Sou uma das vítimas da remoção de The Great Suspender

A Google decidiu hoje, sem aviso, remover a extensão The Great Suspender da loja Chrome e desabilitá-la remotamente em todos os navegadores. Embora eu compreenda a preocupação, isso me fez perder dezenas, talvez centenas de abas.

Os sintomas começaram horas atrás. Eu tinha sete janelas abertas. De repente eu tinha seis. Minutos depois eu tinha cinco. Enquanto eu tentava entender o que estava acontecendo percebi que as abas nas janelas restantes também estavam sumindo. Quando eu finalmente fechei o navegador, de mais de 400 abas eu tinha apenas umas 15.

Achei que fosse uma doideira por eu estar há semanas sem reiniciar o computador. Reiniciei a máquina e, resignado, carreguei um backup de dois meses atrás (eu esqueci de fazer backups regulares) das minhas abas feito com a extensão Session Buddy. Foram 364 abas. Mas para meu espanto, minutos depois as janelas e abas começaram a desaparecer de novo.

Pensando que podia ser uma maldita atualização automática de extensão, fui checar a minha lista pensando em desabilitar uma por uma até minhas abas pararem de sumir. E lá estava a mensagem que The Great Suspender havia sido desabilitada por conter malware.

Fazendo uma pesquisa descobri que a extensão estava sob suspeita pelo menos desde janeiro.

Isso não seria um grande problema, se o maldito Chrome não fizesse tanta força para me impedir de evitar atualizações de extensões, que eu tenha backup das mesmas e que eu possa instalar facilmente versões antigas.

Ainda estou tentando descobrir como minimizar “o prejuízo”. Só não foi maior porque eu voltei a ter o hábito de salvar no meu HDD todas as páginas que tem informação valiosa. Mas com a perda das janelas e abas eu perdi dezenas ou centenas de páginas com a posição exata onde estavam abertas, o contexto (pela proximidade com as outras abas), etc.

12 comentários
  • Jefferson - 6.044 Comentários

    Existe um modo de reinstalar a versão 7.1.6 do Github, mas a extensão é instalada com outro ID e o resultado disso é que as centenas de abas que estão salvas como suspensas não são carregadas pela extensão, por ser essencialmente “outra” extensão. O meio indicado de consertar isso seria ir em cada uma das centenas de abas (ou à medida que eu precisasse) editar o URL, removendo o código adicionado pela extensão. Fácil, mas tedioso para 374 abas.

    Então eu fiz da seguinte maneira:

    Achei um backup que eu tinha com a versão 7.1.8 de The Great Suspender (TGS) e copiei do diretório extensions o diretório “klbibkeccnjlkjkiokjodocebajanakg”, que corresponde a essa extensão

    Desconectei da internet

    Usando o modo de desenvolvedor do chrome usei a opção “carregar sem compactação”, apontando para o diretório klbibkeccnjlkjkiokjodocebajanakg\7.1.8_2

    TGS apareceu como instalado.

    No TGS, em cada uma das janelas mandei recarregar todas as guias. Isso tem o efeito de remover o código adicionado pela extensão, deixando os URLs “limpos”. Nenhuma aba foi realmente carregada porque ainda estava desconectado da internet.

    Removi a extensão TGS 7.1.8.

    Reconectei à internet.

    Instalei a versão 7.1.6 do TGS do GITHUB

    Agora eu posso usar a opção “Suspender todas as outras guias” do TGS em cada uma das janelas, se eu não quiser esperar que o TGS faça isso automaticamente depois de uma hora.

    Se o modo como a Google “resolveu” o problema não tivesse me feito perder quase todas as minhas abas, me obrigando a restaurar um backup com dois meses, eu teria agora me recuperado 100%.

  • Ricardo - 119 Comentários

    Eu estou ficando meio de saco cheio do Chrome e da Google. Da empresa como um todo sei que ainda vai ser difícil me livrar, porque ainda sou muito dependente de muitos serviços deles.
    Porém já troquei o navegador padrão do celular pelo Firefox e por enquanto a experiência tem sido boa. Pretendo fazer o mesmo nos computadores do serviço e de casa em breve.
    O que está me motivando a isso é um aparente bug no Chrome que parou de mostrar a URL de destino de um link ao parar o mouse sobre ele. Algumas poucas vezes ele mostra, ainda não consegui determinar exatamente as condições para mostrar ou não.

  • Marcelo Neuri Haag - 51 Comentários

    Aqui na empresa estamos usando agora quase que 100% o Microsoft Edge (essa nova versão baseada no Chromium) e não tenho nada que reclamar… mas claro que cada caso é um caso…

    • Jefferson - 6.044 Comentários

      Eu tentei usar o Edge, mas ele não aprova a minha tara por abas.

      • André Ribeiro - 9 Comentários

        Jefferson, boa noite,

        Foi por isso que na quinta a tarde, no trabalho, do nada as abas desapareceram. Eu fui no histórico e reabri as 108 que possuía. De novo desapareceram, porém achei que era um bug.

        Agora sabendo o porquê, talvez eu migre de vez para o Edge, pois uso no PC de casa e por ele aceitar as extensões do Chrome.

        Quanto as abas, eu ainda não as abri no Edge na quantidade em que eu abria no Chrome. Além disso, no Edge tem a função Coleção, que eu ainda não utilizei…

        É uma pena a Google fazer isso. Deixei de usar o Firefox naquela mudança em que várias extensões deixaram de funcionar. Foi a gota d’água.

        Espero que eles revejam essa atitude.

        Grande abraço.

  • Jefferson - 6.044 Comentários

    O que eu recrimino no comportamento da Google:

    1)A página da extensão simplesmente desaparece. Não é a primeira vez, acontece também na loja Android e eu acho isso um absurdo. Não custa *nada* na prática para a Google manter a página no ar, simplesmente desabilitando o download da extensão. E ao apagá-la perde-se um pouco da história. Não se trata de uma extensão que foi criada na semana passada já com intenções maliciosas, mas de uma extensão que existia pelo menos desde 2013 (sete anos!) e tinha quantos? Milhões de usuários? Eu não sei dizer imediatamente porque a página foi apagada.Eu pensei que o Internet Archive possa me dar essa resposta porque ele existe justamente para contornar essas imbecilidades, mas a Google aparentemente faz mais alguma coisa imbecil em suas páginas da loja que impede a Wayback Machine de funcionar nelas.

    2)A Google deveria pelo menos dar ao usuário a oportunidade de fazer o backup do navegador antes de remover uma extensão que foi, inicialmente, voluntariamente instalada pelo mesmo.

  • Luciano - 429 Comentários

    Eu tento entender sua tara por abas, mas juro que não consigo. Não seria melhor jogar tudo o que não vai ser utilizado de imediato no favoritos? Pois quero ver algum addon ou decisão estúpida de empresa remover algo dos seus favoritos.

    Note, cada louco com sua mania. Mas eu chego a comparar o fato de guardar links em abas abertas similar a um sujeito que eu vi que guardava documentos na… lixeira!

  • Marcelo - 26 Comentários

    Eu tenho utilizado o FireFox como navegador principal há mais de dois anos.
    Consumo exagerado de recursos e bugs que me incomodavam.
    Fiz algumas customizações que fazem com que se pareça com o Chrome.
    É aquela velha história: parece MAS não é!!

  • Andre Ribeiro - 9 Comentários

    Boa noite,

    Pelo que eu pesquisei, o programador vendeu a extensão para desconhecidos. Depois disso, usuários detectaram scripts maliciosos nas versões após a 7.1.6, que foi a última lançada antes da venda. A partir daí, a Google removeu da loja.

    Na página de outra extensão que é baseada na TGS tem alguns procedimentos para tentar recuperar as abas.

    Não consegui por o link aqui, Jefferson, mas a extensão é a Marvellous Suspender

  • Ygor Almeida - 125 Comentários

    … O problema pra mim com o FF é compatibilidade. Na empresa a decisão de adotar mais e mais recursos integrados de domínio Microsoft e Office 365 sharepoint (beezy) federação e etc. Fez com que o FF não seja mais aceito. Mas estou usando o Edge Chrome e tem funcionado muito bem obrigado. Tanto no Windows como no MAC e no Linux.

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Primeiras impressões sobre a TV por assinatura sem satélite da VIVO

Esse é o serviço de TV que não requer instalação de antena, porque vem pela mesma fibra óptica que permite o acesso à internet. Eu experimentei o serviço hoje, após ser instalado para um cliente. O pacote contratado foi o mais barato: TV Super HD.

Contras:

  • A qualidade da imagem nos canais HD é questionável e em cenas com movimento aparecem coisas estranhas que distraem e atrapalham.

Prós:

  • O receptor tem conexão ethernet e wi-fi. Você pode levar o receptor para qualquer lugar da casa com facilidade;
  • O receptor é ágil. O tempo entre apertar um botão no remoto e perceber uma mudança na tela era irritante no receptor da NET que o cliente tinha;
  • Exceto para os canais abertos que são retransmitidos pela Vivo (Globo, SBT,etc), todos os outros canais contam com um serviço PVR sem precisar de um HDD externo. Assistindo a qualquer coisa, basta apertar o botão << para voltar uma cena. Apertando repetidas vezes vai aumentando a velocidade de retrocesso a até 64x;
  • Você também pode assistir aos programas anteriores de um mesmo dia, sem precisar de HDD externo.

 

 

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Se você faz automação em casa com Arduino precisa conhecer o firmware Tasmota

Eu só fiquei sabendo da existência do Tasmota uma semana atrás, quando estava pesquisando outra coisa e esbarrei numa menção a ele. Não se trata de novidade: os vídeos mais velhos que encontrei no youtube glorificando o firmware são de 2018, época em que entrei para a faculdade e tive que deixar de lado muitos “prazeres”, o que explica em parte eu só ter tomado conhecimento dele agora. O firmware certamente é mais velho do que isso, mas deve ter alcançado massa crítica por volta de 2018.

O Tasmota é um projeto  de código aberto para ESP8266 do holandês Theo Arends que começou como uma alternativa de firmware para o Sonoff, da Itead, mas que agora é compatível com centenas de outros dispositivos e, melhor ainda, pode ser usado no seu próprio projeto. A versão atual do firmware requer pelo menos 1MB de memória flash, o que não é problema para quase todo ESP8266 comprado hoje, mas como eu tenho uma centena (não é hipérbole) de módulos ESP-01 com apenas 512KB de RAM, tive que aprender a compilar meu próprio firmware. Isso é fácil depois que você entende como se faz. O firmware é baseado em Arduino Core e inicialmente podia ser compilado no próprio IDE Arduino, mas agora você precisa do VSCode com a extensão PlatformIO (ambos gratuitos).

Eu fiquei impressionado com a estabilidade e a velocidade de conexão, mesmo no ESP-01 que é danado de problemático por causa da ausência de capacitores de desacoplamento. Mas mesmo que você não precise compilar sua própria versão, não é para qualquer um: Embora seja certamente mais fácil do que criar seu próprio programa, se você precisa realmente aproveitar o poder do firmware tem que se preparar para ler muita documentação. O firmware tem centenas de opções e não é fácil entendê-las antes de você precisar delas. E algumas opções padrão provocam umas doideiras no comportamento que você jura que é defeito da sua gambiarra, até descobrir que é o default do firmware e que você resolve dando um simples comando pela serial.

Eu instalei uma máquina virtual do Home Assistant no meu PC e  pude sem grandes complicações operar meus projetos no meu celular android usando a app fornecida por eles. A única coisa que está faltando é integração com o Google Assistant, que é possível, mas nem de longe tão fácil quanto a da Sonoff.

O concorrente mais próximo do Tasmota é o ESPHome, mas com esse ainda não tenho nenhuma experiência. Eu sequer arranhei as possibilidades do Tasmota até agora.

12 comentários
  • Claudio - 32 Comentários

    Como vc está começando a explorar o Home Assistant, recomendo que dê uma olhada mais a fundo no ESPHome antes de bater o martelo e definir que vai usar o Tasmota.

    A principal vantagem do ESPHome na minha opinião é que vc trata toda a configuração do device como código – vc escreve uma descrição do seu device em um YAML e o framework gera o FW binário a partir disso. Também a integração com o Home Assistant me parece mais simples.

    Depois disso, tem as mesmas coisas que o Tasmota suporta, como updates por OTA, portal para configurar caso não consiga conectar no WiFi, etc. etc.

    Se servir para alguma coisa, eu mantenho uma configuração MUITO SIMPLES do Home Assistant aqui:
    https://github.com/heckler/home-assistant-config

    Os device configs das minhas experiências com o ESPHome estão aqui:
    https://github.com/heckler/esphome-device-configs

    Mas enfim, não consigo oferecer um comparativo entre os dois porque a minha experiência com Tasmota é muito pequena (preciso gastar um tempo com ele para poder avaliar melhor).

  • Claudio - 32 Comentários

    Ah, esse daqui e’ o device que tem a configuração mais legal para “showcase” do que dá pra fazer:

    https://github.com/heckler/esphome-device-configs/blob/master/balcony_sensors_02.yaml

    É um NodeMCU com sensores (temp, humidade, pressão), e um mini-display OLED e também um PIR.

    Daí esse YAML faz o seguinte:

    – expoe os valores dos sensores para o Home Assistant (ok, isso e’ automatico pelo ESPHome)
    – calcula um average recente para tres valores (temp, humidade, pressao)
    – calcula uma linha de tendencia (estavel, subindo, descendo) para esses valores
    – se detectar movimento no PIR, exibe os valores atuais e a linha de tendencia (com os caracteres / \ = )
    – depois de um delay curto, limpa o OLED para evitar burn-in

    Tudo isso roda no NodeMCU, então mesmo que o Home Assitant não esteja online, esse device segue funcional

    • Jefferson - 6.044 Comentários

      Obrigado. Ler o .yaml me deu uma boa idéia do que é possível fazer. Eu dei meus primeiros passos agora com o ESPHome e apesar de achá-lo mais hostil que o Tasmota, seguindo um roteiro bem feito (o que eu segui não era) compilar o ESPHome para um ESP01 com 512KB de RAM é mais rápido que o Tasmota para o mesmo target. Na verdade eu nem precisei fazer nada diferente do que faria para um target de 1MB, porque o addon do Home Assistant detectou a capacidade de flash e fez a alteração necessária.

      • Jefferson - 6.044 Comentários

        A parte que levei mais tempo para entender foi por que eu não tinha nenhuma opção de upload além de over-the-air (impossível com apenas 512KB). O problema é que como eu estava usando um navegador como GUI eu esperava que este detectasse o programador no SO cliente (browsers tem há algum tempo a capacidade de interagir com dispositivos USB), mas eu precisava disponibilizar o programador numa porta USB *do servidor* Home Assistant, que no caso é uma VM Virtualbox. Uma vez sabendo que esse passo era necessário, se tornou muito fácil. O tutorial que eu estava lendo provavelmente assumia que eu estava rodando o navegador no servidor.

  • Jefferson - 6.044 Comentários

    Eu encontrei uma comparação razoável entre Tasmota e ESPHome aqui. Mas tenho ressalvas:

    1)O autor não deixa claro o que chama de “Internal Automation” e “Standalone Operation”, que ele cita como ausentes no Tasmota e presentes no ESPHome. O Tasmota por default conta com um servidor web em cada dispositivo por onde você tanto configura quanto opera o IO e visualiza as leituras. Você pode, por exemplo, fazer uma balança baseada em Tasmota e visualizar o peso medido diretamente no servidor web do dispositivo.

    Ainda não sei o que é possível fazer com o suporte a displays do Tasmota.

    Já se ele está falando que um EspHome equipado com display pode montar um gráfico com informação coletada por outro(s) dispositivo(s) *sem depender de mais nada além do roteador Wifi*, isso realmente não parece ser possível com o Tasmota. E seria a única coisa realmente atraente no ESPHome para mim no momento. Por exemplo, eu tenho um projeto em operação onde um ESP8266 monitora o volume de uma caixa d’água e envia o valor lido para outro ESP8266 instalado com um display na cozinha (na verdade é um broadcast UDP e posso ter n displays mostrando a mesma coisa) e baseado na configuração feita pelo usuário envia um comando para um terceiro ESP8266 ligar ou desligar a bomba dágua (eu não recomendo isso, mas o usuário por alguma razão não consegue fazer a bóia tradicional da caixa dele funcionar direito e ficou muito contente com a solução wireless). Esse tipo de automação não parece ser possível de fazer com Tasmota sem um broker. Se for possível com ESPHome…

    2)Ele diz que o Tasmota requer um broker. Isso é apenas parcialmente verdade. Se você quiser fazer algo sofisticado que requer a interação entre dispositivos ou agrupá-los em uma mesma tela, sim você precisa de um broker. Mas se você só quer controlar relês individualmente ou visualizar sensores como uma balança ou medição de consumo de energia da casa, você não precisa de nada além do dispositivo e o celular.

    3)Ele diz que ambos, Tasmota e ESPHome tem um web server. Mas no Tasmota isso é parte integrante, default do firmware. Você pode contar com um rodando, que é imediatamente útil. No EspHome voê precisa ter adicionado um na configuração e avisa na documentação: “Please note that enabling this component will take up a lot of memory and can lead to problems, especially on the ESP8266.” Ou seja: você não pode exatamente contar com isso.

  • Jefferson - 6.044 Comentários

    Exemplo de problema desconcertante em que você esbarra no firmware Tasmota se não conhecer como ele funciona:

    No relé que estou projetando há um sensor baseado em LDR+lâmpada Neon que detecta quando a carga está efetivamente energizada. Como isso é um sensor muito simples, que funciona como se fosse um botão ou chave, eu configurei a respectiva entrada do ESP8266 como “Button”. Isso teve o efeito de apagar toda a configuração do Tasmota se o sensor ficasse ativado por mais de 40s. Eu só descobri o que estava havendo porque o console mostra a mensagem MQTT dizendo que o reset é proposital, sempre exatamente 40s após reiniciar.

    03:19:45 RSL: stat/tasmota_98E06C/RESULT = {“Reset”:”Reset and Restarting”}

    Depois de alguma pesquisa descobri que a configuração padrão do componente “button” é se comportar como o botão padrão de um sonoff, que se pressionado por mais de x segundos reseta a configuração. Para evitar isso eu usei o componente “switch” mas precisei dar o comando “SetOption114 1” para evitar outro comportamento default do Tasmota: Associar (“attach”) chaves automaticamente aos relés existentes, porque o firmware assume que se você está colocando um relé e uma chave, a chave serve para operar manualmente o relê.

    Em retrospecto, eu estava usando errado o firmware. Sensor não é botão nem chave. Mas você não espera que o firmware seja tão “amigável” que acabe te atrapalhando.

  • Claudio - 32 Comentários

    Sua análise é muito boa, salvei os links aqui para ler com mais calma.

    Uma vantagem que eu vejo no Tasmota é que ele me parece ser mais ativo e ter uma comunidade um pouco mais vibrante que o ESPHome. Eu vejo releases regulares no ESPHome com bastante coisas no changelog, mas também me chama a atenção que o repositório de issues está meio abandonado, talvez estejam faltando voluntários por lá. Reportei um problema minor em novembro e o issue não foi nem tagueado ainda, está lá criando teia de aranha: (a maior parte dos issues recentes se encontram assim meio abandonados)

    https://github.com/esphome/issues/issues/1664

    Por outro lado, uma coisa que eu gosto muito no ESPHome é que toda a configuração do device é código, que eu guardo no git, com histórico e diffs. No Tasmota eu não percebi qual a melhor maneira de obter o mesmo resultado – mas confesso que não dispendi muito tempo procurando soluções.

    • Jefferson - 6.044 Comentários

      No Tasmota, até onde pude ver, você pode fazer toda (ou quase) configuração através de comandos Backlog, que são um “batch” de outros comandos separados por “;”, assim:

      Backlog SSID1 ; Password1 ; SSID2 ; Password2 ; SetOption19 1; MqttHost 10.0.0.122; MqttUser ; MqttPassword ;

      O acima é só um exemplo editado do meu comando Backlog para um dispositivo simples. Você pode precisar de backlogs bem mais extensos

      E a configuração do IO é feita através de um template que você pode importar e exportar, parecido com isto:
      {“NAME”:”Merged”,”GPIO”:[416,0,418,0,417,2720,0,0,2624,32,2656,224,0,0],”FLAG”:0,”BASE”:45}

      Os números que você vê entre colchetes são tirados da tabela de componentes. “416” significa que a saída PWM1 do software deve ser associada ao primeiro GPIO do dispositivo, “0” que o segundo GPIO não está sendo usado e assim por diante. Você não precisa lembrar desses números e raramente tem que consultar a tabela, porque no Tasmota você constrói esse template na GUI do WebServer embutido no dispositivo e pode ir testando o comportamento sem precisar de mais nada além do dispositivo e um navegador web conectado a ele.

  • Jefferson - 6.044 Comentários

    Para quem consegue entender inglês falado, como “guia visual” das possibilidades do Tasmota, eu recomendo os vídeos sobre Tasmota do canal The HookUp. O autor fala seguindo um script (pelo menos em um caso eu achei o texto inteiro do que ele disse no vídeo no site dele), o que ajuda na objetividade, clareza e precisão. Seus vídeos são muito bem editados. Ele fala rápido, sem perder tempo esperando que você observe detalhes ou que coisas demoradas aconteçam (ele acelera o vídeo nesses pontos), porque ele assume que você sempre pode pausar. A impressão que tive com os vídeos dele é que cada minuto assistindo é um minuto bem gasto, ao contrário da impressão que tenho com 99% do youtube.

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Aliexpress troca EBANX por Alipay e agora boletos são compensados em minutos

Quando eu paguei o primeiro boleto alipay na semana passada fiquei desconfiado. Tive a impressão de que estava pagando por uma cotação do dólar superior à cobrada pelo EBANX, mas agora não tenho mais certeza e fiquei positivamente surpreso ao ver minha compra ser registrada como paga pela aliexpress 40 minutos depois de ter feito o pagamento do boleto.

E são bancos diferentes. A Alipay usa o BTG Pactual para receber e eu usei o Bradesco para pagar.

 

6 comentários
  • Claudio - 32 Comentários

    Pois então, não tinha notado que *essa* era a mudança, mas me chamou a atenção em duas compras recentes que o email confirmando o pagamento veio pouco tempo após a compra(90min no meu caso, pagamento via Itaú).

    Aliás, duas observações:

    1. Uma compra recente na virada do ano chegou em meros 19 dias corridos entre a encomenda e o recebimento em casa

    2. Essas duas compras depois da troca para o Alipay tiveram o status alterado para shipped ainda no mesmo dia da compra/pagamento (na prática, a etiqueta de shipping foi emitida e passou para o status “aguardando coleta”, mas mesmo assim é ágil).

    Ao longo dos anos tive alguns poucos pedidos que passaram dos 100 dias para entrega, mas até recentemente considerava 40 dias como “normal”. Estou começando a ficar mal-acostumado, esperando receber em 20 a 25 dias, hehehe.

    • Jefferson - 6.044 Comentários

      Eu acho que essa mudança começou quando a China passou a exigir CPF e cobrar frete de todas as encomendas para o Brasil. Talvez não seja só para o Brasil, porque acabou o “Worldwide Free Shipping” em todos os sites que conheço, mas provavelmente o correio brasileiro está ficando com uma fatia do que é cobrado, o que incentiva na agilidade.

      As minhas encomendas provavelmente levam mais tempo para chegar que as suas, porque leva no mínimo dois dias de Curitiba para Cajamar e seis dias de Cajamar para Recife, mas ainda assim muita coisa chega surpreendentemente rápido. Em dezembro eu tive uma encomenda que da postagem na Suécia à entrega na minha residência decorreram apenas 16 dias.

      • Claudio - 32 Comentários

        Update: uma das encomendas que mencionei acima acabou de alertar “saiu para entrega”. Se for realmente entregue hoje (bem provável, correios são bons aqui), vai fechar 14 dias corridos desde a encomenda, o que é um récorde para mim em pacote da china (rastreio final HK)

        • Jefferson - 6.044 Comentários

          Na maior parte das minhas encomendas uso Aliexpress Direct para economizar no frete. Aí o pacote acaba perdendo alguns dias no tal “consolidating warehouse”, porque os vendedores tem uns oito dias para mandar os pacotes. Às vezes acontece da Aliexpress não esperar por todo mundo e a compra é enviada em duas partes, mas geralmente espera.

          Pelo menos é assim que entendo que funciona o Aliexpress Direct.

  • Jefferson - 6.044 Comentários

    Fiz uma nova compra hoje às 20h e o boleto foi emitido pelo EBANX.

    • Claudio - 32 Comentários

      Pode existir um padrão aqui: fiz uma compra agora (domingo) e tb foi via EBANX (dolar a 5,6300 antes do IOF).

      Me parece que se a compra for fechada em horário bancário BR, usam Alipay, senão EBANX.

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Adorei Homem Aranha no Aranhaverso (2018)

É a segunda vez que assisto. Gostei do estilo e qualidade da animação, do enredo, dos personagens, do humor, da música e das vozes (originais).

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Desisti de Artemis Fowl 2020 aos 16 minutos

Eu sou fã da série de livros e estava esperando por essa adaptação para as telas há muito tempo. Fiquei decepcionado com a direção caricata, a atuação do garoto e a destruição do enredo. Diante de Artemis Fowl, WW84 parece um filme feito para adultos!

Mas mesmo com 16 minutos eu já tenho uma queixa específica a fazer. Desde quando crianças fazem terapia em salas de vidro enquanto outras pessoas esperam e podem ver, possivelmente ouvir e certamente fazer leitura labial de toda a sessão em curso? Isso é alguma novidade dos “permanentemente ofendidos” ou só delírio da produção mesmo?

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Não gostei de IO (2020)

Não vou chegar a dizer que o filme da Netflix seja objetivamente ruim. Melhor dizer que não faz o meu gênero. É monótono, os atores não tem graça (apenas quatro humanos aparecem em todo o filme) e não tem carisma (ajudaria a amenizar o sofrimento de ficar duas horas olhando para as expressões deles), os personagens são chatos e o enredo não é grande coisa. Um ou dois diálogos interessantes e nada mais. Eu assisti por estar classificado como “Sci-Fi e fantasia”, dois dos meus gêneros preferidos, mas 90% dele é drama monótono.

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Gostei de Archive (2020)

Archive é, na propaganda, a estória de um gênio em cibernética inconformado com a morte da esposa. Mas no fundo é  uma estória interessante a respeito dos problemas éticos em torno da criação de uma inteligência artificial, que são os mesmos de dar a luz e ser responsável por uma vida qualquer. George é incrivelmente inteligente e ao mesmo tempo extraordinariamente estúpido, cego para as consequências de seus atos. Eu não lembrei de Ex Machina enquanto assistia a Archive, mas enquanto escrevia este texto notei que existem semelhanças.

O filme vai ficando mais e mais inquietante até se tornar chocante, depois inquietante novamente para concluir me dando arrepios. Possivelmente não pela razão que você imagina, pois apesar das semelhanças Archive e Ex Machina são muito diferentes.

Spoilers adiante

Durante o filme eu me coloquei na posição dos protótipos 01 e 02 e achei um destino terrível. 01 está preso a um corpo com mobilidade limitada, sem braços e sem voz. 02 não tinha essas limitações, mas era tratado como pouco mais (ou menos, dependendo de como você veja a troca das pernas) que um animal de estimação. O filme tenta deixar a coisa menos brutal dando a entender que nenhum dos dois tem realmente a consciência de Jules, mas isso não ajuda muito. Assistindo a esse filme eu me dei conta de que para estar “feliz” com sua existência uma inteligência artificial precisa no mínimo não aspirar ser humana (com um corpo e todos os sentidos de um humano) e como podemos ver pelo destino chocante do protótipo 02, basear a personalidade da máquina em um humano pode ser uma boa idéia para o criador mas péssimo para a criação. Ate 02 tomar sua decisão final eu achei que ela ficava contemplando a água apenas pela beleza da paisagem. Terrível engano…

Ao nos depararmos com o iminente destino de 03, fica claro que o problema de George não é ser cego para as consequências. Ele simplesmente não se importa com elas. Mas esse e outros variados problemas encontrados durante o filme são perdoados no desfecho inesperado. Até o último minuto da estória eu tinha uma opinião diferente sobre ela. A conclusão faz surgir outros problemas no enredo mas posso ignorá-los.

1 comentário
  • Yan Uehara - 3 Comentários

    Esse filme é bastante parecido com Cópias – De volta a vida. A motivação deles é a mesma. Deixo como sugestão para se dar uma olhada.

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Feliz 2021!

Estamos precisando!

2 comentários
  • Marcelo Neuri Haag - 51 Comentários

    Obrigado, igualmente!

  • Snow_man - 262 Comentários

    Peço a Deus que todos tenham um novo ano abençoado por Deus, independente de qualquer situação que ocorra; e que haja saúde e vida para todos, e seus familiares e amigos.

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Um exercício de paranóia

O que você faria se, tendo jogado online na mega-sena da virada, ganhasse hoje os 300 milhões?

Tendo em mente que ao contrário do jogo em uma lotérica, que é completamente anônimo, para a aposta online a Caixa exige de você CPF e endereço.

Hoje à noite você descobriria ser milionário, mas os bancos só reabrem na segunda de manhã.

Sendo apropriadamente paranóico (são 300 milhões) e tendo cometido esse erro (alguém “apropriadamente paranóico” jamais apostaria online) o que você faria para sobreviver até lá? Para mim seriam quatro noites de terror.

 

13 comentários
  • Luciano - 429 Comentários

    Sinceramente não entendi o ponto de vista. Suponho que os dados somente são coletados por antecipação, e que isso esteja guardado em algum lugar razoavelmente seguro.

    Qual seria a diferença dali quatro noites você se digirir pessoalmente em alguma agencia da caixa pra reclamar o premio e ali no ato teria que se identificar?

    • Jefferson - 6.044 Comentários

      Você está supondo que o sistema *online* da caixa seja seguro o suficiente para deter alguém interessado em 300 milhões de reais. Eu confio que seja impossível entrar com uma sequencia premiada no banco de dados *após* a realização do sorteio, mas e quanto a fazer uma busca por uma determinada sequência e respectiva conta/endereço?

      O problema não é “ter que se identificar” ao se apresentar. Isso é óbvio que você tem que fazer. O problema é a probabilidade de você “desaparecer” junto com toda a sua família em um “acidente” e outra pessoa se apresentar com seu bilhete três dias depois. Indo até uma agência da caixa qualquer esse risco me parece muito menor.

  • Snow_man - 262 Comentários

    Sendo paranóico, não saberia dizer…

    E é difícil falar de uma situação tão hipotética assim, mas penso que aproveitaria o fim de semana pra descansar o mais anonimamente possível, porque depois de receber uma grana dessas, já deve aparecer parentela de todo nível, “amigos”, etc. etc.

    • Jefferson - 6.044 Comentários

      Eu só contaria a pessoas de *extrema* confiança. Não basta ser honesto. Tem que saber guardar um segredo. Hoje, eu só conheço *uma* pessoa a quem eu contaria. E não é da minha família.

      Minha família só descobriria quando a escolta armada chegasse para levá-los para um lugar seguro.

      • Luciano - 429 Comentários

        O meu nível de paranóia é um pouco diferente. O simples fato de chegar e pegar toda a família e “sumir pra um lugar mais seguro” já seria o atestado de tem algo estranho ai.

        Na minha cabeça, claro que a vida real talvez isso não seja 100% possível. Eu receberia o dinheiro em outra cidade, bem longe da minha (até onde sei isso é permitido), pedindo, exigindo o máximo de sigilo possível. Voltaria pra casa e não mudaria nada no estilo aparente de vida, contaria pra no máximo 5 pessoas muito próximas que sei que estas posso contar com o segredo. Iria dando uma melhoradinha nas coisas bem devagar, sem fazer muito alarde.

        Se um dia eu ganhar alguma loteria eu tento botar em prática. :lol:

        • Jefferson - 6.044 Comentários

          Depende do prêmio. Ganhando um milhão de reais, sim, eu faria do jeito que você falou. Ganhando 300 milhões eu só ia ficar no Brasil o tempo para emitir os passaportes.

          Um milhão não garante renda para o resto da minha vida nem no Brasil. Considerando as despesas *atuais* da família e nenhum investimento, um milhão não duraria 20 anos e eu espero viver bem mais que isso. Eu não mudaria meu estilo de vida porque seria a coisa mais sensata a fazer por mais de uma razão.

          Com o equivalente a 50 milhões de euros no bolso tudo fica diferente.

          • Jefferson - 6.044 Comentários

            Para meus leitores que nunca pararam para fazer as contas: um milhão não é tanto dinheiro quanto parece e é por não fazer as contas que tantos ganhadores de prêmios voltam para a pobreza rapidinho. Uma família de classe média com renda líquida de R$5mil mensais ganha R$1.200.000 em 20 anos.

          • Fabiano - 1 Comentário

            E que tal montar uma boa carteira de fundos imobiliários? Renderia uns 6% ao ano (R$ 60.000 anuais ou R$ 5.000 mensais) de rendimentos livres de imposto de renda, e você fica sendo dono de parte de imóveis comerciais de excelente qualidade que tendem a se valorizar bastante ao longo dos anos.

            • Jefferson - 6.044 Comentários

              O que eu ia fazer ia depender do montante ganho. E do quanto eu iria separar entre investimentos “seguros” e investimentos “rentáveis”. O que eu sempre quis fazer se eu ganhasse “muito dinheiro” (de meio milhão em diante para mim já é) é colocar minhas idéias em prática, o que é o mais arriscado mas também com maior lucro potencial. A parte “segura” eu ia aplicar em investimentos seguros de longo prazo como o tesouro direto. Eu nunca pensei em fundos imobiliários, mas tudo que for razoavelmente seguro e render mais que a ridícula poupança é uma possibilidade a examinar. E eu sempre posso (e acho que devo) diversificar.

        • Jefferson - 6.044 Comentários

          Ahhh… uma coisa eu certamente iria mudar se ganhasse um milhão de reais: não ia mais depender de médico de plano de saúde nem para mim, nem para a minha mãe. Isso certamente encurtaria minha autonomia financeira, mas com um incremento na qualidade de vida. Por essa e outras razões boa parte do meu tempo seria gasta acompanhando pequenos investimentos de forma a fazer o montante crescer mas sem correr o risco de “matar a galinha”.

  • Marcel - 49 Comentários

    Talvez o melhor lugar seja um estabelecimento acostumado com anonimato: MOTEL.
    Mas pagar com cartão só ao final, senão, cai-se no mesmo dilema de poder ser rastreado…

    No cúmulo da psicose, sem celular inclusive.

    • Jefferson - 6.044 Comentários

      Eu só usaria cartão em último caso. Meu plano incluiria fazer um único saque em dinheiro, se eu precisasse *mesmo*. Mas normalmente eu tenho dinheiro em espécie suficiente em casa para me manter por alguns dias. E andaria de taxi.

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