Android: apps para usar o celular como scanner

Normalmente eu torceria o nariz para essa idéia. Acredito que se um documento precisa ser digitalizado, o método apropriado é usar um scanner de verdade. Mas o amigo José Carneiro me perguntou se eu não conhecia uma app que fizesse isso explicando por que usar scanner não era opção no caso dele então eu comecei a testar algumas. E fiquei até positivamente surpreso com o resultado.

É claro que o resultado depende da qualidade da câmera do celular mas agora eu recomendo que você tenha pelo menos uma app dessas no smartphone para os casos de necessidade. Abaixo, as impressões que tive de algumas apps. Não  tenho mais o link para algumas porque apaguei do telefone.

 

Genius Scan

Meu preferido. Faz crop manual e automático. Se você tiver a mão firme ele após alguns segundos demarca o documento e fotografa sozinho, mas se você não esperar e tocar o botão de fotografar ele faz a mesma coisa ao processar a foto. Não sei qual a vantagem de esperar ele detectar o documento, se é que existe alguma.

Você pode enviar como PDF ou JPG.

Endireita a imagem se você tirar a foto em ângulo.

Na versão free pode configurar para mandar automaticamente para o seu email.

Tiny Scan

Funciona, mas dá muito trabalho. Por default ele interpreta o documento como texto e aí fica feio. Você tem que dizer que é uma imagem, demarcar manualmente…

Google Drive

Lixo. Sim, você pode usar a app do Google Drive para isso, mas para ser ruim nisso ela ainda tem que melhorar.

Cam scanner v5.4.0.20171221

Fraco

Tiny Scanner

Fraco. E nem é tão “tiny” assim, com 60MB instalado.

5 comentários
  • Felipe Costa - 1 Comentário

    Jefferson,
    um aplicativo interessante para digitalizar documentos no Android é o Office Lens da Microsoft. Eu utilizo ele principalmente para tirar fotos de quadros brancos nas reuniões e cursos que participo, ele possui a capacidade de ajustar a imagem capturada observando o angulo do qual a foto foi tirada, o que é bastante útil.
    Felipe Costa

  • Jefferson - 6.612 Comentários

    Obrigado pela contribuição. O Office Lens parece promissor, mas encontrei dois problemas com ele (versão 16.0.8827.2039).

    Não parece haver jeito de fazer detecção manual do documento – Eu não posso, como no Genius Scan, tirar uma foto de tudo o que a câmera está vendo e depois fazer um crop para mostrar o que é o documento. Se a app não estiver vendo nenhum documento você consegue bater a foto, não consegue se ela estiver vendo um mas com dificuldade para fazer o “lock”, o que parece não ser possível se eu estiver segurando o documento na mão e este estiver balançando com o vento. Pior: às vezes o programa faz o lock mas apenas em uma parte do documento. Você não consegue dizer a ele para ampliar a região de captura.

    É pouco intuitivo Isso pode ser proposital esse é um problema menor, porque só requer que você entenda como funciona. Por exemplo:

    Quando salva o arquivo ele dá a entender que só existe uma opção para salvar localmente: na galeria de imagens. Todas as outras opções (incluindo PDF) dão a entender que você precisa de uma conta Microsoft e de estar logado nessa conta. Dá até para entender que você precisa estar conectado à internet para salvar como PDF. Porém se você insistir e mandar salvar assim mesmo em PDF descobre que ele salva localmente.

    Você não percebe de imediato que tem diversas outras opções de compartilhamento. Ao salvar ele te dá uma lista de opções e pelo fato dele incluir o Onedrive nessa lista eu fui levado a crer que as opções de compartilhamento acabavam aí. E como ele não diz onde o PDF é salvo eu achei que ia ter que fazer um malabarismo para achar o local e enviar o documento por email ou whatsapp. O que é reforçado pelo fato de depois de salvar ele voltar imediatamente para o modo câmera. Mas se depois de voltar ao modo câmera você for em Menu -> Histórico Recente você encontra o PDF salvo e tem a opção de compartilhar por onde o Android permitir.

    O segundo problema é irritante mas depois que você descobre que é erro da interface se torna um “não-problema”. Mas o primeiro é realmente frustrante. Agora eu fiquei “em cima do muro” pois por um lado o Genius Scan limita suas opções de compartilhamento propositalmente para você comprar a versão paga, mas por outro é mais fácil digitalizar com ele.

  • Jefferson - 6.612 Comentários

    Adobe Scan v17.11.14

    Não gostei. Para entrar na app já pediu para fazer login com uma conta Google ou conta Facebook. Apesar de não gostar da idéia tentei com a conta Google, para então perceber que a app não funciona sem acesso à internet.

  • Jefferson - 6.612 Comentários

    Scanbot – PDF Document Scanner Não consegui determinar a versão, porque a app não diz, nem aparece na página da play store.

    Assim como o Office Lens, tenta ser esperta demais e falha miseravelmente exatamente da mesma forma. Acho até que ambas as apps usam o mesmo framework. Enquanto não fizer o “lock” no documento você não consegue salvar e se fizer o lock no documento incompleto você tem que tentar de novo. Nem tentei o resto porque é uma app “capada” e para ter todas as opções tem que pagar então o Office Lens já sai ganhando.

  • Saulo Benigno - 279 Comentários

    Uso o Scanner Pro (pago) no iPhone e sou muito feliz.
    Faz automático ou manual, organiza tudo, faz backup em dropbox ou outros, compartilha em imagem, pdf, etc.. é sensacional, valeu cada centavo que paguei.

    Foi $3.99, https://itunes.apple.com/us/app/scanner-pro/id333710667?mt=8

    Isso em documentos.

    Mas e fotos, já viu o Google PhotoScan? É muito incrível…
    https://www.google.com/photos/scan/

    Recomendo :)

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Feliz 2018!

Não, não tem mensagem. O título já diz tudo :lol:

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Retomando o hábito de salvar páginas da internet

Quando tudo o que eu tinha era internet discada e praticamente só podia navegar de madrugada e nos fins de semana por causa do custo eu tinha o hábito de salvar no HDD toda e qualquer página que achasse interessante para poder ler em qualquer lugar ou horário. Depois que uma conexão à internet permanente e de baixo custo se tornou algo quase onipresente e com a facilidade de achar algo imediatamente usando o Google e/ou fazendo uma busca no histórico do meu navegador eu fui perdendo esse hábito. Acho que desde 2008 eu não salvava mais páginas só por serem interessantes.

Mas hoje em dia eu tenho esbarrado com freqüência cada vez maior em links quebrados no meu próprio site. Referências que dei há apenas dois anos não podem mais ser consultadas, porque o autor do texto (ou o dono do site) não dá importância ao que foi escrito, o cache do Google só funciona até um certo ponto e nem sempre a wayback machine tem uma cópia funcional arquivada.  Já tentou encontrar um tópico especifico do forumpcs lá?

Como a tendência é só piorar, pois as redes sociais incentivam as pessoas a tratar toda informação como papo de botequim (na verdade elas incentivam as pessoas a não pensarem), decidi retomar o velho hábito. Bastam três cliques no navegador e é muito melhor do que me frustrar depois.

19 comentários
  • Fernando Di Ramos - 29 Comentários

    Somos antigos, ao menos na internet. Lembramos de comportamentos que não foram apresentados aos novatos.

    Comecei internet pelo mIRC. Conteúdo não-indexado. Compartilhamento de arquivos, links e bookmarks.

    A velharia migrou para blogs: Compartilhamento de arquivos, links e bookmarks.

    Hoje, um primo de 11 anos me visitou, falei que haviam vídeos que eu gostaria que ele visse mas que não estão na Youtube. Ele não entendeu.

    Internet está muito mais pessoal – antes anônima -, muito mais social – antes pesquisa solitária -, mais cercada – antes conteúdo pago não funcionava e servidores não eram derrubados.

    Websearch está quebrado. Não acho mais nada no Google e nem encontro concorrente. Muita frustação com buscador querendo me apresentar o que ele acha que eu quero encontrar e não o que eu escrevi.

    Eu gostei da “Internet 2.0”. A capacidade de se interagir no Web ao invés de apenas nos Instant Messaging foi positiva. Mas se a internet se tornar apenas rede-social, apenas interação e ao prejuízo de conteúdo. Então, internet estará morta.

    Addendum: (a) Uma coisa que há muitos anos digo: tudo o que temos e sabemos está no google, seja informação privada ou pública. Por enquanto tudo corre bem. Mas empresas tendem a acabar, a mudar de dono e mudar de comportamento. Quem será o próximo a ter acesso a todas informações que por anos confiamos ao Google?

    (b) Normalmente acesso esta página por procurar no Google: “Professor Jefferson Ryan”. Hoje apareceu um candidato de Rondônia. Google não me atende mais.

    (c) Feliz ano novo!

    abraços

    • João Batista - 30 Comentários

      Eu também sou dos antigos , mais só que comecei na era do BBS conhece ?! Esta época a conta telefônica vinha bem alta com ligações internacionais

      • Fernando Di Ramos - 29 Comentários

        BBS é anterior ao meu acesso. Conheço por vídeos, por ouvir dizer.

        Tenho 20 anos de internet. Comecei pelo discado por volta de 97/98.
        Migrei para o ADSL com modem bridge. Demorei a conhecer um router.

        Chegou a usar a BBS do Mandic?

        Feliz ano novo!

        • João Batista - 30 Comentários

          Não sei se usei ou não o BBS Mandic , porque já foi a um bom tempo atrás , mais eu sei que usei vários como eu falei e a conta telefônica vinha bem alta com as ligações internacionais

      • Jefferson - 6.612 Comentários

        Eu comecei com BBS. Modem de 2400bps. Acho que na época Recife tinha apenas um BBS: O Brainstorm. Como na época (antes da privatização) uma linha telefônica custava o mesmo que um carro ou um imóvel, BBS era passatempo de adolescente nerd filho de gente rica. E Recife não tinha muitos.

        Eu participava de grupos de discussão usando o software bluewave. Era possível mandar mensagens para o exterior, mas isso dependia dos “eventos de trocas de mensagens” onde os sysops de BBSs do mundo inteiro se conectavam para trocar pacotes de mensagens. A comunicação com alguém no exterior sempre tinha um delay de horas ou dias. E assim eu comprei meus primeiros livros de informática lá fora numa loja especializada em livros técnicos que era muito recomendada pelos seus baixos preços. Não era a Amazon, mas não consigo me lembrar do nome agora. Acho que a gente conversava com o próprio dono.

        Se um dia eu achar meus backups do bluewave eu acho o nome.

        • Jefferson - 6.612 Comentários

          Como na época (antes da privatização) uma linha telefônica custava o mesmo que um carro ou um imóvel, BBS era passatempo de adolescente nerd filho de gente rica. E Recife não tinha muitos.

          Eu não fui claro nessa frase. Embora acessar um BBS tivesse como requisito ter um computador e uma linha telefônica, o que já excluía 99% da população no início da década de 90, eu estava me referindo ao dono do BBS, o sysop. Que além de computador, precisava ter várias linhas telefônicas (acho que o Brainstorm tinha vinte) e fazer interurbanos regularmente para os eventos de trocas de mensagens.

          • Ioram Sette - 1 Comentário

            Alo Jefferson! Obrigado pela lembrança. :) Sou o SysOp da Brain Storm BBS, que continua no ar, mas agora através de conexões SSH ou telnet/ssl (http://www.bsbbs.com.br). A BBS que tinha 20 linhas era a NetPE, onde eu também era um dos SysOps. A Brain Storm só chegou a 2 linhas, e funcionou a maior parte do tempo (naquela época) no OS/2. De 2004 pra cá, rodo com Linux e Windows. Apareça lá para visitar.

        • Saulo Benigno - 279 Comentários

          Eita época boa de BBS. NetPE, os IRContros no Boliche do Shopping Recife, os “Vampiros da Noite”, lembra de tudo isso? :)

      • Luciano - 493 Comentários

        Eu cheguei a usar um BBS local que tinhamos aqui na cidade, isso foi por volta de 1997… bons tempos. Peguei toda fase do mIRC, ICQ… os quais ainda uso! Dou risada quando alguém vem me falar do msn… que veio e foi-se e o ICQ continua firme e forte.

    • Sidmar - 21 Comentários

      Eu seu a URL do Ryan de cabeça. Nem favoritos eu uso mais.

    • Jefferson - 6.612 Comentários

      Comecei internet pelo mIRC. Conteúdo não-indexado. Compartilhamento de arquivos, links e bookmarks.

      Nunca cheguei a usar IRC. Acho que foi uma questão de “timing”. A “internet” demorou a chegar aqui em Recife e quando chegou já existiam meios de comunicação mais pessoais como o ICQ.

      Hoje, um primo de 11 anos me visitou, falei que haviam vídeos que eu gostaria que ele visse mas que não estão na Youtube. Ele não entendeu.

      A propósito, tudo que eu acho interessante no youtube eu sempre salvei.

      Addendum: (a) Uma coisa que há muitos anos digo: tudo o que temos e sabemos está no google, seja informação privada ou pública. Por enquanto tudo corre bem. Mas empresas tendem a acabar, a mudar de dono e mudar de comportamento. Quem será o próximo a ter acesso a todas informações que por anos confiamos ao Google?

      Eu não daria ao governo um centésimo da informação que dou voluntariamente ao Google. A empresa sabe mais sobre mim que minha família e amigos.

      (b) Normalmente acesso esta página por procurar no Google: “Professor Jefferson Ryan”. Hoje apareceu um candidato de Rondônia. Google não me atende mais.

      Achei o problema. O Google descobriu que eu não sou professor :lol:

      Mas falando sério: a palavra “professor” aparece pouco nos meus blogs. Acho natural que eventualmente o Google conclua que você não está procurando por mim.

  • João Batista - 30 Comentários

    Feliz ano novo , e eu faço se for possível a cópia completa do site ou uma ( mirror local ) usando para isto o famoso wget , e tem para o windows ok

    • Jefferson - 6.612 Comentários

      Eu nem sabia que o wget podia salvar páginas recursivamente, mas olhando o manual vi que tem essa e muitas outras opções.

      É bom saber disso mas eu não usaria o wget no Windows para isso. Não com softwares de uso mais “são” como o httrack (que inclusive é open source) disponíveis.

      • Luciano - 493 Comentários

        Ehehe.. achei mais um que usa o httrack! Eu em geral ainda salvo paginas completas e até mesmo sites, por um motivo, as coisas andam muito voláteis, desaparecem de uma hora pra outra. E isso já me salvou algumas vezes.

  • VR5 - 397 Comentários

    Jefferson: você disse que salva vídeos do Youtube. Eu gosto muito de fazer isso (principalmente om palestras, videoclipes de músicas, ETC.). Mas de uns tempos para cá isso está ficando difícil: os programas que fazem isso começaram a ser todos pagos, e as versões gratuitas estão cheios de restrições: ou limitam a qualidade de vídeo (no máximo 720p, ou então a versão paga, e as vezes somente 360p!), ou a fonte (arquivos do VEVO somente em versão paga) ou o tamanho (acima de 30 minutos somente versão paga)… mesmo os sites de download que não usam programas fazem isso (“forçando” a comprar a versão paga)… você usa ainda alguma coisa (ou tem algum “macete”) que burle isso?

    • Jefferson - 6.612 Comentários

      Na maior parte do tempo eu uso a extensão Video Downloadhelper 6.3.3 para Firefox (versão xul). Quando ele se recusa a baixar algo, como os vídeos da VEVO, eu uso o aTube Catcher 3.8.9152. Praticamente 100% do que me interessa é coberto por essa dupla. De cabeça eu não consigo lembrar de nada que um dos dois não tenha conseguido baixar.

    • Sidmar - 21 Comentários

      É muito raro eu baixar alguma coisa do Youtube mas o JDownloader tem me suprido satisfatoriamente.

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Minhas impressões sobre o ventilador ARNO Silence Force 40cm VF40

O ponto forte desse ventilador para o fabricante é a suposta operação silenciosa, mas eu não tenho como avaliar isso sem um referencial porque barulho é impossível o ventilador não fazer. Ar em movimento gera ruído e de fato o ventilador faz barulho. Mas de qualquer forma na minha aplicação eu prefiro que não seja silencioso pois eu uso para dormir e o ruído contínuo do ventilador abafa outros ruídos que poderiam me acordar ou me impedir de cair no sono, como uma TV ou rádio ligado no quarto ao lado. Ventilação silenciosa só é útil para mim na sala onde assisto a filmes.

Todas as peças acessíveis externamente são de plástico. Impossível levar choque sem fazer uma besteira grande (nem sei se é permitido hoje fabricar de outra forma). Quando eu era adolescente quase morri agarrado a um ventilador na época em que era habitual que fossem totalmente metálicos e minha família não tinha dinheiro para descartar um eletrodoméstico “só” porque sabidamente dava choque.

Fácil de lavar. A grade é facilmente removível soltando algumas presilhas e a hélice pode ser retirada com uma chave de boca para remover a porca  que a segura. É claro que poderia ser ainda mais fácil pois em muitos modelos de ventilador a porca é parte de um botão que pode ser desenroscado com a mão.

Historicamente a propaganda de ventiladores sempre focou em tamanho e número de hélices, que são duas características largamente irrelevantes. Agora aparentemente o Inmetro obriga a constar no selo Procel a vazão, que é a única coisa além do consumo que realmente pesa na minha escolha. Esse tem uma vazão de 1.25m3/s (1250 litros por segundo). Minha última compra de ventilador ocorreu há sete anos e na época raros fabricantes publicavam isso.

Consumo de energia

O valor indicado no selo Procel não significa nada para mim. Eu faço minhas próprias medições com um medidor como o PMM2010 ou outro de meus medidores com precisão semelhante.

Valores medidos em um ventilador novo, com menos de uma hora de uso.

  • Velocidade 1: 91W
  • Velocidade 2: 104W
  • Velocidade 3: 122W
10 comentários
  • Jefferson - 6.612 Comentários

    Depois de postar eu descobri que a Procel publica uma lista onde constam as potências em cada velocidade. Mas as potências indicadas para esse modelo conferem apenas parcialmente:

    76,50W
    105,00W
    126,00W

    O consumo que medi nas velocidades 2 e 3 corresponde ao registrado pela Procel mas o da velocidade 1 é muito diferente. Eu verifiquei que após alguns minutos ligado o consumo na velocidade 1 caiu para 86W, mas ainda assim é uma diferença de 10W. Eu vou deixar o medidor ligado no ventilador hoje à noite e refazer as medições.

  • Jorge Mendonça - 60 Comentários

    Coincidência, ontem comprei um desses. Tenho um Arno modelo mais antigo de 40 e achei esse novo ligeiramente mais barulhento, porém ambos são MUITO mais silenciosos que um Britania Ventus 40 que também tenho.

  • VR5 - 397 Comentários

    Não gosta de ventilador de teto?

    • Jefferson - 6.612 Comentários

      Não gosto da relação custo/benefício deles. Ventiladores de teto são mais difíceis de instalar e manter e não tem portabilidade. Segundo esta tabela do Inmetro a maioria dos modelos no mercado hoje tem uma vazão superior à do ARNO VF40 mas eu nunca senti isso na prática. A única vantagem deles é não ocupar espaço no chão, que para mim é irrelevante.

  • Carlos Eduardo Vieira - 2 Comentários

    AUMENTOU MUITO A CONTA DE LUZ DEPOIS Q COMEÇOU A USAR ESTE VENTILADOR?

  • Carlos Eduardo Vieira - 2 Comentários

    Nao entendi….qual seu perfil de consumo?

    • Jefferson - 6.612 Comentários

      A conta de energia aqui oscila em torno de R$500. Temos muito equipamento eletro-eletrônico, esse ventilador foi colocado em substituição a outro e não é usado um número fixo de horas por dia. Tentar avaliar o quanto a conta de luz “aumentou” porque troquei um ventilador não faz sentido. Mesmo que eu tivesse acrescentado o ventilador o consumo dele poderia ficar invisível no meio da oscilação mensal da conta.

  • Jefferson - 6.612 Comentários

    Depois de pouco mais de dois anos, o ventilador começou a me incomodar. Eu usava apenas no quarto, para dormir e já não estava mais usando na velocidade máxima porque estava barulhento demais. Aí “morreu completamente” porque provavelmente superaqueceu e queimou o fusível térmico embutido. Fiz ligação direta no fusível e agora só uso enquanto estou acordado, porque virou um risco de incêndio.

    O barulho que ele faz na máxima pode ser vibração causada por dano nas buchas. Eu coloquei óleo e por alguns minutos o barulho pareceu ter sumido, mas depois voltou. A queima do fusível também pode ter sido em decorrência da vibração, que causa maior esforço e consequentemente maior aquecimento do motor.

    Não estou inclinado a comprar outro ARNO. Meu Mallory Boreal tem pelo menos nove anos, é usado por várias horas todos os dias e continua funcionando bem!

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Livros: Annihilation não é o que eu esperava

Após ler as cerca de 200 páginas de Annihilation, o primeiro de uma trilogia, eu me senti incomodado. E rapidamente me lembrei de outro autor que tinha me causado a mesma sensação: James Dashner com a trilogia Maze Runner. O que me incomodou: o livro termina e ninguém sabe o que está havendo, especialmente os leitores. É claro que como se trata de uma trilogia as respostas podem estar nos dois livros seguintes, mas se você leu minha opinião sobre Maze Runner sabe que ao terminar o último livro daquela saga eu me senti enganado.

Annihilation não é uma leitura “fácil”. É intrigante, sim (assim como Maze Runner), mas na maior parte do tempo é monótono e parte da narrativa parece depender de “escritos” que se parecem com salmos de uma bíblia desconhecida, um soneto de Shakespeare, poesia (é sério: a maior parte do que é chamado “poesia” eu não consigo entender) ou com o resultado de um gerador de cadeia de Markov. A narradora, apesar de ser bióloga e não lingüista, poeta ou mesmo escritora parece ser capaz de relacionar o mumbo-jumbo que leu com os eventos que ocorrem depois, o que me faz sentir como se eu fosse muito menos inteligente do que imagino (é provável) ou o autor está trapaceando (mais provável ainda).

A única passagem memorável do livro é quando descobrimos por que ele tem esse nome. Até mais da metade da estória eu fiquei me perguntando o que “aniqulação” tinha a ver com o que estava lendo, já que baseando-se na narração a humanidade parecia ir muito bem. É uma revelação surpreendente, mas não ajuda a salvar o livro.

O que me impulsionou a colocar Annihilation no topo da minha longa fila de leitura foi o trailer do filme baseado nele que será lançado em fevereiro.

Mas o filme é significativamente diferente do livro e a maior parte do que ocorre do trailer não existe na estória. Ou ele é uma mistura de eventos dos três livros ou decidiram que Annihilation era muito chato para virar um filme interessante.

3 comentários
  • Jefferson - 6.612 Comentários

    Depois de ver o trailer você pode ter a impressão de que se trata de mais uma tentativa idiota de Hollywood de agradar o movimento feminazi. Eu tenho alergia a essas imbecilidades SJW mas no caso dessa estória há uma boa razão, implícita no livro, para uma equipe formada apenas por mulheres ser propositalmente colocada na linha de frente de uma situação perigosa (segundo o trailer, suicida) e não, não é uma equipe do exército israelense e essa estória não tem nada a ver com “Y: the Last Man“.

  • Jefferson - 6.612 Comentários

    Terminei o segundo livro da série: Authority (352 páginas). A estória agora é contada do ponto de vista do diretor da Southern Reach (a “autoridade”), a agência governamental que supervisiona a “anomalia”. Muitas respostas a questões do primeiro livro são dadas, mas muitas outras questões são levantadas. É uma leitura mais interessante mas ainda cansativa. Vandermeer dedica muitas linhas a uma descrição de cenário que é irrelevante para a estória. Eu entendo que isso faz a leitura parecer mais inteligente mas do meu ponto de vista é só “encher linguiça”.

  • Jefferson - 6.612 Comentários

    Terminei de ler as 341 páginas do último volume da série, “Acceptance” e concluí que ler a trilogia foi uma absoluta perda do meu tempo. Eu vejo duas alternativas:

    1) Eu não sou inteligente o suficiente para entender;
    2) A série é voltada para um público que não tem nada a ver comigo.

    O autor “fisolofa” (eu sei) demais. Perde muito tempo descrevendo cenários e os pensamentos mais esdrúxulos dos personagens e dispensa pouco tempo tentando realmente dar explicações para a trama. No final, muita coisa fica sem explicação e como eu acredito que “a diferença entre realidade e ficção é que a ficção precisa fazer sentido” quero distância desse tipo de narrativa.

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A explicação para o OVNI de Elon Musk / SpaceX

Se eu tivesse visto apenas essa parte, minha reação também seria “What the fuck is this?”

Video completo do lançamento, visto de longe. É mais fácil entender que se trata de um foguete, mas o efeito final continua sendo bizarro:

Realmente deve ter sido uma imagem impressionante. Lamento mas não tem legendas. O narrador explica como o efeito foi criado pela separação dos dois estágios do foguete.

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Continuo gostando de Alien Nation (Nação Alien, 1988)

Ter assistido a Bright me fez querer assistir a Alien Nation outra vez. Mesmo sendo uma ficção científica com quase trinta anos o filme envelheceu bem. Algumas cenas poderiam ter sido melhor dirigidas, mas para algo que foi produzido provavelmente com um orçamento pequeno na década de 80, dá para ignorar.

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Apesar dos problemas eu gostei de Spectral 2016

É difícil assistir a Spectral e não lembrar de Final Fantasy: The Spirits Whitin. O filme é no geral bom, mas eu fiquei incomodado com o excesso de mortes de soldados no roteiro, a maioria das quais por decisões estúpidas, e com as soluções “MacGyverianas”.

1 comentário
  • Jefferson - 6.612 Comentários

    Esqueci de mencionar o enorme buraco no roteiro envolvendo o círculo de proteção em torno da fábrica, como em várias cenas os soldados pareciam poder ver os espectros sem ajuda e a cena em que os dois soldados com péssima pontaria conseguiram sobreviver a um espectro com agilidade sobre humana por vários minutos, mesmo depois de não poder mais enxergá-lo.

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Eu estou gostando de The Orville

Eu comecei a assistir The Orville meses atrás depois de uma sugestão de Rodrigo Motta. Não são todos os episódios que me agradam mas um em especial me chamou a atenção e por ter me lembrado dele hoje outra vez eu achei interessante registrar minhas impressões aqui.

“S01E07 – Majority Rule” (Governo da Maioria) nos mostra um mundo onde a tecnologia permite uma forma de democracia direta como nunca existiu no nosso (nem na Grécia antiga teria dado certo) e espero que nunca exista. Cada cidadão tem nas pontas dos dedos a capacidade de votar a favor ou contra em todas as questões, incluindo problemas ambientais, médicos e criminais. Isso parece bom até você pensar em todas as pessoas que você conhece e como elas votariam. Em cinco minutos você percebe que democracia direta é uma idéia terrível e que a democracia representativa é “menos ruim” e fica melhor com gente que dedica suas vidas a esses assuntos tomando essas decisões por nós.  Mas fica pior que isso: nesse mundo você pode votar positivo ou negativo em cada ato de uma pessoa, conhecida ou estranha. E após x milhões de votos negativos qualquer pessoa é automaticamente “disciplinada”.

A idéia de que um mundo possa ter chegado no nível tecnológico que alcançou com uma população tão tacanha exercendo democracia direta é absurda. Eu não esperaria nada mais avançado que a idade média. Mas o exemplo é interessante e vale a pena conferir.

 

3 comentários
  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Eu assisti os 12 episódios e gostei de todos eles, de alguns mais do que outros (é claro), achei a série melhor que o Star Trek Discovery (apesar de ter gostado também mesmo cheia de furos). Achei Orville muito bem humorada e bastante interessante, pena que foram só 12 episódios, espero que tenha uma segunda temporada, de preferência mais longa, 12 episódios é muito pouco!

    Achei surreal este episódio da “democracia” direta, bem insano, e gostei também do episódio da mudança de sexo (4º episódio), bastante surreal, que retrata um problema bem serio do nosso tempo, a discriminação racial (acho que nesse caso a mudança de sexo é uma metáfora para falar de descriminação racial).

  • Walter - 140 Comentários

    Jefferson, você ainda não assistiu Black Mirror? Tem um episódio que é até pior do que democracia direta. As pessoas são avaliadas segundo os “likes” que recebem em uma mídia social.

    Recentemente eu tentei postar um comentário sobre séries da Netflix no tópico de off topic, mas acabei postando em lugar errado, acho que você nem chegou a ver.

    Vou aproveitar esse post para comentar, se me permite.

    Se você gosta de viagem no tempo, recomendo Dark, gostei bastante da primeira temporada. E fora da seara da ficção científica, se é que você já não viu, MindHunter merece uma conferida.

    • Jefferson - 6.612 Comentários

      Jefferson, você ainda não assistiu Black Mirror?

      Está na minha lista faz tempo, mas não vi nenhum episódio ainda.

      Recentemente eu tentei postar um comentário sobre séries da Netflix no tópico de off topic, mas acabei postando em lugar errado, acho que você nem chegou a ver.

      Eu vejo todos os comentários. Alguns eu posso demorar a ver porque caíram em uma lista de SPAM. Eu não respondi o seu porque estava muuuuito off topic e movê-lo para o tópico certo não é tão fácil quanto eu gostaria.

      Eu soube de Dark ontem, assim como Travelers. Mindhunter eu não conhecia.

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Apesar dos muitos problemas no roteiro eu gostei de Bright

Bright se passa em uma realidade alternativa onde personagens de fantasia como orcs, elfos, centauros e fadas são parte da sociedade e dois mil anos atrás em vez de Jesus Cristo (“The Lord”) o mundo conheceu (e derrotou) um elfo maligno chamado Dark Lord. O filme é rico em detalhes e cheio de possibilidades. Gostei da maquiagem, dos efeitos especiais, da música, da fotografia e dos personagens mas parte do roteiro, em especial as partes relacionadas com a varinha mágica, é um desastre de lógica que arrisca descarrilar nossa imersão o tempo todo.

Nota: eu acho que a tradução oficial de “magic wand” como “varinha mágica” é infeliz, já trazendo o peso de uma conotação infantil, apesar de wand ser um objeto real que essencialmente nada tem a ver com crianças. Mas para quem não gosta de fantasia isso não faz diferença mesmo porque todo o conceito vai parecer infantil de qualquer forma.

Os críticos detonaram o filme, mas como o modelo de mercado da Netflix não se importa com isso já foi anunciada a produção de Bright 2. Eu espero que nessa continuação eles evitem responder a grande questão que ficou no ar ao final de Bright: “como é que os orcs se reproduzem?”. :lol:

3 comentários
  • VR5 - 397 Comentários

    Teria tido como certa inspiração o filme (e a série homônima) “Alien Nation”?

  • Jefferson - 6.612 Comentários

    Eu vou apontar os vários problemas de roteiro relacionados com a varinha. SPOILER ALERT: Se pretende assistir ao filme, não leia.

    Tikka claramente faz um carro explodir (acidentalmente) com a varinha. E no final do filme todo mundo fica surpreso ao saber que ela é uma Bright? Sim, ela está usando luvas quando isso acontece, mas como então ela explodiu o carro?

    Tikka tem o treinamento para criar uma obra de arte pós-moderna com o corpo de sua perseguidora, regenerar o corpo de Jakoby e trazê-lo de volta à vida usando a varinha, mas não para fugir da polícia?

    Se a varinha é um artefato tão poderoso e raro por que Leilah a entregou a outra elfo para caçar Tikka com ela. Não é que Leilah gostasse dessa outra elfo, pela forma como a matou. E a varinha não pode sequer ficar alguns minutos de carro longe de sua “dona” então que sentido faz delegar uma missão com ela?

    Por que Tikka se rende e entrega a varinha à policia, mesmo tendo ficado claro no final que ela não confiava na polícia?

    Se a varinha é um artefato tão poderoso, como a posse dela por uma elfo maligna como Leilah não gerou caos no mundo? Afinal o agente Kandomere diz que a está caçando há 20 anos.

    Muitos problemas podem ser explicados se for estabelecido que usar a varinha tem “um preço”. Isso fica mais ou menos implícito depois que Tikka ressuscita Jakoby (não está claro, porque Tikka pode ter ficado doente por ter usado a varinha que já está “ligada” a outro Bright (Leilah), mas o roteiro precisa estabelecer esse preço, que aparentemente deve ser menor quando se usa a varinha para matar/destruir ou depende da experiência do usuário, o que pode também explicar porque a própria Leilah não podia ser o “Dark Lord” mas apenas um de seus seguidores.

    Isso é do que me lembro agora, uma semana depois de ter assistido. Se eu assistir outra vez devo poder citar outros problemas.

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