 Jefferson,  04 de março de 2017, Filmes, OpiniãoImpopular Assim que eu ouvi o primeiro minuto do filme eu sabia que havia algo ali importante para compreendê-lo, mas o diretor conseguiu me entreter e manipular minha a atenção o bastante para que eu esquecesse completamente de tentar encaixar as peças e me surpreender no fim. Eu gostei disso. Mas não sobra muito mais do filme que isso.
O principal problema que vejo é que mesmo colocando o chapéu da suspensão de descrença para poder apreciar um filme que trata de “tempo”, o enredo ainda é difícil de engolir. Então uma avançada raça alienígena com percepção aparentemente ilimitada do passado e futuro (eles sabem o que vai ocorrer daqui a 3000 anos) e que aparentemente é capaz de se mover pelo tempo/espaço (a forma como as naves vão embora) não sabe como se comunicar com os terrestres? Não é porque usar o conhecimento do futuro seja proibido no presente, porque é exatamente isso que Louise faz. Isso era parte da estratégia para fazer a humanidade colaborar? Talvez, mas certamente existiam meios mais eficientes e sobretudo mais inteligentes de se fazer isso já se comunicando diretamente em inglês, chinês, português, árabe ou o que quer que seja. Afinal, a “colaboração” quase deu muito errado justamente por um problema de comunicação. E nada se ganhou com isso.
E por mais que você tenha um conhecimento privilegiado [1] a idéia de um estranho, por telefone, convencer um comandante militar a mudar de idéia sobre um assunto de segurança nacional em trinta segundos é risível. Se a conversa tivesse sido pelo menos por videoconferência e já tivesse sido estabelecido que o general ao menos conhecesse o background da doutora, removendo o problema do “total estranho que pode ser um inimigo tentando obter uma vantagem” essa parte seria mais verossímil.
[1] 13/03/2017 – Relendo o post percebo que isso ficou ambíguo e alguém pode interpretar que estou me referindo a mim (HA!). Estou me referindo ao conhecimento privilegiado (ver o próprio futuro) da doutora Banks, que para mim não é o suficiente para alcançar tal feito.
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 Jefferson,  03 de março de 2017, manutenção Eu fui chamado por causa de um problema incomum. O financeiro da empresa não conseguia fazer a chamada operação “retorno” do programa Cobrança Caixa (cobcaixa). Essa operação depende de um programa de terceiros chamado skyline e ao executar o programa a conexão com o servidor da skyline era estabelecida mas imediatamente em seguida dava algo como “conexão cancelada” (não lembro o termo exato). De abrir o programa até dar o erro e fechar automaticamente não se passavam nem 5 segundos.
Esse programa roda em uma máquina virtualbox Windows XP SP3, em um host Windows 8.1 x64, com interface de rede em modo bridge.
De cara eu achei que o problema fosse com a skyline, porque se eu tento acessar o domínio que aparece no arquivo INI do programa, skyline.com.br, não abre no browser.
Mas para não chamar o suporte da Caixa sem ter certeza (da última vez eles consertaram o problema deles e me criaram um maior) eu testei uma cópia do programa que estava instalada no servidor da empresa. E aí funcionou normalmente!
Mas no servidor, skyline.com.br também não abre no browser. Daí notei que eles provavelmente não tem servidor www lá e usar esse teste não adiantava.
Enquanto eu quebrava a cabeça com esse problema, outro funcionário me alertou que não conseguia imprimir na impressora compartilhada de VENDAS. Fui investigar e não notei razão para isso, mas percebi que estranhamente a máquina VENDAS não tinha feito o mapeamento para o diretório HOME do usuário logado. Em seguida eu notei que nas duas máquinas tentar acessar compartilhamentos que já deveriam estar acessíveis pedia credenciais (elas deveriam estar armazenadas) e na caixa de diálogo havia um aviso de que não tinha sido possível contactar o controlador de domínio e que eu tentasse mais tarde.
Curiosamente, a máquina do financeiro, que é o host da máquina virtual usada com o skyline, tinha o mesmo problema, que não haviam me reclamado ainda. Mas a máquina virtual tinha feito o mapeamento normalmente. Depois eu notei que o mapeamento da máquina virtual funcionara porque esta não faz login no domínio (este é um detalhe importante, como você verá a seguir).
E o servidor, que também era controlador do domínio, estava funcionando. E só uma parte dos funcionários estava experimentando problemas.
Como eu tenho como regra considerar que “coincidências não existem” e sem saber onde procurar o problema, aproveitei a hora do almoço para reiniciar o servidor. Eu esperava que isso resolvesse tudo exceto o primeiro problema. Para o meu espanto, isso resolveu todos os problemas. Eu ainda não faço idéia de como um controlador de domínio que não respondia podia afetar a conexão do programa skyline com seu próprio servidor na internet, em uma máquina que sequer faz login no domínio.
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 Jefferson,  02 de março de 2017, Filmes O maior problema desse filme é conseguir entendê-lo, E não é porque a trama seja especialmente complexa mas porque a menos que você entenda japonês vai ter dificuldade porque é difícil encontrar uma legendagem que faça perfeito sentido. Eu só fui capaz de apreciar realmente a estória quando eu finalmente alcancei proficiência suficiente em inglês para entender a versão dublada sem precisar de legendas. Até mesmo entre a dublagem em inglês e a legendagem em inglês existem grandes discrepâncias. Logo nos primeiros minutos Bartou comenta com Motoko que ultimamente tem notado muito ruído no cérebro dela. Na dublagem Motoko responde “deve ser um fio solto” e na legendagem “é aquela época do mês”, uma referência jocosa à menstruação, que o corpo ciborgue da Major não tem.
Contornando esse problema GitS é uma peça impressionante de animação, principalmente tendo em mente que tem mais de 20 anos. Nos dias atuais os “efeitos especiais” são claramente antiqüados mas o fato da Major aparecer quase o tempo todo nua no filme (é um corpo ciborgue, mas é uma lataria danada de sexy!) parece bem ousado tanto para 1995 quanto para 2017.
O que não ficou claro mesmo depois de assistir mais de uma vez :
- De onde veio a voz que Bartou e Motoko ouvem no barco;
- Qual o sentido da seqüência que vai dos 33 aos 36m45s do filme;
- O que fez Togusa desconfiar dos visitantes;
- Por que Motoko estava tão obcecada com o Puppet Master que, num ato completamente irracional, provocou danos extensos e incapacitantes ao próprio corpo?
Somente minha segunda questão foi respondida, ainda assim parcialmente, fazendo pesquisa. Dois corpos iguais ao de Motoko aparecem na sequência, reforçando a crise de identidade da Major. E a explicação para isso, tirada dos quadrinhos, é que o corpo da Major, embora militar, foi deliberadamente copiado de um modelo comercial, “popular”, para que não chamasse atenção.
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 Jefferson,  01 de março de 2017, Filmes
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 Jefferson,  26 de fevereiro de 2017, Filmes A única coisa “estranha” em que reparei foi que o doutor, pré feiticeiro supremo, não foi nem de longe retratado como a criatura arrogante e detestável que eu modelei na minha mente da minha leitura de suas estórias nos quadrinhos. Teriam que pegar o Doutor House e acrescentar mais antipatia e egocentrismo. Porém eu entendo que isso não ia funcionar tão bem em um filme quanto nos quadrinhos. Seria preciso mais que duas horas para convencer a audiência de que um House qualquer havia se tornado um poderoso mas humilde defensor da humanidade, sem pegadinhas. Quanto ao resto, foi uma boa introdução do personagem. Não achei um filme memorável, ainda, mas foi agradável assistir.
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 Jefferson,  25 de fevereiro de 2017, Filmes Eu gostei do primeiro Jack Reacher, gosto de Tom Cruise, gosto de Cobie Smulders, mas ainda assim não deu. O filme é um desastre. Perdi a conta dos problemas mas vou tentar enumerar.
- No primeiro filme, Jack Reacher é um ex investigador militar que após dar baixa cortou relações com o exército e com o mundo em geral. Vive uma vida frugal, sem endereço fixo, carro, telefone ou cartão de crédito e viaja só com a roupa do corpo. Se envolve, por motivos pessoais, numa situação muito complicada para ele e para terceiros, num caso de repercussão nacional, mas em nenhum momento pede qualquer ajuda militar. No segundo ele é caracterizado logo nos primeiros minutos como um braço do “Tio Sam” que periodicamente liga para seu oficial de ligação na base onde ele foi comandante. Destruíram o personagem;
- Reacher nunca tinha visto a major antes mas só por causa das conversas ao telefone queria se encontrar com ela? Outra coisa que não se encaixa no personagem;
- Essa onda de politicamente correto de Hollywood é terrível. Todo roteirista agora tem que acrescentar uma mulher “forte” na estória, mesmo que essa estória não convença de jeito nenhum. Uma coisa é o roteirista ter o cuidado de fazer o script passar com folga no Teste de Bechdel mas outra bem diferente é querer colocar uma Lara Croft em todo filme de ação. Não convence. Já é suficientemente difícil fazer o tampinha do Tom Cruise ser realista derrubando sozinho e desarmado meia dúzia de marmanjos;
- A rapidez com que o advogado da major, Coronel Moorcroft, passa de “palerma” a “interessado” somente por ter ouvido um sermão de duas frases de Reacher foi espantosa. Ainda se ele tivesse durado, mas no segundo encontro ele volta rapidamente a se comportar como um palerma;
- Como é que dois civis que sequer estão disfarçados como militares conseguem autorização para entrar em um presídio militar para fazer a transferência de uma major e ninguém, nem mesmo o subordinado da major que está levando os mercenários até ela, questiona isso? Bastava ele ter dito “estou seguindo ordens, Major” para dar maior credibilidade, mas o soldado teve que levar uma dose de taser “na caixa dos peitos” para deixar de ser estúpido;
- A fuga do presídio militar em plena luz do dia ofende minha inteligência;
- Não me interprete mal: eu gosto de ver mulheres atraentes se despindo nos filmes tanto quanto a média dos portadores de cromossomo Y, mas ainda assim achei a cena em que a major tira a camisa quando está sozinha com Reacher completamente gratuita e até absurda.
E esses foram só os primeiros 40 minutos. Ainda não consegui encarar os outros 70.
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 Jefferson,  25 de fevereiro de 2017, Filmes Cuidado! Spoilers!
O filme é rico em detalhes que me mantiveram entretido, começando pela ciência, como o escudo de energia e a falta de gravidade no elevador. Depois veio o drama do primeiro “náufrago”, sua desorientação, seu comportamento ao descobrir sua situação, o pânico no pod que ele achou que tinha consertado e por um breve instante achou que poderia ser seu caixão, o conflito interno a respeito de acordar ou não Aurora[1]. A inteligência artificial do Barman bem ali no limite entre um ser humano de verdade e uma máquina… Eu tinha acabado de comentar com meu amigo José Carneiro como eu não tinha mais humor para drama e preferia ficção científica, mas estava ali me deleitando com a situação dramática do personagem.
O único defeito que posso apontar no momento é o fato de ser um tanto previsível. Ao apresentar Aurora para a audiência como o primeiro rosto humano em que Jim reparava[2] , ficou evidente que o personagem de Jennifer Lawrence não ia entrar em cena, falando e andando, por obra do acaso. Já havia sido estabelecido que “pods não dão defeito” e isso não iria acontecer de novo para acordar, dentre cinco mil pessoas, justamente a única que conhecíamos. Também ficou claro com antecedência (antes mesmo dela acordar, caramba) que ela iria descobrir, que provavelmente iria ser o barman a contar (meu segundo palpite era ela descobrir por logs que ele havia lido sobre ela numa data anterior a ela acordar) e até qual seria sua reação. Eu também sabia, quando Jim estava mandando uma mensagem para a Terra, que o computador iria dar a ele uma má notícia bem grande depois do envio[3]. E quando Jim foi ejetado com um pedaço de cabo ainda preso a sua veste, como seria o seu resgate.
Mas mesmo contando com as imperfeições, valeu cada minuto.
[1] Não consigo citar de cabeça nenhum outro filme onde a sinopse oficial é evidentemente mentirosa, mas que ao descobrir isto você concorda que foi melhor assim;
[2]Oops… não foi o primeiro. O primeiro foi o de um homem aos 20m38s em um pod que ele olhou por dois segundos sem motivo aparente para a trama;
[3] Aliás, é tão sem sentido que o serviço nem deveria existir, para começar. Mas eu entendo que a cena foi exibida para benefício da audiência.
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 Jefferson,  22 de fevereiro de 2017, Todo os fãs da comédia The Big Bang Theory sabem do que se trata e foi graças ao Leonard explicando de forma muito engraçada por que ele não pode ingerir nada com leite que eu descobri que tenho essa condição.
Horas depois de tomar um copo de leite “eu fico insuportável” 
E fico pensando em como eu pude passar anos tendo problemas com isso e incapaz de associar o único e desagradável sintoma que manifesto (o mesmo de Leonard) ao leite. Certamente muita gente tem o mesmo problema e acha que é algo normal e inevitável.
Graças a finalmente saber a causa eu agora posso me limitar a tomar leite no fim do dia, quando não planejo mais sair nem me envolver com outras pessoas. Assim eu posso ficar “insuportável” sozinho. 
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 Jefferson,  19 de fevereiro de 2017,
- Por quase duas décadas eu fiz malabarismos para contornar um problema na instalação da bomba dagua da piscina. Se o nível da água caísse abaixo de um determinado nível a bomba não seria mais capaz de puxar a água por causa do ar na tubulação. Levou 20 anos para eu ter a curiosidade de procurar online o manual da bomba, por uma outra razão, e descobrir que a mesma é auto-escorvante e para lidar com a entrada de ar bastava abrir o pré-filtro, enchê-lo com água e esperar por até 2 minutos;
- No mês passado eu disse a um cliente que o identificador de chamadas no telefone que ele havia comprado para usar como ramal não ia funcionar porque a central telefônica, SIEMENS HIPATH 1150, não encaminhava essa informação para os ramais, já que a informação “morria” na telefonista. Errei miseravelmente em dois níveis. Primeiro, esse cliente tem Discagem Direta a Ramal (DDR) e caso você ligue de fora direto para o número que corresponde ao ramal, não passa pela telefonista e a informação do chamador é encaminhada. Segundo, eu era capaz de apostar que apenas o telefone digital
afrescalhado especial da Siemens compatível com a HIPATH exibiria a informação, mas o telefone Intelbras nada especial (aparentemente) que eu acabara de instalar exibia até o número do ramal interno que estava chamando;
- Na mesma semana uma funcionária da mesma empresa me perguntou como digitalizar uma série de páginas e colocar no mesmo PDF usando a multifuncional HP na sua mesa. Eu disse que isso não era possível com uma multifuncional sem alimentador automático de documentos (ADF), com o software fornecido pela HP. Talvez fosse possível com um software de terceiros. Mas qual não foi minha surpresa ao descobrir em uma pesquisa que se você selecionar “PDF” como resultado no software da HP, quando o software pergunta se você já terminou de digitalizar, se você responder “não” ele vai justamente acrescentar as imagens seguintes ao mesmo PDF.
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 Jefferson,  19 de fevereiro de 2017, Esse aspirador já se pagou muitas vezes desde que foi comprado há uma década. Eu não lembro exatamente quando foi comprado, mas o selo do IBAMA na lateral é datado de 2005 então eu presumo que está comigo há entre dez e doze anos. E continua funcionando perfeitamente.
Prós:
- Funciona como uma verdadeira bomba d’agua auto-escorvante e móvel. É perfeita para eliminar pequenos alagamentos, remover a água de uma tubulação para fazer um reparo, remover a água suja no fundo da piscina que a bomba principal já não puxa mais, etc. No papel de bomba, esse aspirador torna trabalhos “impossíveis” possíveis e os muito cansativos e repetitivos, como no caso da piscina, rápidos e até fáceis. É importante notar que o aspirador fica lá no alto, fora da piscina, e pode puxar água a 1,80 de profundidade sem problema algum;
- Acessórios compatíveis, incluindo os sacos de pó, ainda são vendidos inclusive pela rede autorizada (originais). No ML você encontra o kit com três sacos por R$19, mas na autorizada em Recife sai por R$29.
O que poderia melhorar (e às vezes já existe em modelos recentes)
- O aparelho é potente até demais e um controle de potência seria bom, pelo menos para reduzir o barulho em algumas situações;
- O aparelho tende a “engolir” os objetos mais inesperados. Pendrives, canetas e pilhas são sugados com impressionante facilidade e limpar uma oficina com ele acaba exigindo que você confira o conteúdo do saco de pó depois. Às vezes você nem sabe o que foi que o aparelho puxou (é realmente muito rápido) até esvaziar o saco de pó. Uma “rede” improvisada na ponta do aspirador pode livrar você de ter que fazer isso, mas deveria ser um acessório acompanhando o produto. Ele vem com um acessório que estreita a entrada e pode impedir os objetos maiores de serem engolidos, mas isso aumenta o esforço no motor e conseqüentemente o barulho;
- Você não pode escolher a posição da saída de ar, que estando logo acima da conexão da mangueira de entrada tende a ficar soprando exatamente na direção que você trabalha. Isso é um problema quando você está fazendo um serviço de limpeza pesada que envolve muito pó de construção, por exemplo. Enquanto você limpa uma prateleira alta ele está se esforçando para levantar o pó que ainda existe mais embaixo;
- Não pode ser usado como compressor. Bastaria para isso que a saída de ar tivesse o mesmo formato da entrada e você escolhesse onde engatar a mangueira. Alguns aspiradores com essa capacidade chamam de “função sopro”;
- A qualidade dos sacos originais parece ter caído. Eu comprei um kit com três sacos na autorizada e após dois rasgarem no anel de encaixe em um dia (eu estava fazendo um serviço pesado) eu inspecionei o terceiro antes de instalar e notei que o anel de encaixe plástico estava mal colado no papel. Achei melhor reforçar a região ao redor do encaixe com uma boa quantidade de fita Silver Tape (“duct tape”) da 3M.
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Concordo plenamente; eu normalmente assisto pela diversão, sem prestar tanta atenção a detalhes, como todo bom cinéfilo faz, mas esse filme é daqueles que fica tudo meio sem pé nem cabeça.
Tanto é que existem vários canais de filmes no youtube que fizeram um vídeo de crítica, e a maioria incluiu uma explicação do final, ou fez um segundo vídeo somente com a explicação.
E eu pensei que já tinha visto muita doideira
em Interestelar rs.
Mas, o comandante militar, o general lá do final também tinha o “poder” ele podia ver o futuro/passado/presente ele sabia o que estava acontecendo. Estava já esperando ela.
Não, ele não tinha. Esse é o problema. Depois de mostrar o telefone a Louise o general diz: “Eu não digo que saiba como sua mente funciona, mas eu acredito que era importante para você ver aquilo”. Se ele tivesse o poder, ele saberia.
Eu não sei o que dizem as legendas em português, mas no diálogo original não há qualquer dica de que alguém mais tenha o poder além de Louise.
O lider chines estava esperando a doutora sim, isso é explicitamente dito no filme… E mesmo sem entender muito bem porque, ele SABIAque tinha que passar para ela o numero do telefone dele e ditar o que ela deveria dizer para ele no passado para que ele interrompesse o ataque aos aliens.
Mais uma coisa: voce disse que os aliens deveriam ter chegado aqui falando ingles e que por nao terem feito isso a “colaboração” quase deu muito errado justamente por um problema de comunicação. ERRADO! Como para eles o tempo é nao-linear, é obvio que os aliens ja sabiam que nao daria errado. Simples.
Na verdade, eu considero o roteiro muito bem arrumadinho e tudo é muito bem explicadinho para quem presta atencao (e, claro, assume que o tempo pode ser nao-linear).
E quem aqui disse que não estava?
Nada diferente do que eu disse.
Isso “explica, mas não justifica”. Isso aí serve como desculpa para literalmente qualquer coisa! Até o ato mais estúpido, logo é um dispositivo de narração que deveria ser usado com extremo cuidado e do jeito que foi usado eu não aceito.
Toda a historia do filme Arrival é crucialmente baseada na premissa que os humanos TEM que aprender a linguagem dos aliens, para poder evoluir como raça. A linguagem é a chave de tudo, é o “gift” dos aliens para os humanos!
POR ISSO eles forçam os humanos a aprender a linguagem, e de forma colaborativa (g*vernos distintos precisam trabalhar em conjunto). E é preciso concordar que essa forma de aprender a linguagem traz um resultado bem diferente do que seria chegar na Terra e anunciar: “voces tem que aprender a linguagem”.
Alem disso, trata-e da linguagem universal que “todos” falam, os humanos na Terra é que sao diferentes.
Na verdade entender o filme começa por compreender que a linguagem universal tem que ser aprendida. Como é explicado pelos personagens (a hipotese de Sapir-Whorf), a linguagem que voce fala afeta a forma como voce pensa, como voce raciocina, enfim afeta a forma como o seu cerebro funciona. Ao aprender uma nova linguagem, voce passa a pensar de forma diferente.
O ponto do filme é esse: ao aprender a linguagem dos aliens, o cerebro dos humanos começa a funcionar de forma diferente e passa a perceber o tempo nao mais de uma forma linear. Entao essa linguagem é o “gift” (presente) que os aliens vieram trazer para a humanidade poder evoluir e vir a ajudar os proprios aliens no futuro.
Ao aprender a linguagem, o cerebro da doutora Louise (que ja era mais evoluido) se liberta das amarras de so conseguir enxergar o tempo como algo linear… Aí ela consegue dizer hoje ao lider chines algo que foi ele mesmo quem disse a ela no futuro e talz, ou seja, acontecimentos encadeados de forma totalmente nao-linear… É isso!
(por sinal, Ryan, prazer reencontrar vosso site, ha anos atras eu ate era registrado, para acompanhar os papos de software para os processadores Mediatek usados pela Pioneer e outros para, entre outras coisas, implementar a reproducao de midia digital (AVI, MPEG, etc.), controlar o uso de legendas e etc. Bons tempos.
Correto e não disse nada que se oponha a isso.
Correto. Cientificamente absurdo mas correto e aceitável em uma obra de sci-fi.
Já faz tanto tempo que parece que foi em outra vida…
oops… cometi um erro de citação lá em cima que vou apagar. O correto é:
Por favor cite a parte do filme que deixa isso claro.
Rubens:
> Alem disso, trata-se da linguagem universal que
> “todos” falam, os humanos na Terra é que sao
> diferentes.
Jefferson:
> Por favor cite a parte do filme que deixa isso claro.
Tem razao, no filme a unica parte que toca nisso é o titulo do livro da Dra. Louise (algo como “The Universal Language”).
Obrigado por esclarecer. Eu nem lambrava mais do título do livor. A única coisa que ficou fixa na minha mente é o que está escrito na segunda página: “Traduzindo Heptapod”
Mais uma coisa, o lider chines diz a Dra. Louise que ele nao sabe exatamente porque, mas ele “sente” que TEM QUE DAR o numero do celular pessoal dele para ela… POR ISSO ele precisava encontra-la naquela noite… A mente dele nao funcionava tao bem quanto a de Louise (provavelmente porque ela aprendeu muito mais a linguagem do que lideres do planeta), mas ele sabia que “algo” o impulsionava a fazer aquilo…
E quem, aqui, discorda disso?
Vou tentar explicar meu problema com o filme de outra maneira.
Este parece se basear em duas premissas mutuamente exclusivas
a)Você não pode ou não deve usar informação do futuro não imediato para alterar o futuro imediato
Exemplos:
1)Os aliens sequer tentam se comunicar em uma língua terrestre. Um simples “vocês precisam aprender nossa linguagem”, repetido incessantemente, já me satisfaria.
2)Os aliens não impedem a explosão, mesmo às custas da vida de um deles.
b)Você pode e deve usar informação do futuro não imediato para alterar o futuro imediato
Exemplos:
1)Louise detém o ataque chinês com 30 segundos de conversa
2)Basicamente, o resto do que Louise faz.
Correção: A conversa onde “um total estranho que pode ser um inimigo tentando obter vantagem” convence por telefone um comandante militar chinês a cancelar um ataque iminente leva exatos 55 segundos no filme.
Quanto à questao da Louise convencer o general chines “tao rapido”, isso nao é realmente um argumento. A gente nao fica sabendo exatamente o que ela conversou com o general, nem quanto tempo isso demorou… Durou 55 segundos no filme, mas voce nao sabe quanto tempo durou “na vida real” (dos personagens)… Em comparacao, os papos com os aliens demoraram meses, entretanto na tela se passam apenas alguns minutos tambem.
Ela pode primeiro ter se apresentado a ele, dito que era a interprete americana com os aliens, explicado o que descobriu… tudo recheado com as exatas palavras que a esposa do general disse a ele ao morrer (palavras essas que o proprio general dita a Louise no futuro). E para a bela narrativa do filme, basta apenas a gente saber que o principal foram as palavras da esposa do general em seu leito de morte…
Por ultimo, que nao se perca a perspectiva que algo a nivel MUITO pessoal impacta muito mais emocionalmente uma pessoa do que ate argumentos logicos… Falar sobre o momento da morte da esposa, pode muito bem ter impactado e dito muito mais ao general sobre o momento que a humanidade estava passando, fazendo-o parar para refletir melhor aquele momento, do que qualquer discussao estritamente militar sobre vida-e-morte, atacar ou nao atacar…
Sao possibilidades reais, que talvez so quem ja passou pela perda de alguem que amava demais é capaz de entender com melhor clareza… Esse ponto do filme nao é logica, e sim de emocao.
Eu desisto de tentar argumentar com você. Sua percepção do que deve ou não fazer parte do script é muito diferente da minha.
Nao entendi de onde voce tirou essa premissa “a)”… Nao fica claro em nenhum momento do filme que “voce *NAO* pode/deve usar informacao do futuro nao imediato para alterar o futuro imediato”… Isso me parece ser por uma escolha dos aliens, e nao porque “nao pode”… Do mesmo modo que as autoridades/militares americanos nao querem atacar os aliens (nao porque “nao pode”, mas por uma escolha, ainda que baseada no medo do tamanho da retaliacao).
[nota: antes que alguem argumente que os aliens foram atacados, no filme fica claro que se tratou da acao isolada de alguns soldados que estavam “assistindo televisao demais”, nao existiu uma ordem superior para que aquele explosivo fosse colocado na nave…]
Eu demonstro a validade da premissa com meus exemplos. Se a premissa é falsa, como você argumenta, e os aliens tem “free will” e assim podem escolher seu destino, as atitudes dos aliens não fazem sentido para a trama. Para as atitudes fazerem sentido para a trama, minha premissa precisa ser verdadeira.
Na vida real você pode ter toda sorte de personagens agindo irracionalmente, mas em uma obra de ficção tudo tem que fazer sentido para a trama. Se o comportamento faz sentido do ponto de vista dos aliens, isso tem que ser explicado em algum lugar da trama. Dizer “isso foi uma escolha do personagem” sem que isso esteja na trama é “hand waving”.
Imagine uma batalha entre humanos e aliens. No clímax, quando tudo parece perdido para os humanos, de repente os aliens se rendem. Aí os humanos comemoram mas ninguém explica porque os aliens se renderam e o filme termina sem essa explicação.
Dá para dizer que do ponto de vista dos aliens a batalha estava perdida? Não, porque não foi explicado no filme.
Oops, minha última frase saiu incompleta. O correto é isto:
Dá para dizer que não há nenhum problema com o filme porque do ponto de vista dos aliens a batalha estava perdida? Não, porque não foi explicado no filme.
Bom, neste caso filmes como 2001 (e isso apenas para ficar no terreno sci-fi) devem ser uma completa bleosta em sua opiniao, ja que em suas premissas, filme que nao é bem explicadinho e bem mastigadinho, inclusive nos detalhes que nem importam, assim como filmes que preferem deixar alguma coisa para o proprio espectador imaginar e depois discutir, nao prestam…
Voce nao quer um filme para pensar, quer filmes que pensem por voce (e entreguem um resultado todo mastigado)… (bom, pelo menos voce afirmou que nao gosta quando o roteiro nao explica um detalhezinho).
Nao vou dizer que eu gosto de finais totalmente abertos (o de Arrived nao é), nisso nós dois concordamos… Mas IMHO Arrived explicou ate demais, o diretor optou por mastigar mais do que o necessario para minimamente fazer o espectador entender o filme… Tá de bom tamanho.
Rubens, usar argumentos especulativos a respeito do filme já estava bastante ruim. Agora você está especulando a meu respeito
Seus próximos comentários serão rejeitados.
Novamente engoli parte do texto. A primeira frase deveria ter saído assim:
…usar argumentos especulativos para afirmar que estou errado a respeito do filme já estava bastante ruim.
Rubens, não perca seu tempo. Todos os seus comentários estão sendo deletados automaticamente pelo sistema e mesmo que você passe pelo filtro, deletarei o comentário sem lê-lo.
Não é uma questão de “vencer” ou “perder”. Eu estava farto do comportamento grosseiro.