Erro BDE $2B27 “Unknown Internal Operating System Error”

A resposta curta: Verifique se é possível escrever no diretório TEMP do usuário.

A resposta longa:

Era para ser uma operação de rotina.  Encontrei o maldito gbplugin na máquina de um cliente e após pedir autorização, já que a máquina estava apresentando um comportamento estranho, dei boot com o Hiren’s Boot CD para removê-lo e nessa operação aproveitei para apagar o conteúdo dos diretórios TEMP da máquina e do usuário. Tudo rotina.

Ao terminar tudo funcionava, exceto o sistema comercial, que acusava “erro ao conectar ao banco de dados”. Testei acesso à internet e ao servidor e nada parecia errado. Por sorte esse sistema comercial pelo menos se dava ao trabalho de exibir uma mensagem de erro, que inicialmente eu não vira por ter ficado em segundo plano, com a única pista que eu tinha:  Erro $2B27 “Unknown Internal Operating System Error” ao tentar inicializar a Borland Database Engine.

Eu pensei: “Como isso pode ter acontecido? Eu não mexi em nada relacionado ao BDE!”

Pedir ajuda ao “suporte” era impensável. Eles iam provavelmente dizer que eu tinha que formatar a máquina. Eu tinha um “plano B” na forma de um backup Trueimage da instalação que eu fizera em julho, mas conciliar esse backup com todas as mudanças nos últimos três meses ia levar horas.

Uma rápida pesquisa com o Google não me deu nenhuma informação útil. Fui executar o bdeadmin para ver se encontrava outra pista e a mesma mensagem de erro foi dada. OK, vamos reinstalar o BDE para ver se isso resolve. Fiz um backup do diretório e tentei rodar o instalador. Aí acusou um erro dizendo que não podia escrever no diretório TEMP do usuário. Fui checar com o Explorer o caminho indicado e a mensagem foi de que o diretório estava corrompido.

Ahhhhh…

De alguma forma, o Windows 7 do Hiren’s boot CD corrompeu o sistema de arquivos dessa instalação do Windows 8.1 x64. A única coisa que eu fizera de “diferente” foi mandar alguns arquivos para a lixeira em vez de dar o meu habitual CTRL-DEL.

Mandei rodar o CHKDSK. Aparentemente o dano foi grande, porque teve que reiniciar automaticamente três vezes para consertar. Na segunda vez o Windows estranhou (um caso de “mão direita que não vê o que a esquerda está fazendo”) e ativou o “Reparo Automático”, que nunca repara nada mesmo.

Mas após a terceira execução do CHKDSK aparentemente o problema foi resolvido.

 

 

2 comentários
  • Snow_man - 311 Comentários

    Muito bom saber disso, BDE é uma caixinha de Pandora.
    Mas um defeito que li foi “Windows 8.1” :)

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Nessa empresa tudo foi instalado recentemente, com cópias legalizadas. Eu só podia recomendar entre o Windows 7 e o Windows 8.1 e não me vi recomendando o cliente a gastar milhares de reais em um sistema “saindo de linha”, que nem podia mais ser encontrado com facilidade no comércio.

      E eu já estava usando o Windows 8.1 x64 há meses. Quando dá problema é muito pior que o Windows 7 para consertar, mas quando está funcionando é melhor que o Windows 7. Ao menos para mim.

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Anúncio com mensagem da National Semiconductor para a competição em 1970

Nossa mensagem para a competição é simples e direta

 

Ahhh… bons tempos aqueles sem essa palhaçada do “politicamente correto” que temos hoje…

Nota: Não estou afirmando que a National fosse “melhor” que a competição.

5 comentários
  • Newton Pessoa - 2 Comentários

    Pela fonte tipográfica parece ser a National [antiga marca popular] da Matsushita Electric Company e não a National Semiconductors.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Parece. Mas é impossível atribuir o texto à “outra” National.

      We’ve had it with namby-pamby, blue-sky advertising.

      From now on, National doesn’t pussyfoot. We’re going to take on the rest of the semiconductor industry and let the chips fall where they may.

      We’re the second largest manufacturer in just about every product category and we’re going to let everyone know it.

      We’re also going to introduce some new products that will knock the competition right off their profit margins.

      There are also a few things we’re not going to do.

      We’re not going to make a lot of products nobody needs. That’s Signetics’ job.

      We’re not going to introduce a new, hotshot device that isn’t even off the drawing board yet. Fairchild is much better at it anyway.

      We’re not going to promise a shipment for September that we couldn’t possibly deliver before Christmas. That’s TI‘s game.

      And, we’re not going to sit around on our ingots waiting for the second source business; Motorola‘s cornered the market on that one.

      In short, we’re going to be damned hard to compete with.

      You know where nice guys finish!”

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    E aparentemente este é o mentor intelectual da mensagem, Bob Widlar:

    ;

  • VR5 - 397 Comentários

    Hoje em dia na era do “politicamente correto” um cara aparecer fumando, bebendo e fazendo esse gesto… kkk…

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Eu não bebo, não fumo, não faço esse gesto (à toa) mas me incomodo ainda mais com a turma do “PC” do que com essas coisas.

      Gente que tem um problema com o conceito de liberdade de expressão e não se acanha de ficar policiando a vida dos outros.

      Pensando melhor, eles tem um problema com todo o conceito de “liberdade”.

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O que a indústria óptica e as religiões tem em comum?

Todas esperam que você abrace seus “produtos” baseado apenas em “fé”.

Nota: O que estou chamado de “óptica” aqui é o que quase todo mundo no Brasil chamaria de “ótica”.

Esta estória começa no meu post anterior. Saí do consultório com uma receita de multifocal hi-tech e mais blá-blá-blá de oculista, apesar de ter sido bem específico quanto a querer mais conforto para perto. Minhas primeiras palavras para o oculista foram “eu leio muito”.

A lente recomendada pelo oculista foi a multifocal Hoyalux Wide Pro com tratamento Blue Control. Na “ótica” onde consegui isso mais barato o par de lentes custa R$1400 à vista. Esta é a receita, com nomes editados para a proteção dos culpados:

Traduzindo a receita, para longe eu tenho meio grau de astigmatismo nos dois olhos e 0.25 de miopia no esquerdo. Para perto adicionar 2.25 graus às medidas para longe.

Eu indaguei o oculista sobre que benefício essa lente “blá-blá-blá-pro-blá-control” me daria comparada com uma prescrição somente para perto e a explicação dada não faz o menor sentido para alguém como eu, que nunca usou sequer bifocais. Até pareceu que com o simples movimentos dos olhos, automagicamente, a lente refocaliza para as mais variadas distâncias.

Então eu fui pesquisar na Internet, incluindo me sujeitar a muita conversa fiada no youtube. Tirando o “Blue Control” que tem muitas explicações e demonstrações de como funciona, para minha surpresa nem a Hoya se dá ao trabalho de explicar visualmente a “mágica” de operação de suas lentes multifocais. blá-blá-blá “regiões”, blá-blá-blá “clareza”, blá-blá-blá “tecnologia”, blá-blá-blá “conforto”… e nada de sequer uma simulação por slides de como a coisa funciona e, principalmente, qual a vantagem de uma lente dessas para alguém que só quer corrigir a visão para perto. Tanta tecnologia e eles não podem fazer um filme de demonstração? Esse obscurantismo para mim é sinal (sempre é) de que uma explicação minuciosa deixaria mais gente alarmada do que entusiasmada com essas lentes.

O que, raios, uma imagem como esta explica? Como você se adapta a isso? A imagem dá a entender que o tablet poderia estar em qualquer posição acima ou abaixo para ser lido com a mesma clareza e certamente só funciona assim se for por mágica.

Aparentemente essa regiões laterais são para quando você move os olhos lateralmente, sem mover a cabeça. Mas isso nem bate com o resto da imagem e a existência dessas regiões gera mais dúvidas.

Exemplos das minhas dúvidas:

  • Hoje eu tenho quatro monitores  na minha mesa*, três dos quais eu posso ver claramente apenas movendo os olhos. Para mim parece óbvio que eu vou perder essa capacidade com a lente exibida na imagem acima e vou ter que ficar movendo a cabeça até para focalizar os dois monitores mais próximos. Pior que isso: como meu monitor principal tem 22″ será que até para ler uma linha de texto se estendendo de um lado a outro da tela (no momento em que escrevo isso cada linha tem 34cm) eu vou ter que ficar movendo a cabeça lateralmente?
  • Hoje eu consigo ler em um tablet, celular ou computador com mais ou menos a mesma clareza em distâncias de 40cm a 1 metro. Neste momento eu estou digitando com um teclado no meu colo a 40cm e com o monitor mais elevado a 70cm do meu rosto. Com um simples movimento dos olhos, sem mover a cabeça, eu alterno entre o teclado (sou “dedógrafo”) e o monitor. Acho evidente que usando uma multifocal eu vou perder essa habilidade.
  • Hoje se eu estiver apenas lendo e inclinar a cabeça, continuo lendo com exatamente a mesma clareza; mas se eu usar multifocais não vou ser obrigado a manter a cabeça reta para que as linhas não cruzem as zonas de visão? Qual a altura dessa zonas?
  • Hoje o topo do meu monitor principal está exatamente na altura dos meus olhos quando minha coluna está ereta. Mas isso não está na região “para longe” dos óculos? Para ler o que está escrito no meu monitor, que hoje eu posso varrer de alto a baixo sem mover a cabeça, eu vou ter que inclinar a minha cabeça para trás em um movimento antinatural ou ter que redesenhar toda a minha mesa? Se eu tiver que refazer minha mesa vai ser para poder ver também o quarto monitor sem mover a cabeça, posicionando-o acima do monitor central. E não para acomodar as pseudo-vantagens de uma lente cheia de frescuras.

A explicação mais técnica que encontrei está na Wikipedia que pelo menos lista os problemas, convenientemente ignorados pelo marketing, que você pode ter com multifocais.

Na falta de explicações convincentes a favor das multifocais estou inclinado a teimar em comprar um óculos de foco fixo (ou até dois) só para ler e trabalhar com eletrônica mesmo. Minha prescrição “só perto” sai por R$390 com lente “Premium Trivex Blue Control”. Para mim o inconveniente de ficar trocando de óculos parece ser de longe muito mais conveniente que as limitações das multifocais. Já marquei consulta com outro oculista para ver no que dá.

Algum de vocês tem algo a dizer sobre isso? Estou especialmente interessado na experiência de alguém que usa multifocais.

 

 


* No centro, meu monitor principal FullHD de 22″. À direita, meu monitor auxiliar de 17″.  À esquerda o monitor de 17″ onde acompanho boa parte da casa pelo NVR. À esquerda deste, fora do meu campo de visão imediato, o monitor de 19″ com a imagem da TV por assinatura.

17 comentários
  • Marcel - 71 Comentários

    Não vou ajudar, só vou lançar mais dúvidas! :-)

    Minha mãe, quando se cansou de usar 3 óculos com cordõezinhos no pescoço (sim, ela não se habituou com o bifocal, nem com multifocal), decidiu usar lentes gelatinosas (para hipermetropia, que fique claro). Ainda assim, depois de usar lentes combinadas com óculos, passou para outro nível. Passou um tempo usando um recurso que eu até hoje me pergunto como funciona: uma lente de cada olho voltada para cada ocasião. Assim, ela enxergava melhor de longe com o olho esquerdo, e melhor de perto com o olho direito. E o cérebro compensava as diferenças e se acostuma, segundo ela…

    Faz um tempo que não converso com ela sobre isso, então não sei se parou. De qualquer forma, serve pra te lançar mais caraminholas

    https://coopervision.com.br/about-contacts/monovision-contact-lenses

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Isso é a técnica da “monovisão”. Meus olhos foram operados com essa técnica mas não surtiu o efeito desejado. O primeiro cirurgião disse que eu me adaptaria e estou há cinco anos esperando por essa adaptação. Este segundo com quem falei agora explicou o motivo: a operação não alcançou a monovisão. Para isso eu precisaria de mais “x grau” em um dos olhos (não lembro agora).

    Eu poderia alcançar a monovisão com lentes de contato? Talvez. Mas também poderia com óculos.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Eu acabo de testar duas multifocais de minha mãe. A experiência é instantaneamente desagradável. Basta mover a cabeça lateralmente para o mundo inteiro se deformar. E minha mãe certamente não comprou a mais barata.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Isso parece ser o que estou procurando. É chamado de “óculos intermediário” ou “ocupacional”. Um exemplo são as lentes Hoya Desktop, que tem modelo para 4m e 2m.

  • Sidmar - 21 Comentários

    Jefferson, a uns 8 anos atrás eu tive esta mesma dificuldade que está tendo agora.

    Na época optei por um modelo de foco fixo para perto já que era mesmo para usar no trabalho com computador.

    Depois de uns 2 anos voltei para uma nova avaliação pois o óculos já não estava ajudando muito e como o grau tinha alterado e eu precisaria fazer novas lentes, resolvi investir no multifocal.

    Depois de pesquisar bastante escolhi este daqui (https://www.zeiss.com.br/vision-care/pt_br/products/lentes-para-oculos/lentes-progressivas/lentes-progressivas-precision-pure.html#produtos-disponiveis) na versão para perto (até 2 metros) que tem me atendido bem já a 2 anos.

    Mas os problemas realmente são estes que você levantou. O foco só é perfeito no centro da lente (na horizontal) em toda a sua extensão de baixo até em cima. Um pouco para os lados já detona geral a imagem. Conclusão, vai ter mesmo que ficar virando a cabeça de um lado para o outro para poder focar corretamente.

    Se bem que em alguns casos mesmo com o desfoque, hoje, eu já consigo trabalhar sem mexer a cabeça pois tem várias coisas que posso “conferir” sem focalizar então eu só movo os olhos e verifico o que preciso. Quando tenho mesmo que ler, aí não tem jeito. Tem que virar a cabeça.

    O movimento lateral ainda é aceitável mas o ruim mesmo é o pra baixo e pra cima.
    Eu também gosto de trabalhar com a posição do monitor mais abaixo, quase igual a sua com o nível dos olhos em torno dos 85% a 90% da parte superior da tela. Mas ficar levantando a cabeça para poder focalizar a parte superior é realmente bem ruim.

    Neste caso esta versão “para trabalho” do multifocal (a Zeiss tem versão para 1, 2 e 4 metros) coloca a parte superior da lente nesta distância ajudando um pouco com este problema de movimentação na vertical. Só que com isto não dá pra andar com ele na rua que vai ser bem ruim.

    Como minha visão pra longe ainda é aceitável, quando saio na rua eu retiro o óculos.

    O problema mesmo é dirigir. Dentro do carro não dá pra ver o painel sem o óculos e com eles não fica bom pra ver a rua/estrada. Ainda bem que eu quase não dirijo.

    Bem esta é a minha “visão” sobre isto. Não resisti ao trocadilho…

    Abraços.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Depois da operação eu não tenho problemas para dirigir em nenhuma situação. Vejo mais que o suficiente de longe e até mesmo o hodômetro é perfeitamente legível. Usar uma multifocal no carro iria me criar problemas onde hoje eles não existem.

      Eu realmente não pretendo usar esses óculos para nada que não seja ler e analisar/reparar circuitos.

      Aparentemente essa sua lente é semelhante à Hoyalux Wide Pro. Mas estou apenas comparando blá-blá-blá. Evidência, que faz falta, nada.

  • Fernando Di Ramos - 29 Comentários

    Mano, não trago muita informação. Apenas experiência.

    Uso óculos desde os 7 anos, então uso óculos a quase 30 anos, :p

    Sou míope com astigmatismo. E a melhor lente que já usei na vida era hoya.

    O engraçado é que ela é barata. Comprei na última vez de outra marca mais cara e recomendada pela ótica… e a lente é horrível. Ela não é tão clara quanto a minha antiga, é mais pesada e um saco para limpar. Minha antiga hoya com papel higiênico ela ficava linda… já caiu em asfalto e não arranhou. Essa nova preciso lavar com detergente e secar sem realizar movimentos para a lente não manchar.

    Tenho um tio oftalmologista e ele sempre recomenda essas lentes “mais simples” sem muita invenção. É corrigir o foco da luz e só. abraços!

  • maximusgambiarra - 26 Comentários

    Eu tenho miopia, uso óculos há muito tempo e também nunca entendo o que querem dizer os nomes das lentes (não sei, porque as balconistas das óticas também não sabem). As minhas Crizal Trivex eu achava que eram da marca Crizal, modelo Trivex.
    Tentando entender o que é esse Blue Control das suas lentes, cheguei no blog desse cara, que tem um trabalho ultra relevante de traduzir para os não inciados as informações sobre as lentes de óculos:

    http://www.blogdopaulus.com/2017/03/guiabluelight.html

    Finalmente eu posso dizer que uso uma Hoya, as mesma dos filtros da minha camera!

  • Walter - 140 Comentários

    Bom, vamos lá com a minha experiência.

    Como eu disse no meu comentário do outro post, operei há 25 anos, ainda com bisturi (ceratotomia radial). Eu tinha 7 graus de miopia e fiquei com 0.50 de miopia em um olho e 0.75 de astigmatismo em outro. Eu tinha 24 anos quando da cirurgia. Fiz com o pioneiro da cirurgia no Brasil, Dr. Molinari (o plano do Banespa cobria), muita gente zerou, mas eu não tive essa sorte.

    Eu tirei a minha habilitação após a cirurgia, sem a necessidade de lentes corretivas. Minha visão para distância é boa, mas tenho problemas a noite, a famigerada visão estrelada ao olhar para a iluminação artificial.

    Eu trabalho com design gráfico e passo muito tempo na frente dos monitores. Hoje uso dois de 29 ultra wide. É uma área bem grande para se acompanhar com os olhos, 1.40m de um extremo ao outro.

    Cinco anos atrás, aos 44 anos, comecei a sentir dificuldades para ler, trabalhar e muita dor de cabeça. Fui ao oftalmologista e ele me receitou uma multifocal. Fiz uma lente Zeiss que realmente nem me lembro qual era na época, mas era a segunda abaixo do portfólio da empresa. Foi cara, muito cara para a época, algo em torno de 1.900,00 reais. Hoje eu uso estes óculos apenas para ver TV.

    Conversando com um dono de ótica aqui perto de casa, ele me deu a dica que resolveu o problema, e pode resolver o seu. Ele me recomendou fazer uma lente para perto (presbiopia) com 0.50 grau, a mais do que o receitado, com anti reflexo, e usa-la só para trabalhar. É o que uso até hoje e funciona muito bem. Minha receita era de 1 grau, fiz óculos de 1.5. Eles já estão fracos e estou precisando fazer uma nova receita, dizem que após os 45 ou 50 a presbiopia sobe .50 a cada cinco anos.

    Como não sinto falta de óculos para longas e médias distâncias, não vou fazer mais multifocal, vai ser um óculos para longe, apenas para ver tv e ir ao cinema, um para leitura e outro para trabalhar.

    A única coisa que estou achando estranho no seu caso é essa prescrição de 2.25 para perto. É muita coisa! Você é muito novo para isso! Com a progressão natural do enfraquecimento do músculo, você não vai conseguir enxergar mais nada aos 60 anos!

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Eu trabalho com design gráfico e passo muito tempo na frente dos monitores. Hoje uso dois de 29 ultra wide. É uma área bem grande para se acompanhar com os olhos, 1.40m de um extremo ao outro.

      Minha situação é bem parecida com a sua. Meus três monitores principais ocupam uma área de 1,30m.

      Foi cara, muito cara para a época, algo em torno de 1.900,00 reais. Hoje eu uso estes óculos apenas para ver TV.

      Você ainda deu “sorte” de pelo menos ter encontrado uma utilidade. Não que isso anime, considerando o preço.

      Conversando com um dono de ótica aqui perto de casa, ele me deu a dica que resolveu o problema, e pode resolver o seu. Ele me recomendou fazer uma lente para perto (presbiopia) com 0.50 grau, a mais do que o receitado, com anti reflexo, e usa-la só para trabalhar. É o que uso até hoje e funciona muito bem. Minha receita era de 1 grau, fiz óculos de 1.5.

      Eu estava matutando sobre algo assim ainda ontem. Seu relato me convenceu a botar dinheiro nessa idéia.

      Como não sinto falta de óculos para longas e médias distâncias, não vou fazer mais multifocal, vai ser um óculos para longe, apenas para ver tv e ir ao cinema, um para leitura e outro para trabalhar.

      É engraçado que os oculistas achem que com isso a gente não se acostuma.

      A única coisa que estou achando estranho no seu caso é essa prescrição de 2.25 para perto. É muita coisa! Você é muito novo para isso! Com a progressão natural do enfraquecimento do músculo, você não vai conseguir enxergar mais nada aos 60 anos!

      Eu também estava desconfiado desses números. Veja a receita que recebi ontem, do cirurgião que me operou:

      e a receita da semana passada:

      Elas só concordam no eixo!

      Minha idéia, no momento, é fazer ambas com uma lente barata e ver a que fica melhor.

      Este oculista não fez qualquer recomendação de lentes. Mas insistiu que eu vou ficar mais confortável com multifocais. Ainda assim ele frisou que isso quem decide sou eu.

      • Jefferson - 6.606 Comentários

        Minha idéia, no momento, é fazer ambas com uma lente barata e ver a que fica melhor.

        Ou ir a um terceiro oculista munido das duas receitas (sem os nomes de quem emitiu) com o explicito requerimento dele me testar com ambas para ver qual está certa. Certamente mais rápido e mais barato.

      • Walter - 140 Comentários

        Vai ver que esse segundo médico já colocou 2.25 considerando o meio grau a mais para trabalho com monitores, mas mesmo assim, continua muito diferente. Acho que uma terceira opinião é válida sim. Isso se o seu plano de saúde não encrencar contigo.

        • Jefferson - 6.606 Comentários

          Eu falei com o SAC hoje e me disseram que não há qualquer problema. Ainda bem, porque pagar R$540 por mês para só ir ao médico a cada x anos e ainda ficar esbarrando em restrições é dose.

          Gostaria de ter dinheiro para pagar consulta particular de R$350 sem pestanejar. Mas não tenho.

  • VR5 - 397 Comentários

    Bom saber: agora com quase 48 anos finalmente minha visão está pedindo para usar óculos. E vai começar a peregrinação…

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Fui ao terceiro oculista. Abri o jogo com ele, mostrei as receitas que eu tinha e expliquei o meu problema.

    Eu disse a ele que esperava que ele me dissesse qual da receitas estava certa ou até me desse uma receita inteiramente diferente. Quando ele me examinou ele me disse, rindo, que eu ia acabar mesmo com uma terceira receita. E uma quarta, porque ele foi o que melhor compreendeu meu problema e receitou dois óculos para perto. Um para ler no computador e outro para trabalhar com eletrônica (mais perto).

    Perto:

    +2,75, -0,50, 20
    +2,00, -0,75, 160

    Intermediário:

    +2,00, -0,50, 20
    +1,25, -0,75, 160

    No exame ele me entregou um tablet já preparado para isso exibindo letras de diversos tamanhos e me pediu para segurar o tablet a duas distâncias diferentes do rosto enquanto escolhia as lentes.

    Ele também questionou um dos médicos ter recomendado uma lente multifocal. Ele me disse que eu não me adaptaria a uma lente dessas.

    Eu vou fazer os dois óculos recomendados por ele.

  • Luciana - 1 Comentário

    Peguei minhas multifocais ontem (400,00 – nem de longe essas premiuns q vcs pagaram) + 400 de armação nova (lentes grandes). Achei um horror!!!! Tô pensando em voltar na ótica hoje. Antes uma armação estreita p longe (tenho miopia) e verificar a distância de perto por baixo do óculos, como sempre foi. Senti-me limitada c as multifocais, e achei inútil a região intermediária. As laterais são prejudicadas, a região p longe é limitada, p perto é estreita e a movimentação de cabeça q se exige p ver as coisas… aff, trabalheira!! Cheguei em casa não enxergando meus gatos aos meus pés, tinha q encostar o queixo no pescoço p vê-los. Detestei a experiência. Acho q não estou disposta ao período de adaptação. E outra, o oftalmologista me passou 1,25 p perto, sendo q tenho visão perfeita p perto. Ele disse q todo mundo depois dos 40 precisa usar óculos p perto. (Bom, não eu, ainda.) Minha visão p perto ficou pior. Obrigada pelo artigo e comentários de vcs.

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Parece que um dia a tecnologia vai tornar os oculistas obsoletos…

…mas enquanto isso não acontece eles abusam do poder de esnobar você.

Já se passaram cinco anos desde que operei os olhos. No geral o saldo foi positivo, mas não tem sido uma experiência livre de problemas. Este mês eu decidi que passo tempo demais lendo para continuar tolerando o desconforto gerado pelos problemas residuais na minha visão e que vou voltar a usar óculos, pelo menos para leitura e trabalho com eletrônica.

Como além de querer uma segunda opinião eu não estava inclinado a perder uma tarde inteira para ter uma audiência de cinco minutos com oculista (ocorrência normal com aquele que me operou) eu marquei consulta com um outro conhecido cirurgião de Recife e durante a marcação foi frisado que era com hora marcada. Cheguei 20 minutos antes. Uma hora depois da hora marcada eu fui chamado e em vez de me deparar com o oculista me pediram para sentar à frente de três equipamentos diferentes para fazer testes que eu já conhecia. Após uns poucos minutos nisso me disseram que iam dilatar minhas pupilas.

Ninguém me avisou nada sobre isso na marcação, nem que eu ia ficar incapacitado de ler o que estava escrito no meu celular, onde eu estava tendo uma conversa com dois clientes via whatsapp. Mas este é outro problema.

Alguns minutos depois de terem aplicado o colírio me mandaram para a recepção dizendo que “daqui o pouco o doutor vai chamar”.

Meia hora depois me chamam. Pensei que finalmente ia falar com o oculista. Fui levado para outra sala onde passei por mais dois equipamentos.

Novamente me disseram: “daqui a pouco o doutor vai chamar”. Muito depois que o “daqui a pouco” virou “daqui a muito” e eu percebi que ia ser o último a ser atendido eu tive que ir perguntar à recepcionista se o atendimento ali era mesmo com hora marcada.  Ela me disse que o doutor tivera um imprevisto com uma cirurgia.

Meu atendimento só aconteceu duas horas e meia depois da hora marcada. Nossa conversa durou não mais que 10 minutos e saí de lá menos que satisfeito. Neste outro post eu discuto o resultado. Convenientemente para todos esses “profissionais” você tem que passar o dedo no leitor de impressões digitais quando chega, porque se fosse no momento do atendimento eu tenho certeza de que eles não achariam que “um imprevisto com uma cirurgia” fosse motivo para deixar um paciente com hora marcada esperando duas horas e meia, sem dar qualquer satisfação. Vossa excelência o médico ia voltar desse “imprevisto” para encontrar pelo menos metade da sua agenda ausente.

Quanto ao título do post, quase todo o trabalho do oculista hoje é feito pelas suas assistentes operando os equipamentos. Até o velho “fica melhor assim… ou assim?” Eu não me surpreenderia ao descobrir que até a receita que recebi fora preenchida previamente por uma das assistentes. Se eu estiver certo, para quê temos que esperar pelo oculista?

4 comentários
  • Moisés Fontana - 8 Comentários

    Essa sua história me lembrou uma situação que vivi a alguns dias.

    Precisei levar minha filhinha de 5 anos de idade, ao pronto atendimento, um local onde o hospital da cidade, que se diz referência na região, faz os atendimentos particulares, planos de saúde e tal, ou seja, não era o SUS.

    Chegando lá, me deparei com um cartaz enorme, colocado estrategicamente em um local onde ninguém poderia dizer não ter visto, com o tempo médio de atendimento de acordo com a gravidade do paciente.
    Pois bem, tinha lá desde atendimento imediato, atendimento em até 30 minutos, atendimento em até 120 minutos e atendimento em até 240 minutos, isso mesmo, dependendo do seu problema, você poderia ter que esperar até quatro horas pelo atendimento.

    Minha filha passou pela triagem e foi classificada para o grupo de 120 minutos, fomos atendidos em aproximadamente 90 minutos.

    Moro em uma cidade aqui do Rio Grande do Sul, onde uma lei municipal determina que nos bancos, o atendimento seja realizado em até 20 minutos, sob pena de multas e outras sanções.

    Agora acompanha meu raciocinio. Serviços de banco, eu diria que aproximadamente 80% deles, você consegue resolver sem nem ir ao banco, você pode utilizar o aplicativo no seu smartphone, ir a um caixa de auto-atendimento, ir até um correspondente bancário, utilizar o site do banco no computador, etc.
    Quando você está doente, você não resolve o problema abrindo um aplicativo no smartphone, você não resolve o problema em um auto-atendimento em uma máquina, você precisa ir ao médico.

    Está percebendo a ironia? Uma criança febril, com dificuldade em respirar, pode esperar 120 minutos pra ser atendida, enquanto alguém que vai para a fila do banco pagar uma conta, que poderia facilmente pagar aquela conta de inúmeras outras formas, tem direito a ser atendido em 20 minutos.

    Infelizmente, como sempre fala um dos meus cunhados, nesse país está tudo errado!

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Eu entendo o que você quer dizer mas infelizmente há uma lógica nisso. Se você abrir vaga para caixa de banco vai ter fila de gente qualificada se esbofeteando pela vaga. Conseguir médicos é muuuito mais difícil. E o problema está aí: na falta de médicos. Um problema que não pode ser resolvido (facilmente ou sequer a médio prazo) por uma lei.

  • Fernando Di Ramos - 29 Comentários

    Medicina vai acabar, :p

    Diagnóstico por máquina/algoritmo em muito em breve vai superar completamente o trabalho humano. Já trabalhei em laboratório, é tudo pronto. Quem assina é o médico/biomédico mas quem laudou foi o equipamento.

    Os equipamentos de Oftalmologia já são em sua grande maioria automáticos, quem opera normalmente é técnico em enfermagem ou auxiliar de consultório.

    Acho que no começo deste ano vi uma matéria comparando o grau de sucesso de diagnóstico de um algoritmo com auto-aprendizado e médicos reais e a taxa de acerto foi maior com o algoritmo. É este o caminho e não tem volta.

  • Walter - 140 Comentários

    Juro que eu li:

    Parece que um dia a tecnologia vai tornar os ocultistas obsoletos…

    O_o O_o O_o

    Tou precisando ir no oftalmologista, e olha que a minha cirurgia, ceratotomia radial, feita à bisturi, já tem 25 anos.

    :yahoo:

    Brincadeiras à parte, já há 5 anos uso óculos para filmes (meio grau de miopia em um olho, e 0.75 de astigmatismo em outro, sequelas da cirurgia), e para leitura, 1.5 graus de presbiopia. Mas aí, os meus quase 50 anos justificam.

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A poltrona mais “confortável” para mim hoje é de plástico monobloco

É incrível como sua percepção muda quando você tem um problema de coluna.

Minha última cadeira “acolchoada” teve que ser afastada para manutenção porque todo o revestimento de couro fajuto tinha se desprendido e estava muito suja. Essa cadeira eu comprara há anos no Extra em Recife depois de pelo menos uma hora experimentando cadeiras no showroom.  Comprei este ano uma poltrona substituta “presidente”, bonita, imponente, que no meu teste no showroom não me pareceu causar dor mas que em casa foi reprovada em no máximo dois dias. Substituí “temporariamente” por uma de plástico do quintal e estou com ela há mais de seis meses.

Não tem indicação de modelo, mas é uma Grosfillex e pela aparência é uma “Poltrona Fidji Baixa“:

A julgar pelas inscrições embaixo ela foi fabricada em 1994. É surpreendente que o modelo tenha sobrevivido até hoje, com a atração que a maioria das empresas parece ter pelo conceito de “linha 20xx”. O fato é que essa cadeira oferece o que eu acho mais importante hoje: eu esqueço que ela existe. Até meus pés ficam perfeitamente assentados no chão, mesmo sem regulagem. Não é que a dor na minha coluna desapareça com ela, mas resta apenas uma dorzinha que eu só estou notando agora porque estou pensando no assunto enquanto digito. Se eu encontrasse um cadeira que anulasse 100% da dor eu compraria pelo menos meia dúzia.  :)

Já para dirigir eu sinto dor muito mais rápido no GOL 2000 do meu pai do que no meu UNO 97.

 

4 comentários
  • Ygor Almeida - 136 Comentários

    Por um acaso já experimentou sentar em uma cadeira tipo a do Jô Soares. Tudo bem que é uma de 2.5k em reais. Acho que não vai comprar 6 delas mas é uma delicia sem igual.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Não pude deixar de notar o nome do produto:

      Cadeira Raynor Eurotech Ergochair V2 2016 Plus Elite Giratoria Ergonomica Diretor Presidente em Tela Mesh Preta

      Alguém está de sacanagem aí. Isso é um produto das Organizações Tabajara?

      R$2500 é certamente caro e certamente faz falta. Mas se fosse a única alternativa para zerar a dor na minha coluna eu pagaria. Entretanto, minha cadeira que está encostada por estar muito suja custou R$300 e neste momento eu não estou sentindo dor alguma na Grosfilex.

      Não, não é porque eu vi o preço dessa que a dor acabou na de plástico. :D
      Ontem mesmo, horas depois de ter escrito o post, a dor de que falei já tinha passado. Essa dor deve ir e voltar e eu nem me dou conta dela por estar acostumado.

      E o que é pior: eu poderia provar essa cadeira, achar confortável, e em casa descobrir que não serve. Já aconteceu com pelo menos três outras. Para “aprovar” de verdade uma cadeira só passando um dia inteiro com ela.

  • Jorge Mendonça - 60 Comentários

    Pra quem tem problema de coluna todo investimento é válido mas os valores são bem altos. Você comprando a cadeira online pode usar alguns dias e como em 2 ou 3 dias você já confirma a eficiência, pode usar o direito de arrependimento e devolver se for o caso.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Eu não gosto desse tipo de coisa e prefiro arcar também com o ônus (não apenas com o bônus) de minhas escolhas. Para mim o direito ao arrependimento só deveria valer enquanto eu não recebesse a encomenda.

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Como desabilitar teclas do teclado defeituoso de um notebook

A última vez que discuti esse assunto foi há 10 anos no G&G. Na época eu queria remapear uma tecla. Hoje eu precisei desabilitar uma e minha dica de 10 anos não servia.

Esta semana mais um notebook meu apresentou problema no teclado. Na maior parte do tempo não estava conseguindo digitar sequer uma palavra inteira sem interferência. Eu tinha certeza de que era uma tecla não-ASCII que estava disparando ocasionalmente, mas não tinha certeza de qual. Não adiantava usar teclado USB ou o teclado virtual.

O primeiro passo foi aproveitar um momento em que o teclado me deixou digitar uma sentença inteira para acessar este teste online, que me mostrou que era a tecla “Sel” que disparava ocasionalmente. Particularmente importante é o fato de que as teclas do teste permanecem destacadas mesmo após serem desacionadas, o que permite flagrar teclas que disparam sozinhas por uma fração de segundo, que era o meu problema. Se eu não tivesse conseguido digitar o bastante para acessar o site meu plano era criar um atalho para ele em outro computador e copiar esse atalho para um pendrive.

O segundo passo foi baixar e executar o programa Sharpkeys. Um substituto muito melhorado do Remapkey com pelo menos três funcionalidades inexistentes no utilitário da Microsoft:

  • Permite mapear uma tecla para “nada”, efetivamente desabilitando-a;
  • Oferece a possibilidade de você simplesmente apertar a tecla que deseja remapear/desabilitar para identificá-la. Você não fica limitado às teclas que estão listadas;
  • A funcionalidade anterior oferece a possibilidade adicional de testar qual tecla não-ASCII está disparando sozinha. Basta executar o programa, ir até “type key” e esperar.

Note que toda mudança requer que você faça logoff. O Windows só confere os mapeamentos ao fazer login.

Apesar do autor dizer que você precisa estar usando Windows 2000, Windows XP, Windows Server 2003, Windows Vista, ou Windows 7, o programa deve funcionar também com todas as versões mais recentes do Windows. Eu conferi no Windows 8.1 x64.

Isso parece ter resolvido meu problema.

Coisas que o programa não pode fazer, segundo o autor, com alguns comentários adicionados por mim:

  • Inverter as posições de duas teclas. Isto é: você não pode trocar a posição do Z com a do Q e esperar que as duas teclas ainda funcionem;
  • Mapear um conjunto de teclas em uma tecla. Isto é: você não pode fazer com que apertar uma tecla qualquer tenha o resultado de um CTRL+C;
  • Mapear cliques do mouse para teclas (óbvio);
  • Suportar certas teclas de hardware que o Windows nunca “vê” como a maioria das teclas Fn (essa tecla geralmente só é “vista” pelo BIOS do notebook);
  • Suportar mapeamentos diferentes para usuários diferentes. O mapeamento é para a máquina inteira;
  • Proteger você de si mesmo. Se você desabilitar uma tecla essencial e não puder mais fazer login, vai ter que reformatar (não não vai. Isso é o que a maioria das pessoas acha. Basta fazer uma edição offline do Registro para apagar a chave HKEY_LOCAL_MACHINE\SYSTEM\CurrentControlSet\Control\Keyboard Layout), tendo em mente que CurrentControlSet pode ser três chaves diferentes.

 

12 comentários
  • Snow_man - 311 Comentários

    Obrigado Jeff. O notebook da minha esposa precisa, a tecla Del insiste em disparar sozinha, vou tentar desligar ela com o Sharpkeys.

  • Rafa Borges - 1 Comentário

    Bom dia, Jeff.
    Meu notebook está com problema na tecla Esc. Usei o SharpKeys pra remapear a função desta tecla para outra tecla (Pause/Break, que nunca uso), porém não tive sucesso. Meu SO é o Windows 10.
    Você tem uma ideia do que poderia resolver isso?

  • Yuno-san - 1 Comentário

    Muito obrigado, tava com o mesmo prolema mas era com a tecla alt esquerda. vlw man

  • Thiago - 1 Comentário

    Muito obrigado, já estava sem esperanças. Eram as teclas PgUp e PgDn se clicando sozinhas.

  • Rosângela Lima - 2 Comentários

    Estou com o mesmo problema meu querido, mas fiz o teste aqui, é são 6 teclas. Sendo, duas delas, são letras e ponto de interrogação e dois pontos. O que faço nesse caso? Se eu preciso de todas as letras para escrever. Como resolver? Obrigada, Seu artigo foi o único até agora que li, e que vi uma luz. Mas, como tenho seis teclas ruins, incluindo letras, queria saber antes de iniciar qualquer configuração. Me ajude por favor. Me chamo Rosângela, e não entendo nada disso, e muito menos tenho uma mão masculina aqui para arrumar isso pra mim. Além de escrever, até vídeos do YouTube, tudo esta sendo afetando por essas teclas estarem assim. Agradeço de coração se pude me responder e tentar me ajudar. Abraços,

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Infelizmente seis teclas é muita coisa. Mesmo que houvesse essa mesma quantidade de teclas “que você nunca usa” em um notebook, isso atrapalha severamente o uso.

      Minha recomendação é comprar um teclado USB (com fio custa entre R$20 e R$30) e usá-lo em vez do teclado original. Se dessas seis teclas você tem alguma que dispara sozinha desabilite-a com o Sharpkeys ou ela vai interferir com o uso do teclado USB.

      • Rosângela - 2 Comentários

        Pois é, é muita coisa. Mas, consegui desabilitar 4 teclas que foram: Home, End, PgUp e PgDn. Pois, elas eram as piores, estavam clicando sozinhas não permitindo que eu fizesse NADA. As outras teclas B e N não estão atrapalhando a escrever, nem nada. Só as outras, mesmo estavam insuportáveis. Abri também meu teclado, e limpei minunciosamente tecla por tecla, e mesmo assim essas 4 teclas que depois desativei, continuavam loucas kkk. Então achei melhor desativar mesmo. Eu mal uso elas mesmo. Só espero que elas não se ativem sozinhas né. Porque até agora aqui, esta tudo ok.

        Obrigada por me responder viu? Deus te abençoe por esse artigo esclarecedor.

    • Letícia Lobato - 1 Comentário

      Como o aplicativo que ele mostrou remapeia o mapa, você pode trocar as que não usa, tipo F12, por essas defeituosas

  • Adson Souza - 1 Comentário

    ola,eu_desativei_a_tecla_espaço_porém_ela_foi_desativada_apenas_no_usb,meu_teclado_do_not_continua_apertando_sozinho,o_que_posso_fazer?

  • Gabriela - 1 Comentário

    Consegui desligar minha tecla f2! Muito obrigada

  • BRUNO - 1 Comentário

    Rapaz, muito boa essa dica do Sharpkeys, eu tinha tentado de tudo mas não resolvia.
    Na verdade o ideal seria abrir e desconectar o cabo da placa, mas estou sem ferramentas para fazer isso.
    O meu teclado nativo tava em curto (caiu líquido), e aí mesmo com o USB ficava ativada uma tecla (NUM -). Tentava desativar como o programa DisableKeys e funcionava para quase tudo, mas em algumas telas (tipo gerenciador de dispositivos e instalações de programas) voltava a ativar.
    Com essa desativação do registro ficou lindo demais, perfeito.

    Forte abraço!

  • Bruno R - 1 Comentário

    Muito valioso o texto. Me salvou de uma bronca grande que estava acontecendo no meu teclado.

    Jefferson, obrigado pelo texto e por manter ativo o blog!! :yahoo: :yahoo:

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Ver o suporte técnico de um sistema comercial trabalhar ainda é assustador.

Eu comecei a reclamar disto há quase dois anos.

Na semana passada eu comecei a trabalhar com o suporte técnico de mais um sistema comercial e isso serviu para manter a impressão negativa que tenho de todos eles. Eu não tinha tempo nem saco para acompanhar tudo o que eles faziam nas máquinas do cliente mas o que pude ver ou conferir depois que eles terminaram já basta.

  1. Compartilharam o diretório inteiro do sistema comercial na rede com acesso escrita e leitura para TODOS;
  2. A aplicação deles foi configurada para rodar com privilégio de administrador no servidor. Pelo menos nas outras máquinas não foi;
  3. Eu dei acesso remoto via Anydesk em todas as máquinas mas em seguida instalaram o AMMYY e, como o AMMYY tem problemas com isso, desligaram o UAC. No servidor e no caixa. Acho que quem configurou o balcão foi outra pessoa porque não fez isso.

E tudo o que eu posso fazer é ficar contornando as bobagens que eles fazem para tentar garantir alguma segurança para a instalação.

Por que essas coisas me incomodam:

1: Notas fiscais, banco de dados e outros arquivos podem ser apagados por acidente ou maliciosamente por qualquer pessoa que sente na frente de um computador, com qualquer permissão de acesso. Qualquer ransonware meia boca em qualquer máquina pode criptografar o sistema inteiro e pedir resgate. Qualquer file infector rodando em uma máquina pode infectar os executáveis do sistema comercial e assim infectar todas as outras máquinas, etc, etc, etc.  Estou acostumado a ver pior. Os “técnicos” de suporte saem compartilhando com permissões de escrita o diretório Arquivos de Programas e até partições inteiras incluindo as de sistema. No Windows XP você ainda flagrava isso só de abrir o explorer mas desde o Windows 7 a Microsoft deixou isso menos óbvio e é preciso executar com regularidade o comando net share para conferir se nenhum compartilhamento novo foi criado. Às vezes você só percebe quando está em outra máquina e nota os compartilhamentos extras aparecendo.

2: Quando uma aplicação precisa de privilégios de administrador ou o usuário vai precisar ser administrador ou vai ter que ter a senha de administrador, o que no final dá no mesmo. O ideal é que todos os usuários trabalhem no menor grau de permissão possível. Isso não impede a ação de ransonwares, mas esse não é o único problema de quem precisa dar manutenção;

3: Hoje, até eu que rodava o Windows 7 com UAC desligado para que ele não me enchesse o saco, acho perigoso.

 

13 comentários
  • Matuto - 129 Comentários

    Eu tive um cliente que o software do estabelecimento (criado por um programador exclusivamente pra ele)também era compartilhado e qualquer micro conectado na rede local tinha acesso irrestrito. Eu acredito que isso é um meio do programador “facilitar” a vida dele, ou seja, ele instala o software nos micros, compartilha e “um abraço” pro cliente. É tipo uma preguiça que eles tem de deixar o mínimo de segurança. Pelo menos nesse meu caso, o cliente não usava internet em nenhum micro (na época) e o programador criou uma rotina de backup do software, no servidor, pra copiar a pasta pra um HD externo três vezes ao dia pelo Cobian Backup. Eu acredito que o melhor para o cliente é quando o programador se comunica com o profissional de TI, para deixar tudo alinhado. No meu caso, o cara me odiava! hehehe

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      No meu caso, o cara me odiava! hehehe

      Rapaz, esses “programadores de banco de dados” parecem ter uma mentalidade que é difícil de compatibilizar com a mentalidade de quem faz a manutenção/segurança. É muito fácil entrar em rota de colisão com esse pessoal e para evitar criar uma situação em que alguém sinta vontade de me sabotar eu prefiro manter distância e tentar fazer meu trabalho apesar das besteiras deles.

  • Arthur Dowsley - 13 Comentários

    Mas em empresas rodando Active Directory os usuarios sem permissão não podem nem instalar nada. Aqui na empresa toda vez que precisam instalar algo, tem que me chamar. Simples assim. Pode trazer no pendrive, o que for. Não executa sem permissão de ADM. Acho que já ajuda bastante. Ai quando o “suporte do software” precisa, eu instalo ele faz o que precisa sobre minha supervisão e depois nem adianta pedir. Deleto assim que termina. Abs

    • Snow_man - 311 Comentários

      Arthur, sei que AD ajuda muito, mas não tenho muita experiência; atualmente uso Windows Server apenas com compartilhamento de arquivos;
      Se pudermos trocar informações, agradeço.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Mas em empresas rodando Active Directory os usuarios sem permissão não podem nem instalar nada.

      Eu posso estar falando bobagem, mas a não ser que você tenha criado uma diretiva de segurança com uma whitelist de executáveis, todo mundo pode instalar softwares como o Chrome, certo? E nesse caso você nem precisa de Active Directory, porque você pode implementar a diretiva em qualquer máquina avulsa. Até onde sei o AD apenas simplifica esse trabalho para um grande número de máquinas.

      Ai quando o “suporte do software” precisa, eu instalo ele faz o que precisa sobre minha supervisão e depois nem adianta pedir. Deleto assim que termina. Abs

      Você parece estar falando do ponto de vista do profissional de TI que atende UMA empresa. Eu estou falando do ponto de vista de quem atende por contratos de manutenção ou avulso. Aqui se eu bloquear o acesso do suporte do sistema, toda m***a que acontecer vai ser culpa minha. É impressionante como esses “sistemas comerciais” precisam de manutenção constante. Seria de se esperar que o sistema que já roda há sete anos na empresa já tivesse todos os bugs resolvidos, mas toda hora aparece uma novidade que requer a atenção do suporte do sistema. E não estou falando das palhaçadas do sistema tributário brasileiro que são incontornáveis. Estou falando de problemas até de campos em relatórios impressos que “desaparecem”.

      E eu não estou disponível em tempo integral nem fisicamente, nem remotamente. Pode levar qualquer coisa de alguns minutos até 24H para que eu possa fazer o atendimento.

      • Matuto - 129 Comentários

        Jefferson, eu tenho uma teoria sobre esse problema do software sempre precisar de manutenção. No caso do meu antigo cliente, o programador vendeu uma “parte” do software pra ele, de acordo com o próprio cliente. Então qualquer alteração ou correção, é cobrada por fora e me parece que não é um preço muito justo (de acordo com o cliente). Então eu creio que o interesse do programador é resolver o mínimo de problemas possíveis para que sempre o cliente precise chama-lo e assim ele recebe de novo e de novo pelo serviço ou manutenção no software. Em resumo, o cliente passa dez anos usando o software e estará sempre vinculado ao programador, que continua ganhando dinheiro.

        • Jefferson - 6.606 Comentários

          Eu não quis entrar nesse detalhe mas desde que eu comecei a ouvir as reclamações de meus clientes sobre os problemas nos softwares eu tenho razoável certeza de que consertar uma coisa e quebrar outra faz parte do modelo de negócio da maioria dessas empresas.

          Eu posso apontar uma possível exceção: um de meus clientes usa um sistema que roda 100% no servidor do programador (é em PHP). O “paradigma” é outro. O cliente tende a enxergar como se estivesse alugando um conjunto de serviços e está menos propenso a achar que se o software não der problema toda semana ele não precisaria pagar todo mês por ele. O programador então se sente menos inclinado a sabotar sua própria criação.

          Não que eu esteja recomendando esses sistemas “no computador de outra pessoa”. De jeito nenhum eu recomendo. Eu apenas entendo a diferença.

  • Snow_man - 311 Comentários

    Jefferson, eu quase citava um sistema comercial que um cliente usa, a diferença é que usam o Teamviewer. E infelizmente o sofrimento é o mesmo; em outro cliente, software de contabilidade, eu tinha deixado pra instalar o sistema em uma sub-pasta (d:\rede\sistema) mas na hora que o suporte começou, o “bendito” moveu pra raiz do D: e compartilhou geral.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Jefferson, eu quase citava um sistema comercial que um cliente usa, a diferença é que usam o Teamviewer. E infelizmente o sofrimento é o mesmo;

      Fica pior que isso. Cada “técnico” parece ter sua preferência de software de controle remoto. Eu já cheguei a ter que remover uns quatro ou cinco instalados na mesma máquina.

      Idealmente, eu deveria poder determinar o meio de acesso para que seja usado apenas um, reduzindo a superfície de ataque. Mas eu não tenho como controlar esse pessoal.

  • Snow_man - 311 Comentários

    Jeff, passei por uma neste sábado; normalmente nem iria, mas como a sra da loja é uma pessoa muito agradável, fui no sábado às 14h (horário que iria maratonar a 3a. temp de Dark Matter).

    Situação: durante a semana as vendas não saíam pela net, ficando em contingência; foi piorando e ela acionou o suporte do sistema que, mesmo estando uns 600 metros de distância do shopping, só atendem remoto (ammyy ou anydesk). Resultado: bagunçaram o sistema (cuja base é, acredite, em MDB) e disseram que ela precisava chamar um técnico para formatar o micro (e ficar sem vender com cartões até resolver).

    Fui, fiz backup, formatei, dei acesso remoto, e o suporte me dispensou; como já estava no shopping, fui ver um filme e fiquei de passar lá na volta só pra conferir. O que estava antes foi embora, deixou outro no lugar dele, e este tinha parado porque não tinha o certificado digital da loja pra instalar no sistema. Na hora do backup, eu vi que estava lá o arquivo .PFX DENTRO DA PASTA DO SISTEMA DELES caramba!!!! E eu que tive que mostrar a ele; instalei o certificado e ele prosseguiu.

    Mas o sistema dele insistia em não enxergar o certificado; ele olhava em Opções de Internet, via lá mas nada no sistema. Daí o que o crânio me fala? Que o problema é do certificado, e que eu falasse com a Certificadora (que obviamente não tem plantão fim de semana), e a loja iria ficar sem vender com cartões até resolver na segunda-feira, imagina o prejuízo?!

    Enquanto ele ainda estava online acompanhando, entrei no site da certificadora (Fenacon), baixei todas as cadeias de certificados, instalei, e aí sim o sistema dele funcionou.
    5 minutos de boa vontade em vez de mais 2 dias sem vendas.

    Tá difícil hein, não sei como escolhem na hora de contratar esse pessoal para suporte.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      e disseram que ela precisava chamar um técnico para formatar o micro (e ficar sem vender com cartões até resolver).

      Por causa desse tipo de presepada eu faço uma imagem da instalação com Trueimage depois que o suporte do sistema termina a instalação e de vez em quando depois disso. Assim eu tenho uma razoável chance de resolver até os maiores desastres sem ter que depender deles.

      mesmo estando uns 600 metros de distância do shopping, só atendem remoto (ammyy ou anydesk).

      Porque assim entre outras coisas eles podem “atender” dois ou três clientes de uma vez. Se o cara passar um minuto sem mover o mouse para mim é isso que ele está fazendo: me fazendo esperar enquanto atende outro.

      Tá difícil hein, não sei como escolhem na hora de contratar esse pessoal para suporte.

      Tenho razoável certeza de que essa gente ganha salário mínimo. Você aceitaria bater cartão e tolerar patrão por esse valor?

      Não se pode esperar muito do conhecimento técnico e boa vontade de quem aceita.

      Por que eles se dariam ao trabalho e custo de contratar alguém realmente capacitado se podem jogar o problema nas contas do cliente e do “outro” suporte técnico?

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Outro exemplo de como eles são fraquíssimos.

    Em um de meus clientes a instalação do sistema comercial era coisa para horas de máquina parada. Eu terminava toda a instalação básica da máquina deixando faltando apenas instalar o sistema e telefonava para o suporte. Encontrar um técnico desocupado para fazer o serviço já podia levar qualquer coisa entre minutos e horas mas o pior vinha na instalação: o cara tinha que instalar o Chrome para acessar uma conta no 4shared de onde ele baixava os instaladores (e isso porque a empresa deles tem site) e depois começava um complicado processo de instalação que parava o tempo todo (provavelmente porque o técnico estava atendendo outra pessoa).

    Depois de ver pela terceira vez um técnico instalar manualmente cada um dos muitos aliases do Borland Database Engine (BDE) de que o sistema precisava eu perdi a paciência. Como é que esses caras não sabem que a configuração é armazenada no arquivo idapi.cfg e é só copiar o arquivo de outra máquina? Eu não espero que um técnico de manutenção saiba imediatamente disso, mas o técnico de suporte de um sistema que requer o BDE deveria saber como funciona o BDE!

    Ainda por cima, a Borland obsoletou o BDE em 2000. Nada de significativo mudou em 17 anos!

    Aproveitei uma distração de um deles que não apagou os instaladores quando terminou, copiei tudo para o servidor e anotei o procedimento deles. A parte mais difícil que era configurar o BDE eu faço simplesmente instalando-o e copiando um diretório BDE “modelo” por cima depois.

    O que antes requeria horas eu passei a fazer sozinho em 10 minutos. Há pelo menos três anos eu não chamo o suporte para corrigir problemas de instalação desse sistema.

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Achei Star Trek: Discovery “razoável” até agora.

Por enquanto, Enterprise ainda é a melhor série desse universo que já vi.

Meu maior problema é com o modo com que decidiram fazer a chamada “exposição“. Informação demais é passada sobre os personagens nos dois primeiros episódios da série e de um jeito completamente artificial. Começando já na primeira cena com toda a conversa entre a comandante e Michael. Por exemplo, a explicação que Saru dá a Michael de que ele é capaz de “pressentir a morte” deveria ter sido dada por Michael a outro personagem para a cena ser verossímil. Ora, espera-se que um oficial superior da frota conheça perfeitamente o be-a-bá da espécie de qualquer outro oficial. E Michael foi criada em Vulcan, por isso espera-se que ela seja uma enciclopédia. Pior que isso: aparentemente Saru e Michael são colegas de ponte há sete anos.

Parecia uma revista em quadrinhos antiga da Marvel, com os heróis dizendo em voz alta, sozinhos (sim, é ridículo) o que aconteceu na edição anterior.

Mas a série tem potencial basicamente por ser “diferente”. Eu não vou falar muito mais porque é muito cedo para dar spoilers. Estou curioso para ver o que acontece no terceiro episódio.

60 comentários
  • VR5 - 397 Comentários

    Eu sei que não se pode ser muito “retrô” com a audiência e a gama atual de efeitos especiais, MAS… uma série que se passa creio que 10 anos antes da Série Clássica apresentar comunicação holográfica (ainda melhor que Sat Wars)? E aquele computador central da nave com uma baita IA? Desse jeito eles estão tecnologicamente até superiores que TNG, DS9 & VOY juntos… e olhe que foi dito que a Shenzou é uma nave “antiquada”…

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Eu não ligo para isso. E se ligasse, me bastaria pensar que o que via nas outras séries era uma “limitação de orçamento” e não a realidade da época.

      Só não podem é fazer absurdos como o teletransportador interplanetário portátil de “Into The Dakness”.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Coincidência que me deixou matutando ontem: no trailer do terceiro episódio Michael fica muito parecida com a personagem “Bill Potts” da décima temporada de Doctor Who. E ambas tem um nome normalmente atribuído a homens (“Michael” e “Bill”). No caso de “Michael” isso faz mais sentido por ser o nome de um anjo e estes não terem sexo.

    • VR5 - 397 Comentários

      Talvez seja uma referência “sutil” ao fato de ST sempre querer quebrar paradigmas… há tempos já se falou em ter personagens homossexuais em filmes/séries da franquia… quem sabe não é uma “mensagem subliminar” que no futuro poderemos ter Michael bissexual???

      • Jefferson - 6.606 Comentários

        Você quer dizer “transgênero”, não? Eu não conheço todo o canon de Star Trek mas pela longevidade da obra e do número de séries eu tenho razoável certeza de que em alguma delas algum personagem era bissexual, até porque isso dá margem para diálogos cômicos.

        O fato dela se chamar “Michael” foi explicado como idéia do ex-showrunner da série, que criou o hábito de dar a personagens femininos nomes masculinos.

        • VR5 - 397 Comentários

          Sim: em DS9 tivemos o caso da Trill Jadzia Dax, que pelo fato de ter uma simbiose com um ser que já tinha passado pro vários corpos (inclusive por homens) em certo momento se “relacionou” com uma outra mulher humana na série…

          • Jefferson - 6.606 Comentários

            E já que mencionei Doctor Who, na próxima temporada “ele” será interpretado por uma mulher pela primeira vez. Isso promete ser interessante.

            • Snow_man - 311 Comentários

              pow, Doctor Who ser uma mulher? WTH
              Tá um saco isso hoje em dia; vide o estrago com Caça Fantasmas.
              Já não basta a maioria dos filmes só ter heroína?

              • Jefferson - 6.606 Comentários

                Eu não vejo problema nisso desde que faça sentido. No caso de Caça Fantasmas não fazia e o resultado terrível acompanhou as expectativas.

                No caso de Doctor Who, o fato dos “Time Lords” não terem um sexo específico já foi estabelecido no mínimo desde 2014 quando “The Master” ressuscitou como “Missy”.

                A “mudança de sexo” pode ser interessante e certamente divertida quando a estória permite isso.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    O terceiro episódio foi “mais ou menos”. A direção poderia ser melhor mas o que realmente me incomoda é que a atriz interpretando Michael definitivamente não me convence. O personagem é complicado: uma humana que cresceu em Vulcan é uma personalidade difícil de antecipar. Mas isso não é desculpa pois ou você serve para o papel ou não serve.

  • Snow_man - 311 Comentários

    Jeff, ontem assisti aos 3 episódios, por conta da sua recomendação; por mais que tenha gostado, me parece que essa série talvez não sobreviva à segunda temporada.
    Continuo achando chato isso do nome, pow, é como ver um cara sendo chamado de Joana, mas isso é o de menos. Aquele “computador” é muito ilógico pra mim, e os Klingons não convenceram tanto, gostei mais deles no trailer rs.
    Gosto de Michelle Yeoh desde A serpente e o dragão; espero que de alguma forma ela apareça mais vezes.

  • VR5 - 397 Comentários

    Podia ser pior: estão acompanhando a nova série da Marcel Inumanos? Horrível!!!

  • rodrigomotta - 114 Comentários

    Discovery para mim ta parecendo uma “Enterprise” … Tá … humm.. ok.
    O StarTrek legal de se ver no momento é o The Orville.
    Esse sim é StarTrek na veia.
    Se tirar a comédia =)

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    O episódio S01E05 “Choose your pain” ofende minha inteligência. E olha que eu sei que Star Trek geralmente não se esforça nesse sentido, mas este foi demais.

    Num momento, a almirante diz que a frota tem razões para acreditar que os Klingons sabem sobre a Discovery e determina que esta precisa ficar “na moita” até que a tecnologia de salto possa ser duplicada.

    No momento seguinte o capitão está num inexplicável passeio “sozinho” onde inexplicavelmente é interceptado por uma nave Klingon.

    No momento seguinte a mesma almirante despacha a Discovery para resgatar o capitão.

    Nãaaaooo, não há nenhuma incoerência nisso.
    Nãaaaooo, não havia nenhuma chance de ser uma armadilha Klingon para capturar a Discovery

    E o pior de tudo mesmo: não era uma armadilha Klingon.

    É demais para a minha paciência.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      ahhh… e quando você controla uma prisão, não precisa colocar microfones nos bichinhos de estimação de prisioneiros e muito menos precisa da colaboração destes. “As paredes tem ouvidos” não é uma metáfora maluca.

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Achei a segurança da prisão fraca de mais, mas eu ainda acho que foi facilitado a fuga de propósito, quem garante que ele não saiu de lá com um equipamento de rastreio implantado (ou até com alguma lavagem cerebral Klingon ?) no corpo para facilitar a captura futura da Discovery ??? Achei a fuga fácil demais para uma suposta prisão Klingon, que ninguém nunca escapou vivo! Ainda acho que vai ter desdobramentos (não é possível que tenha sido assim tão fácil, ofende a nossa inteligência se realmente foi assim tão simples!), caso contrário o nível da estória é similar a uma novela da Globo (das mais ruins) como por exemplo, Malhação!

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Achei a segurança da prisão fraca de mais

      Só a da prisão? Como aquela nave Klingon pôde entrar e sair do território da federação, presumivelmente nas proximidades de um posto de comando, que também presumivelmente só faz sentido existir bem longe de fronteiras, sem ser molestada? Os Klingons já tem a tecnologia da Discovery? Que vantagem oferece a Discovery se qualquer nave Klingon pode fazer essas incursões relâmpago?

      ou até com alguma lavagem cerebral Klingon ?

      Só mesmo uma lavagem cerebral explica o capitão Lorca ter deixado a torturadora dele viva. Nada menos que isso é satisfatório, pois Lorca não é um “bom moço”, eliminar um capitão inimigo estabelece vantagem tática (principalmente em uma fuga) e ele teve excesso de oportunidade para isso.

  • Snow_man - 311 Comentários

    Pior que é aquele tipo de ruim que você espera ver o próximo pra ver, ou se melhora, ou se muda de rumo, ou desiste de vez.

    E o que virá daquela cena do espelho?

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Outro problema de roteiro está na estória do tardígrado, que eles retratam no terceiro episódio como um animal decididamente feroz e “predador” para depois transformá-lo em vítima com uma explicação nada convincente.

  • VR5 - 397 Comentários

    Já assistiu ao último lançado?

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Assisti hoje. Melhorou muito em relação ao anterior. Tirando as tecno-baboseiras, eu dou uma nota 6/10 para o episódio S01E06.

      • Walter - 140 Comentários

        O episódio 7 subiu muito o nível da série. Quer dizer, na minha humilde opinião, que sou fanático por roteiros que envolvem viagem no tempo. Mas a resolução do episódio foi no mínimo ridícula, sem contar que não citam o sequestro da almirante em nenhum momento.

        • Snow_man - 311 Comentários

          e ainda deixou algumas coisas sem explicação, sobre o Mudd
          Ah, e de que serviu saber que a “baleia” tinha uma nave dentro dela?, já que Michael não lembraria disso no reboot.

        • Jefferson - 6.606 Comentários

          Esse episódio realmente é o melhor até agora, mas não por mérito dele e sim por porque os outros deixam ainda mais a desejar.

          Enquanto assistia fiquei incomodado com as seguintes situações:

          1)Num momento Stamets deixa claro que eles tem apenas 30 minutos entre reboots e que “cada segundo que você duvida dele leva os mais próximo da morte” e no monento seguinte ele está esperando pacientemente e até encorajando o romance entre Michael e Tyler. Nenhum dos dois vai lembrar disso então o que se ganha com isso? Aquele momento de romance foi tão absurdo naquela situação que eu dei um FF nele.

          2)É um absurdo que justamente Stamets tenha se entregado a Mudd e mais absurda ainda a razão “não posso mais ver você matando pessoas”. Ora, enquanto Mudd não obtivesse a resposta todas as mortes eram reversíveis e o que ele fez, em um roteiro mais sensato, teria condenado todos.

          3)Eles só tinham 30 minutos e apenas uma pessoa que aprendia com todos os loops. Como eles conseguiram fazer tudo o que fizeram para resolver o problema nesses parcos 30 minutos? Convencer apenas o capitão Lorca já levaria pelo menos 5 (estou sendo bem generoso) e Stamets precisava convencer em um loop apenas *várias* pessoas. E isso com Mudd já andando pela Discovery

          4)Aquela “piscada” na energia da Discovery não tinha nada a ver com o problema?

          5)Por que Mudd precisou sair pela boca da baleia para entrar na Discovery no inicio, mas depois não precisou mais?

          6)É, a resolução do episódio eu ainda não consegui entender.

          E as fichas que caíram depois que eu assisti:

          1)Como Mudd sabia onde encontrar a Discovery? Existe uma app para isso?

          2)Por que Stamets fala com Michael em vez de falar diretamente com Lorca? Por que ele não sobe no elevador com Michael? Por que ele perde tempo indo procurar Michael na festa se seria mais rápido ir até a ponte e avisar sobre a baleia antes mesmo dela ser detectada?

          3)O episódio mostra que cada reboot é diferente do anterior e a audiência entende que isso se deve às diferentes escolhas feitas pelos personagens devidas a mínimas variações entre interações, mas mesmo assim nós vemos Mudd agir com se ele tivesse que cronometrar cada passo dos tripulantes para passar por um corredor. Essas duas abordagens do que acontece dentro de um loop me parecem incompatíveis sem uma explicação.

          • Walter - 140 Comentários

            É, tem bastante furo no roteiro mesmo. Mas em relação às suas dúvidas, pelo que eu entendi, a piscada acontece sempre que se inicia um loop temporal, e é quando a Discovery detecta a “baleia”. Quanto ao Stamets falar com a Michael, ele comenta logo na primeira tentativa que já tentou falar direto com o Lorca, mas sem sucesso.

            • Jefferson - 6.606 Comentários

              a piscada acontece sempre que se inicia um loop temporal,

              Faz sentido, mas eu gostaria que o roteiro explicasse o motivo. Então a Discovery “sente” o loop? Como?

              Quanto ao Stamets falar com a Michael, ele comenta logo na primeira tentativa que já tentou falar direto com o Lorca, mas sem sucesso.

              Eu assisti de novo a primeira tentativa dele (porta do elevador), a segunda (engenharia) e a terceira (a caminho do hangar). Ele não diz nada nem parecido com “tentei falar com o capitão”.

              • Walter - 140 Comentários

                Ué, vou ver de novo então, eu tinha quase certeza que ele comentava sobre não conseguir convencer o capitão.

                Quanto ao “como” acontece a piscada, isso realmente ficou no ar.

                • Jefferson - 6.606 Comentários

                  Em um dos loops Stamets chega até Michael seis segundos após a piscada (22m53s). Se ela marca o início do loop temos mais um problema no roteiro, porque no primeiro loop vemos que ele estava com o “esposo” em outro lugar da nave.

                  • Walter - 140 Comentários

                    Essa é fácil de responder, o Stamets se move também no tempo, ele pode sim mudar fatos passados a partir de conhecimentos futuros. Aliás, esse é o personagem que, se bem desenvolvido, pode tornar essa série a melhor coisa da ficção cientifica na tv nos últimos 20 anos.

                    E um outro detalhe, o roteiro não precisa explicar tudo o tempo todo, né? Alguma coisa pode ser deixada pra imaginação da audiência. Afinal, não é um filme do Christopher Nolan :-P

                    off-topic: As notificações de novas mensagens e comentários do blog estão indo para a caixa de spam para mim, mais alguém com esse problema? Uso gmail.

                    • Jefferson - 6.606 Comentários

                      ele pode sim mudar fatos passados a partir de conhecimentos futuros.

                      Mas aí ele seria um Deus Ex Machina que destruiria toda a graça não só do episódio mas da série inteira.

                      Ihhh… f*deu!
                      Chama o Stamets!

                      o roteiro não precisa explicar tudo o tempo todo, né? Alguma coisa pode ser deixada pra imaginação da audiência.

                      Isso funciona quando as questões deixadas para a imaginação da audiência geram principalmente respostas interessantes. Mas quando a primeira coisa que vem à cabeça e, pior ainda, a solução mais plausível é “o roteirista é um idiota preguiçoso” isso foi feito errado. Para mim é o caso desse episódio.

                    • Walter - 140 Comentários

                      Tem limite de encadeamento nos comentários? Não consigo responder pro teu comentário abaixo desse.

                      E… pois é, chama ao Stamets! Aí que vai estar a graça da série, espero!

                    • Jefferson - 6.606 Comentários

                      Sim, o limite é de 10. Não achei que fosse necessário mais que isso.

                  • Walter - 140 Comentários

                    Melhor abrir um tópico pra cada episódio então… :lol:

        • Jefferson - 6.606 Comentários

          E lembrando que essa série se passa antes de TOS:

          De onde Mudd tirou a tecnologia para teletransportar tripulantes com um gesto?

          De onde Mudd tirou a tecnologia para blindá-lo contra disparos dentro da Discovery?

        • Jefferson - 6.606 Comentários

          Mudd deixou claro que tinha olhado a lista de oficiais. Como ele não pensou em ir atrás justamente de Stamets se ele queria saber como a propulsão funcionava?

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    E o motivo para o personagem de Mudd ter se safado para mim é claro: o ator é melhor que a atriz principal e o personagem é interessante. Se a série durar ele vai voltar para ser o “Q” da Discovery.

    • Snow_man - 311 Comentários

      Com certeza, até valeria a pena ressuscitar ela em TWD kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      Outro furo que pensei depois de ler tudo aqui: Stamets matou Mudd na sala do reator, e poderia ter matado em outros loops; como engenheiro, como ele não percebeu (ou procurou) o artefato no braço de Mudd, que gerava os loops? Bom, aguardando o próximo episódio.

      • Jefferson - 6.606 Comentários

        Pelo que eu entendi, a destruição do cristal (no braço de Mudd ou dentro da baleia) provocava o reboot. Então bastaria matar Mudd antes que ele colocasse uma bomba na Discovery.

        Porém, para um plano como o de Mudd funcionar é imprescindível o uso de um dispositivo “homem morto” que provoque o reboot automaticamente. É evidente que Mudd usou um para garantir que com sua morte tudo começasse de novo. A única saída que vejo era impedir Mudd de entrar na Discovery.

  • Snow_man - 311 Comentários

    Q is a fictional Deus ex machina character in Star Trek

    interessante.

    btw, seu link wikipedia abre na mesma aba do Quicktalk, tirando o visitante do site.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Você não conhecia Q? É um dos personagens mais interessantes “desse universo”. E as interações dele com a tripulação costumam ser no mínimo divertidas.

      btw, seu link wikipedia abre na mesma aba do Quicktalk, tirando o visitante do site.

      Ao comentar eu não tenho a opção de adicionar a tag para abrir em outra janela ou aba com um clique e dá preguiça adicionar manualmente.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Curiosamente, logo depois que você postou isso alguém removeu a referência a “Deus Ex Machina” do artigo. Foi você?

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Os últimos dois reboots são os mais problemáticos.

    Para começar, como Stamets é o único além de Mudd que pode aprender algo de um loop para outro, qualquer evento que não seja do conhecimento de Stamets é inútil. É tempo perdido. Então vamos lá:

    No penúltimo reboot Mudd já tomou todo o controle da Discovery, incluindo o poder de fazer gestos teatrais para teleporte, bem cedo. Eu estimo que mais ou menos uns 20 minutos antes do prazo acabar. Após a suprema estupidez de Stamets, Mudd teleporta-se com ele para a engenharia para aprender sobre o papel de Stamets na propulsão. Michael vai com Tyler até a baleia, aprende sobre a nave de Mudd e vai entregar a ele que é o único outro membro valioso da tripulação.

    Isso tudo sem ser do conhecimento de Stamets!

    Último reboot. Michael não sabe de nada do que aprendeu, nem que se entregou para Mudd. Stamets só sabe que agora Mudd vem direto atrás dele. Mudd, que agora sabe tudo o que é preciso e está no encalço de Stamets e Michael convenientemente só chega à ponte mais ou menos dois minutos antes do prazo de meia hora expirar.

    Embora existam possíveis explicações para a demora de Mudd que salvou a Discovery, o roteirista poderia ter encaixado uma cena em que Michael explica seu plano para Stamets antes de falar com Mudd para não ficar esse gigantesco buraco na lógica da trama.

    • Walter - 140 Comentários

      Você está me forçando a ver esse episódio de novo! O_o

      E, se ele gerou tanto debate, realmente deve ser o melhor, porque, convenhamos, o que mais tem nas séries e filmes novos são furos de roteiro.

      Segunda feira vou fazer sessão dupla! :yahoo:

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Eu estou acompanhando The Orville e estou achando bastante interessante (sem compromisso com ser sério e com bastante humor), quase como o 1º Startreck com Spock e o Capitão Kirk, recomendo! A estória não tem uma continuação, pelo menos as estórias terminam em cada episódio, diferente do Discovery.

    Estou gostando do também Discovery, apesar dos enormes buracos na estória. Mas poderia ter uma estória melhor amarrada!

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Eu estou assistindo desde o comentário de Rodrigo Motta lá em cima. Ainda estou em dúvida sobre o que acho da série e depois farei um post sobre isso.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Eu estou em dúvida se o episódio S01E08 novamente ofende minha inteligência ou não. Os guerreiros Klingon são retratados como estúpidos assim sempre ou é só nessa série? O roteirista mostrar que KOL sabe que L’RELL está mentindo não muda o fato de que eles deixaram uma prisioneira valiosa escapar debaixo do nariz deles.

  • Walter - 140 Comentários

    Tem assistido aos episódios da volta da primeira temporada, Jefferson? Ainda tem seus furos (todo o plano do Lorca é inverossímel, e ele ainda conta com um idiota útil pra libertá-lo), mas no geral eu achei que melhorou muito. Como série de ficção e ação, está bem interessante.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Eu desisti de ST:Discovery no começo de S01E09 quando o capitão disse que Stamets precisava fazer 133 saltos em sucessão. A série não tem nenhum atrativo que me faça tolerar as altas doses de bullshit.

      • Snow_man - 311 Comentários

        kkkkkkkkkkkkkk até agora não entendi essa dos 133 saltos; e só deu em zebra.
        Pra piorar, entraram na onda de “multiverso”, já tá chato várias séries usando isso.

        • Jefferson - 6.606 Comentários

          O episódio até que começou bem. Eu estava justamente pensando em como a decisão de Lorca de obedecer a ordem de retornar, mas usando o Warp Drive, tinha sido sensata, quando ele me veio com essa logo depois do blá-blá-blá doideira de Michael e Saru sobre como detectar as naves Klingon invisíveis.

          É muito absurdo junto, numa série que se passa antes de todas as outras do universo Star Trek.

        • Walter - 140 Comentários

          Snow_man, Fazia parte do plano do Lorca. Isso fica claro nas lembranças que a Michael tem quando se dá conta do que está acontecendo.

  • Walter - 140 Comentários

    Tente dar mais uma chance, eu realmente acho que melhorou, principalmente no aspecto da ação, e algumas pontas começam a ser amarradas, algumas explicações começam a fazer sentido, incluindo essa dos saltos. Quanto ao multiverso, é bom lembrar que ele sempre esteve presente em Star Trek, desde a série clássica. Aliás, acredito que isso também vai ser usado pra explicar várias outras questões.

  • Snow_man - 311 Comentários

    Jeff, você precisa ver a temporada atual, suas análises são ótimas pra mostrar o quanto essa série poderia ser melhor, mas tá ficando uma furada.

    Não sei se é real, mas rolou um twitter mostrando uma cena dublada usando o tal pronome neutro :dashhead1: :dashhead1: :dashhead1: :rtfm: :rtfm: :rtfm: :dashhead1:

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Qual deles? Da última vez que olhei já tinham inventado uma dezena só para a língua inglesa O_o

      Mas apesar da minha birra com a palhaçada que virou a chamada “política de gênero” uma coisa é preciso admitir: o português precisa de um pronome neutro. Mesmo que você não concorde com sua aplicação a seres humanos e mesmo descartando as possibilidades acrescentadas pela ficção científica, a necessidade deles para outras criaturas e para conversação online é evidente.

      Sempre que falo sobre um animal eu digo “ele”. Eu não sei se é “ele”. Meu interlocutor não tem como saber se eu disse “ele” por não saber ou se disse por saber. Hoje isso só fica claro se você usar “ela”.

      Numa conversação online, onde eu não tenho como saber qual o sexo de uma das partes, eu deveria usar um pronome neutro e não assumir que seja “ele”, como faço hoje, pela mesma razão acima.

      Eu não sei sobre a tal cena do episódio, mas se o original tinha “it” eu sou a favor de usar um pronome neutro na dublagem.

      Lembrando que eu não sei de qual pronome neutro você está falando. A quantidade de pronomes neutros proposta lá fora chega a ser ridícula.

  • Marcelo Neuri Haag - 111 Comentários

    A terceira temporada está estranha… uns odeiam, outros amam, outros (como eu) assistem “na inércia”, pois tem tempo e são fãs da franquia, mas que está estranho, isso está…

  • Marcelo Neuri Haag - 111 Comentários

    O episódio final da terceira temporada foi decepcionante (como aliás toda ela)… Discovery está se tornando séria candidata a ser a pior série da franquia, rivalizando com “Picard”…

  • Marcelo Neuri Haag - 111 Comentários

    Boa noite. Já que o seu artigo sobre “monólogo interior” linkou para cé: ainda estás assistindo a série?

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Os russos estão caprichando nos efeitos especiais

Mas ainda precisam melhorar no roteiro, direção, elenco…

Guardians – 2017 – Esse eu tentei assistir por alguns minutos e desisti.

Attraction – 2017 – Só vi o trailer, mas dá algumas dicas de que também é fraco.

 

3 comentários
  • VR5 - 397 Comentários

    Pois é, eu sempre me pergunto: POR QUE o Brasil não consegue fazer uma ficção científica decente? Por aqui só rola biografias, dramas existencialistas e comédias “enlatadas”…

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Você esqueceu de Tropa de Elite.

      Cinco dos muitos motivos:

      1)A pirataria aqui é generalizada. Gente que troca de carro todo ano (modelo de 150 mil) faz questão de comprar pirata no tabuleiro do camelô e/ou comprar receptor de satélite clandestino. Seria preciso fazer em inglês para tentar vender lá fora;
      2)Ter uma empresa aqui é muito mais complicado do que lá fora. Entre outras coisas ter o governo como seu principal sócio é um grande empecilho à produtividade;
      3)Importar os equipamentos e softwares necessários é mais caro do que lá fora
      4)Não temos gente qualificada o bastante com nossa educação sofrível;
      5)Não há incentivo à inteligência neste país.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      A propósito, você foi bloqueado por causa do filtro de SPAM burro que implicou com a palavra “existencialistas”.

      Tive que editar o código fonte do plugin para remover “cialis” da lista.

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Os spammers agora são notificados quando você registra ou altera um domínio?

Eu sou cliente da Godaddy há mais de uma década e nunca tivera qualquer problema com o serviço até alguns dias atrás quando eu decidi apontar os servidores de DNS de um dos domínios que estava estacionado lá há anos, jeffersonryan.com, para cá. Dois dias depois eu comecei a ser inundado por SPAM oferecendo serviços especificamente associados ao “registro” desse meu domínio. Eu estava revoltado com a Godaddy, achando que eles estavam vendendo minhas informações para os spammers mas depois de ter lido este tópico do fórum deles onde várias outras pessoas reclamam da mesma coisa e de uma pesquisa no Google, eu agora estou razoavelmente certo de que os spammers encontraram um meio automatizado de obter informações sobre domínios recentemente registrados ou modificados.

Para meu azar eu não estava usando um endereço de email descartável nesse registro.

1 comentário
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