Eu já não gostara do filme anterior e depois da crítica ter massacrado este eu estava com uma expectativa baixíssima. Fiquei o tempo todo esperando pela cena que ia me fazer dizer “não, isso é idiota demais!” mas ela não veio. Sim, o filme tem absurdos do começo ao fim e alguns problemas de enredo que se removidos deixariam o filme melhor mas, apesar de eu também não ter gostado do “novo casal”, conseguiu me entreter.
Eu sei que é complicado falar de problemas de roteiro em um filme que tem tubarões zumbi que dão saltos acrobáticos no ar mas vamos lá:
Como é que o navio do então jovem Jack Sparrow pôde surpreender Salazar? Ele estava inteiro, com todos os mastros e as velas infladas. Não é possível que a tripulação de Salazar pudesse ter achado que o navio tinha sido destruído na batalha;
Barbossa diz que o Pérola Negra é o mais rápido dos navios, mas eles são alcançados por Salazar, pela marinha inglesa e, muito pior, pela tripulação de Jack em um bote a remo.
Mas o cabelo de Salazar não deixa você pensar em outra coisa
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Convenhamos, os mocinhos enchem o saco. Em Justice League: Crisis On Two Earths (Liga da Justiça: Crise em Duas Terras, 2010) James Woods dá voz a uma versão paralela ainda mais insana do Batman (você não acha que o “nosso” Batman é “normal”, acha?) que merecia ainda mais tempo de tela. Ouvir os diálogos dele com a “namorada” e depois com o Batman é o melhor do filme.
Mas os poucos segundos da versão paralela do Coringa também são memoráveis e a qualidade da animação está acima da média das produções direto-para-DVD. Recomendo!
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Mask of the Phantasm é um filme “velho”, pós “Ano Um“, que não se encaixa em nenhuma “storyline” do Batman da qual eu me recordo. Mas nele a estória tem mais destaque que as lutas e você sempre pode encará-lo como uma estória de “universo alternativo”. A animação é boa, melhor até do que a de muitos filmes novos, e tem um bom elenco, incluindo Mark Hamill (Star Wars) dando voz ao coringa.
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Na maior parte do filme eu devo ter ficado com um sorriso no rosto sem perceber, mas na metade eu estava mesmo dando gargalhadas. Tem alguns diálogos e situações memoráveis. A animação tem boa qualidade e embora a voz de Melissa Raunch (The Big Bang Theory) pareça estranha em Harley Quinn no início, tem horas que você acha que é a voz perfeita para a personagem. Gostei também da música.
Mas quem é fanboy do Batman, do tipo que fica alfinetando fãs do Superman no Youtube, provavelmente não vai gostar. Não é um filme para se levar a sério.
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Poderia ser excelente, se não fossem os vários buracos no roteiro. Por exemplo (cuidado, spoilers):
A espantosa demora para invadir o apartamento de Karen não apenas uma, mas duas vezes;
E depois da primeira invasão, quem removeu os miolos do porteiro da parede para Adrian não ter visto quando subiu?
E os outros moradores? Karen era a única moradora de todo o prédio em um país com excesso de população? E precisava de porteiro?
Quarta teve uma grande idéia que a permitiu usar uma arma e mesmo sabendo que ainda não tinha se livrado dos perseguidores joga a arma fora?
Como Adrian pôde testemunhar um procedimento que supostamente era altamente secreto? Eu entendo que ele entrou no lugar de outro agente, mas eles só checam a identidade do defunto?
Se Sábado era virgem, como Adrian não notou se ele já tinha relações sexuais habituais com Segunda? A propósito, essa tradução dos nomes é de doer.
Como depois daquela explosão e do fogo o corpo de sexta sai em um pedaço só e reconhecível?
E a queda dentro da lixeira vazia? É feita de borracha?
Como ninguém nunca suspeitou que a criogenia era conversa fiada? Sustentar uma mentira dessas por 30 anos requer uma conspiração muito grande. E gente demais “do baixo escalão” parecia saber.
Mas gostei da direção (exceto na cena da captura inicial de uma criança, que foi muito mal encenada), da interpretação múltipla de Noomi Rapace e até da originalidade do roteiro.
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Mas vale a pena assistir por retratar um dos eventos mais conhecidos do universo DC.
O roteiro desse filme consegue ser muito mais absurdo que a estória em quadrinhos original. Pelo menos considerando o que me lembro do original. A pior parte são as batalhas inicial e final onde Superman (logo ele) parece acreditar que todos os prédios de Metrópolis são apenas decoração, não existindo ninguém dentro deles. E a baixa qualidade da animação chega a ser ridícula em alguns momentos.
Cenas memoráveis:
Superman faz uma cirurgia cerebral (memorável até por ser tão absurda);
Assim como Gods and Monsters, essa não é uma animação típica, mas The Flashpoint Paradox é melhor em quase tudo. Animação, roteiro, direção, vozes… A estória se passa em uma linha de tempo alternativa onde Bruce Wayne morreu, Superman nunca existiu, a liga da justiça nunca se formou e uma guerra entre Atlantis e as Amazonas lideradas por uma Diana que de Mulher Maravilha não tem nada devastou a Europa, provocando mais de 100 milhões de mortes. Heróis e super-heróis morrem como moscas. Essa é seguramente um das melhores animações do universo DC.
O fato de toda a batalha se passar no gigantesco cemitério europeu torna a estória ainda mais fácil de digerir. Além do fato de já começarmos com o realismo de milhões de mortos não é preciso aturar aquelas batalhas absurdas de animações típicas como em Superman: Doomsday.
Esta não é uma animação de “super heróis” típica. A classificação de PG-13 não é à toa, porque dificilmente você vai querer que seu filho de 8 anos assista a tanta violência. O filme não chega a fazer questão de ser brutal e certas mortes são apenas “sugeridas”, mas o que não falta são pessoas sendo atravessadas por espadas e queimadas vivas.
É um estória de “universo alternativo” onde Batman, Wonder Woman e Superman são significativamente diferentes. A qualidade da animação é a básica que se espera de uma produção direto-para-DVD, mas gostei da direção, dos personagens e do roteiro, embora ache que o objetivo do vilão poderia ter sido melhor elaborado. Muito melhor uso do meu tempo que aquele desastre que é Wonder Woman 2017. Claro, eu julgo animações com outro conjunto de critérios e certas situações eu poderia rejeitar em um filme com atores de carne e osso.
Juntamente com o filme, uma série chamada “Justice League: Gods and Monsters – Chronicles” com três curtas de 6 minutos cada foi disponibilizada de graça no Youtube. O de Batman está bem no “espírito” do longa e é o único onde dá para entender o que se passa mesmo sem legendas. Eu nunca vira uma Harley Quinn assim.
Faz tempo que não assisto nada com legendas em português mas hoje eu estava na casa de um amigo e esbarrei no S11E03 de The Big Bang Theory que eu não havia visto. Estava com legendas em português e logo nos primeiros minutos o personagem diz que eles precisam escolher um fim de semana tedioso e sem eventos para o casamento e a legenda diz o oposto. E olha que segundos depois a legenda anunciava orgulhosamente que se tratava de um “trabalho em equipe”.
Quem depende de legendas “não oficiais” em português não faz idéia do quanto elas distorcem o enredo.
Existem legendas & legendas, legenders & legenders, equipes & equipes: tempos atrás uma equipe de legendadores “amadores” PROVARAM que as legendas deles para um filme (não me lembro mais qual) eram MELHORES que as “oficiais”… e também que empresas estavam usando suas legendas em filmes deles na hora de legendar… existem excelentes equipes. A gente com o tempo acaba conhecendo e pegando confiança nas pessoas/equipes certas.
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É inacreditável. Não pensei que conseguiria. Acho que “o truque” foi ter começado com a expectativa bem baixa e considerando o filme nada além de uma comédia.
Não, isso não significa que eu “gostei”.
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Tem um monte de coisas que não fazem sentido na trama, mas eu fiquei entretido o bastante para não me incomodar. Gostei da direção, da música, do elenco e dos personagens.
Esse filme irá ser refeito e lançado ano que vem, dessa vez adaptando mais fielmente a saga que deu nome à este título
Eu não sabia disso. Aqui a DC Comics explica.