O susto que a Polícia Federal me deu na véspera da minha viagem para a Europa

Não, eu não tive nenhum problema com a Polícia (nenhuma delas) em nenhum momento da viagem, mas como eles emitem o passaporte, eles são parcialmente (eu tive um segundo problema) culpados pelo medo que eu tive de não poder embarcar que começou 24h antes da viagem. Tive uma noite péssima. Lembrem-se de que era minha primeira viagem ao exterior.

Olhem esse pedaço do número do meu passaporte e me digam: Começa com F-zero-zero ou com F-oh-oh?

Se você tiver bastante experiência com a numeração de passaportes provavelmente sabe dizer qual o correto. Se não tiver, a chance é zero.

Ao fazer o check-in online da Condor, 24h antes da viagem, é obrigatório inserir o número do passaporte. Ao abrir o meu eu obviamente fiquei em dúvida e mandei uma mensagem para minha irmã perguntando o que ela achava. Ela me disse que era o mesmo que ela tinha colocado na carta-convite: F-zero-zero. Então eu preenchi assim e concluí o check-in, mas ainda fiquei com uma pulga atrás da orelha, porque o número que aparecia em outro lugar no passaporte, em letras bem menores que eu precisava dos óculos para ler, era diferente.

Aí eu decidi usar o app que lê código de barras no meu celular para ler o código no passaporte e descobri o tamanho do meu erro. O número começa com F-oh-zero.

Dá para acreditar? Como é que usam em um documento importante duas fontes que não diferenciam oh de zero?

Fiquei na maior apreensão, achando que poderia ser impedido de embarcar por isso. Mas no final deu tudo certo e se alguém na companhia aérea ou na Polícia Federal percebeu a discrepância não deu importância.

5 comentários
  • Jefferson - 6.606 Comentários

    O outro susto que levei, que contribuiu para a minha péssima noite, é que meu nome saiu no cartão de embarque como “Jefferson Rya”. Eu fiz uma pesquisa e descobri que teve gente impedida de embarcar por causa de discrepância no nome na reserva. Somente quando pude falar de novo com minha irmã no dia seguinte foi que ela apontou que o nome na reserva estava certo e que é normal o nome aparecer truncado no cartão de embarque.

    O que ela também percebeu mas deixou para me dizer apenas quando eu cheguei a Dublin (foi uma decisão acertada) foi que meu nome estava errado em outra reserva. Se eu tivesse visto isso teria aumentado o meu nível de estresse.

  • joao feijo - 5 Comentários

    Note que no formato por pontos únicos, no O na parte de baixo tem 3 pontos, e no 0 tem dois.
    No formado por pontos múltiplos o O tem mais pontos, sendo mais arredondado.
    As fontes são parecidas mas diferentes.

  • Gilberto - 5 Comentários

    O interior do “oh” é arredondado. Já o do “zero” é meio quadrado.

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A quantidade de brasileiros vivendo em Dublin é espantosa

Nos 25 dias em que estive em Dublin raros, talvez dois ou três, foram os dias em que saí na rua e não pude ouvir alguém falando em português do Brasil. O mais comum são pessoas sozinhas falando com algum familiar ou amigo ao celular, mas também era fácil identificar grupos de brasileiros conversando em lojas. No dia que peguei o ônibus com minha mãe para Howth eu pude identificar, só no primeiro andar do ônibus, quatro grupos diferentes de conversas em português. E olha que não se tratava de um ônibus de viagem: era uma linha regular de ônibus que pegamos na rua no Centro de Dublin.

Um outro dia estávamos voltando para casa conversando e uma reação de um jovem que passou silenciosamente por nós e entrou na propriedade vizinha a algo que foi dito fez minha irmã comentar “acho que ele é brasileiro”. Ele ouviu e respondeu “sou mesmo!”.

Essa inclusive foi uma recomendação que minha irmã fez no primeiro dia de passeio na cidade: “Cuidado com o que vocês dizem. Não falem nada achando que ninguém vai entender porque existe muito brasileiro aqui”.

E se você realmente quiser encontrar com brasileiros em Dublin, basta ir ao bar Dicey’s Garden nos dias e horários onde a taça de cerveja sai por “apenas” 2 euros (10 reais). Em todos os outros bares o preço “normal” é de 6 euros (30 reais), por isso não é de admirar que o Dicey’s atraia tanta gente do Brasil.

E olha que oficialmente os brasileiros (13 mil) perdem feio para os poloneses (122 mil) em número segundo o censo irlandês. Eu suponho que a maioria dos poloneses fale inglês porque raramente consegui distinguir alguma língua “estranha” nos meus passeios. Quase sempre foi inglês ou português brasileiro, com uma pitadinha de francês e português de Portugal. É fácil imaginar que o censo esteja errado mas difícil entender como já que a Irlanda é uma ilha.

Já os motoristas de táxi, a julgar pelos nomes, são em sua maioria de origem árabe.

 

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Dublin também tem pedintes nas ruas, mas é muito diferente daqui

Essa foi uma das primeiras coisas que minha irmã nos explicou durante nossa visita. Sobre os indivíduos, geralmente jovens e bem vestidos, calçando tênis da Nike, que podem abordar você na rua pedindo dinheiro. Ela fez questão de explicar que eles sempre são educados ao fazer isso, o que eu aprendi depois ser provavelmente porque pedir agressivamente é crime na Irlanda, e que usam sapatos Nike por causa de uma doação da empresa.

Ela explicou também que o governo oferece abrigo (todos morreriam no inverno sem esse tipo de ajuda), comida e assistência médica para todos e que eles pedem dinheiro para suportar algum vício (álcool ou drogas). Eu não encontrei informações que confirmem isso, mas o fato da maioria que vi ser jovem e alguns terem uma aparência de que realmente abusaram de alguma substância me dizem que ela não está exagerando.

Drogados ou não, é muito pouco se comparado com qualquer situação brasileira. Uma notícia de 2017 afirma que a qualquer tempo existem até 80 pedintes nas ruas de Dublin. Falam isso como se fosse muito. É a perspectiva deles.

 

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O europeu sabe apreciar o silêncio

Nem que seja por ser obrigado a isso, claro.

Eu não fico o tempo todo pensando no meu breve passeio pela Europa mas na semana passada eu dei uma volta pelo centro de Recife e o contraste ficou evidente não apenas visualmente, mas pelos meus pobres ouvidos.  A poluição sonora aqui é um absurdo. Como se não bastassem (bastasse?) as lojas estabelecidas que colocam um “animador” armado de microfone e amplificador na porta tentando atrair clientes, parece haver uma competição entre os vendedores ambulantes de quem consegue abafar o som do amplificador do outro. E o bizarro é que anunciam um produto ilegal: CDs piratas.

Em Dublin? É raro você sequer ouvir o som de uma buzina. Eu já estava há vários dias na cidade quando me dei conta de que estava “faltando” o som das buzinadas no trânsito. Pelo contrário, no centro de Dublin é muito mais comum ouvir o som de uma gaivota. Imagine estar em horário comercial na capital do seu estado/país, cercado de veículos, a 2km do porto e sem ter sequer o rio à vista e ouvir com maior frequência o som de gaivotas que o de buzinas. É sério: feche os olhos e imagine a sensação.

As fotos acima são da região portuária em Howth, onde fotografar as gaivotas é muito mais fácil. No centro de Dublin você as ouve, mas elas não param para posar para fotos. E vale observar que embora o som das gaivotas seja agradável, elas são conhecidas por roubar comida da sua boca.

É claro que aí também entra o fato de que o rio que corta Dublin, River Liffey, é limpo o bastante para ocorrer nele desde 1920 uma competição anual de natação.

Humanos “fazendo barulho” propositalmente? Somente os artistas de rua. E para isso é necessário ter licença e seguir várias regras. Quando você se depara com um artista de rua em Dublin é geralmente uma experiência agradável.

Até andar de ônibus é mais agradável para a audição do que aqui em Recife. Mesmo os ônibus “novos” daqui produzem uma cacofonia irritante de sons internos que não lembro de ter ouvido em nenhum ônibus em Dublin.

 

2 comentários
  • Paulo - 46 Comentários

    E aqui no país das bananas, quando dizemos que algo de fora é melhor, somos chamados de complexados, que temos “síndrome de vira-latas”. O_o

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Infelizmente em Salvador também é assim! (talvez até pior) Aqui tem uma praga de “bate estaca” em carros de alguns que adoram aparecer com uma “música” de qualidade muito duvidosa! (que escute sua porcaria sozinho, não sou obrigado a ouvir!)

    Eu invejo os europeus, não só os de Dublin, mas os de Portugal e Espanha também! Pensando bem, os europeus tem muito mais séculos de civilização na nossa frente!

    A “nossa” falta de educação é terrível! São por motivos como estes (e muitos outros mais) que eu estou querendo muito emigrar para Portugal quando eu finalmente me aposentar (se o Bolsonaro permitir ????????? Estou tão perto mas não sei se vou chegar lá!).

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Frankfurt-Dublin-Paris – Planejamento e realidade: bagagem

Notas:

  • Antes dessa viagem eu nunca viajara de avião na vida;
  • O viajante experiente provavelmente vai notar onde fui ingênuo com relação à bagagem de cabine bem antes de eu apontar isso. Mas talvez ache interessante ler sobre meus percalços com a bagagem de porão;
  • Eu sempre fiz as contas antes e durante a viagem como se cada euro custasse R$5, apesar de termos comprado por valores entre R$4,75 e R$4,85.

A maldita bagagem foi, certamente, o maior motivo de estresse repetitivo que tive com essa viagem. Conseguindo superar até o planejamento para enfrentar as duas imigrações no caminho de ida. Eu estava estressado com a bagagem um mês antes da viagem de ida e só realmente relaxei cerca de dois dias antes da viagem de volta, quando finalmente o último problema foi resolvido.

Quando você viaja de avião sempre tem direito à chamada “bagagem de cabine” que leva consigo, como o próprio nome diz, na cabine. E às vezes tem direito à “bagagem de porão”, que precisa despachar no balcão de check-in da companhia aérea. Parte do problema é que não existe uma padronização, com cada companhia aérea tendo suas regras. E nós íamos fazer uma viagem com conexões tanto na ida quanto na volta ficando assim à mercê das disparidades entre três companhias.

Viagem Recife-Dublin: Condor e Aer Lingus

As regras da Condor estabelecem que cada passageiro da classe econômica pode levar na cabine uma mala de até 6kg e 55 x 40 x 20 e um “objeto pessoal”, como um notebook, de tamanho e peso indefinidos. Para a bagagem de porão cada passageiro, saindo do Brasil e independente da classe, pode levar duas malas de 32kg. Se eu estivesse indo apenas para Frankfurt isso estaria excelente, mas eu precisava pegar depois o vôo da Aer Lingus para Dublin;

As regras da Aer Lingus eram: na cabine uma mala de até 10kg e 55 x 40 x 24 e mais um objeto pessoal como um notebook com no máximo 25 x 33 x 20. E nenhuma bagagem de porão.

Eu precisei colocar em uma tabela para poder chegar a uma conclusão:

Mala – Dimensões Mala – Peso Item pessoal – Dimensões Item Pessoal – Peso
Aer Lingus 55x40x24 10kg 25x33x20 Indefinido
Condor 55x40x20 6kg Indefinido Indefinido

Os itens em vermelho determinavam o menor denominador comum. Mas eu pude “trapacear” um pouco. Já que na Condor tínhamos franquia de bagagem de porão eu considerei o limite como sendo de 10kg e fui ao aeroporto pronto para despachar até Frankfurt as malas que tivessem mais que 6kg e levá-las na cabine no vôo da Aer Lingus.

Mas não era tão “simples”.

O primeiro e mais óbvio problema era o peso das próprias malas. Uma das malas que tínhamos, daquele modelo de plástico com rodízios que você não precisa fazer esforço para conduzir, pesava vazia 2,8kg. A outra, vagabundinha, quase toda de tecido, pesava 1.5kg.  Nessa diferença de 1.3kg dava para levar mais duas calças jeans! Compramos outra mala de tecido, um pouco menor que a primeira mas como os mesmos 1.5kg.

Nossas malas de cabine, que identifiquei em casa com símbolos da Irlanda para não ter jeito de pegar as malas erradas na esteira, se fossem despachadas.

O que eu só descobri quando começamos a realmente preparar as malas, 30 dias antes da viagem (ainda bem), é que é praticamente inviável enfiar 8.5kg de roupas em uma mala leve de 55x40x20 e fica mais difícil ainda quando você comprou uma mala menor. Depois de quebrar muito a cabeça com isso decidi trapacear, saindo de casa já vestido com os casacos mais pesados (até dois deles), mais um enrolado na cintura e todos os celulares e a câmera nos bolsos do jeans.

Viagem Dublin-Recife: Aer Lingus e TAP

Eu precisava me submeter novamente às regras da Aer Lingus mas a TAP adicionava complicadores, com as regras mais confusas entre as três:

É possível ler a exceção da TAP para o Brasil de duas maneiras:

  • Que eu podia levar uma peça de bagagem e somente uma peça de bagagem (nada de “item pessoal”) com até 10kg;
  • Que eu podia levar uma peça de bagagem de 10kg e o item pessoal de até 2kg. Total de 12kg

A nova tabela:

Mala – Dimensões Mala – Peso Item pessoal – Dimensões Item Pessoal – Peso
Aer Lingus 55x40x24 10kg 25x33x20 Indefinido
Condor 55x40x20 6kg Indefinido Indefinido
TAP 55x40x20 8-10kg Indefinido 2kg

De um jeito ou de outro essas eram as regras mais problemáticas. Nenhuma das outras duas companhias aéreas determinava o peso do item pessoal e 2kg é muito pouco. Sabe quantos notebooks eu conheço que pesam 2kg ou menos? Talvez o macbook air. E certamente nenhum dos notebooks que eu possuo, principalmente quando adicionamos o peso da fonte com o cabo. Caramba: o peso de uma bolsa/mochila apropriada para transportar um notebook com segurança já passa fácil de meio quilo. Eu tive que ligar para o suporte da TAP (e gravei a ligação) para conseguir a confirmação de que eram 12kg no total. Mas o funcionário que me atendeu não me passou muita confiança de que eu não teria problemas com isso. Por conta disso eu resolvi levar comigo um notebook que não fosse me fazer falta, já pronto para ser deixado de presente para minha irmã em Dublin. E acabei deixando mesmo.

Mas sabe, no final das contas, que importância tinha toda essa minha preocupação com bagagem de cabine?

Absolutamente nenhuma!

O primeiro indício foi no check-in da Condor. Despachamos a mala de minha mãe que estava com 8,5kg, mas quando eu perguntei se podia levar para a cabine minha mala que tinha 7kg (o limite da Condor é 6kg) a funcionária disse que eu podia. E me deu uma etiqueta da companhia para colar na bagagem que dizia que esta estava dentro dos limites permitidos. O que mais tarde eu concluí que é “apenas teatro”.

Possivelmente por causa do check-in online, ninguém na porta do avião verifica essa etiqueta.

Dentro do avião fiquei espantado ao ver uma moça literalmente espancando uma mochila de viagem tão grande que não conseguia entrar nos armários suspensos, até desistir e levar para o assento. Aquela mochila claramente desrespeitava os limites da Condor e claramente era um problema para acomodar na cabine, mas ninguém pareceu se importar. A verdade é que apesar de existirem dois pontos em que a companhia aérea verifica seu cartão de embarque e poderia também verificar sua bagagem, mesmo quando você faz check-in online: o gate e a porta do avião, ninguém parece estar preocupado com isso e desde que você não tente passar com algo de tamanho absurdo, que claramente não vai poder ser acomodado nem nos armários nem aos seus pés no assento (e o exemplo da moça com sua mochila me faz duvidar até disso), você pode levar para a cabine do avião uma bagagem com qualquer peso que você possa carregar. Nessa viagem eu embarquei no total em sete aviões e em nenhum momento apareceu alguém com um gabarito na fila de embarque para ver se a bagagem tinha as dimensões permitidas e muito menos com uma balança. Isso pode acontecer, entretanto. Eu não estou recomendando que você ignore completamente as regras, porque você pode ser apanhado em um dia de azar.

Mais que isso: a realidade é tão bagunçada que parece até ser possível trapacear algumas companhias aéreas para também não pagar por bagagem de porão, desde que seja no máximo do peso oficialmente permitido para a bagagem de cabine.

Na Aer Lingus, por exemplo, você sempre pode ir ao balcão de check-in despachar sua bagagem de cabine para o porão, mesmo sem ter direito a bagagem de porão.  Eu só descobri isso quando uma senhora irlandesa, me vendo todo enrolado com as malas lá em Frankfurt, me disse que eu poderia ter despachado. Faz sentido, porque afinal não faz nenhuma diferença para a companhia aérea com relação ao peso e é até vantajoso para a mesma quando o vôo está lotado, porque comumente não há espaço nos armários se cada passageiro embarcar com seu limite.

Mas aí você em teoria pode chegar ao balcão com um conjunto de bagagens de cabine para despachar e depois se dirigir ao portão de embarque com mais um! Com o advento do check-in online qualquer pessoa pode ir direto para o portão de embarque, daí aquela etiqueta que eles prendem na sua bagagem de mão para dizer que esta está dentro das regras não é algo que o pessoal do portão de embarque vá exigir.

Eu não testei isso, é claro, mas você pode ser apanhado se ao fazer o despacho a companhia colocar uma observação no seu bilhete informando que a sua bagagem de cabine foi despachada, porque no gate algumas companhias, como a própria Aer Lingus, passam o seu cartão de embarque em um leitor. Eles não se limitam a ler o que está escrito e deixar você passar. Você também pode ser apanhado se o vôo estiver lotado e no portão de embarque solicitarem que sua bagagem de cabine seja enviada para o porão (o que aconteceu no vôo de volta pela TAP), o que é um pouco mais difícil porque se você disser que existem objetos de valor na bagagem em teoria as regras das próprias companhias o proíbem de despachá-la.

 

A bagagem de porão

Nesse item a TAP foi responsável por muito estresse e noites mal dormidas. Resolvemos pagar extra por uma bagagem de porão na volta, porque nenhuma de nossas passagens dava direito a uma e gostamos do preço e da qualidade das roupas em Dublin. Para o vôo da Aer Lingus de Dublin para Frankfurt tivemos que pagar 45 euros extras e isso pôde ser feito facilmente (a lógica me diz que pagar deveria ser sempre fácil) mas no vôo da TAP de Frankfurt para Recife as coisas foram beeeem mais complicadas.

Primeiro eu tive que passar pela descrença da minha irmã, que não acreditava que nossas passagens (que ela comprou) não dessem direito a bagagem de porão. Eu vinha avisando-a disso desde antes de sair de Recife, porque estava escrito nas reservas e não via sentido em não termos bagagem de porão na volta (quem passa 30 dias no exterior e não traz nada?) mas minha irmã, sendo minha irmã, me ignorava.  Somente 10 dias antes da volta eu consegui convencê-la de que ela precisava pagar pela bagagem (era o cartão de crédito dela, mas não o dinheiro dela).  O motivo da descrença é que as regras mudaram em setembro de 2017, bem depois do seu último vôo intercontinental. Até essa data todo bilhete da TAP dava direito a uma peça de bagagem de porão, mas depois disso as passagens da tarifa “discount” não davam mais.

O custo de uma peça de até 23kg em um vôo intercontinental da TAP era de 70 euros se contratado até 36 horas antes do vôo e 85 euros se deixássemos para fazer isso após a abertura do check-in online. Isso somado ao custo na Aer Lingus colocava o custo da nossa mala em algo entre 115 e 130 euros (R$575 a R$650). Sim, cada quilo custava no mínimo R$25 e eu lembrava minha mãe constantemente disso a cada peça de roupa comprada.

O grande susto, que começou a me deixar realmente estressado, foi quando fiz uma ligação via skype para a TAP para confirmar que não tínhamos direito a uma bagagem de porão (exigência de minha irmã, apesar de todas as evidências que eu havia apresentado em contrário).  Meu diálogo com o atendente foi mais ou menos assim:

  • EU: [passei as informações da reserva] Gostaria de saber se essas passagens dão direito a bagagem de porão;
  • TAP: Não, senhor, não dão. Gostaria de reservar agora?
  • EU: Não, porque não tenho o cartão de crédito comigo agora, mas por favor poderia confirmar o valor?
  • TAP: Sim, 22 euros por peça de 23kg
  • EU: [espantado] Tem certeza? O meu vôo é intercontinental (como é que ele não sabe disso?)
  • TAP: Ahh… sim. Desculpe. [algum tempo digitando] Estou vendo aqui que nesse caso, como o vôo é operado por uma companhia aérea parceira, a Hi-Fly, eu não tenho como fazer a reserva.
  • EU: Mas pode me dizer quanto vai custar?
  • TAP: Não, senhor. Só no aeroporto.

Eu já havia notado em uma das listagens da reserva da TAP que uma das pernas do vôo era operada por outra companhia, mas o fato de que isso seria um complicador com a bagagem era inesperado. Lá estava eu, com uma mala de 23kg pronta, sem fazer idéia de quanto ia custar para embarcá-la em Frankfurt e nem se poderia embarcar, quando eu já estaria a milhares de quilômetros da residência de minha irmã e teria como única outra opção abandonar no aeroporto centenas de euros em roupas e as dezenas de horas, acredite, de nossos passeios gastas para escolhê-las. Perder essa mala seria traumatizante! Eu só consegui ficar mais tranqüilo quando pesquisei no Google por alguém reclamando de ter que abandonar sua mala no aeroporto e não encontrei nada, em português ou inglês. O problema então ficaria por conta do quanto isso iria custar.

Fui consultar a página da TAP sobre a bagagem de porão para ver se encontrava informações sobre esse caso e fiquei animado ao ver isto:

 

Bem, se eu comprei a passagem à TAP e o site da TAP diz que o preço no aeroporto também é de 85 euros, não importa quem está operando o vôo, certo?

Mas aí eu encontro isso lá no fundo da página:

aaaaaiiiiii…

Eu pesquisei o que eu poderia fazer nas três horas que tinha de conexão em Frankfurt se o despacho no check-in não fosse viável. Mandar a mala como carga? Como fazer isso? Tinha que agendar com antecedência? O balcão de check-in da TAP se encarregaria disso? Teria que procurar o balcão da TAP Cargo no aeroporto? Quanto isso custaria? Para meu espanto, ao pesquisar quanto custaria enviar uma mala desacompanhada de 23kg de Dublin para Recife em empresas especializadas que anunciavam “não pague por excesso de bagagem” me deparei com um custo de 250 euros. Inviável.

Essas questões ocuparam minha cabeça por dias. Enquanto isso eu decidi tentar outra coisa: sempre é possível que eu tenha sido atendido, na minha conversa pelo skype, por um estagiário  (aquele cara que sempre consegue te dar a informação errada na empresa) então eu ia tentar um novo contato telefônico para tentar resolver isso mas antes mandei uma mensagem para a TAP via página da empresa no Facebook, fazendo de conta que nunca recebera uma negativa. A única reposta que recebi inicialmente foi uma automática dizendo que a resposta “poderia demorar”. Eu sabia disso porque na página já dizia que eles respondiam tipicamente em três horas, mas eu não imaginava o quanto estava enganado.

A resposta útil só chegou após inacreditáveis cinco dias, mas pelo menos era positiva!

Como naquele momento estávamos no nosso último dia em Paris e em roaming sem fazer idéia de quanto a ligação iria durar e quanto iria acabar custando, pedi que ligassem no dia seguinte, mas isso acabou não sendo opção porque íamos perder quase R$75 para fazer esse adiamento. O custo do roaming entre países europeus não deveria custar mais que isso [1].

Nessa troca de mensagens estávamos no metrô de Paris. E começou outra rodada de estresse, com minha irmã receosa de passar as informações do cartão de crédito dela [2] por telefone para alguém que estava ligando para ela e não o oposto. Ela disse que nunca fizera isso antes. Eu expliquei para ela que eu não era nenhum idiota (é impressionante como após décadas eu ainda tenho que ficar repetindo isso para ela) e aquela era mesmo a TAP porque eu chegara até o contato deles no Facebook via link no site oficial da empresa, que eu também sabia reconhecer. E que qualquer eventual lançamento indevido no cartão dela podia ser cancelado até 90 dias depois com uma ligação para a administradora do cartão. Nota: apenas em transações onde não é usada a senha, que não deve ser dada por telefone ou via web de qualquer forma.

Mas ela só ficou mais tranqüila quando ouviu a voz do outro lado da linha falando em português de Portugal. Vá entender…

Após esse contato no Messenger a TAP começou a agir como uma empresa profissional e prestativa. Ligaram a primeira vez mas minha irmã não ouviu porque tinha esquecido o telefone no modo silencioso. Ligaram a segunda vez e minha irmã pediu que ligassem 10 minutos depois porque já estávamos dentro do vagão do metrô (e ela não ia passar as informações do cartão com todo mundo ouvindo). E ligaram a terceira vez quando estávamos no pátio do Museu do Louvre, quando então finalmente nossos problemas com bagagem chegaram ao fim.

A ligação durou um tempão, porque depois que minha irmã passou todos os seus dados, incluindo endereço de cobrança do cartão, ficou um longo tempo ouvindo música de espera enquanto eles finalizavam a operação, mas conforme fiquei sabendo depois a ligação em roaming não teve custo algum.

Minha irmã só ficou tranqüila mesmo quando recebeu um email vindo da TAP confirmando a alteração na reserva. Isso me tranqüilizou também, claro, mas por outra razão. Agora o envio da mala estava garantido.

O que aprendi nesse episódio:

  • Mexa-se para resolver o problema da bagagem com muita antecedência. Eu só consegui viajar sem essa dúvida na minha cabeça porque comecei a ir atrás disso mais de 10 dias antes da viagem de volta;
  • Nunca confie na negativa de apenas um palerma do atendimento da companhia. Tente outros horários e/ou outros canais de atendimento

Eu estava inclinado a acrescentar “procure assegurar a bagagem de porão já durante a reserva, se possível”, mas acabo de fazer uma simulação de reserva de um vôo Recife – Lisboa pela TAP para Agosto de 2019 e o preço a acrescentar por cada bagagem de 23kg ficou em 86 euros. Não há então incentivo nenhum para reservar isso com antecedência, até mesmo porque é mais dinheiro que você perde caso não possa fazer a viagem (a reserva na classe econômica não é reembolsável).

Na viagem de Dublin para Paris não houve estresse algum com bagagem. Nós só íamos passar três dias e os 10kg + item pessoal eram mais que suficientes. Pelo menos para mim e mamãe, que dividimos uma mala. Minha irmã levou uma mala abarrotada de roupas só para ela mas na volta admitiu que não precisara nem da metade.


[1] Mais tarde eu descobri no site da nossa operadora que as ligações recebidas em roaming eram gratuitas e as originadas custavam apenas 38c por minuto para qualquer lugar da Europa).

[2]Eu havia levado dois cartões de crédito internacionais na viagem e poderia ter feito o pagamento caso minha irmã se recusasse. Mas eu já estava na Europa há mais de 24 dias e ainda não havia testado os cartões, porque levamos 4 mil euros em espécie que eram mais do que suficientes para cobrir todas as nossas despesas e ainda sobrava dinheiro. E ia ser ainda mais estressante ver os cartões sendo recusados. Além disso minha irmã ganha em euro e não precisa se submeter como eu às múltiplas conversões, impostos e à imprevisível cotação do dia no fechamento da fatura.

11 comentários
  • MARCELO - 34 Comentários

    Interessante as suas observações sobre os “percalços” na viagem. Texto de leitura fácil. Já pensou em ser escritor?

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Você achou fácil a leitura? Sério? O_o

      É um amontoado de problemas tão grande para descrever de uma forma compreensível que eu até agora não tenho certeza de que a maioria dos meus leitores vai sequer ter paciência de terminar a parte sobre a bagagem de cabine.

      Eu escrevi porque acho importante colocar essas coisas no papel. Mostrar a pessoas que se encontrarem na mesma situação que eu minha abordagem, meus erros e minhas soluções.

      É engraçado você mencionar “ser escritor”. Enquanto eu redigia o texto eu me perguntei: “Que tipo de texto é esse? Agora estou escrevendo uma crônica?”. Mas para ser escritor eu ainda preciso melhorar muito a minha redação. Por exemplo, há um parágrafo me incomodando com suas múltiplas repetições de “ela” e “dela”, implorando para que eu o reescreva. E parece que eu não tenho a educação formal necessária ainda.

      • Jefferson - 6.606 Comentários

        E parece que eu não tenho a educação formal necessária ainda.

        Para acertar da primeira vez, claro. Simplesmente reescrever é fácil.

        • MARCELO Coutinho - 34 Comentários

          Gosto da sua franqueza em esclarecer os fatos. Como já disse de outra vez por aqui, gosto muito das observações que faz dos problemas do mundo da TI e afins e como os resolve.

      • MARCELO Coutinho - 34 Comentários

        Gosto da sua franqueza em esclarecer os fatos. Como já disse de outra vez por aqui, gosto muito das observações que faz dos problemas do mundo da TI e afins e como os resolve.

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Para quem nunca viajou o seu desempenho e planejamento foram exemplares! Eu provavelmente não conseguiria fazer isso de uma forma tão tranquila assim na primeira vez, e logo numa viajem internacional que normalmente já tem muito mais percalços (e estress)!

    Eu já viajei muito e esta novidade de pagar por bagagem despachada (porão) me aborrece bastante (acho isto um roubo, principalmente em voos internacionais).

    Na minha última viagem (viajei no dia 29 de março último e voltei em 28 de abril para Salvador) eu estava na dúvida se iria direto de Salvador para Lisboa pela TAP ou se iria voar com conexão pela Air Europa para Madri. Acabei decidindo pela Air Europa com conexão. Voei num confortável e espaçoso Airbus A330 300 (a volta foi num A330 200 bem mais velho e apertado, quando paguei por todos os meus pecados), e a chegada em Madri foi bastante tranquila com a imigração, acho que não gastei nem 5 minutos com fila e tudo e não me perguntaram nada, absolutamente nada! A saída de Salvador foi bem mais complicada e demorada!

    Com a Air Europa economizei 700 reais por pessoa só com a diferença de tarifa de embarque, mesmo desmembrando a viagem, fora que a TAP cobra para despachar bagagem (espertalhões!), e além disso, a Air Europa estava com um preço bem melhor que a TAP (acho que economizei uns 1000 euros nesta brincadeira), mas eles também tem algumas espertezas, como por exemplo, cobrar pela reserva de acento (20 euros por pessoas entre Salvador e Madri, se não me falha a memória).

    E mesmo com tarifa de embarque bem mais barata a Air Europa me deu direito a até duas malas (de porão) de 23 kg por pessoa sem custo extra (estava em duas pessoas), inclusive na conexão de Madri para Lisboa e vice versa. Na ida só despachei (porão) duas grandes malas e embarquei com bagagens de mão (computador, tablet e uma montanha de tranqueiras numa mochila de bom tamanho, fora as bagagens de mão da esposa). Nunca me preocupei muito com peso e tamanho de bagagens de mão e nunca tive problema com isso. Como eu fui para passar 30 dias eu levei estas 2 grandes malas e foi tudo tranquilo (na volta voltei muito mais carregado).

    Por causa da demora da conexão (nas passagens mais baratas a conexão de ida seria de mais de 24 horas) resolvi passar 4 dias em Madri (que não estava originariamente previsto nos meus planos, 1400 reais na cotação do euro de novembro passado viabilizou com folga a minha hospedagem em Madri).

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Eu já viajei muito e esta novidade de pagar por bagagem despachada (porão) me aborrece bastante (acho isto um roubo, principalmente em voos internacionais).

      Eu não acho um roubo porque considerando que cada mala implica em gasto extra de combustível e custos operacionais a lógica de mercado me diz que quando você tem malas “grátis” você certamente está pagando por elas ou no mínimo por uma média estatística calculada pela companhia. Quando todo mundo tem que pagar pela bagagem, em teoria, cria-se um possível benefício para o cidadão que não despacha nenhuma.

      Não faz sentido, economicamente, que o cidadão que vai passar três dias no exterior levando e trazendo apenas sua mala de cabine pague o mesmo pela passagem que aquele que vai e volta com duas malas de 32kg. E quando era gratuito isso incentivava mesmo as pessoas a irem e voltarem com malas abarrotadas, mesmo sem real necessidade. Caramba… se bagagem de porão estivesse incluída em todas as minhas passagens eu teria levado meu travesseiro, ventilador (é sério), etc. Eu teria ficado aqui pensando no que levar para minha irmã para não “desperdiçar” essas malas.

      a chegada em Madri foi bastante tranquila com a imigração, acho que não gastei nem 5 minutos com fila e tudo e não me perguntaram nada, absolutamente nada!

      Eu já li estórias de horror sobre a imigração espanhola. É bom saber disso.

      mas eles também tem algumas espertezas, como por exemplo, cobrar pela reserva de acento (20 euros por pessoas entre Salvador e Madri, se não me falha a memória).

      Eu acho que quando você voa na classe econômica todas estão fazendo isso. Você foi de executiva? A Aer Lingus oferece uma pequena exceção: O check-in online pode ser feito com 30 dias de antecedência mas nas últimas 30 horas você pode escolher de graça entre os assentos disponíveis.

      Por causa da demora da conexão (nas passagens mais baratas a conexão de ida seria de mais de 24 horas) resolvi passar 4 dias em Madri (que não estava originariamente previsto nos meus planos, 1400 reais na cotação do euro de novembro passado viabilizou com folga a minha hospedagem em Madri).

      Ainda bem que minha irmã comprou as passagens e decidiu as conexões. Eu tentei refazer os passos dela e vi que teria me estressado muito se essa responsabilidade tivesse sido minha também. Eu já estava com um prato cheio de responsabilidades.

      • Intruder_A6 - 194 Comentários

        Eu já li estórias de horror sobre a imigração espanhola. É bom saber disso.

        Eu não me encaixo no perfil de imigrante ilegal, isto deve ter facilitado um pouco as coisas, e dizem que Barcelona é mais complicado!

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Evidência de que eu ainda tenho muito para aprender. Somente hoje, após ler pela enésima vez o texto, eu percebi o problema deste trecho:

    Quando você viaja de avião você sempre tem direito à chamada “bagagem de cabine” que você leva com você na cabine do avião e às vezes tem direito à “bagagem de porão”, que você precisa despachar no balcão de check-in da companhia aérea.

    O número de repetições da palavra “você” incomoda.

    Reescrevi assim:

    Quando você viaja de avião sempre tem direito à chamada “bagagem de cabine” que leva consigo, como o próprio nome diz, na cabine. E às vezes tem direito à “bagagem de porão”, que precisa despachar no balcão de check-in da companhia aérea.

  • MARCELO - 34 Comentários

    O editor/revisor estava de férias! hahahahahahah

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Frankfurt-Dublin, planejamento e realidade: comunicações

Eu já saí de Recife sabendo que o aeroporto de Frankfurt oferecia mais de 300 pontos de acesso Wi-Fi gratuito e ilimitado. Eu pensei em comprar um chip de celular em Frankfurt que funcionasse também em Dublin, mas os reviews que li sobre isso não me deixaram seguro, sendo o maior problema que eu ia comprar um chip em um país para usar primariamente em outro (roaming). Um monte de blogs de viagem recomenda já sair do Brasil com o EasySIM4u, mas as condições me pareceram péssimas: 67 dólares por apenas 10GB de dados e 14 dias de uso. E como todos esses blogs estavam ganhando dinheiro com isso (programa de afiliados) eu fiquei seriamente desconfiado de que não era a melhor opção.

Pesquisei as opções na Irlanda e fiquei interessado no plano da Lycamobile que dava 25GB de dados locais por 30 dias por 15 euros (vejam só a diferença para a oferta da EasySIM4u), mas minha irmã recomendou comprar o chip da Three Ireland, que por 20 euros oferece internet ilimitada e ela usa para assistir a filmes o tempo todo.

Então meu planejamento contava com ficar incomunicável durante as 10h do voo Recife-Frankfurt, restabelecer contato brevemente na chegada ao Terminal 1, ficar incomunicável por mais umas cinco ou seis horas enquanto estivesse passeando por Frankfurt e restabelecer contato ao chegar ao Terminal 2, de onde partiria nosso vôo.

Para me garantir, considerando que eu ia precisar usar GPS em Frankfurt, saí de casa com dois smartphones carregados e pedi a mamãe que fizesse o mesmo. O site da Condor informava que cada poltrona, mesmo na classe econômica, tinha acesso a uma “porta USB” e eu imaginei que isso poderia ser usado para carregar os celulares, o que acabou se confirmando. Toda poltrona tem acesso a um monitor LCD com um conector USB que fornece energia suficiente para manter carregadas as baterias, então ao final das 10h de vôo nosso aparelhos ainda estavam 100% carregados.

A porta USB no lado direito com meu cabo plugado. Sim, a temperatura lá em cima chega a -42C!

Em Frankfurt me surpreendi ao descobrir que o celular de minha mãe (Samsung J7) não conectava à rede do aeroporto de jeito nenhum. Isso estava mais ou menos coberto pelo meu planejamento de 4 aparelhos, mas eu não esperava que um aparelho funcional e completamente carregado que nunca apresentara um problema desse tipo pudesse ser inútil. Saí andando pelo terminal tentando conectar e não consegui. Isso gerou um inconveniente porque só o que ela usa de internet são redes sociais e o Whatsapp dela estava amarrado ao J7. Usando meu telefone (Samsung A5) eu também tive uma surpresa, mas positiva: no Terminal 1 eu sequer precisei me registrar para ter internet. Bastou conectar à rede e navegar. O registro, que só requer nome e endereço de email, só foi requerido horas depois, no Terminal 2.

Sabendo que não teria acesso à Internet durante o passeio, ainda em Recife eu instalei no meu telefone a app Here WeGo, que funciona completamente offline. Também pré-carreguei o mapa offline de Frankfurt no Google Maps, mas quando realmente precisei o danado do Google Maps apesar de me mostrar o mapa da cidade se recusou a fazer a rota enquanto eu estivesse offline. Pior ainda: o mapa que eu tinha feito no Google Maps com todos os pontos importantes (lanchonetes, restaurantes, banheiros, etc) não estava disponível offline, me obrigando a usar o meu plano B: uma lista textual com endereços. No final acabei usando apenas o Here WeGo.

Eu havia instalado uma app que supostamente localiza pontos de Wifi gratuito, a Wifi Map, mas esqueci completamente dela enquanto estava em Frankfurt.

Entretanto de certa forma foi bom termos ficado sem comunicação durante nosso passeio, porque quando eu consegui conexão no retorno ao Aeroporto, três horas antes do voo para Dublin, uma mensagem da minha irmã nos esperava avisando que o voo havia sido cancelado e que eu entrasse em contato assim que recebesse a mensagem. Foi melhor assim, porque não havia absolutamente nada que pudéssemos fazer, isso só teria nos preocupado desnecessariamente e de qualquer forma teríamos que ir ao balcão da Aer Lingus no aeroporto para obter instruções.

A maior parte das 24h seguintes passamos no Steigenberger Airport Hotel, com tudo pago pela Aer Lingus. E lá tínhamos Wi-Fi gratuito (a senha é “Steigenberger”) e até acesso livre e privado (a porta é de vidro, mas você pode fechar) a computador com acesso à internet e impressora no Business Center do hotel.

Eu só descobri que tinha acesso a isso quando perguntei na recepção se eles poderiam imprimir nossos novos cartões de embarque depois que eu refiz o check-in online. Se não me engano na outra sala a impressora era multifuncional.

A propósito, o teclado é alemão e deve ser tão comum os visitantes se enrolarem com isso (eu me perdi por alguns segundos) que a plaquinha que você vê à esquerda do monitor tem instruções em inglês de como digitar certos caracteres, como o “@”.

Então nesse período comunicação não foi nenhum problema. Nós tivemos que fazer o checkout ao meio dia e o voo era às 20h50 mas quando eu perguntei na recepção se poderíamos ficar algumas horas esperando no lobby do hotel o recepcionista não fez qualquer objeção. Ficamos lá até as 15h, só para não abusar muito, porque eu tinha certeza de que esperar no hotel era muito mais confortável do que no saguão do aeroporto. Não tive que pagar nada pelo transporte porque do Steigerberger sai uma van de 13 lugares a cada 20 minutos em direção ao Terminal 2 e um ônibus em direção ao Terminal 1.

No meu primeiro dia em Dublin minha irmã comprou meu chip da Three por 20 euros. Tanto eu como minha irmã podíamos ativar o hotspot e compartilhar com mamãe, mas dois dias depois, durante um passeio pelo centro de Dublin e depois de conversar com minha irmã sobre o que fazer para garantir que nossa mãe pudesse achar o caminho de volta (ela não sabe usar mapas) caso ela se perdesse de nós dois (uma possibilidade muito pequena mas que provocaria uma angústia geral) eu sugeri que era melhor que mamãe também tivesse seu próprio chip. No fim das contas 100 reais é muito por um plano pré-pago de 30 dias, mas muito pouco pela certeza de mamãe poder entrar em contato conosco, em português, de onde estivesse. Nem precisava depender de Whatsapp, porque os três chips eram da mesma operadora. O plano da Lycamobile sairia por R$75, mas aí as ligações para nosso grupo da Three ficariam mais caras. Eu havia cogitado inicialmente deixar com ela uma mensagem em inglês com o endereço e instrui-la para procurar pelas cores da Garda (polícia Irlandesa), mas quando lembrei do chip achei que era bobagem.

O que eu achei mais interessante na compra dos chips da Three é que é completamente anônimo. Você não apresenta nenhuma identificação para comprar o chip e nem para usar. Na primeira ligação de voz você é transferido para uma central de registro automático, mas tudo o que acontece é você ouvir uma mensagem gravada informando que esse registro automático está acontecendo. Nenhuma informação sua é pedida ou dada.

A minha impressão da velocidade de dados da Three ainda não foi boa, mas eu só parei até agora para precisar disso no apartamento da minha irmã.

E essa estória ainda tem 20 dias para acabar.

24 comentários
  • Jorge Mendonça - 60 Comentários

    Já usei o easysim4you e gostei do serviço. Tantos EUA quanto na Europa funcionou bem. Comprei o CHIP apenas com plano de dados e o plano era ilimitado, só o roteamento que tinha um limite de 10gb.

    • Intruder_A6 - 194 Comentários

      Eu sempre que viajo para fora do Brasil compro um chip pré-pago com internet e um número no país de destino, não pago roaming nem a pau! Isto é uma das primeiras coisas que faço quando desço do avião!

      Mas explique melhor. Ilimitado para plano de dados e com limite de 10GB para roteamento ??? Pelo que eu saiba, eu sempre roteio o 3 ou 4G pelo WIFI e bluetooth a partir do celular, e a operadora não tem nem como saber que eu estou fazendo isso!

      • Jefferson - 6.606 Comentários

        Detectar o compartilhamento é difícil mas não é impossível. Fica mais fácil quando o telefone foi fornecido pela mesma operadora que presta o serviço (quando você compra um telefone no contrato com a OI, por exemplo) porque o OS vem customizado pela operadora. O que não é o caso do EasySIM4U. Então eu também gostaria de saber como se faz para detectar o tethering nesse caso. Eu li que um dos meios possíveis é a operadora inspecionar o endereço MAC nos pacotes e caso existam múltiplos endereços, certamente existe o compartilhamento. Mas até onde posso ver o celular no modo “hotspot” funciona como roteador e nesse caso ele faz NAT, o que implica que a operadora só vê o endereço MAC do celular em todos os pacotes e apenas o celular sabe quantos e quais aparelhos estão se conectando à internet.

        O outro meio de saber isso é a operadora inspecionar os cabeçalhos das conexões http, que informam qual o OS e navegador usados, mas isso é impossível numa conexão https por isso a operadora poderia até saber que você está fazendo compartilhamento no primeiro site http (não criptografado) que você visitasse, mas isso só serviria para penalizar você bloqueando o acesso e não para “medir” quantos dados você está usando via tethering porque o grosso da comunicação (youtube, netflix, etc) já é criptografado.

        Então, tirando uma possível exigência de instalar uma app espiã da EasySIM4U no telefone, eu não vejo como essa medição poderia ser possível, hoje.

        • Richard - 21 Comentários

          Geralmente as operadoras fazem essa detecção pelo TTL (tempo de vida) dos pacotes. A rede da operadora sabe que pacotes vindos diretamente do seu celular tem um TTL X, e como o hotspot do celular é um roteador, qualquer dispositivo conectado através ele tem TTL X-1, pois cada hop (salto) por um roteador subtrai o TTL.

          Não é um método infalível. Existem guias sobre como usar um Android com root e alguns comandos do iptables para falsificar o TTL.

  • MARCELO - 34 Comentários

    Acompanho o blog há muitos anos mas pouco interajo. Gosto muito das suas opiniões, sempre muito sinceras e objetivas. Continue nessa linha.
    E nos mantenha informados sobre as suas andanças.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Esqueci de comentar que meu chip brasileiro (da OI) eu deixei em um celular “burro”, daqueles cuja bateria dura uns 7 dias, com o amigo José Carneiro para que ele atenda a possíveis clientes e amigos que ligarem durante minha viagem e informe que estou fora do país em agosto mas ainda posso ser contatado pelo Whatsapp ou email. Como usualmente eu só recebo uma ou duas ligações por dia (não gosto de telefone) e meus principais contatos sabem da minha viagem espero que isso não incomode o meu amigo e sua esposa Fátima, que vai atender em sua ausência.

    A propósito, eu tinha receio de que isso causasse problemas, mas o Whatsapp continua funcionando normalmente mesmo eu tendo passado um tempo sem chip algum e após eu ter colocado o chip da Three no telefone. Para quem já fez isso pode ser o óbvio ululante, mas eu nunca tentara e se não funcionasse poderia ter me criado um considerável transtorno. Meu plano B para isso foi mamãe ter viajado sem mexer nos chips do telefone com Whatsapp dela, o que me dava um canal de comunicação de backup.

    • Luciano - 493 Comentários

      O Whatsapp uma vez registrado, você pode jogar o chip fora, se não perder o registro (ou seja, fazer um reset no android) ele fica ativo pra sempre. Sei disso pois fiz isso, uso um numero secreto (pra ter sossego) e o chip que tem este numero fica num celular burro, com a campainha desligada, só pra manter o numero ativo e receber a mensagem que tenho que recarregar pra não perder o número. E de 6 em 6 meses eu pego esse chip boto num desse roteadores 3G e derreto o crédito acumulado, usando o 4G.

      Até mesmo se formatar, na hora de registrar, o chip não precisa estar no celular, pode fiar no celular burro, basta inserir manualmente o número e copiar a senha que é enviada por SMS e pronto.

  • Saulo Benigno - 279 Comentários

    Sensacional Jefferson, parabéns, estou bastante curioso pelo o resto da viagem. Vai ser um sucesso :D

    • Snow_man - 310 Comentários

      Pessoal, tô num projeto novo, sem o mesmo tempo livre de antes, parece que eu que estou ausente; mas que bom saber da viagem, Jeff, é sempre bom pelas novas experiências (só por ser o 1o vôo já é muito legal);

      Boa viagem, Deus abençoe a todos aí, bom retorno e nos conte tudo.
      Ah, se puder, vê alguma loja de eletrônicos aí pra fazer inveja pra gente.

  • Ricardo Menzer - 143 Comentários

    Curiosidade aeronáutica: Como “rule of thumb”, a temperatura cai 2°C a cada 1000 pés de altitude ganhos. Na superfície do mar então a temperatura do ar era de aproximadamente 28°C.

  • VR5 - 397 Comentários

    AlO, alô: Brasil para astronauta Ryan em missão no planeta Irlanda, câmbio?

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Alô Controle da Missão! Eu não estou perdido. É que reunir informações de uma forma que dê para construir um relatório (post) interessante dá trabalho :D

      As observações (bobagens) do dia-a-dia eu estou registrando publicamente no Facebook. Afinal, quem está procurando textos originais (e não a cópia da cópia, da cópia…) coesos, verdadeiros e que façam algum sentido no Facebook? :D

  • Saulo Benigno - 279 Comentários

    Que legal, adicionei no Google para acompanhar! :D

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Com o fim da minha viagem minha opinião sobre o chip da Three é que valeu a pena. Não é nenhuma maravilha, mas para uso leve funcionou bem na maior parte do tempo, com um bônus: o plano dava direito a 6GB de roaming de dados na Europa. Assim, com o mesmo chip eu continuei conectado nos três dias que passei em Paris e durante minhas conexões de retorno, nas três horas que passei em Frankfurt e na hora e meia em Lisboa. Funcionou até mesmo quando aterrissei no Brasil, mas nesse caso eu não estava mais usando o bônus e os 20 euros do meu crédito, que eu ia perder de qualquer forma, foram embora em algumas horas.

    Cada vez que eu aterrissei em outro país europeu recebi uma mensagem de boas vindas da Three comunicando meus direitos.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Eu estava aqui pensando em que sentido faz o Google Maps se recusar a fazer a navegação offline mesmo tendo o mapa, porque afinal o único requerimento para traçar uma rota qualquer é ter o mapa. Mas aparentemente isso é “by design”. Esta página do suporte diz que você pode navegar offine, mas não se estiver a pé ou de bicicleta.

    You can get driving directions offline, but not transit, bicycling, or walking directions. In your driving directions, you won’t have traffic info, alternate routes, or lane guidance.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    O problema de conexão do telefone de minha mãe à rede do aeroporto de Frankfurt me chamou a atenção para uma brecha no meu planejamento que poderia ter sido problemática em certas circunstâncias. Os dois telefones extras teriam adiantado pouco ou nada se eu não tivesse também um canal de comunicação reserva. Por exemplo, eu não tinha Whatsapp pré instalado no meu outro telefone e nem poderia instalar em Frankfurt, por não poder receber o SMS de confirmação do número. Minha única alternativa de contato em tempo real com minha irmã era o Facebook Messenger, mas eu nem sei se eu teria me lembrado disso, porque não uso. Posteriormente eu descobri que ela também usa o Telegram, que seria um boa opção de ter pré-instalado no meu aparelho reserva.

    Claro, isso poderia ser resolvido iniciando um contato por email para combinar um canal de comunicação alternativo, mas em uma próxima viagem eu certamente não vou dar mole para o azar e vou ter pré-instalado outras opções de comunicação em tempo real nos telefones reservas.

    • Intruder_A6 - 194 Comentários

      Jefferson,

      Você tem certeza de que não pode receber SMS pela sua operadora?

      O meu, que é da VIVO, recebe sem problemas as mensagens de SMS na Europa (e em outros cantos do mundo também) e sem pagar nada para isso. Funcionou para mim no Chile, no Peru, na Espanha e em Portugal (imagino que funcione em toda Europa). Não sei se dá para enviar mensagens de SMS, mas acho que não precisa para ativar o WhatsApp!

      • Jefferson - 6.606 Comentários

        Você tem certeza de que não pode receber SMS pela sua operadora?

        EU não poderia porque deixei meu único chip, da OI, no Brasil, mas minha mãe viajou com os dois chips dela, OI e TIM, e não recebeu um SMS sequer dessas operadoras nos quase 30 dias que estivemos fora. O que é um recorde, porque ela vive recebendo SPAM de ambas.

        É claro que por volta do terceiro dia trocamos o chip da TIM pelo da Three, mas ainda assim a falta de mensagens nesse período é notável.

        Mais que isso: mamãe não recebeu em nenhum momento qualquer chamada de voz vinda do Brasil, o que no mínimo deveria ocorrer múltiplas vezes por dia vindo de operadoras de telemarketing. Eu avisara que se ocorresse ela não atendesse, mas o telefone nem tocou.

        Eu fui conferir agora e de fato, supostamente até os planos pré-pagos da TIM tem suporte a receber SMS em roaming internacional gratuitamente. Eu não sei explicar o problema, mas como eu saí de casa contando com isso, não me afetou.

        A OI requer ativação prévia do roaming internacional. Será que a TIM também requer?

        Então eu poderia reativar meu Whatsapp em outro telefone SE tivesse levado meu chip, SE o problema não fosse a perda ou roubo do meu aparelho principal, SE eu tivesse ativado previamente o roaming internacional e SE isso realmente funcionasse. São muitas variáveis e me parece mais prudente levar o Whatsapp pré-ativado nos outros aparelhos e/ou deixar combinado com os contatos importantes os canais de comunicação alternativos, o que eu não fiz.

        NOTA: como eu deixara meu chip em um telefone com um amigo eu tinha a alternativa de tentar estabelecer contato com ele e pedir o código de ativação enviado via SMS, o que eu faria, se fosse minha última opção. Mas isso poderia demorar muito mais do que o tempo disponível para resolver o problema. Lembrando que a diferença de fuso horário mínima de 4 horas era um complicador.

        • Jefferson - 6.606 Comentários

          Sobre a possível perda do aparelho, durante a viagem de Frankfurt para Dublin eu achei que tinha perdido um dos meus. Só dei pela falta dele ao enumerar os itens que precisavam ser retirados da bagagem ao passar pela segurança do aeroporto. Revirei minha bagagem e não achei. Só depois de instalados em Dublin descobri que minha mãe havia apanhado o telefone sobre a mesa no hotel achando que era dela e guardado em sua bagagem. É claro que ela não lembrava de nada disso.

          Como se tratava do telefone reserva não criou nenhum transtorno maior do que o estresse causado por tentar entender onde foi que eu havia errado e onde o aparelho poderia estar, já que eu revistara o quarto do hotel antes de sair. Mas em outra viagem eu vou ter que planejar até contra a sabotagem não-intencional de minha própria mãe. 8-O

  • Daniel Gyn - 29 Comentários

    Uma ótima opção é usar o Google Voice / Google Hangouts.
    Você coloca $10,00 de crédito e basta ter internet via wifi/3g/4g que você liga bem baratinho para números fixos no Brasil ou em outros lugares no mundo. Para celular é um pouco mais caro. E para fixos nos EUA é grátis.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      ahhh… isso me lembrou que eu esquecera completamente do dinossauro Skype, com recursos similares. Realmente, eu deveria ter saído do Brasil com um dos dois pronto para o uso. Obrigado por me chamar a atenção para isso.

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Após 48h em trânsito, finalmente em Dublin

A viagem tinha sido cuidadosamente planejada. Até o básico de alemão eu procurei aprender para facilitar as 11h que teríamos que passar em Frankfurt aguardando o voo para Dublin (República da Irlanda), mas eu não contava com ter o voo cancelado e ter que esperar mais 24h na Alemanha. Eu devia estar mais tenso do que imaginava porque quando finalmente pisei no apartamento de minha irmã com minha mãe e os quatro mil euros em espécie  que eu transportava para apresentar na imigração eu comecei a sentir um mal estar que durou por mais umas 12h.

Minha missão, que eu adiei enquanto pude, era levar minha mãe de 72 anos com dificuldades de locomoção e que não entende uma palavra que não seja português para visitar minha irmã em Dublin numa viagem com escala em outro país estrangeiro. Teria sido muito mais simples se existisse um voo direto porque talvez eu nem precisasse ter ido.

Eu não gosto de viajar, nunca havia viajado de avião na vida e comecei logo com um voo transatlântico de 10h (Recife – Frankfurt). Também nunca realmente precisara conversar em inglês e tive que usar o máximo da conversação que aprendi assistindo a filmes e séries de TV (nunca fiz curso de línguas).

Em outros posts eu espero contar aqui como foi a viagem e a minha visão de como é a vida em uma cidade do primeiro e velho mundo.

Próximo post: Comunicações

3 comentários
  • VR5 - 397 Comentários

    No aguardo dos próximos capítulos de “As aventuras da Família Ryan no Velho Mundo”… :D

  • Daniel - 29 Comentários

    Sugestão para não ter que levar tantos euros em viagens internacionais é o usar o cartão da fintech Leupay. Eu já tenho usado por alguns anos e escrevi alguns posts no meu blog – http://www.neoage.com.br/search?q=transferwise
    Outra sugestão em viagens internacionais é levar um app com mapas off-line, Google Translate off-line e comprar um SIM card para o celular assim que chegar.
    Um abraço e bom passeio.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Sugestão para não ter que levar tantos euros em viagens internacionais é o usar o cartão da fintech Leupay. Eu já tenho usado por alguns anos e escrevi alguns posts no meu blog – http://www.neoage.com.br/search?q=transferwise

      Eu não estou seguro de que poderia usar um cartão para comprovar na Imigração que tinha dinheiro o bastante para sustentar duas pessoas por 30 dias em Dublin.

      Outra sugestão em viagens internacionais é levar um app com mapas off-line, Google Translate off-line e comprar um SIM card para o celular assim que chegar.
      Um abraço e bom passeio.

      Isso tudo eu fiz, mas vou falar sobre isso em outros posts.

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