O protocolo de comunicação da app ClipSync

Me bateu vontade de fazer meu próprio servidor para o ClipSync, por isso me armei com o Wireshark e um pouco de paciência e cheguei ao protocolo a seguir, que já usei com sucesso em meu programa. Por sorte o autor não tentou usar nenhum tipo de obfuscação, nem tentou dar “segurança” à comunicação. Qualquer das duas iria inviabilizar minha tarefa.

O servidor usa três portas:

  • TCP 22983 – Comunicação bidirecional
  • UDP 22984 – Localização. Direção: Windows -> Android
  • UDP 22985 – Localização. Direção: Android -> Windows

Quase todas as transmissões precisam ter prefixos e sufixos adicionados que são ligeiramente diferentes entre protocolos. Não sei dizer o motivo da diferença:

  • Prefixo UDP: $$898|@'(
  • Prefixo TCP: $$898|@*[
  • Sufixo UDP:  $$898|@’)
  • Sufixo TCP:  $$898|@*]

A busca de servidores

Se você precisa de uma introdução sobre como uma localização UDP funciona, leia meu texto no Automalabs.

A app envia repetidamente um Broadcast UDP local (para x.x.x.255), porta 22985, com o texto:
CLIPSYNC SERVER! WHERE ARE YOU!?

O servidor responde uma vez para cada broadcast que recebe com um broadcast UDP para 255.255.255.255, porta 22984 com:
$$898|@'(nome_da_maquina$$898|@’)

nome_da_maquina é o nome Windows da máquina e é o que vai aparecer na lista da app, mas pode ser qualquer texto. A app identifica o servidor pelo IP de quem enviou a resposta.

Eu não sei se há um motivo específico para a app fazer um broadcast restrito (x.x.x.255) e o servidor responder com um broadcast irrestrito (255.255.255.255). É bem possível que seja apenas um diferença entre os frameworks usados pelo programador no Android e no Windows.

Conexão com o servidor
Quando você seleciona o servidor na app, esta envia para a porta TCP 22983 do servidor:

Os primeiros dois bytes (00, 31) são o tamanho do resto da mensagem. O resto é puro texto:

E a resposta do servidor é:

Em puro texto:

Depois de receber essa resposta a app avisa que está conectada ao servidor selecionado.

 

Envio do texto da área de transferência do Android para o servidor

É importante observar que isso só ocorre se a app detectar que o conteúdo da área de transferência no Android mudou. Se você copiar o mesmo texto repetidas vezes, ClipSync não vai transmitir nada.
Digamos que ClipSync transmita “00142348”. O texto é transmitido na porta TCP 22983 e os dois primeiros bytes (00, 1A) tem o tamanho da mensagem:

A resposta é uma exata cópia da transmissão, menos os dois bytes de tamanho da mensagem

Envio do texto da área de transferência do Windows para a app

A determinar

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Usando um smartphone Android como leitor de código de barras para o PC

Leitores de código de barras são caros e os que são capazes de ler boletos parecem ser mais caros ainda. Eu prefiro o modelo de mão porque aqueles leitores onde você passa o boleto como se fosse um cartão costumam ser absurdamente problemáticos. Eu sei que eles lêem caos especiais de código de barras, mas absolutamente nada que justifique um aumento de preço:

  • Contas de consumo (água, telefone, gás): O código de barras não tem os dígitos verificadores da linha digitável
  • Boletos: O código é bem diferente do que se vê na linha digitável, mas certamente é trivial derivar um do outro.

E o Bradesco faz distinção entre uso de leitor e digitação por causa disso.

Mas um dia desses eu me perguntei: será que não dá para fazer com o smartphone?

E dá. Existem diversas apps que se prestam a fazer especificamente isso e eu já estava preparando um post sobre os variados graus de sucesso que tive com elas quando esbarrei em uma dica em um fórum que e fez desistir das apps específicas: use o ClipSync para isso.

O “segredo” é que a app “Barcode Scanner” da ZXing que várias, senão todas, as apps específicas já exigem que você tenha instalado, tem uma configuração default para colocar na área de transferência todo código lido.  ClipSync detecta isso e transfere o código lido para o servidor. Você só precisa clicar no campo onde você precisa inserir o código e teclar CTRL-V. Eu ainda vou analisar como é o comportamento com boletos e contas, mas no geral a coisa funciona bem. Se o código lido precisar de alguma transformação antes de ser inserido (é possível com boletos) eu já estou me preparando para fazer meu próprio programa servidor para cuidar disso.

A seguir o rascunho do que achei sobre os programas específicos que encontrei e se prestam a esta tarefa. Notar que como cada um deles tem um problema eu parei de me importar com eles e estou investindo agora na solução baseada no ClipSync.

 

Início do rascunho

Existem várias app que se propõem a fazer isso, com variadas abordagens do problema e também variados níveis de qualidade.

Várias dessas apps usam o mecanismo da ZXing, por isso você precisa ter instalado o Barcode Scanner.

Todas as abordagens requerem que você tenha um programa rodando no PC, que vai receber o código via rede ou bluetooth e simular um leitor USB.

Para simplificar eu vou chamar “o programa que roda no PC” de “ponte”.

Barcode 2 PC

É a mais simples de todas, em mais de um sentido. A app ainda requer melhorias e a ponte é um simples servidor windows socket escutando na porta 6000 em conjunto com um simulador de teclado. Funciona, mas requer que você configure manualmente o IP e a app tem uns bugs incômodos como o IP selecionado não aparecer e a aparente impossibilidade de apagar endereços errados ou não mais usados.

O “protocolo” de comunicação nem pode ser chamado assim. A cada scan a app simplesmente manda três linhas para a ponte. A primeira com o código, a segunda informando se foi configurada para adicionar um ENTER ou um TAB depois do código (não entendo porque a ponte precisa disso já que é trivial detectar) e a terceira se é para dar um BEEP na recepção.

O usuário não vê nada disso, claro. Ele só vê o código “aparecer” no PC após ser lido no telefone/tablet.

Atualizada pela última vez em junho de 2014. Até o site do desenvolvedor está fora do ar. Isso sugere que precisamos nos acostumar com ela como ela é.

Send Barcodes to PC

Desenvolvedor brasileiro, se propõe até a ler boletos e NFe, mas requer uma conexão com a internet porque o código é enviado para o site dele de onde é enviado para o PC. E para  demonstrar como essa é uma idéia ruim, o site dele estava fora do ar no momento do meu teste, impossibilitando o uso da app. Nem pude baixar o executável para PC.

Barcode to PC: Wi-Fi scanner

App e ponte são open source. É um ponto positivo. Mas o modo como a app se comunica com a ponte parece tão confuso que mesmo olhando o código eu não pude entender. O desenvolvedor decidiu fazer comunicação via websocket, o que requer que ele execute um servidor web no PC. E esse parece ser só o começo da gambiarra.

Requer a instalação de um pacote enorme de 30MB (resultado comum das gambiarras “cross-plataforma”), que além de evidentemente instalar o tal servidor web diz que vai instalar o Bonjour no seu PC, algo que fica rodando mesmo que você não use o programa.  Isso é feito supostamente  para facilitar a vida do usuário e a do desenvolvedor mas francamente usar o Bonjour para isso é a próprioa definição de overkill. A ponte supostamente usa o bonjour para se se anunciar na rede via broadcasts e a app automaticamente descobrir onde ela está, sem ser necessário você configurar o IP. Mas enviar e receber mensagens UDP, que são a base para esse mecanismo de localização é relativamente simples.

Porém no meu caso o bonjour parece não ter sido instalado. Isso pode ser resultado requerimentos de licença da Apple (o Bonjour é gratuito, mas você precisa imprimir e assinar um acordo de 16 páginas com a Apple e enviar por correio tradicional à sede da empresa no Texas. ) Testado numa VM Windows 7 x86 SP1. A ponte reclama disso e a app não consegue encontrar o PC, mas a ponte apresenta um QR Code que resolve o problema de comunicação.

 

BarCode Scanner to Pc (Wi-Fi)

App não rodou nem no Android 5.1.1 nem no 6.0. Conseguiu rodar no 4.4.2 mas logo após ver um código de barras o programa trava. A ponte nunca parece receber nada.

Fim do rascunho

3 comentários
  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Outra característica interessante do Barcode Scanner para essa aplicação é o Histórico de leituras. Você pode escolher na lista qualquer um dos últimos códigos lidos que o código é copiado também para a área de transferência e se for diferente do que estava lá dispara o ClipSync. Agiliza muito os testes.

  • Roberto - 1 Comentário

    Olá,
    Já testou o app CIGAM Boletos ?

    https://www.cigam.com.br/cigam-boletos

    Eu usei por muito tempo até que o Itaú implementou o leitor de código de barras no próprio APP.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Eu havia testado o Cigam Boletos em janeiro de 2014 e esquecido completamente dele. E para completar, fazendo uma busca por “Cigam Boletos” não acha a app!

      Testei no meu telefone e no Chrome.

      Por um momento achei que ela havia sido retirada, mas ao fazer uma busca pelo Google, achei o site com os links para a app.

      Cigam Boletos é a mais bem feita de todas as que testei, embora só sirva mesmo para boletos e contas. Obrigado pela lembrança!

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Compartilhando a área de transferência entre Android e Windows

Embora seja bem útil Pushbullet é bastante intrusivo (requer permissões demais, requer que você faça login no serviço, requer seu email, etc) e requer uma conexão com a internet para funcionar. Se tudo o que você quer é copiar e colar informações entre  seu dispositivo Android e o Windows, ClipSync pode ser uma opção melhor.

  • Não depende de nenhum servidor externo. Na verdade seu autor parece nem gostar da idéia. Além de você não depender de internet para fazer algo local, teoricamente seus dados não estão passando pelo computador de outra pessoa;
  • A app é capaz de localizar em que computadores o programa servidor está rodando facilmente. Normalmente você não vai precisar se preocupar com configuração alguma;
  • Gratuito, sem propaganda;
  • Visualmente bem acabado.

 

Limitações

  • Você começa a deseja que ele fosse capaz de transferir imagens (como screenshots) também, mas ele não faz isso e não sei se o Android permite;
  • O programa servidor não tem opção de escolher a qual interface de rede se conectar então você pode esbarrar nesse problema. O autor sugere para contornar isso que você desinstale o programa, desative a interface errada temporariamente, reinstale o programa, que vai então se conectar com a interface certa (porque agora é a única) e reative a outra interface;

 

1 comentário
  • luciano José da silveira - 18 Comentários

    Pra mim não serve porque uso Linux.

    Atualmente habituei usar o openstf.io, que engloba copy and paste e screenshot.

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Fraude bem feita usando o nome do Supermercado Extra. Quase me pegou

Preciso voltar a usar óculos.

Eu estava orientando um cliente. Estava numa posição inconveniente e não consegui ver o “c” a mais no nome do domínio.

http://www.extrac.com.br/produto.php?linkcompleto=tvseacessorios/Televisores/SmartTV/Smart-TV-Games-LED-40-Full-HD-Curva-Samsung-40K6500-com-Aplicativos-Plataforma-Tizen-GameFly-Conectividade-com-Smartphones-Wi-Fi-HDMI-e-USB-8867199.html?recsource=busca-int&rectype=busca-1588&id=5

fraude_extrac_ryan.com.br

Foi na conversa entre mim e o cliente que a fraude foi notada. O cliente me mostrou o email da promoção e eu imediatamente apontei que o email não tinha sido enviado pelo Extra. Eu disse para ele clicar para ver aonde ia (sim eu usei que tem gente paranoica quanto a isso) e achei estranho cair no site do Extra. Enquanto eu estava argumentando com ele que se era o site verdadeiro do Extra o email deveria ser de um “afiliado” o cliente apontou o “c” a mais no nome do domínio, que eu tive uma incrível dificuldade para discernir na posição e distância que eu estava.

Mais adiante você percebe outras dicas, como o carrinho dizer que o produto é “o último disponível” (isso não ocorre em um sistema real) e não existe a opção de fazer login se você já for cliente do Extra.

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Convertendo máquinas físicas em virtuais com o Disk2vhd

Na verdade o que Disk2vhd faz é converter o conteúdo do HDD físico em um HDD virtual, mas como isso é quase 100% do trabalho na criação de uma máquina virtual…

Eu ia escrever sobre isso aqui em julho de 2015, mas perdi essa e outras anotações em uma lamentável distração e não tive ânimo para escrever tudo de novo. Hoje eu precisei virtualizar um servidor Windows 2003 que está sendo aposentado para liberar logo o hardware e resolvi começar de novo.

A página do software diz que o programa é compatível com Windows Vista e mais recentes, mas a versão atualmente disponível lá (2.01) funciona com XP e até no Windows 2003 sem Service Pack algum (testado hoje).

A principal característica de Disk2vhd é ser capaz de criar a unidade virtual mesmo com a máquina física em uso. Você não precisa retirar o HDD e colocar em outra máquina para fazer a cópia, um benefício do serviço Volume Shadow que existe desde o XP.

O HDD virtual é criado em dois possíveis formatos:

  • .vhd – Compatível com Virtualbox;
  • .vhdx – Você pode “montar” diretamente no Explorer do Windows 8.1 e 2012 e supostamente até dar boot por ele. Compatível com a tecnologia Hyper-V da MS. Não parece ser compatível com Virtualbox. Certamente não como unidade de boot.

Dependendo da versão do Windows onde você executar o programa vai aparecer uma opção “Prepare for use in Virtual PC”. Se você vai usar no virtualbox, não marque essa opção.

Disk2vhd_Windows2003_ryan.com.br

Nos meus testes isso só adicionou um item no menu de inicialização da máquina virtual que se usado leva a uma situação de travamento.

Disk2vhd_Virtualbox_Bootmenu_ryan.com.br

No Virtualbox

Certifique-se de adicionar o arquivo .vhd como uma unidade IDE. Isso não é necessário sempre. Em alguns casos é preferível que você use uma controladora SATA. Você escolheu errado se ao iniciar der um erro de tela azul com código 0x0000007B.

Disk2vhd_Virtualbox_armazenamento_640_ryan.com.br

[08/04/2024] Se estiver virtualizando o XP, pode ser necessário mudar o “Tipo” da controladora para ICH6. Mudar para Pixx3 também parece resolver mas em um de meus testes, a instalação de drivers que ocorre no primeiro boot provocou repetidas vezes a corrupção do boot.

Se não der boot, experimente mudar nas configurações da VM primeiro a opção I/O APIC e depois o tipo de chipset:

Disk2vhd_Virtualbox_sistema_640_ryan.com.br

Os problemas aos quais o Windows é sujeito ao se trocar a placa-mãe continuam podendo acontecer. Por exemplo, o boot deste parou por causa do já conhecido intelppm.sys (veja lá no fim do texto), que é notório por falhar espetacularmente quando não acha uma legítima CPU Intel na máquina:

Disk2vhd_Virtualbox_intelppm_ryan.com.br

E a solução é a mesma que você usaria em uma placa mãe real: apagar ou desabilitar esse driver.

9 comentários
  • Eder - 1 Comentário

    Desculpe a pergunta noob, mas como apagar ou desabilitar os drivers da máquina para rodar em uma VM, pois é quase 100% certo que a máquina convertida não irá funcionar por motivos de drivers incompatíveis com os da máquina virtual.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Você está enganado quanto à probabilidade de sucesso. Mesmo numa troca de placa mãe física eu chutaria 50% de chances de dar certo sem nenhuma preparação. E se você tomar alguns cuidados preparatórios suas chances aumentam bastante.

      No fim de 2009 eu escrevi uma série de textos sobre como contornar o problema mais comum: o erro STOP 0x0000007B. E no final deste texto já tem um link para a solução do segundo problema mais comum: O STOP 0x0000007E. Quem se habituou a “resolver” problemas formatando sequer sabe quais são os problemas mais comuns e muito menos resolvê-los mas qualquer um que venha prestando atenção aos meus textos de uma década para cá sabe que poucos problemas são impossíveis de resolver.

      Eu não posso afirmar quais são as chances na conversão para máquina virtual porque isso ainda é território novo para mim. Eu só fiz a conversão umas quatro vezes. Mas uma vez que você entenda quais são os problemas que impedem a troca de uma placa mãe, eu diria que suas chances de sucesso numa conversão para máquina virtual são muito maiores do que você imagina.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Acabo de virtualizar por esse processo uma máquina Lenovo, Core i3, rodando Windows 10 de 64 bits. Não fiz nenhuma preparação e a máquina virtual rodou na primeira tentativa. Só tive o cuidado de desabilitar a placa de rede para evitar problemas na ativação da máquina real do cliente.

      E algo completamente inesperado aconteceu: Eu virtualizei para estudar o problema da máquina do cliente (explorer reiniciando em loop infinito mesmo no Modo de Segurança) sem correr o risco de bagunça-la ainda mais e o problema desapareceu na máquina virtual.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Acabo de descobrir que se você usar o software de clonagem Macrium Reflect pode usar o utilitário imgtoVHD para converter o backup em um disco virtual. Esse utilitário está em eterno beta e a Macrium não garante nada, mas se estiver usando a versão professional ou server do Reflect, o próprio disco de recuperação vem com uma opção “reDeploy” para isso que aparentemente é garantida.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Hoje eu precisei virtualizar uma máquina com dual boot Windows XP e Windows 7 32 bits e esbarrei em um problema curioso. Pedindo ao disk2vhd para criar uma imagemn com as partições XP e Windows 7 eu só consigo dar boot no Virtualbox pelo Windows 7 pois pelo XP dá erro STOP 0x0000007B. Mas se eu pedir ao disk2vhd para criar uma imagem apenas com a partição do XP, eu consigo dar boot pelo XP usando (aparentemente) as mesmas configurações. Ainda não consegui determinar qual a diferença.

    A máquina real é um notebook com HDD SATA mas com controladora configurada para modo IDE no BIOS.

    As duas máquinas virtuais tem controladora IDE tipo PIXX4 e Chipset ICH9 com I/O APIC habilitado.

    Isso não é um real problema porque eu prefiro ter máquinas virtuais distintas, uma para cada SO, mas se eu realmente precisasse manter o dual boot estaria com um abacaxi para descascar.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Eu consegui contornar a proteção contra cópias de um programa de relógio de ponto usando esse processo para virtualizar uma instalação do Windows 8.1 32 bits com o programa. O controle de ponto dos funcionários foi atribuído a outra funcionária e a empresa que vendeu o relógio de ponto cobra R$145 só para instalar o programa em outro computador.

    Apesar de parecer mais razoável que os R$268 por hora da Madis eu não me sinto confortável com um programa que eu não posso mover facilmente entre máquinas. Eu preferia depender de um maldito dongle USB a ter que pagar R$150 toda vez que der algo muito errado no computador onde roda o software.

    Eu precisei explicar à nova encarregada do controle de ponto como usar o virtualbox e tive que aumentar a RAM da máquina dela de 2GB para 4GB. Ainda ficou lento, possivelmente porque o guest é windows 8, mas mesmo que eu tenha que aumentar para 6GB ainda vale mais a pena que pagar por cada reinstalação do programa.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Ultimamente eu vinha sempre usando controladoras SATA nesse processo sem problemas (é o default do Virtualbox), mas esta semana eu me deparei com um erro STOP 0x0000007B ao fazer a virtualização de uma máquina Windows 7 de 64 bits e trocar a controladora por uma IDE resolveu o problema.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Tive um problema estranho com a interface de rede ao virtualizar um servidor Windows 2008 R2 x64 e explico como resolvi aqui

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    É recomendável, principalmente em servidores, fazer a imagem com o disco “offline”. O LiveCD Sergei Strelec tem o disk2vhd.

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Busca do Outlook 2013 não consegue achar emails que estão lá

A busca parece funcionar, porque você coloca outros termos e aparecem emails, mas os emails que você procura não vem de jeito nenhum. Então você rola a lista manualmente e lá estão eles.

Para resolver vá em Arquivo -> Opções -> Busca (ou algo assim, não tenho o 2013 aqui agora) desative a busca no Outlook, feche as opções, abra novamente e ative a busca no Outlook. Os seus emails deverão começar a ser indexados novamente e a busca deverá achar o que você procura.

3 comentários
  • VR5 - 397 Comentários

    Não só no 2013: aqui na empresa aconteceu isso com 2 máquinas com o Outlook 2016… mesmo erro, mesma solução…

  • Snow_man - 311 Comentários

    Jefferson, tenho esse problema quando, ao instalar um outlook em um cliente que já
    tem um arquivo .pst, e usar esse pst existente, a indexação do windows parece não
    indexar o arquivo todo; as pesquisas não são eficientes.

    Em pesquisas, a recomendação é excluir a indexação e refazer, mas tem ocasiões que, uma semana depois, o usuário ainda reclama de não encontrar mensagens mais antigas.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Isso é uma falha séria de projeto do software. Se algo assim tem qualquer possibilidade de acontecer o software deveria ter a opção “eu sei que isso está aí. Ignore o índice e procure do jeito lento mas garantido!”

      Uma busca indexada que funcione 99% é como um controle de estoque 99% preciso: inútil.

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Eu tenho 174 seguidores no Feedly?

Nota: isso não é um endosso do Feedly. Pelo contrário, eu não gosto de algumas coisas no serviço.

Eu esbarrei nisso cerca de um mês atrás quando o amigo José Carneiro me perguntou  que leitores de feed eu recomendava, já que pela segunda vez em uma semana eu estava falando para ele algo pensando que ele tinha lido meu blog mas não tinha.

Eu fiz uma pesquisa e vi o Feedly ser recomendado em alguns lugares. Aí descobri que supostamente tinha mais de uma centena de pessoas lendo meu blog por ele.

Como eu não sei como essa contagem funciona e a quantidade de leitores que comentam está beeem longe disso, tenho minhas dúvidas. Será que eles contam acessos semanais ao feed? Mensais? Ou é o número histórico de pessoas que se inscreveram?  Isso seria patético.

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Consumo de energia de dois servidores HP Proliant

O primeiro foi comprado na semana passada e o segundo tem pelo menos sete anos de uso.

Ambos tem processador XEON e dois HDDs

HP Proliant ML30 Gen9 (medido em 220V)

  • CPU Intel Xeon E3-1220 v5 3GHz
  • 2x HDD 1TB
  • 8GB RAM DDR4
  • Drive DVD HPE 9.5mm SATA DVD-RW JackBlack G9 Optical Drive (726537-B21)
  • Fonte HPE ML30 Gen9 350W E-star 2.0

Desligado: 3.7W
Fazendo POST: 37W com pico de 54W iniciando os HDDs
Em idle na tela de logon: 25W-27W
Movendo arquivos entre discos: 30W

HP Proliant ML110 Gen5 (medido em 110V)

  • CPU Intel Xeon 3075 2.66GHz
  • HDD 160GB + HDD 320GB
  • 4GB RAM
  • Drive DVD
  • Fonte original HP

Desligado: 7.3W
Fazendo POST: 100W com pico de 115W Com o ventilador ligado
Em idle na tela de logon: 79W

 

Eu só pensei em fazer a medição de consumo porque queria ligar o servidor novo no mesmo no-break que o velho e não queria provocar um desastre. Para minha surpresa o consumo de energia do servidor novo é tão baixo que do ponto de vista do no-break é quase desprezível. Eu até vou aferir os medidores depois para ter certeza porque o site CPU Boss diz que o desempenho por Watt do processador mais velho deveria ser melhor (o que não faz muito sentido).

7 comentários
  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Eu achei que de tão velho o ML110 fosse Gen1, mas vi no setup do BIOS que é Gen5. Com revisão de BIOS datada de 2008. Já corrigi o texto.

  • João Batista - 30 Comentários

    Não sei se você sabe mais qualquer equipamento ligado em 110 consome +\- o dobro do que em 220 !?

  • Richard - 21 Comentários

    O CPUBoss na minha opinião é uma bela furada, eles tentam combinar vários benchmarks desconexos em uma única nota, e fazem um belo SEO para o Google indexar os comparativos. Acho melhor comparar através dos bancos de dados dos benchmarks específicos como o PassMark e o Geekbench.

    Sobre a medição de “desempenho por watt”: é bem provável que façam esse cálculo a partir do TDP (Thermal Design Power) do processador. Como a sigla sugere, é uma medição térmica, que deve ser considerada ao dimensionar o cooler e pode não coincidir com o consumo de energia do processador, devido a aplicação de processos como o SpeedStep.

    Esses processadores Xeon 30xx são bem curiosos pois usam soquete LGA775 ao invés do LGA771 típico dos Xeons da época, sabendo-se que mais tarde, algumas pessoas bem dedicadas formularam métodos não oficiais para adaptar um processador LGA771 para o soquete LGA775. Essa adaptação é um boa opção de upgrade para desktops LGA775, desde que não estejam próximos do “teto de desempenho” (exemplo: Core 2 Duo E8400) desse soquete, até porque no ML/eBay os processadores Xeon tendem a ser mais baratos que os Core 2 Quad equivalentes.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Eu deixei de acompanhar o desenvolvimento de CPUs há uma década e antes dessa eu até dava um certo crédito ao CUPBOSS (conheço há alguns meses apenas), apesar de ter notado que as análises eram muito simplistas. Depois dessa perdeu minha confiança inteiramente.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Eu acabo de confirmar o consumo do ML30 Gen9. Ligado em 110V com o mesmo medidor usado para medir o consumo do ML110 Gen5. É, o consumo do servidor novo é de fato meros 30W na maior parte do tempo.

    Eu não mencionei a tensão em que foi feita a medição por achar que fizesse real diferença, mas porque usei dois medidores inteiramente diferentes e na falta de uma explicação imediata para a grande diferença o método científico me obriga a pelo menos anotar as diferenças nas condições de teste para checar depois.

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Como detectar a vulnerabilidade Eternalblue em sua rede com o NMAP.

Para quem ainda não sabe, Eternalblue é a vulnerabilidade explorada pelo ransomware Wannacry.

É muito simples. Em resumo você vai fazer isto:

nmap -sC -p445 –script smb-vuln-ms17-010.nse 10.0.0.0/24

Como o NMAP para Windows vem com uma GUI chamada ZenMap, basta executar a GUI e colocar o comando acima onde está escrito “Comando: ” e clicar em “Scan”. O resultado da varredura aparecerá segundos depois na tela.

O que o comando faz é procurar em toda a faixa de IPs pela porta 445 aberta. Encontrando-a roda o script. Se encontrar máquinas vulneráveis o resultado é parecido com isto (duas máquinas vulneráveis):

Algumas informações foram editadas com “xx” para proteger os culpados :)

Para máquinas onde a vulnerabilidade não for encontrada não será exibida a seção “host script results”.

Notas:

Cuidado ao salvar o script. O Chrome, por exemplo, vai acrescentar “.txt” ao nome do arquivo, que pode não ser visível dependendo da sua configuração do Windows. Entretanto o NMAP vai abortar deixando claro que não achou o script.

 

8 comentários
  • Fernando Di Ramos - 29 Comentários

    Só vim lhe dar um apoio. Vi várias postagens excelentes nos últimos dias, não tenho nada para dizer sobre elas, mas gostaria que você soubesse que mesmo calados existem muitos que reconhecem o valor e qualidade de suas publicações.

    A postagem atual é excelente, como as passadas sobre o mesmo tema, e sobre duas ferramentas que há muito tempo separei para teste mas nunca testei: AnyDesk e RDPWrap.

    Muito obrigado pela boa obra! abraços

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Obrigado. Às vezes parece que estou falando sozinho, mas como eu gosto de escrever e acho um desperdício ficar com essas anotações somente para mim, publico assim mesmo.

  • Luciano - 493 Comentários

    Bem, como disse Fernando Di Ramos, saiba que, mesmo não comentando, pelo menos umas 3 vezes por semana eu passo por aqui ver se tem novidade, leio, absorvo o conhecimento, mas nem sempre comento, só comento quando tenho algo a acrescentar. B)

  • noname - 1 Comentário

    Também sou dos que não comenta, mas que acompanho e acho ótimos os seus posts. Parabéns!

    PS: O email é fake, mas todo o resto real.

  • Paulo Henrique - 3 Comentários

    Não comento, mas visito seus posts diariamente! Pode ter ctz que você esta ajudando muitas pessoas, mesmo que sejam visitantes gasparzinhos :)

  • Sandro Alvino - 1 Comentário

    Muito útil este post! Mas não tive oportunidade de testar mas vou precisar testar em um cliente, queria saber se alguém testou e confirmou se funciona mesmo.

    Obrigado!!!

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Drive de CD/DVD não lê mais nada depois de tentar copiar um disco arranhado.

A cliente me telefonou dizendo que já tinha copiado para o HDD cinquenta discos e ainda tinha oito que precisava copiar com urgência. Ela já havia reiniciado o computador e tentado de novo, sem sucesso. Como se tratava de um notebook, sugeri a ela que desligasse, tirasse da tomada, removesse a bateria, esperasse algum tempo e depois remontasse tudo para tentar outra vez.

Minutos depois ela ligou dizendo que depois de fazer como eu sugeri o drive voltou a funcionar.

3 comentários
  • Snow_man - 311 Comentários

    Excelente; minhã mãe tem um note Dell que está ruim assim, vou testar quando for lá.

  • Daniel - 29 Comentários

    Tenho um HTPC Asrock em que ocorre o mesmo problema. O drive dele é um blu-ray igual drive de notebook.

    O problema é que quando esquenta o drive e/ou o DVD, mesmo DVDs bons, sem arranhões não conseguem ser copiados.

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