Recuperação de firmware no D-LINK DSL-2730R via porta serial

DSL-2730R_320_ryan.com.br

Todos os procedimentos a seguir foram testados no Windows 8.1 64 bits. E deve funcionar com qualquer outra versão.

Se seu roteador não está “morto” você não precisa seguir esse procedimento. É mais fácil fazer a instalação do firmware via setup do roteador.

Você precisa:

  • De uma conexão serial TTL com o roteador, além da conexão de rede. Você precisará de habilidade básica de soldagem pois a porta serial não vem com conector.
  • De um software terminal serial como o Tera Term, PuTTY ou o SSCOM – Testado com o Tera Term. Essencialmente o que você precisa é de um software serial que envie caracteres imediatamente para o dispositivo à medida que você os digita;
  • Do arquivo de firmware. Você pode usar qualquer um dos disponíveis no site da D-LINK.

Descrição resumida do processo

O DSL-2730e tem um bootloader que (geralmente) ainda fica ativo quando o firmware está corrompido. Este bootloader é provido de um servidor web minimalista com um formulário de upload de firmware, que você pode ativar com alguns comandos via porta serial.

O processo

Você deve estar conectado ao modem via porta serial e via rede ao mesmo tempo.

A porta serial está no conector J1 da placa. O pinout é o seguinte:

DSL-2730r_DSC01899_700_portaserial_ryan.com.br

Como habitual você não precisa, nem deve, conectar o +3.3V. Mas os outros três precisam ser usados.

Parâmetros: 115200, 8N1

Abra a porta serial e ligue o modem. Você deverá ver algo assim:

 

Nesse ponto você tem 3 segundos para digitar qualquer coisa no teclado para entrar no prompt de comando. Quando fizer isso aparecerá algo assim:

bldr>

Digamos que você queira que o modem assuma o endereço IP 10.0.0.121. Dê os dois comandos seguintes, destacados em negrito:

bldr> ipaddr 10.0.0.121
Change IP address to 10.0.0.121
bldr> httpd
PBUF_POOL_BUFSIZE = 256
tcp_bind()
Local Port = 0
tcp_bind: bind to port 80
bldr>

A partir desse momento se você acessar o endereço indicado com um browser, verá uma página bem simples de upload de firmware, chamada de “TC Rescue Page”.

dsl2730r_bootloader_UploadFirmware_ryan.com.br

 

Escolha o firmware clicando em Browse… e  envie clicando em Upload.

O arquivo de firmware aparentemente precisa ser renomeado para “tclinux.bin” para ser aceito. Tentei outros nomes e deu “Wrong File Name” ao clicar em Upload.

Estando o firmware correto, a resposta pela serial será algo assim:

OBS.`: Note as mensagens logo no início do processo:

Real crc code: C02A20DC
Check data success, prepare to upload

Aparentemente o modem verifica se o firmware está corrompido antes de gravar.

Quando o processo finalmente parar, provavelmente com a mensagem Firmware is uploaded successfully! basta desligar e ligar novamente o modem que deverá estar tudo normal.

IP default: 192.168.1.1

Credenciais padrão do firmware GVT: admin/gvt12345

Credenciais padrão do firmware “Outras Operadoras”: admin/<nada>

Se você utilizar o firmware “outras operadoras” no primeiro acesso o modem apresentará um assistente de instalação que não te deixará configurar nada enquanto o modem não estiver conectado a uma linha ADSL. Use o assistente para definir uma nova senha e depois cancele. Você pode acessar a interface normal em seguida pelo endereço: http://192.168.1.1/cgi-bin/index.asp

Notas:

  • Não deixe de definir uma nova senha quando o assistente te der essa oportunidade. A instalação do firmware não reseta a senha e poderá ficar valendo a anterior. Por exemplo, após instalar um firmware “outras operadoras” por cima de um firmware GVT, a senha poderá ser a senha GVT;
  • Se você se atrapalhar e não conseguir mais acertar a senha nem entrar no assistente, execute o processo de recuperação de novo que o assistente voltará; Talvez reiniciar ou resetar também surta o mesmo efeito mas não testei ainda;
  • É normal o modem não dar nenhuma resposta via browser (nem mesmo um “ok”) quando você fizer o upload do firmware. O progresso é exibido apenas pela porta serial até a instalação do novo firmware estar concluída;
  • Se ao clicar em upload não houver imediatamente resposta na porta serial, você pode ter demorado muito para iniciar o processo e o servidor web foi desativado. Comece o processo de novo.

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8 comentários
  • Isael Sousa - 2 Comentários

    Muito bom seu post a partir de hoje seu site está na minha lista de leitura. Recentemente meu modem deu um problema pois pressionei o botão de reset e logo em seguida desliguei o mesmo dai agora quando ligo ele fica travado apenas com o led de Internet, DSL e Power ligados, agora vou tentar recuperar ele com esse seu post, espero que de certo.

  • Isael Sousa - 2 Comentários

    Vlw pela dica consegui recuperar meu modem com esse tutorial, detalhe use um Arduíno em vez da placa serial ttl.

  • Anderson - 2 Comentários

    Não consegui usar esse programa. Muito vago o tutorial :(

  • eric - 1 Comentário

    boa tarde;

    tentei fazer mas nao deu, eu não consigo acessar o ip pelo navegador, precisa ser feito alguma coisa a mais?

    se possivel entrar em contato via email.

    grato!

  • Michel Recart - 2 Comentários

    Parabéns pelo tutorial Jefferson! Muito bom! Estou com um problema, no site da d-link não está mais disponível o firmware do 2730r, e não estou conseguindo encontrar em outro lugar, por acaso você ainda tem o firmware dele salvo e se sim teria como compartilhar ele?

  • Michel Recart - 2 Comentários

    Tudo bem, eu aguardo, tenho vários para tentar recuperar, e se esse método funcionar vai ser top, obrigado!

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HP mini 110-1121BR – Placa de rede só funciona com o notebook desligado.

Não, eu não perdi o juízo de vez. Ainda.

Me deixe explicar.

O sintoma é que nenhum cabo de rede era reconhecido. Nem os LEDs no conector acendiam, nem o LED no switch. Eu cheguei a pensar que o conector estivesse danificado e ficou assim por muitos meses porque muito raramente uso esse notebook. Até que ontem enquanto eu estava testando isso mais uma vez, acionei o desligamento do notebook e por acaso eu estava olhando para o switch e vi uma luz a mais acender quando o notebook finalmente apagou. Olhei no conector RJ45 do notebook e lá estavam as luzes piscando.

Na hora eu pensei: Que po**a é essa?!

Liguei o notebook e as luzes apagaram.

OK, então a porta está funcionando, mas por que só dá sinal de vida justamente com o notebook desligado? Por um breve momento eu pensei nas teorias de conspiração envolvendo a NSA e a Intel, mas então me lembrei de um motivo válido para isso acontecer: Wake On Lan. Anotei o endereço MAC da placa de rede com o comando ipconfig /all, desliguei de novo o notebook e a partir de outra máquina na rede usando um software de WoL mandei ligar o notebook. Ele ligou.

OK, então eu posso deixar para me preocupar com os espiões mais tarde, mas ainda falta elucidar a outra metade do mistério: por que raios a placa não dava o menor sinal de vida no Windows?

Driver errado.

Não havia nenhum erro no gerenciador de dispositivos. Parecia tudo certinho. Mas quando baixei e instalei o driver indicado no site da HP a placa passou a funcionar imediatamente. Nem foi necessário reiniciar o computador.

Mais que isso: a placa de rede sem fio também não conectava ao meu roteador wireless. O sintoma é que o Windows simplesmente desistia, sem dar nenhuma mensagem de erro. Instalar o driver do site da HP também resolveu esse problema.

De onde tinham vindo esses drivers errados? Eu instalara com o Driverpack Solution , que uso por indicação de Ygor Almeida feita vários anos atrás. Eu recomendo, porque facilita muito e em 99% dos casos não dá problema algum. Mas ocasionalmente dá esses “bodes” difíceis de explicar.

13 comentários
  • Pedro Pires - 1 Comentário

    DRP é realmente 99%. Os “1%” que já me aconteceram com o DRP:
    – Em algumas placas de rede com chip da Realtek ele instala um driver da TP-Link (?). E não funciona. Tem que desinstalar e caçar o driver na internet/site da Realtek.
    – Alguns touchpads de notebooks instala um driver qualquer que trava completamente o funcionamento, o cursor quase não se mexe. O negócio é desinstalar ele via gerenciador de dispositivos e deixar o driver genérico do Windows instalar, então ele fica normal.

  • Snow_man - 311 Comentários

    Jefferson, foi por posts elucidativos como esse que aterrisei no Geringonças, e permaneço aqui até hoje, visitando diariamente.

    É fácil se deparar com problemas “ilógicos” e com resolução difícil ou não aparente, então agradeço pelo compartilhamento das situações que acontecem durante seu trabalho, com certeza ajuda a mim e a muita gente. obrigado.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Acho que cabe aqui um esclarecimento sobre esse comportamento maluco. No passado, os LEDs de uma placa de rede eram controlados inteiramente pela inteligência embutida na placa. Os LEDs tinham um comportamento fixo, previsível, que só dependia da placa estar energizada.

    O barateamento, a miniaturização e a integração das interfaces de rede trouxe flexibilidade e com ela, a bagunça. Agora praticamente não há inteligência no silício e todo o controle, inclusive dos LEDs, é feito externamente. Por causa do WoL esse controle é compartilhado entre o hardware básico (possivelmente o BIOS, mas talvez seja um nível ainda mais baixo) do notebook e o sistema operacional.

    Como o driver estava carregado e não havia nenhum erro óbvio, problema no SO nem me passou pela cabeça. Eu estava certo de que o problema era no hardware do notebook até ver a luz do switch acender com o notebook desligado.

    Até aí, tudo bem. Desde que você esteja ciente de que as luzes são controladas por software o diagnóstico não é tão difícil. Mas os programadores tem usado essa flexibilidade para fazer uma bagunça danada e o comportamento dos LEDs no conector varia entre equipamentos. Às vezes tanto que você acha que está com defeito.

    Em alguns equipamentos o LED verde indica atividade e em outros é o LED amarelo.

    Em alguns equipamentos os LEDs mudam de cor (arghh…) e indicam a velocidade de conexão (ahhh… ok).

    Em cameras IP chinesas a bagunça é completa e algumas já acendem um ou até ambos os LEDs sem nem haver cabo conectado (virou LED “power”).

    E quem tem que diagnosticar em um ambiente heterogêneo que “se lasque”.

  • Wagner Matuto - 129 Comentários

    Particularmente eu prefiro baixar os drivers do site do fabricante na maioria dos casos. Alguns eu já tenho nos meus DVD’s e num HD somente com drivers antigos.

    Eu também uso o DriverPack Solution, mas só em casos onde o cliente está com pressa ou se for um notebook/placa-mãe de desktop que eu não encontre os drivers na internet.

    Inclusive já estou usando a versão 17.6, que tem 10gb completa. Eu baixo a ISO e extraio os arquivos para colocar numa pasta num pendrive ou HD externo.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Eu concordo com você. Se eu tivesse o tempo e a banda de internet eu baixaria tudo do fabricante. Entretanto minha internet imprevisível de 800kbps da OI me incentivou a usar o DriverPack Solution. Com o passar do tempo o baixíssimo índice de problemas me manteve usando o pacote.

      • Snow_man - 311 Comentários

        Eu prefiro ter sempre tudo em pendrive, do que depender da internet do cliente. Usei o DriverPack um tempo, mas desde que descobri o 3dchip e 3dnet, praticamente só uso eles; se o equipamento ainda funciona, é bom fazer backup dos drivers com o Double Driver (que tem versão portable, e também vem em cds de recuperação como o Hirens).

        Link http://www.3dpchip.com/index_3dpchip_pre.html
        Obs.: é muito difícil o 3dnet errar o fabricante da placa de rede, mas me aconteceu uma
        ou duas vezes; daí sim usar o driver do backup ou baixar do fabricante.

        obs2: comecei a testar recentemente o Driver Booster, da Iobit, para atualizar drivers, é muito bom.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Outra coisa que dificultou o diagnóstico deste problema é que o jack de rede fica alguns milímetros para dentro do notebook (o que até dificulta a inserção e retirada do plug) e os LEDs ficam embaixo. Com o plug inserido não é fácil vê-los.

  • Wagner Matuto - 129 Comentários

    Eu lembrei de um problema parecido com uma placa de rede wireless de um notebook HP. Eu instalei o Windows 7 normalmente e utilizei o DriverPack Solution pra instalar os drivers, só que o dispositivo wireless não funcionava de jeito nenhum.

    No final das contas, baixei o driver do site do fabricante, instalei, reiniciei e o problema foi resolvido.

    Em outro caso eu precisei instalar o HP Wireless Assistant pra desgraça da placa de rede wireless iniciar junto com o Windows 7.

    • Snow_man - 2 Comentários

      Wagner, é isso mesmo, alguns fabricantes exigem a instalação de algum software além do driver da placa. Também pode ocorrer para teclas extras em notebook, como alguns modelos da Acer.

  • Ygor Almeida - 136 Comentários

    Olha e não é que apareci mencionado em um post. DriversPack, Caramba isso faz tempo !!!

    Na verdade o DriverPacks.net http://driverpacks.net/, é um pouco diferente do DriversPackSolution, este ultimo acredito ser um fork bem trabalhado e até utilizar parte do código original.

    Eu iniciei a utilização dele no início do Windows XP ainda antes de SP1,2,3. Batia ( na verdade ainda visito um pouco o MSFN.org ) que era um fórum referencia sobre Unattended Windows Setup. Naquela época instalar drivers era um saco, conexão não era boa e tudo conspirava contra. Perdi muitas horas, noites e testes fazendo CDs personalizados que se auto-instalavam e faziam todo o trabalho pesado com scripts e mais scripts, para colocar drivers, office, programas uteis, de forma OEM na instalação do WinXP (nlite e programas similares). Ainda avancei assim com Windows Vista ( sim eu utilizei ele, depois de uns updates) e depois no Windows 7.

    Bom ai a coisa mudou um pouco Ryan. Deixou de ser difícil achar drivers, os principais eram facilmente encontrados, e o mais critico pra mim ( controladoras SATA/RAID ) e controladoras de REDE Cabeada e Wifi, ficaram plug-n-play.

    Se você tinha o driver de rede e internet banda larga, baixar o resto era bico. Então deixei um pouco de descarregar e perder tempo com DriverPack. Depois veio o 8 e agora o 10. E isso é bem simples diga-se de passagem. Mesmo com coisas mais estranhas o Windows 10 tem driver pra tudo ( ou quase ). Embora ainda seja possivel usar esses packs ( e ter aquele ISO gigante de 10 gigas ) sim quebra um galho sempre pra quem está em campo e nem sempre com uma internet rapida ou disponivel para baixar.

    Mas o DriversPacksSolution tem muita porcaria ( creio que baseado no original ) mas com muito lixo adicionado, coisas duplicadas e desnecessárias.

    O projeto Original que indiquei no começo do post, completa esse ano 12 anos de existência. É 12 anos – talvez os mesmos 12 que ainda convivemos com um bom e velho XP companheiro daqueles programas mais antigos, de um gravador de eprom, de uma serial usb, de uma paralela amiga, de uma serial física, daquele programa que não roda mais. Jogo velho. RSRSR Embora eu sei que você tem uma certa resistência histórica com updates e upgrades. Faltou ao longo do tempo versões do blog como o do Windows 7 e suas dificuldades, 8 e 8.1, Windows 10, e suas 3 grandes mudanças.

    Olhe no projeto original a parte do Windows 10 é meio morta. Muita coisa ainda parada no tempo do Windows 7 e 8.1 – embora uma vez NT sempre NT. Como o código é aberto e opensource – creio que a versão Solutions seja uma modificação partindo do software original.

    Mas no 10 sinceramente não precisei mais.

    Sobre o problema, já me deparei com isso usando também versões alternativas ou mais recentes de alguns drivers vindos do famoso site Francês – http://www.station-drivers.com/index.php?lang=en

    O driver de Audio da minha Asus P8P67-Deluxe quando instalado pelo driver velho do site original – tem audio 5.1 devidamente identificado e funcionando.
    Usar o audio hd da realtek para meu chipset como indicado pelo windows ou pelo fabricante, acionando inclusive os features perdidos como DD / DTS – ou os FX compatíveis com SoudBlaster – simplesmente transformam a saida 5.1 em 7.1 – e a referencia de Surround (caixas traseiras na nova config 5.1 é de caixas laterais ) o que acaba com meu phone 5.1 analógico.

    Acontece nas melhores familias !!!

    Curiosamente sobre a questão da rede ( de tempos em tempos com a quantidade de coisas wifi ou mesmo cabeadas que passam em casa, ou mesmo no trabalho – costumo usar network scanner com maquinas ligadas ou standby para achar dispositivos na rede ).

    Sugestão se tiver wifi da rede desejada no Android procure o FING ( um app bem simples ) mas faz um verdadeiro scan com mac e ate portas quando possivel, busca ips, mac-address, e netbios name de dispositivos. e pode executar alguns comandos como WOL/WOW.

    Util para achar aquela camera ip, celular, smarttv, ou outros dispositivos que buscam dhcp sozinhos e alguém esqueceu as instruções ou que ip esta em cada device na sua rede.

    Grande Abraço.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Eu já tenho o FING no celular, mas prefiro rodar o Softperfect Network Scanner (SNS) no notebook. Nas empresas de clientes eu já deixo o SNS instalado no servidor para facilitar. O SNS mostra mais informações, incluindo o tempo de resposta que é útil para identificar se o dispositivo estranho está na rede cabeada ou conectado via WiFi.

    • Saulo Benigno - 279 Comentários

      Ygor, que resposta sensacional. Muita história e curiosidades.

      Lembro muito do nlite, era muito bom “limpar” o Windows direto na instalação :)

      Valeu :)

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Batman versus Superman é uma bagunça.

São tantos os problemas com o filme que dá para rodar um documentário apenas sobre o estado de espírito que leva roteirista e diretor a produzir uma bagunça dessas tendo 250 milhões de dólares de orçamento. Desta vez eu estou do lado da crítica. O filme é muito fraco. Falhas no roteiro e na direção, pieguice, merchandising óbvio demais… Tinha muita coisa me distraindo para eu conseguir ficar entretido.

E olha que eu não tinha nada contra o diretor Zack Snyder. Gostei de 300, Watchmen, Man of Steel e até de Sucker Punch!.

Spoilers abundantes a seguir. Estou escrevendo para quem já viu, não pretende ver ou não se importa. Eu assisti apenas à versão Ultimate, que tem três horas de duração, por isso você pode não ter visto partes do que estou reclamando. E vou escrever em formato de lista para ficar mais organizado.

  • Eu não gostei do filme começar com um sonho. A coisa não pode terminar bem se nos primeiros cinco minutos do filme você está questionando a sanidade do roteiro.
  • Em seguida eu passei os próximos minutos incomodado com a chegada de Bruce Wayne a Metropolis. Como é que você consegue entrar de carro em uma zona densamente povoada, em horário de expediente, que acaba de virar uma zona de guerra? Normalmente o trânsito fica absolutamente caótico (para não dizer completamente travado) numa situação dessas mas as ruas estavam livres. Parecia um passeio de domingo. Eu só entendi a razão disso por ter visto antes o comercial do Jeep Renegade. Criaram uma situação absurda só para promover o carro que Bruce Wayne dirigia (porque merchandising de bat-móvel ou bat-cóptero certamente não paga tão bem).  Depois veio a pieguice extrema: das ruínas do prédio da Wayne Financial que acabou de desabar saem calmamente uma professora com seus estudantes, há o resgate de menininha e de um indivíduo que “só” perdeu as pernas.
  • 18 meses depois, ninguém se preocupou em determinar que a zona de destroços ao redor de uma das World Machines no Oceano Índico deveria ser uma zona de exclusão. Você vê placas de “Warning” ao redor da máquina e dois grandes navios ao longe, mas o fato do raso não estar patrulhado e dois nativos em um bote com motor de popa poderem remover um destroço com um mergulho sem equipamento é ridículo. Seria muito mais digna de crédito uma equipe patrocinada por Luthor de mergulho em profundidade chegando ao local furtivamente em um mini-submarino com uma tecnologia “stealth” que parecesse uma baleia para qualquer sonar que por acaso o captasse.bvs_oceano_ryan.com.br
  • Eu não notei na primeira passada, mas aparentemente até o momento em que um refrigerante é passado para a mão de Jimmy Olsen é merchadising da versão africana da Coca Cola.
  • Sim, Jimmy Olsen estava no filme e morreu nos 15 primeiros minutos. Eu não dei muita bola para isso (e olha que dei mais importância que todos os outros personagens do filme juntos), mas o roteirista certamente ou é muito corajoso ou escreve cheirando alguma coisa forte!
  • Sabe aquela cena com a senadora na mansão de Lex? Em vez dela manter uma distância segura e respeitosa (inclusive para sua posição como senadora e líder de comissão) ela chegou tão perto que houve um momento em que achei que iam se beijar! E por falar nisso, Holly Hunter está uma coroa muito jeitosa…
  • Não é explicado no filme como eles mostram a um senador que tinham acesso ao corpo do general Zod antes de ter pedido permissão ao mesmo senador para ter acesso ao corpo do general Zod.
  • A propósito, o vozeirão do cientista nessa cena é desconcertante. Parece que o filme começou a ser narrado ou ligaram a TV.
  • E aquela bala? Então Lex financia um grupo paramilitar que vai dar ajuda a um ditador africano com o intuito de armar uma cilada para o Superman e arma esse grupo com projéteis experimentais que não podem ser comprados em lugar algum do mundo e que podem conectá-los a ele? E os mesmos projéteis são usados não em assassinatos especiais, não numa tentativa de ferir o Superman, mas em mortes a esmo? E usadas no local onde você quer incriminar um semideus que tem super-visão e super-audição ao mesmo tempo que enrola o país que tem a maior força militar e serviço de espionagem do planeta? E dá certo?!
  • Toda a estória sobre criminosos marcados com a marca do Batman serem marcados para morrer na prisão (!?) não faz sentido e o fato dos repórteres não notarem que não faz sentido e fazerem coro de que com isso Batman está fazendo o papel de “juiz, júri e executor” faz menos sentido ainda!
  • O que Batman tem contra Superman já é questionável, mas o que Superman tem contra Batman é pura idiotice de estória em quadrinhos ruim. Então o traficante de seres humanos que Batman mandou para a prisão foi morto lá. Quem se importa além da esposa do bandido e o Superman? Mais tarde Superman intervém na caçada de Batman para avisar que está de olho nele e deixa os bandidos que Batman está caçando, armados com metralhadoras de alto calibre e lança-foguetes, irem embora? Lex Luthor mandou junto com as cartas anônimas pó de kriptonita para o Superman cheirar?
  • É desconcertante ver uma produção multimilionária usar tradução automática para gerar o texto no caixote que sai do barco “White Portuguese”.  Em vez de “ESTE LADO PARA CIMA” está escrito “ESTE LADO ATÉ”, uma tradução ridícula (até o Google Translator sabe o certo!) para o português de “THIS SIDE UP”.  No mesmo filme em que portugueses não sabem português em Metropolis, uma pichação em um prédio abandonado de Gotham diz em latim correto: “Quis Custodiet Ipsos Custodes?“, que tem tudo a ver com o filme. Por essa e outras razões é frustrante ver como a direção deixou escapar raspando a chance de fazer um filme impecável.

 

bvs_estelado_ryan.com.br

 

bvs_latin_ryan.com.br

à direita: “Quis Custodiet Ipsos Custodes?” / “Who Watches The Watchmen?” / “Quem vigia os vigilantes?”

 

  • Eu até entendo que o “super escoteiro” seja manipulado por Luthor, mas é inaceitável ver o Batman, retratado nos quadrinhos não como um “super-herói”, mas como o maior detetive do planeta e grande estrategista, tenha caído na manipulação das cartas anônimas de Luthor. Lex é um rival à altura de Batman. Isso é indiscutível. Mas apenas tolos se deixam induzir por cartas anônimas e Bruce Wayne tem os recursos para rastrear quem as envia e, diante da impossibilidade de fazê-lo mesmo com todos os seus recursos, perceber que está lidando com alguém possivelmente muito perigoso. Como é que um pato desses pode formar, participar e pior: liderar a Liga da Justiça? Tiraram do personagem nesse filme as duas únicas capacidades que o tornam valioso para a Liga! Note que o filme mostra uma versão de meia idade do Batman, depois de perder a Mansão Wayne e da morte de Robin. Os erros que o personagem podia cometer por inexperiência estão enterrados em algum lugar no passado. Ou pelo menos, deveriam.
  • A coreografia da luta entre Batman e os soldados de Superman é simplesmente ridícula. Dói nos meus olhos ver algo assim em  uma superprodução. Mas vou dar um desconto por ter sido um sonho. Se bem que um sonho deveria ser ainda mais phodástico que a realidade…
  • Pelo menos a coreografia de luta no armazém foi menos idiota.
  • Eu espero sinceramente que o ato de colocar cenas do sonho de um personagem nos trailers do filme seja banido de Hollywood. Como se não bastasse o hábito já generalizado de modificar o contexto no trailer de forma a fazer o filme parecer mais interessante do que é, agora pode colocar sonhos? O céu é o limite para trapacear com a audiência então.
  • O que fez Batman concluir que aquela foto é da “misteriosa ladra”? 100 anos atrás, poderia muito bem ser sua avó. Talvez seja minha dificuldade para distinguir rostos, mas acho que ela mal se parece com a pessoa da foto.
  • Cara, como eu acho irritantes esses gestos de encarar o oponente primeiro de cabeça baixa e depois levantá-la lentamente…
  • E Lois que precisa que o Planeta Diário publique uma manchete para alertar o Superman sobre o plano de Luthor? Ok, eu imagino que não haja espaço para esconder um telefone debaixo daquela capa, mas como publicar uma manchete em um jornal vai ser mais rápido do que tentar falar diretamente com o próprio namorado?
  • Toda a idéia de que alguém como Superman poderia ser cúmplice da explosão no capitólio, mesmo após determinar que a explosão havia sido causada por um indivíduo que o odiava (embora isso não seja realmente necessário) requer uma estupidez criminosa, indigna de alguém em posição de autoridade. O que me lembra o governo astronomicamente estúpido de “Transformers: Dark of the Moon“. E, claro, depende de uma imprensa astronomicamente estúpida com a que acusa Batman.
  • A cena do combate com Batman começou bem, com Superman tentando explicar que eles estavam sendo manipulados, mas só bastou um golpe de Batman para Superman perder as estribeiras e ficar mudo? Eu só tive uma dúzia de aulas de kung fu mas fui capaz de aprender com meu professor que você não aprende a lutar para ganhar a briga, mas para ter a confiança necessária para dificilmente entrar em uma (e esse é um tema de Man of Steel). Como um ser tão poderoso, adulto, criado por pessoas que tem a cabeça no lugar, perde o controle da situação tão fácil? A razão original para o combate entre Batman e Superman como escrito por Frank Miller em O Cavaleiro das Trevas não é genial (o super lacaio recebe ordens do presidente dos EUA para conter Batman, porque seu sucesso está sendo um embaraço para o governo federal) mas é muito mais verossímil. Por outro lado, esse comportamento imaturo faz Batman e até Luthor terem razão ao vê-lo como uma ameaça. Se a intenção do filme era retratar Superman assim, então o diretor acertou.
  • E que estória é essa do Superman chamar Batman de “Bruce” e Luthor de “Lex”? De onde veio essa intimidade no filme?
  • “Salve Martha?” Superman chama a mãe de “Martha”? Isso provavelmente tem laços com a intimidade estranha de “Bruce” e “Lex” e deve fazer sentido na cabeça de algum dos roteiristas, mas não na minha.
  • A idéia idiota de que Batman teria mas chances de salvar Martha Kent do que Superman, ou os dois juntos, quase me fez dar pausa e ir me ocupar com algo mais inteligente.
  • Eu ainda não estou bem certo de que a idéia de atrair o Apocalipse de uma ilha certamente desabitada de Metropolis para uma área supostamente desabitada de Gotham e torcer para estar vivo até o momento de achar a lança de kriptonita em vez de ir a Gotham primeiro pegar a arma e traçar um plano, tenha sido uma idéia digna de um estrategista como Batman. E se não fosse a chegada inesperada da Mulher Maravilha ele realmente teria virado churrasquinho.
  • Batman diz que o porto está abandonado segundos depois de vermos os silos explodirem como se estivessem cheios de combustível. Como se explica abandonar combustível (erro 1) em um tanque que não tem manutenção (erro monumental 2)?

Se o filme tivesse sido dividido em duas partes e a segunda tivesse começado na luta com Apocalipse, eu poderia ter gostado da segunda.

 

 

 

 

3 comentários
  • Saulo Benigno - 279 Comentários

    E o pior é que você assistiu a versão Ultimate. A versão que todo mundo está falando que é a melhor, que é como deveria ser visto.

    Imagina você vendo a versão de cinema…. :P

    Filme horrendo.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Eu geralmente sempre busco a versão mais longa por acreditar que é melhor. Mas no caso de BvS, quando eu terminei de relacionar os problemas fiquei imaginando se uma versão mais curta teria me incomodado menos!

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Como Diane lane tem apenas 52 anos, este provavelmente seria um motivo muito mais razoável para o Superman procurar briga com o Batman:

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Extensores HDMI sobre cabo de rede CAT5, CAT5e, CAT6

Não deixe de ler também: O extensor HDMI sobre cabo CAT5 mais vagabundo que existe.

Neste texto onde eu me referir a cabo “CAT5” estou simplificando a menção aos três tipos de cabo: CAT5, CAT5e e CAT6. “Sink” é o dispositivo que recebe o sinal HDMI (TV, projetor, DVR, etc) e “source” é o dispositivo que gera o sinal (o media player ou receptor de TV).

Existem no mercado três tecnologias para usar cabo CAT5 no lugar de um cabo HDMI:

  • 2 cabos, sem suporte a rede – O sinal HDMI é realmente transmitido pelo cabo CAT5, praticamente sem alterações. O mais barato de todos com alcance previsto de 30 metros a 1080p;
  • 1 cabo apenas, sem suporte a rede – Usa um protocolo proprietário para reduzir o número de condutores necessários. Provavelmente existe degradação do sinal nas resoluções mais altas mas pode não fazer diferença para qualidade DVD. Custa pelo menos cinco vezes mais caro que a solução com dois cabos;
  • 1 cabo apenas, com suporte a rede – Uma espécie de “HDMI sobre IP” onde o sinal de vídeo e imagem é transformado e retransmitido realmente “via rede” através de switches. É o mais prático de todos e embora tenha receptor próprio já fizeram engenharia reversa em um modelo para conseguir receber o sinal via VLC. Custa 10 vezes mais caro e é certamente limitado em qualidade porque uma rede de 100mbps definitivamente não tem banda para fazer isso sem acrescentar compressão. Já existe até um padrão para isso chamado HDBaseT que no papel parece tão fantástico quanto as meias Vivarina e as facas Ginsu, mas tão difícil de encontrar quanto o ET de Varginha. Na prática espere pagar os olhos da cara por um produto que não consegue conversar com o similar de outro fabricante.

Neste texto eu vou tratar apenas do método mais simples e barato.

Essa adaptação é possível primeiramente porque HDMI (e DVI) usam uma tecnologia similar à usada nas redes ethernet modernas, com transmissão diferencial que tem por meio o cabo de par trançado. Tentar usar outro tipo de cabo, mesmo que “mais grosso”, pode não ter o efeito desejado.

A primeira coisa a se ter em mente para entender o que se passa nesse tipo de adaptação é o fato de que um cabo CAT5 tem oito condutores e um cabo HDMI tem dezenove. HDMI tem mais condutores que dois cabos CAT5, então como é que essa mágica é feita?

Antes de prosseguir, vamos estudar atentamente a figura a seguir:

HDMI_pinout_ryan.com.br

Note que:

  • Mais da metade do cabo é usada pelos quatro canais TMDS, que é por onde a informação de vídeo e áudio é transportada;
  • As bolinhas pretas indicam os pinos que de uma forma ou de outra estão ligados ao mesmo negativo. A bolinha vermelha representa o único pino de +5V;
  • Dois condutores são destinados a DDC/EDID/HDCP e não podem ser usados separadamente. Ou você usa os dois ou nenhum dos dois (mais sobre isso adiante);
  • Um condutor é destinado a CEC (basicamente, operar todos os aparelhos com um só controle remoto). Útil, mas dispensável;
  • Dois condutores são de alimentação, que tem o propósito primário de fazer com que a identificação DDC/EDID funcione mesmo com o display desligado;
  • O pino 19 é responsável pela função hotplug detection (detectar que um dispositivo foi conectado);
  • O pino 14 é o que permite o funcionamento do ARC (Audio Return Channel). Útil, mas ainda mais dispensável que o CEC, por falta de suporte em muitas TVs e porque um número reduzido de pessoas tem receiver HDMI ligado à TV;
  • Juntos, 19 e 14 oferecem a função HDMI Ethernet, que é ainda menos usada.

O primeiro e até óbvio sacrifício ocorre na blindagem. Cada um dos quatro pares de comunicação TMDS em um cabo HDMI bem feito é separadamente blindado e tem seu próprio “negativo”, além do negativo “geral” do cabo. São quatro condutores só na blindagem. Ora, essa blindagem individual não existe no cabo CAT5 que corriqueiramente usamos, então esses quatro condutores somem na adaptação. Assim reduzindo a necessidade para 15 condutores, o que fisicamente já é possível substituir por dois cabos CAT5. Em todos os extensores que vi um dos cabos é dedicado aos quatro canais TMDS e o outro cabo fica com os sinais de controle.

É importante notar que apenas o dispositivo source fornece alimentação. A função do pino +5V no sink é receber a alimentação vinda do source para ativar o circuito de hotplug detection e a memória EDID mesmo que o sink esteja desligado.

Existe um produto no mercado que eu desconfio fortemente de que se limita a ligar cada pino do plug HDMI ao pino correspondente no conector 8P8C (RJ45), por causa do baixo preço e do fato de que não tem indicação de “polaridade”. [18/05/2019] Eu tenho o review de um desses agora. Mas todos os extensores que já abri são “ativos” (tem eletrônica) e são compostos de duas peças com papéis bem definidos, como este:

hdmi_extender_ryan.com.br

Alguns cuidados precisam ser observados ao instalar e usar esse modelo de extensor:

  • É sempre bom lembrar: Os cabos conectados a esse extensor não devem ser conectados à sua rede. O extensor deve ser usado de forma completamente autônoma;
  • Emissor precisa ser ligado do lado do dispositivo source (player) e receptor do lado do dispositivo sink (TV, projetor, etc);
  • O cabo ligado a um determinado canal no emissor precisa ser conectado ao mesmo canal no receptor. Recomendo fortemente que você ponha etiquetas nos cabos ou terá muito aborrecimento com ligações invertidas;
  • Observe que em um deles o canal TMDS fica no conector esquerdo e no outro fica no conector direito. Quando um está de frente para o outro isso faz muito sentido, mas quando você está instalando tem a tendência a pegar o dispositivo sempre com a mesma mão e inserir os cabos na mesma ordem com a outra. O que vai resultar em inversão;
  • Os cabos precisam ter todos os oito condutores funcionais. Como uma rede de 100mbps somente usa quatro dos oito condutores do cabo CAT5 um cabo que funciona na sua rede pode não funcionar no extensor. É preciso testar pelo menos com um testador de cabos comum;
  • Os dois cabos precisam ser diretos. Cabo cruzado não vai funcionar em nenhum dos dois canais;
  • O cabo ligado ao canal TMDS precisa ser crimpado conforme o padrão (568A ou 568B) porque este canal precisa que seja respeitado o trançado dos condutores. O cabo ligado ao DDC pode ignorar o padrão e simplesmente fazer uma correspondência de um para um entre os conectores, mas não faça isso. Crimpar respeitando o padrão dá o mesmo trabalho.

[18/05/2019] Em resumo, o mesmo cabo com quatro pares que funciona quando ligando o seu computador ao switch deve funcionar nesse extensor, desde que não seja um cabo cruzado.

Esse extensor a meu ver tem dois erros/limitações de design que poderiam ser facilmente corrigidos:

  • O emissor deveria ser claramente diferente do receptor. Talvez de uma cor diferente. Perdi a conta das vezes que me enrolei todo por inadvertidamente misturar os dois;
  • Pelo menos o receptor deveria vir com um conector HDMI fêmea em vez de um macho o que facilitaria a conexão a um conversor HDMI-VGA e tornaria o conjunto menos frágil. Entretanto eu admito que isso cria um problema ao adicionar um ponto de possível mau contato.

Funcionamento

O objetivo deste post é analisar a teoria de funcionamento dos extensores e não fazer um review deste, mas é claro que eu preciso pelo menos testar se funciona ou não. Eu não uso muito o extensor e muito menos no seu limite, mas nos meus poucos testes com cabos de meros 10m ele funcionou bem a 1080p, incluindo o CEC.  No futuro eu poderei incluir aqui mais detalhes e testes com cabos maiores.

 

RECEPTOR (RECEIVER)

hmdi_extender_cat5_receiver_DSC01587_ryan.com.br

 

O design do receptor é o mais simples de entender, com apenas dois componentes ativos visíveis:

  • Um chip “equalizador” HDMI MAX3815, cuja função é restaurar o sinal dos quatro canais TMDS. É interessante notar que alguns displays HDMI, principalmente projetores, podem já ter um chip desses na entrada e que a documentação do fabricante do chip não faz nenhuma referência a cabo CAT5 e espera que o chip seja usado no final de cabos HDMI ou DVI apropriadamente blindados. Ou seja: não espere que vá alcançar as distâncias indicadas (50 metros com cabo 24AWG) a 1080p com cabo de rede, pois o cabo de rede que mais se aproxima do DVI/HDMI é o caro CAT7, mas você nem sabia que isso existia, certo?
  • Um regulador linear de 3,3V para alimentar o MAX3815 com os 5V vindos do dispositivo source.

EMISSOR (SENDER)

hmdi_extender_cat5_sender_DSC01587_ryan.com.br

Já o design do emissor ainda é parcialmente um mistério para mim. Eu levantei o diagrama para facilitar a compreensão (clique para uma versão legível):

hdmi_extender_cat5_emissor

Os quatro canais TMDS são conectados diretamente e corretamente aos pares do respectivo conector 8P8C (RJ45), então todos os componentes da placa estão ali para tratar dos sinais de controle. Eu determinei que dois pinos são usados para +5V e dois pinos para GND, restando quatro pinos para dividir com os cinco sinais de controle. Isso é possível porque foi sacrificado o sinal ARC, que não me parece uma grande perda.

Os componentes principais do emissor são:

  • Um microcontrolador de uso geral STC11F02 (5.5V, 2KB de flash e 256 bytes de RAM);
  • Uma memória EEPROM 24C02 (2kbit, 256 bytes) ligada simultaneamente ao microcontrolador e ao bus DDC HDMI.

O meu melhor palpite no momento é que o microcontrolador se envolve com troca de informações EDID, incluindo o handshake HDCP. Ele tem memória flash mais que suficiente para armazenar as chaves DHCP (40x56bit = 280bytes). Por que ele faria isso eu ainda não tenho certeza.

Cabo de controle (rotulado de “DDC” pelo fabricante)

  • 1 – HPD
  • 2 – +5V
  • 3 – +5V
  • 4 – GND
  • 5 – GND
  • 6 – DDC_DATA
  • 7 – DDC_CLOCK
  • 8 – CEC

Hotplug detection

O sinal HPD vindo do dispositivo sink em vez de ir direto ao source entra no microcontrolador, provavelmente para ativar o processo de handshake. O dispositivo source não “vê” isso porque recebe o HPD imediatamente ao ser plugado o emissor nele, porque no emissor o pino 19 é permanentemente conectado a +5V por meio de um resistor de 1k.

É preciso ficar atento à mudança no comportamento. Basta plugar o emissor no dispositivo source para que este ache que um dispositivo sink está conectado e inicie o processo de leitura do EDID e handshake HDCP, mesmo que não exista sink. Ao realmente conectar o sink, o source já vai ter desistido de fazer o handshake há muito tempo. Para resolver eu suponho que ou você reinicia o source ou despluga e repluga o emissor.

Conector ISP

É ligado diretamente à porta serial do microcontrolador. Ainda não verifiquei se é possível ler algo nessa porta ou se serve apenas para programá-lo.

19 comentários
  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Eu cometi algum erro na hora de fazer o upload do diagrama do emissor e por isso não há link para a cópia de alta resolução, legível do mesmo. Amanhã eu corrigirei isso.

  • Luciano - 493 Comentários

    Jefferson, *pelo menos* na foto deste extensor que você usou como exemplo, dá pra ver nas fotos que está marcado em um deles, algo como Receiver e no outro Encoder.

    Logo pelo menos pra mim não haveria necessidade de um ser de cor diferente do outro B)

    Edit: Melhor dizendo.. Sender e Receiver.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Pois eu insisto que há necessidade. Eu estou ciente das marcações desde que comprei, sou mais minucioso que a média, e mesmo assim o palerma aqui errou diversas vezes. Quando estou ocupado com problemas em um nível mais alto, qualquer coisa que o fabricante fizer para evitar que eu me perca com os detalhes eu agradeço.

  • Marco Stort - 28 Comentários

    Eu comprei um destes e instalei com uma distância de aproximadamente 15 metros. Funcionou muito bem, qualidade de imagem excelente. :)

  • Maycon Ferraz - 2 Comentários

    boa tarde fiz a instalacao e fiz o teste com o testador so nao segui a sequencia (568A ou 568B) mas as duas pontas dos cabos estao iguais e n ao funciona sera quen so por ter mudado a sequencia vai interferi

  • Miguel - 1 Comentário

    Olá estou com um problema de barreira onde o cabo Hdmi não entra no conduite logo optei pelo adaptador onde usei dois rj45 crimpados no padrão 568a porém a imagem não está constante nem o som fica dando lag e as vezes some a imagem .
    Gostaria de saber o que pode ter dado errado visto a a distância não é maior q 3 mts ? Será q se mudar pra cat6 pode resolver ? Será q se mudar o padrão de crimpagem pra 568b pode resolver ?

  • Júlio Câmara - 1 Comentário

    Depois de perder – pela segunda vez – a entrada HDMI de 2 televisores devido a uma descarga elétrica que caiu na antena da VIVO e passou pelo HDMI, vou usar um extensor ativo (de um cabo sem suporte a rede) entre o decoder Vivo e o distribuidor HDMI como elemento de “sacrifício”. Tentei usar um “protetor HDMI aterrado” que não serviu de nada, não protegeu.
    Você acredita que fará alguma diferença?
    Obrigado

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Esta pergunta foi feita há quase dois anos mas vou responder assim mesmo.

      Eu não sei se vai funcionar, já que para a descarga ter descido pela antena da VIVO e ter chegado à sua TV via HDMI precisaria ter passado pelo receptor da VIVO antes. Mas acho que é uma boa idéia tentar. O preço desses conversores ativos não é muito alto.

      Mas do lado da TV você sempre pode usar um switch HDMI também como elemento de sacrifício. E manter o equipamento da VIVO aterrado também me parece recomendável.

      Outras coisa que você pode fazer, claro, são:

      Relocar sua antena para um local mais baixo, onde ela tenha um menor risco de atrair uma descarga
      Instalar um pára-raios nas proximidades dela;
      Instalar um protetor de descarga (supressor de surto / lightning protector) no cabo que desce da antena para o receptor da Vivo.

  • alex sandro leandro - 2 Comentários

    Bom dia qual esquema do Cripa o cabo Rj45 e a mesma da rede

  • Caio Poleti - 1 Comentário

    Boa tarde,
    Estou tentando utilizar um Extensor da Lotus Via cabo RJ45 porem não esta funcionando.
    Testo o cabo no “teste” e funciona perfeitamente, a clipagem foi feita pino a pino.
    Existe algum outro esquema de clipagem que tenha que ser feita?

    Desde ja muito obrigado pela sua atenção.

  • Francisco - 1 Comentário

    Comprei um aparelho desse e liguei da maneira correta vc com dois cabos cat 5 padrão A e não dá nem sinal, o que pode ser?

  • Leandro - 1 Comentário

    Eu estou fazendo uma extensão no aparelho da Sky funciona só aquela parte do começo que procura os canais mas na hora da transmissão dos canais não funciona crimpagem 568a 12 metros com os 2 cabos de rede usando splitter ver 1.4 direto funciona na primeira tv saindo para o extensor já não funciona os canais apena a introdução do aparelho.

  • Aluísio Cavalcante - 1 Comentário

    Olá, fiz a engenharia reversa desse conversor antes de ver teu artigo. Parabéns. Muito bom o conteúdo. Compartilhando minha experiência, usamos esse conversor ligado a um projetor VGA que está com um cabo CAT6 de uns 27 metros de comprimento. Inicialmente testamos nesse mesmo cumprimento mas com CAT5 e não funcionou.

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O suporte nativo a Containers finalmente faz o Windows 10 me parecer atraente.

A mudança está na mais nova versão preview do Windows 10. Se você já está familiarizado com o Docker (linux), basta saber que “Windows Container” é o nome que a MS deu para sua tecnologia que é essencialmente a mesma coisa. Para quem não faz a menor idéia do que se trata, o “container” é um método inovador de virtualização onde a “máquina virtual” (não é realmente chamada assim) não contém sua própria cópia do sistema operacional. Ela usa o SO do host de uma forma isolada e só contém mesmo todas as diferenças para uma instalação “limpa” do SO no qual ela é baseada. O Windows 10 só tem suporte à versão “Hyper-V Container”, que por segurança não usa os arquivos do SO que está em execução e sim os de uma “imagem base”, separada.

Por exemplo, em teoria você pode ter um container apenas com os seus browsers e o maldito gbplugin para poder acessar seu banco sem criar no resto do computador a terrível perturbação que os infames módulos de segurança da GAS Informática criam. Isso você já pode fazer com uma VM, mas requer mais memória, demora mais para iniciar e ainda tem problemas de licenciamento.

E por falar nisso:

  • Hoje em dia você não pode disponibilizar legalmente na internet uma VM do Windows completamente configurada para uma determinada aplicação. Com os containers, além dos arquivos para download serem brutalmente (milhares de vezes) menores, não vem com arquivos da MS. A não ser que a imagem tenha recebido um “update” porque aí me parece que os arquivos atualizados do SO vão parar na sandbox criada pela imagem;
  • Você pode deixar de precisar ter uma licença para cada VM só para poder rodar aplicações isoladas.

Mas a MS ainda não confirmou essas vantagens no que diz respeito a licenciamento. Eu ficaria muito decepcionado, mas não surpreso, se a MS também tiver alterado suas EULAS para determinar que essas coisas ou são proibidas ou exigem compra de licenças extras ou “CALs”.

E eu ainda não testei. Eu sequer uso Windows 10 e essa novidade por enquanto é para os “insiders” apenas (se você tem acesso à versão Insider, as instruções estão aqui). Eu posso até estar me animando à toa e a versão Microsoft do Docker ser bastante limitada.

2 comentários
  • Alexandre Teles - 1 Comentário

    Olá Jefferson, quanto tempo desde aquele post dos DVDs LG hein?

    Eu não acho que veremos a possibilidade de executar aplicativos gráficos em containers do Windows tão cedo. Ainda hoje, no mundo *nix, precisamos de workarounds para executar aplicativos gráficos (X11 fowarding usando SSH, VNC ou X11 socket sharing) através de containers Docker (apesar de já conseguirmos executar aplicações utilizando aceleração gráfica com containers LXC.

    A não ser que a Microsoft adote a lógica do Server Graphical Shell/Minimal Server Interface para os containers no futuro (mesmo para os que são executados em plataformas diferentes do Windows Server) nós permaneceremos restritos à interface CLI do Server Core que temos agora, o que significa que ainda vamos sofrer muito com o gbplugin e afins.

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Windows Live Mail exibindo mensagens como anexos, com painel em branco.

Versão do WLM: 2012;

Versão do Windows: 7 ou XP.

  • Sintoma 1: Painel de leitura em branco mas o conteúdo das mensagens aparece logo acima, como se fossem anexos, misturados com os anexos reais da mensagem. Mensagens enviadas como HTML apresentam um anexo TXT e outro HTML. Imagens incluídas no corpo da mensagem também aparecem como anexos. Abrir esses anexos com duplo clique permite ler as mensagens;
  • Sintoma 2: demorando muito para “destravar” ao iniciar e exibir a primeira mensagem. O WLM inicia, exibe a lista de mensagens, mas fica um longo tempo sem responder ao mouse. Se clicar, diz que o WLM “não está respondendo”. LED do HDD indica intensa atividade;
  • Sintoma 3: alguns emails não conseguem ser impressos e simplesmente visualizá-los parece causar o sintoma 1.

A explicação curta:

O problema é resolvido deletando completamente a pasta “Temporary Internet Files”.

A explicação longa:

Levei cerca de cinco horas apanhando com esse problema ontem. Iniciar o WLM estava levando minutos e tive que fazer pausas periódicas para deixar a usuária adiantar seu trabalho. Eu estava trabalhando apenas no problema primário porque acreditei que a lentidão era inerente à quantidade de emails (mais de 12mil, mas eu estava muito errado) e que o terceiro problema poderia não estar relacionado ou se resolveria sozinho. A dica mais comum que encontrei para resolver o problema primário foi ir até Adicionar e Remover Programas clicar duas vezes na entrada referente ao Windows Essentials 2012 e escolher reparar o Windows Essentials. A reparação às vezes parecia resolver o problema, que depois voltava.  Às vezes não surtia efeito algum.

A segunda dica que encontrei dizia para abrir Opções da Internet e mandar carregar o padrão do Internet Explorer. Foi nesse momento que me lembrei que o painel de visualização do WLM, claro, era uma instância embutida do IE. Fazer isso também às vezes parecia resolver o problema.

A terceira dica me levou mais próximo da real solução do problema: mandar excluir os Arquivos Temporários do IE, via Opções. Isso não surtiu efeito algum, mas como eu achei a operação muito rápida e já sei que ela muitas vezes não apaga realmente tudo, usei o Voidtools Everything para achar todas as pastas “Temporary Internet Files” (desde o Windows 7 você encontra pelo menos duas cópias dessa pasta por perfil de usuário) e o que achei me espantou: uma das pastas tinha cerca de 430 mil arquivos. E esse usuário não usa o IE há muito tempo.

A estimativa do Windows para apagar a pasta era de uma hora, a 64 itens por segundo (?!). No Modo de Segurança era um pouco mais rápido, a 100 itens por segundo. Mover ou renomear a pasta não era permitido porque “algum processo a estava usando”, mesmo no Modo de Segurança. Dei boot por Live CD e renomeei a pasta.

Todos os problemas foram resolvidos de uma vez.

 

7 comentários
  • Paulo - 46 Comentários

    Não seria Windows Mail ou Microsoft Outlook/Outlook Express?
    O WLM foi o mensageiro instantâneo encerrado há dois anos.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Obrigado, Paulo. “WLM” refere-se habitualmente ao “Windows Live Mail”. Eu errei o título do texto e corrigi este e o link gerado automaticamente.

  • Daniel Plácido - 68 Comentários

    [off topic] Jefferson, estou precisando de um serviço que acredito que você seja a pessoa mais indicada que “conheço”.
    Preciso fazer o full dump de um modem Motorola SVG1202, se você tiver tempo/interesse entre em contato comigo por email para eu te explicar e combinarmos de eu te enviar os modens (não consegui achar seu email para contato)
    grato. (apague a mensagem que não tem relação com o post)

  • TATIANA - 1 Comentário

    Bom dia
    Prezado, meu email também está com este problema não aparece o que a pessoa escreve no corpo do email mas sim misturado com arquivos como uma planilha de excel…Como faz para apagar essa pasta? “Temporary Internet Files”. Desde já agradeço a atenção!

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Aconteceu de novo hoje, com outro cliente. Deletei 500 mil arquivos em Temporary Internet Files

    • Snow_man - 311 Comentários

      Caramba, nesse tipo de cliente, não seria bom automatizar a limpeza, tipo com ccleaner ou outro método?

  • Guilherme - 1 Comentário

    Pessoal, estava com esse problema, fui no downloads do IE e lá havia 2 pendentes, deletei e fui feliz. Abraço!

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Erro “regsvr32 failed with exit code 0x3” ao tentar instalar um controle ActiveX

O problema acontece numa instalação limpa do XP SP3 e estava me impedindo de instalar o software necessário para configurar meu NVR.

Depois de apanhar por vários minutos descobri que precisava do “Visual C++ Redistributable”. Instalar as versões 2005, 2010 e 2013 não resolveu. Somente tive êxito ao instalar o “Microsoft Visual C++ 2008 Redistributable Package“, mas o seu caso específico pode requerer uma das outras versões.

Como esse é um instalador muito comum você pode até tê-lo guardado. O programa de instalação em todas as versões geralmente tem um nome que começa com “vcredist”.

2 comentários
  • Snow_man - 311 Comentários

    Muito bom, Jefferson, são contribuições como essa que fazem seu blog se destacar. Foi por um post desses que cheguei aqui, ainda no Gambiarras, e fiquei, visitando todo dia.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Se você se deparar com um erro semelhante execute eventvwr.msc e procure por erros no log de sistema. Esses erros vão dar mais pistas sobre o que está faltando. No meu caso aparecem erros do tipo:

    Tipo de evento:    Erro
    Fonte de evento:    SideBySide
    Categoria do evento:    Nenhuma
    Id. do evento:    32
    Data:        5/8/2017
    Hora:        19:58:44
    Usuário:        N/A
    Computador:    VIRTUALBOX
    Descrição:
    Não foi possível encontrar Assembly dependente Microsoft.VC90.CRT e o último erro foi A montagem a que foi feita referência não está instalada no sistema.

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Encher um pneu de carro é mais fácil do que eu imaginava.

Eu não sou dos motoristas mais cuidadosos e a buraqueira nas ruas e rodovias que cortam Recife de vez em quando me deixa “na lona” quer seja porque um pneu furou ou rasgou ou, com maior freqüência, porque a pancada fez o ar começar a vazar no ponto de contato com a roda.  Para resolver esse segundo problema eu costumava usar uma bomba elétrica que eu comprara há muito anos por R$50. Enchia o pneu em menos de dez minutos.

Mas depois que a bomba quebrou eu não consegui encontrar nada por um preço razoável. Tudo o que eu vira era mais caro e de qualidade inferior. Cheguei a comprar uma mas como eu esperava durou muito menos que a primeira. Eu estava sendo obrigado a resolver o problema do jeito tradicional: trocar o pneu.

Aí esta semana eu fui apanhado com as calças abaixadas: de um dia para o outro meu pneu baixou e meu estepe estava vazio. Borracheiro mais próximo a um quilômetro de distância e num horário onde não dava para pedir carona a um amigo. Parti para experimentar algo que nunca havia tentado antes: encher com a bomba manual para pneu de bicicleta.

Eu esperava no mínimo dar  pressão suficiente para tirar a roda do chão e poder chegar ao borracheiro. Levantei o carro com o macaco para pelo menos não ter que levantar o carro “no braço” bombeando e comecei a contar. Após bombear 100 vezes eu já estava cansado mas já parecia bom. Após descansar um pouco decidi bombear mais 100 vezes e ao terminar fui medir a pressão com um desses medidores manuais de plástico que você compra na China: 32 libras. Fiquei espantado e fui conferir com a pressão de outro pneu: realmente eu tinha ultrapassado as 28 libras requeridas para uso normal do meu UNO. E quando fui retirar o macaco, outra surpresa: eu tinha erguido o carro bombeando e o macaco estava solto.

Bombear 100 vezes já era o bastante para levar o carro até o borracheiro. A bomba de bicicleta agora virou item do meu kit de ferramentas lá no porta-malas.

15 comentários
  • Maximus Gambiarra - 26 Comentários

    Um macaco de caminhão também eleva um grande peso apenas bombeando óleo manualmente. É a mágica da multiplicação de forças. Penso em fazer uma automação aqui em casa com aqueles cilindros de ar comprimido. Abrir uma janela inacessível, por exemplo, bombeando ar pela mangueira.

    Essa semana andei procurando um modelo de bomba de encher pneu que é movimentada pelo pé, o cilindro fica na horizontal e tem manômetro. A antiga de minha casa durou uns dez anos, com alguns remendos eventuais de solda. Na minha cidade só encontrei daquelas movimentadas com a mão, cilindro na vertical. Pela internet achei a que eu quero, mas o preço do frete é igual ao da bomba. Estava relutando, mas agora que você escreveu isso, pensei melhor e comprei.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Aqui em Recife eu encontro essa bomba de acionamento com o pé com facilidade. Um grande importador aqui perto vende mais de um modelo. Mas eu nunca dera muita confiança por causa do volume reduzido do cilindro. Agora que eu sei o que dá para fazer com uma bomba de bicicleta estou mais disposto a confiar nessa bomba de pé.

      Quanto ao macaco, eu mantenho um pequeno macaco jacaré (é muito bicho junto) no porta malas. O esforço de retirar o macaco do porta-malas e depois guardá-lo é maior que o requerido para levantar o carro com ele.

  • VR5 - 397 Comentários

    Como eu ando de mountain bike tenho essa em casa:

    Foi uma assim que usastes? elas são muito boas!

  • VR5 - 397 Comentários

    A bem da verdade a minha custou R$ 70,00 (comprei de um ciclista amigo), mas o modelo é semelhante…

  • Snow_man - 311 Comentários

    boa idéia. Obrigado.

  • Ricardo Macagnan - 5 Comentários

    Essas bombas de acionamento com o pé são muito boas! O segredo para durarem bastante é não esquecer de lubrificar o eixo que fica fixo e entra no corpo da bomba e quando ela parecer dura ou pesada de se acionar, verificar se não está faltando lubrificação interna ou desgaste do couro ou borracha.

  • Daniel - 29 Comentários

    Eu sempre levo no carro um “enchedor de pneus” em formato aerosol. Antes vendia no Carrefour, mas agora só encontro em lojas da internet.

    Cada um custa cerca de R$ 30,00 com validade de 2 anos. Consegue encher um pneu de caminhonete, não precisa utilizar macaco e além de “ar” comprimido injeta um gel que tampa o furo do pneu.

    • Luciano - 493 Comentários

      Eu também ando com um desses amarrado em local escondido na moto. Só que eu acabo jogando ele fora pelo prazo de validade eheh… pois raramente furo pneu, mas não abro mão disso. Só não tenho certeza que esse tipo de enchedor funcione com pneu sem camara.

  • Daniel - 29 Comentários

    Luciano,

    Funciona muito bem para pneus sem câmara. Já usei no pneu do meu carro, aro 17, e já vi usarem em camionete.

    Mas é apenas para furo, amassado na roda ou pequenos rasgos até ele consegue encher o suficiente para andar uns 5 km, mas não veda.

    Agora para furo de parafuso ou prego, já andei 1 semana com estes objetos no pneu e não esvaziou.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Voltando ao assunto.

    A primeira bomba manual quebrou em menos de seis meses. A parte de plástico que você empurra com as mãos arrebentou em um do lados. Somente fui comprar outra dois meses atrás e custou R$15.

    Eu não estou mais me dando ao trabalho de levantar o carro com o macaco antes de encher o pneu. Mesmo com o pneu completamente vazio eu consigo levantar o carro bombeando até 150 vezes e acho mais rápido e cômodo do que ter que tirar o macaco.

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Ghost In The Shell vai virar filme “live action”.

A premiada obra de ficção científica de Masamune Shirow, que começou no Mangá e já produziu pelo menos dois filmes e duas séries de animação, deve finalmente alcançar a audiência dos preconceituosos (o pessoal que acha que animação e quadrinhos são coisa de criança) em 2017, quando sair o filme que por hora pretende colocar Scarlett Johansson no papel da major ciborgue Motoko Kusanagi.

Ghost In The Shell Poster_ryan.com.br

No futuro de GitS a prostética é tão avançada que corpos inteiros podem ser substituídos. Mas é um processo caríssimo e o corpo adulto de Motoko é uma versão militar que o governo considera de sua propriedade e que a major pode perder e ter que conseguir um alojamento inferior para tudo o que lhe resta de humano, o cérebro, se deixar de trabalhar para eles.

Se você é fã de Sci-Fi, não tem nada contra animação e especialmente se aprecia a estética do Anime, recomendo fortemente que não espere pelo filme de 2017 e assista às duas temporadas da impressionante série Stand Alone Complex. O único problema para muitos vai ser não existir versão dublada. Ainda. Espero que com o possível sucesso desse filme surja o interesse por distribuir a animação oficialmente aqui no Brasil.

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O mais emocionante comercial sobre o cinto de segurança que já vi.

“Embrace Life” da Sussex Safer Roads

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