DNS Dinâmico: criando seu próprio DDNS no cPanel – Parte 3: atualizadores.

Graças à modificação feita por Ethanpil no script cPanel original (parte 2 deste texto), os métodos que vou explicar  a seguir são compatíveis com a atualização de serviços como dyndns e no-ip. Ou seja: você pode usá-los também, com pequenas modificações, para atualizar seu IP dinâmico oferecido por esses serviços.

É interessante consultar também: DNS Dinâmico: Como ter no seu site a funcionalidade de whatismyip, check.dyndns ou icanhazip

Windows – arquivo batch híbrido com javascript

Uso

Edite as variáveis na zona javascript

E faça uma edição correspondente na zona batch

Salve o script com a extensão .cmd em uma máquina Windows qualquer que esteja na mesma rede cujo IP externo você quer atribuir ao host. Crie uma tarefa agendada que o execute a cada x minutos.  Se não for detectada nenhuma mudança no IP, o script que se conecta ao cPanel nem será chamado.

Testado apenas no Windows 8.1 x64. Não requer permissão de administrador para rodar.

Esse script não tem nenhuma checagem contra problemas de conectividade.

 

Windows – Powershell

 

 

Uso

  • Edite as variáveis no início do script
  • Salve como, por exemplo, ddns_updater.ps1
  • Use um batch como o seguinte para executá-lo, adaptando o caminho para o arquivo de acordo com sua situação:

  •  Crie uma tarefa agendada que execute esse batch a cada x minutos.  Se não for detectada nenhuma mudança no IP, o script que se conecta ao cPanel nem será chamado.

Testado apenas no Windows 8.1 x64. Não requer permissão de administrador para rodar.

Esse script não tem nenhuma checagem contra problemas de conectividade.

O arquivo batch intermediário é necessário porque, como o Windows é alvo de abusos e o Powershell é poderoso, a MS decidiu bloquear a execução de scripts Powershell por default. Aparentemente é possível agendar uma tarefa para rodar o script diretamente, mas ainda preciso confirmar isso.

 

Outro dia eu expandirei este texto com exemplos de:

 

  • Arduino
  • DD-WRT/OpenWRT

 

4 comentários
  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Acrescentei um exemplo Powershell

  • VR5 - 397 Comentários

    Bom dia Jefferson e colegas. Não sei se podem me ajudar, mas queria uma dica de vocês: atualmente minha filha de 9 anos tem um tablete infantil (da Frozen…) e ele já está fraquinho/memória interna cheia. Pensei em comprar um novo, mas sinceramente as especificações de tablets infantis praticamente não evoluíram nada desde que comprei esse pra ela (cerca de 2 anos). E os tablets “adultos” são muito caros! Eu mesmo tenho um velho Samsung GalaxyTab 3 e eles já está “entregando os pontos” também (não em memória mas em processamento mesmo). O que me aconselhariam nesse caso?

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DNS Dinâmico: Como ter no seu site a funcionalidade de whatismyip, check.dyndns ou icanhazip.

Eu coloquei “whatismyip” no título mais para fins de compreensão imediata da finalidade. Eu não pretendo duplicar a funcionalidade desse serviço específico porque ela cresceu além das necessidades do DNS dinâmico. O script a seguir duplica exatamente a funcionalidade e resposta de icanhazip.com e pode facilmente duplicar a resposta de check.dyndns.com com o mero acréscimo de algumas palavras.

A finalidade é não depender de terceiros. Se você tem um site, por que não usá-lo? Com o bônus de não ter nenhuma surpresa futura com o dono do domínio avacalhando tudo (direito dele) e obrigando você a mudar seus scripts, como aconteceu com whatismyip.com.

O script é decepcionante simples:

Basta salvar isso como, por exemplo, “meuip.php” no seu site e rodá-lo de qualquer lugar. O resultado é idêntico ao de icanhazip.com.

Há quem acredite que  o conteúdo da variável REMOTE_ADDR pode ser falsificado pelo usuário e induzir uma vulnerabilidade no script, e que por isso você deveria ao menos checar se o valor recebido é mesmo um valor IP, como neste exemplo:

 

Mas segundo o que é explicado aqui e pelo usuário Achernar aqui, essa preocupação não se justifica, porque REMOTE_ADDR é preenchida pelo servidor www (apache, por exemplo) com o valor na camada de rede, que só pode ser um IP mesmo. Ao contrário de outras variáveis como aquela que identifica o seu browser (HTTP_USER_AGENT) e que podem ter na realidade qualquer texto que o usuário remoto queira.

Então você pode usar o primeiro script sem medo.

 

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Como descobrir qual é o seu IP externo e o que danado é isso?

Este texto é auxiliar da série de textos sobre DNS dinâmico.

O seu modem é sempre o primeiro a saber qual o seu IP externo e seria perfeito se existisse um mecanismo padronizado para que ele avisasse quando obtivesse um IP. Infelizmente esse mecanismo não existe e o meio mais “simples” de saber qual o seu IP externo acaba sendo, contra-intuitivamente, perguntar a terceiros!

Você pode nem saber o que é um IP externo mas cada site que você acessa sabe qual é o seu, porque essa informação é indispensável e faz parte do protocolo de conexão. Sendo assim, como a maioria dos meus leitores deve saber, há muito tempo sites vem oferecendo uma gambiarra para contornar essa deficiência dos protocolos de conexão à internet: basta abrir a página deles que eles respondem com o seu endereço IP. Entre eles estão:

  • http://whatismyip.com/ – Eu suponho que seja o mais conhecido de todos, mas as constantes mudanças no código fonte dificultam seu uso em projetos de automação e o constante entulhamento da interface dificulta até perguntar a alguém pelo telefone que número está aparecendo;
  • http://www.ipchicken.com/ – Faz DNS reverso automático, mostrando a você o nome DNS da sua conexão. Útil quando você quer saber se a linha é GVT ou Velox ou se é IP fixo ou dinâmico.
  • http://icanhazip.com/ – Serviço oferecido por Major Hayden. Embora esteja entre os mais feios, é o mais prático. A resposta é unicamente o endereço IP em texto puro, sem formatação. Perfeito para uso em automação. Neste outro texto explico como ter a mesma funcionalidade no seu site;
  • http://checkip.dyndns.com/

Mas o que danado é IP externo?

Como este texto foi criado primariamente para dar suporte aos meus textos sobre DNS dinâmico eu imagino que a maioria dos leitores não precise ser lembrado do que é isso. Porém muita gente pode cair aqui via Google, então aí vai uma explicação sucinta, que eu posso ou não expandir depois (não tenho tempo agora):

Uma das primeiras coisas a confundir os novatos é que cada dispositivo conectado à internet através de um roteador (que pode ser o modem) tem dois endereços IP:

  • O interno, que só vale dentro de sua própria rede e é você quem determina. Se você estiver de qualquer forma conectado a uma rede, você tem um endereço IP interno, mesmo que seja “inventado” pelo SO (endereços de auto configuração);
  • O externo, que é o IP atribuído pelo provedor de acesso à sua conexão e na maioria das conexões ADSL muda toda vez que você desconecta e reconecta. Esse endereço somente existe quando você está conectado à internet E geralmente só é importante se você deseja que alguém inicie uma conexão com você a partir da internet.

Como explicado acima, o IP externo não é uma informação “óbvia”, depende de você estar conectado ou não à internet e geralmente muda com freqüência. Não é algo que possa simplesmente ser memorizado. Se alguém pergunta a você “qual o seu IP externo?” geralmente está esperando que você verifique ou tenha verificado isso recentemente pelos meios indicados acima ou similares.

 

2 comentários
  • Sidmar - 1 Comentário

    Jefferson, acompanho seu blog desde os tempos do portal (hoje “https://ryan.com.br/dvd_portal.htm”) e adoro muito tanto o que escreve como a forma como escreve.
    Nunca achei necessário intervir antes pois a grande maioria dos temas são novidade ou fora da minha área de atuação mas neste caso acho que tenho algumas informações que podem, ou não, ser interessantes.
    Você pode editar este comentário a vontade, retirando o que não for pertinente, que não vou ficar incomodado. Muito pelo contrário, vou me sentir orgulhoso se passar pelo seu “filtro” pessoal.
    Com relação ao tema endereço IP não seria mais “correto” utilizar os termos público/privado ao invés de externo/interno?
    Em ambos os casos são endereços IP (um número de 32 bits) mas o que difere sua função seria a possibilidade dos endereços públicos serem roteáveis pelos equipamentos da Internet enquanto os privados não, embora todos eles são roteáveis de maneira geral mas os endereços privados são bloqueados pelos equipamentos da rede mundial.
    Você ainda me surpreendeu ao utilizar os termos externo/interno pois o que normalmente tenho visto por aí são válido/inválido. Tá, eu sei que externo/interno cabe bem melhor no contexto do tema do que válido/inválido e também sei que você é experto o suficiente para saber a diferença, mas porque não público/privado? Nem acho que seria necessário alterar a sua explicação para usar estes termos.
    De qualquer forma, muito obrigado pela oportunidade de me expressar a respeito do tema.

    Sidmar.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Sidmar,

      Somente mais ou menos uma hora depois de publicar o texto eu me lembrei de que geralmente se usa o termo “ip público”. Eu escrevi externo porque na ocasião eu estava trabalhando com várias fontes que chamavam de “external” e nenhuma que chamava de “public”, daí fiquei “contaminado” pelo termo. Entretanto Eu fiquei matutando se deveria mudar o texto e fiquei em dúvida, porque o IP externo nem sempre é literalmente “público”. “Válido/Inválido” no contexto da minha explicação soa ainda pior. Eu ainda não decidi o que fazer a respeito.

      Mas obrigado pela contribuição.

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DNS Dinâmico: criando seu próprio DDNS no cPanel – Parte 2: automatizando.

Na parte 1 deste texto eu expliquei como criar um “A RECORD” no seu domínio usando o cPanel que aponta para um IP qualquer na internet, imitando o funcionamento de um serviço de DNS dinâmico como o no-ip ou dyndns. Nesta segunda parte eu começo a explicar como automatizar a atualização desse registro. A automação do processo é dividida em duas partes para facilitar a implementação em dispositivos mais simples, como roteadores. E também facilita a implementação e o diagnóstico.

AVISO: O script que apresentarei a seguir tem problemas de segurança que você deve conhecer. Preste atenção a tudo o que é explicado antes de usá-lo.

Origem

A automação do processo de atualização da zona DNS no cPanel foi elaborada por Mitchel Haan e publicada em seu site [link morto] em abril de 2013. O site de Mitchel foi apagado em algum momento entre 5 e 23 de fevereiro de 2015 mas por sorte ainda existe uma cópia na Wayback Machine. De qualquer forma a versão que apresento a seguir é uma adaptação feita por Ethanpil.

Uso

A primeira coisa a fazer é preencher toda a seção de variáveis. As duas primeiras podem ser o que você quiser porque servem apenas para identificar você ao executar o script, evitando que terceiros possam remotamente executar o seu script indicando um IP sob controle deles.

As outras variáveis são relacionadas ao seu domínio e sua conta cPanel:

Note o “.” inicial na última variável. Não é erro de digitação. Sem ele o script não funciona.

Parâmetros do script

  • hostname – indispensável. É o nome do host cujo IP você quer atualizar;
  • myip – Endereço IP que você quer atribuir ao host indicado por hostname. Se você omitir, o script usará o IP que consta no cabeçalho da conexão http (o IP de quem executou o script).

Parâmetros são separados pelo caractere “&”. Cada valor é separado do respectivo parâmetro pelo caractere “=”. Estas são convenções universais e não do script.

Salve o script no servidor www. Digamos que tenha sido na raiz do domínio exemplo.com.br e o nome do arquivo seja atualiza.php.

Rode o script colocando em qualquer browser, exceto Internet Explorer:

http://nome_de_usuario:senha@exemplo.com.br/atualiza.php?hostname=teste&myip=189.70.37.12

Isso atualizará o host teste.exemplo.com.br para apontar para o IP 189.70.37.12

Se tudo estiver OK a resposta do script, no browser, será algo assim:

Na terceira parte desta série de textos eu vou abordar as maneiras de você enviar esse comando para o script automaticamente. Mas é importante que o que expliquei até aqui já esteja funcionando corretamente. Se não está, não adianta procurar a solução na Parte 3.

Para quem nunca viu um URL como o acima:

A sintaxe http://usuario:senha@dominio é uma forma muito antiga e conveniente de passar credenciais de autenticação HTTP básica no URL, permitindo até mesmo gravar a autenticação nos favoritos. O IE deixou de suportar isso a partir da versão 7 porque começou a ser usado para fins maliciosos

Problemas de segurança

1 – Isso não é jeito de tratar credenciais cPanel

O script foi criado com a intenção de rodar no mesmo servidor onde roda o domínio a atualizar. Entretanto isso é preocupante porque como você pode ver, as credenciais cPanel são escancaradas no script:

Qualquer invasor que tenha acesso meramente de leitura ao seu diretório www (e existem infindáveis meios de se conseguir isso) poderá eventualmente esbarrar nesse script e aí… “perdeu playboy”. Com as credenciais cPanel o invasor tem o controle de toda a conta, com todos os seus domínios, www, email, bancos de dados… No meu caso isso seria uma catástrofe.

Uma forma de minimizar esse problema é rodar esse script fora do domínio que ele atualiza. Por exemplo, se você já tem um servidor local rodando 24h, que não oferece nenhum serviço para a internet (menos vulnerável), você pode rodar o script nele. Uma “gambiarra” para conseguir isso em uma máquina Windows sem precisar fazer qualquer modificação no script é instalar o XAMPP.

Eu simulei isso no meu desktop e funcionou. Mas tenha o cuidado de manter o uso de https na variável $dyndnsCpanel. Dessa forma será bem mais difícil capturar as suas credenciais do cPanel interceptando a conexão entre seu servidor local e o seu domínio:

Se você usar http (nem estou certo de que o cPanel permita) as credenciais cPanel poderão ser interceptadas.

Outra forma de tentar minimizar o problema é obfuscar o código PHP. Obfuscação não vai impedir um invasor determinado a descobrir do que se trata, mas dificulta bastante. Se você der um nome ao script que não denuncie seu propósito e obfuscar o suficiente o conteúdo, aumenta muito as chances de que o invasor ache que não vale a pena perder tempo com isso. Deixando escancarado qualquer script kiddie vai ter um orgasmo. Como fazer essa obfuscação precisará ser tema para outro texto.

 2 – A conexão com o script pode ser interceptada

Estando o script em uma máquina remota, as credenciais de acesso ao mesmo podem ser interceptadas com relativa facilidade, porque são transmitidas claramente no URL:

http://nome_de_usuario:senha@exemplo.com.br/atualiza.php?hostname=teste&myip=189.70.37.12

Isso não é problema se no lugar de HTTP o seu domínio usa HTTPS, porque nesse caso até o URL é criptografado.

Mas se você não usa HTTPS qualquer pessoa observando o seu tráfego, como o operador do seu provedor de acesso via rádio, poderá assumir o controle de para onde aponta esse hostname. Dependendo do quanto ele seja esperto ele pode conseguir induzir você a fornecer senhas de acesso extras simulando em máquina controlada por ele o dispositivo que você quer acessar, entre outras coisas.  Se você rodar o script fora do seu domínio como explicado no item anterior pode minimizar esse problema também.

Nota: na primeira revisão deste texto eu afirmei que os serviços de DDNS gratuitos como o no-ip e dyndns também são vulneráveis a interceptação. Isso está parcialmente correto. O no-ip, por exemplo, suporta http e https, mas o simples fato de suportar os dois já é motivo para preocupação porque só Deus sabe que protocolo está usando o danado do roteador, modem ou dvr onde nós colocamos nossas credenciais. Somente interceptando nós mesmos a atualização para termos certeza.

7 comentários
  • Luciano - 493 Comentários

    Jefferson, eu uso um esquema diferente. Eu lembro quando postaram sobre este script na PICLISTBR, mas fiquei bastante receoso com o fato de deixar as credenciais do cPanel de certa forma vulneráveis.

    O que uso, embora dependa também de confiança de terceiros, pelo menos no tempo que uso e dado o tempo que o serviço existe, eu dei meu voto de confiança. Se não conhece, apresento-lhe o site: http://www.afraid.org/

    Ele oferece o serviço de DDNS, você pode escolher entre os que pertencem ao administrador do site ou algum dos inúmeros disponibilizados por terceiros (ai vai da confiança…). Registrei alguns sub-domínios usando um dos disponibilizados pelo admim e uso um dos clientes pra windows também disponibilizados por lá. Nos dispositivos que precisei usar, tenho o DDWRT que suporta url custom.

    Em um dos meus domínios, fui no cPanel e criei um sub-domínio meu, que redireciona para um dos que criei no afraid.

    Assim, caso amanhã um daqueles dominios do admim expirem, eu posso trocar por outro ou até mesmo registrar um meu, e apenas altero o meu redirecionamento, sem precisar mexer em uma vírgula do que já está configurado em meus dispositivos.

    Utilizo a pelo menos uns 5 anos e não tive qualquer problema até agora.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Discutimos isso em agosto de 2014. O problema para mim, conforme eu disse na época:

      “Eu até pensei em usar o serviço de afraid.org, mas a “gambiarra” (apontar para meu domínio, que aponta para afraid.org, que aponta para o dispositivo) me incomoda.”

      Não estou dizendo que sua solução seja ruim. Você pelo menos a vem usando há cinco anos. Só por isso já é muito melhor que a que eu venho usando: nenhuma.

      Eu vou terminar esta série de textos sobre o uso do cPanel, mas pelo pouco que li até agora me parece que vou acabar usando a solução sugerida por Daniel Plácido: CloudFlare.

      • Luciano - 493 Comentários

        Pois é… o que fiz, que seja uma “gambiarra” eu não nego, mas pelo menos tá me atendendo bem e flexibilizou qualquer mudança, para que ela seja menos traumática, do ponto de ter que reconfigurar (aka, trocar a url) em vários dispositivos. E ainda assim, do jeito que está, se amanhã eu resolver usar este script, basta mudar a configuração deste sub-dominio para que ele não seja mais um redirecionamento e sim i A RECORD e os dispositivos nem vão notar a diferença.

        Quanto ao fato do tratamento das credencias cPanel, uma coisa que me passou pela cabeça que melhora um pouco a eminencia de um desastre, é se o seu host permitir a sub-locação de espaço. O DreamHost permite isso, que eu crie uma crie uma sub-conta dentro de minha conta, sendo que esta sub-conta pode ter seu próprio cPanel, com as configurações e serviços determinadas por mim.

        Neste caso é menos pior se puder usar uma sub-conta com o seu cPanel em separado da conta principal, desta forma se alguem interceptar as credenciais, terá acesso somente a esse sub-domínio, onde não terá nada de interessante pra vandalizar. No máximo ele “envenenaria” o IP.

        • Jefferson - 6.606 Comentários

          O Dreamhost permite isso em qualquer conta? O Hostgator só permite isso se eu comprar um “Reseller Plan” que custa no mínimo 25 dólares por mês (conta aluminium). Não está tão caro já que pago 12 dólares pela conta baby, mas ainda assim é o dobro.

          • Luciano - 493 Comentários

            Não sei te dizer exatamente, mas acredito que seja pra qualquer plano host. Não sei lhe dizer, porque eu na verdade o que uso do DreamHost é exatamente um reseller de um amigo que me fornece o espaço para o meu blog. Logo eu tenho acesso a um cPanel meu, separado desse meu amigo que me fornece o espaço.

            Diretamente da Wiki do DreamHost:

            http://wiki.dreamhost.com/Reselling

            Does DreamHost offer a resellers program?

            Reseller dh slice.jpg

            If you have an active account with a hosting plan, you can resell services to clients. There are a few things to consider if you are looking into becoming a reseller:
            You are solely responsible for managing your clients’ accounts yourself.
            There is no re-branding of DreamHost services allowed.
            DreamHost does not bill your clients for you, as you are in charge of billing them directly for the services provided.
            Customer and technical support for your clients must be provided by you.
            As long as you are willing to handle these items yourself for your clients, you can successfully use your DreamHost panel to resell services to your clients.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Encontrei dois problemas no script.

    1 – A definição do parâmetro TTL na verdade não funciona. Não foi implementada. Por isso removi a checagem do parâmetro

    // Get and validate ttl
    $ttl = $_GET['ttl'];
    if (!is_numeric($ttl) || $ttl < 60)
    	$ttl = 300;
    

    2 – No XAMPP o script retorna um monte de avisos por causa da falta de inicialização da constante DYNDNS_ALLHOSTS, por isso eu acrescentei:

    define('DYNDNS_ALLHOSTS', "");
    
  • Gilberto Alves Rodrigues - 1 Comentário

    Existe uma solução dessas para zPanel?

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DNS Dinâmico: criando seu próprio DDNS no cPanel – Parte 1.

O processo que explico aqui, é inteiramente manual e pouco prático, mas funciona.

Entre no cPanel

Em Domains, escolha Advanced DNS Zone Editor

cpanel_domains_Advanced-DNS-Zone-Editor_ryan.com.br

Digamos que você queira adicionar o host “teste” no domínio “ryan.com.br”:

cpanel_advanced_DNS_zone_editor_640_ryan.com.br

  1. Selecione o domínio. Muitas vezes você tem apenas um mesmo, mas uma conta cPanel pode administrar ilimitados domínios;
  2. Escreva o nome do host. Ao dar ENTER o cPanel preenche o resto;
  3. Preencha o TTL desejado. Recomendo que leia este outro post se estiver incerto quanto ao valor;
  4. O tipo de registro que você deve criar para DDNS é “A” (A RECORD);
  5. Coloque o IP atual do seu dispositivo. Geralmente esse é o IP externo da conexão de banda larga onde o dispositivo está instalado. Se for na conexão onde você está, você pode obter o IP visitando sites como WhatisMyIP.com;
  6. Clique em Add Record.

Imediatamente após adicionar você já pode testar. Um ping para teste.ryan.com.br deve retornar o IP que você colocou em Address.

cPanel_ddns_ping_ryan.com.br

Este processo não é prático porque toda vez que o IP mudar você tem que manualmente atualizar o Address no cPanel. Na segunda parte deste texto eu explico como automatizar isso.

5 comentários
  • Adriano - 1 Comentário

    Muito bom Ryan. Explicação mais que impecável. Aguardando segunda parte do tutorial. :D

  • Ygor Almeida - 136 Comentários

    … Nossa ficou melhor que a encomenda. Tb estou esperando a segunda parte, mas esse salvei já nos favoritos.
    Vai ajudar bastante a fazer umas coisas aqui. rsrsrs

  • Daniel Pácido - 68 Comentários

    Jefferson não sei se você conhece o CloudFlare, ele tem a API fácil de trabalhar você pode criar um script que fica hospedado no Hostgator no seu caso, que vai receber a ordem pra atualizar o IP de cada estação que quiser, e criar um script shell mesmo pra fazer esta consulta pra ver se o IP mudou a cada X minutos e se verificar que mudou envia o novo IP pra este script no seu servidor, já usei uma POG dessas e funcionava muito bem

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Daniel, a única coisa que sabia do cloudflare é que é usado pelo Muambator, Piratebay, entre outros. Como o que estou explicando nessa série de textos também é uma POG eu vou dar uma olhada no funcionamento do serviço free do cloudflare para ver como as gambiarras se comparam.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Tenho certeza de que todo mundo aqui já notou, mas só para os comentários não ficarem fora de sincronismo com o texto, que eu já editei com o link, aqui está a segunda parte.

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TTL e os serviços de DNS Dinâmico (DDNS)

Este texto foi escrito para dar suporte a outros textos que postarei mais tarde. Eu não estou ainda satisfeito com a minha explicação por isso o texto pode mudar bastante, mas a teoria que tento explicar até onde sei está correta.

Primeiro, vamos fazer uma breve resumo do que constitui um “domínio”…

  • Embora a maioria das pessoas veja um domínio como um servidor, na realidade cada domínio pode ser constituído por um número ilimitado de máquinas ou dispositivos. Cada uma dessas máquinas/dispositivos é chamada de “host” e cada host tem seu endereço IP. Normalmente esses hosts fazem parte da mesma rede particular, mas você também pode fazer com que eles apontem para um dispositivo do outro lado do mundo.

…E do que é DNS e como funciona:

  • A internet é uma rede baseada em IP e só entende números IP mesmo. O fato de você poder escrever “ryan.com.br” em seu browser e chegar ao meu site é resultado de uma série de “artifícios” para poder representar números IP por nomes e o serviço que se encarrega de fazer essa tradução é o DNS;
  • Como não faz sentido perder tempo perguntando repetidas vezes algo que você já sabe, mantemos uma memória (no jargão, “cache”) de que IP corresponde a que nome;
  • Mas como essa relação entre nome e IP pode mudar de uma hora para outra, essa memória precisa ter uma duração finita. Aí entra o TTL.

TTL, do inglês Time To Live (tempo de vida) é o parâmetro que determina a “validade” da resposta do servidor DNS e é parte integrante de todo registro DNS. Se o dispositivo recebe uma resposta do servidor DNS dizendo que o TTL é de x segundos, ele só vai consultar o servidor DNS novamente para aquele host se alguém acessá-lo novamente depois de passados x segundos. Esse parâmetro é praticamente irrelevante no dia a dia, mas você precisa estar atento a ele quando usa qualquer serviço de DDNS.

Serviços de DNS dinâmico como o no-ip costumam ter um TTL de 60 segundos. O valor padrão em um serviço de hospedagem como o Hostgator costuma ser 14400 (4 horas). Não é recomendado baixar para menos que 300 (5 minutos) porque o seu provedor pode não gostar do stress desnecessário no servidor DNS dele. E francamente ele tem razão.

Tenha em mente que entre você e o host que você quer acessar existem diversos servidores DNS ou “caches” secundários, inclusive em cada um dos seus roteadores. Quando você configura manualmente no seu PC ou dispositivo um servidor DNS você passa por cima de vários, mas no mínimo você deve contar com o cache no seu dispositivo, o do servidor DNS que você configurou e qualquer um depois dele.

Para um número “n” de caches TTL DNS no caminho, o tempo de propagação “x” é

TTL >= x <= n * TTL

Então, por exemplo, se existirem 3 caches e o TTL for de 4h, o tempo de propagação (o tempo que leva para o dispositivo que fez a consulta receber uma resposta atualizada) será qualquer coisa entre 4h e 12h.

Se por acaso você fizer seu primeiro teste de DDNS com TTL de 14400 e mudar o IP, mesmo que você baixe o TTL para 300 pode ter que esperar 4 horas ou mais até poder “ver” essa mudança ter efeito.

Confuso? Vamos tentar com um exemplo simples:

Servidor DNS configurado na sua máquina: Google (8.8.8.8)
host que você quer acessar: teste.ryan.com.br, que acaba de ser criado e foi configurado com TTL 14400 (default)

Na primeiríssima vez que você acessar teste.ryan.com.br, o Windows não sabe qual é o IP, mesmo que ele saiba o IP default de “ryan.com.br”, porque se trata de outro “host” e vai perguntar ao servidos DNS configurado (o da Google). O servidor da Google também não faz idéia de quem seja (o hostname acaba de ser criado), por isso vai consultar o servidor DNS que tem autoridade sobre o domínio ryan.com.br. A resposta dirá que o TTL é de 14400, assim o servidor da Google só vai perguntar quem é teste.ryan.com.br novamente em 4 horas. Ele repassa a informação para o Windows, que também vai ver esse TTL de 14400 e só vai perguntar novamente ao servidor da Google em 4 horas. Você pode esvaziar o cache DNS do Windows, forçando-o a perguntar mais cedo, mas o servidor da Google ainda acha que o TTL é de 4 horas e não adianta reduzir o TTL de teste.ryan.com.br para 300 nesse meio tempo, porque o servidor da Google só vai tomar conhecimento da redução do TTL quando o prazo expirar e ele fizer uma nova consulta a pedido de alguém.

Escolher qualquer outro servidor DNS nesse meio tempo, como o do OpenDNS (208.67.222.222 ou 208.67.220.220) ou um serviço de ping remoto (vai depender de que servidor DNS esse serviço usa) pode acelerar o processo de teste.

 

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Minha primeira contribuição para o Stack Overflow quase foi a última.

Ontem eu estava fazendo mais uma pesquisa sobre como criar meu próprio serviço de DNS dinâmico quando esbarrei em uma pergunta sobre o assunto que eu sabia responder na versão em português do Stack Overflow (SO) e dediquei um minuto a dar minha contribuição. Hoje, para meu espanto, um editor do SO tinha editado minha resposta de tal forma que eu fiquei indignado.

O que eu escrevera:

“No hosts found” significa que o script não encontrou no domínio indicado por $dyndnsRemoteHostDomain o host que você indicou na linha de comando.

Se você rodar o script com o seguinte URL:

http://username:password@website.com/dyndns.php?hostname=remote

remote.website.com precisa já existir. O script não o cria por você.

OBS.: Estou considerando que obviamente você não está usando “esse” script, mas uma versão particular dele. Sem seus dados particulares “esse” script não funciona.

O que o editor achou que eu deveria ter escrito:

StackOverflow_ProblemaEdicao

Uma olhada atenta e você vai perceber que o editor:

  • Acrescentou formatação – OK. Eu estava mais preocupado com responder à pergunta do que embelezar a resposta. E nem sabia como usar o sistema do SO;
  • Alterou o sentido da minha resposta – ÊPA! A modificação feita no primeiro parágrafo deturpou a minha resposta;
  • Acrescentou ênfase que não dei – Não gosto disso;
  • “Corrigiu” meu português – Essa “foi de lascar”…

Parece que até a invalidação da minha resposta foi resultado da intenção do editor de corrigir meu português. Meu domínio da língua está longe de ser perfeito mas acho que as correções feitas, mesmo se não tivessem deturpado a resposta, ainda seriam questionáveis.

StackOverflow_ProblemaEdicao_Comentado

Quanto à necessidade de “de” após “precisa”, encontrei a resposta aqui: não, não há essa necessidade. Quanto às outras correções, estou curioso. O que vocês acham?

Mas estando eu errado ou não, acho uma política estúpida ficar corrigindo erros não óbvios (aqueles que não são de ortografia) de português de quem responde questões.  E corrigir mesmo quem pergunta já é andar em um campo minado, porque é mais fácil na nossa língua determinar o que está certo do que determinar o que está errado.

Essa só não foi minha última contribuição porque o editor respondeu ao meu questionamento e polidamente explicou que eu poderia reverter. Eu já estava estudando a política do SO e havia chegado à mesma conclusão.

12 comentários
  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Na primeira versão do texto acima eu escrevi “português” com inicial maiúscula mas, com uma pulga atrás da orelha me incomodando, fui checar e descobri que está errado. Não sei se sempre foi assim e sempre errei ou se mudou com a maldita reforma, mas na dúvida corrigi.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Somente agora notei que o editor também trocou meu ponto por uma vírgula depois de “existir”. Não estou convencido de que o uso do ponto ali esteja errado, nem de que a vírgula esteja certa.

  • Jorge Mendonça - 60 Comentários

    Para mim esse moderador é um imbecil. O fórum é para programadores e não discípulos do professor Pasquale.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      É bom ter em mente que buscar clareza nas perguntas e respostas faz parte da proposta do Stack Overflow. O problema na minha opinião é que corrigir português é andar em um campo minado.

  • Paulo - 46 Comentários

    Com mais de 10 anos de uso da internet e de ter sido censurado de várias formas em fóruns e listas de discussão, adquiri medo de moderadores.
    Existe de todo tipo: aquele que expulsa os que pensam diferente dele, o mandão, o que quer ser bajulado, o que não aceita críticas, o que se sente rei do universo…
    É claro que nem todos são assim, mas é muito o número de moderadores peculiares.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Não se trata de um moderador. No Stack Overflow usuários a partir de uma determinada pontuação ganham o direito de editar perguntas e respostas em um sistema de wiki. Eu concordo 100% com o objetivo: melhorar a clareza. Mas é evidente que dar automaticamente o direito de edição a terceiros vai criar problemas de algum tipo.

    O problema maior foi eu ter sido avisado da edição do meu texto mas não ter recebido na mesma mensagem uma explicação sobre como proceder. Eu tive que sair catando na área “meta” do site por algo que explicasse o que eu deveria fazer.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Acredito que falta ao Stack Overflow a opção de “denunciar” uma edição. Sequer existe a opção de questionar de forma privada o editor. Eu entrei em contato com ele “no chute”, fazendo um comentário sob minha resposta começando com “@“, como eu lembrava de ter visto no SO em inglês.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      O problema maior foi eu ter sido avisado da edição do meu texto mas não ter recebido na mesma mensagem uma explicação sobre como proceder. Eu tive que sair catando na área “meta” do site por algo que explicasse o que eu deveria fazer.

      E isso enquanto a irritação e frustração cresciam em mim. A administração precisa fazer algo para evitar deixar p**os justamente os caras que podem contribuir.

  • Luciano - 493 Comentários

    É tudo a ver e nada a ver ao mesmo tempo, mas eu deixei de contribuir com a wikipédia, justamente por um motivo similar. Um artigo que escrevei, deturparam tanto, que mudaram completamente o sentido dele. E não.. eu não posto o link dele pra ninguém, quero esquecer este episódio.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Eu não contribuo para a pt.Wikipedia e mantenho minhas contribuições para a en.Wikipedia a um mínimo que não tome quase nada do meu tempo. Basicamente, reverter vandalismo ou apagar SPAM. Contribuir com texto para a Wikipedia eu considero perda de tempo. Mas Stack Overflow é diferente.

  • Ygor Almeida - 136 Comentários

    … E eu fiquei na verdade mais interessado é em fazer esse script.
    Deixa eu ver se entendi, é usar um subdominio tipo meupc.meudominio.com – que se atualize com o ip da minha conexão xDSL/Cabo que é dinamica, com o registro A – igual faz o NO-IP ?? usando o painel cPanel que vocë tem na HostGator?;

    Se for o caso e não te atrapalhar, me interessei – mas não entendi corretamente como aplicar. Faz um post mais detalhado depois sobre isso. :yahoo: B)

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Sim, igualzinho ao no-ip. Em vez de nome-complicado-que-ainda-estava-disponível.no-ip.biz eu posso ter algo como “home.ryan.com.br” apontando para o meu servidor em casa. Mas tendo em mente minha privacidade e segurança eu não usaria um hostname fácil de adivinhar.

      Eu testei esse script em outubro de 2014. Deixei de lado porque tem, entre outros, um problema de segurança que me incomoda: credenciais do cPanel expostas. Eu precisava trabalhar em um meio para mitigar isso e acabei esquecendo, só vindo lembrar agora, um ano depois. Mas já que você se interessou eu vou fazer um ou mais posts sobre esse assunto.

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Fallen Dragon é complexo e cansativo, mas vale a pena ler.

Terminei hoje de ler as 808 páginas de Fallen Dragon(sem edição em Português), um dos poucos livros de Peter F. Hamilton a não fazer parte de uma obra maior. A estória, de uma Terra séculos no futuro onde a humanidade já colonizou vários outros planetas, é muito interessante e com uma riqueza impressionante de detalhes sobre a ciência da exploração espacial. Mas há momentos em que Hamilton dá uma de Tolkien e começa a descrever demais a paisagem, enchendo o saco de quem só quer saber o que vem depois na narrativa.

Nesse futuro a Terra é controlada por mega corporações que financiam (ou financiaram) os assentamentos no espaço. O núcleo do conflito no livro é a pilhagem executada pela corporação Zantiu-Braun (Z-B) nas colônias humanas. A corporação compra outras empresas que financiaram assentamentos e não conseguiram recuperar o investimento e vai atrás desses planetas a cada “n” anos para “legalmente” exigir dividendos na forma de tecnologia e produtos tomados à força das colônias durante uma ocupação militar. Corsários ultra modernos. E como o custo de enviar uma expedição militar a anos luz de distância é altíssimo mesmo no futuro, a situação dos colonos só piora com o aumento da “dívida” como percebido pela Z-B.

E esse é o pano de fundo para uma estória complexa, onde você não sabe exatamente por quem torcer. Não há “santos” no conflito e um dos personagens principais é justamente um sargento da Z-B que logo no primeiro capítulo já mata um civil durante uma ocupação, enquanto planeja fazer uma pilhagem “por fora” em outro planeta e sem sentir qualquer remorso por uma coisa ou outra.  Apesar disso ele não é “mau”. Nada é preto-no-branco nessa estória e o leitor é levado ainda a sentir alguma simpatia por ele.

A ação só deslancha mesmo a partir de 60% do livro, no capítulo 12. Se você conseguir ler até aí, provavelmente não vai conseguir mais parar.

1 comentário
  • VR5 - 397 Comentários

    Interessante, vou atrás. Jefferson: há tempos atrás eu tinha te sugerido dar uma garimpada por sebos (e até sites que se dispõem a digitalizar e a colocar no ar versões em PDF) livros antigos de sci-fi dos “clássicos” autores e mesmo menos conhecidos (mas igualmente bons). Você nunca se interessou? Tenho certeza que não vais te decepcionar! :)

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Já me sinto mais seguro, seu guarda!

Não devem existir muitos países civilizados neste mundo onde é normal o cidadão ser parado aleatoriamente nas ruas e estradas por policiais armados para checar se  impostos foram pagos.

Entra governo… sai governo… e nada muda. Isso é vergonhoso.

 

8 comentários
  • VR5 - 397 Comentários

    Desculpe, Jefferson, não entendi: os policiais te pararam quando estavas dirigindo ou a pé? E para checar documentos? Nesse caso (opinião minha, claro!) não me importo, pois assim eles podem checar se o veículo não foi furtado, se o cidadão não está foragido, etc., não é assim? Ou entendi errado??? :huh:

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Estou me referindo a veículos. Eles não me pararam. Não estou falando de um fato isolado, ocorrido comigo, e sim me referindo ao que se vê nas ruas.

      Eu não sei como é na sua cidade, mas eu realmente não creio que seja como na minha, porque aqui o policial pega seus documentos, passa um minuto atrás do carro, provavelmente checando a placa conferindo a placa com o que está no documento, quando não fica ao lado da sua porta mesmo e depois devolve os documentos.

      Acho um-tanto-quanto-absolutamente-improvável que ele verifique se o veículo é roubado ou se eu sou um foragido nesse ínterim.

      Acho patético e vergonhoso que essas blitz cerquem a cidade por uma estranha coincidência justamente um mês depois de vencer o prazo do pagamento do IPVA e depois ocorram de forma esparsa.

      E por aqui nas operações um pouco maiores eles colocam umas vans um quilômetro antes da blitz para ir checando as placas e aí só parar quem “deve” alguma coisa. O danado é que qualquer um que saiba que está dirigindo um veículo roubado certamente vai abandonar o carro após passar pela van, porque só falta pintar elas de verde limão com LEDs azuis piscando. Todo mundo reconhece as vans do DETRAN. Se todo mundo reconhece a van o objetivo é pegar bandidos? Claro que não. Até parece que o objetivo é não parar bandidos.

      E não é só no perímetro urbano. Por todo o país, caminhões são parados nas estradas muito mais para checar se os abusivos impostos foram pagos do que se a carga é roubada.

      • Jefferson - 6.606 Comentários

        E para facilitar ainda mais a vida da bandidagem, temos o Waze. E se não houvesse o Waze, temos contas do Twitter inteiramente dedicadas a reportar onde anda a polícia.

        Só bandido burro ou muito azarado é parado aleatoriamente em blitz dirigindo um carro roubado.

  • Victor - 11 Comentários

    Se seu carro for roubado (o que espero que não aconteça), que ele seja parado aleatoriamente para checar os impostos.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Se meu carro for roubado eu vou desejar que esse fosse um país civilizado e o dinheiro dos meus impostos tivesse pago por uma polícia mais eficiente e menos corrupta.

      Se o veículo não for recuperado nas primeiras horas após o roubo, as chances de recuperação são mínimas. O bandido que fica passeando por aí com um carro roubado sem uma convincente adulteração de documentos não é exatamente material para um segundo assalto ao banco central.

      Mas eu posso ser convencido do contrário. Gostaria de ver estatísticas. De cada X carros parados aleatoriamente, quantos são roubados? Eu gostaria de ver esses números.

  • ricardo - 1 Comentário

    É muito mais eficiente utilizar para rastrear veículos roubados as milhares de câmeras espalhadas pelas cidades que já são usadas para multar por excesso de velocidade e avanço de sinal.

    Policiamento ostensivo resolve muito pouco, o melhor é trabalhar com inteligência.

  • VR5 - 397 Comentários

    É, vou contar o que aconteceu comigo: compramos um carro novo e DOIS DIAS depois minha esposa estava saindo de uma loja num bairro daqui (pelas 17:00) e foi abordada por um sujeito armado que levou o carro. Apesar de quase que instantaneamente ela ligar para a polícia e a placa do nosso carro entrar no sistema de veículos furtados (eu conferi logo depois – realmente a placa estava lá junto com o modelo e cor). Mas nada do carro ser recuperado. Acionei o seguro e tinha 5 dias úteis para o carro ser considerado perda total e eu ser ressarcido. Nesse meio tempo foi desbaratada uma quadrilha aqui no RS que roubava carros e os enviava (com placa e documentos clonados) para SC. Faltava 1 DIA para o carro dar perda total e me comunicaram que meu carro tinha sido encontrado pela polícia de uma cidade “barra-pesada” a cerca de 50 Km da minha… de madrugada (01:30) e abandonado numa rua deserta. Detalhe: o velocímetro marcou que eles andaram quase 400Km com ele (tinha o azar de ter enchido o tanque naquela manhã). O carro estava com placas falsas e sem documentos… que se pode concluir disso? O “sistema” funciona??? E mais uma: apesar da minha esposa ter identificado o assaltante por fotos na delegacia ATÉ hoje (mais de 1 mês) ele não foi preso… :dashhead1:

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Pois é. O sistema não funciona. A polícia é mal equipada, mal treinada e cheia de corruptos. Você ainda esperou pacientemente pela aparição do veículo mas há quem, principalmente quando o carro não tem seguro, fique oferecendo “recompensas” a policiais civis e militares pela recuperação do bem, alimentando ainda mais esse maldito câncer da corrupção.

      Seu carro rodou 400km sem ser interceptado e possivelmente só foi achado porque ficou muito tempo parado em um lugar só. Mas poderia ter ido para um desmanche no mesmo dia e daí ter desaparecido para sempre.

      E meu lado cínico está me perturbando para acrescentar que não duvida nada, nada, que seguradoras premiem por baixo dos panos policiais que acham carros segurados.

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Um monte de gente premiada pela OI “não foi localizada” para receber o prêmio.

O que é no mínimo curioso, já que evidentemente a OI tem o telefone celular de cada um deles. Poderia ser gente que não atende interurbano (eu geralmente não atendo, porque é sempre de gente querendo me encher o saco), mas o FAQ da OI fala que enviam telegrama, então além de não atender o telefone, esse pessoal deve ter colocado endereço falso no cadastro?

Peraí… quando comprei meu chip há mais de 10 anos eu precisei dar meu endereço? Será que eles usam o endereço do CPF? Porque o meu está errado e não faço a menor questão de corrigir.

A listagem dos ganhadores da promoção “sorte na palma da mão” com o status de cada um pode ser vista aqui.

Eu esbarrei nisso porque recebi dois SMS dizendo que eu tinha sido premiado na promoção e que eu tinha ganho um Galaxy S5 e 30 mil reais. Mas eu tinha que telefonar para um celular de outro estado. Fui conferir o número e é do Ceará. Que eu saiba os contatos da OI aqui para Pernambuco são feitos a partir da Bahia.

De qualquer forma não me cheirava nada bem e uma rápida pesquisa me fez chegar ao FAQ, que diz explicitamente que não são enviadas mensagens SMS. Depois disso eu cheguei à lista de ganhadores.

Não fiquei nem um pouco desapontado porque eu já sabia que era golpe desde o primeiro instante, mas curiosamente eu só faço recarga uma vez por mês e só vi a mensagem depois de fazer a recarga. Por um longo momento eu fiquei matutando como a bandidagem poderia ter adivinhado que eu recarreguei, até perceber a hora do SMS: a mensagem havia chegado quatro horas antes.

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