O que salva Arrival (2016) é a surpresa.

Assim que eu ouvi o primeiro minuto do filme eu sabia que havia algo ali importante para compreendê-lo, mas o diretor conseguiu me entreter e manipular minha a atenção o bastante para que eu esquecesse completamente de tentar encaixar as peças e me surpreender no fim. Eu gostei disso. Mas não sobra muito mais do filme que isso.

O principal problema que vejo é que mesmo colocando o chapéu da suspensão de descrença para poder apreciar um filme que trata de “tempo”, o enredo ainda é difícil de engolir. Então uma avançada raça alienígena com percepção aparentemente ilimitada do passado e futuro (eles sabem o que vai ocorrer daqui a 3000 anos) e que aparentemente é capaz de se mover pelo tempo/espaço (a forma como as naves vão embora) não sabe como se comunicar com os terrestres? Não é porque usar o conhecimento do futuro seja proibido no presente, porque é exatamente isso que Louise faz. Isso era parte da estratégia para fazer a humanidade colaborar? Talvez, mas certamente existiam meios mais eficientes e sobretudo mais inteligentes de se fazer isso já se comunicando diretamente em inglês, chinês, português, árabe ou o que quer que seja. Afinal, a “colaboração” quase deu muito errado justamente por um problema de comunicação. E nada se ganhou com isso.

E por mais que você tenha um conhecimento privilegiado [1] a idéia de um estranho, por telefone, convencer um comandante militar a mudar de idéia sobre um assunto de segurança nacional em trinta segundos é risível. Se a conversa tivesse sido pelo menos por videoconferência e já tivesse sido estabelecido que o general ao menos conhecesse o background da doutora, removendo o problema do “total estranho que pode ser um inimigo tentando obter uma vantagem” essa parte seria mais verossímil.

[1] 13/03/2017 – Relendo o post percebo que isso ficou ambíguo e alguém pode interpretar que estou me referindo a mim (HA!). Estou me referindo ao conhecimento privilegiado (ver o próprio futuro) da doutora Banks, que para mim não é o suficiente para alcançar tal feito.

26 comentários
  • Snow_man - 311 Comentários

    Concordo plenamente; eu normalmente assisto pela diversão, sem prestar tanta atenção a detalhes, como todo bom cinéfilo faz, mas esse filme é daqueles que fica tudo meio sem pé nem cabeça.

    Tanto é que existem vários canais de filmes no youtube que fizeram um vídeo de crítica, e a maioria incluiu uma explicação do final, ou fez um segundo vídeo somente com a explicação.

    E eu pensei que já tinha visto muita doideira :dashhead1: em Interestelar rs.

  • Saulo Benigno - 279 Comentários

    Mas, o comandante militar, o general lá do final também tinha o “poder” ele podia ver o futuro/passado/presente ele sabia o que estava acontecendo. Estava já esperando ela.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Não, ele não tinha. Esse é o problema. Depois de mostrar o telefone a Louise o general diz: “Eu não digo que saiba como sua mente funciona, mas eu acredito que era importante para você ver aquilo”. Se ele tivesse o poder, ele saberia.

      Eu não sei o que dizem as legendas em português, mas no diálogo original não há qualquer dica de que alguém mais tenha o poder além de Louise.

      • Rubens - 7 Comentários

        O lider chines estava esperando a doutora sim, isso é explicitamente dito no filme… E mesmo sem entender muito bem porque, ele SABIAque tinha que passar para ela o numero do telefone dele e ditar o que ela deveria dizer para ele no passado para que ele interrompesse o ataque aos aliens.

        Mais uma coisa: voce disse que os aliens deveriam ter chegado aqui falando ingles e que por nao terem feito isso a “colaboração” quase deu muito errado justamente por um problema de comunicação. ERRADO! Como para eles o tempo é nao-linear, é obvio que os aliens ja sabiam que nao daria errado. Simples.

        Na verdade, eu considero o roteiro muito bem arrumadinho e tudo é muito bem explicadinho para quem presta atencao (e, claro, assume que o tempo pode ser nao-linear).

        • Jefferson - 6.606 Comentários

          O lider chines estava esperando a doutora sim, isso é explicitamente dito no filme…

          E quem aqui disse que não estava?

          E mesmo sem entender muito bem porque, ele SABIAque tinha que passar para ela o numero do telefone dele e ditar o que ela deveria dizer para ele no passado para que ele interrompesse o ataque aos aliens.

          Nada diferente do que eu disse.

          Mais uma coisa: voce disse que os aliens deveriam ter chegado aqui falando ingles e que por nao terem feito isso a “colaboração” quase deu muito errado justamente por um problema de comunicação. ERRADO! Como para eles o tempo é nao-linear, é obvio que os aliens ja sabiam que nao daria errado. Simples.

          Isso “explica, mas não justifica”. Isso aí serve como desculpa para literalmente qualquer coisa! Até o ato mais estúpido, logo é um dispositivo de narração que deveria ser usado com extremo cuidado e do jeito que foi usado eu não aceito.

  • Rubens - 7 Comentários

    Toda a historia do filme Arrival é crucialmente baseada na premissa que os humanos TEM que aprender a linguagem dos aliens, para poder evoluir como raça. A linguagem é a chave de tudo, é o “gift” dos aliens para os humanos!

    POR ISSO eles forçam os humanos a aprender a linguagem, e de forma colaborativa (g*vernos distintos precisam trabalhar em conjunto). E é preciso concordar que essa forma de aprender a linguagem traz um resultado bem diferente do que seria chegar na Terra e anunciar: “voces tem que aprender a linguagem”.

    Alem disso, trata-e da linguagem universal que “todos” falam, os humanos na Terra é que sao diferentes.

    Na verdade entender o filme começa por compreender que a linguagem universal tem que ser aprendida. Como é explicado pelos personagens (a hipotese de Sapir-Whorf), a linguagem que voce fala afeta a forma como voce pensa, como voce raciocina, enfim afeta a forma como o seu cerebro funciona. Ao aprender uma nova linguagem, voce passa a pensar de forma diferente.

    O ponto do filme é esse: ao aprender a linguagem dos aliens, o cerebro dos humanos começa a funcionar de forma diferente e passa a perceber o tempo nao mais de uma forma linear. Entao essa linguagem é o “gift” (presente) que os aliens vieram trazer para a humanidade poder evoluir e vir a ajudar os proprios aliens no futuro.

    Ao aprender a linguagem, o cerebro da doutora Louise (que ja era mais evoluido) se liberta das amarras de so conseguir enxergar o tempo como algo linear… Aí ela consegue dizer hoje ao lider chines algo que foi ele mesmo quem disse a ela no futuro e talz, ou seja, acontecimentos encadeados de forma totalmente nao-linear… É isso!

    (por sinal, Ryan, prazer reencontrar vosso site, ha anos atras eu ate era registrado, para acompanhar os papos de software para os processadores Mediatek usados pela Pioneer e outros para, entre outras coisas, implementar a reproducao de midia digital (AVI, MPEG, etc.), controlar o uso de legendas e etc. Bons tempos.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Toda a historia do filme Arrival é crucialmente baseada na premissa que os humanos TEM que aprender a linguagem dos aliens, para poder evoluir como raça. A linguagem é a chave de tudo, é o “gift” dos aliens para os humanos!

      Correto e não disse nada que se oponha a isso.

      O ponto do filme é esse: ao aprender a linguagem dos aliens, o cerebro dos humanos começa a funcionar de forma diferente e passa a perceber o tempo nao mais de uma forma linear. Entao essa linguagem é o “gift” (presente) que os aliens vieram trazer para a humanidade poder evoluir e vir a ajudar os proprios aliens no futuro.

      Correto. Cientificamente absurdo mas correto e aceitável em uma obra de sci-fi.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      (por sinal, Ryan, prazer reencontrar vosso site, ha anos atras eu ate era registrado, para acompanhar os papos de software para os processadores Mediatek usados pela Pioneer e outros para, entre outras coisas, implementar a reproducao de midia digital (AVI, MPEG, etc.), controlar o uso de legendas e etc. Bons tempos.

      Já faz tanto tempo que parece que foi em outra vida… :)

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      oops… cometi um erro de citação lá em cima que vou apagar. O correto é:

      Alem disso, trata-e da linguagem universal que “todos” falam, os humanos na Terra é que sao diferentes.

      Por favor cite a parte do filme que deixa isso claro.

      • Rubens - 7 Comentários

        Rubens:
        > Alem disso, trata-se da linguagem universal que
        > “todos” falam, os humanos na Terra é que sao
        > diferentes.

        Jefferson:
        > Por favor cite a parte do filme que deixa isso claro.

        Tem razao, no filme a unica parte que toca nisso é o titulo do livro da Dra. Louise (algo como “The Universal Language”).

        • Jefferson - 6.606 Comentários

          Obrigado por esclarecer. Eu nem lambrava mais do título do livor. A única coisa que ficou fixa na minha mente é o que está escrito na segunda página: “Traduzindo Heptapod”

  • Rubens - 7 Comentários

    Mais uma coisa, o lider chines diz a Dra. Louise que ele nao sabe exatamente porque, mas ele “sente” que TEM QUE DAR o numero do celular pessoal dele para ela… POR ISSO ele precisava encontra-la naquela noite… A mente dele nao funcionava tao bem quanto a de Louise (provavelmente porque ela aprendeu muito mais a linguagem do que lideres do planeta), mas ele sabia que “algo” o impulsionava a fazer aquilo…

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Vou tentar explicar meu problema com o filme de outra maneira.

    Este parece se basear em duas premissas mutuamente exclusivas

    a)Você não pode ou não deve usar informação do futuro não imediato para alterar o futuro imediato
    Exemplos:

    1)Os aliens sequer tentam se comunicar em uma língua terrestre. Um simples “vocês precisam aprender nossa linguagem”, repetido incessantemente, já me satisfaria.

    2)Os aliens não impedem a explosão, mesmo às custas da vida de um deles.

    b)Você pode e deve usar informação do futuro não imediato para alterar o futuro imediato
    Exemplos:

    1)Louise detém o ataque chinês com 30 segundos de conversa

    2)Basicamente, o resto do que Louise faz.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Correção: A conversa onde “um total estranho que pode ser um inimigo tentando obter vantagem” convence por telefone um comandante militar chinês a cancelar um ataque iminente leva exatos 55 segundos no filme.

      • Rubens - 7 Comentários

        Quanto à questao da Louise convencer o general chines “tao rapido”, isso nao é realmente um argumento. A gente nao fica sabendo exatamente o que ela conversou com o general, nem quanto tempo isso demorou… Durou 55 segundos no filme, mas voce nao sabe quanto tempo durou “na vida real” (dos personagens)… Em comparacao, os papos com os aliens demoraram meses, entretanto na tela se passam apenas alguns minutos tambem.

        Ela pode primeiro ter se apresentado a ele, dito que era a interprete americana com os aliens, explicado o que descobriu… tudo recheado com as exatas palavras que a esposa do general disse a ele ao morrer (palavras essas que o proprio general dita a Louise no futuro). E para a bela narrativa do filme, basta apenas a gente saber que o principal foram as palavras da esposa do general em seu leito de morte…

        Por ultimo, que nao se perca a perspectiva que algo a nivel MUITO pessoal impacta muito mais emocionalmente uma pessoa do que ate argumentos logicos… Falar sobre o momento da morte da esposa, pode muito bem ter impactado e dito muito mais ao general sobre o momento que a humanidade estava passando, fazendo-o parar para refletir melhor aquele momento, do que qualquer discussao estritamente militar sobre vida-e-morte, atacar ou nao atacar…

        Sao possibilidades reais, que talvez so quem ja passou pela perda de alguem que amava demais é capaz de entender com melhor clareza… Esse ponto do filme nao é logica, e sim de emocao.

    • Rubens - 7 Comentários

      Nao entendi de onde voce tirou essa premissa “a)”… Nao fica claro em nenhum momento do filme que “voce *NAO* pode/deve usar informacao do futuro nao imediato para alterar o futuro imediato”… Isso me parece ser por uma escolha dos aliens, e nao porque “nao pode”… Do mesmo modo que as autoridades/militares americanos nao querem atacar os aliens (nao porque “nao pode”, mas por uma escolha, ainda que baseada no medo do tamanho da retaliacao).

      [nota: antes que alguem argumente que os aliens foram atacados, no filme fica claro que se tratou da acao isolada de alguns soldados que estavam “assistindo televisao demais”, nao existiu uma ordem superior para que aquele explosivo fosse colocado na nave…]

      • Jefferson - 6.606 Comentários

        Eu demonstro a validade da premissa com meus exemplos. Se a premissa é falsa, como você argumenta, e os aliens tem “free will” e assim podem escolher seu destino, as atitudes dos aliens não fazem sentido para a trama. Para as atitudes fazerem sentido para a trama, minha premissa precisa ser verdadeira.

        Na vida real você pode ter toda sorte de personagens agindo irracionalmente, mas em uma obra de ficção tudo tem que fazer sentido para a trama. Se o comportamento faz sentido do ponto de vista dos aliens, isso tem que ser explicado em algum lugar da trama. Dizer “isso foi uma escolha do personagem” sem que isso esteja na trama é “hand waving”.

        Imagine uma batalha entre humanos e aliens. No clímax, quando tudo parece perdido para os humanos, de repente os aliens se rendem. Aí os humanos comemoram mas ninguém explica porque os aliens se renderam e o filme termina sem essa explicação.

        Dá para dizer que do ponto de vista dos aliens a batalha estava perdida? Não, porque não foi explicado no filme.

        • Jefferson - 6.606 Comentários

          Oops, minha última frase saiu incompleta. O correto é isto:

          Dá para dizer que não há nenhum problema com o filme porque do ponto de vista dos aliens a batalha estava perdida? Não, porque não foi explicado no filme.

        • Rubens - 7 Comentários

          Bom, neste caso filmes como 2001 (e isso apenas para ficar no terreno sci-fi) devem ser uma completa bleosta em sua opiniao, ja que em suas premissas, filme que nao é bem explicadinho e bem mastigadinho, inclusive nos detalhes que nem importam, assim como filmes que preferem deixar alguma coisa para o proprio espectador imaginar e depois discutir, nao prestam…

          Voce nao quer um filme para pensar, quer filmes que pensem por voce (e entreguem um resultado todo mastigado)… (bom, pelo menos voce afirmou que nao gosta quando o roteiro nao explica um detalhezinho).

          Nao vou dizer que eu gosto de finais totalmente abertos (o de Arrived nao é), nisso nós dois concordamos… Mas IMHO Arrived explicou ate demais, o diretor optou por mastigar mais do que o necessario para minimamente fazer o espectador entender o filme… Tá de bom tamanho.

          • Jefferson - 6.606 Comentários

            Rubens, usar argumentos especulativos a respeito do filme já estava bastante ruim. Agora você está especulando a meu respeito

            Seus próximos comentários serão rejeitados.

            • Jefferson - 6.606 Comentários

              Novamente engoli parte do texto. A primeira frase deveria ter saído assim:

              …usar argumentos especulativos para afirmar que estou errado a respeito do filme já estava bastante ruim.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Rubens, não perca seu tempo. Todos os seus comentários estão sendo deletados automaticamente pelo sistema e mesmo que você passe pelo filtro, deletarei o comentário sem lê-lo.

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Problemas bizarros provocados por controlador de domínio ausente.

Eu fui chamado por causa de um problema incomum. O financeiro da empresa não conseguia fazer a chamada operação “retorno” do programa Cobrança Caixa (cobcaixa). Essa operação depende de um programa de terceiros chamado skyline e ao executar o programa a conexão com o servidor da skyline era estabelecida mas imediatamente em seguida dava algo como “conexão cancelada” (não lembro o termo exato). De abrir o programa até dar o erro e fechar automaticamente não se passavam nem 5 segundos.

Esse programa roda em uma máquina virtualbox Windows XP SP3, em um host Windows 8.1 x64, com interface de rede em modo bridge.

De cara eu achei que o problema fosse com a skyline, porque se eu tento acessar o domínio que aparece no arquivo INI do programa, skyline.com.br, não abre no browser.

Mas para não chamar o suporte da Caixa sem ter certeza (da última vez eles consertaram o problema deles e me criaram um maior) eu testei uma cópia do programa que estava instalada no servidor da empresa. E aí funcionou normalmente!

Mas no servidor, skyline.com.br também não abre no browser. Daí notei que eles provavelmente não tem servidor www lá e usar esse teste não adiantava.

Enquanto eu quebrava a cabeça com esse problema, outro funcionário me alertou que não conseguia imprimir na impressora compartilhada de VENDAS. Fui investigar e não notei razão para isso, mas percebi que estranhamente a máquina VENDAS não tinha feito o mapeamento para o diretório HOME do usuário logado. Em seguida eu notei que nas duas máquinas tentar acessar compartilhamentos que já deveriam estar acessíveis pedia credenciais (elas deveriam estar armazenadas) e na caixa de diálogo havia um aviso de que não tinha sido possível contactar o controlador de domínio e que eu tentasse mais tarde.

Curiosamente, a máquina do financeiro, que é o host da máquina virtual usada com o skyline, tinha o mesmo problema, que não haviam me reclamado ainda. Mas a máquina virtual tinha feito o mapeamento normalmente. Depois eu notei que o mapeamento da máquina virtual funcionara porque esta não faz login no domínio (este é um detalhe importante, como você verá a seguir).

E o servidor, que também era controlador do domínio, estava funcionando. E só uma parte dos funcionários estava experimentando problemas.

Como eu tenho como regra considerar que “coincidências não existem” e sem saber onde procurar o problema, aproveitei a hora do almoço para reiniciar o servidor. Eu esperava que isso resolvesse tudo exceto o primeiro problema. Para o meu espanto, isso resolveu todos os problemas. Eu ainda não faço idéia de como um controlador de domínio que não respondia podia afetar a conexão do programa skyline com seu próprio servidor na internet, em uma máquina que sequer faz login no domínio.

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Ghost In The Shell (1995)

O maior problema desse filme é conseguir entendê-lo, E não é porque a trama seja especialmente complexa mas porque a menos que você entenda japonês vai ter dificuldade porque é difícil encontrar uma legendagem que faça perfeito sentido. Eu só fui capaz de apreciar realmente a estória quando eu finalmente alcancei proficiência suficiente em inglês para entender a versão dublada sem precisar de legendas. Até mesmo entre a dublagem em inglês e a legendagem em inglês existem grandes discrepâncias. Logo nos primeiros minutos Bartou comenta com Motoko que ultimamente tem notado muito ruído no cérebro dela. Na dublagem Motoko responde “deve ser um fio solto” e na legendagem “é aquela época do mês”, uma referência jocosa à menstruação, que o corpo ciborgue da Major não tem.

Contornando esse problema GitS é uma peça impressionante de animação, principalmente tendo em mente que tem mais de 20 anos. Nos dias atuais os “efeitos especiais” são claramente antiqüados mas o fato da Major aparecer quase o tempo todo nua no filme (é um corpo ciborgue, mas é uma lataria danada de sexy!) parece bem ousado tanto para 1995 quanto para 2017.

O que não ficou claro mesmo depois de assistir mais de uma vez :

  • De onde veio a voz que Bartou e Motoko ouvem no barco;
  • Qual o sentido da seqüência que vai dos 33 aos 36m45s do filme;
  • O que fez Togusa desconfiar dos visitantes;
  • Por que Motoko estava tão obcecada com o Puppet Master que, num ato completamente irracional, provocou danos extensos e incapacitantes ao próprio corpo?

Somente minha segunda questão foi respondida, ainda assim parcialmente, fazendo pesquisa. Dois corpos iguais ao de Motoko aparecem na sequência, reforçando a crise de identidade da Major. E a explicação para isso, tirada dos quadrinhos, é que o corpo da Major, embora militar, foi deliberadamente copiado de um modelo comercial, “popular”, para que não chamasse atenção.

 

 

4 comentários
  • Havokdan - 13 Comentários

    Melhor coisa de Ghost in the shell é a série de tv StandAlone Complex, tanto a primeira temporada e especialmente a sua segunda temporada, excepcionais, o vilão do filme live-action aparetemente será uma mescla dos “vilões”, principalmente do Kuze da segunda temporada do StandAlone Complex em em menor grau o do filme tema deste post.

  • VR5 - 397 Comentários

    Não sei de onde você pegou a legendagem em português, mas tem MUITO site por aí com muitos fans de animes japoneses que traduzem/legendam bem. Eu sei porque já assisti a muito Yamato, Neon Genesis Evangelion, Macross, Gundam… ;)

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Eu tenho uma aqui que, por exemplo, acerta no detalhe da TPM, mas aos 00:24:58 omite uma frase que bagunça completamente a interpretação do que é dito.

      QG:
      Nós identificamos o cara
      que a major capturou.

      Aramaki:
      Prossiga.

      QG:
      Tsuan Gen Fang. Idade: 28

      O correto seria a última frase começar com “Ele alega ser”. Isso é o que o áudio diz e essencial para o resto do diálogo fazer sentido. Isso sem contar com os erros de português e de digitação, como “Squadrão”, “Menssagem”, “Viloações”…

      Eu já reclamei sobre isso no Buzz. Há anos eu sequer tento assistir com legendas em português.

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Ghost in the Shell estréia este mês nos cinemas

 

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Gostei de Doctor Strange

A única coisa “estranha” em que reparei foi que o doutor, pré feiticeiro supremo, não foi nem de longe retratado como a criatura arrogante e detestável que eu modelei na minha mente da minha leitura de suas estórias nos quadrinhos. Teriam que pegar o Doutor House e acrescentar mais antipatia e egocentrismo. Porém eu entendo que isso não ia funcionar tão bem em um filme quanto nos quadrinhos. Seria preciso mais que duas horas para convencer a audiência de que um House qualquer havia se tornado um poderoso mas humilde defensor da humanidade, sem pegadinhas. Quanto ao resto, foi uma boa introdução do personagem.  Não achei um filme memorável, ainda, mas foi agradável assistir.

3 comentários
  • VR5 - 397 Comentários

    Acho, digo, ACHO que eles devem ter “bebido na fonte” de, por exemplo, “Inception” na parte dos efeitos especiais (por sinal excelentes!). No mais, gostei do filme. Que venham as continuações! :)

  • José Carneiro - 198 Comentários

    Achei bom, só isso. Sim, os efeitos são muito bons.
    Quanto ao final, não creio que ele tenha ficado humilde, acho que ele agiu com inteligência para interpretar os ensinamentos. Pelo que foi mostrado no filme praticamente inteiro, o Strange é um sociopata (psicopata fraquinho), não teria como mudar a personalidade daquela forma. Talvez o próximo filme mostre isso.
    Um off: pra quem gosta de filme de guerra, Land of mine e Hacksaw Ridge são muito bons.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Você tem razão, o filme não chega realmente a mostrar a transformação de Strange, exceto pela cena em que ele pede a Nic que o ajude a operar a anciã. Eu estava pensando no personagem nos quadrinhos.

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Não consegui assistir a mais que 40 minutos de Jack Reacher: Never Go Back.

Eu gostei do primeiro Jack Reacher, gosto de Tom Cruise, gosto de Cobie Smulders, mas ainda assim não deu. O filme é um desastre. Perdi a conta dos problemas mas vou tentar enumerar.

  • No primeiro filme, Jack Reacher é um ex investigador militar que após dar baixa cortou relações com o exército e com o mundo em geral. Vive uma vida frugal, sem endereço fixo, carro, telefone ou cartão de crédito e viaja só com a roupa do corpo. Se envolve, por motivos pessoais, numa situação muito complicada para ele e para terceiros, num caso de repercussão nacional, mas em nenhum momento pede qualquer ajuda militar. No segundo ele é caracterizado logo nos primeiros minutos como um braço do “Tio Sam” que periodicamente liga para seu oficial de ligação na base onde ele foi comandante. Destruíram o personagem;
  • Reacher nunca tinha visto a major antes mas só por causa das conversas ao telefone queria se encontrar com ela? Outra coisa que não se encaixa no personagem;
  • Essa onda de politicamente correto de Hollywood é terrível. Todo roteirista agora tem que acrescentar uma mulher “forte” na estória, mesmo que essa estória não convença de jeito nenhum. Uma coisa é o roteirista ter o cuidado de fazer o script passar com folga no Teste de Bechdel mas outra bem diferente é querer colocar uma Lara Croft em todo filme de ação. Não convence. Já é suficientemente difícil fazer o tampinha do Tom Cruise ser realista derrubando sozinho e desarmado meia dúzia de marmanjos;
  • A rapidez com que o advogado da major, Coronel Moorcroft, passa de “palerma” a “interessado” somente por ter ouvido um sermão de duas frases de Reacher foi espantosa. Ainda se ele tivesse durado, mas no segundo encontro ele volta rapidamente a se comportar como um palerma;
  • Como é que dois civis que sequer estão disfarçados como militares conseguem autorização para entrar em um presídio militar para fazer a transferência de uma major e ninguém, nem mesmo o subordinado da major que está levando os mercenários até ela, questiona isso? Bastava ele ter dito “estou seguindo ordens, Major” para dar maior credibilidade, mas o soldado teve que levar uma dose de taser “na caixa dos peitos” para deixar de ser estúpido;
  • A fuga do presídio militar em plena luz do dia ofende minha inteligência;
  • Não me interprete mal: eu gosto de ver mulheres atraentes se despindo nos filmes tanto quanto a média dos portadores de cromossomo Y, mas ainda assim achei a cena em que a major tira a camisa quando está sozinha com Reacher completamente gratuita e até absurda.

E esses foram só os primeiros 40 minutos. Ainda não consegui encarar os outros 70.

 

 

 

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Adorei Passengers

Cuidado! Spoilers!

O filme é rico em detalhes que me mantiveram entretido, começando pela ciência, como o escudo de energia e a falta de gravidade no elevador. Depois veio o drama do primeiro “náufrago”, sua desorientação, seu comportamento ao descobrir sua situação, o pânico no pod que ele achou que tinha consertado e por um breve instante achou que poderia ser seu caixão, o conflito interno a respeito de acordar ou não Aurora[1]. A inteligência artificial do Barman bem ali no limite entre um ser humano de verdade e uma máquina… Eu tinha acabado de comentar com meu amigo José Carneiro como eu não tinha mais humor para drama e preferia ficção científica, mas estava ali me deleitando com a situação dramática do personagem.

O único defeito que posso apontar no momento é o fato de ser um tanto previsível. Ao apresentar Aurora para a audiência como o primeiro rosto humano em que Jim reparava[2] , ficou evidente que o personagem de Jennifer Lawrence não ia entrar em cena, falando e andando, por obra do acaso. Já havia sido estabelecido que “pods não dão defeito” e isso não iria acontecer de novo para acordar, dentre cinco mil pessoas, justamente a única que conhecíamos. Também ficou claro com antecedência (antes mesmo dela acordar, caramba) que ela iria descobrir, que provavelmente iria ser o barman a contar (meu segundo palpite era ela descobrir por logs que ele havia lido sobre ela numa data anterior a ela acordar) e até qual seria sua reação. Eu também sabia, quando Jim estava mandando uma mensagem para a Terra, que o computador iria dar a ele uma má notícia bem grande depois do envio[3]. E quando Jim foi ejetado com um pedaço de cabo ainda preso a sua veste, como seria o seu resgate.

Mas mesmo contando com as imperfeições, valeu cada minuto.

 

[1] Não consigo citar de cabeça nenhum outro filme onde a sinopse oficial é evidentemente mentirosa, mas que ao descobrir isto você concorda que foi melhor assim;

[2]Oops… não foi o primeiro. O primeiro foi o de um homem aos 20m38s em um pod que ele olhou por dois segundos sem motivo aparente para a trama;

[3] Aliás, é tão sem sentido que o serviço nem deveria existir, para começar. Mas eu entendo que a cena foi exibida para benefício da audiência.

18 comentários
  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Eu também gostei muito e quando estiver disponível por torrent baixarei para assistir de novo.

    A parte mais implausível é estar olhando para um reator de fusão funcionando apenas com uma janela separando, e por mais reforçada que seja esta janela não atravessaria apenas luz por ela mas também muita radiação e nêutrons de alta energia. Mas eu gostei muito de Star Wars e ele viola muitas leis da física, e este filme foi até conservador a este respeito pois muitas coisas nele são até plausíveis.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Cara, eu achei a cena muito forçada, mas nem tinha visto o problema por esse ângulo. Será que se em vez de uma “simples” janela estivéssemos vendo o reator através de alguns metros de água seria seguro?

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Disponível uma copia decente é claro, já se acha para baixar mas eu sou exigente com respeito a qualidade do filme e o que já existe não me atende.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Outro detalhe interessante é no final Jim ter alcançado a redenção. O que ele fez com Aurora era imperdoável por qualquer ângulo que eu olhasse e eu não via saída para o personagem, mesmo descontando o desespero de sua situação. Porém, no fim seu gesto de egoísmo foi crucial para salvar a vida de todos os 5000 passageiros, incluindo Aurora. E ele estava pronto para dar sua vida por ela e pelos outros. Tenho certeza de que isso não passou despercebido por ela no final.

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Sim, realmente, ele se sacrificou pela nave, não morreu por muito pouco (uma tremenda forçação de barra de hollywood, dificilmente ele escaparia vivo de uma situação daquelas) e depois deu a opção de colocar ela em hibernação, quando descobriu que isto era possível, ela poderia ter resolvido o problema dela, mas no final seria também uma grande crueldade dela fazer isto (o que foi a redenção final dele). Mas pelo menos a nave era uma coisa incrível, parecia um transatlântico de luxo, mas sem as pessoas. E ele era uma pessoa muito versada tecnicamente, sem as habilidades dele e do tripulante que acordou a nave estaria perdida.

    Outra forçação de barra foi a nave passar por um choque contra um asteroide e continuar inteira, praticamente, o escudo teria que ser realmente muito bom, e o reator resistir a uma situação daquelas por mais 1 ano, e principalmente um desligamento do seu controlador sem explodir tudo na mesma hora, só em filme mesmo isto é possível.

    Mas se você questionar demais os furos na estória o filme acaba perdendo um pouco a graça. Eu assisti no cinema em 3D (gostaria de ter a opção de IMAX, mas infelizmente Salvador é muito atrasado) e ainda vou assistir uma segunda vez quando conseguir uma copia de qualidade. E torço para que um dia eu consiga uma de 4K no mesmo nível que Perdido em Marte ou o Regresso (dois filmes incríveis e com fotografia incrível).

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      A nave resistir a uma colisão não me incomoda realmente. O que não faz sentido para mim é, numa viagem de 120 anos, não existir qualquer previsão para se acordar um oficial da tripulação em caso de dano não corrigido, ou mesmo periodicamente. O que, claro, requer a existência de equipamento para colocar uma pessoa novamente em hibernação. Mas isso iria estragar toda a premissa.

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Pelo que eu conheço de automação e controle, um sistema realmente crítico tem redundância (com 1 ou mais backups, tudo depende da criticidade), para em caso de falha catastrófica ser possível a manutenção com ele a quente sem parar. Pelo que eu conheço (muito pouco) uma aeronave real tem sistemas em duplicata e às vezes em triplicata, e imagino como seja numa central nuclear, deve ser ainda mais robusto. Para uma nave espacial que deve operar totalmente sem manutenção por 120 anos a robustez deve ser enorme e com muitos sistemas com redundância (às vezes tripla ou até mais), e o controle de um reator é realmente algo muito crítico, o mais crítico de todos.

    São nestas coisas que o filme deixa vários furos, mas até Perdido em Marte tem furos, e foi realmente um filme muito bem feito, quase uma missão real a Marte. Imagino que quando assista Passageiros pela segunda vez devo encontrar ainda mais furos, mas eu provavelmente continuarei gostando muito, talvez até mais, pois o filme tem a sua beleza e eu realmente gosto de ficção cientifica.

  • Rodrigo Feliciano - 12 Comentários

    Bom, o filme piorou (para mim) depois que o tripulante acordou. A primeira coisa que ele deveria ter feito era acordar o comandante da missão (seu oficial superior) que provavelmente acordaria o resto da tripulação para dar jeito nos problemas da nave. Os engenheiros da tripulação conheceriam muito mais a nave do que um passageiro. E Provavelmente a equipe médica daria um jeito de fazer o pessoal dormir depois da crise.

    Outra coisa, num momento falam que não tem pods de hibernação adicionais e nem peças pra consertar. Mas lá no reator o cara diz que tem peça de reposição pra tudo.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Para mim a premissa “não é possível voltar para a hibernação” é a fundação do filme, que desmorona se for falsa. Então eu julgo a partir dela. Tendo isso em mente, acordar qualquer pessoa é um ato pavoroso.

      Eu preferia que o tripulante não tivesse acordado, mas por outras razões. Além de ser mais um golpe no conceito de que “os pods não dão defeito”, aquela pulseira que dá acesso a qualquer um para dar override em qualquer regra da nave, mesmo nas interfaces que operam por comando de voz, não convence.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Como eu reescreveria parte do script para o filme ser mais verossímil para mim:

    1)A nave tem tecnologia para recolocar as pessoas em hibernação, mas foi irremediavelmente danificada no impacto. Pense naquele compartimento que tinha um buraco no casco como justamente a “medical bay 2” que continha todo o suporte para isso.

    2)Ao descobrir que a nave tinha erros irreparáveis ou cujo auto reparo (podemos ver robôs reparando a sala do reator) estava demorando demais, o computador da nave acordaria um oficial. O computador poderia não saber do dano à Medical Bay ou, sabendo dele, acordaria o oficial mais idoso.

    3)A mensagem para acordar o oficial não teria resposta do pod. O computador repetiria a mensagem que seria corrompida e enviada para o pod errado. Digamos que o pod correto seria o 5215 e Jim estivesse no 215. Assim, nenhum pod teria “dado defeito”.

    4)Enquanto isso o pod do oficial tinha recebido a mensagem, mas danificado pelo impacto (digamos que o compartimento dos oficiais estivesse no caminho do mesmo fragmento), não respondeu e só terminou o processo de acordar o oficial dois anos depois. Isso explicaria o estado de saúde do oficial.

    5)O oficial logo ao descobrir sobre sua morte iminente transferiria o poder dele por comando de voz para Kim e Aurora. Algo como: “Na minha autoridade, concedo meus privilégios de acesso a James, ID XXXXX e Aurora, ID YYYYY. Operação código ZZZZZ”

  • José Carneiro - 198 Comentários

    Jefferson, já percebi que você gosta de romance. Achei esse filme muito fraco, o roteiro é muito forçado, falha na capsula de dois caras que seriam capazes de resolver o problema…..
    Uma coisa que nunca ocorre…. Se a sinopse do filme fosse correta poderia ser poético, mas ainda ia ser forçado. Convenientemente o Morfeu acorda morrendo e consegue passar os ensinamentos suficientes para salvar todo mundo. Pra finalizar, o Pratt ainda leva uma descarga do reator e o traje espacial segura tudo….Isso sem contar com o problema do vidro já abordado.
    Não deu!!
    Nem tudo é ruim, os efeitos são bem legais.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Toda a seqüência de ventilação do reator é furada.

      1)A idéia de que a ventilação automática não funciona, mas o computador exibe uma alavanca no mesmo recinto para fazer ventilação manual é bem questionável
      2)Aurora precisa proteger a mão porque a alavanca está muito quente, mas consegue deitar no chão, encostar no painel, sobreviver na sala…

      Eu resolvi ignorar os problemas.

      Quanto ao vidro, bastaria os roteiristas terem colocado um “aquário” ali (uns 3 metros de água já estaria muito bom) para ser verossímil. Mas o “certo” mesmo seria eles nem estarem vendo a reação, entretanto não teria a mesma “graça” para o público inteiramente leigo.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Quanto ao romance, nesse filme ele é só uma ferramenta de potencialização do drama, assim como The Age Of Adaline. Quanto mais envolvida Aurora ficasse com James, maior a raiva, o nojo, o desespero que ela ia sentir ao descobrir. Por isso eu ressaltei a redenção de James. Até o momento em que ficou cristalino que se duas pessoas não estivessem acordadas, todos teriam morrido, tudo que James fez com relação a Aurora foi de abjeto a monstruoso. Daria até para atribuir o ato de acordá-la como insanidade temporária, mas em vez de tratá-la apenas como a muleta psicológica de que ele tanto precisava, seduzir e ir para a cama com sua vítima? Aí James passou dos limites.

  • José Carneiro - 198 Comentários

    Tem uma coisa bem problemática na estória, o pod de Jogos Vorazes não deu defeito, ela foi acordada, poderia receber todos os preparativos no pod médico para hibernar e ir ao pod original dela, o Pratt também poderia voltar a dormir, só que no pod médico, por isso o filme é, pra mim, um romance, sendo a ficção é coadjuvante. Eles poderiam voltar a hibernar com todos os problemas existentes no roteiro, já que ele tinha uma senha de administrador e era o CARA, não voltaram por pura vontade.
    Ignorando o fato anterior. O ato de acordar ela ser perdoado por salvarem a nave é outra coisa forçada, em 20 minutos ela esqueceu o que houve, simples assim. Tirando ainda todos os outros problemas com protocolo de segurança, ignorando tudo, se ele tivesse que acordar outra pessoa, seria perdoado, mas ele acordou por egoísmo.
    O roteiro é muito fraco, tem tanta coisa tosca que não dá vontade de discutir os problemas. Nem a química entre os atores foi forte no filme. A única coisa que achei realmente boa no filme foi a máquina do refeitório, eu quero uma daquelas.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Para sua teoria funcionar é necessário que:

      1)A tecnologia de hibernação da Homestead preveja que uma pessoa hibernando possa ser removida;
      2)O pod de Aurora estivesse em condições de reuso.

      E isso não pode ser seguramente estabelecido nem por senso comum (a tecnologia não existe em 2017), nem pelo exposto pelo filme.

      Mas é plausível. O filme poderia ter um final alternativo onde isso ocorresse.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Esqueci de comentar que talvez eu não esteja usando a palavra mais adequada mas “redenção” no sentido que estou usando, que é o de Shawshank Redemption, não requer o perdão da(s) vítima(s) (isso seria um problema danado). A redenção é o perdão dado por uma entidade superior, que para o cristianismo é Deus, mas no caso de um filme é a audiência.

      Para a trama o perdão de Aurora, verossímil ou não, é importante. Para a redenção de James é irrelevante.

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Intolerância a lactose.

Todo os fãs da comédia The Big Bang Theory sabem do que se trata e foi graças ao Leonard explicando de forma muito engraçada por que ele não pode ingerir nada com leite que eu descobri que tenho essa condição.

Horas depois de tomar um copo de leite “eu fico insuportável” :)

E fico pensando em como eu pude passar anos tendo problemas com isso e incapaz de associar o único e desagradável sintoma que manifesto (o mesmo de Leonard) ao leite. Certamente muita gente tem o mesmo problema e acha que é algo normal e inevitável.

Graças a finalmente saber a causa eu agora posso me limitar a tomar leite no fim do dia, quando não planejo mais sair nem me envolver com outras pessoas. Assim eu posso ficar “insuportável” sozinho. :)

4 comentários
  • Alexandre Prestes - 10 Comentários

    Por que não tomar uma daquelas pílulas com lactase que agora existem no mercado? Melhor do que virar um “caminhão de gás” :D .

  • VR5 - 397 Comentários

    Existe leite sem lactose: minha esposas tem intolerância e toma esse…

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Como eu não sinto dores e meu único sintoma é mais motivo de embaraço que qualquer outra coisa, eu ainda não achei necessário ou interessante tomar qualquer outra medida a não ser escolher as ocasiões em que tomo leite.

    É importante frisar que algumas pessoas tem os sintomas ao ingerir um simples sorvete, como o Leonard. Eu ainda não consegui fazer essa associação. Eu fico insuportável quando bebo um copo de leite preparado por mim. Geralmente um copo de 350ml, com 50g de leite em pó. Não sei ainda o que doses menores ou maiores provocariam, mas agora fiquei curioso e vou testar.

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Se ignorância (e vergonha) matasse…

  1. Por quase duas décadas eu fiz malabarismos para contornar um problema na instalação da bomba dagua da piscina. Se o nível da água caísse abaixo de um determinado nível a bomba não seria mais capaz de puxar a água por causa do ar na tubulação. Levou 20 anos para eu ter a curiosidade de procurar online o manual da bomba, por uma outra razão, e descobrir que a mesma é auto-escorvante e para lidar com a entrada de ar bastava abrir o pré-filtro, enchê-lo com água e esperar por até 2 minutos;
  2. No mês passado eu disse a um cliente que o identificador de chamadas no telefone que ele havia comprado para usar como ramal não ia funcionar porque a central telefônica, SIEMENS HIPATH 1150, não encaminhava essa informação para os ramais, já que a informação “morria” na telefonista. Errei miseravelmente em dois níveis. Primeiro, esse cliente tem Discagem Direta a Ramal (DDR) e caso você ligue de fora direto para o número que corresponde ao ramal, não passa pela telefonista e a informação do chamador é encaminhada. Segundo, eu era capaz de apostar que apenas o telefone digital afrescalhado especial da Siemens compatível com a HIPATH exibiria a informação, mas o telefone Intelbras nada especial (aparentemente) que eu acabara de instalar exibia até o número do ramal interno que estava chamando;
  3. Na mesma semana uma funcionária da mesma empresa me perguntou como digitalizar uma série de páginas e colocar no mesmo PDF usando a multifuncional HP na sua mesa. Eu disse que isso não era possível com uma multifuncional sem alimentador automático de documentos (ADF), com o software fornecido pela HP. Talvez fosse possível com um software de terceiros. Mas qual não foi minha surpresa ao descobrir em uma pesquisa que se você selecionar “PDF” como resultado no software da HP, quando o software pergunta se você já terminou de digitalizar, se você responder “não” ele vai justamente acrescentar as imagens seguintes ao mesmo PDF.

 

 

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Grandes investimentos: Aspirador de pó Electrolux Smart A20

electrolux_a20_smart_ryan.com.brEsse aspirador já se pagou muitas vezes desde que foi comprado há uma década. Eu não lembro exatamente quando foi comprado, mas o selo do IBAMA na lateral é datado de 2005 então eu presumo que está comigo há entre dez e doze anos. E continua funcionando perfeitamente.

Prós:

  • Funciona como uma verdadeira bomba d’agua auto-escorvante e móvel. É perfeita para eliminar pequenos alagamentos, remover a água de uma tubulação para fazer um reparo, remover a água suja no fundo da piscina que a bomba principal já não puxa mais, etc. No papel de bomba, esse aspirador torna trabalhos “impossíveis” possíveis e os muito cansativos e repetitivos, como no caso da piscina, rápidos e até fáceis. É importante notar que o aspirador fica lá no alto, fora da piscina, e pode puxar água a 1,80 de profundidade sem problema algum;
  • Acessórios compatíveis, incluindo os sacos de pó, ainda são vendidos inclusive pela rede autorizada (originais). No ML você encontra o kit com três sacos por R$19, mas na autorizada em Recife sai por R$29.

O que poderia melhorar (e às vezes já existe em modelos recentes)

  • O aparelho é potente até demais e um controle de potência seria bom, pelo menos para reduzir o barulho em algumas situações;
  • O aparelho tende a “engolir” os objetos mais inesperados. Pendrives, canetas e pilhas são sugados com impressionante facilidade e limpar uma oficina com ele acaba exigindo que você confira o conteúdo do saco de pó depois. Às vezes você nem sabe o que foi que o aparelho puxou (é realmente muito rápido) até esvaziar o saco de pó. Uma “rede” improvisada na ponta do aspirador pode livrar você de ter que fazer isso, mas deveria ser um acessório acompanhando o produto. Ele vem com um acessório que estreita a entrada e pode impedir os objetos maiores de serem engolidos, mas isso aumenta o esforço no motor e conseqüentemente o barulho;
  • Você não pode escolher a posição da saída de ar, que estando logo acima da conexão da mangueira de entrada tende a ficar soprando exatamente na direção que você trabalha. Isso é um problema quando você está fazendo um serviço de limpeza pesada que envolve muito pó de construção, por exemplo. Enquanto você limpa uma prateleira alta ele está se esforçando para levantar o pó que ainda existe mais embaixo;
  • Não pode ser usado como compressor. Bastaria para isso que a saída de ar tivesse o mesmo formato da entrada e você escolhesse onde engatar a mangueira. Alguns aspiradores com essa capacidade chamam de “função sopro”;
  • A qualidade dos sacos originais parece ter caído. Eu comprei um kit com três sacos na autorizada e após dois rasgarem no anel de encaixe em um dia (eu estava fazendo um serviço pesado) eu inspecionei o terceiro antes de instalar e notei que o anel de encaixe plástico estava mal colado no papel. Achei melhor reforçar a região ao redor do encaixe com uma boa quantidade de fita Silver Tape (“duct tape”) da 3M.

 

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