 Jefferson,  27 de novembro de 2015, ddns O processo que explico aqui, é inteiramente manual e pouco prático, mas funciona.
Entre no cPanel
Em Domains, escolha Advanced DNS Zone Editor

Digamos que você queira adicionar o host “teste” no domínio “ryan.com.br”:

- Selecione o domínio. Muitas vezes você tem apenas um mesmo, mas uma conta cPanel pode administrar ilimitados domínios;
- Escreva o nome do host. Ao dar ENTER o cPanel preenche o resto;
- Preencha o TTL desejado. Recomendo que leia este outro post se estiver incerto quanto ao valor;
- O tipo de registro que você deve criar para DDNS é “A” (A RECORD);
- Coloque o IP atual do seu dispositivo. Geralmente esse é o IP externo da conexão de banda larga onde o dispositivo está instalado. Se for na conexão onde você está, você pode obter o IP visitando sites como WhatisMyIP.com;
- Clique em Add Record.
Imediatamente após adicionar você já pode testar. Um ping para teste.ryan.com.br deve retornar o IP que você colocou em Address.

Este processo não é prático porque toda vez que o IP mudar você tem que manualmente atualizar o Address no cPanel. Na segunda parte deste texto eu explico como automatizar isso.
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 Jefferson,  26 de novembro de 2015, ddns Este texto foi escrito para dar suporte a outros textos que postarei mais tarde. Eu não estou ainda satisfeito com a minha explicação por isso o texto pode mudar bastante, mas a teoria que tento explicar até onde sei está correta.
Primeiro, vamos fazer uma breve resumo do que constitui um “domínio”…
- Embora a maioria das pessoas veja um domínio como um servidor, na realidade cada domínio pode ser constituído por um número ilimitado de máquinas ou dispositivos. Cada uma dessas máquinas/dispositivos é chamada de “host” e cada host tem seu endereço IP. Normalmente esses hosts fazem parte da mesma rede particular, mas você também pode fazer com que eles apontem para um dispositivo do outro lado do mundo.
…E do que é DNS e como funciona:
- A internet é uma rede baseada em IP e só entende números IP mesmo. O fato de você poder escrever “ryan.com.br” em seu browser e chegar ao meu site é resultado de uma série de “artifícios” para poder representar números IP por nomes e o serviço que se encarrega de fazer essa tradução é o DNS;
- Como não faz sentido perder tempo perguntando repetidas vezes algo que você já sabe, mantemos uma memória (no jargão, “cache”) de que IP corresponde a que nome;
- Mas como essa relação entre nome e IP pode mudar de uma hora para outra, essa memória precisa ter uma duração finita. Aí entra o TTL.
TTL, do inglês Time To Live (tempo de vida) é o parâmetro que determina a “validade” da resposta do servidor DNS e é parte integrante de todo registro DNS. Se o dispositivo recebe uma resposta do servidor DNS dizendo que o TTL é de x segundos, ele só vai consultar o servidor DNS novamente para aquele host se alguém acessá-lo novamente depois de passados x segundos. Esse parâmetro é praticamente irrelevante no dia a dia, mas você precisa estar atento a ele quando usa qualquer serviço de DDNS.
Serviços de DNS dinâmico como o no-ip costumam ter um TTL de 60 segundos. O valor padrão em um serviço de hospedagem como o Hostgator costuma ser 14400 (4 horas). Não é recomendado baixar para menos que 300 (5 minutos) porque o seu provedor pode não gostar do stress desnecessário no servidor DNS dele. E francamente ele tem razão.
Tenha em mente que entre você e o host que você quer acessar existem diversos servidores DNS ou “caches” secundários, inclusive em cada um dos seus roteadores. Quando você configura manualmente no seu PC ou dispositivo um servidor DNS você passa por cima de vários, mas no mínimo você deve contar com o cache no seu dispositivo, o do servidor DNS que você configurou e qualquer um depois dele.
Para um número “n” de caches TTL DNS no caminho, o tempo de propagação “x” é
TTL >= x <= n * TTL
Então, por exemplo, se existirem 3 caches e o TTL for de 4h, o tempo de propagação (o tempo que leva para o dispositivo que fez a consulta receber uma resposta atualizada) será qualquer coisa entre 4h e 12h.
Se por acaso você fizer seu primeiro teste de DDNS com TTL de 14400 e mudar o IP, mesmo que você baixe o TTL para 300 pode ter que esperar 4 horas ou mais até poder “ver” essa mudança ter efeito.
Confuso? Vamos tentar com um exemplo simples:
Servidor DNS configurado na sua máquina: Google (8.8.8.8)
host que você quer acessar: teste.ryan.com.br, que acaba de ser criado e foi configurado com TTL 14400 (default)
Na primeiríssima vez que você acessar teste.ryan.com.br, o Windows não sabe qual é o IP, mesmo que ele saiba o IP default de “ryan.com.br”, porque se trata de outro “host” e vai perguntar ao servidos DNS configurado (o da Google). O servidor da Google também não faz idéia de quem seja (o hostname acaba de ser criado), por isso vai consultar o servidor DNS que tem autoridade sobre o domínio ryan.com.br. A resposta dirá que o TTL é de 14400, assim o servidor da Google só vai perguntar quem é teste.ryan.com.br novamente em 4 horas. Ele repassa a informação para o Windows, que também vai ver esse TTL de 14400 e só vai perguntar novamente ao servidor da Google em 4 horas. Você pode esvaziar o cache DNS do Windows, forçando-o a perguntar mais cedo, mas o servidor da Google ainda acha que o TTL é de 4 horas e não adianta reduzir o TTL de teste.ryan.com.br para 300 nesse meio tempo, porque o servidor da Google só vai tomar conhecimento da redução do TTL quando o prazo expirar e ele fizer uma nova consulta a pedido de alguém.
Escolher qualquer outro servidor DNS nesse meio tempo, como o do OpenDNS (208.67.222.222 ou 208.67.220.220) ou um serviço de ping remoto (vai depender de que servidor DNS esse serviço usa) pode acelerar o processo de teste.
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 Jefferson,  22 de novembro de 2015, WTF Ontem eu estava fazendo mais uma pesquisa sobre como criar meu próprio serviço de DNS dinâmico quando esbarrei em uma pergunta sobre o assunto que eu sabia responder na versão em português do Stack Overflow (SO) e dediquei um minuto a dar minha contribuição. Hoje, para meu espanto, um editor do SO tinha editado minha resposta de tal forma que eu fiquei indignado.
O que eu escrevera:
“No hosts found” significa que o script não encontrou no domínio indicado por $dyndnsRemoteHostDomain o host que você indicou na linha de comando.
Se você rodar o script com o seguinte URL:
http://username:password@website.com/dyndns.php?hostname=remote
remote.website.com precisa já existir. O script não o cria por você.
OBS.: Estou considerando que obviamente você não está usando “esse” script, mas uma versão particular dele. Sem seus dados particulares “esse” script não funciona.
O que o editor achou que eu deveria ter escrito:

Uma olhada atenta e você vai perceber que o editor:
- Acrescentou formatação – OK. Eu estava mais preocupado com responder à pergunta do que embelezar a resposta. E nem sabia como usar o sistema do SO;
- Alterou o sentido da minha resposta – ÊPA! A modificação feita no primeiro parágrafo deturpou a minha resposta;
- Acrescentou ênfase que não dei – Não gosto disso;
- “Corrigiu” meu português – Essa “foi de lascar”…
Parece que até a invalidação da minha resposta foi resultado da intenção do editor de corrigir meu português. Meu domínio da língua está longe de ser perfeito mas acho que as correções feitas, mesmo se não tivessem deturpado a resposta, ainda seriam questionáveis.

Quanto à necessidade de “de” após “precisa”, encontrei a resposta aqui: não, não há essa necessidade. Quanto às outras correções, estou curioso. O que vocês acham?
Mas estando eu errado ou não, acho uma política estúpida ficar corrigindo erros não óbvios (aqueles que não são de ortografia) de português de quem responde questões. E corrigir mesmo quem pergunta já é andar em um campo minado, porque é mais fácil na nossa língua determinar o que está certo do que determinar o que está errado.
Essa só não foi minha última contribuição porque o editor respondeu ao meu questionamento e polidamente explicou que eu poderia reverter. Eu já estava estudando a política do SO e havia chegado à mesma conclusão.
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 Jefferson,  21 de novembro de 2015, Livros Terminei hoje de ler as 808 páginas de Fallen Dragon(sem edição em Português), um dos poucos livros de Peter F. Hamilton a não fazer parte de uma obra maior. A estória, de uma Terra séculos no futuro onde a humanidade já colonizou vários outros planetas, é muito interessante e com uma riqueza impressionante de detalhes sobre a ciência da exploração espacial. Mas há momentos em que Hamilton dá uma de Tolkien e começa a descrever demais a paisagem, enchendo o saco de quem só quer saber o que vem depois na narrativa.
Nesse futuro a Terra é controlada por mega corporações que financiam (ou financiaram) os assentamentos no espaço. O núcleo do conflito no livro é a pilhagem executada pela corporação Zantiu-Braun (Z-B) nas colônias humanas. A corporação compra outras empresas que financiaram assentamentos e não conseguiram recuperar o investimento e vai atrás desses planetas a cada “n” anos para “legalmente” exigir dividendos na forma de tecnologia e produtos tomados à força das colônias durante uma ocupação militar. Corsários ultra modernos. E como o custo de enviar uma expedição militar a anos luz de distância é altíssimo mesmo no futuro, a situação dos colonos só piora com o aumento da “dívida” como percebido pela Z-B.
E esse é o pano de fundo para uma estória complexa, onde você não sabe exatamente por quem torcer. Não há “santos” no conflito e um dos personagens principais é justamente um sargento da Z-B que logo no primeiro capítulo já mata um civil durante uma ocupação, enquanto planeja fazer uma pilhagem “por fora” em outro planeta e sem sentir qualquer remorso por uma coisa ou outra. Apesar disso ele não é “mau”. Nada é preto-no-branco nessa estória e o leitor é levado ainda a sentir alguma simpatia por ele.
A ação só deslancha mesmo a partir de 60% do livro, no capítulo 12. Se você conseguir ler até aí, provavelmente não vai conseguir mais parar.
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 Jefferson,  17 de novembro de 2015, Não devem existir muitos países civilizados neste mundo onde é normal o cidadão ser parado aleatoriamente nas ruas e estradas por policiais armados para checar se impostos foram pagos.
Entra governo… sai governo… e nada muda. Isso é vergonhoso.
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 Jefferson,  13 de novembro de 2015, O que é no mínimo curioso, já que evidentemente a OI tem o telefone celular de cada um deles. Poderia ser gente que não atende interurbano (eu geralmente não atendo, porque é sempre de gente querendo me encher o saco), mas o FAQ da OI fala que enviam telegrama, então além de não atender o telefone, esse pessoal deve ter colocado endereço falso no cadastro?
Peraí… quando comprei meu chip há mais de 10 anos eu precisei dar meu endereço? Será que eles usam o endereço do CPF? Porque o meu está errado e não faço a menor questão de corrigir.
A listagem dos ganhadores da promoção “sorte na palma da mão” com o status de cada um pode ser vista aqui.
Eu esbarrei nisso porque recebi dois SMS dizendo que eu tinha sido premiado na promoção e que eu tinha ganho um Galaxy S5 e 30 mil reais. Mas eu tinha que telefonar para um celular de outro estado. Fui conferir o número e é do Ceará. Que eu saiba os contatos da OI aqui para Pernambuco são feitos a partir da Bahia.
De qualquer forma não me cheirava nada bem e uma rápida pesquisa me fez chegar ao FAQ, que diz explicitamente que não são enviadas mensagens SMS. Depois disso eu cheguei à lista de ganhadores.
Não fiquei nem um pouco desapontado porque eu já sabia que era golpe desde o primeiro instante, mas curiosamente eu só faço recarga uma vez por mês e só vi a mensagem depois de fazer a recarga. Por um longo momento eu fiquei matutando como a bandidagem poderia ter adivinhado que eu recarreguei, até perceber a hora do SMS: a mensagem havia chegado quatro horas antes.
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 Jefferson,  13 de novembro de 2015, Redes Sempre que eu quero de uma forma rápida e simples definir que uma máquina não tenha acesso à internet eu defino para ela um IP fixo mas não coloco o gateway. Uma gambiarra que sempre funcionou muito bem desde o XP, até que mordeu meu traseiro agora no servidor que estou testando com o Windows 7.
O problema é que para o Windows lembrar o tipo que você escolheu para uma determinada rede (se “corporativa”, “doméstica” ou “pública”) ele se baseia justamente no endereço MAC do gateway. Sem IP, sem MAC. E assim ele chama a rede de “Rede não identificada” e automaticamente a considera pública. Isso faz muito sentido, mas me criou um problema porque eu instalei um FTP server nesse servidor e o acesso a ele foi bloqueado pelo firewall, mesmo de dentro de minha própria rede. O Windows nem me perguntou se eu queria dar acesso. Simplesmente não funcionava.
Como eu continuo não querendo dar a essa máquina acesso à internet, defini como gateway o endereço IP de outro dispositivo da minha rede que fica permanentemente ligado: o NVR. Automaticamente o Windows me perguntou o tipo da rede e isso pareceu resolver o problema.
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 Jefferson,  12 de novembro de 2015, ADSL, PorDentro, Wifi 
- RAM: 2x Etrontech EM6AB160 (64MB cada) Datasheet
- Ikanos IKF6850
- Ikanos FXS60
- Marvell Link Street 88E6171 – Controle das 4 portas Lan Gigabit
- Marvell 88E1119R – Controle da porta WAN
- Coppergate CG3211QIR – Modem HPNA Datasheet
- Coppergate CG3213QIR – Interface com a linha telefônica analógica para o CG3211 Datasheet
- Atheros AR9227 – Interface Wi-Fi
- MP6211DN (2x) – Current-Limited Power Distribution Switches Datasheet – Provavelmente controle de energia nas portas USB;
- BF795 – Conversor DC-DC usado em meia dúzia de pontos da placa;
No fundo, apenas uma flash Macronix (MXIC) MX29GL256 (32MB) e um conversor DC-DC.

Detalhe do WiFi
Próximo ao Atheros AR9227 temos uma EEPROM 24C08. Não estou certo de por que a interface wireless precisa de sua própria EEPROM.

Como você pode ver o roteador tem duas antenas impressas ANT1 e ANT2 (parecem “F”s se destacando acima e à direita) e no caminho para elas existem dois conectores WJ4 e WJ5 (que parecem ser do tipo U.FL) que talvez permitam a conexão de antenas externas. Entretanto você pode ter que desativar as antenas internas para que isso funcione e o modo mais fácil de fazer isso seria removendo os resistores R235 e R234, mas isso ainda é teórico.
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 Jefferson,  12 de novembro de 2015, PorDentro, Wifi 
Este aparelho usa quase os mesmos componentes do TP-LINK TL-WR720N V1 e a organização da placa também é muito parecida.
- SOC Atheros AR9331
- RAM Zentel A3S28D40FTP – 128Mb (16MB) Datasheet
- Conversor DC-DC na entrada: AZ34063 Datasheet
- Flash EON (cFeon) F16-100 – 16Mb (2MB) Serial Flash Memory
A fonte original é de 9Vx0.6A.
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 Jefferson,  12 de novembro de 2015, PorDentro, Wifi A versão 2 deste aparelho tem uma antena externa.
 
Este roteador é bem difícil de abrir. Além dos quatro parafusos no fundo, seis travas precisam ser deslocadas. Espero que mostrando aqui onde elas estão a tarefa seja mais fácil. As quatro travas das extremidades são liberadas puxando a tampa branca para fora. As duas centrais empurrando para dentro.


Este aparelho usa quase os mesmos componentes do TP-LINK TL-WR340G v4.0 e a organização da placa também é muito parecida.
- SOC Atheros AR9331
- RAM Zentel A3S28D40FTP – 128Mb (16MB) Datasheet
- Conversor DC-DC na entrada: AZ34063 Datasheet
- Flash EON (cFeon) QH16-104 – 16Mb (2MB) Serial Flash Memory
Placa com inscrições 2050500234 Rev:1.0
Tem uma porta serial mas ainda não tentei usá-la.
A fonte original é de 9Vx0.6A. O conversor agüenta até perto de 30V na entrada mas o capacitor é de 16V, por isso com 12V você já está abusando.
 Detalhe da antena

Os terminais 4 e 5, 7 e 8, estão em curto em cada um dos três conectores RJ45 e a ligação não é visível.Por isso não dá para usar esse aparelho no caminho de um PoE DIY.
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Muito bom Ryan. Explicação mais que impecável. Aguardando segunda parte do tutorial.
… Nossa ficou melhor que a encomenda. Tb estou esperando a segunda parte, mas esse salvei já nos favoritos.
Vai ajudar bastante a fazer umas coisas aqui. rsrsrs
Jefferson não sei se você conhece o CloudFlare, ele tem a API fácil de trabalhar você pode criar um script que fica hospedado no Hostgator no seu caso, que vai receber a ordem pra atualizar o IP de cada estação que quiser, e criar um script shell mesmo pra fazer esta consulta pra ver se o IP mudou a cada X minutos e se verificar que mudou envia o novo IP pra este script no seu servidor, já usei uma POG dessas e funcionava muito bem
Daniel, a única coisa que sabia do cloudflare é que é usado pelo Muambator, Piratebay, entre outros. Como o que estou explicando nessa série de textos também é uma POG eu vou dar uma olhada no funcionamento do serviço free do cloudflare para ver como as gambiarras se comparam.
Tenho certeza de que todo mundo aqui já notou, mas só para os comentários não ficarem fora de sincronismo com o texto, que eu já editei com o link, aqui está a segunda parte.