 Jefferson,  22 de agosto de 2016, Como o próprio nome diz, este procedimento é genérico. Um exemplo simplificado que você pode adaptar para o seu aparelho. Até agora só testei com meu NVR (backup e restauração) e seis câmeras IP (apenas backup). Eu vou passar a publicar backups de aparelhos que passarem pelas minhas mãos e espero poder estimular outras pessoas a publicarem os backups dos seus.
Do que você precisa:
- Acesso telnet ao aparelho;
- Que o linux do aparelho tenha busybox (os comandos necessários são parte dele);
- Um servidor NFS ou TFTP (por enquanto só abordarei NFS). Aviso: Se o aparelho tem porta USB que suporta pendrives pode ser muito mais simples usá-la em vez de usar o servidor NFS/TFTP. Veja exemplo na seção “DUMP/backup do firmware” no meu post sobre o mini-NVR.
Infelizmente nem todo aparelho com busybox disponibiliza os comandos de que precisamos. Modems e roteadores, por exemplo, costumam vir com uma versão bem limitada do busybox. Aliás, é comum você sequer conseguir listar diretórios via telnet nesses equipamentos.
O que você precisa saber
Para o propósito deste texto, entenda o comando “mount” do linux como o comando para fazer o que é um “mapeamento de rede” no jargão do Windows. Por exemplo:
mount -t nfs 10.0.0.10:/srv/storage /tmp/nfs
Faz com que o conteúdo de 10.0.0.10:/srv/storage seja mapeado localmente como /tmp/nfs
Para gravação em memória flash do tipo NOR usa-se o comando flashcp. Em flash do tip NAND usa-se o comando nandwrite. Eu suponho que você possa distinguir qual é o caso por qual comando está presente no seu aparelho. Nos poucos que testei somente flashcp estava disponível.
Apesar do firmware que você instala ser apresentado como um único arquivo, no aparelho a memória flash é organizada em partições, como um HDD. No jargão do linux a flash é chamada de “MTD” e as partições são identificadas como “mtd0”, “mtd1”, “mtd2” e assim por diante.
Para obter tudo o que precisamos saber sobre essas partições use o comando:
cat /proc/mtd
A resposta é algo assim:
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# cat /proc/mtd dev: size erasesize name mtd0: 00050000 00010000 "uboot" mtd1: 00180000 00010000 "kernel" mtd2: 00400000 00010000 "rfs" mtd3: 01930000 00010000 "app" mtd4: 000c0000 00010000 "config" mtd5: 00040000 00010000 "logo" |
O campo “name” nos dá a dica do propósito (os nomes variam com os aparelhos) de cada partição o que é muito útil ao fazer restauração e modificações. Você deve fazer backup de todas, mas só deve restaurar o mínimo necessário e com atenção:
- uboot – A primeira partição, não importando o nome, deve ser o bootloader. Geralmente somente leitura. Não mexa nessa a menos que não tenha escolha.
- kernel – É onde fica o linux propriamente dito. Geralmente somente leitura. Geralmente você não precisa mexer com ela.
- rfs – “rootfs” ou sistema de arquivos raiz. Não tenho certeza ainda do que você pode fazer com ela.
- app – No caso do NVR, é onde fica o programa (app) que você vê no monitor, o controle activex que você baixa, etc
- config – a configuração do usuário. Muitas vezes apagar essa partição faz um hard reset do aparelho, mas sempre faça um backup antes.
- logo – no caso do NVR é nessa partição que fica a imagem em formato JPG que aparece na tela quando o aparelho está dando boot.
Vamos supor para os procedimentos a seguir que você tem seis partições no aparelho e tem um servidor NFS no endereço 10.0.0.10 com um export chamado /srv/storage.
Procedimento de backup
mkdir /tmp/nfs
mount -t nfs 10.0.0.10:/srv/storage /tmp/nfs
dd if=/dev/mtd0 of=/tmp/nfs/mtd0.img
dd if=/dev/mtd1 of=/tmp/nfs/mtd1.img
dd if=/dev/mtd2 of=/tmp/nfs/mtd2.img
dd if=/dev/mtd3 of=/tmp/nfs/mtd3.img
dd if=/dev/mtd4 of=/tmp/nfs/mtd4.img
dd if=/dev/mtd5 of=/tmp/nfs/mtd5.img
Pronto, se você não viu nenhuma mensagem de erro uma cópia das seis partições está no seu servidor NFS. Confira o tamanho de cada arquivo com o que aparece na coluna “size” do comando cat /proc/mtd antes de prosseguir. Tem que dar exatamente igual mas perceba que os números em /proc/mtd estão em hexadecimal e o Windows mostra os tamanhos, claro, em decimal.
De posse desse backup você pode fazer comparações grosseiras entre firmwares. Instale várias versões pelo método tradicional, faça backup de todas elas e depois compare os backups com um utilitário de comparação para ter uma idéia do que mudou entre elas. Note que as partições que guardam as configurações de usuário podem ser sempre diferentes.
Procedimento de restauração
Digamos que você só queira restaurar as partições 3 e 4 e que os respectivos arquivos estão no compartilhamento do servidor NFS.
mkdir /tmp/nfs
mount -t nfs 10.0.0.10:/srv/storage /tmp/nfs
#cd /tmp/nfs
ls < – você deve ser capaz de ver uma listagem dos arquivos no servidor
flashcp -v mtd3.img /dev/mtd3
flashcp -v mtd4.img /dev/mtd4
reboot
Pronto. Partições restauradas.
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 Jefferson,  22 de agosto de 2016, Nota: Este post está em rascunho. Eu sei que pode estar vago, mas alguns poderão notar que já é muito útil do jeito que está. Se precisar de um maior esclarecimento deixe um comentário porque eu irei preenchendo lacunas aos poucos.
NFS (Network File System – Por um tempo eu jurava que significava Network File Server) é um protocolo de compartilhamento de arquivos massivamente usado no mundo Linux e completamente distinto do usado no mundo Windows (CIFS/SMB). Normalmente não tem qualquer utilidade para nós exceto quando precisamos lidar com aparelhos baseados em Linux (cameras ip, nvr, media player, tv, etc), que é o caso que vou abordar neste post. Para muitos dispositivos desse tipo o único meio de trocar arquivos com o mundo exterior, principalmente arquivos que contém o firmware do aparelho, é você ter acesso a um servidor NFS. A maioria dos usuários Windows está a no máximo uma dúzia de cliques de criar um servidor CIFS, mas conseguir um servidor NFS pode ser bem complicado e frustrante quando você não faz a menor idéia de por onde começar.
Outros posts virão onde explicarei como fazer backup e restauração de firmware de alguns aparelhos e o processo vai depender de você ter acesso a um servidor NFS.
Se você tiver acesso ao Windows Server 2008 ou 2012, um servidor NFS supostamente é parte das opções oferecidas, mas não vou tratar disso aqui.
haneWIN NFS Server
Shareware
Prós
- Roda no Windows. Incluindo XP e Windows 8.1 x64 (testado);
- Pequeno, leve, prático e funciona. Do download ao servidor funcionando são só uns poucos minutos.
Contras
O procedimento é muito simples
- Baixe e instale o programa;
- Crie um diretório c:\public
- Execute NFS Server pelo ícone deixado no desktop (para configurar você precisa executar como Administrador);
- Vá em Exports -> Edit Exports File e retire o parâmetro -readonly da linha que começa com c:\public
- Clique em Restart Server
Agora você pode montar no cliente com uma seqüência de comandos do tipo (digamos que o servidor esteja em 192.168.0.10);
#mkdir /tmp/nfs
#mount -t nfs 192.168.0.10:/c/public /tmp/nfs
Observe a notação acima. Se o drive fosse “d:”, o caminho a usar começaria com “/d/”
Se der “Connection Refused” experimente acrescentar ‘-o nolock’, assim:
#mount -t nfs -o nolock 192.168.0.10:/c/public /tmp/nfs
Tunkey Linux File Server
Prós:
- Imediatamente após terminar o assistente de configuração o servidor já está funcionando;
- Compartilhamentos são simultaneamente exportados como CIFS e NFS. Assim você pode colocar um arquivo no servidor através do Linux e resgatá-lo do mesmo local usando o Windows e vice-versa;
Contras:
- É irritante que ele não deixa você terminar a instalação enquanto não escolher uma senha complicada (que dois meses depois eu já havia esquecido e tive que instalar tudo de novo);
- Oferece uma enorme quantidade de configurações pela GUI que são todas completamente inúteis para nosso caso e só confundem;
- Embora o servidor NFS rode automaticamente não encontrei opção na GUI para configurá-lo. Eu só descobri quais eram os diretórios exportados quando fiz um webshell e li /etc/exports. Depois foi preciso editar o arquivo /etc/exports manualmente para fazer uma mudança necessária;
- É configurado para atualizar automaticamente e não encontrei opção na GUI para desativar isso. Então para tentar impedi-lo na marra eu forneci endereços de gateway e DNS falsos;
O Turnkey Linux File Server é uma distro do Linux que está disponível como máquina virtual. Basta importar o arquivo .ova disponibilizado no site na sua cópia do Virtualbox e seguir o assistente de instalação. Em poucos passos está quase pronto para o uso.
A primeira tela do assistente vai pedir uma senha para o usuário root. Você precisa combinar letras maiúsculas e minúsculas e colocar ao menos um número.

Confirme a senha
Se a senha não estiver ao agrado do programa vai ser rejeitada logo na primeira tentativa

Em seguida o programa vai oferecer os “hub services”, que são inúteis para nossa finalidade. Você pode pular a instalação com a tecla TAB, até selecionar SKIP
Salte as notificações da mesma forma

Minta internet tem apenas 800kbps. Esperar para fazer atualizações é intolerável. Eu salto isso também.

Se você não quiser mudar as configurações de rede, a configuração acabou. Se quiser mudar, selecione Advanced Menu

Selecione Networking

Selecione Static e configure ao seu gosto. Para evitar que o programa se atualize sem minha permissão, eu forneço informações falsas de gateway e DNS. Isso não afeta a operação na sua rede.

A partir desse ponto você pode fazer muita coisa com o mouse. Basta acessar o servidor via browser, no endereço IP que você definiu.
O único real problema que encontrei foi que apesar de não existir username e password para acessar um servidor NFS pois as permissões são definidas por IP, por default o servidor NFS não permite gravação se você estiver acessando como usuário root, mas normalmente esse é justamente o usuário com que fazemos login nos dispositivos (dá permission denied). Mas uma pequena configuração extra no arquivo /etc/exports resolve.
Exemplo de arquivo /etc/exports
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# export to all known non-routable (local) networks /srv 10.0.0.0/8(rw,fsid=0,no_subtree_check) 172.16.0.0/12(rw,fsid=0,no_subtree_check) 192.168.0.0/16(rw,fsid=0,no_subtree_check) /srv/storage 10.0.0.0/8(rw,fsid=1,no_subtree_check) 172.16.0.0/12(rw,fsid=1,no_subtree_check) 192.168.0.0/16(rw,fsid=1,no_subtree_check) /srv/homes 10.0.0.0/8(rw,fsid=2,no_subtree_check) 172.16.0.0/12(rw,fsid=2,no_subtree_check) 192.168.0.0/16(rw,fsid=2,no_subtree_check) |
Após a instalação você precisa acrescentar a opção no_root_squash ao compartilhamento que quer liberar completamente.
Você não pode simplesmente copiar e colar o meu arquivo exports porque o arquivo é criado com endereços que dependem da sua rede.
O modo simples de editar o arquivo exports é fazer login pelo webshell para copia-lo para o compartilhamento, editá-lo usando o seu editor preferido no Windows mesmo e depois transferi-lo de volta:
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Acesse: https://endereço_servidor_nfs:12320/ Entre com usuário e senha cp /etc/exports /srv/storage/exports <- copia para um diretório acessível via Windows Edite o arquivo usando o Explorer (acrescente <em>no_root_squash</em> às opções) e o Bloco de Notas e salve-o. cp /srv/storage/exports /etc/exports <-copia o arquivo editado sobre o arquivo original exportfs -ra <- faz as mudanças entrarem em vigor |
O arquivo editado fica mais ou menos assim (observe o que foi acrescentado em negrito):
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# export to all known non-routable (local) networks /srv 10.0.0.0/8(rw,fsid=0,no_subtree_check) 172.16.0.0/12(rw,fsid=0,no_subtree_check) 192.168.0.0/16(rw,fsid=0,no_subtree_check) /srv/storage 10.0.0.0/8(rw,fsid=1,no_subtree_check,<strong>no_root_squash</strong>) 172.16.0.0/12(rw,fsid=1,no_subtree_check) 192.168.0.0/16(rw,fsid=1,no_subtree_check) /srv/homes 10.0.0.0/8(rw,fsid=2,no_subtree_check) 172.16.0.0/12(rw,fsid=2,no_subtree_check) 192.168.0.0/16(rw,fsid=2,no_subtree_check) |
A partir do servidor telnet de uma câmera, consegui fazer o mount com:
# mkdir /tmp/nfs
# mount -t nfs -o nolock 10.0.0.39:/srv/storage /tmp/nfs
Não funcionaram
FreeNFS e FreeNFSe – Free. A versão FreeNFSe é destinada a instalação a partir do Windows XP e é especificamente destinada ao que desejamos: a conexão de clientes NFS “embutidos” ou “embarcados” e é extremamente simples de usar, mas não consegui fazer funcionar. O compartilhamento é criado mas tentar copiar para ele dá muitos erros e os arquivos são criados com zero bytes.
Windows Services For Unix – Gratuito e da própria Microsoft. Pode ser instalado até no Windows XP, mas foi descontinuado e não é mais oferecido para download. Complica demais porque requer que você faça um mapeamento entre os usuários do Windows e do Unix antes de poder compartilhar pastas. Se você quiser procurar por ele aqui estão informações de autenticidade para a versão 3.5 (a última), da cópia que baixei anos atrás:
CRC-32: 87cfd0f3
MD4: 95aac2b26bfd9971b73efe9e6c62d462
MD5: d632c1bd7bed8af2ddb2a00c81aafcab
SHA-1: cd9cc633d967a2186c6f55ec8e362c1efb370661
Problemas diversos
- “Connection refused” no comando mount – A maioria dos tutoriais diz que isso está relacionado ao seu firewall. Mas descobri que acrescentar ao mount a opção ‘-o nolock’ resolve o problema;
- Comando mount demora demais e depois dá “RPC timed out” – O firewall está atrapalhando
- “Permission denied” no comando mount – Se você é o usuário ‘root’ na máquina onde está dando o comando mount, o servidor NFS está configurado para negar acesso ao usuário root;
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 Jefferson,  19 de agosto de 2016, Acho um absurdo que em pleno 2016 ainda exista tanto machismo e segregação nas olimpíadas. Essa separação precisa acabar e precisamos ver a mulherada competindo de igual para igual com os marmanjos não só na esgrima, tiro, ginástica artística e nado sincronizado mas também na maratona, canoagem, vôlei, boxe, atletismo…
Quando saiu a primeira notícia de que os nadadores americanos tinham dito que os bandidos que os assaltaram tinham “mostrado o distintivo” para eles eu imediatamente achei que havia algo errado, só por causa disso. Mas como era o Rio eu deixei para lá minha desconfiança. No final minha primeira impressão estava correta e era invenção mesmo.
Concordo plenamente com o surf e skate se tornarem esportes olímpicos porque se futebol é esporte olímpico acho que até cuspe à distância se enquadra :P
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 Jefferson,  18 de agosto de 2016, As diferenças não atrapalham a digitação mas atrapalham significativamente o controle do notebook.
Veja as discussões que tive com o vendedor no Mercado Livre aqui e aqui e tire suas próprias conclusões. Para registro, o teclado abaixo é o legítimo teclado PK130QG2B27 que equipa o gateway Ne56R08b

Eu até pensei em comprar vários teclados direto com a bringIT porque além do frete ser mais barato que o do Mercado Envios (alguém se surpreende?), direto com eles dá para trazer vários teclados no mesmo frete, o que eles não deixam fazer pelo Mercado Envios. E como bônus eu não daria nenhum dinheiro ao Mercado Livre. Mas depois dessa eu estou com um pé atrás. Algum de meus leitores de longa data pode testemunhar a favor da empresa? Esse é um hábito ou um caso isolado?
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 Jefferson,  16 de agosto de 2016, CFTV, Redes, software Notas:
- “servidor” é, para a intenção deste post, uma funcionalidade de rede oferecido por um equipamento qualquer. Não estou me referindo a “um computador”, mas a aparelhos modernos conectados à rede como câmeras IP, NVRs, DVRs, modems, roteadores e media players;
- Meu interesse é descobrir senhas padrão telnet e ftp de equipamentos que possuo e minha abordagem será essa;
- O método de força bruta só é eficaz se o servidor não limitar o número de tentativas de login num determinado período de tempo. Medidas simples como bloquear o acesso do seu endereço IP por x minutos após y tentativas erradas de login já reduzem enormemente a capacidade de sucesso. Mas os equipamentos em que estou interessado geralmente não implementam qualquer proteção contra ataque de força bruta (edit: Injusto. Vários dos meus implementam medidas simples. Veja comentários);
- Qualquer comentário com perguntas onde sequer pareça que você está querendo usar isso em servidores que não estão sob sua administração será vetado.
Para quê?
Você pode pular essa parte indo direto para “NCRACK” se quiser.
Neste momento eu tenho cinco câmeras IP conectadas à rede de minha casa que tem servidor telnet embutido. O acesso telnet em equipamentos desse tipo geralmente oferece opções avançadas de diagnóstico e recuperação, como hard reset (apagamento da partição de configuração), mudança de configurações e comportamento e até backup e restauração do firmware. Este último é especialmente interessante porque minhas câmeras são genéricas, chinesas, e apesar de todas oferecerem opção de instalação de novo firmware, nenhum dos fabricantes tem sequer uma página na internet. Se o firmware de uma delas for corrompido, o único jeito de consertar é conseguindo uma igual (minhas câmeras são geralmente diferentes) para fazer uma complicada operação de desmontagem e dessoldagem para fazer uma cópia da memória flash com um gravador. Tendo um backup guardado do firmware original eu estou mais seguro.
O problema é que as câmeras tem essa funcionalidade, mas o fabricante não te diz a senha de acesso. Faz um certo sentido porque se você não souber o que está fazendo pode inutilizar a câmera (basta apagar um arquivo do bootloader) e nenhum fabricante quer essa dor de cabeça. Provavelmente a senha só é dita ao usuário pelo suporte técnico avançado quando há um problema sério ou o analista de suporte faz um acesso remoto à sua rede e com isso pode fazer o diagnóstico sem nem precisar dizer a senha. Mas…
Suporte técnico avançado?
Analista de suporte?
Suporte? Que suporte?
No final a existência desse acesso se torna uma vulnerabilidade, porque você não sabe a senha mas alguém na internet com certeza sabe. Todos esses equipamentos são baseados em Linux e o modo mais comum de obter a senha deles é, tendo acesso ao arquivo de firmware (que pode ser de uma atualização oferecida pelo fabricante), extrair o arquivo criptografado de senhas (geralmente etc/passwd) e rodar um programa de força bruta como o John The Ripper. Como o “ataque a um arquivo” não pode ser limitado como o ataque a um servidor, você testa milhares de possibilidades por segundo dependendo do poder computacional que tem disponível. E as senhas nem são tão complexas assim por isso fazendo uma pesquisa no Google você encontra diversos casos de senhas que foram descobertas “facilmente” dessa maneira.
Eu não estou particularmente preocupado com o acesso de terceiros às minhas câmeras porque eu procuro tomar medidas para que terceiros não tenham acesso fácil à minha rede, mas se eu tiver acesso não custa nada eu mudar essa senha default para dar um pouco mais de trabalho a um possível intruso. E, como eu disse anteriormente, o acesso telnet abre diversas possibilidades para o usuário avançado, incluindo mudar essa senha.
Mas já estou fugindo do assunto.
NCRACK
O Ncrack é um programa simples de linha de comando que permite fazer isso. Eu queria testar cinco câmeras e tinha uma dúzia de possíveis senhas. Parece pouco mas manualmente eu teria que fazer 5×12= 60 tentativas de login. Na décima eu já estaria tão entediado que começaria a errar a digitação (HA! Dependendo da senha eu já estou errando na primeira tentativa). Ncrack facilita muito isso porque eu pude colocar as 12 senhas (agora são 23) em um arquivo :
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23
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123456 1234qwer admin adminlvjh123 antslq cat1029 h2014071 helpme hi3511 hi3516 hi3518 hiklinux juantech jvbzd klv123 OxhlwSG8 root S2fGqNFs tlJwpbo6 vizxv vizxv xc3511 xmhdipc |
E dei ao ncrack uma lista dos IPs das minhas câmeras e esse arquivo para ele tentar. A linha de comando que eu coloquei em um arquivo .bat ficou mais ou menos assim:
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ncrack -vv -f -P ipcam.pwd --user root 192.168.10:23, 192.168.11:23, 192.168.12:23, 192.168.13:23, 192.168.14:23 pause |
No exemplo acima, “ipcam.pwd” é o nome que dei ao arquivo com a lista de senhas (uma por linha) e o usuário testado sempre será ‘root” (–user root).
Em 30 segundos (quando a lista tinha apenas 12 senhas) eu tinha as senhas de três das câmeras. As senhas das outras duas não estavam na minha lista.
Mais tarde quando acrescentei três câmeras rodei o teste de novo e consegui a senha de mais duas em menos de um minuto. Depois eu ampliei a lista de senhas para 23 e sem fazer qualquer esforço consegui obter a senha de mais uma câmera.
Se você quiser que o programa teste várias combinações de usuários e senhas pode colocar os nomes de usuários em um arquivo (um por linha) e indicar ao programa que o use, trocando o parâmetro ‘–u’ por ‘-U’ como abaixo:
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ncrack -vv -f -P ipcam.pwd -U ipcam.users 192.168.10:23, 192.168.11:23, 192.168.12:23, 192.168.13:23, 192.168.14:23 pause |
No exemplo acima eu coloquei os usuários em um arquivo de nome ‘ipcam.users’.
Note que este é um exemplo bem simples em que eu usei uma lista especial de senhas com alta probabilidade. Ncrack tem outras opções e você pode usar listas muito maiores.
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 Jefferson,  08 de agosto de 2016, CFTV Eu tenho esse problema com três das minhas câmeras ONVIF, de um total de oito em operação. Todas do mesmo modelo rodando duas versões do firmware. As três apagam ao mesmo tempo e voltam sozinhas ao mesmo tempo. O intervalo é variável mas se eu não fizer absolutamente nada a imagem volta sozinha em 15 minutos. A primeira vez que notei o problema foi ao desligar o disjuntor #4 no quadro geral da casa. Depois notei que sempre acontecia também quando desligava o disjuntor do meu quarto (que no quadro geral está no circuito do disjuntor #7). Nenhum desses disjuntores alimentava essas câmeras. Até esse ponto eu estava pensando em um estranhíssimo problema de indução magnética. Não fazia sentido, mas era a única explicação que eu tinha.
Até que eu fui fazer manutenção na rede ethernet nos fundos da casa (as três câmeras problemáticas ficam no quintal da frente) e descobri por acaso que desconectar da rede o roteador do quintal também fazia as câmeras apagarem. E as câmeras não tinha nenhuma dependência desse roteador. Mas o roteador estava no circuito do disjuntor #4. As peças começavam a se encaixar.
Então eu fui ao meu quarto e descobri que não era desligar o disjuntor que apagava as câmeras: bastava desligar o switch do meu quarto, que também nada tinha a ver com as câmeras.
Percebeu o tamanho do abacaxi?
A única coisa que eu encontrava em comum entre o roteador no quintal dos fundos e o switch no meu quarto é que ambos eram ligados ao switch principal da casa passando por um longo eletroduto de dezenas de metros. E isso não oferecia explicação alguma já que as câmeras problemáticas são ligadas a um outro switch seguindo na direção oposta sendo que nesse switch são ligadas quatro câmeras e uma delas, de outro modelo, não apresenta problema algum.
Depois de 24h pensando ocasionalmente sobre essa bizarrice, finalmente a ficha caiu e descobri o que mais havia em comum entre o roteador do quintal e o switch do meu quarto: cada um deles era o ponto de acesso à rede de um NVR secundário (eu tenho três na casa no momento).
A explicação até agora: por um motivo que só o fabricante dessas câmeras sabe explicar, se qualquer NVR visualizando as câmeras for desligado estas apagam esperando que o NVR volte a ficar online. Se o NVR voltar a imagem volta imediatamente. Se não voltar, em 15 minutos elas voltam a responder. Não adianta tentar visualizar as câmeras por outros meios nesse intervalo. Elas aparecem na rede, mas não dão imagem. Isso cria uma preocupante vulnerabilidade porque qualquer segmento da minha rede levando a um NVR que for desligado faz com que a gravação de todas essas câmeras pare. Ainda não encontrei uma solução que não seja reduzir as possibilidades de ataque a esses segmentos e/ou distribuir as câmeras por pontos pouco importantes. Não que eu acredite que alguém vá fazer isso, mas eu sempre trato o que faço em casa como um laboratório.
Eu ainda não sei qual o hardware usado pelas câmeras. Quando eu precisar fazer manutenção em alguma delas eu aproveitarei para desmontar e analisar que possibilidade de troca do firmware eu tenho.
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 Jefferson,  08 de agosto de 2016, Eu não lembro se já comentei sobre isso aqui, mas é bom nunca esquecer que máquinas dotadas de UEFI tem a capacidade de instalar software sem o conhecimento do usuário mesmo após uma formatação e o uso de discos “limpos” do sistema operacional. E esse recurso já foi abusado pela Lenovo com resultados espetacularmente ruins. Eu realmente sinto falta da simplicidade, segurança e robustez do BIOS.
Esta semana eu levei uma surra de uma máquina que não queria entrar no Windows de jeito nenhum (tela preta antes de aparecer a tela de login), exceto no Modo de Segurança, e seguindo pistas deixadas nos logs resolvi o problema removendo a placa de rede extra que eu mesmo instalara anos antes. A placa embutida que eu desativara por apresentar problemas, misteriosamente estava ativada e funcionando.
Nas últimas semanas eu venho consertando uma quantidade impressionante de aparelhos cujo único problema é um ou mais capacitores ruins. Uma TV, monitores, uns oito receptores de satélite, câmera IP e até um minúsculo módulo WiFi voltaram à vida trocando peças de um real. E às vezes nem isso. Muitas vezes o capacitor não é imprescindível à operação e basta removê-lo para o equipamento ficar perfeitamente usável novamente. Eu pretendo fazer posts sobre esses consertos no futuro.
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 Jefferson,  03 de agosto de 2016, A idéia era ruim desde o início. O instalador do Windows 8/8.1 dá a entender que o único jeito de usar essa versão do Windows é com uma conta Microsoft (não é) e por isso muita gente acabou se registrando no PC com as mesmas credenciais do seu email. O primeiro resultado prático dessa idéia idiota é que qualquer pessoa que vá entregar o notebook para manutenção precisa compartilhar com o técnico a sua senha de email (ooops!) que possivelmente está ligada a outros serviços “sensíveis” como Office 365, Onedrive, Skype e XBOX Live. Eu mesmo não quero que ninguém compartilhe essas senhas comigo.
Mas ficou pior: descobriram que uma “funcionalidade” do Windows que existe há vinte anos e que embora fizesse especialistas em segurança arquearem as sobrancelhas nunca foi um grande problema (não havia como explorar de fora da sua rede local) se aproveita disso para que qualquer pessoa possa descobrir as credencias da conta de email de outra pessoa no outro lado do planeta simplesmente conseguindo convencê-la a clicar em um link!
Você pode testar aqui o funcionamento. Só funciona se você estiver navegando com IE ou Edge, mas existem meios de contornar isso.
Isso é o paraíso não apenas para “bandidos”, mas esposos, esposas, namorados, namoradas, desafetos, script kiddies… a lista de pessoas que podem se aproveitar disso é simplesmente imensa!
Como resolver? Você já deveria ter deixado de usar uma conta Microsoft para fazer login no seu computador com Windows 8 há muito tempo.
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 Jefferson,  03 de agosto de 2016, Depois de um ano sendo oferecido de graça e de uma forma tão agressiva que é altamente suspeita, estima-se que o Windows 10 só tenha alcançado 21% dos desktops. Em números absolutos ainda é um feito que impressiona: 350 milhões de máquinas. Mas se você pensar que é apenas o dobro que o Windows XP e metade que o Windows 7…
Nem dá para dizer que tenha alguma coisa a ver com pirataria, porque o Windows 10 não fazia qualquer objeção quanto a fazer o upgrade do Windows 7 Ultimate Jack Sparrow Edition.
Não, obrigado. Telemetria, updates obrigatórios, sistema operacional em constante mutação… Prefiro ficar alternando entre o Windows 8.1 ou o Windows XP. HA! Eu tenho um notebook aqui que roda Windows 98 para uso exclusivo com o meu programador de EEPROM.
A propósito, o amigo José Carneiro me apontou ontem que tem várias pessoas vendendo licenças do Windows 8.1 Professional no Mercado Livre por entre R$10 e R$15. Este valor é com nota fiscal. E com garantia de ativação. Parece que alguém descobriu como criar um key generator. Eu não ficaria muito surpreso já que foi um brasileiro que descobriu como clonar PS4 usando um Raspberry Pi.
Também sobre o mesmo assunto, descobri ontem que ainda existe uma versão do Windows XP que recebe atualizações de segurança: O Windows Embedded POSReady 2009. Ainda por cima não exige ativação online e o instalador foi renovado, permitindo adicionar drivers de controladora com mais facilidade que o original que exige um drive de disquete.
Eu não testei, mas parece que os mais curiosos devem procurar pelo sha1 0e9e37f9268bbb7181e0a1ae561c178382cc3014
A mais recente versão do Avast nunca foi tão grande, com 219MB, mas acho que nunca instalou tão rápido. Agora existe uma opção de instalação mínima que termina em segundos.
A propósito, logo depois que a Avast comprou a AVG descobri que o link para download do instalador offline não funcionava mais. Achei que a Avast não ia permitir mais baixar o instalador completo, até achar um novo link.
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 Jefferson,  02 de agosto de 2016, ADSL, PorDentro, Wifi Mais fotos e informações virão mais tarde. Estou agilizando a publicação de material acumulado.
Note que essa placa parece idêntica à do TD5130v2. Tão parecidas que eu achei que tinha colocado a mesma foto nos dois posts. Mas localizei duas diferenças: na outra existe um conector para antena WiFi externa (canto inferior esquerdo da placa) e está ausente o conector da porta serial. São detalhes tão discretos que parece o jogo dos sete erros.

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Hoje eu tentei usar esse procedimento com meu mini-NVR e falhei miseravelmente. Eu jurava que tinha conseguido antes mas agora toda tentativa de usar o comando mount dava o erro “no such device”.
Depois de apanhar muito eu desisti e fiz o backup das partições via pendrive. Horas depois eu encontrei uma dica que pode explicar o problema: o mini-NVR possivelmente não tem suporte a nfs. Para checar que sistemas de arquivos o aparelho suporta o comando é este:
cat /proc/filesystems
E a resposta do mini-NVR é
Note que “nfs” não aparece na lista.