 Jefferson,  04 de junho de 2013, Há dois anos um cliente decidiu, contra minhas recomendações, ouvir o canto de sereia de um vendedor e trocar todo cabeamento de rede e telefonia de sua empresa. Tudo foi trocado por um cabo rotulado como CAT5e que até então eu nunca tinha visto. Marca BST. Preto e estranhamente fino.
Os problemas, em uma rede que anteriormente não dava nenhum problema, não demoraram muito a aparecer.
Começou em uma emenda que eles fizeram em um dos ramais de telefone. A cada “n” meses o fio aparecia quebrado na emenda, em um lugar onde supostamente ninguém entra nem mexe. Parecia que o fio estava “apodrecendo” porque na emenda o fio estava preto e frágil. Depois a rede de um dos computadores do Comercial ficou extremamente lenta e teve que ser usado um ponto reserva. Em seguida o ramal da telefonista parou de funcionar e foi constatado que o par estava aberto.
Nesse meio tempo, achando que o problema tinha sido provocado por manipulação grosseira dos cabos na instalação, eu comprei 20 metros desse mesmo cabo por sem bem mais barato (metade do preço) para fazer uma pequena rede, em uma sala com um switch de 1Gbps.
Mas quem disse que eu consegui 1Gbps com o danado do cabo “CAT5e” da BST? Só consegui mais que 100Mbps quando eu coloquei o cabo velho, CAT5, da Furukawa.
Nesse ponto eu já tinha certeza: Não foi a instalação. O danado do cabo não presta.
Na empresa, mais e mais falhas foram aparecendo e chegou a um ponto em que o dono não podia mais ignorar o problema. Ele estava desperdiçando dinheiro comigo trocando pares, mas precisava mesmo é trocar a fiação toda por uma nova.
A empresa que instalou? Não se responsabiliza e quer R$400 para fazer um orçamento e R$50 mais o preço do cabo por cada ponto que consertar. E até onde sei foi ela que escolheu o cabo. Mas como o meu cliente é do tipo que não foge de uma briga mas não decidiu processá-los por isso, eu é que não vou me meter no mérito dessa questão.
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 Jefferson,  04 de junho de 2013, E não estou falando apenas da parte sem fio ou do acesso à internet. Toda a rede (DVR, sistema comercial, relógio de ponto) pode parar de funcionar. Nem estou falando de atos propositais, pois o que vou relatar foi um acidente.
Tomar cuidado com os chamados “rogue devices” (dispositivos mal comportados conectados à rede) sempre foi um problema para administradores de rede, desde quando só existiam redes por cabo. Começou a ficar mais complicado quando as redes sem fio começaram a surgir e funcionários bem intencionados, almejando pura conveniência, passaram a trazer de casa seus roteadores Wi-Fi para plugar na rede da empresa e assim poder ter “wireless” para usar no departamento sem precisar pedir verba para isso. Dois problemas já surgem aí: você tem um ponto de acesso externo à rede que você não controla, de segurança incerta, e o funcionário, que muitas vezes não sabe o que está fazendo, pode plugar a porta errada do roteador na rede da empresa, gerando o problema do “rogue DHCP server”. Mas você acha que se o único ponto wireless da rede for “oficial” com criptografia de trocentos bits está tudo bem? Nem um pouco.
O cliente me chamou dizendo que a internet na empresa dele só funcionava quando queria. Como eu já tinha agendado a troca por um modem ADSL novo fornecido pela OI, ao chegar à empresa nem fui conferir os sintomas e já fui instalando o modem novo que eu havia pré-configurado. Ao testar, uma surpresa: também não tinha acesso à internet. Pior que isso: eu mal conseguia acessar a GUI do modem para ver o status da conexão. Um simples PING para o modem era rejeitado. A mesma coisa acontecia quando eu tentava acessar o DVR para ver as câmeras.
Não era a OI. Alguma coisa estava muito errada na rede da empresa.
Também não era cabeação. Eu conseguia acessar outros computadores e o modem estava do lado do switch.
Depois de andar bastante de um lado para outro tentando entender o que se passava, tive um estalo. Rodei no servidor o Softperfect Network Scanner (SNS) e lá estava: havia um dispositivo na rede da empresa que não estava nos meus registros. Mais claro ainda: ele estava respondendo em dois endereços IP e um deles era o que deveria ser do modem ADSL, que também é o servidor DHCP de toda a rede. Ora, duas máquinas já não podem ter o mesmo IP de jeito nenhum e se uma delas é servidor e gateway da empresa as consequências se multiplicam.
Mas quem seria?
Peguei o endereço MAC reportado pelo SNS e procurei o fabricante. Era um dispositivo Samsung.
Ahhh… eu pensei: isso já simplifica muito! alguém com um celular samsung mal comportado descobriu a senha da rede wireless e está derrubando a rede!
Pequeno problema: Parece que todo mundo naquela empresa tem smartphone Samsung! Dos diretores às funcionárias. Somente no Departamento Comercial eu contei cinco!
Pedi permissão e saí conferindo o endereço MAC de um por um. Acabei encontrando com a funcionária do Financeiro. Bastou desligar o acesso Wi-Fi dele e os problemas desapareceram.
OBS: Esqueci de anotar o modelo. Mas é um aparelho pequeno, rodando Android. [27/07: Foi um Samsung Galaxy Pocket Duos (GT-S5302B)]
Como aquela funcionária tinha a senha da rede sem fio? Não sei. Não era para ter. As únicas pessoas que poderiam ter dado (da família do dono) me disseram que não deram. Quando eu anunciei publicamente que era um aparelho Samsung que estava derrubando a rede essa funcionária foi fuçar (eu soube depois) no Samsung Grand Duos da diretora. Existem apps Android que exibem todas as senhas armazenadas então ela talvez tenha instalado lá e apagado. Também é possível que ela tenha configurado o telefone da diretora como Access Point para ela. Ela também poderia ter obtido facilmente sentando em qualquer máquina Windows 7 com acesso de administrador (as da diretoria). Não sei como ela fez e se a diretoria não perguntou, problema deles. O meu trabalho eu fiz e não vou pressionar funcionário dos outros em uma empresa onde sou só prestador de serviços.
Eu poderia ter “resolvido” simplesmente mudando a senha do roteador wi-fi? Sim. Mas assim como resolver problemas de computador formatando, isso seria uma solução “meia-boca” porque:
- Tem muita coisa acessando o roteador legitimamente cuja senha precisaria ser mudada também. Incluindo uma impressora sem fio HP que só pode ser configurada plugando a USB (é mole?);
- Nada impede o culpado de obter a senha outra vez;
- Eu não aprenderia quem foi e não teria a oportunidade de deixar todo mundo preocupado com as consequências. Quando eu anunciei o que eu estava procurando a maioria já estendeu o telefone para que eu olhasse, mas justamente a culpada tirou o dela da mesa e colocou no bolso num gesto suspeitíssimo.
Obviamente a interferência na rede foi um acidente. Algum bug no celular dela. Estava criando apenas problemas específicos mas logo ela estaria interferindo com cada uma das máquinas da rede, por estar impedindo o servidor DHCP de funcionar. Imagine se fosse alguém que quisesse prejudicar a operação da empresa. Poderia fazer isso com o telefone dentro do carro, no estacionamento.
03/04/2015 – Esqueci de mencionar que nessa empresa o roteador Wi-Fi é configurado para funcionar como Access Point (rede da empresa em uma das portas LAN) porque há uma necessidade disso. Se estivesse configurado como roteador mesmo (rede da empresa na porta WAN) o celular dessa funcionária teria derrubado apenas todo mundo conectado ao roteador (o que também seria ruim, mas muito mais fácil de diagnosticar). Ela não poderia interferir com a rede principal. Então um modo relativamente simples de evitar que isso ocorra e continuar dando acesso aos funcionários é não usar dispositivos do tipo Access Point. Use apenas roteadores, configurados como tal.
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 Jefferson,  25 de maio de 2013, De vez em quando eu sou chamado para resolver um problema do Windows 7 no qual o PC ficou preso em um loop onde a cada vez ele passa uma eternidade dizendo que encontrou um problema de inicialização e está tentando consertar, mas nunca consegue. Aliás eu não sei o que tanto o Windows faz nesse processo. Ele deve estar contando quantas fotos de mulher pelada o usuário tem no HDD, porque eu não encontro uma explicação melhor para o sistema ficar uns 10 minutos ocupado nisso.
E muitas vezes a gente consegue consertar o problema manualmente em segundos com dois simples comandos: bcdedit.exe /fixmbr e bcdedit.exe /fixboot no console, que equivalem aos antigos fixboot e fixmbr do XP. Por que a recuperação automatica não faz o mesmo sozinha, nem pergunta se você quer que ela faça por você, é um mistério. E não é porque ele tenha medo de fazer algo drástico, porque ele não tem, pois na semana passada eu me deparei com uma evidência assustadora disso.
Eu recebi um servidor NAS Western Digital Netcenter de 500GB com a missão de tentar salvar os arquivos que haviam sumido. Não havia nenhuma partição no HDD. Testdisk não conseguia resolver o problema mas após eu indicar que a partição que eu estava procurando poderia ser do Mac OS (eu testei todas as opções de detecção), ele sugeriu que o sistema de arquivos presente pudesse ser o ReiserFS (linux).
Uma rápida pesquisa usando isso como dica confirmou que realmente era esse o sistema de arquivos e explicou como eu poderia consertar.
Fiquei animado. Mas por precaução decidi fazer uma cópia setor-a-setor do disco para outro HDD de 500GB e trabalhar apenas na cópia. Como eu só tenho segurança do que estou fazendo quando estou usando o Windows, fui usar ferramentas Windows e coloquei o HDD do cliente como escravo em um desktop reserva onde tenho dual-boot Seven e XP. Achei que não haveria problema algum já que para o Windows o HDD estava não-particionado e teoricamente o Windows não faz nada em um HDD assim sem o seu conhecimento e permissão.
Descobri que isso só é verdade até o XP.
O boot primário desse desktop era o Seven, porque foi o último SO a ser instalado. Em um momento eu me esqueci disso, reiniciei a máquina e saí. O Windows 7 iniciou automaticamente. Isso também não deveria ser problema, mas por alguma razão bizarra, apesar do bootloader ter sido carregado do HDD certo, o boot manager (que é carregado pelo bootloader) pensou que o HDD do Windows 7 era o outro, sem partição. A recuperação de boot do Seven foi acionada automaticamente e tentou “consertar” o problema.
Quando eu vi o que estava acontecendo já era tarde. Desliguei a máquina e rodei o Testdisk de novo no HDD com a esperança de que ele ainda me desse a dica de que o sistema era ReiserFS.
NADA!
Para o Testdisk, não havia mais nada no HDD. O Seven destruiu o resto da tabela de partições e algo que eu poderia ter resolvido em no máximo algumas horas se tornou um enorme problema.
Para a minha sorte ReiserFS é um sistema de arquivos obscuro mas nem tanto. Encontrei um programa de recuperação comercial específico para lidar com ele: o Raise Data Recovery for ReiserFS. Quando eu vi a versão demo, que roda sob Windows, abrir sem qualquer dificuldade um “Explorer” exibindo as pastas que eu sabia existirem no HDD, achei até barato os 21 euros que ele custa. Paguei com Paypal, recebi a licença segundos depois (não precisei fazer ativação online nem qualquer outra frescura) e em poucas horas eu já tinha os cerca de 400GB de dados do HDD copiados para outro.
Fica então o alerta: cuidado com o bootloader do Windows 7. Infelizmente não dá para simplesmente descartar o Seven como ferramenta de análise porque o XP é incapaz de enxergar partições GPT criadas pelo Vista/7/8 e faz você achar que um HDD perfeitamente OK está vazio. Mas se você tem certeza de que a partição não é GPT, não deixe o seu HDD chegar nem perto do Windows 7!
Por que eu não usei o próprio Linux para resolver o problema, economizando assim os 21 euros?
Eu até tentei, mas não encontrei nada amigável. Tudo era para fazer por linha de comando. Para quem tem proficiência no Linux isso pode não ser problema, mas quando você está tentando fazer recuperação de dados, não ter 110% de certeza do que você está fazendo não é opção. Ora, se até usando uma interface gráfica eu consegui confundir os discos e provoquei aquele desastre de 2007, imagine em um sistema onde estou só seguindo instruções que nem podem ser aplicáveis à distro ou hardware específico que estou usando? Meu HDD origem é o hda? hdb? sda? sdb? hd0? hd1? Eu não sou o único a achar isso confuso.
Antigamente era mais simples fazer uma imagem setor-a-setor de um disco
Eu fiquei impressionado com a incapacidade de vários programas de clonagem modernos, inclusive os comerciais caros para Windows, de fazer uma cópia setor-a-setor. Testei um punhado de programas e até o Clonezilla (LiveCD do Linux) foi incapaz de me dar a opção de clonar um disco “aparentemente” vazio. Sem uma partição compatível os discos só aparecem na listagem como “alvo”. E olha que em qualquer prompt de linha de comando do Linux isso é teoricamente possível usando o comando dd, que eu não usei por cair na mesma insegurança do problema anterior.
Eu só me lembrei que o HDD RAW Copy faz isso depois que o Seven complicou tudo. E eu ainda vou usá-lo para ver se eu poderia ter recuperado a partição do HDD do Netcenter “na munheca”.
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 Jefferson,  24 de maio de 2013, Infelizmente, a imagem feita por cada software e gravada no seu HDD só poderá ser lida pelo mesmo software.
HDD Raw Copy – Gratuito
Apesar do nome, esse software também copia cartões. Foi ele que usei para clonar o cartão deste tablet Android, para trocar o cartão do meu Motorola Quench sem perder as configurações e venho usando sempre que tenho trabalho para criar um pendrive de boot e quero guardar uma imagem dele pronto no meu HDD. Suporta múltiplas partições no cartão sem problemas.
Win32 Disk Imager (Ex Win32 Image Writter – Gratuito
Apenas grava da imagem para o disco. Só usei ele hoje, porque comecei a brincar com o Raspberry Pi e este é o software oficial para gravar quando você está no Windows.
15/06/2016 – Eu aparentemente me enganei e o programa também pode criar imagens. Mas não é muito intuitivo. O mesmo botão que intuitivamente tem a função “ler de…” também tem a função de “salvar como….”.
WinHex – Comercial
Este software tem características especiais que o tornam necessário em alguns casos. Por exemplo, quando você precisa transformar um cartão de 4GB em um cartão de 1GB (para enganar o bootloader de um tablet), esse software tem os recursos necessários.
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 Jefferson,  16 de maio de 2013, Só levou 20 minutos, mas foi uma surra assim mesmo, porque eu fiquei parado de boca aberta na frente do computador sem fazr a menor idéia de como ele estava operando e só consegui porque uma rápida pesquisa na internet me mostrou o que eu estava esquecendo.
O sintoma de que você está “infectado” é que todos os browsers abrem na página 22find.com. O malware se entranha em todos os navegadores instalados na máquina: Chrome, Firefox e IE tem extensões instaladas e configurações alteradas de diversas maneiras para garantir a sobrevivência do malware. Eu ainda não tinha visto um malware que infecta browsers tão rigoroso. Só que depois de “limpar” os browsers, todos continuavam abrindo na página dos pilantras.
Chequei programas na memória, configurações de proxy, usei tracert para ver se não estava sendo redirecionado, conferi servidores DNS programados no modem… nada explicava porque os browsers continuavam sequestrados. Me rendi e fiz uma pesquisa que me mostrou que eu estava apanhando de algo bem “low tech”: o malware havia editado todos os links para os browsers da máquina, colocando o site logo depois do caminho para o browser.
Assim:
“C:\Documents and Settings\Provit\Configurações locais\Dados de aplicativos\Google\Chrome\Application\chrome.exe” http://22find.com
E olhar os atalhos deveria ser uma das primeiras coisas que eu deveria ter feito quando vi que não funcionava. Existem maneiras ainda mais malignas de se aproveitar disso.
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 Jefferson,  13 de maio de 2013, Esse erro aconteceu duas vezes seguidas com o mesmo cliente, em um notebook Dell Inspiron 14z com apenas uma semana de uso rodando o Windows 8 de 64 bits. Na primeira vez aconteceu logo após uma atualização do sistema (eu confirmei isso porque logo depois de ter resolvido o Windows entrou em processo de concluir as atualizações) e na segunda vez aparentemente ocorreu “do nada”.
A solução é simples. Dando boot por um disco do Windows 8, entre no prompt de comando pelas opções avançadas de recuperação e dê os seguintes comandos:
diskpart
Você vai entrar no prompt do Diskpart
list vol
Vai aparecer uma lista dos volumes disponíveis no sistema. Identifique entre eles qual o que provavelmente é o seu drive de sistema.O problema é que notebooks em geral tem uma penca de partições adicionais, incluindo as de diagnóstico/recuperação do fabricante. E não dá para ter certeza de que o Windows esteja realmente na unidade C: do ponto de vista do disco de boot.
Se não aparecer nenhum volume, não se desespere. Isso pode ocorrer se o notebook usa um driver especial para acessar os discos, que é o caso do Inspiron 14Z. Mas basta ir ao Setup do BIOS/UEFI e trocar o modo de acesso SATA para AHCI.
Saia do Diskpart:
exit
E dê o seguinte comando, se sua unidade de sistema for C:
bcdboot c:\windows
Existem versões mais complexas desse comando sugeridas para resolver o problema, como:
bcdboot c:\windows /s c: /l pt-br
ou
bcdboot c:\windows /s c: /l all
Mas aparentemente o restante é redundante nesse caso.
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 Jefferson,  13 de abril de 2013, O título sensacionalista do post é proposital. Tenho certeza de que consegui chamar sua atenção 
Cronometrar a inicialização do Windows é complicado, porque só existe um momento bem demarcado para o início. E difícil dizer quando o Windows “terminou” de inicializar. Mas depois de cronometrar detalhadamente a inicialização de dezenas de máquinas ao longo de muito tempo, um detalhe me chamou a atenção: o tempo entre o momento que aparece o logo do Windows XP e o aparecimento da tela de Boas Vindas é de aproximadamente 20 segundos.
E não importa se é um Semprom com 512MB de RAM e dez anos nas costas ou um Core i3 com 4GB novinho. O tempo que se leva nessa fase é sempre o mesmo. E o ponteiro do mouse deve aparecer na tela antes, claro, por volta dos 15 segundos.
Eu tenho chamado isso de “regra dos 20 segundos”.
A experiência também demonstrou que caso o computador esteja levando muito mais tempo que isso nessa fase, o problema é de drivers ou hardware. E quase sempre é o danado do drive de CD/DVD IDE (em geral, basta soltar o cabo que o problema some). Não adianta tentar resolver olhando torto para programas instalados. Vá lá no Gerenciador de Dispositivos e veja o que você pode desligar para localizar o culpado.
E aparentemente qualquer HDD que ainda esteja “vivo” e em uso hoje em dia é rápido o bastante para não fazer diferença nessa fase.
Eu tenho a suspeita de que os serviços que se penduram no logon (todos os que aparecem na aba “Winlogon” do Autoruns), como o maldito GbPlugin, também podem interferir nessa fase, mas ainda não encontrei nenhuma evidência disso desde que me dei conta desse “fenômeno”.
Você ainda usa Windows XP? Quanto tempo ele demora nessa fase da inicialização? Se for responder, por favor cite processador e quantidade de memória.
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 Jefferson,  13 de abril de 2013, Mas esse foi diferente. Fiquei procurando o problema no lugar errado por horas!
Normalmente o que me faria ir direto procurar se o computador tem algum serviço “CUE” instalado seria uma demora anormalmente alta para aparecer o ícone da rede na bandeja. Esse serviço vem causando esse tipo de problema há uma década. Mas esse caso era diferente.
- Uma longa pausa na tela onde diz “BEM VINDO”;
- Uma longa pausa exibindo o papel de parede, mas sem exibir o a barra de tarefas ou os ícones do desktop;
- Uma longa demora para terminar de carregar o sistema.
E tudo isso praticamente sem atividade do HDD. Eu sabia que o Windows estava esperando por algo, mas não sabia o quê.
O computador, um Intel Dual Core com 1GB de RAM, rodando o XP SP3, estava uma carroça. E não ajudou em nada o fato de que o usuário, acreditando que tinha sido infectado por um vírus, instalara três antivirus. Avast, Avira e AVG2013. Pense num desastre. E o danado do AVG foi o mais difícil de remover.
Mas retirar os antivirus e colocar mais 1GB de RAM não surtiu efeito algum. O computador demorava uma eternidade para terminar o boot.
Nota: o computador chegou também apresentando uma estranha mensagem de firewall desativado, que depois sumia porque o firewall do Windows se ativava sozinho. Mas quando finalmente consegui expurgar o AVG, o problema desapareceu. Pode ter sido coincidência. Ou não…
Para simplificar a estória, quando finalmente fixei meu olhar nos dois serviços da HP que tinham a palavra “CUE”, desativei-os e no primeiro reboot o problema desapareceu.
Quando visualizando com o Autoruns, a descrição dos dois é:
- “HP CUE Context Manager Objects”
- “Este serviço detecta e monitora dispositivos CUE no sistema”
Eu tenho outro post sobre esse maldito, lá no Geringonças e Gambiarras, mas não estou conseguindo achar.
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 Jefferson,  12 de abril de 2013, PorDentro Em novembro do ano passado, meu amigo José Carneiro me pediu para dar uma olhada em um tablet Android de 60 dólares que ele comprara na China e que perdia toda a configuração depois de reiniciado. Após alguns testes, concluí que deveria ser defeito na memória interna, que provavelmente havia se tornado “somente leitura”.
Esse tablet atende pelo modelo genérico de “M7206”.
Bem, como eu enxergava uma possibilidade de, ao menos em um tablet tão barato, essa coisa de “SD interno” não ser apenas uma metáfora e de qualquer forma tenho a habilidade necessária para trocar alguns tipos de chip, pedi permissão a ele para desmontar o bicho e ver o que dava para fazer. Eis o que encontrei:

Detalhe, depois de retirada a fita que evita que o cartão se solte:

Pois é. Não era apenas uma metáfora. Esses tablets realmente tem um cartão SD no lugar da memória interna. E para a sorte do meu amigo, eu estava certo. Um teste rápido no computador comprovou que tudo o que era escrito no cartão se perdia, apesar de não acusar qualquer tipo de erro (por isso o Android não enlouquecia). Providenciei outro cartão, clonei o conteúdo do antigo nele (importante, porque o “firmware” do tablet está nele, incluindo o bootloader) e voilá! Problema resolvido!
Mas essa não foi a única coisa interessante que eu descobri examinando esse tablet. Sabe o que é isto aqui?

Este é o adaptador Wi-Fi do tablet. E trata-se de um adaptador USB como qualquer outro, com uma única diferença: esse opera com 3.3V.
Ou seja: em teoria, para consertar o Wi-Fi de um tablet “modular” assim, basta achar um adaptador USB com o mesmo chipset (ou outro que a versão instalada do Android suporte) e torcer para que ele opere com 3.3V, nem que seja arrancando alguns componentes internos. E dá até para pensar em pendurar um hub e outros cacarecos USB nessa porta interna.
Eu documentei o processo de recuperação do firmware desse tablet e salvei imagens do cartão. Pretendo falar sobre isso em outro post um outro dia, mas se algum leitor tiver urgência dessa informação/arquivos para salvar um tablet morto, posso acelerar a postagem.
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 Jefferson,  11 de abril de 2013, Essa não é a primeira vez que acontece, mas parece que desta vez está afetando mais computadores. Desde ontem eu estou recebendo telefonemas de usuários do Windows 7 que ficaram sem acesso ao Windows após a atualização automática ocorrida na terça, dia 9.
É bom lembrar que isso tanto pode ter ocorrido por erro da MS quanto pelo fato destas máquinas estarem infectadas por algum vírus que está “brigando” com a atualização. Isso já aconteceu antes. Quando tiver mais informações eu postarei aqui.
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Depois dessa é impossível não pensar em um trocadilho óbvio com BST, só botar as duas vogais, hehehehehe.
Felizmente, enquanto trabalhei com redes nunca tive problemas com os cabos, só com alguns conectores RJ45 que oxidaram depois de alguns meses, não lembro a marca, só lembro que foram comprados em uma loja de eletrônica.
Olha só… nem reparei nisso
Engraçado… quando comprei esse cabo, aqui mesmo em Recife, tinha aos montes no Mercado Livre para vender. Agora não acho nenhum vendedor!
Pois é: Furukawa é uma das melhores marcas mesmo não é?
Com certeza!
Depois dessa decidi não me arriscar. Como é muito fácil falsificar um cabo, decidi comprar uma caixa de 305m no distribuidor Furukawa de Recife. Custou R$250 e vou levar muuuito tempo para usar tudo, mas pelo menos eu tenho certeza de que estou usando o cabo certo.
Você pagou muito barato nessa caixa! Acho que nem aqui em sampa tá esse preço.
Que eu saiba, é o preço normal para compra no representante oficial. Eu peguei o telefone e endereço no site da Furukawa. E comprei o cabo azul CAT5e 24AWG x 4pares
A última vez que vi aqui na Sta Efigênia tava mais de R$ 300,00, mas tem tempo isso e não fui atrás do site. Bom saber.
Antes de procurar no representante eu perguntei em duas lojas renomadas de Recife. Saía por mais de R$350! Eu tentei o representante por desencargo/descargo de consciência, porque eu desconfiava que eles não venderiam para pessoa física e se vendessem seria pelo mesmo preço das ruas. Mas não me fizeram qualquer restrição.
Ah, então é isso! Não sei se algum representante aqui de SP faria o mesmo, apesar de eu ter CNPJ, não sou revenda. Mas não custa tentar. Só por curiosidade e off-topic, o primeiro trabalho profissional que fiz em agência de publicidade foi exatamente um anúncio da Furokawa.
Furukawa na opinião dos caras que trabalho em São Paulo também está longe de ser um ótimo cabo.
Perdeu muita qualidade segundo todos que pergunto, eles normalmente vem utilizando cabos para projetos de rede estruturados da SIEMON http://www.siemon.com/br/ – a maioria das empresas com quem trabalho para projetos utiliza essa marca – e tem ótimos certificados. Ou também de outra conhecida Systimax – http://www.commscope.com/systimax
Os Furukawa normalmente que encontro em SP – caixa bonitinha sei que e original, a capa azul do cabo é fraca – corta fácil, os cabos são menos resistentes – quebram com facilidade. Segundo todo mundo, a Furukawa tem apenas FAMA. Não é a mesma empresa referencia.
Não achando esses que citei que normalmente são Cat6 ou 7 – e mais caros.
Pode optar também pelos da AMP Tyco Connect www.ampnetconnect.eu
Eu percebi que são mais frágeis, sim. Antigamente o cabo CAT5 deles era AWG22. Agora o CAT5e é AWG24. Notavelmente mais fino.
Não duvido. Eu lido muito pouco com redes e ainda tinha uma sobra de cabos comprados há anos. A queda na qualidade da Furukawa pode realmente ter me passado despercebida.
Eu vou ter que fazer a pequena rede de 1Gbps com o cabo que comprei. Vamos ver o que acontece. Mas o resultado vai demorar porque essa rede não fica aqui em casa.