Redes sem gateway definido são sempre “públicas” para o Windows.

Sempre que eu quero de uma forma rápida e simples definir que uma máquina não tenha acesso à internet eu defino para ela um IP fixo mas não coloco o gateway. Uma gambiarra que sempre funcionou muito bem desde o XP, até que mordeu meu traseiro agora no servidor que estou testando com o Windows 7.

O problema é que para o Windows lembrar o tipo que você escolheu para uma determinada rede (se “corporativa”, “doméstica” ou “pública”) ele se baseia justamente no endereço MAC do gateway. Sem IP, sem MAC. E assim ele chama a rede de “Rede não identificada” e automaticamente a considera pública. Isso faz muito sentido, mas me criou um problema porque eu instalei um FTP server nesse servidor e o acesso a ele foi bloqueado pelo firewall, mesmo de dentro de minha própria rede. O Windows nem me perguntou se eu queria dar acesso. Simplesmente não funcionava.

Como eu continuo não querendo dar a essa máquina acesso à internet, defini como gateway o endereço IP de outro dispositivo da minha rede que fica permanentemente ligado: o NVR. Automaticamente o Windows me perguntou o tipo da rede e isso pareceu resolver o problema.

2 comentários
  • Snow_man - 311 Comentários

    Ótima dica, Jefferson, também sofro com esse problema do Win7, não é legal deixar como rede pública. só uma dúvida: se eu trabalhar com ip fixo, posso colocar como gateway o ip de algum pc da rede?

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Por dentro do modem com roteador Wi-Fi Sagemcom F@ST 2764 GV

Sagemcom_F@ST_2764_GV_DSC01229_670_ryan.com.br

  • RAM: 2x Etrontech EM6AB160 (64MB cada) Datasheet
  • Ikanos IKF6850
  • Ikanos FXS60
  • Marvell Link Street 88E6171 – Controle das 4 portas Lan Gigabit
  • Marvell 88E1119R – Controle da porta WAN
  • Coppergate CG3211QIR – Modem HPNA Datasheet
  • Coppergate CG3213QIR – Interface com a linha telefônica analógica para o CG3211  Datasheet
  • Atheros AR9227 – Interface Wi-Fi
  • MP6211DN (2x) – Current-Limited Power Distribution Switches Datasheet – Provavelmente controle de energia nas portas USB;
  • BF795 – Conversor DC-DC usado em meia dúzia de pontos da placa;

No fundo, apenas uma flash Macronix (MXIC) MX29GL256 (32MB) e um conversor DC-DC.

Sagemcom_F@ST_2764_GV_DSC01256_670_ryan.com.br

Detalhe do WiFi

Próximo ao Atheros AR9227 temos uma EEPROM 24C08. Não estou certo de por que a interface wireless precisa de sua própria EEPROM.

Sagemcom_F@ST_2764_GV_DSC02259_DetalheWiFi_700_ryan.com.br

Como você pode ver o roteador tem duas antenas impressas ANT1 e ANT2 (parecem “F”s se destacando acima e à direita) e no caminho para elas existem dois conectores WJ4 e WJ5 (que parecem ser do tipo U.FL) que talvez permitam a conexão de antenas externas. Entretanto você pode ter que desativar as antenas internas para que isso funcione e o modo mais fácil de fazer isso seria removendo os resistores R235 e R234, mas isso ainda é teórico.

18 comentários
  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Conheço este modem VDSL2 usado pela GVT por fora, mas por dentro é a primeira vez. Como você conseguiu ele para abrir ?

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Na OLX tem aos montes para vender. Quebrado, funcionando, bloqueado, desbloqueado…

      Essa cobaia está com defeito. Durante a operação começa a travar e mudar o firmware não resolveu.

  • Anderson - 2 Comentários

    Tenho um desse aqui em casa, firmware ver. 8440, bloqueado até os dentes,,, queria desbloquear a porta WAN ETH para usá-lo como roteador, será que é possível instalar algum firmware tipo Open WRT?

  • jaumxd - 2 Comentários

    Teria como resetar ele acionando manualmente um dispositivo similar ao CMOS das placas mãe de PC. No caso do PC vc identifica os pinos CMOS e com um aparato metálico dá contato nos 2. Estou perguntando pois meu modem não reseta mais para os padrões de fábrica pelos meios convencionais (botão na parte de trás e interface do navegador)

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Consumo do aparelho simplesmente ligado na tomada, com wifi ligado mas ninguém conectado: pouco mais que 8W. Medido com Powerbay-SSM.

  • LuizHBH - 2 Comentários

    Olá Jefferson, eu acompanho seu trabalho desde os firmwares pros DVD Philips (2005) num forum argentino da época e agora, reencontrando seu site, tive uma duvida aqui.

    Esse modem F@st 2764 é um notorio LIXO no que diz respeito à WiFi dele, que alem de pouco alcance, ainda é instável. Quando vi a foto da placa, notei dois conectores proximos ao chip ATHEROS. Eles me parecem conectores de antena semelhantes aos de alguns equipamentos de celular rural. Imagino que esse que voce abriu nao tinha antena acoplada ali, correto?

    Você conseguiria testar e comprovar isso? Pois creio que a solução pra esse sinal ruim poderia estar nessas antenas, quero dizer, na FALTA dessas antenas!

    Obrigado !

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Sim, são conectores para antena. Não lembro o nome desse conector agora mas eu tenho alguns e qualquer dia desses vou testar com antena externa. Pode não ser tão simples quanto conectar a antena porque às vezes você tem que cortar a antena interna e/ou ativar os conectores.

      Eu e o amigo Josè Carneiro fizemos testes com o O WiFi desse aparelho e achamos o alcance bom. Entretanto achamos o funcionamento inteiro do roteador instável, mas como só tivemos acesso a aparelhos descartados pela GVT, todos podem estar defeituosos.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Se não estou enganado, é conector U.FL
      https://en.wikipedia.org/wiki/Hirose_U.FL

      Mas ainda preciso testar.

  • André alisson - 1 Comentário

    Ola estou com um roteador deste, e consegui desbloquear ele dando downgrade no firmaware e mudando seus arquivos de scripts. A função dhcp pode ser desativada e usá-lo como um segundo roteador mais apenas conectando o cabo nas portas lan como em roteadores de operadoras normais a porta Wan não obtive sucesso nenhum nela, mais pelo menos conseguir usar ele como 2° roteador.

    Bom minha duvida é a seguinte, como de costume gosto de adaptar uma antena externa maior no lugar das fixas dos roteadores e como este a antena é interna resolvi abrir ele e me deparei com esses dois conectores WJ4 e o WJ5, e ao pesquisar vi que eles são do tipo UFL, mais ao ver o comentário do amigo Jefferson que talvez tenha que desativar as antenas internas para poder usar a externa por estes conectores fiquei numa duvida cruel, e infelizmente na minha cidade não vende os cabos e conectores para ele, so pelo mercado livre ai fiquei com medo de compra e sem ter sucesso, amigo teria como Vc testar depois e nos ajudar aqui se com uma antena ou duas externas nos conectores vai melhorar muito o sinal ou pouco ou vai dar conflito com as antenas internas?

    Desde já agradeço e espero respostas…

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Não tenho tempo para essa experiência agora, mas acrescentei uma seção ao post explicando como isso teoricamente poderia ser feito neste modelo.

  • kk - 1 Comentário

    LuizHBH luiz eu trab com comps ha 20 anos ja usei de tudo e gosto muito dessse modem ele vem capado desbloueia ele que fica show de bola.

  • William - 1 Comentário

    Boa tarde sabe qual velocidade de internet máxima ele suporta? 10, 15 ou 20 mega?

    • Paulo - 1 Comentário

      Tenho um destes power box, e minha internet é de 25Mb, e pelos meus testes ate então, ele entrega esta velocidade.

  • Anderson - 1 Comentário

    Puxa vida, muito bom seu review.

    Pena não ter um WRT da vida para este equipamento, acredito que seria uma.

    Será que nunca vai sair???

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Por dentro do roteador Wi-Fi TP-LINK TL-WR340G v4.0

TP-LINK_TL-WR340G_DSC01291_670_ryan.com.br

Este aparelho usa quase os mesmos componentes do TP-LINK TL-WR720N V1 e a organização da placa também é muito parecida.

  • SOC Atheros AR9331
  • RAM Zentel A3S28D40FTP – 128Mb (16MB) Datasheet
  • Conversor DC-DC na entrada: AZ34063 Datasheet
  • Flash EON (cFeon) F16-100 – 16Mb (2MB) Serial Flash Memory

A fonte original é de 9Vx0.6A.

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Por dentro do roteador Wi-Fi TP-LINK TL-WR720N V1

A versão 2 deste aparelho tem uma antena externa.

TP-LINK_TL-WR720N_V1_topo_ryan.com.brTP-LINK_TL-WR720N_V1_fundo_ryan.com.br

Este roteador é bem difícil de abrir. Além dos quatro parafusos no fundo, seis travas precisam ser deslocadas. Espero que mostrando aqui onde elas estão a tarefa seja mais fácil. As quatro travas das extremidades são liberadas puxando a tampa branca para fora. As duas centrais empurrando para dentro.

TP-LINK_TL-WR720N_DSC01259_640_travas_ryan.com.br
TP-LINK_TL-WR720N_DSC01261_670_ryan.com.br

 

Este aparelho usa quase os mesmos componentes do TP-LINK TL-WR340G v4.0 e a organização da placa também é muito parecida.

  • SOC Atheros AR9331
  • RAM Zentel A3S28D40FTP – 128Mb (16MB) Datasheet
  • Conversor DC-DC na entrada: AZ34063 Datasheet
  • Flash EON (cFeon) QH16-104 – 16Mb (2MB) Serial Flash Memory

Placa com inscrições 2050500234 Rev:1.0

Tem uma porta serial mas ainda não tentei usá-la.

A fonte original é de 9Vx0.6A. O conversor agüenta até perto de 30V na entrada mas o capacitor é de 16V, por isso com 12V você já está abusando.

TP-LINK_TL-WR720N_antena_DSC01267_ryan.com.br

Detalhe da antena

TP-LINK_TL-WR720N_SolderSide_DSC01272_670_ryan.com.br

Os terminais 4 e 5, 7 e 8, estão em curto em cada um dos três conectores RJ45 e a ligação não é visível.Por isso não dá para usar esse aparelho no caminho de um PoE DIY.

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Por dentro do switch de 8 portas Encore ENH908-NWY

Switch_Encore_ENH908-NWY_ryan.com.brEste switch é alimentado por uma fonte de 5V e vem em pelo menos duas versões com o mesmo modelo. As fotos abaixo são de uma delas.

Switch_Encore_ENH908-NWY_DSC00824_670_ryan.com.br

SOC: Realtek RTL8309SB

Switch_Encore_ENH908-NWY_DSC00829_640_ryan.com.br

Os terminais 4,5,7 e 8 estão abertos. Dá para usar por exemplo em uma solução “PoE DIY”.

A segunda versão que conheço é praticamente idêntica mas a posição para chip de 8 pinos marcada U5, à direita do chip Realtek, está ocupada por um chip soquetado. Aparentemente uma memória EEPROM. Não sei que diferença isso faz. Eu tenho a placa dessa segunda versão e outro dia farei o upload da foto (eu só tiro fotos de peças em certos horários do dia).

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O desleixo dos desenvolvedores de sistemas comerciais com a segurança.

Eu não conheço muitos porque meus clientes empresariais são poucos, mas uma coisa é comum a todos: eles parecem viver num mundo onde recuperação “automágica” de dados parece algo garantido.

Cenário 1 – Serviço completo: eles já trazem os próprios vírus.

Lembram de quando um file infector me pegou desprevenido em outubro de 2008? Os responsáveis por isso, representando um desenvolvedor de Recife, tinham várias instaladores infectados no DVD que eles usavam para instalar o sistema comercial. Eu praticamente esfreguei na cara deles o vírus no DVD, mostrando com um editor hexadecimal o trecho onde o vírus havia se alojado nos executáveis e comparando com o mesmo executável baixado diretamente da fonte, mas mesmo assim estava difícil convencê-los. O vírus era novo na época e esse pessoal ainda está em um nível onde depende de anti-vírus para dizer a eles o que é seguro ou não. Literalmente não conseguem reconhecer um vírus nem com você apontando para ele .

Uma semana depois outro representante estava na mesma empresa com um pendrive lotado de malware.

O programador pode até saber algo, mas se cerca de drones incompetentes fazendo trabalho de campo.

Cenário 2 – Deixar tudo escancarado é norma.

Em teoria o mecanismo do gerenciador de banco de dados deveria agir como uma ponte vigiada, isolando os clientes dos dados e só deixando passar comandos autorizados. Porém todo programador que usa Firebird/Interbase e MySQL (provavelmente outros também) por alguma razão parece precisar que o banco de dados inteiro esteja num compartilhamento com permissões de escrita garantidos para toda a rede. Não é que o Firebird seja incapaz de fazer o isolamento porque, pelo contrário, o manual do Firebird fala explicitamente sobre esse problema e recomenda que a situação seja evitada. Tradução e ênfase são minhas:

Proteja os bancos de dados no nível do sistema de arquivos

Qualquer um que tenha acesso de leitura a um arquivo do banco de dados pode copiá-lo, instalá-lo em outro sistema sob seu próprio controle e extrair todos os dados dele, incluindo possível informação sigilosa. Qualquer um que tenha acesso de escrita a um arquivo do banco de dados pode corrompê-lo ou destruí-lo totalmente.

Como regra, apenas o processo servidor do Firebird deveria ter acesso aos arquivos do banco de dados. Usuários não precisam, e não deveriam ter, acesso aos arquivos – nem mesmo de leitura apenas. Eles consultam o banco de dados via servidor e o servidor se certifica de que os usuários tenham apenas o tipo de acesso permitido (se tiverem) a qualquer objeto no banco de dados.

Isso é ratificado na única página em português que encontrei do manual sobre o assunto. A ênfase é minha:

Isto significa que, para uma segurança razoável, toda instalação deve manter os arquivos do banco de dados adequadamente seguros. Na maioria dos casos, isto significa que o servidor Firebird deve rodar em um usuário específico no sistema operacional, e apenas esse usuário (e provavelmente o administrador/root) deve ter acesso direto aos arquivos do banco de dados. Estes arquivos não devem ficar em diretórios compartilhados na rede ou que sejam acessíveis por qualquer pessoa que não o pessoal autorizado.

Por que então escancarar “o sistema” parece norma? Não faço idéia. Mas com a crescente sofisticação dos ransomwares eu vou começar a cobrar desse pessoal que colabore com a segurança em vez de atrapalhar. Qualquer estação comprometida pode paralisar a empresa inteira desse jeito.

Cenário 3 – Deixar tudo REALMENTE escancarado também é comum.

No item anterior eu mencionei como os desenvolvedores e seus drones costumam escancarar todo o sistema comercial. Mas tem os que vão além. Já peguei situações em que toda a partição do sistema no servidor estava compartilhada com permissão escrita para Todos pela rede.

Deixa eu ir mais devagar para você assimilar a tragédia.

  • Toda a partição de sistema;
  • No servidor;
  • Compartilhada com permissão de escrita;
  • Para o grupo “Todos”.

Vá você, meu caro colega que vive de suporte, entender o que passa na cabeça do sujeito na hora de fazer algo assim. Tirando levar com você seu próprio vírus, não tem como ser muito mais desleixado que isso.

E quanto a vocês, o que veem por aí? É só aqui em Recife (ou no meu círculo de clientes) que é assim?

2 comentários
  • Luciano - 493 Comentários

    Realmente tem coisas, que nem Froid explica… Me lembrou o caso em 2009, quando fui baixar o discador do IG no site deles, e o link havia sido sorrateiramente alterado para baixar o discador de uma outra localidade.

    Ou seja… a segurança no servidor estava tendendo a zero.

    Logo, percebemos que isso já vem de longa data. E tende a piorar com os ransomwares.

  • Walter - 140 Comentários

    Taí uma oportunidade de negócio para você explorar. Ao invés de brigar com os desenvolvedores de sistemas comerciais, oferecer para os seus clientes uma bateria de testes para verificar se eles são seguros. Faça uma limonada com os limões.

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Cryptowall 4.0 é o quinto cavaleiro do apocalipse!

Pelo menos essa é a idéia que passa pela nossa cabeça ao ler a descrição do mais novo ransonware a ter como alvo usuários Windows. Os criadores dessa versão corrigiram o bug que permitia a recuperação das chaves na versão 3.0. A Bitdefender diz ter uma vacina específica para essa versão, mas não testei e não boto muita fé.

Hora de reativar o firewall com HIPS e perder o hábito de ter tantos HDDs online ao mesmo tempo. Vou reduzir a apenas um. E preparar para mim uma versão da mesma estratégia de backup que venho aplicando para meus clientes.

É uma pena que no modo “paranóico” o Comodo Firewall sempre trave a máquina inteira quando saio da hibernação. Paranóia é algo bem desejável nesse caso.

15 comentários
  • Walter - 10 Comentários

    Há alguns dias, um cliente me ligou e disse para dar uma olhada no micro dele porque nenhum documento estava abrindo (arquivo corrompido). Imaginei que o disco deveria estar corrompido(na minha cidade a energia cai direto). Cheguei lá e já olho no desktop aquele HELP_DECRYPT.TXT :(
    O cliente até fazia backup dos arquivos em um pendrive, e atualizava semanalmente, mais quando os arquivos não funcionaram ele colocou o pendrive no micro e acabou perdendo o backup também. Pelo arquivo txt era a versão 3.0 do Cryptowall e o Avast estava funcionando normalmente na máquina.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Mais um ponto para backup em DVD. E as pessoas precisam ter em mente que (não estou me referindo a você, Walter):

      1)backup em mídia R/W não é seguro. E não apenas por causa de ransonware. O DVD-R só é lembrado hoje como mídia de filmes e todo mundo quer usar pendrive para tudo.
      2)Backup é coisa preciosa. Numa empresa, quando se precisa olhar algo no backup, um intermediário precisa sempre fornecer uma cópia do backup. Isso vale mesmo para DVD, porque backup deve ser tratado como algo precioso toda vez que você precisa dele;
      3)Anti-virus é só uma ajuda. Não uma garantia.

      Ao plugar o único backup feito em mídia R/W na máquina infectada, mesmo uma estratégia de backup em múltiplas gerações teria ido por água abaixo.

      Ele conseguiu decriptografar os arquivos com as ferramentas que estão distribuindo por aí?

  • Walter - 10 Comentários

    Então eu gravo todos os arquivos importantes aqui em DVD, não confio em nenhum outro tipo de Backup por já ter tido problemas com HD no passado. Hoje minha estratégia de backup fica assim:

    – Backup semanal em um HD externo, ele não fica no Micro (na verdade nem perto da onde ficam os PC’s) e só conecto se a maquina estiver OK.
    – Backup em DVD de qualquer coisas que não se possa obter normalmente(Fotos/Projetos),
    e mantenho as copias no PC.
    – Algumas coisas vão pro OneDrive, normalmente pra acessar de outro lugar.
    – Anotações no Evernote/Simplenote(Cansei de usar TXT/DOC)
    – Mídia só em HD mesmo, quase 3TB :-P

    Por aqui nenhuma empresa leva Backup muito a sério, gente que esquece, gente que faz um backup lá de vez em quando, gente que simplesmente NÃO faz mesmo você falando VÁRIAS vezes durante MESES. Até que um dia queima um HD e lá se vão anos de informações. Infelizmente nada funcionou para recuperar os arquivos, boa parte dos arquivo sumiram também, havia várias pastas vazias, ele tinha algumas coisas em outro notebook dele antes do ocorrido, mais muita coisa foi embora :(

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Meus clientes Pessoa Física eu sei que nunca vão levar backup a sério, não importa o quanto eu avise. Por isso toda vez que o PC passa pelas minhas mãos eu faço o backup e guardo comigo, mas eu não digo isso a eles para que não vire uma “resposnsabilidade” minha. Se um dia eles precisarem vou poder ajudar, mas também vou pedir uma recompensa por isso, porque fazer e manter essas cópias também tem um custo.

  • Daniel - 29 Comentários

    Jefferson, o que você acha?

    Tenho o backup do meu mac em um hd externo usando o recurso timemachine. Pensei em comprar um plano de 1tb no google ou dropbox, mas resolvi montar a minha própria rede com o onwcloud num raspberry pi e instalar na casa dos meus pais.

    Ou seja tenho o backup principal em casa e um de segurança em um local remoto.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Tenho o backup do meu mac em um hd externo usando o recurso timemachine.

      Até onde sei, o Time Machine usa um esquema de backup do tipo “versioning” que é seguro. A não ser que o Time Machine seja desabilitado ou o HDD externo apagado. Se você leva o problema a sério, deve mesmo fazer o backup offline dos dados do MAC, o que nos leva ao próximo ponto.

      Pensei em comprar um plano de 1tb no google ou dropbox,

      Uma conta Pro do Dropbox é muito útil. Dropbox oferece um recurso semelhante ao Time Machine (versioning) que permite você ir atrás de cópias antigas dos seus arquivos. A versão gratuita é insuficiente porque você só consegue voltar no tempo 30 dias. Mas a versão Pro oferece um ano de proteção.

      mas resolvi montar a minha própria rede com o onwcloud num raspberry pi e instalar na casa dos meus pais.

      Ou seja tenho o backup principal em casa e um de segurança em um local remoto.

      Não conheço o Owncloud e não sei como opera. Mas você pode ter obter cópia offline segura instalando um simples servidor FTP no destino. Eu não sei como fazer em um MAC, mas no Windows o Cobian Backup pode fazer uma cópia incremental e jogar direto para um servidor FTP. Um servidor FTP tem a opção de permitir que arquivos sejam acrescentados mas negar que sejam deletados, o que é perfeito para essa aplicação.

      Mas isso requer que você instale um programa de backup na máquina a proteger. Se o Owncloud operar como a versão Pro do Dropbox, então eu imagino que seja opção ainda melhor, porque é transparente para o usuário.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Eu acabo de checar o manual de usuário do Owncloud e ele oferece, sim, versioning. Porém existem limitações que é preciso ter em mente (capítulo 4.11, página 33):

      The versioning app expires old versions automatically to make sure that the user doesn’t run out of space. This pattern is used to delete old versions:

      • For the first second we keep one version
      • For the first 10 seconds ownCloud keeps one version every 2 seconds
      • For the first minute ownCloud keeps one version every 10 seconds
      • For the first hour ownCloud keeps one version every minute
      • For the first 24 hours ownCloud keeps one version every hour
      • For the first 30 days ownCloud keeps one version every day
      • After the first 30 days ownCloud keeps one version every week

      The versions are adjusted along this pattern every time a new version gets created.
      The version app never uses more that 50% of the user’s currently available free space. If the stored versions exceed this limit, ownCloud deletes the oldest versions until it meets the disk space limit again.

      Depois de 30 dias apenas uma versão é guardada por semana.

      O programa pode apagar versões antigas se não houver espaço em disco.
      Eu não gosto disso.

      O comportamento exato precisa ser testado. Porque se criar um grande volume de arquivos novos gatilhar Owncloud a apagar versões antigas de outros arquivos isso pode ser explorado por um ransonware.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Outra coisa a ter em mente ao usar o Owncloud/Dropbox é o seguinte:

      Qual a dificuldade envolvida para restaurar em massa arquivos até uma determinada data?

      Para recuperar um punhado de arquivos o processo do Ownclowd/Dropbox de clicar em um por um e pedir uma determinada versão parece OK. Mas se você quiser recuperar milhares? Melhor que perder os arquivos, sim. Mas é um trabalho mortalmente tedioso e por isso mesmo sujeito a erros.

      Em um processo tradicional de backup incremental, você pode criar um batch para consolidar todos os backups incrementais até uma determinada data em uma única estrutura. Não é “fácil” mas é muito mais fácil do que operar com os arquivos um a um usando uma GUI.

      • Jefferson - 6.606 Comentários

        Parece que meramente restaurar o apagamento de um grande número de arquivos é problemático no Owncloud. E “undelete” deveria ser fácil. Se nem isso o Owncloud consegue fazer satisfatoriamente, temo que restaurar todo o seu acervo para um determinado dia (como faz o Time Machine da Apple) seja incrivelmente problemático.

        Considere criar sua própria “Time Capsule” (atenção usuários Windows: essa solução só serve para usuários de MAC OS)

        • Daniel - 29 Comentários

          Jefferson,

          Muito obrigado pelas dicas.

          Estava disposto a montar o meu próprio servidor de backup com o Owncloud e “time capsule”, mas em uma viagem acabei esbarrando no Seagate Personal Cloud (http://amzn.to/1PhYnEg) que no caso saiu cerca de US$20,00 mais caro que apenas um HD Externo de 3TB que eu iria utilizar com o Raspberry. Com a vantagem de já ser compatível com “Time Machine”, ser servidor de mídia DNLA e o OSX reconhecer ele automaticamente. A configuração é bem simples e consigo instalar,não testei, o Owncloud e o Plex Media Server.

          Estou com o aparelho há uma semana e estou gostando.. Ainda estudando qual será o melhor esquema de backup e vendo o desempenho como servidor de mídia.

          Parte do objetivo consegui que é não gastar cerca de US$100,00/ano com armazenamento em nuvem, mas continuo com o problema de manter o “backup” no mesmo lugar dos meus equipamentos.

          Um abraço

          Daniel

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    E para confirmar que não há nada tão ruim que não possa piorar, ainda falta uma coisa ao Cryptowall para ele se tornar ainda mais maligno: ele não é um vírus propriamente dito. Como ele se espalha primariamente por email ou explora vulnerabilidades diversas na navegação pela internet, seu estrago tem chance de ficar contido a uma máquina. Se ele fosse um file infector ou se instalasse como alvo do Autorun em todas as unidades removíveis a coisa ficaria ainda mais feia.

    E não há nada que impeça a versão 4.1 de ser assim.

  • Marcio Nascimento - 1 Comentário

    Vou dar uma dica: http://www.idrive.com (para usuário pessoa física) e http://www.ibackup.com (para empresas). Já foi o tempo de backup em CD/DVD ou HD. Qualquer midia física é suscetível a todo tipo de problemas.
    Não tem nada melhor que um backup em nuvem, com suporte a versioning, com aplicativo que gerencia os backup, agendamento, roda como serviço, etc.

    OwnCloud tenho em um cliente, é legal mas não é pra backup.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      no iBackup qual é o procedimento para que eu consiga uma cópia consolidada de 200 mil arquivos como existia em um determinado dia do ano? Funciona como o Time Machine da Apple, restaurando tudo de uma vez? Ou eu baixo um pacote com os 200 mil arquivos e cuido da restauração?

  • Rodolfo - 1 Comentário

    Eu uso o BackBlaze. Não sei se é bom, pois não precisei de restore ainda.

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Recuperação de firmware via serial para Opticom DsLink 485 e D-Link DSL-2730B

Não confundir o DSL-2730B com o DSL-2740e do qual já falei antes, são modems muito diferentes.

Este procedimento provavelmente funciona com qualquer modem que use o mesmo SOC da Broadcom.

Este post por enquanto é apenas um esboço. Estou sem tempo para fazer organizado e preciso colocar a informação no ar rápido para ajudar o máximo de pessoas. Eu vou explicar a coisa bem sucintamente e por enquanto espero que “se virem” (sigam todos os links e prestem atenção) para entender :)

Problema: Que firmware usar?

O D-Link DSL-2730B tem vários firmwares para você escolher, mas o Opticom não tem nenhum firmware oficial publicado ainda (estou trabalhando nisso, mas é melhor esperar bem sentado). Apesar do D-Link ser praticamente idêntico ao Opticom minha única tentativa de usar um firmware D-Link nele travou o modem, então não recomendo brincar com isso se não for pela serial. Também fique atento ao fato de que com exceção do LED Power a ordem dos LEDs entre o D-Link e o Opticom é completamente diferente. Ainda que funcione você vai ter que reetiquetar o modem ou o diagnóstico vai ser um inferno. Existe um firmware da Comtrend que é compatível, mas também não inteiramente. Ele espera que o Opticom tenha um botão WPS (não tem) e fica em loop na serial por um longo tempo achando que esse botão inexistente está pressionado!

Parâmetros de comunicação: 115200,8,N,1

Pinout da porta:

  • GND
  • TX (saída)
  • RX (Entrada)
  • +3.3V

Para gravar o firmware via serial, o procedimento é baseado em tftp e basicamente o mesmo do DSL-2740e. Com as seguintes diferenças:

  • Você tem apenas 1 segundo para dar ESC na serial depois de energizar o roteador. Seja rápido ou não entrará no prompt do CFE;
  • Você não pode determinar o nome do arquivo de firmware. Tem que ser “bcm963xx_fs_kernel” (não tem extensão). Renomeie se necessário;
  • O IP da sua máquina tem que ser 192.168.1.100;

No prompt da serial, dê o comando “f [ENTER]” (sim, apenas a letra f)

Se você fez tudo certo você verá no prompt algo assim:

CFE> f
Loading 192.168.1.100:bcm963xx_fs_kernel …
Finished loading 6567760 bytes

Flashing root file system and kernel at 0xb8010000: ………………………………………………………………………………………..

.
*** Image flash done *** !

Resetting board…

NVRAM

Eu nunca precisei fazer isso, mas segundo comentários lidos por aí, pode ser necessário apagar a NVRAM do modem (não especificamente estes) para sair de certos apuros.

Comando no CFE: “e n [ENTER]”

Depois disso o firmware pergunta por vários parâmetros. Esta lista, dada no início do LOG serial, lista todos esses parâmetros e mais algumas coisas:
Parâmetros para Opticom DsLink 485

Board IP address                  : 192.168.1.1:ffffff00
Host IP address                   : 192.168.1.100
Gateway IP address                :
Run from flash/host (f/h)         : f
Default host run file name        : vmlinux
Default host flash file name      : bcm963xx_fs_kernel
Boot delay (0-9 seconds)          : 1
Board Id (0-7)                    : 96328avng
Number of MAC Addresses (1-32)    : 11
Base MAC Address                  : 00:17:d0:xx:xx:xx (aqui aparece o LAN MAC do seu aparelho. Eu ofusquei o meu.)
PSI Size (1-64) KBytes            : 24
Enable Backup PSI [0|1]           : 0
System Log Size (0-256) KBytes    : 0
Main Thread Number [0|1]          : 0

aparentemente é possível rodar firmwares experimentais via TFTP (sem gravar na flash) ao mudar o valor de “Run from flash/host” para h.

2 comentários
  • josinaldo - 3 Comentários

    obrigado pela dica consegui ressucitar o dsl-2730b depois que limpei a memoria ele parou total, mas quando ligava a porta de comunicação usb serial ele voltou e com comando “f” deu ok, obrigado. pois sou tec. eletronica não tenho conhecimento em progamação.

  • Antonio - 1 Comentário

    Voce sabe quanto de memoria ram esse dsl-2730b possui?

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Que lições tirar do comprometimento do meu site que descobri no mês passado?

Essa é fácil. Nem precisa ler o resto do meu texto: backup, backup, backup! De preferência de quantas gerações você puder!

O primeiro a notar o problema foi o amigo Saulo Benigno, que na manhã do dia 12 de outubro me mandou um email avisando que o site estava fora do ar.  Eu havia atualizado o site horas antes por isso achei que fosse um glitch temporário da Hostgator e esperei. Mas como passaram-se horas e o problema persistiu, abri um ticket para o suporte e comecei a dar uma olhada. Como o indicador no cPanel estava dizendo que a Hostgator não faria mais backup automático do site porque eu havia excedido o limite de inodes (o número de arquivos), aproveitei para fazer uma arrumação. Foi aí que eu descobri que a coisa era séria!

Graças à ferramenta do cPanel que mostra um gráfico de uso do espaço em disco, eu localizei um diretório que tinha setenta e dois mil PDFs, nenhum deles colocado por mim. Todos com nomes suspeitíssimos. Olhando em outros diretórios comecei a achar arquivos txt com bravatas hacker do tipo “pwned” e “defaced by”, mais um punhado de arquivos que eu não havia colocado lá. A julgar pelos textos, eu tinha sido “hackeado” por uma cacetada de grupos de toda parte. Tinha russos, chineses, brasileiros…

Comecei a entrar em pânico. Não demorou para notar que o número de PDFs estava crescendo enquanto eu olhava. Eu estava sob ataque naquele momento! Desativei o site, enviei outro ticket para o suporte explicando o que eu havia achado e comecei a avaliar os danos.

Primeiro, não achei nenhum arquivo PHP obviamente infectado, nem indícios de comprometimento fora de Quick Talk. Depois comecei a notar um padrão estranho: nenhum arquivo depositado no site era do tipo executável. Só existiam arquivos TXT, PDF, ZIP (com vírus dentro), BMP, JPG… Alguns desses arquivos não eram válidos. Eram na verdade arquivos PHP com outra extensão que o invasor havia depositado ali na esperança de gatilhar uma vulnerabilidade. Mas como eles entraram?

Mais um pouco e percebi outro padrão: Os arquivos estranhos estavam limitados à pasta “uploads” da instalação wordpress de Quick Talk. Mas quem tinha permissão de upload além de mim?

Ahhhh… o mundo inteiro!

Eu percebi que os tipos de arquivo que estava encontrando batiam com a lista de arquivos “inócuos” que permiti aos leitores anexar em seus comentários. Algum dos plugins tinha uma vulnerabilidade que permitia que arquivos pudessem ser mandados para o meu site sem que nenhum comentário fosse produzido, daí eu não notei o problema.

Infelizmente tive que desabilitar esses plugins que instalei em 2012:

  • Easy Comment Uploads <- provavelmente foi por este. Sequer pode ser encontrado hoje no repositório da WordPress;
  • Comment Image Embedder <-Este caiu porque, pensando bem, também oferece risco.

O que deu trabalho mesmo foi apagar os 72 mil PDFs. Um gerenciador de arquivos do cPanel não conseguia lidar com tantos e travava. O outro não me permitia ordenar por tipo e eu corria o risco de apagar outros arquivos no meio. Sem conhecer outro jeito, tive que partir para a demorada e tediosa tarefa de apagar tudo por FTP. Isso levou horas!

No final o problema do site nada tinha a ver com o comprometimento. Foi pura coincidência a máquina que hospedava meu domínio estar com problemas (segundo o suporte) e por pura coincidência também eu estava olhando isso no momento em que colocavam os PDFs lá. Eram vários GB de arquivos. O meu site estava sendo usado simplesmente como hospedagem de malware e provavelmente estava sendo penalizado no ranking do Google por isso, embora a Google não tenha me enviado nenhum alerta pelas “ferramentas para webmasters”.

Voltando aos backups: Enquanto eu investigava pensei: “e se eu peguei outro worm como o que atacou o fórum anos atrás* e tiver que desinfectar centenas de arquivos PHP?” Fui procurar os meus backups e…

O último backup integral do site fora um ano atrás! Raios!

Eu tinha backup freqüente de bancos de dados, mas sem backup atualizado de arquivos combater um worm php ia realmente estragar minha semana!

Aprenda com meus erros! Você já fez backup do seu site esta semana? É Sturaro, estou olhando para você! :)

*Isso aconteceu em maio de 2009. Curiosamente não consigo encontrar nenhuma referência a essa invasão em parte alguma, nem procurando no Google nem nas minhas anotações. Na época diversos fóruns baseados em SMF foram invadidos devido a um 0-day e o exploit era baseado em fazer o upload de uma imagem corrompida como avatar. A partir daí um worm obfuscado adicionava a si mesmo em todos os arquivos php que encontrava na conta, o que incluía todo e qualquer domínio hospedado nela. O exploit foi informalmente chamado de “Krisbarteo” por mim porque era o nome de usuário usado na invasão.

9 comentários
  • Luciano - 493 Comentários

    Nem precisa olhar torto pra mim, minha paranóia é um pouco menor, mas não muito… Backup do mysql toda santa vez que publico um post, entro no myphp admin e desço o DB.

    Backup dos arquivos do site, toda santa vez ANTES de atualizar qualquer porcaria que seja, plugin, wordpress, etc.

    Resultado? Sempre tenho pelo menos as últimas 5 cópias do DB e não apago por nada desse mundo as cópias do wordpress e arquivos. Olha só:

    wordpress 2.9.2
    wordpress 3.0
    wordpress 3.1.3
    wordpress 3.2
    wordpress 3.3
    wordpress 3.3.1
    wordpress 3.3.2
    wordpress 3.4.2
    wordpress 3.5.1
    wordpress 3.7
    wordpress 3.7.1
    wordpress 3.9.2
    wordpress 4.0.5
    wordpress 4.2
    wordPress 4.2.5

    Dentro de cada pasta tem o backup do que foi atualizado dentro da própria versão. Se atualizarei um plugin, eu baixo o pluguin antes de atualizar e guardo dentro da pasta da versão em uso do WP.

    crashcomputer_db.27-jun-2015.zip
    crashcomputer_db.04-jul-2015.zip
    crashcomputer_db.31-ago-2015.zip
    crashcomputer_db.18-set-2015.zip
    crashcomputer_db.01-out-2015.zip
    crashcomputer_db.05-nov-2015.zip

    Além disso, toda imagem que envio pro blog, eu tenho cópia local, já que elas ficam em um lugar não padrão do wordpress.

    Como eu não fico fazendo backup constante do db, o máximo que eu posso perder seriam comentários e avaliações feitas no intervalo.

    Dá pro gasto ou mais alguma recomendação pra aumentar o nível de paranoia? :-P

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Um esclarecimento: eu não mencionei Luciano por ele ter um histórico de displicência. Ele definitivamente não tem. Eu o mencionei porque ele é quem mais participa das discussões quando o assunto é manutenção de sites e vem participando delas desde o Geringonças.

    • Luciano - 493 Comentários

      Vamos então dizer que aprendemos um com o outro, literalmente troca de experiências. Lembra do limit login attempts? Pois é… vou colocar mais um comentário lá.

  • Saulo Benigno - 279 Comentários

    Feliz que tenha sido resolvido.

    Mas backup manualmente é bronca consigo não, hoje tenho um script que meu amigo Arthur criou que todo dia roda em Cron e compacta meus sites e faz um backup por Dropbox… todo dia recebo uma notificação que foi criado o arquivo e enviado com sucesso para o Dropbox.

    Mas manualmente não dá :P
    No máximo é uma vez por mês ir apagar os arquivos para dar espaço no Dropbox, todo mês lota.
    Eu preciso é editar o script para apagar automaticamente o arquivo mais antigo diariamente.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Outra coincidência curiosa. Enquanto eu perdi esse dia 12 de outubro todo revertendo o dano ao site, foi exatamente no dia 12 de outubro de 2008 que eu levei o golpe daquele file infector.

  • Ygor Almeida - 136 Comentários

    … Não podia deixar a pergunta pra lá.

    Na hostgator vocë não tem SSH? eu estou lá e tenho. Poderia ter entrado no diretório e ( rm -rf *.pdf )

    :dashhead1: :huh:

    Não funcionaria não !?

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Ygor,

      Eu nem sabia que podia usar SSH. Isso não está evidente no cPanel e desde que os provedores de hospedagem pararam de oferecer acesso Telnet eras atrás eu passei a ter a falta de acesso shell como algo normal.

      E para completar, eu expliquei ao suporte o que tive que fazer e eles não mencionaram SSH.
      :dashhead1:

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Existe algo curioso com o mês de outubro (além de ser o “mês das bruxas”)…

    Hoje recebi uma mensagem do sistema de backup informando que o backup não podia ser feito por eu ter ultrapassado o número de inodes. Então parei para fazer manutenção no site novamente. Coisa que aparentemente eu não fiz em todo o último ano…

    Não há nenhum indício óbvio de comprometimento. Apenas um número exagerado de emails se acumulando mas contas de um cliente. Mas é estranho que na semana passada o backup tenha ocorrido sem erros e agora tenha falhado por um excesso de 3 mil inodes. A menos que meus clientes tenham recebido isso tudo de SPAM na última semana, deve haver algo errado em algum outro lugar.

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Era só uma questão de tempo mesmo: Ransonware agora tem como alvo servidores Linux.

Ransomware não é nenhuma novidade e vem sendo um problema há pelo menos duas décadas, mas o pessoal da seita do pingüim, protegido pelo seu market share irrisório, tem vivido em um mundo de fantasia em que só usuários Windows tem que se preocupar com isso. Isso começou a mudar e mesmo que você seja apenas um usuário de Windows é melhor ficar atento a essa nova leva de ransonware, porque ela pode afetar você também.

  • Você tem um site ou blog?
  • Sua empresa ou a de algum de seus clientes tem?

Então essa classe de ransomware pode provar ser um problema para você também. E as medidas de proteção são quase as mesmas:

  • Faça backups offline freqüentes. Não confie nos backups automáticos do seu provedor, porque se você demorar a perceber o que aconteceu, o backup pode ser sobre-escrito pela versão criptografada;
  • Faça backups de múltiplas gerações, pelo mesmo motivo acima. O wordpress, por exemplo, tem plugins como o wp-db-backup que podem ser configurados para enviar uma cópia do banco de dados todo dia para o seu email. Na minha conta gmail eu tenho hoje 1890 backups de bancos de dados dos meus blogs e posso voltar anos no tempo se necessário. Tendo espaço (ainda assim eu ainda tenho mais de 5GB livres), não há razão para você limitar a quantidade de backups guardados;
  • Tenha em mente que o backup dos bancos de dados não inclui arquivos e vice-versa. Você provavelmente terá que elaborar múltiplas rotinas de backup para proteger todo o conteúdo do site;
  • É bom rever também o problema do backup automático.

A propósito, sua empresa caiu na besteira de colocar todos os dados na tal da “nuvem” (eu odeio esse termo)? Que garantia você tem de que se a empresa que hospeda seus dados for atingida por um ransonware seus dados vão poder ser recuperados? No seu lugar eu cobraria deles um backup offline periódico guardado com você. De preferência um que você pudesse a qualquer tempo aplicar em uma máquina virtual linux e comprovar que funciona.

E outra: tem muito administrador de sistemas por aí que confunde RAID 1 (espelho) com backup. Sua empresa está **dida se depender de um desses.

 

ATENÇÃO:

O que eu chamo de “seita do pinguim” NÃO É O CONJUNTO DE USUÁRIOS LINUX!

É o sub-grupo barulhento e insuportável que trata o Linux como uma religião ou um time de futebol. Sub-grupo esse que nem o grande Linus Torvalds (admiro muito esse cara) suporta!

6 comentários
  • Claudemir Todo-Bom - 2 Comentários

    Market share irrisório, olha aí: http://i.imgur.com/CcjrGaJ.png

    a tabela não mostra, mas a mesma fonte onde encontrei ela tem outra tabela que demonstra o market share do windows em desktop, que é aproximadamente 80%, e geralmente por onde os ransomwares entram no windows.

    Administrador que faz serviço porco vai sofrer em qualquer sistema. A própria matéria que te deu conteúdo para fazer esta postagem tendenciosa informa que é provável que a contaminação se dê por acessos SSH com senhas fracas, portanto, não é uma falha do sistema, mas sim do administrador.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Market share irrisório, olha aí: http://i.imgur.com/CcjrGaJ.png

      Bom, eu acho auto-evidente que quando se fala que o Linux tem marketshare irrisório está se falando de desktops. Pelo jeito para você não tão auto-evidente assim, então da próxima vez eu me certificarei de especificar.

      Mas se vamos trazer o Android para o debate, não podemos deixar de citar que o Android também é, por larga vantagem, o maior foco de malware em dispositivos móveis, com direito a ramsomware também!

      Se 98% do malware móvel tem como alvo o Android, estou liberado para dizer que 98% do malware móvel tem como alvo o Linux?

      Não, sério mesmo, eu posso?

      Se formos jogar esse jogo de “Android é Linux” na hora de falar do marketshare eu vou querer colocar o percentual de “appliances” Linux (modems, roteadores, cameras IP, DVRs, media players, etc) e dispositivos Android severamente comprometidos no bolo, incluindo, claro, os dispositivos que jamais receberão uma atualização e muitos argumentam que deveriam ir para o lixo se o dono tivesse juízo, coisa rara de acontecer com dispositivos Windows geralmente porque são trecos limitados demais para alguém fazer um exploit que amedronte.

      Mas aí a coisa fica séria. A seita esperneia. Android não é mais Linux, ou a culpa é da Google, ou da Samsung, ou dos usuários…

      E apontar um culpado muda o quê?

      Eu acharia essa determinação de apontar um culpado bastante razoável, se na hora de focar no Windows o mesmo grupo usasse a mesma métrica e fosse capaz de enxergar algum outro culpado que não o Windows. E olha que esses culpados são como elefantes em uma loja de cristais: impossível não notar.

      Eu só posso pensar em desonestidade intelectual. Mas qual seita é intelectualmente honesta?

      a tabela não mostra, mas a mesma fonte onde encontrei ela tem outra tabela que demonstra o market share do windows em desktop, que é aproximadamente 80%,

      É engraçado que mencione o marketshare do windows no desktop mas não mencione o do Linux, que está estimado em 1.57% pela mesma fonte da sua tabela.

      Alguém desatento pode imaginar que se 80% é do Windows, 20% deve ser do Linux. Mas quem sabe que existe o BSD em suas muitas formas (MAC OS, freeBSD, OpenBSD) percebe que não é bem assim.

      Eu não acredito que essas fontes usem métodos 100% confiáveis, mas também não acredito que a realidade seja muito diferente das estimativas.

      Administrador que faz serviço porco vai sofrer em qualquer sistema.

      ISSO!

      Vejo uma chance de você entender o meu ponto de vista!

      A própria matéria que te deu conteúdo para fazer esta postagem tendenciosa

      Tendenciosa? Só porque eu alfineto a seita? Não há nenhuma mentira na minha postagem, nem insinuo em qualquer momento que a situação da concorrência seja melhor.

      Eu afirmei, e insisto: o Linux (no desktop, ok?) goza da proteção do marketshare pífio. O Android está ai pra provar como a coisa seria diferente se o Linux tivesse a dominância no desktop.

      Em vez de 67324746 (eu sei) de distros, teríamos 872334987586575075674239678943698367, umas 10 milhões das quais seriam administradas por gente com ZERO de habilidade ou interesse em segurança, acrescente as software houses mais interessadas em fazer o programa delas funcionar do que na estabilidade do sistema (êpa! Então dar um chmod -R 777 vai agilizar a implantação do nosso sistema comercial? beleza!), mais um porrilhão de vulnerabilidades em userland causados por um cacetilhão de aplicações feitas por gente que acabou de aprender a usar o framework (cheio de bugs) da moda, mais os usuários que não querem nem saber se instalar o apache como root é perigoso, eles querem é ver a coisa funcionando com o mínimo de passos possível. Ou seja: praticamente o que ocorre hoje com o Windows.

      informa que é provável que a contaminação se dê por acessos SSH com senhas fracas, portanto, não é uma falha do sistema, mas sim do administrador.

      yep!

      O problema está em esperar que numa migração para o Linux os administradores e usuários que fazem ca**das no Windows se tornem “automagicamente” competentes. Eu dou risada diante da idéia, mas a seita parece ter isso como garantido.

      E é bom ter em mente que a operação básica de um ransomware sequer precisa de permissões de administrador no Windows. Eu não estou certo de que seja preciso esperar por um “su root” para criptografar todos os arquivos do usuário e exigir um resgate no Linux.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Para quê novo post? Eu não escrevo um novo post para cada novidade sobre um determinado assunto. Fragmenta demais, tenho que ficar colocando links entre posts… você certamente não me viu fazendo isso por aqui.

      É interessante saber que o malware tem um bug. Obrigado pelo link. Mas assim como o Cryptolocker, que também tinha um bug que permitia o resgate dos arquivos, ressurgiu com uma nova versão sem o bug, o que esperar da situação de Linux.Encoder.1?

      • Pereirão - 10 Comentários

        Acho que me expressei mal. Desculpe.
        O que eu quis sugerir foi fazer um post do tipo “Como recuperar os arquivos raptados pelo Linux.Encoder.1”
        Talvez tutorial básico para ajudar quem, como eu, acompanha seu site.
        Só uma sugestão… ;)

        • Jefferson - 6.606 Comentários

          De fato, eu entendi muito diferente. O “que tal” soou provocativo. :)

          Mas eu só faço tutoriais sobre assuntos onde tenho experiência em primeira mão. E sem ter sido vítima ou ter atendido a uma (ainda bem!), não tenho essa experiência. De outra forma seria somente copiar o trabalho dos outros.

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