Filmes: Ant-Man (Homem-Formiga – 2016) não faz o menor sentido.

Mas eu gostei assim mesmo.

O filme sequer se esforça para ser coerente. Acho que diante da idéia alucinada de que um homem possa encolher até ficar do tamanho de uma formiga e ainda manter sua massa e força diretor e roteiristas concluíram que valia tudo, desde que a ação fosse temperada com comédia. Quanto mais eu penso no enredo, mais eu acho idiota. Mas o diretor fez um trabalho incrivelmente competente para me manter entretido o bastante para ignorar isso. A pior parte do filme é o ataque à residência no fim, onde nenhum dos personagens age de forma realista, mas a forma irresponsável (em mais de um nível) como o tanque é usado pelos mocinhos da estória não me passou despercebida.  Se o tanque tivesse saído pelo térreo eu não faria nenhuma objeção.

A propósito, quando eu vi aquele chaveiro pela segunda vez na tela eu já sabia do que se tratava. O diretor não soube fazer disso uma surpresa.

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Perdi a paciência com The Shannara Chronicles

The_Shannara_Chronicles_340A série até inspirava muita confiança. Fantasia com valores elevados de produção, visuais caprichados e lindas jovens esguias em roupinhas apertadas. O que mais eu poderia querer?

Infelizmente, um diretor melhor.

The Shannara Chronicles se passa no nosso planeta em um futuro distante, muito depois de um evento apocalíptico indefinido ter deixado a terra sem qualquer tecnologia e agora dividida entre punhados de humanos, elfos, gnomos, trolls e demônios. Já comecei impressionado pela seqüência de abertura mostrando ruínas convincentes da torre Space Needle em Seattle e segui gostando do que via, até o diretor começar a dormir no ponto.

Nos primeiros dois episódios meu problema foi com a edição ruim, provocando transições abruptas que quebravam minha imersão. E algumas atuações, sobretudo do druida, que me cheiravam a canastrice. Mas eu fui levando para ver se melhorava. Depois eu comecei a ficar incomodado com o “efeito 24H” da série: tudo é bem pertinho. Os personagens só podem se locomover a pé ou a cavalo mas de um momento para outro estão nas regiões mais remotas do reino. O próprio druida passou décadas desaparecido porque estava hibernando em uma caverna cuja abertura estava exposta para a mesma praia onde a mulher que o amava havia se auto-exilado (não espere entender se não tiver visto).

Mas foi no terceiro episódio (ou quarto, dependendo de como você contar) que eu perdi a paciência com o roteirista e com a direção. Além da espetacular facilidade com que uma humana conseguiu invadir um palácio elfo em estado de “Defcon 1” (é sério, como esse pessoal espera sobreviver a uma horda de demônios?) e da absurda incompetência de um demônio assassino que pode assumir a aparência de qualquer um em segundos, ainda tive que engolir o espantoso teleporte da comandante Tilton, que avisou Will da descoberta de um corpo no jardim e também estava com a princesa no santuário. Não há ninguém em toda a equipe capaz de notar um erro tão grosseiro de continuidade? Não é que a mulher simplesmente esteja nas duas cenas e passou despercebida: ela fala nas duas cenas.

Cansei. Tem muita coisa interessante na fila para assistir para que eu perca mais do meu tempo com isso.

12 comentários
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Independence Day 2: “We will not go quietly into the night”

Sim, está para sair a continuação de Independence Day. E o que mais me chamou a atenção no trailer foi a nova versão do discurso do fictício presidente Thomas Whitmore. Sem a cara de Bill Pullman como pano de fundo ficou muito melhor.

“We will not go quietly into the night!”

“We will not vanish without a fight!”

Coragem e bravura me sensibilizam fortemente. Apesar de ter detestado cada dia que servi ao exército eu respeito bastante quem é militar por paixão e tenho zero problemas com o patriotismo dos norte-americanos. Daí esse tipo de chamado tem um efeito especial na minha mente.

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The Expanse parece a melhor série de Sci-Fi desde Battlestar Galactica

TheExpanse_Poster_340_ryan.com.brNão, eu não estou dizendo que seja melhor que BSG. Para isso ainda falta muito, mas terminei ontem de assistir aos 10 episódios da primeira temporada de The Expanse e no geral eu gostei do que vi.

Prós

  • Efeitos especiais impressionantes –  A computação gráfica é tão bem feita, incluindo a interação dos personagens com ela, que os “produtos” parecem reais. E as cenas em gravidade zero, com poucas exceções, parecem ter sido realmente feitas em gravidade zero ou no equivalente mais próximo que nós conhecemos: um Airbus em queda controlada;
  • Há um grande esforço para mostrar ciência real – Até mesmo nas três cenas em que eu achei que estivessem inventando, após ver a cena de novo e/ou fazer pesquisa vi que existe uma explicação possível. Exceto a cena aos 7m42s do episódio 6 quando o Tio Mateo abre seu capacete no espaço. Essa eu ainda não engoli;
  • Você está tão “no escuro” quanto a maioria dos personagens – O espectador não sabe realmente o que está acontecendo e se vê obrigado a prestar atenção a cada um dos eventos em cada um dos episódios, pois apenas no episódio 8 os eventos começam a se encaixar (embora tudo seja explicado com flashbacks nesse episódio). Por um lado isso é ruim, mas eu gosto desse tipo de narrativa;
  • A estória é interessante e o ritmo também. Porém começou a parecer desnecessariamente lento a partir do episódio 8.

Do que não gostei

  • Não consegui “gostar” de nenhum dos personagens ainda. Em BSG, Firefly e Killjoys, só para dar uns poucos exemplos, no segundo episódio eu já definitivamente gostava de algum deles. Mas se qualquer um dos personagens principais de The Expanse morrer, pode ser substituído por outro sem me fazer qualquer falta. Mais que isso: se a Rocinante explodir com todo o elenco principal dentro e um novo grupo se tornar o foco da trama eu talvez até fique mais empolgado. É claro que sei que como a série de TV é baseada em uma série de livros (que eu não li) o destino dos personagens já está traçado.

No meio do caminho

  • Os personagens não perdem tempo tentando explicar a ciência envolvida. Isso por um lado é bom porque permite um passo mais rápido da trama e reduz a quantidade de diálogos “não naturais” . Mas por outro lado você, acostumado com explicações, fica achando que deixou de ver/ouvir alguma coisa. Eu tive essa impressão nas cenas em que um líquido é injetado nos ocupantes das espaçonaves durante manobras. Eu conhecia a razão para isso mas não consegui ver que era isso na cena. Precisei fazer uma pesquisa no Google para “a ficha cair”: é parte do procedimento necessário para que um ser humano sobreviva a manobras de alta gravidade. Estamos tão “acostumados” com naves que aceleram à velocidade da luz impunemente na ficção científica que o “real” parece estranho.

Eu gostei da série, mas por causa da minha impressão dos personagens eu estou mais empolgado para assistir à segunda temporada de Killjoys.

13 comentários
  • VR5 - 397 Comentários

    Sempre às ordens! ;)

  • VR5 - 397 Comentários

    Desconfiava. Quando o assunto é ficção científica, temos gostos parecidos. B)

  • Paulo Bonfim - 11 Comentários

    Jefferson, concordo inteiramente com sua análise, o único personagem que me “apeguei” foi o Miller, o Holden ainda não disse para que veio, dou nota 8/10

  • VR5 - 397 Comentários

    Agora falando em cenas de gravidade zero (ou baixa): eu sei que nas naves (e estações espaciais) eles usam uma espécie de “botas magnéticas” (isso foi mostrado) mas… e nas estações nos asteroides? eLES não tem massa suficiente para gerar um campo gravitacional decente. Eles tem que usar botas 24X7? Isso a série não mostra/explica de forma convincente, né?

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Não, os produtores da série tomam uma grande liberdade nesse sentido porque seria extremamente complexo e caro montar cenas com tanta gente em gravidade reduzida. Mas esse não é o único problema: no livro as pessoas que sempre viveram em gravidade reduzida são evidentemente “diferentes”, o que justifica em parte o preconceito terrestre: os belters tem corpos que não parecem realmente “humanos”. Na série todo mundo é igual.

      Quanto à gravidade nos asteróides, em Ceres é 0.3g e em Eros o livro diz que a empresa responsável pela mineração colocou o asteróide para girar de modo a gerar uma gravidade que ele não tinha. Na prática isso seria um feito fabuloso de engenharia e o resultado ainda seria questionável.

      • VR5 - 397 Comentários

        Certo, a “liberdade poética às vezes se faz necessário”. Se não me engano no primeiro ou segundo episódio é mostrado um belter sendo interrogado na Terra e mostra como o corpo dele é humano mas totalmente, digamos, “frágil”, “elástico”. E em Eros (no universo do livro): além de ser um grande feito de engenharia o asteroide teria que ser meio “oco” e as pessoas teriam que viver na verdade como numa espécie de “centrífuga gigante” (bem diferente das instalações mostradas no filme) se é que me entende… ;)

        • Jefferson - 6.606 Comentários

          E bote licença poética nisso. Mas se eu for exigir precisão científica vou ter que abrir mão também de BSG. E aí não dá… :D

          Sim, segundo as contas (não confirmadas) de um físico em uma discussão sobre o assunto, Eros precisaria rodopiar numa velocidade extraordinária (para um corpo de sua massa) para gerar gravidade. Eu penso nos habitats de gravidade simulada das naves em The Martian e Interestellar e imagino um asteróide inteiro girando naquela aparentemente baixa velocidade. Uma rotação por minuto ainda é fantástico nessa escala.

        • Jefferson - 6.606 Comentários

          Acho importante ressaltar que o problema do comportamento “terrestre demais” das pessoas nas estações me passou completamente despercebido enquanto eu assistia. Eu só me dei conta que as pessoas deveriam no mínimo ser “muito leves” em Ceres quando pesquisava sobre outras dúvidas. Eu não sou físico e meu conhecimento do que é “ciência real” no espaço é bem mais limitado que o normal.

  • Richardson - 9 Comentários

    Opa, legal o seu site, artigos bem variados.

    Agora é o seguinte, no item “No meio do caminho”:

    “…sobreviva a manobras de alta gravidade. Estamos tão “acostumados” com naves que aceleram à velocidade da luz impunemente na ficção científica que o “real” parece estranho.”

    Em Stargate SG-1 tem isso também e chamam de “amortecedores inerciais”, não me lembro mais o ponto exato mas tem um episódio que citam a primeira vez nos testes na Terra de um “raptor” que fabricaram com tecnologia alienígena.

    Veja também em http://www.ussventure.eng.br/LCARS-Terminal_net_arquivos/Artigos/110117%20Campo%20Inercial.htm, ou seja, é um termo bem conhecido em SciFi de fantasia.

    Como The Expanse é uma SciFi mais para o lado real então precisa do tal líquido :D, alias, sobre a série foi uma grata surpresa ano passado.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Eu comecei a assistir à segunda temporada na semana passada. Por um lado, melhorou porque agora existem dois personagens dos quais eu gosto: Alex e Amos. Por outro o roteiro começou a ficar absurdo demais a partir do episódio 5 “home”. Parte da estória somente se sustenta no fato de tanto a tripulação da Rocinante quanto a OPA se recusarem a revelar para Terra e Marte o que eles sabem. E os motivos para isso não me convencem.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Terminei a segunda temporada. No geral eu gostei e pretendo assistir à terceira, que foi anunciada para este ano.

    Porém o roteiro tem mais buracos que na primeira temporada. Tirando os poderes sobrenaturais da protomolécula, que é melhor ignorar, alguns eventos ficam sem explicação, existem inconsistências e os personagens tomam decisões estúpidas.

    Em S02E12, a Rocinante sai de um cerco contra, no mínimo, 17 naves de Marte usando apenas um discurso do tipo: “o meu é maior que o seu, vai encarar?”

    Um minuto antes a poderosa Rocinante saiu bastante avariada do combate contra um único torpedo que sequer estava apontado para ela.

    De onde a tripulação da Rocinante tira tanta munição (afinal é uma nave marciana) para no final da segunda temporada ter esses 17 torpedos disponíveis? Esse é um problema menor, mas precisa ir para a lista.

    A atriz que faz a subsecretária não serve para fazer discursos ameaçadores. Em S02E06 eu esperei que o alvo do discurso fosse cair na risada.

  • VR5 - 397 Comentários

    Eu estou desistindo de muitas séries… estou numa fase que cheguei numa encruzilhada: ou ficava na frente do computador e/ou TV assistindo ou cuidava mais da minha saúde e ia pedalar, ficar mais com minha mulher e filha, passear, etc. Optei por “puxar” o freio de muitas séries… e acho que saí ganhando… :)

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Filmes: Gostei bastante de The Man From U.N.C.L.E.

Depois de ter assistido à decepção que é Spectre, assistir a O Agente da U.N.C.L.E. (The Man From U.N.C.L.E. – 2015) foi um alívio. Gostei da mistura de aventura, ação e comédia e não ver ridículas coreografias de luta foi um bônus. O filme tem suas situações altamente improváveis, mas o impacto delas é fortemente diluído pelo tom de comédia e elas não chegam ao ponto de ser absurdas como em O Esquadrão Classe A. A única seqüência que eu achei realmente dispensável foi a última perseguição com veículos. Recomendo para quem gosta do gênero.

4 comentários
  • Jorge Mendonça - 60 Comentários

    Gostei do filme também. Só achei que ele é mais longo do que deveria. Particularmente a cena no caminhão fazendo um lanche é hilária.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Só achei que ele é mais longo do que deveria.

      Também tive essa impressão.

      a cena no caminhão fazendo um lanche é hilária.

      É. Sempre que o espectador achava que ele ia tomar uma atitude, aparecia outro pretexto para ele ficar quieto. :D

  • Snow_man - 311 Comentários

    vi em 2 partes (popcorn com defeito rs) e terminei ontem. Concordo com os comentários, tem cara que vai ter continuação ou virar série. A moça é a mesma de Ex-Machina?!

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Filmes: Spectre é o pior filme de James Bond com Daniel Craig.

Eu sei que toda a série se baseia em absurdos, como o poder sobrenatural de Q de sempre adivinhar exatamente do que Bond vai precisa para se safar de uma encrenca no futuro próximo, mas Spectre abusou da repetição sem acrescentar nada de novo e ainda fez Bond (e o MI6) parecer estúpido e “fora do personagem” repetidas vezes. Até o vilão é insosso.

1)Que diabos Bond tinha em mente quando ameaçou a vida de tanta gente naquela praça mexicana com aquela luta no helicóptero? Porque “M” disse antes de morrer que ele tinha que matar o cara? Porque o cara menciona brevemente que planeja explodir um estádio? Ainda bem que o filme reconhece que Bond se excedeu, mas apenas porque era importante para a trama ter um pretexto para desativar o projeto duplo zero. Entretanto fazer um personagem que está longe de ser idiota agir como idiota para atingir um objetivo da trama perde muitos pontos para mim.

2)No final da perseguição do avião, o capanga/montanha/gorila é jogado para fora do carro pelo pára-brisas. O que um agente duplo zero faria? Daria um tiro na cabeça dele só para se certificar. O que esse Bond fez? Deu uma olhada a metros de distância, deu as costas e foi embora;

3)Para que raios Bond foi levar Madeleine para o covil do mega-super-hiper vilão, no meio do deserto africano?

4)Aquela cena patética que terminou com ele pedindo que Madeleine não visse o vídeo da morte do pai é indigna de James Bond. O super assassino virou um bebê chorão sem nenhuma explicação plausível. Bond teve uma dúzia de oportunidades de quebrar o pescoço do vilão, mas só tentou quando o vídeo começou a ser exibido e estava longe demais para ter sucesso;

5)Aliás, como se explica o extraordinário e repentino (levou o quê? 48 horas?) interesse do mulherengo Bond pela filha de um vilão? É só a necessidade irritante de agradar a mulherada na platéia que espera por um romance ou existe alguma coisa na estória de Bond para explicar isso?

6)Eu fiquei até três quartos do filme esperando que o MI6 fosse uma organização “temível”. Mas depois do baque ocorrido no filme anterior parece que só resta aos super-espiões e assassinos do MI6 com seus super gadgets, “smart blood” e super-carros-protótipo de 3 milhões de libras esperar que a aposentadoria tenha um bom plano odontológico. Eu sei que o foco dos filmes é em Bond, mas fazer a organização que ele representa parecer um bando de patetas por dois filmes seguidos é “prá se lascar”!

7)Depois da explosão do relógio, Bond tem tempo para parar e admirar o rosto de Madeleine, mas não tem tempo para ir em direção ao vilão e terminar o serviço. Tem dois guarda-costas armados ali semi-desacordados cujas armas ele pode roubar, mas nãooo… pela segunda vez no filme Bond dá as costas para o vilão desacordado. Logo o super-mega-hiper vilão que já tinha admitido estar por trás de todo o sofrimento dele nos últimos filmes. E desta vez ele sai desarmado na direção em que certamente existe um monte de capangas armados que estão bem acordados.

8)A cena em que tiram Bond encapuzado do caminhão e ele mata os dois capangas é ridícula. O diretor deve ter deixado o estagiário cuidar dessa.

9)E no final ele novamente deixa o super-mega-hiper vilão vivo. Um indivíduo que está tão alto na hierarquia do crime que pôde fazer o MI6 de idiota duas vezes.

Tenho certeza de que se eu prestar atenção encontro muito mais problemas.

 

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Filmes: Dogma é bizarro, mas gostei assim mesmo.

Há anos Dogma tem estado na minha fila para assistir, mas a recente morte de Alan Rickman me fez colocar outros filmes dele na fila e dar prioridade a este. Eu tentei  assisti-lo uma década atrás e não lembro por que parei, mas acho que na época eu tinha menos estômago para a brutalidade sem sentido de certos personagens.  Hoje eu sou fã de Supernatural e diante dessa série a brutalidade de Dogma é até farsesca. Aliás, é possível enxergar os arcos mais recentes de Supernatural (desde que os anjos entraram em cena) como uma ampliação das idéias do filme de Kevin Smith.

É preciso ter em mente do primeiro ao último minuto que se trata de uma comédia de absurdos, estilo que não é exatamente do meu agrado, para não questionar a capacidade do diretor. E os efeitos especiais denunciam a idade do filme, mas os diálogos são interessantes (dá para pescar alguma filosofia no mar de palavrões) e é preciso prestar atenção, porque se fala muito e bem rápido em Dogma.

 

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Meu blog destinado a automação: automalabs

Quando eu comecei a ganhar um dinheiro extra vendendo peças de automação aqui em Recife eu criei este blog para dar suporte aos meus clientes. Isso foi em 2012 e nunca divulguei aqui porque não quero misturar minhas atividades comerciais com as que faço sem nenhum intuito de ganhar dinheiro. Entretanto, essa separação da informação sempre me incomodou, por isso decidi por ora fazer um link “unidirecional”: vocês, leitores de longa data, podem saber sobre automalabs, mas prefiro que os leitores de automalabs não saibam nada sobre minhas outras atividades. Eu sei que é impossível garantir isso, mas pelo menos não quero deixar escancarado.

Sempre lembrando: eu sou um técnico em eletrônica medíocre. Estou sempre disposto a ensinar o que sei e me esforçando para não dizer bobagens, mas não esperem que o que eu digo sobre eletrônica seja a última palavra sobre o assunto.

As regras por enquanto são:

  • Eu só respondo questões nos comentários que sejam de clientes ou de leitores habituais que eu reconheça;
  • Ao comentar lá, use um endereço de e-mail que já tenha usado para comentar aqui, ou seu comentário terá grandes chances de nem ser publicado;
  • Nenhum comentário deve ser feito que permita fazer a ligação entre minhas atividades;
  • Nenhum comentário deve ser feito que indique competidores;
  • Eu mantenho meu direito geral de vetar e editar comentários por qualquer razão.

 

 

6 comentários
  • Eduardo Amorim - 2 Comentários

    Muito bom Jefferson! Vários artigos legais pra ler. Vlw!

  • Wagner de Castro - 14 Comentários

    Jefferson, meio que off-topic, mas e o Raspberry Pi?

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Eu tenho meia dúzia de unidades que comprei para revender, mas não uso o RPi para nada. Não sou proficiente em Linux, o RPi é muito fresco com alimentação e o GPIO opera a 3,3V sem tolerância a 5V. Acrescente a isso o fato de que é relativamente caro e difícil de consertar. Muitas complicações para o meu gosto.

      E como media player básico ele apanha em desempenho da maioria dos Media Players (S9, Egreat)que tenho.

      Eu posso a qualquer momento voltar a mexer com ele. Mas nunca me empolguei.

  • Walter - 140 Comentários

    Muito bacana, Jefferson. Mas eu fiquei curioso, você poderia dar alguns exemplos aqui pra gente que é leitor antigo de quais projetos de automação você tem executado? Seus projetos são voltados para clientes pessoa jurídica ou tem algo que atenda pessoas físicas também?

    • Walter - 140 Comentários

      Agora que eu li mais artigos no blog, estou entendendo melhor. Você está vendendo peças para automação, e não projetos em si, é isso?

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Eu ainda não estou “vendendo” esse tipo de trabalho de automação. Eu só vendo peças. Minha automação com arduino por enquanto é para uso pessoal. Nas raras ocasiões em que eu faço um trabalho de automação para empresas é usando CLPs Mitsubishi e/ou Delphi, herança de meus dez anos como técnico em eletrônica industrial.

      Tendo dito isso, uma vez um cara comprou uns R$500 em peças para fazer um projeto e me consultou se eu poderia mandar pronto, já programado com as especificações dele. Era algo simples. Eu aceitei sob a condição de que apenas garantia o funcionamento como especificado, mas não daria suporte, mandaria o código-fonte e ele se viraria para fazer qualquer debug no local. Ele aceitou minhas condições e o preço (apenas R$99 pelo programa) e então eu fiz.

      Ele recebeu o pacote dia 21/03/14. No dia 23/05/14 (dois meses depois) veio pedir suporte porque não estava mais funcionando. E ele não tinha a menor idéia de como trabalhar com um Arduino. Eu me limitei a oferecer a ele que mandasse de volta para mim para que eu pudesse avaliar.

      Para não ter esse tipo de aborrecimento eu não ofereço esse tipo de trabalho. Eu ainda não sou proficiente em C++ e tenho certeza de que o projeto vai precisar de ajustes quando colocado em condições reais de uso. Se o cliente for de Recife o custo de meu tempo para ficar indo ao local de instalação para fazer debug é alto. Muito mais alto que os R$99 que estou disposto a cobrar para desenvolver um software simples no meu tempo livre. E se não for de Recife o cliente vai se estressar.

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SPAM – Janeiro de 2016

A Walmart compartilhou meu cadastro com os responsáveis pelo domínio “lugardedivulgar.com.br” e agora recebo SPAM querendo me vender o pacote NET COMBO da NET. Eu sei que foi a Walmart porque cada empresa onde me cadastro recebe um alias/forwarder único do meu domínio e o que dei para a Walmart é “inadivinhável”.

Por outro lado, hoje a maior quantidade de SPAM que recebo vem de um único spammer estrangeiro que descobriu meu endereço principal do gmail, o qual eu não divulgo[1]. O gmail classifica tudo corretamente como SPAM, mas eu gostaria que tudo fosse direto para o lixo. Se eu conseguisse filtrar todas as mensagens vindas dos seguintes TLDs:

  • .club
  • .date
  • .party
  • .science
  • .top
  • .xyz
  • .link

e enviadas diretamente para o meu endereço no gmail (e não para um de meus aliases), eu já poderia me livrar automaticamente de quase tudo, mas não estou acertando fazer esse filtro. Em teoria, bastaria por exemplo usar como filtro “from: *.date”, mas estou tendo resultados inconsistentes. O gmail encontra as mensagens quando faço uma busca na caixa de SPAM, mas especificamente as mensagens de *.date ele não está deletando automaticamente, embora apague as dos outros.

O caso mais difícil de entender é o de *.link. Não fiz um filtro com isso porque o gmail retorna mensagens na busca que não tem *.link no campo “from:”.

 

[1] Eu tenho algumas teorias para explicar como o spammer descobriu meu endereço:

  • Qualquer um dos desenvolvedores de apps para Android que autorizei a ver minha conta;
  • Uma das pouquíssimas pessoas a quem eu confiei meu endereço no gmail pode ter dado acesso à sua lista de contatos para um spammer;
  • Algum dos poucos blogs onde eu comento usando minha conta no gmail pode ter compartilhado meu endereço, talvez não voluntariamente. Eu imagino que não seja difícil o autor de um plugin de comentários qualquer ter o objetivo oculto coletar e vender essa lista de emails.

 

6 comentários
  • Pedro Paulo Lopes - 1 Comentário

    Uma suspeita quanto aos dominios “.date” e “.link”, cujos filtros não estão funcionando: pode ser que “date” e “link” sejam palavras reservadas internamente ao sistema de webmail do gmail.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      É o melhor palpite até agora. Mas é curioso que .date não falhe completamente. Eu deixei esse filtro ativo e alguns emails vão para a lixeira e outros não.

      Já .link eu sequer deixei ativo porque já mostra que não funciona quando você faz uma busca.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Parece que a Google fez algo a respeito dos TLDs que estavam sendo usados para SPAM. Já faz algum tempo que o SPAM não estava mais aparecendo nem na minha lixeira por isso experimentei remover alguns dos filtros e mesmo assim não recebo SPAM desses TLDs.

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Livros: The 5th Wave (A Quinta Onda) é interessante, mas…

the_5th_wave_ryan.com.br… ainda falta muita coisa para que eu possa dizer que é “bom”.

O maior problema do livro de Rick Yancey para mim pode ser que pela primeira vez a palavra “derivativo” não saiu da minha mente durante a leitura. E eu definitivamente não sou o tipo de pessoa obcecada por originalidade. O danado é que o livro parece copiar idéias demais. A estória se assemelha tanto a “The Host” (“A Hospedeira”) em certos momentos que parece até querer parodiar o livro de Stephenie Meyer.

Mas os problemas não acabam aí. Falta emoção, é sério demais e deprimente: o livro já começa com 7 bilhões de humanos mortos e prossegue com os que sobraram sendo caçados e mortos sem qualquer chance de sobreviver a não ser se manter escondidos até mesmo uns dos outros. Mais deprimente que isso, só copiando também o sadismo de James Dashner.

O primeiro terço do livro intriga e a estória em geral é inquietante. O autor sabe confundir o leitor. Uma hora você acha que sabe mais que os personagens e um momento depois você conclui que não faz idéia do que está havendo. Mas logo isso fica maçante e não me parece o tipo de obra que valha a pena passar mais de doze horas lendo. Tive a impressão que um filme de duas horas é perfeitamente capaz e mostrar tudo dele que vale a pena.

4 comentários
  • Snow_man - 311 Comentários

    o trailer do filme chamou minha atenção (confesso, tem tempo que me falta ânimo para leitura), e eu também senti um dejavu com A Hospedeira. Começou a passar essa semana, vou tentar ir ver no cinema.

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Assisti o filme neste sábado e ele lembra muito A Hospedeira, não acrescentou muita coisa. Achei o filme aceitável, mas achei “A Hospedeira” bem melhor.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Se “A Quinta Onda” é pior que “A Hospedeira” (o filme, não o livro) então eu corro o risco de entrar em estado de choque assistindo ao primeiro :)

  • Snow_man - 311 Comentários

    Vi e achei muito água com açucar. Não entendi se vai ter continuação ou não. A hospedeira também não é uma obra prima mas também o achei “a bit more” interessante que esse.

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