 Jefferson,  05 de setembro de 2016, Na última sexta feira, após mais um processo de update forçado e inesperado do Windows 10 que levou pelo menos duas horas, um cliente ligou para mim dizendo que o Windows Live Mail (WLM) 2012 não funcionava mais com a mensagem “…está faltando MSVCR110.dll”. Como eu não podia atendê-lo na ocasião ele ficou o fim de semana inteiro sem email no notebook e tive que atendê-lo com urgência hoje às 5 da manhã.
Esse problema é trivial de resolver: basta reinstalar o “Microsoft Visual C++ 2012 Redistributable”. Eu usei a versão x86 mesmo no Windows de 64 bits porque o WLM é de 32 bits. E usei a opção “reparar” do instalador. Mas o que eu penso de atualizações automáticas não mudou desde 2008.
Parece que fazer um software escrito por ela sobreviver a atualizações de um sistema operacional dela, forçadas por ela, está além da capacidade técnica da MS.
E por falar em WLM, há uma semana uma cliente me avisou que o Hotmail (outlook.com) dela não sincronizava mais com o WLM 2012. Depois de muito apanhar, porque as instruções de instalação existentes inclusive no fórum da MS não batiam eu desisti de consertar e resolvi simplesmente reinstalando a conta dela escolhendo IMAP em vez de Hotmail. Teve que baixar as 7mil mensagens dela de novo, mas funcionou. Ontem eu estava pesquisando outra coisa e esbarrei na notícia de que a MS ia cortar o acesso ao Hotmail pelo WLM. Parece que dar uma mensagem de erro clara em um software escrito por ela, que tenta acessar um serviço criado por ela está além da capacidade técnica da MS.
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 Jefferson,  05 de setembro de 2016, CFTV, correios, IR-CUT O comércio de Recife é decepcionante por duas razões: ele obviamente não se compara ao de São Paulo em números e os poucos comerciantes que temos aqui parecem não ter descoberto a internet ainda. Eu estou há um tempão precisando comprar domos vazios para câmeras de segurança e não encontro um anúncio sequer de Recife. O mais próximo fica a pelo menos 100km daqui em Caruaru, vou ter que comprar sem ver o produto e vou ter que pagar por isso R$14 de frete.
Ontem eu decidi que preciso comprar algumas lentes de 1.9mm S-Mount. A julgar pelo Google não existem ninguém em todo o Pernambuco vendendo isso. A lente já não é barata: custa no mínimo R$19, o que parece um abuso quando você compra uma câmera inteira (com outra lente, é verdade) por R$35. Mas o que mata é o frete: R$17 para esperar no mínimo uma semana por um produto que pesa cinco gramas? E isso porque estou usando os descontos do Mercado Envios, que evaporam se eu quiser duas lentes: o frete salta para R$28 por 10 gramas no sistema louco(1) desenhado pelo Mercado Livre. E não é porque sequer R$17 seja o custo real porque sabemos que uma carta registrada custa tão baixo quanto R$4. Mas isso já é o monopólio dos Correios em ação.
Com um frete desses não dá. Pelo jeito vou ter que “bater perna” e procurar nos vendedores incompetentes de Recife.
(1) O Mercado Livre decidiu, por razões que só a ganância sabe explicar, não perguntar ao vendedor qual o peso do produto. Você diz o que quer vender e eles arbitram o quanto pesa. Sabendo que o peso mínimo de uma encomenda PAC é de 1kg, o preço sobe em incrementos de também 1kg e o seguro é de 1% do valor do produto, as práticas de cobrança de frete do Mercado Envios não fazem qualquer sentido.
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 Jefferson,  04 de setembro de 2016, android Há uma semana a app do Bradesco quis atualizar pedindo uma nova permissão: “app history”. O Bradesco no meu celular quer ter acesso também a que outras apps eu executo, que sites visito e meus favoritos. No desktop, o banco sequer me obriga a instalar um módulo de segurança.
Eu estava “resolvendo” isso simplesmente me negando a instalar a atualização. Mas hoje ao reiniciar o Android o sistema já começou com um erro “Bradesco is not responding”.
Ora, eu não uso essa app há um mês. O que danado ela faz executando automaticamente na inicialização? Será que ela é a responsável pelos congelamentos esporádicos do Android no meus Samsung E5 Duos?
Desinstalei a app. Se e quando eu precisar dela, instalo uma versão antiga do meu backup e depois desinstalo novamente.
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 Jefferson,  31 de agosto de 2016, wordpress Este post possui recursos que pode ser complicado ou impossível acessar na versão mobile do blog e/ou com uma touchscreen. Versão desktop e mouse recomendados.
Como uma imagem vale por mil palavras, melhor começar passando o mouse sobre a imagem abaixo:

Se nada aconteceu, me avise nos comentários dizendo que browser e versão você está usando.
Essa minha necessidade não é nova. Quem me acompanha desde o review do DVP642 sabe que eu tinha o hábito de comentar as fotos que publicava. Na época eu só precisava adicionar a biblioteca javascript overlib e, a parte mais chata do processo, criar um image map de cada imagem com os comentários. Esse processo era apenas parcialmente visual e um tédio por isso eu não lamentei muito quando minha mudança para o WordPress me impediu de continuar usando-o.
O processo com overlib além de ser um tédio tinha o inconveniente de que você tinha que passar com o mouse sobre cada ponto da imagem à procura de comentários. Como se pode ver esse problema não existe com o plugin Demon Image Annotation (DIA), que mostra imediatamente todos os pontos comentados. E mais: eu posso demarcar e adicionar notas de forma totalmente visual. Ao contrário da overlib, que eu usava quase a contragosto, está sendo um prazer usar DIA.
Mas eu só posso dizer isso agora que DIA está funcionando. Eu venho há semanas (esporadicamente, é claro) apanhando para fazer o plugin funcionar neste blog. Ele funcionou imediatamente em outros de meus blogs onde instalei só para tirar a dúvida mas aqui sequer ele parecia instalado. Agora parece estar OK mas não estou certo do que fiz para resolver o problema. Quando eu testei da última vez há umas duas semanas não funcionava e quando testei ontem estava funcionando. Cache do wordpress? Erro meu? Não sei.
Notas para leitores:
- Ao passar o mouse sobre a imagem ela é imediatamente alinhada à esquerda e não volta mais para o alinhamento central. Isso é coisa do plugin e não sei resolver;
- O plugin permite que até vocês leitores façam comentários sobre as imagens. Mas como eu não consegui ver a utilidade disso para o tipo de imagem que publico, achei melhor desabilitar o recurso. Se eu estivesse fotografando paisagens ou “arte” eu acharia mais útil. Porém se conseguirem me apontar a utilidade eu poderei rever isso. No site do desenvolvedor existe um live demo mostrando como isso funciona;
- O meu nome aparece em cada um dos comentários devido a essa característica “colaborativa” do plugin. Não há opção para desativar essa exibição, mesmo com apenas uma única pessoa comentando.
Notas para interessados em usar o plugin no próprio blog:
- Infelizmente o autor não atualiza nem o próprio site há três anos e não responde na página de suporte do plugin há um ano. Os problemas encontrados no plugin vão precisar ser resolvidos pelo próprio usuário;
- Se você copiar a imagem entre posts mantendo o “ID”, todos os comentários acompanham, como acontece na imagem acima. Se eu editar aqui, automaticamente a imagem no post original é editada também.
- Mesmo você sendo o Admin os comentários adicionados por você caem em uma fila de moderação do próprio plugin. Eles ficam visíveis somente até você atualizar a página e somem. Isso me deixou confuso por vários minutos porque mesmo depois de achar os comentários na fila de aprovação eu não entendi o linguajar do plugin. O que eu achei que estava aprovado na verdade estava “desaprovado”. Aliás parece que quem escreveu os textos no plugin não domina a língua inglesa, conforme nota a seguir;
- O plugin fica exibindo em todo lugar no dashboard do wordpress o texto “Important: Please update the new version of settings and usage” que dá a entender que você precisa fazer alguma atualização nas configurações. Depois de muito tempo tentando encontrar essa atualização eu estou convencido de que o plugin quer dizer que você deve se “atualizar a respeito” ou “familiarizar” com a nova versão das configurações. Eu escreveria “be aware of” ou “take a minute to review” no lugar de “update”;
- Se habilitar DIA com ID automático não fizer absolutamente nenhuma diferença visual nas suas imagens, pode estar havendo um conflito com outro de seus plugins;
- Por default o plugin habilita comentários em todas as imagens. Como isso não é um fotolog e cada imagem com comentários habilitados cria um pequeno problema visual no fluxo do blog eu decidi definir manualmente cada imagem onde os comentários vão aparecer. Para isso é necessário acrescentar manualmente uma atributo à tag da referida imagem. Infelizmente isso pode ser um aborrecimento quando você tem muitas imagens em um texto longo. Como o WP não tem recurso na UI para acrescentar um atributo visualmente, você tem que reverter para o HTML, achar a referência à imagem na munheca e acrescentar o atributo à tag;
Eu estou aberto a sugestões de alternativas de anotação de imagens.
12/08/2017
Quando pedi ajuda no fórum de suporte do plugin Calculated Fields Form (CFF) para o fato de CFF parar de funcionar ao ativar tanto a versão 3.6 quanto a 3.7 do DIA, o autor gentilmente me mostrou que o autor do DIA cometeu um erro grosseiro. O WordPress vem com sua própria versão da biblioteca Jquery e o autor do DIA decidiu usar outra, mais recente, e em vez de usá-la apenas no seu plugin fez a modificação valer para o blog inteiro.
Isso é muito ruim. Provavelmente diversos outros plugins que eu testara sem sucesso aqui no blog podem ter falhado por causa disso.
O problema está em imageannotation.php
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function dia_jquery() { wp_register_style( 'annotate-style', plugins_url( '/css/annotation.css', __FILE__ )); wp_enqueue_style( 'annotate-style' ); wp_deregister_script('jquery'); wp_register_script( 'jquery', '//ajax.googleapis.com/ajax/libs/jquery/2.1.1/jquery.min.js'); wp_enqueue_script( 'jquery' ); wp_deregister_script('jquery-ui'); wp_register_script('jquery-ui', '//code.jquery.com/ui/1.11.2/jquery-ui.min.js'); wp_enqueue_script('jquery-ui'); wp_deregister_script('jquery-annotate'); wp_register_script('jquery-annotate', plugins_url( 'js/jquery.annotate.js' , __FILE__ ),array('jquery')); wp_enqueue_script('jquery-annotate'); wp_deregister_script('jquery-annotate-config'); wp_register_script('jquery-annotate-config', plugins_url( 'js/jquery.annotate.config.js' , __FILE__ ),array('jquery')); wp_enqueue_script('jquery-annotate-config'); } |
Como se pode ver, nas linhas 5 e 6 o autor desabilita a versão do jquery que vem com o wordpress e habilita uma versão específica 2.1.1 hospedada pela Google. Mais à frente, nas linhas 9 e 10 ele faz o mesmo com uma biblioteca jquery que proporciona interface com o usuário. E mais à frente ele de novo troca as bibliotecas usadas pelo wordpress pelas suas próprias versões, desta vez instaladas junto com o plugin.
O que ele faz nas linhas 5 e 6 é o que provoca o maior dos problemas. Todo autor de plugin (bem, obviamente quase todo ele) espera usar o jquery que vem com o wordpress. Ao fazer essa mudança para acomodar uma necessidade sua o autor de DIA criou um problema para todos os outros plugins que usam jquery!
A solução imediata é comentar as linhas 5 e 6. Isso deixa a operação do plugin mais lenta mas aparentemente não há outro efeito colateral. Idealmente devemos comentar as linhas 9 e 10 também, mas isso impede a adição de novas notas porque a UI fica sem os botões. Por hora eu vou deixar habilitado mas eu tenho que ter em mente que qualquer problema de UI que eu encontrar ao testar um novo plugin pode ser provocado por isso.
Muitos erros no LOG
Desde 28/07/2016, quando provavelmente eu comecei a fazer meus testes, o plugin está com um problema e eu não havia notado. Encontrei um arquivo wp-admin\error_log com 57MB e mais de 72 mil erros relacionados com uma alteração de tabela mal sucedida:
Erro de banco de dados do WordPress Duplicate column name ‘note_post_ID’ para a consulta ALTER TABLE wp_demon_imagenote ADD note_post_ID bigint(20) NOT NULL AFTER note_comment_ID; feita por do_action(‘admin_init’), WP_Hook->do_action, WP_Hook->apply_filters, call_user_func_array, dia_admin_init, dia_createtable
Um ALTER TABLE só deveria acontecer na instalação do plugin mas às vezes o erro ocorre uma vez a cada segundo! Eu editei o arquivo imageannotation.php comentando uma das linhas que faz um ALTER TABLE e aparentemente o problema foi resolvido:
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$sql = "ALTER TABLE `".$table_name."` ADD `note_post_ID` bigint(20) NOT NULL AFTER `note_comment_ID`;"; // $wpdb->query($sql); //Desativado por Jefferson em 12/08/2017 $dia_pluginver = $dia_curVersion; |
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 Jefferson,  31 de agosto de 2016, #tchauquerida
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 Jefferson,  31 de agosto de 2016, Hostgator, wordpress Já virou tradição: todo ano em setembro tem greve dos correios. Eu não espero que esse ano seja diferente. Preparem-se.
A hostgator mandou uma mensagem educada dizendo que eu não tenho mais opção a não ser manter minhas instalações do wordpress atualizadas. Ou eu faço isso ou eles farão à minha revelia antes de terminar o mês. Isso tem uma grande probabilidade de dar **rda com o plugin que dá suporte a downloads da instalação principal (usada também aqui) entre outras coisas. Eles dizem que podem detectar e atenuar “a maioria” do problemas. Eu não fiz nada a não ser fazer backup. Vamos ver no que vai dar.
Hello,
Hostgator is dedicated to keeping your account secure and working smoothly. Our commitment to open source software and an intuitive web experience makes your online success our number one priority.
Maintaining up-to-date WordPress installations is an important part of protecting the content on your Hostgator account. After scanning your WordPress site(s), we found the following installations are out of date:
xxxxxxxxxx
In 3 days, we will start automatically updating to the latest version of WordPress. Your website will remain online during this process. You can also manually update your WordPress site(s) and review the compatibility of your themes and plugins.While not common, updates may adversely affect the functionality of a site in cases where WordPress core files have been edited or the site is running unsupported themes or plugins. However, the automated update process will detect and mitigate most problems.
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 Jefferson,  30 de agosto de 2016, HDMI, PorDentro Este post possui recursos que pode ser complicado ou impossível acessar na versão mobile do blog e/ou com uma touchscreen. Versão desktop e mouse recomendados.
Este post estava em rascunho desde junho. Vai para publicação assim mesmo por causa da minha nova política a respeito.
Mas ainda é um rascunho. Quando estiver “pronto” eu removerei este aviso.
Neste post eu vou começar a explicar como os switches HDMI funcionam e fazer a análise de alguns modelos baratos. No final você vai entender por que alguns funcionam de forma errática, o perigo de usar fonte externa e até como corrigir alguns problemas se você tiver alguma habilidade com eletrônica.
Todos os switches HDMI que conheço são eletrônicos e tem alguma inteligência embutida.
Métodos de seleção
Todos implementam um ou mais dos seguintes métodos de seleção de entrada:
- Manualmente, pressionando um botão repetidas vezes até selecionar a entrada desejada;
- Seleção automática, onde o aparelho recentemente ligado seleciona automaticamente a porta do switch onde está conectado.
- Por controle remoto infravermelho.
Alimentação
Geralmente o switch é alimentado por qualquer uma das entradas HDMI. Não é preciso nem abrir um switch para perceber que o sucesso disso é incerto, pois basta olhar a especificação HDMI, que na seção 4.2.7 esclarece os seguintes pontos sobre o fornecimento de corrente por uma porta HDMI:
- Todo Source HDMI deve ser capaz de fornecer um mínimo de 55mA no pino +5V;
- Um Source HDMI dever oferecer proteção contra sobre-corrente de não mais que 500mA no pino +5V.
Ou seja, para a especificação, 500mA já é um curto-circuito e os fabricantes só precisam garantir meros 55mA. Muitos equipamentos podem fornecer e fornecem mais que isso, mas a especificação só exige 55mA. Para resolver esse problema alguns switches contam com entrada para fonte externa, mas você verá adiante que usar uma pode não ser boa idéia.
Pela análise de um switch típico você poderá entender esse e outros problema:
SWITCH “TD-LINK”

Este switch usa um chip bem popular: o Pericom PI3HDMI301. A primeira coisa interessante que encontramos no datasheet é que o consumo típico é de 200mA quando em operação. Bem acima do mínimo garantido pela especificação HDMI. Mas os problemas não acabam aí.

O chip chaveador opera com 3.3V que precisam ser obtidos a partir dos 5V através do regulador AMS1117 (marcado como U2 na foto). A tensão de entrada de um regulador precisa ser um pouco maior que a tensão de saída, que no caso desse regulador é no mínimo 1V. Isso implica que precisamos de no mínimo 4.3V na entrada e temos 0.7V de margem. Até aí parece razoável, mas como o switch usa diodos para isolar as entradas a tensão na entrada do regulador é a tensão +5V HDMI menos a queda de tensão típica no diodo. Aí a coisa fica crítica.
O designer deste switch usou diodos retificadores comuns, que tem uma queda de tensão típica justamente de 0.7V. Isso explica porque esse modelo tem um jack para alimentação externa.
CONTINUARÁ QUANDO EU PUDER – Assine o feed de comentários ou assine este post para ficar sabendo de atualizações.
Outro switch por dentro:



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 Jefferson,  30 de agosto de 2016, Esse problema deve ter acontecido comigo uma, no máximo duas vezes antes. E quando eu usava o Windows XP (estou agora no 8.1 x64). Faz tanto tempo que eu não o reconheci. Estava ficando cada vez mais difícil ler o cartão da minha câmera. Eu colocava em múltiplos leitores, em múltiplas portas USB (eu tenho mais de 30) e às vezes ele pegava na hora e eu achava que era mau contato. Houve uma vez que eu desisti e deixei o leitor plugado na USB enquanto eu fazia outra coisa aí uma meia hora depois, sozinho, o Explorer abriu com o conteúdo do cartão.
Passei vários dias convivendo com o problema até que perdi a paciência. Ai me lembrei de como eu havia resolvido um problema similar em 2010.
Removi todos os leitores de cartão e apaguei todos os dispositivos que apareciam como ocultos.
Problema resolvido.
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 Jefferson,  29 de agosto de 2016, PorDentro Este post possui recursos que pode ser complicado ou impossível acessar na versão mobile do blog e/ou com uma touchscreen. Versão desktop e mouse recomendados.
Este post está em rascunho.

Eu tenho um aparelho desses e o amigo José Carneiro tem dois. Um dos quais deu defeito e agora não exibe nada pela HDMI. Eu peguei para analisar e estou escrevendo este post com as coisas que vou aprendendo no caminho. Posso não conseguir o conserto mas o meu relato pode ser útil para outros.
A única coisa que vou adiantar sobre minha opinião a respeito do aparelho é que achei a qualidade do som decepcionante. Entretanto eu ainda preciso fazer um teste mais rigoroso para ter certeza de que fatores externos não influenciaram negativamente minha percepção.

Lá no centro da placa principal podemos ver escrito MODEL: HT-F5500. O que sugere que a mesma placa é usada para outros aparelhos.

Outras inscrições:
- CODE: AH41-01606A
- AH41-01606
- SIZE: 240×142/1.6T
- DATE:2012.12.19
O aparelho tem uma entrada e uma saída HDMI. Com a entrada HDMI selecionada seu som deveria sair pelas caixas acústicas do aparelho e a imagem (e o som também) pela saída HDMI, mas o aparelho não exibe imagem em nenhuma condição e o som da HDMI IN, segundo relato de JC, também não pode ser ouvido. Isso sugeria o chip HDMI completamente morto.
Coloquei um switch HDMI na saída HDMI para checar se a porta tinha tensão. A porta correspondente do switch acendeu, então havia tensão.
Liguei à minha TV FullHD para me certificar de não ser enganado pelo HT estar em um modo incompatível e apesar de não ver imagem constatei que o HT era adicionado como um dispositivo HDMI CEC no menu, então a saída HDMI não estava morta pois os canais de sinalização estavam funcionando. A não ser que a sinalização seja feita por fora, o chip HDMI não deve estar realmente morto.
Eu tentei um RESET do aparelho que é feito apertando por cinco segundos o botão STOP frontal na condição de NO DISC. O display exibe INIT por algum tempo e depois, quando selecionada a opção BD-DVD, fica exibindo SETUP, que é a condição de fábrica. Mas nada mudou.
Todo a operação HDMI é controlada pelo chip Explore EP92A2S4, sobre o qual praticamente não existe informação (centro da foto) exceto pelo manual de serviço do Samsung HT-9750W, que usa o mesmo chip. Esse manual de serviço dá muitas dicas importantes de diagnóstico, mas carece de informações detalhadas sobre a operação do EP92A2S4.

Nem no site do fabricante esse chip existe. Assim como não pode ser encontrado nem no ebay nem na Aliexpress. E não é porque seja exatamente “novo” já que o aparelho até saiu da garantia e acho que esse modelo nem é mais vendido. Então se o defeito for nele vai ser preciso canibalizar outro aparelho com o mesmo chip. No Mercado Livre tem gente hoje vendendo a placa inteira, supostamente nova, por mais de R$350. Na minha opinião não vale a pena.
Pesquisando por inscrições existentes na placa acabei encontrando o manual de serviço do Home Theater Sharp HTSB60, cuja interface HDMI é controlada pelo chip EP92A2E. Do mesmo fabricante, com o mesmo número de pinos e com uma diferença de sufixo. Depois de uma comparação da função de diversos pinos entre o esquema da Sharp e as fotos que tirei estou razoavelmente convencido que o pinout é o mesmo portanto dá para usar também o manual da Sharp como referência de manutenção desta região do F5505K.
Aqui está o datasheet do EP92A2E. Ele não acrescenta muita informação ao que pode ser visto no manual de serviço da Sharp exceto por este diagrama de blocos que joga bastante luz sobre o funcionamento interno do chip:

O diagrama de blocos dá a entender que, sendo confirmado que não existe áudio em HDMI IN, então o chip deve estar mesmo com defeito, provavelmente no switch interno.
Uma coisa interessante que podemos ver no datasheet e nos manuais de serviço é que o chip tem uma porta HDMI extra, não implementada pelo F5505K. As portas do chip são numeradas 0, 1 e 2 sendo que o F5505K usa apenas as portas 0 e 2. Será que o chip está travado justamente na porta que não tem conexão?
Duas outras informações saltam aos olhos no manual da Sharp:
- O chip tem firmware, que pode ser atualizado pelo fabricante do aparelho;
- Existe um pino chamado MCU_RSTb que quando posto em nível baixo “a controladora HDMI é totalmente resetada”;
É tentador resetar a controladora, mas o termo “reset” tem conotações perigosas e existe um pequeno risco de que isso só piore as coisas e eu teria que regravar o firmware mas não há qualquer informação de como fazer isso.
Os pinos de acesso aos terminais de gravação estão disponíveis na placa, rotulados EX3.3V, HM_70, HM_71, HMCU_OP e HGND. Aliás foi procurando pelo propósito de um desses pinos que cheguei ao manual da Sharp. Entretanto o manual da Samsung chama esse conector de DEBUG. Será que atua como porta serial?
Veja no centro da foto.

A foto acima mostra também o footprint para um conector WR1_R e test points para os sinais WDATA1, WBCLK, WCLK, WINIT, WIOSET e WS4.6V de um lado e WRST, WDATA, WDGND, WLRCK,WDATA2 e WDGN2 do outro. Mais acima os test points para a porta Ethernet (L_DGND, RX-, RX+, TX- e TX+). Aliás no centro da foto está o chip controlador da porta ethernet, um Realtek RTL8201E.
Zoom nos componentes mais próximos aos conectores HDMI:

Os componentes marcados como ESD Protection (proteção contra descarga eletrostática) parecem similares ao CM1213 da ON.
Na região das memórias temos os footprints para um conector CN6 (esquerda) e UCN2 (direita)
CN6 parece conectar com o chip com dissipador preto.

Footprint para CN12 e o curioso footprint para um um botão (SW17). O que será que isso aciona?
CN12 parece conectar com o chip com dissipador preto.

Footprint para conector CN7 e algo que parece ser um indutor (WC2_R).
Módulo bluetooth.
Conector do flat cable dos botões capacitivos do painel. À direita vemos o footprint de uma possível conexão USB extra (WCN1_i)

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 Jefferson,  27 de agosto de 2016, Consertos, PorDentro, Redes 
Além do básico que é checar se o cabo está crimpado corretamente este tipo de aparelho tem um recurso impressionante: ele mede o comprimento do cabo. Mais que isso: ele mede o comprimento de cada par do cabo. Assim é possível saber:
- Se o cabo foi cortado e onde;
- Se algum par foi danificado e onde;
- Se o cabo é longo demais.
Alimentação
O aparelho tem um consumo de 16mA (de acordo com o manual) e é alimentado por quatro pilhas AA, o que eu hoje em dia acho muito inconveniente. Precisar de duas desse tipo é o meu limite. E o fato disso criar oito possíveis pontos de mau contato não ajuda, mas poderia ser pior: eu gosto ainda menos de baterias de 9V. Opera normalmente também com quatro baterias NiMh.
Resultado de meus testes:
- 4.0V – Não liga.
- 4.4V – Liga, mas texto mal é visível na tela
- 4.6V – Texto mais visível
- 4.8V – Texto já parece completamente visível
Qualquer dia desses eu vou acabar colocando um jack USB no aparelho para ter a opção de alimentá-lo usando o mesmo “power bank” que uso para carregar meu celular.
A eletrônica
O aparelho é muito difícil de abrir quando você não sabe como. Eu provoquei pequenos danos externos e internos ao meu PN-8108 tentando forçar a abertura até descobrir que ele é fechado por parafusos ocultos em orifícios selados por cilindros de plástico, que parecem “pezinhos” que por não saírem de jeito nenhum você acredita que sejam parte da carcaça do fundo. O único modo aparente de desbloquear o caminho até os parafusos é perfurar esses cilindros.
A foto abaixo é do interior do Puneng PN-8108. O SC8108, de outro fabricante, opera da mesma forma (eu tenho ambos) e por isso eu suponho que seja quase idêntico por dentro.

O display é alfanumérico de 16 colunas e 4 linhas e a disposição dos pinos me faz crer que seja compatível com o padrão hitachi HD44780. Porém ainda assim seria um tanto difícil conseguir substituto exato para o display porque o formato não é tão comum. O que você encontra às pencas no mercado por causa do Arduino são displays 20×4 e 16×2, mas não 16×4. O display tem backlight que você opera por um botão.
Toda a inteligência está no enorme microcontrolador de 40 pinos Atmel AT89S52 (opera de 4V a 5.5V). Se este der defeito o aparelho provavelmente vai para a sucata, porque aí está o programa e embora seja possível comprar um “virgem” por R$10 no Mercado Livre, não faço idéia de como implementar o algoritmo que mede o comprimento dos cabos, mesmo que eu levantasse todo o diagrama. Os outros componentes relevantes estão no fundo e são todos circuitos integrados lógicos comuns fáceis de adquirir:
- HCF4051 (3x) – multiplexador/demultiplexador analógico de 8 canais – opera com no mínimo 3V;
- HCF4052 – multiplexador/demultiplexador analógico de 4 canais duplo – opera com no mínimo 3V;
- 74HC00 (2x) – quatro portas NAND de duas entradas – opera com no mínimo 2V;
- 74HC373 (2x) – Latch transparente tipo-d tri-state com 8 portas – opera com no mínimo 2V;
- 74HC4040 – contador ripple binário de 12 estágios – opera com no mínimo 2V.
A necessidade do microcontrolador acaba definindo até onde as baterias podem descarregar antes do aparelho deixar de funcionar. Note que o microcontrolador deve operar com até 5.5V mas quatro pilhas AA novas podem dar até 1.6×4 = 6.4V. Para evitar dano, a tensão de alimentação de todos os circuitos integrados é regulada pelo conjunto de diodo e transistor Q1 e D2.
Diagrama parcial
Clique na imagem para ver em tamanho real e legível

Detalhe do circuito de alimentação:

Os dois diodos, marcados D3, ligados a R18 são o mesmo componente. Possivelmente um MMBD4148SE.
Ao apertar o botão Power, Q3 conduz o que faz Q4 conduzir e manter Q3 conduzindo através de R12. O aparelho é desligado pela atuação de Q5, que pelo que entendi ocorre em duas situações:
- Após um intervalo de 30 minutos ligado, o microcontrolador manda um sinal de desligamento via C11;
- Ao apertarmos de novo o botão Power o microcontrolador sente isso no pino 7 (através de R19) e comanda o desligamento também via C11
Ou seja: o desligamento sempre depende do microcontrolador.
A tensão +B é um pouco menor que VBAT por causa da queda em Q4 e a tensão em +C é regulada em torno de 4.1V (a tensão do zener D2 menos a queda de tensão na junção base-emissor de Q1)
O meu PN-8108 não ligava mais e após levantar o esquema levei apenas alguns minutos para descobrir que era Q3 que estava com defeito. Após a substituição por um transistor NPN de uso geral 2N3904 o problema foi resolvido.

Terminadores
Para medição de comprimento não é necessário haver nada na outra extremidade do cabo. Para outros testes o aparelho requer que um terminador especial chamado de “wiremap adapter” seja colocado na outra ponta. Para abrir o terminador basta remover o parafuso que está oculto sob a etiqueta e desencaixar.
Você pode ter até 8 terminadores que o aparelho é capaz de distinguir entre eles e dizer que cabo você está testando. Eu não consegui adquirir os outros sete por um preço razoável mas adiante eu explico o necessário para fabricá-los. Isso só faz falta realmente quando você está sozinho identificando um grande número de cabos.
A eletrônica do terminador é simples:


Diagrama

A placa tem dois componentes que não aparecem no diagrama: D105 e D106 (provavelmente um zener), porque eles são conectados apenas às ilhas de solda no fundo e mais nada. Dependendo das ligações que você faz com essas ilhas de solda você muda o ID do terminador, conforme imagem abaixo:

A lógica é a seguinte:
São sempre três jumpers de solda, mas os dois primeiros (sempre 2,3 ou 1,4) apenas definem a polaridade da série com os dois diodos. Ligando 2 e 3 é uma polaridade e ligando 1 e 4 a polaridade inverte, mas uma ponta é sempre ligada ao pino 1 do conector RJ45. O último jumper define se a outra ponta da série vai ficar ligada aos terminais 3, 4, 5 ou 6 do conector RJ45.
Você não precisa fazer as ligações referentes a ID1. Nenhum jumper dá o mesmo resultado.
A informação necessária pra deduzir isso foi obtida nos comentários deste blog russo, que por sua vez foi dica do leitor João Batista nos comentários deste post.
Nesta outra versão do esquema eu tento deixar o papel dos dois diodos mais fácil de entender:

O BIP
O terminador emite um bip periódico quando o testador é plugado na outra extremidade que é útil quando você está trabalhando em dupla mas pode deixar outras pessoas desconcertadas sem saber de onde o som vem. Geralmente você pluga o terminador primeiro porque ele não tem qualquer indicação visual e se encaminha para a outra ponta do cabo com o testador. Quando você chega lá minutos depois e pluga o testador no cabo, o terminador começa a emitir o bip. O intervalo entre bips não é curto o bastante para ser irritante, mas é longo o bastante para dificultar muito a localização de sua origem. Já ocorreu uma vez de eu mesmo voltar ao recinto e por um minuto ficar imaginando de onde vinha o bip. Eu conheço um celular que faz a mesma coisa quando a bateria está com carga baixa e é de deixar você maluco.
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Confesso que por aqui não conheço UMA pessoa que usa esse Live Mail. Um conhecido meu que dá suporte por aí me falou que os poucos que usam vivem reclamando. Recomendo fortemente que, se tive o pacote Office instalado no PC que use o Microsoft Outlook ou até outro cliente free…
O Outlook é caríssimo para quem só deseja um cliente de e-mail e tem um defeito muito desagradável para quem lida com empresas pequenas: fazer o backup incremental dos e-mails é impossível. Como no WLM cada mensagem é um arquivo separado, o backup incremental é muito simples. Tem 20 e-mails novos hoje? 20 e-mails irão para o backup hoje.
Aliás, isso me lembra de outro problema sério do Outlook: Aquele arquivo .pst quando dá problemas gera uma boa perda de produtividade. Usar a ferramenta de reparo (scanpst) pode levar *horas* e no final você pode acabar descobrindo que aqueles e-mails que era muito difícil fazer o backup foram todos perdidos.
Eu dou suporte a uma empresa onde todos usavam Outlook Express (este era uma bomba relógio) e agora todos usam Windows Live Mail. O *único* problema sério que posso relatar era do Depto comercial e depois que eu descobri a causa e posso até impedir que o problema ocorra, posso recomendar o WLM 2012 a qualquer um.
Thunderbird? Tentei usar uma vez. Achei terrivelmente confuso configurar mais de uma conta de email (o que me faz lembrar do programa nativo do MAC OS X – arghhh). Faz muito tempo, pode ter melhorado, mas a impressão foi muito ruim e com o WLM funcionando bem não me sinto tentado a ficar dando murro em ponta de faca.
OBS.: Note que nenhum dos problemas relatados neste post foi culpa do Windows Live Mail. Ambos foram provocados por intervenções da Microsoft.
OBS.: É importante não confundir “Windows Live Mail”, que é parte do pacote Live Essentials, com “Windows Mail”, que vem pré-instalado em algumas versões do Windows. Este último eu tenho a impressão de que é uma bomba.
Ah, bom: SE não me engano o que eu estava falando era do Windows Mail… vou verificar com meu colega…