Esse é um recurso muito útil do Virtualbox que acaba sendo pouco utilizado por ser um pouco confuso. Baseando-se apenas nas instruções da interface você tem uma boa chance de não acertar na primeira tentativa e ficar frustrado mas se você parar um pouco para entender como funciona percebe que é simples.
O que vou explicar aqui permitirá que você compartilhe arquivos entre um Sistema Operacional (SO) host Windows e guests Windows e Linux
O processo se divide em dois passos:
- Criar o compartilhamento no SO host
- Acessar/montar esse compartilhamento no SO guest
O passo 1 precisa ser feito usando a interface do Virtualbox pois esse compartilhamento é “virtual”, só existindo dentro do ambiente do VB e só é visível para o guest ao qual foi associado.

Em “Caminho da Pasta” você aponta a pasta do host quer você quer que apareça no guest
Em “Nome da Pasta” você dá um nome qualquer a esse compartilhamento. Poderia ficar mais intuitivo se o VB chamasse de “nome do Compartilhamento”.
Marcar qualquer uma das três caixas seguintes é opcional, mas deixe as duas últimas marcadas até você ter certeza de que entende o funcionamento. Essa configuração precisa ser feita em cada guest e pode ser diferente em cada um deles.
Isso conclui o passo 1, mas ao executar o guest nem sempre esse compartilhamento aparece automagicamente, apesar de estar lá. Você pode precisar executar um procedimento dentro do guest. Seja qual for o SO do guest os “adicionais de convidado” precisam estar instalados.
No Guest Windows:
O compartilhamento aparece como uma unidade de rede no caminho \\vboxsrv\nome_do_compartilhamento. No exemplo dado na imagem, fica acessível em \\vboxsrv\shared_rw. E se você marcou “montar automaticamente” na configuração a unidade já aparecerá montada no explorer logo ao rodar o guest:

Note que “vboxsrv” é um servidor virtual criado pelo mecanismo de pastas compartilhadas do virtualbox. Você não precisa fazer nada específico para que ele exista.
No Guest Linux:
Eu não testei extensivamente o recurso no Linux e o caráter mutante desse SO não me permite garantir nada, mas pelo menos no Ubuntu 10 funcionou na primeira tentativa abrindo um terminal no seu diretório home e executando os seguintes comandos:
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mkdir compartilhado_host sudo mount -t vboxsf shared_rw ~/compartilhado_host/ |
O primeiro comando cria uma pasta chamada “compartilhado_host” no diretório home
O segundo comando “monta” o seu compartilhamento “shared_rw” no diretório “compartilhado_host”
A partir daí ao acessar o diretório virtual ~/compartilhado_host/ você está acessando o diretório que foi compartilhado como “shared_rw” no host.
Ainda não acabou. Não é tão fácil quanto no Windows
Isso é suficiente para você constatar que funciona, mas assim que você reiniciar o guest linux o mapeamento se perde. Se não quiser digitar o comando mount toda vez que reiniciar o guest você tem que editar o arquivo fstab. Na verdade aquela configuração “montar automaticamente” também funciona no guest linux, mas o ponto de montagem fica em /media/sf_[nome_do_compartilhamento] e só pode ser acessado como usuário root, que você geralmente não é (dá acesso negado).
Outra hora eu concluirei este texto explicando como se fazer com que seja permanente e acessível sem permissões de root.
Perceba que no Linux a coisa não funciona do mesmo jeito que no Windows. Depois de fazer no Windows você fica inclinado a imaginar que vai precisar ter o SAMBA instalado no guest para acessar o compartilhamento, mas não é assim. O virtualbox apresenta para o guest Linux o compartilhamento de uma forma diferente e mais apropriada para ele.
Somos antigos, ao menos na internet. Lembramos de comportamentos que não foram apresentados aos novatos.
Comecei internet pelo mIRC. Conteúdo não-indexado. Compartilhamento de arquivos, links e bookmarks.
A velharia migrou para blogs: Compartilhamento de arquivos, links e bookmarks.
Hoje, um primo de 11 anos me visitou, falei que haviam vídeos que eu gostaria que ele visse mas que não estão na Youtube. Ele não entendeu.
Internet está muito mais pessoal – antes anônima -, muito mais social – antes pesquisa solitária -, mais cercada – antes conteúdo pago não funcionava e servidores não eram derrubados.
Websearch está quebrado. Não acho mais nada no Google e nem encontro concorrente. Muita frustação com buscador querendo me apresentar o que ele acha que eu quero encontrar e não o que eu escrevi.
Eu gostei da “Internet 2.0”. A capacidade de se interagir no Web ao invés de apenas nos Instant Messaging foi positiva. Mas se a internet se tornar apenas rede-social, apenas interação e ao prejuízo de conteúdo. Então, internet estará morta.
Addendum: (a) Uma coisa que há muitos anos digo: tudo o que temos e sabemos está no google, seja informação privada ou pública. Por enquanto tudo corre bem. Mas empresas tendem a acabar, a mudar de dono e mudar de comportamento. Quem será o próximo a ter acesso a todas informações que por anos confiamos ao Google?
(b) Normalmente acesso esta página por procurar no Google: “Professor Jefferson Ryan”. Hoje apareceu um candidato de Rondônia. Google não me atende mais.
(c) Feliz ano novo!
abraços
Eu também sou dos antigos , mais só que comecei na era do BBS conhece ?! Esta época a conta telefônica vinha bem alta com ligações internacionais
BBS é anterior ao meu acesso. Conheço por vídeos, por ouvir dizer.
Tenho 20 anos de internet. Comecei pelo discado por volta de 97/98.
Migrei para o ADSL com modem bridge. Demorei a conhecer um router.
Chegou a usar a BBS do Mandic?
Feliz ano novo!
Não sei se usei ou não o BBS Mandic , porque já foi a um bom tempo atrás , mais eu sei que usei vários como eu falei e a conta telefônica vinha bem alta com as ligações internacionais
Eu comecei com BBS. Modem de 2400bps. Acho que na época Recife tinha apenas um BBS: O Brainstorm. Como na época (antes da privatização) uma linha telefônica custava o mesmo que um carro ou um imóvel, BBS era passatempo de adolescente nerd filho de gente rica. E Recife não tinha muitos.
Eu participava de grupos de discussão usando o software bluewave. Era possível mandar mensagens para o exterior, mas isso dependia dos “eventos de trocas de mensagens” onde os sysops de BBSs do mundo inteiro se conectavam para trocar pacotes de mensagens. A comunicação com alguém no exterior sempre tinha um delay de horas ou dias. E assim eu comprei meus primeiros livros de informática lá fora numa loja especializada em livros técnicos que era muito recomendada pelos seus baixos preços. Não era a Amazon, mas não consigo me lembrar do nome agora. Acho que a gente conversava com o próprio dono.
Se um dia eu achar meus backups do bluewave eu acho o nome.
Eu não fui claro nessa frase. Embora acessar um BBS tivesse como requisito ter um computador e uma linha telefônica, o que já excluía 99% da população no início da década de 90, eu estava me referindo ao dono do BBS, o sysop. Que além de computador, precisava ter várias linhas telefônicas (acho que o Brainstorm tinha vinte) e fazer interurbanos regularmente para os eventos de trocas de mensagens.
Alo Jefferson! Obrigado pela lembrança.
Sou o SysOp da Brain Storm BBS, que continua no ar, mas agora através de conexões SSH ou telnet/ssl (http://www.bsbbs.com.br). A BBS que tinha 20 linhas era a NetPE, onde eu também era um dos SysOps. A Brain Storm só chegou a 2 linhas, e funcionou a maior parte do tempo (naquela época) no OS/2. De 2004 pra cá, rodo com Linux e Windows. Apareça lá para visitar.
Eita época boa de BBS. NetPE, os IRContros no Boliche do Shopping Recife, os “Vampiros da Noite”, lembra de tudo isso?
Nunca fui a um IRContro mas agora que você falou eu lembrei que Vampiros da Noite era outro BBS que eu usava.
Eu cheguei a usar um BBS local que tinhamos aqui na cidade, isso foi por volta de 1997… bons tempos. Peguei toda fase do mIRC, ICQ… os quais ainda uso! Dou risada quando alguém vem me falar do msn… que veio e foi-se e o ICQ continua firme e forte.
Eu seu a URL do Ryan de cabeça. Nem favoritos eu uso mais.
Faz até mais sentido. São menos letras digitadas inclusive,
Nunca cheguei a usar IRC. Acho que foi uma questão de “timing”. A “internet” demorou a chegar aqui em Recife e quando chegou já existiam meios de comunicação mais pessoais como o ICQ.
A propósito, tudo que eu acho interessante no youtube eu sempre salvei.
Eu não daria ao governo um centésimo da informação que dou voluntariamente ao Google. A empresa sabe mais sobre mim que minha família e amigos.
Achei o problema. O Google descobriu que eu não sou professor
Mas falando sério: a palavra “professor” aparece pouco nos meus blogs. Acho natural que eventualmente o Google conclua que você não está procurando por mim.
Feliz ano novo , e eu faço se for possível a cópia completa do site ou uma ( mirror local ) usando para isto o famoso wget , e tem para o windows ok
Eu nem sabia que o wget podia salvar páginas recursivamente, mas olhando o manual vi que tem essa e muitas outras opções.
É bom saber disso mas eu não usaria o wget no Windows para isso. Não com softwares de uso mais “são” como o httrack (que inclusive é open source) disponíveis.
Ehehe.. achei mais um que usa o httrack! Eu em geral ainda salvo paginas completas e até mesmo sites, por um motivo, as coisas andam muito voláteis, desaparecem de uma hora pra outra. E isso já me salvou algumas vezes.
Jefferson: você disse que salva vídeos do Youtube. Eu gosto muito de fazer isso (principalmente om palestras, videoclipes de músicas, ETC.). Mas de uns tempos para cá isso está ficando difícil: os programas que fazem isso começaram a ser todos pagos, e as versões gratuitas estão cheios de restrições: ou limitam a qualidade de vídeo (no máximo 720p, ou então a versão paga, e as vezes somente 360p!), ou a fonte (arquivos do VEVO somente em versão paga) ou o tamanho (acima de 30 minutos somente versão paga)… mesmo os sites de download que não usam programas fazem isso (“forçando” a comprar a versão paga)… você usa ainda alguma coisa (ou tem algum “macete”) que burle isso?
Na maior parte do tempo eu uso a extensão Video Downloadhelper 6.3.3 para Firefox (versão xul). Quando ele se recusa a baixar algo, como os vídeos da VEVO, eu uso o aTube Catcher 3.8.9152. Praticamente 100% do que me interessa é coberto por essa dupla. De cabeça eu não consigo lembrar de nada que um dos dois não tenha conseguido baixar.
É muito raro eu baixar alguma coisa do Youtube mas o JDownloader tem me suprido satisfatoriamente.