Finalmente terminei Fight Club (Clube da Luta – 1999). É pior do que pensei.

Eu havia começado anos atrás e parei a aproximadamente 1/4 do final, na cena onde a “gang” amordaça e ameaça o comissário de polícia. Naquele ponto eu estava realmente incomodado com o filme, porque entre outras coisas não havia por quem torcer. Em Fight Club o conflito não é entre o bem e o mal, o certo e o errado. Nem mesmo entre duas interpretações diferentes mas plausíveis do “certo”.  As “forças do bem” tem uma participação tão insignificante no filme que você pode ignorá-las. É um conflito entre desequilibrados [6].

Aí eu fiquei sabendo no final do ano passado que havia uma reviravolta. Que havia uma ilusão. E meu interesse no filme se renovou. Assisti ao filme desde o começo e acabei com uma impressão ainda pior do que antes.

Se não assistiu, pretende assistir e spoilers incomodam você, não passe deste ponto.

Até a formação do clube da luta o filme fazia algum sentido, mas desde que Durden convenceu Lou a emprestar o porão da sua taverna de graça simplesmente se deixando surrar e depois espirrando sangue nele, a lógica do filme começou a desmoronar. Não há nada no filme que explique como Durden conseguiu convencer os membros do clube a se alistarem para o exército pessoal não remunerado (basicamente, um culto) dele. Uma coisa é um homem movido pelo excesso de testosterona querer extravasar batendo em outras pessoas com o consentimento delas. Não há nada de imoral nisso. Mas convencer os membros, mesmo uma parte deles, a se engajarem nas outras atividades do “clube” dependia de um estado mental completamente distinto sem qualquer relação direta com “querer lutar”, logo não existe explicação no filme para o exército de Durden existir.

Mas esse acabou sendo o menor dos problemas quando descobri que os dois personagens principais, que interagem na tela entre si e com outras pessoas, são a mesma pessoa. E não, isso não ocorre nem de longe com a perfeição de “O Sexto Sentido” pois o diretor simplesmente decidiu esticar o conceito de Narrador não confiável até chegar em Através dos Olhos da Loucura mas sem o cuidado que teve o diretor de Uma Mente Brilhante para evitar que a audiência se sinta enganada. Eu me senti enganado por David Fincher.

No final, descobrimos que o filme inteiro é visto pelos olhos de alguém completa e irremediavelmente [1] insano, de tal forma que tudo o que se passou na tela pode ou não ter acontecido [2] (parece que fui o único a notar isso) [5] e todo problema do filme tem uma desculpa pronta. Eu não duvido que alguém possa gostar desse tipo de estória, mas me surpreende que tenha uma nota tão alta no IMDB pois para mim conseguiu ser pior que a reviravolta de Basic.

Como sempre eu tentei encontrar na internet alguém que conseguisse justificar o filme (se tanta gente gosta dele, o que foi que eu não notei?) mas tudo o que achei foi blá-blá-blá (que soa para mim como pseudo intelectual) sobre supostas mensagens do filme sobre a futilidade do consumismo e a “opressão” das pessoas comuns [3] que saem pela tangente na hora de explicar como arrumar um emprego de garçom especificamente para poder urinar na comida dos outros (e depois processar o restaurante pelo que você fez), vandalismo e terrorismo são uma reação válida para esses problemas.  Talvez isso funcione no livro que deu origem ao filme mas do que o diretor David Fincher mostra na tela só se salva a atuação de Brad Pitt [4] e as frases (que vem do livro, claro).

Sim, eu desrespeitei as duas primeiras regras do Clube da Esquizofrenia. Vai encarar? :lol:

 


[1] Alguns vêem o final como o “arrependimento” de Durden. Mas como é possível o remorso de uma das personalidades contar como arrependimento? A própria morte da segunda personalidade não faz sentido algum. Durden dá um tiro na boca e faz um rombo na cabeça apenas do seu alter ego louco? Aliás, esse é outro exemplo do próximo item, pois um tiro na boca, mesmo saindo pela bochecha, não sai tão “barato” assim.

[2] Como se explica, por exemplo, a cena do circuito de vigilância onde o personagem de Edward Norton é visto deitado de costas no chão arrastando a si mesmo pelos cabelos? Isso já não é mais nem esquizofrenia, é Poltergeist.

[3] O filme aborda esses temas, mas acho difícil tratar isso como “mensagens” depois da bagunça que vira a trama. Está mais para “desculpas”, porque a mensagem do filme é a violência.

[4] Acho Edward Norton muito sem graça (se bem que no filme essa pode ter sido a idéia) e Helena Bonham Carter só fica bem como Belatrix Lestrange.

[5] Encontrei uma única pessoa que notou. Ele diz que, pelo que a audiência sabe, o narrador pode muito bem estar numa cela acolchoada imaginando tudo aquilo.

[6] Até aí tudo bem. Se o problema do filme fosse só esse seria apenas uma questão do filme ter uma temática desagradável para mim e minha crítica se resumiria a “não gostei”.

 

4 comentários
  • Rivaldo Freitas - 1 Comentário

    Clube da Luta é mistura de pseudo-intelectualidade com efeito rebanho, com o tempo milhões de pessoas glorificam o filme porque outros já fizeram isso antes. Tem muitas obras que jogam o jogo da pretensão, onde todos pretendem que essa ou aquela obra são geniais, e todos pretendem que todos concordam com essa corrente de pensamento.

  • Jorge Mendonça - 60 Comentários

    Assisti no cinema e achei fantástico na época. Mas eu tinha 16 anos, idade em que nos achamos infinitamente mais inteligentes do que realmente éramos. Depois disso não assisti novamente.

  • Juliano Stringari - 3 Comentários

    Ainda bem, pensei que somente eu não tinha gostado desse filme…

Clique para comentar
(Prefira clicar em "Responder" se estiver comentando um comentário)

Deixe um comentário

Você pode usar estas tags HTML

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code class="" title="" data-url=""> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong> <pre class="" title="" data-url=""> <span class="" title="" data-url="">

  

  

  

:) :( ;) O_o B) :lol: :huh: :S :D :-P 8-O :yahoo: :rtfm: :dashhead1: :clapping: more »

Não consegui ir até o fim de Vizinhos nada Secretos (Keeping Up With The Joneses, 2016)

Algumas cenas são engraçadas mas não gostei do elenco e o besteirol foi ficando progressivamente mais incômodo. Mas consegui chegar à conclusão que queria desde que assisti a Wonder Woman: Gal Gadot realmente é boa de se ver, mas ruim de se ouvir. Não consegui determinar se é realmente incapacidade de controlar o tom da voz ou se é dificuldade para se fazer entender em Inglês (como israelense o idioma principal dela é o Hebreu). Mas o que importa é que em todos os filmes Gal Gadot sempre está fazendo o papel de Gal Gadot e no caso dela isso não é bom.

1 comentário
  • Matuto - 129 Comentários

    Eu tentei ver esse filme também e não consegui. Uma comédia bem chatinha. Mas a Gal realmente é uma mulher muito bonita de se ver.

Clique para comentar
(Prefira clicar em "Responder" se estiver comentando um comentário)

Deixe um comentário

Você pode usar estas tags HTML

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code class="" title="" data-url=""> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong> <pre class="" title="" data-url=""> <span class="" title="" data-url="">

  

  

  

:) :( ;) O_o B) :lol: :huh: :S :D :-P 8-O :yahoo: :rtfm: :dashhead1: :clapping: more »

Mulher Maravilha (Wonder Woman – 2017) é espantosamente ruim

Me faltam adjetivos para descrever o filme: Piegas, absurdo, ridículo, infantil, raso, previsível…

Os vilões chegam a ser caricatos e foi doloroso e desconcertante ver a filha de Zeus ficar alternando entre uma criança crescida (a maior parte do filme) e a mais poderosa e hábil das amazonas. Eu esperava muito mais depois de ter constatado que a Mulher Maravilha é a única coisa que vale a pena rever em Batman versus Superman.

Gal Gadot é tão péssima atriz assim ou é o personagem? Tenho que assistir a pelo menos outro filme com ela para tirar essa dúvida porque no final a voz dela já estava me irritando. Enquanto isso eu poderia ouvir Scarlett Johansson o dia inteiro ;)

Não há uma frase, cena ou personagem que se salve em todo o filme. É inacreditável ver que esse filme tem nota acima de 7 no IMDB, distribuída igualmente por todas as idades e gêneros (é sério: isso tem que ser falso) e 92% no Rotten Tomatoes. A nota dos críticos pode ser parcialmente explicada pelo atual ambiente sexista nos EUA pois qualquer crítico vai pensar cinco vezes antes de malhar o primeiro blockbuster estrelado por uma super heroína e ainda por cima dirigido por uma mulher. Então só sobram os dispostos a falar bem. Os outros fingem que não assistiram.

Não, eu não estou dizendo que não seja possível alguém gostar do filme. Estou apontando o óbvio ululante: essa quase unanimidade em um filme que claramente tem problemas do começo ao fim é suspeitíssima.

Eu não entendo como a DC consegue fazer essas coisas com o DC Extended Universe (DCEU) quando até suas animações (DC Animated Universe – DCAU) mostram que eles poderiam fazer melhor. Não tenho mais pressa alguma para assistir a Justice League.

5 comentários
  • VR5 - 397 Comentários

    Para fins de comparação, creio que ela aparece em alguns filmes da franquia “Velozes e Furiosos”…

  • VR5 - 397 Comentários

    Assisti ontem: não é nenhuma “maravilha” como pintam mas também não é um fracasso total: cine pipoca, pura e simples…

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Uma pergunta: na cena da festa você rangeu os dentes tentando imaginar onde o diretor enfiou a espada em Diana ou ficou excitado com a idéia? :D

      • VR5 - 397 Comentários

        Nem me dei conta, realmente… mas agora que você falou não sei porque me veio aquela música da banda Camisa de Vênus “Eu não matei Joana d’Arc”:
        “Que ficava excitada
        Quando pegava na lança”…

Clique para comentar
(Prefira clicar em "Responder" se estiver comentando um comentário)

Deixe um comentário

Você pode usar estas tags HTML

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code class="" title="" data-url=""> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong> <pre class="" title="" data-url=""> <span class="" title="" data-url="">

  

  

  

:) :( ;) O_o B) :lol: :huh: :S :D :-P 8-O :yahoo: :rtfm: :dashhead1: :clapping: more »

O que salva Arrival (2016) é a surpresa.

Assim que eu ouvi o primeiro minuto do filme eu sabia que havia algo ali importante para compreendê-lo, mas o diretor conseguiu me entreter e manipular minha a atenção o bastante para que eu esquecesse completamente de tentar encaixar as peças e me surpreender no fim. Eu gostei disso. Mas não sobra muito mais do filme que isso.

O principal problema que vejo é que mesmo colocando o chapéu da suspensão de descrença para poder apreciar um filme que trata de “tempo”, o enredo ainda é difícil de engolir. Então uma avançada raça alienígena com percepção aparentemente ilimitada do passado e futuro (eles sabem o que vai ocorrer daqui a 3000 anos) e que aparentemente é capaz de se mover pelo tempo/espaço (a forma como as naves vão embora) não sabe como se comunicar com os terrestres? Não é porque usar o conhecimento do futuro seja proibido no presente, porque é exatamente isso que Louise faz. Isso era parte da estratégia para fazer a humanidade colaborar? Talvez, mas certamente existiam meios mais eficientes e sobretudo mais inteligentes de se fazer isso já se comunicando diretamente em inglês, chinês, português, árabe ou o que quer que seja. Afinal, a “colaboração” quase deu muito errado justamente por um problema de comunicação. E nada se ganhou com isso.

E por mais que você tenha um conhecimento privilegiado [1] a idéia de um estranho, por telefone, convencer um comandante militar a mudar de idéia sobre um assunto de segurança nacional em trinta segundos é risível. Se a conversa tivesse sido pelo menos por videoconferência e já tivesse sido estabelecido que o general ao menos conhecesse o background da doutora, removendo o problema do “total estranho que pode ser um inimigo tentando obter uma vantagem” essa parte seria mais verossímil.

[1] 13/03/2017 – Relendo o post percebo que isso ficou ambíguo e alguém pode interpretar que estou me referindo a mim (HA!). Estou me referindo ao conhecimento privilegiado (ver o próprio futuro) da doutora Banks, que para mim não é o suficiente para alcançar tal feito.

26 comentários
  • Snow_man - 310 Comentários

    Concordo plenamente; eu normalmente assisto pela diversão, sem prestar tanta atenção a detalhes, como todo bom cinéfilo faz, mas esse filme é daqueles que fica tudo meio sem pé nem cabeça.

    Tanto é que existem vários canais de filmes no youtube que fizeram um vídeo de crítica, e a maioria incluiu uma explicação do final, ou fez um segundo vídeo somente com a explicação.

    E eu pensei que já tinha visto muita doideira :dashhead1: em Interestelar rs.

  • Saulo Benigno - 279 Comentários

    Mas, o comandante militar, o general lá do final também tinha o “poder” ele podia ver o futuro/passado/presente ele sabia o que estava acontecendo. Estava já esperando ela.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Não, ele não tinha. Esse é o problema. Depois de mostrar o telefone a Louise o general diz: “Eu não digo que saiba como sua mente funciona, mas eu acredito que era importante para você ver aquilo”. Se ele tivesse o poder, ele saberia.

      Eu não sei o que dizem as legendas em português, mas no diálogo original não há qualquer dica de que alguém mais tenha o poder além de Louise.

      • Rubens - 7 Comentários

        O lider chines estava esperando a doutora sim, isso é explicitamente dito no filme… E mesmo sem entender muito bem porque, ele SABIAque tinha que passar para ela o numero do telefone dele e ditar o que ela deveria dizer para ele no passado para que ele interrompesse o ataque aos aliens.

        Mais uma coisa: voce disse que os aliens deveriam ter chegado aqui falando ingles e que por nao terem feito isso a “colaboração” quase deu muito errado justamente por um problema de comunicação. ERRADO! Como para eles o tempo é nao-linear, é obvio que os aliens ja sabiam que nao daria errado. Simples.

        Na verdade, eu considero o roteiro muito bem arrumadinho e tudo é muito bem explicadinho para quem presta atencao (e, claro, assume que o tempo pode ser nao-linear).

        • Jefferson - 6.606 Comentários

          O lider chines estava esperando a doutora sim, isso é explicitamente dito no filme…

          E quem aqui disse que não estava?

          E mesmo sem entender muito bem porque, ele SABIAque tinha que passar para ela o numero do telefone dele e ditar o que ela deveria dizer para ele no passado para que ele interrompesse o ataque aos aliens.

          Nada diferente do que eu disse.

          Mais uma coisa: voce disse que os aliens deveriam ter chegado aqui falando ingles e que por nao terem feito isso a “colaboração” quase deu muito errado justamente por um problema de comunicação. ERRADO! Como para eles o tempo é nao-linear, é obvio que os aliens ja sabiam que nao daria errado. Simples.

          Isso “explica, mas não justifica”. Isso aí serve como desculpa para literalmente qualquer coisa! Até o ato mais estúpido, logo é um dispositivo de narração que deveria ser usado com extremo cuidado e do jeito que foi usado eu não aceito.

  • Rubens - 7 Comentários

    Toda a historia do filme Arrival é crucialmente baseada na premissa que os humanos TEM que aprender a linguagem dos aliens, para poder evoluir como raça. A linguagem é a chave de tudo, é o “gift” dos aliens para os humanos!

    POR ISSO eles forçam os humanos a aprender a linguagem, e de forma colaborativa (g*vernos distintos precisam trabalhar em conjunto). E é preciso concordar que essa forma de aprender a linguagem traz um resultado bem diferente do que seria chegar na Terra e anunciar: “voces tem que aprender a linguagem”.

    Alem disso, trata-e da linguagem universal que “todos” falam, os humanos na Terra é que sao diferentes.

    Na verdade entender o filme começa por compreender que a linguagem universal tem que ser aprendida. Como é explicado pelos personagens (a hipotese de Sapir-Whorf), a linguagem que voce fala afeta a forma como voce pensa, como voce raciocina, enfim afeta a forma como o seu cerebro funciona. Ao aprender uma nova linguagem, voce passa a pensar de forma diferente.

    O ponto do filme é esse: ao aprender a linguagem dos aliens, o cerebro dos humanos começa a funcionar de forma diferente e passa a perceber o tempo nao mais de uma forma linear. Entao essa linguagem é o “gift” (presente) que os aliens vieram trazer para a humanidade poder evoluir e vir a ajudar os proprios aliens no futuro.

    Ao aprender a linguagem, o cerebro da doutora Louise (que ja era mais evoluido) se liberta das amarras de so conseguir enxergar o tempo como algo linear… Aí ela consegue dizer hoje ao lider chines algo que foi ele mesmo quem disse a ela no futuro e talz, ou seja, acontecimentos encadeados de forma totalmente nao-linear… É isso!

    (por sinal, Ryan, prazer reencontrar vosso site, ha anos atras eu ate era registrado, para acompanhar os papos de software para os processadores Mediatek usados pela Pioneer e outros para, entre outras coisas, implementar a reproducao de midia digital (AVI, MPEG, etc.), controlar o uso de legendas e etc. Bons tempos.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Toda a historia do filme Arrival é crucialmente baseada na premissa que os humanos TEM que aprender a linguagem dos aliens, para poder evoluir como raça. A linguagem é a chave de tudo, é o “gift” dos aliens para os humanos!

      Correto e não disse nada que se oponha a isso.

      O ponto do filme é esse: ao aprender a linguagem dos aliens, o cerebro dos humanos começa a funcionar de forma diferente e passa a perceber o tempo nao mais de uma forma linear. Entao essa linguagem é o “gift” (presente) que os aliens vieram trazer para a humanidade poder evoluir e vir a ajudar os proprios aliens no futuro.

      Correto. Cientificamente absurdo mas correto e aceitável em uma obra de sci-fi.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      (por sinal, Ryan, prazer reencontrar vosso site, ha anos atras eu ate era registrado, para acompanhar os papos de software para os processadores Mediatek usados pela Pioneer e outros para, entre outras coisas, implementar a reproducao de midia digital (AVI, MPEG, etc.), controlar o uso de legendas e etc. Bons tempos.

      Já faz tanto tempo que parece que foi em outra vida… :)

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      oops… cometi um erro de citação lá em cima que vou apagar. O correto é:

      Alem disso, trata-e da linguagem universal que “todos” falam, os humanos na Terra é que sao diferentes.

      Por favor cite a parte do filme que deixa isso claro.

      • Rubens - 7 Comentários

        Rubens:
        > Alem disso, trata-se da linguagem universal que
        > “todos” falam, os humanos na Terra é que sao
        > diferentes.

        Jefferson:
        > Por favor cite a parte do filme que deixa isso claro.

        Tem razao, no filme a unica parte que toca nisso é o titulo do livro da Dra. Louise (algo como “The Universal Language”).

        • Jefferson - 6.606 Comentários

          Obrigado por esclarecer. Eu nem lambrava mais do título do livor. A única coisa que ficou fixa na minha mente é o que está escrito na segunda página: “Traduzindo Heptapod”

  • Rubens - 7 Comentários

    Mais uma coisa, o lider chines diz a Dra. Louise que ele nao sabe exatamente porque, mas ele “sente” que TEM QUE DAR o numero do celular pessoal dele para ela… POR ISSO ele precisava encontra-la naquela noite… A mente dele nao funcionava tao bem quanto a de Louise (provavelmente porque ela aprendeu muito mais a linguagem do que lideres do planeta), mas ele sabia que “algo” o impulsionava a fazer aquilo…

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Vou tentar explicar meu problema com o filme de outra maneira.

    Este parece se basear em duas premissas mutuamente exclusivas

    a)Você não pode ou não deve usar informação do futuro não imediato para alterar o futuro imediato
    Exemplos:

    1)Os aliens sequer tentam se comunicar em uma língua terrestre. Um simples “vocês precisam aprender nossa linguagem”, repetido incessantemente, já me satisfaria.

    2)Os aliens não impedem a explosão, mesmo às custas da vida de um deles.

    b)Você pode e deve usar informação do futuro não imediato para alterar o futuro imediato
    Exemplos:

    1)Louise detém o ataque chinês com 30 segundos de conversa

    2)Basicamente, o resto do que Louise faz.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Correção: A conversa onde “um total estranho que pode ser um inimigo tentando obter vantagem” convence por telefone um comandante militar chinês a cancelar um ataque iminente leva exatos 55 segundos no filme.

      • Rubens - 7 Comentários

        Quanto à questao da Louise convencer o general chines “tao rapido”, isso nao é realmente um argumento. A gente nao fica sabendo exatamente o que ela conversou com o general, nem quanto tempo isso demorou… Durou 55 segundos no filme, mas voce nao sabe quanto tempo durou “na vida real” (dos personagens)… Em comparacao, os papos com os aliens demoraram meses, entretanto na tela se passam apenas alguns minutos tambem.

        Ela pode primeiro ter se apresentado a ele, dito que era a interprete americana com os aliens, explicado o que descobriu… tudo recheado com as exatas palavras que a esposa do general disse a ele ao morrer (palavras essas que o proprio general dita a Louise no futuro). E para a bela narrativa do filme, basta apenas a gente saber que o principal foram as palavras da esposa do general em seu leito de morte…

        Por ultimo, que nao se perca a perspectiva que algo a nivel MUITO pessoal impacta muito mais emocionalmente uma pessoa do que ate argumentos logicos… Falar sobre o momento da morte da esposa, pode muito bem ter impactado e dito muito mais ao general sobre o momento que a humanidade estava passando, fazendo-o parar para refletir melhor aquele momento, do que qualquer discussao estritamente militar sobre vida-e-morte, atacar ou nao atacar…

        Sao possibilidades reais, que talvez so quem ja passou pela perda de alguem que amava demais é capaz de entender com melhor clareza… Esse ponto do filme nao é logica, e sim de emocao.

    • Rubens - 7 Comentários

      Nao entendi de onde voce tirou essa premissa “a)”… Nao fica claro em nenhum momento do filme que “voce *NAO* pode/deve usar informacao do futuro nao imediato para alterar o futuro imediato”… Isso me parece ser por uma escolha dos aliens, e nao porque “nao pode”… Do mesmo modo que as autoridades/militares americanos nao querem atacar os aliens (nao porque “nao pode”, mas por uma escolha, ainda que baseada no medo do tamanho da retaliacao).

      [nota: antes que alguem argumente que os aliens foram atacados, no filme fica claro que se tratou da acao isolada de alguns soldados que estavam “assistindo televisao demais”, nao existiu uma ordem superior para que aquele explosivo fosse colocado na nave…]

      • Jefferson - 6.606 Comentários

        Eu demonstro a validade da premissa com meus exemplos. Se a premissa é falsa, como você argumenta, e os aliens tem “free will” e assim podem escolher seu destino, as atitudes dos aliens não fazem sentido para a trama. Para as atitudes fazerem sentido para a trama, minha premissa precisa ser verdadeira.

        Na vida real você pode ter toda sorte de personagens agindo irracionalmente, mas em uma obra de ficção tudo tem que fazer sentido para a trama. Se o comportamento faz sentido do ponto de vista dos aliens, isso tem que ser explicado em algum lugar da trama. Dizer “isso foi uma escolha do personagem” sem que isso esteja na trama é “hand waving”.

        Imagine uma batalha entre humanos e aliens. No clímax, quando tudo parece perdido para os humanos, de repente os aliens se rendem. Aí os humanos comemoram mas ninguém explica porque os aliens se renderam e o filme termina sem essa explicação.

        Dá para dizer que do ponto de vista dos aliens a batalha estava perdida? Não, porque não foi explicado no filme.

        • Jefferson - 6.606 Comentários

          Oops, minha última frase saiu incompleta. O correto é isto:

          Dá para dizer que não há nenhum problema com o filme porque do ponto de vista dos aliens a batalha estava perdida? Não, porque não foi explicado no filme.

        • Rubens - 7 Comentários

          Bom, neste caso filmes como 2001 (e isso apenas para ficar no terreno sci-fi) devem ser uma completa bleosta em sua opiniao, ja que em suas premissas, filme que nao é bem explicadinho e bem mastigadinho, inclusive nos detalhes que nem importam, assim como filmes que preferem deixar alguma coisa para o proprio espectador imaginar e depois discutir, nao prestam…

          Voce nao quer um filme para pensar, quer filmes que pensem por voce (e entreguem um resultado todo mastigado)… (bom, pelo menos voce afirmou que nao gosta quando o roteiro nao explica um detalhezinho).

          Nao vou dizer que eu gosto de finais totalmente abertos (o de Arrived nao é), nisso nós dois concordamos… Mas IMHO Arrived explicou ate demais, o diretor optou por mastigar mais do que o necessario para minimamente fazer o espectador entender o filme… Tá de bom tamanho.

          • Jefferson - 6.606 Comentários

            Rubens, usar argumentos especulativos a respeito do filme já estava bastante ruim. Agora você está especulando a meu respeito

            Seus próximos comentários serão rejeitados.

            • Jefferson - 6.606 Comentários

              Novamente engoli parte do texto. A primeira frase deveria ter saído assim:

              …usar argumentos especulativos para afirmar que estou errado a respeito do filme já estava bastante ruim.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Rubens, não perca seu tempo. Todos os seus comentários estão sendo deletados automaticamente pelo sistema e mesmo que você passe pelo filtro, deletarei o comentário sem lê-lo.

Clique para comentar
(Prefira clicar em "Responder" se estiver comentando um comentário)

Deixe um comentário

Você pode usar estas tags HTML

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code class="" title="" data-url=""> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong> <pre class="" title="" data-url=""> <span class="" title="" data-url="">

  

  

  

:) :( ;) O_o B) :lol: :huh: :S :D :-P 8-O :yahoo: :rtfm: :dashhead1: :clapping: more »

Batman versus Superman é uma bagunça.

São tantos os problemas com o filme que dá para rodar um documentário apenas sobre o estado de espírito que leva roteirista e diretor a produzir uma bagunça dessas tendo 250 milhões de dólares de orçamento. Desta vez eu estou do lado da crítica. O filme é muito fraco. Falhas no roteiro e na direção, pieguice, merchandising óbvio demais… Tinha muita coisa me distraindo para eu conseguir ficar entretido.

E olha que eu não tinha nada contra o diretor Zack Snyder. Gostei de 300, Watchmen, Man of Steel e até de Sucker Punch!.

Spoilers abundantes a seguir. Estou escrevendo para quem já viu, não pretende ver ou não se importa. Eu assisti apenas à versão Ultimate, que tem três horas de duração, por isso você pode não ter visto partes do que estou reclamando. E vou escrever em formato de lista para ficar mais organizado.

  • Eu não gostei do filme começar com um sonho. A coisa não pode terminar bem se nos primeiros cinco minutos do filme você está questionando a sanidade do roteiro.
  • Em seguida eu passei os próximos minutos incomodado com a chegada de Bruce Wayne a Metropolis. Como é que você consegue entrar de carro em uma zona densamente povoada, em horário de expediente, que acaba de virar uma zona de guerra? Normalmente o trânsito fica absolutamente caótico (para não dizer completamente travado) numa situação dessas mas as ruas estavam livres. Parecia um passeio de domingo. Eu só entendi a razão disso por ter visto antes o comercial do Jeep Renegade. Criaram uma situação absurda só para promover o carro que Bruce Wayne dirigia (porque merchandising de bat-móvel ou bat-cóptero certamente não paga tão bem).  Depois veio a pieguice extrema: das ruínas do prédio da Wayne Financial que acabou de desabar saem calmamente uma professora com seus estudantes, há o resgate de menininha e de um indivíduo que “só” perdeu as pernas.
  • 18 meses depois, ninguém se preocupou em determinar que a zona de destroços ao redor de uma das World Machines no Oceano Índico deveria ser uma zona de exclusão. Você vê placas de “Warning” ao redor da máquina e dois grandes navios ao longe, mas o fato do raso não estar patrulhado e dois nativos em um bote com motor de popa poderem remover um destroço com um mergulho sem equipamento é ridículo. Seria muito mais digna de crédito uma equipe patrocinada por Luthor de mergulho em profundidade chegando ao local furtivamente em um mini-submarino com uma tecnologia “stealth” que parecesse uma baleia para qualquer sonar que por acaso o captasse.bvs_oceano_ryan.com.br
  • Eu não notei na primeira passada, mas aparentemente até o momento em que um refrigerante é passado para a mão de Jimmy Olsen é merchadising da versão africana da Coca Cola.
  • Sim, Jimmy Olsen estava no filme e morreu nos 15 primeiros minutos. Eu não dei muita bola para isso (e olha que dei mais importância que todos os outros personagens do filme juntos), mas o roteirista certamente ou é muito corajoso ou escreve cheirando alguma coisa forte!
  • Sabe aquela cena com a senadora na mansão de Lex? Em vez dela manter uma distância segura e respeitosa (inclusive para sua posição como senadora e líder de comissão) ela chegou tão perto que houve um momento em que achei que iam se beijar! E por falar nisso, Holly Hunter está uma coroa muito jeitosa…
  • Não é explicado no filme como eles mostram a um senador que tinham acesso ao corpo do general Zod antes de ter pedido permissão ao mesmo senador para ter acesso ao corpo do general Zod.
  • A propósito, o vozeirão do cientista nessa cena é desconcertante. Parece que o filme começou a ser narrado ou ligaram a TV.
  • E aquela bala? Então Lex financia um grupo paramilitar que vai dar ajuda a um ditador africano com o intuito de armar uma cilada para o Superman e arma esse grupo com projéteis experimentais que não podem ser comprados em lugar algum do mundo e que podem conectá-los a ele? E os mesmos projéteis são usados não em assassinatos especiais, não numa tentativa de ferir o Superman, mas em mortes a esmo? E usadas no local onde você quer incriminar um semideus que tem super-visão e super-audição ao mesmo tempo que enrola o país que tem a maior força militar e serviço de espionagem do planeta? E dá certo?!
  • Toda a estória sobre criminosos marcados com a marca do Batman serem marcados para morrer na prisão (!?) não faz sentido e o fato dos repórteres não notarem que não faz sentido e fazerem coro de que com isso Batman está fazendo o papel de “juiz, júri e executor” faz menos sentido ainda!
  • O que Batman tem contra Superman já é questionável, mas o que Superman tem contra Batman é pura idiotice de estória em quadrinhos ruim. Então o traficante de seres humanos que Batman mandou para a prisão foi morto lá. Quem se importa além da esposa do bandido e o Superman? Mais tarde Superman intervém na caçada de Batman para avisar que está de olho nele e deixa os bandidos que Batman está caçando, armados com metralhadoras de alto calibre e lança-foguetes, irem embora? Lex Luthor mandou junto com as cartas anônimas pó de kriptonita para o Superman cheirar?
  • É desconcertante ver uma produção multimilionária usar tradução automática para gerar o texto no caixote que sai do barco “White Portuguese”.  Em vez de “ESTE LADO PARA CIMA” está escrito “ESTE LADO ATÉ”, uma tradução ridícula (até o Google Translator sabe o certo!) para o português de “THIS SIDE UP”.  No mesmo filme em que portugueses não sabem português em Metropolis, uma pichação em um prédio abandonado de Gotham diz em latim correto: “Quis Custodiet Ipsos Custodes?“, que tem tudo a ver com o filme. Por essa e outras razões é frustrante ver como a direção deixou escapar raspando a chance de fazer um filme impecável.

 

bvs_estelado_ryan.com.br

 

bvs_latin_ryan.com.br

à direita: “Quis Custodiet Ipsos Custodes?” / “Who Watches The Watchmen?” / “Quem vigia os vigilantes?”

 

  • Eu até entendo que o “super escoteiro” seja manipulado por Luthor, mas é inaceitável ver o Batman, retratado nos quadrinhos não como um “super-herói”, mas como o maior detetive do planeta e grande estrategista, tenha caído na manipulação das cartas anônimas de Luthor. Lex é um rival à altura de Batman. Isso é indiscutível. Mas apenas tolos se deixam induzir por cartas anônimas e Bruce Wayne tem os recursos para rastrear quem as envia e, diante da impossibilidade de fazê-lo mesmo com todos os seus recursos, perceber que está lidando com alguém possivelmente muito perigoso. Como é que um pato desses pode formar, participar e pior: liderar a Liga da Justiça? Tiraram do personagem nesse filme as duas únicas capacidades que o tornam valioso para a Liga! Note que o filme mostra uma versão de meia idade do Batman, depois de perder a Mansão Wayne e da morte de Robin. Os erros que o personagem podia cometer por inexperiência estão enterrados em algum lugar no passado. Ou pelo menos, deveriam.
  • A coreografia da luta entre Batman e os soldados de Superman é simplesmente ridícula. Dói nos meus olhos ver algo assim em  uma superprodução. Mas vou dar um desconto por ter sido um sonho. Se bem que um sonho deveria ser ainda mais phodástico que a realidade…
  • Pelo menos a coreografia de luta no armazém foi menos idiota.
  • Eu espero sinceramente que o ato de colocar cenas do sonho de um personagem nos trailers do filme seja banido de Hollywood. Como se não bastasse o hábito já generalizado de modificar o contexto no trailer de forma a fazer o filme parecer mais interessante do que é, agora pode colocar sonhos? O céu é o limite para trapacear com a audiência então.
  • O que fez Batman concluir que aquela foto é da “misteriosa ladra”? 100 anos atrás, poderia muito bem ser sua avó. Talvez seja minha dificuldade para distinguir rostos, mas acho que ela mal se parece com a pessoa da foto.
  • Cara, como eu acho irritantes esses gestos de encarar o oponente primeiro de cabeça baixa e depois levantá-la lentamente…
  • E Lois que precisa que o Planeta Diário publique uma manchete para alertar o Superman sobre o plano de Luthor? Ok, eu imagino que não haja espaço para esconder um telefone debaixo daquela capa, mas como publicar uma manchete em um jornal vai ser mais rápido do que tentar falar diretamente com o próprio namorado?
  • Toda a idéia de que alguém como Superman poderia ser cúmplice da explosão no capitólio, mesmo após determinar que a explosão havia sido causada por um indivíduo que o odiava (embora isso não seja realmente necessário) requer uma estupidez criminosa, indigna de alguém em posição de autoridade. O que me lembra o governo astronomicamente estúpido de “Transformers: Dark of the Moon“. E, claro, depende de uma imprensa astronomicamente estúpida com a que acusa Batman.
  • A cena do combate com Batman começou bem, com Superman tentando explicar que eles estavam sendo manipulados, mas só bastou um golpe de Batman para Superman perder as estribeiras e ficar mudo? Eu só tive uma dúzia de aulas de kung fu mas fui capaz de aprender com meu professor que você não aprende a lutar para ganhar a briga, mas para ter a confiança necessária para dificilmente entrar em uma (e esse é um tema de Man of Steel). Como um ser tão poderoso, adulto, criado por pessoas que tem a cabeça no lugar, perde o controle da situação tão fácil? A razão original para o combate entre Batman e Superman como escrito por Frank Miller em O Cavaleiro das Trevas não é genial (o super lacaio recebe ordens do presidente dos EUA para conter Batman, porque seu sucesso está sendo um embaraço para o governo federal) mas é muito mais verossímil. Por outro lado, esse comportamento imaturo faz Batman e até Luthor terem razão ao vê-lo como uma ameaça. Se a intenção do filme era retratar Superman assim, então o diretor acertou.
  • E que estória é essa do Superman chamar Batman de “Bruce” e Luthor de “Lex”? De onde veio essa intimidade no filme?
  • “Salve Martha?” Superman chama a mãe de “Martha”? Isso provavelmente tem laços com a intimidade estranha de “Bruce” e “Lex” e deve fazer sentido na cabeça de algum dos roteiristas, mas não na minha.
  • A idéia idiota de que Batman teria mas chances de salvar Martha Kent do que Superman, ou os dois juntos, quase me fez dar pausa e ir me ocupar com algo mais inteligente.
  • Eu ainda não estou bem certo de que a idéia de atrair o Apocalipse de uma ilha certamente desabitada de Metropolis para uma área supostamente desabitada de Gotham e torcer para estar vivo até o momento de achar a lança de kriptonita em vez de ir a Gotham primeiro pegar a arma e traçar um plano, tenha sido uma idéia digna de um estrategista como Batman. E se não fosse a chegada inesperada da Mulher Maravilha ele realmente teria virado churrasquinho.
  • Batman diz que o porto está abandonado segundos depois de vermos os silos explodirem como se estivessem cheios de combustível. Como se explica abandonar combustível (erro 1) em um tanque que não tem manutenção (erro monumental 2)?

Se o filme tivesse sido dividido em duas partes e a segunda tivesse começado na luta com Apocalipse, eu poderia ter gostado da segunda.

 

 

 

 

3 comentários
  • Saulo Benigno - 279 Comentários

    E o pior é que você assistiu a versão Ultimate. A versão que todo mundo está falando que é a melhor, que é como deveria ser visto.

    Imagina você vendo a versão de cinema…. :P

    Filme horrendo.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Eu geralmente sempre busco a versão mais longa por acreditar que é melhor. Mas no caso de BvS, quando eu terminei de relacionar os problemas fiquei imaginando se uma versão mais curta teria me incomodado menos!

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Como Diane lane tem apenas 52 anos, este provavelmente seria um motivo muito mais razoável para o Superman procurar briga com o Batman:

Clique para comentar
(Prefira clicar em "Responder" se estiver comentando um comentário)

Deixe um comentário

Você pode usar estas tags HTML

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code class="" title="" data-url=""> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong> <pre class="" title="" data-url=""> <span class="" title="" data-url="">

  

  

  

:) :( ;) O_o B) :lol: :huh: :S :D :-P 8-O :yahoo: :rtfm: :dashhead1: :clapping: more »

Star Wars: The Force Awakens é chato, bobo e cansativo.

Sim, eu sei que o filme faturou 1 bilhão de dólares em 12 dias, mas minha opinião não se baseia na da maioria. O filme tem alguns bons momentos mas no geral é raso, repetitivo e tem clichês demais. E olha que eu geralmente não me importo com clichês!

Se fosse um reboot eu até aceitaria a grande repetição de idéias no roteiro, mas numa continuação? É tão difícil assim ter idéias novas nesse universo? Para mim o filme começa ruim e termina ruim.

 

Ahhh… e com exceção de chewbacca e c3po, todo o elenco original (Solo, Skywalker, Lea…) parecia estar sendo forçado a estar ali. Que atuação tediosa!

E aquela amizade em tempo recorde entre Finn e Poe? Só eu achei exagerada?

 

3 comentários
  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Eu gostei (muito), tanto que já vi duas vezes no cinema, e ainda não fiquei satisfeito, quero ver mais. Eu só fiz isto uma única vez na minha vida, nem me lembro mais com que filme e mesmo assim foi só apenas uma única vez, já tenho muitas décadas que eu assisto muito cinema e é raríssimo eu repetir um filme no cinema (mas em casa é diferente), para você ver o quanto eu gostei. Eu achei que eles conseguiram realmente dar uma continuação a altura (mas eu sou fanático e a minha avaliação é meio tendenciosa). Ainda fico arrepiado em ver o trailer.

    É bem provável que eu acabe vendo uma terceira vez no cinema.

    Eu sou cinéfilo, e vou ao cinema no mínimo uma vez por semana. Para você ver o quanto eu gostei do filme.

    • Alexandre Custódio - 5 Comentários

      Eu gostei (muito), tanto que já vi duas vezes no cinema.
      Engraçado que já vi fanáticos por Star Wars dizerem que o filme é uma m…, pra você ver como paixão e fanatismo não necessariamente conduzem à mesma opinião.

      Problema são os que não podem encontrar uma opinião contrária que já saem em “guerra”.

Clique para comentar
(Prefira clicar em "Responder" se estiver comentando um comentário)

Deixe um comentário

Você pode usar estas tags HTML

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code class="" title="" data-url=""> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong> <pre class="" title="" data-url=""> <span class="" title="" data-url="">

  

  

  

:) :( ;) O_o B) :lol: :huh: :S :D :-P 8-O :yahoo: :rtfm: :dashhead1: :clapping: more »

Filmes: Interestellar não foi o que eu esperava

É bom começar dizendo que, como assisti no cinema e apenas uma vez, não tive oportunidade de dar pausa e muito menos rewind para tentar entender algo que não ficou claro. Mas se eu for esperar para ter essa oportunidade vocês já terão desistido do meu blog, então vai assim mesmo. Nos comentários vocês me corrigem.

Resumo: O filme tem grandes visuais mas é maçante, raso e com um roteiro esburacado. Tire toda a curiosidade de checar a ciência envolvida e não sobra nada para se discutir sobre o filme. Nem a estória, nem os personagens são desenvolvidos o bastante para render uma boa conversa sobre o estado atual da humanidade ou seu destino. Nem mesmo sobre o destino dos personagens. Contato, de 1997, é muito mais empolgante e profundo que Interestelar.

Aviso: estou escrevendo o texto para discutir com quem já assistiu ao filme. Spoilers em abundância adiante.

O tema central do filme é a fome, que é tanta que a NASA foi encarregada de bombardear cidades do espaço para, aparentemente, reduzir o número de bocas. Mas parece que a descoberta da equação para controlar a gravidade matou a fome do povo, porque no final do filme está quase todo mundo vivendo em uma estação espacial gigante na vizinhança do buraco de minhoca sem nenhuma menção a terem passado (ou desejarem passar) para colonizar os planetas do outro lado.

Acho que na época do filme até a Wikipedia foi reescrita, porque o significado da lei de Murphy é exatamente o que Murph pensa e não o que Cooper diz. Durante o filme eu reagi com um “WTF!?” mas tive que esperar até terminar para conferir na internet se minha memória não estava me pregando uma peça. Depois desse filme vamos ter legiões de zumbis enchendo o saco com essa definição bizarra;

Se entendi direito, Murph passou dois anos em sono criogênico para supostamente ver o pai. E em menos de cinco minutos o dispensa e ainda o manda de volta para o espaço?

Como é que Murph conhecia toda a estória da viagem do pai antes mesmo de vê-lo? É claro que isso pode ter sido explicado a ela de outra forma, mas da forma que foi explicado ao espectador parece um buraco na trama.

Naquele ponto Cooper era uma lenda viva e mesmo assim quando ele acorda a tarefa de explicar a ele o ocorrido fica por conta do médico que o atendeu?

Eu admito que a Anne Hattaway é um espetáculo e eu brigaria pelo lugar na fila por uma oportunidade de povoar um planeta com a ajuda dela, mas como é mesmo que ela sozinha vai dar conta do plano B inteiro? No início do filme falam em “barrigaS de aluguel” mas mandam todas as centenas de óvulos para o espaço e uma barriga só.

Como é que algo tão absurdamente complicado que nenhum cientista da terra conseguiu resolver, pôde ser passado em forma binária e visualizando o movimento dos ponteiros de um relógio? Por quantas semanas Murph precisou olhar para o relógio sem comer, dormir ou mesmo piscar para conseguir anotar tudo, sem nenhum erro?

Cooper era engenheiro e piloto. Não um físico ou, mais difícil ainda, um astrofísico. Como é que ele conseguia sozinho fazer todos os cálculos de cabeça necessários para fazer as manobras que fez? Dá até para argumentar que foram os robôs que fizeram as idéias dele dar certo, mas é preciso conhecer muita astrofísica para ter idéias daquele tipo que tem ao menos uma remota chance de dar certo.

Planetas capazes de sustentar vida tão perto de um buraco negro? (o amigo José Carneiro me chamou a atenção para isso). E de quem foi a idéia brilhante de considerá-los viáveis? Vamos esquecer todo o problema temporal que tornaria qualquer trânsito para fora do planeta inviável e pensar apenas no óbvio: quem vai querer sair de um planeta morrendo para um que está à beira de um abismo?

Se eles tinham combustível o bastante para visitar pelo menos três planetas, não seria mais sensato deixar o planeta da anomalia temporal para visitar por último? Afinal, eles poderiam passar anos visitando os outros planetas e teriam se passado apenas minutos no planeta da anomalia (não perderiam nada) enquanto que por outro lado, os anos que eles perderiam por passar alguns minutos dentro da anomalia poderiam comprometer os resultados da visita aos outros planetas. Por exemplo, Edmund não poderia estar vivo se o planeta dele tivesse sido visitado logo (não ficou clara para mim a circunstância de sua morte)? Edit: Edmund provavelmente já estava morto quando a expedição começou. Esqueci que Brand havia dito que o sinal de Edmund tinha parado de repente. E lembrando isso, percebo que o final mostra que Edmund foi soterrado num deslizamento de terra. Mas isso não muda minha objeção.

Romilly estava muito “são” para alguém que passou 23 anos sozinho, mesmo tendo dormido boa parte do tempo. Eu acharia mais convincente se ele estivesse mais “lelé da cuca” que o tripulante da MIR em Armageddon;

Eu sei que estar “perto” de um buraco negro é muito relativo e quando assisti eu considerei que o perto era suficientemente longe para a gravidade não fazer diferença. Mas em casa “a ficha caiu”… se ele está perto o suficiente para uma hora no planeta equivaler a sete anos fora dele então deve estar perto o suficiente para nem dever existir um planeta ali;

Por quê, em nome de Asimov, um robô que nem tem mãos precisa materializar um arremedo de mão para segurar um joystick para controlar uma atracagem?  Um plug na interface certa e ele não teria todo o controle necessário? Ou a nave não é “fly by wire” e o danado do joystick está efetivamente conectado por cabos a um sistema totalmente mecânico de controle?

Em um filme que supostamente tenta levar ciência a sério, ver alguém sobreviver  à entrada em um buraco negro é… bizarro… O script tenta cobrir isso dizendo que aquele buraco negro é um tipo “suave” (não lembro o termo usado) mas isso poderia até explicar a nave não se desintegrar mas não um humano sobreviver. A razão para isso é simples e não é preciso entender Relatividade (eu não entendo): quando a gravidade é tão imensa, cada parte do seu corpo está sujeita a uma força de intensidade diferente. A parte do seu corpo mais próxima do buraco negro vai ser puxada com muitíssimo mais intensidade que a parte mais distante. O resultado é desintegração total. Poderia ser possível compensar isso fazendo a entrada a altíssima velocidade, mas supondo que isso fosse possível, seus órgãos também não suportariam. Você chegaria inteiro, mas morto.

Achar um objeto perdido no espaço do tamanho de um astronauta quando você está procurando por ele já não é mole, não. Mas quando Cooper aparece depois de décadas perto de Saturno é praticamente na rota para pegar um taxi. Ainda se tivessem dito que que ele apareceu num flash cegante de luz que chamou a atenção da estação espacial, mas nãoooo: “você teve muita sorte que um ranger estava passando no momento”;

O filme teria sido bem melhor se tivessem seguido a linha de Contato e “eles” fossem uma raça completamente distinta. O paradoxo criado por “eles” sermos “nós” eu poderia até perdoar num filme mais “vivo”, como Terminator 2; mas em Interestelar o paradoxo em vez de um detalhe intrigante se torna um WTF irritante.

E para não perder nenhuma oportunidade de ser chato:

  • O filme é leeento demais;
  • Deveriam ter colocado uma voz mais “robotizada” nos robôs. Mais de uma vez eu me confundi achando que era um dos tripulantes falando;
  • Colocar uma atriz tão parecida com Anne Hattaway para fazer o papel de filha de Cooper tem algum propósito para o filme que eu não entendi? Perdi muito tempo distraído com a possível razão para Murph parecer com a Dra Brand.
11 comentários
  • Saulo Benigno - 279 Comentários

    Viu no Imax? :)

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Sim, mas não fiquei impressionado :(

      É muito melhor que esses cineminhas chinfrim que temos hoje (os cinemas de antigamente tinham som melhor), mas eu estou acostumado a assistir em casa apenas em surround 5.1 DTS com o monitor de 22″ a palmos de distância. Então eu já tenho a sensação de tela gigante (uma tela de 22″ a três palmos dá a sensação de ser maior que a IMAX na fileira K) e um som muito bom. Só não tive “force feedback”, mas este também não me impressionou.

      • Saulo Benigno - 279 Comentários

        Poxa Jefferson, que pena.

        Mas comparar um monitor de 22 polegadas para uma tela que se compara a um edifício de uns 3 andares… é um complicado e um pouco engraçado :P

        Entendo a distância, etc… mas é diferente, um bocadinho.

        Pena, eu sei que cinema agora só se for IMAX e fileira G/H, para pagar tem que ser algo bem gasto :)

        • Jefferson - 6.606 Comentários

          Mas comparar um monitor de 22 polegadas para uma tela que se compara a um edifício de uns 3 andares… é um complicado e um pouco engraçado :P

          Se estivermos falando de obra de engenharia e eletrônica de projeção, realmente é uma comparação absurda. Projetar uma imagem daquele tamanho com aquela nitidez não é fácil.

          Mas se estivermos falando de experiência visual, a comparação é perfeitamente válida. O monitor de 22″ na distância correta gera uma imagem do mesmo tamanho e de qualidade superior ao edifício de 3 andares do IMAX. Não há como uma projeção bater um monitor LCD em contraste. E você não precisa se preocupar com o assento, porque coloca a tela exatamente na sua frente, perfeitamente alinhada.

          Cinema vale a pena pela experiência social. Pela experiência audiovisual, nem tanto.

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    O filme tem muitos furos, mas eu gostei mesmo assim.

    É uma pena não ter IMAX em Salvador.

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Um dos grandes furos na ciência no filme Interestrelar, é na lei da gravitação universal, pois um planeta cuja orbita é tão próxima de um buraco negro (uma hora nele equivale a 7 anos é ser realmente muito próximo) teria a sempre uma das suas faces voltada para o buraco negro (movimento de rotação sincronizado com o de translação orbital). E não precisa ser um astrofísico para perceber isto, pois temos exemplos bem próximo disso, a lua e o planeta Mércurio, cujas faces são sempre voltadas para a Terra e para o Sol respectivamente. Este fenômeno acontece por conta da atração gravitacional e efeito mare que é muito mais intenso se o planeta (ou lua) estiver próximo do corpo celeste que orbita (acontece uma transferência da energia cinética rotacional do planeta, e também uma aceleração no movimento de translação, para o aquecimento provocado pelo efeito de maré). Esta situação faria que um dos lados fosse tremendamente quente e o outro extremamente frio, além disso existiria um terrível e permanente furação na zona de transição, inviabilizando a vida no planeta.

    Mas eu ainda continuo gostando muito filme e provavelmente assistirei mais vezes quando sair uma versão na Internet (por torrent). Se eu fosse tão radical nisso eu certamente não gostaria tanto de Star Wars (os 6 episódios) e Star Trek.

  • Jesusleno - 18 Comentários

    Também gostei bastante, mas os furos realmente chegam a ser irritantes, já que fizeram toda uma propaganda em cima do filme por se tratar de uma produção com consultoria de cientistas renomados deveria ser menos perceptível algumas brechas, eu mesmo fiquei bastante intrigado com o fato do Cooper não só ter entrado e ainda sobrevivido ao buraco negro, mas ainda ter encontrado uma biblioteca gigante que o ligava com o passado e esse passado ainda ser exatamente o dele. E alguém tem alguma teoria de como ele escapou do buraco negro e foi parar na órbita de Saturno?? O final também me deixou pensativo: se ele pegou a nave para ir até o planeta da Brand, quando ele chegar lá não ia estar mais velho (ou ela), já que toda manobra (viagem) que eles faziam passavam-se anos?!

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Não lembro muito do filme, mas me parece que a maior parte da viagem era da Terra a Saturno. Tendo atravessado o wormhole os planetas estavam relativamente próximos. De fato o planeta para onde foi Brand era o mais distante de todos, mas acredito que essa viagem (no filme) leve meses e não anos.

      Tendo dito isso eu levanto outra questão: a nave que Cooper pegou não parecia grande o bastante para uma viagem de sequer alguns dias, certo?

      • Jesusleno - 18 Comentários

        E quanto ao buraco negro e a biblioteca gigante, alguma teoria?
        E como ele voltou para a órbita de Saturno após magicamente sair do buraco negro?!

        • Jefferson - 6.606 Comentários

          Eu ignoro isso aí porque entra na mesma mágica que permitiu a criação do wormhole. Isto é: qualquer civilização suficientemente avançada para criar um wormhole onde quiser, apontando para onde quiser, está magicamente autorizada a fazer qualquer outra coisa relacionada com espaço/tempo ;)

          Mas no resto eu cobro que a ciência (no caso específico de Interestelar)esteja correta.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Finalmente posso assistir Interestelar de novo e numa rápida olhada já encontrei algo que entendi errado. Eu havia entendido que a NASA havia sido encarregada de bombardear cidades a partir do espaço, mas o áudio diz claramente (28:16) que a NASA havia sido fechada por se recusar a tomar parte nisso. Eu não sei se a legenda no cinema estava errada e eu não consegui pescar o trecho do áudio ou se derrapei completamente na atenção.

Clique para comentar
(Prefira clicar em "Responder" se estiver comentando um comentário)

Deixe um comentário

Você pode usar estas tags HTML

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code class="" title="" data-url=""> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong> <pre class="" title="" data-url=""> <span class="" title="" data-url="">

  

  

  

:) :( ;) O_o B) :lol: :huh: :S :D :-P 8-O :yahoo: :rtfm: :dashhead1: :clapping: more »