGUAGEM É UTILIZADA PARA CRIAR AS ROTINAS NO WINTHOR?
    EU CONSIGO CRIAR ALGUMAS COISAS UTILIZANDO JAVA E CONECTANDO NO BANCO DE DADOS, PORÉM AINDA ASSIM, VEJO QUE NÃO É A MESMA COISA, PQ NÃO SEI COMO QUE É CADASTRADO COMO ROTINA DENTRO DO PROPRIO WINTHOR.

    • Jefferson - 6.631 Comentários

      A linguagem parece ser Delphi, mas não creio que saber a linguagem vá te ajudar.

      • Renan - 4 Comentários

        Então mano, como eu te falei, eu faço alguns programas, não necessariamente rotinas, utilizo o acesso e tenho conhecimento das tabelas do banco.

        Inclusive fiz um programa para coletores a quinze dias atrás, porém só estava querendo saber mesmo pra ver se me ajuda em alguma coisa.

        Eu só não entendi o que quis dizer quando falou que saber a linguagem não me ajudaria muito.

        Tem alguma complexidade além?
        Algo que não saiba? É isso?

        Eu quero começar a fazer de forma correta igual o pessoal faz, porém eles cobram muito caro por coisas que eu sei que é simples pq eu sou desenvolvedor, mas cobrar 10k em um programa que faz apenas um select no bd é foda.

        E outra, seria pra fazer pra empresa que eu trabalho mesmo sabe.

        Deixar de fazer no Java e passar a fazer como é de fato feito.

        Me Desculpa pela caixa alta anteriormente, não tinha percebido.

        Gostei de seu site, estou terminando de desenvolver um também, quero fazer algumas postagens voltado a desenvolvimento web e desktop

        • Jefferson - 6.631 Comentários

          Você disse que não sabe “como é cadastrado como rotina dentro do próprio Winthor”

          A PC Sistemas (agora TOTVS) pode ter implementado uma API para isso, pode haver um arquivo de configuração em algum lugar, a lista pode estar em uma tabela no banco de dados ou a rotina pode até ser “hardcoded” no programa menu. Nada disso tem a ver com linguagem usada.

          Já coisas como a agilidade do programa, sim, tem a ver com a linguagem/compilador usado.

          • Renan - 4 Comentários

            Obrigado,
            Descobri todas as resposta para minhas dúvidas sobre o Winthor, sou curioso demais, cavei cavei até achar.

            Obrigado pelas dicas.

            Mas agora já sei como o sistema funciona e posso continuar desenvolvendo as rotinas de forma mais prazerosa e de forma correta.

            Abraços.

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